Alberto nasceu no ano 1150 em Parma, na Itália, no seio da rica e nobre família Avogrado, dos condes Sabbioneta. Ainda muito jovem, resolveu deixar a vida mundana da Corte, ingressando no Convento dos Cónegos de Santo Agostinho de Mortara, em Pavia. Em pouco tempo, foi eleito prior pelos companheiros e, em 1184, foi nomeado bispo de Bobbio, cargo que recusou porque não se achava preparado e à altura da função.
Porém essa não era a opinião do papa Clemente III, que nesse mesmo ano o encarregou de assumir o bispado de Vercelli. Assim, Alberto não teve como recusar. Assumiu a missão com tanta vontade de fazer um bom ministério que ficou na função por vinte anos, levando o povo local a uma vida de penitência, oração e caridade. Era sempre tão conciliador e justo na intermediação de causas que o imperador Frederico Barbaroxa solicitou seus préstimos para solucionar uma disputa entre Parma e Piacenza, em 1194.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pedro de Arbués Mártir vitimado pelos que odiavam a Inquisição, Santo 1441-148
no reino de Aragão,
foi morto quando rezava
na catedral de Saragoça
A maior glória da Espanha era sua catolicidade destemida, ufana, realista. O espírito racionalista do século XIX detestava particularmente esse admirável espírito espanhol. Daí organizar uma campanha de difamação contra esse país e contra suas mais legítimas instituições, cobrindo-os com uma legenda negra, que nosso tempo herdou sem espírito de crítica. O objeto de maior difamação dessa “legenda” foi o Santo Tribunal da Inquisição contra a Perfídia dos Hereges.
É bem verdade que historiadores conscienciosos têm recentemente mostrado a parcialidade e exagero dos críticos desse Santo Tribunal, sobretudo as cifras exageradas que apresentam.
São Roberto Belarmino, Bispo e Doutor da Igreja -Festa: 17 de setembro
(+)Roma, 17 de setembro de 1621
Roberto Belarmino nasceu em Montepulciano, em 1542, em uma família rica e numerosa. Em 1560, ingressou na Companhia de Jesus. Estudou em Pádua, Lovaina e no Colégio Romano, em Roma. Entre seus alunos durante esses anos estava Santo Luís Gonzaga. Foi nomeado Cardeal e Arcebispo de Cápua em 1599. Tornou-se um teólogo pós-Tridentino de grande renome. Escreveu muitas obras exegéticas, pastorais e ascéticas; seus volumosos livros "De Controversiis" são fundamentais para a apologética. Com uma obra tão simples em estrutura quanto rica em sabedoria, seu "Catecismo", foi um "mestre" para muitas gerações de crianças. Outro de seus volumes, "A Arte de Bem Morrer", também é famoso.
CHAGAS DE SÃO FRANCISCO
No dia 17 de setembro celebra-se a festa da impressão das chagas de São Francisco de Assis. Os estigmas que Francisco recebeu em 1224, no Monte Alverne, após uma visão do Cristo crucificado em forma de Serafim alado, são sinais visíveis de sua semelhança à humanidade de Cristo, nos seus três modos: na vida, na paixão e na ressurreição.
Francisco encontrou-se pela primeira vez com o Crucificado na pequena Igreja de São Damião. Num certo dia, conduzido pelo Espírito, entrou nessa Igreja e prostrou-se diante da imagem do Cristo crucificado que, movendo de forma inaudita os seus lábios, disse: "Francisco, vai e restaura minha casa que, como vês, está toda destruída" (2Cel 10,5). E, conta-nos Celano, que Francisco sentiu desde então uma inefável mudança em si mesmo, pois são impressos mais profundamente no seu coração, embora ainda não na carne, os estigmas da venerável paixão.
ORAÇÕES - 17 DE SETEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Quinta-feira – Santos: Roberto Belarmino, Hildegardes, Colomba
Evangelho (Lc 7,36-50) “Por
esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados
porque ela mostrou muito amor.”
Não sabemos quem era a mulher que entrou na
casa de Simão. Mas sabemos que tinha um grande amor no coração, amor muito
maior que todos os seus pecados. Esse amor, que a salvou, veio de Deus, não
nasceu de seu coração, foi sedução que a transformou. Só reconheço meu pecado, quando
me deixo conquistar pelo amor do Senhor por mim. E então tudo se transforma.
Oração
Senhor Jesus, ainda não vos amo o bastante
porque ainda não me deixei conquistar por vosso amor. Não me entrego, ainda
tento barganhar e conservar apegos, com medo de me entregar. Mudai meu coração,
ensinai-me ser amado, e a vos amar de volta. Só assim mudará minha vida,
reconhecerei meu pecado e minhas fraquezas, e vos amarei e poderei ser perdoado
afinal. Amém.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Abriu o Livro”
No segundo domingo comum, lemos o evangelho das Bodas de Caná. É texto rico de ensinamentos. E nos fixamos na manifestação aos discípulos. Hoje vemos Jesus iniciar sua missão, na sinagoga de Nazaré. Proclama sua missão como realização da profecia de Isaias. Sempre movido pelo Espírito afirma que Nele se realiza a profecia, dizendo: “Hoje se realizou essa passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4,21). Interessante é notar que a comunidade de Nazaré era pequena e pobre. Ali se realiza a Palavra. Nossas comunidades humildes são também lugar da total realização do hoje de Deus. Sempre Cristo é total em sua ação. Leremos o texto sobre a grande assembleia de Esdras e Neemias depois do retorno da Babilônia. Temos o lugar nobre, a introdução e leitura do livro da Lei e sua explicação. Cada comunidade que se reúne o faz para ouvir a Palavra. Disseram a todos: “Este é um dia consagrado ao Senhor vosso Deus” (Ne 8,9). Onde se reúne a comunidade e é lida a Palavra de Deus, é um dia consagrado ao Senhor. Por isso dizemos: “Domingo é dia do Senhor”. É dia da Palavra. É dia da comunidade se alegrar. É dia de alegria a ser comemorado. É dia do Senhor que é dia da comunidade e dia da família que continua a celebração em sua casa. Os gestos, as aclamações, os cantos são parte da alegria da Palavra. Teremos sempre uma proclamação e acolhimento da Palavra com consciência e alegria. As grandes e pequenas assembléias realizam a comunicação do Senhor.
O livro aberto
Abrir o livro na celebração da comunidade é um belo símbolo da celebração da Palavra. É a Palavra aprisionada que salta viva no meio da comunidade, com o mesmo vigor do momento em que foi proclamada. Ela reúne o povo como na assembleia de Neemias, como em Nazaré, como Jesus vivo proclamava. É o hoje de Deus. “A Palavra é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes... Tudo está nu e descoberto a seus olhos. E a ela devemos prestar contas” (Hb 4,12-13). Quando é proclamada, é o hoje de Deus. Ela tem o vigor de quem a pronunciou, que é o próprio Deus, pela boca dos profetas e dos apóstolos. Ela toca os corações, como lemos nos textos. Ela promove o culto: “Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: Amém! Amém! Depois se inclinaram e prostraram-se diante do Senhor” (Ne 8,6.8). A Palavra de Deus conforta o povo depois do sofrimento do exílio, anima a reconstrução da cidade e a retomada da vida do povo. A Palavra proclamada é como um rio represado como toma vida e fertiliza as margens. É necessária a abertura do coração e o conhecimento sempre maior de seu vigor em nós.
A lei do Senhor é perfeita
O salmo nos faz refletir a maravilha da Lei de Deus. Lei não é proibição, recriminação. A Lei é a Palavra de Deus que dá conforto, sabedoria, alegria, uma luz aos olhos. O temor do Senhor é puro. Feliz o povo que tem essa sabedoria. Jesus em Nazaré não proclama mandamento, mas abre o caminho para a vida. Ali leva aos corações o carinho de Deus. É todo o Corpo de Cristo que vive em união. Não temos dado atenção à essa condição de nossa vida de cristãos. Estamos unidos entre nós e com Cristo, cabeça do Corpo. A esse corpo estão unidos todos os filhos de Deus. Essa compreensão nos explica muitos elementos da vivência de nossa fé. A vida divina percorre as veias desse corpo.
Leituras: Neemias 8,2-4ª. 5-6.8-10; Salmo 18b;
1 Cor 12,12-14.27; Lucas 1,1-4;4,14-21
1. Cada comunidade que se reúne o faz para ouvir a Palavra.
2. Quando a Palavra é proclamada, se faz o hoje de Deus.
3. A Vida Divina percorre as veias desse corpo.
Nem todo palanque é política
Todo mundo que sobe no palanque se dá uma de orador. E diz muita besteira. Há um orador que vale a pena: aquele que proclama a Palavra de Deus. São palavras de vida. Pena que nem sempre estamos falando a Palavra de Deus. Por quê? Porque não a vivemos com ardor. Vale a pena deixar que a Palavra de Deus passe por nós e chegue a todos. Assim o palanque não cai.
A comunidade é sempre convocada a ouvir. O que vemos com os olhos vai para nossa memória. O que ouvimos com nossos ouvidos vai para o coração e pode modificar nossas vidas. Assim se alimenta todo o Corpo de Cristo.
Homilia do 3º Domingo Comum (23.01.2022)
EVANGELHO DO DIA 16 DE SETEMBRO
Evangelho segundo São Lucas 7,31-35.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem se parecem?
São como as crianças, que, sentadas na praça, falam umas com as outras, dizendo: "Tocámos flauta para vós e não dançastes, entoámos lamentações e não chorastes!"
Porque veio João Batista, que não comia nem bebia vinho, e vós dizeis: "Tem o demónio com ele".
Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: "É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores".
Mas a Sabedoria é justificada por todos os seus filhos».
Tradução litúrgica da Bíblia
(330-379)
Monge,
bispo de Cesareia da Capadócia,
doutor da Igreja
Grandes Regras monásticas, Prólogo
Deus não Se cansa de
nos chamar à conversão
Até quando adiaremos obedecer a Cristo, que nos chama para o seu reino celeste? Quando nos decidiremos a purificar-nos? Não nos decidiremos a abandonar o nosso género habitual de vida, para seguir a fundo o Evangelho? Afirmamos desejar o reino de Deus, mas não nos preocupamos grandemente com os meios para o alcançar.
E, apesar de não nos dedicarmos minimamente à observância dos mandamentos do Senhor, estamos convencidos, na vaidade do nosso espírito, de que somos dignos de receber a mesma recompensa que recebem aqueles que resistiram ao pecado até à morte. Mas quem é o homem que, tendo-se deitado em sua casa a dormir no tempo da sementeira, pode recolher braços cheios de espigas no tempo da colheita? Quem poderá fazer a vindima sem ter plantado e cultivado a vinha? Os frutos são para aqueles que trabalharam; as recompensas e as coroas, para aqueles que venceram. Foi jamais coroado atleta algum que não se tenha sequer despido para combater o adversário? E nem sequer basta vencer, é também necessário «competir segundo as regras» (2Tim 2,5), como diz o apóstolo Paulo, isto é, segundo os mandamentos que nos foram dados.
Deus é bom, mas também é justo: o Senhor «ama a justiça e a retidão» (Sl 33,5); por isso, «Quero cantar a bondade e a justiça: a Vós, Senhor, entoarei salmos» (Sl 101,1). Vê com que discernimento usa o Senhor de misericórdia: não é misericordioso sem examinar, como não julga sem piedade, porque «justo e compassivo é o Senhor, o nosso Deus é misericordioso» (Sl 116,5). Não tenhamos, pois, uma ideia truncada de Deus; o seu amor por nós não deve ser um pretexto para sermos negligentes.
16 de setembro - São João Macias
São João Macias nasceu na Espanha, de família era pobre, mas abundante em bens espirituais e dons da graça.
Perdeu seus pais muito cedo, e juntamente com a irmã foi criado por um tio. Assim que atingiu a idade da razão, foi-lhe confiado o cuidado do rebanho de sua casa. Desde pequenino ocupava seu tempo em rezar e meditar.
Certo dia apareceu-lhe um menino de extraordinária beleza, que lhe disse: “Eu sou João Evangelista. Deus confiou-te à minha guarda por causa de tua piedade. Não tenhas, pois, medo algum”. O Evangelista disse-lhe também que algum dia o menino partiria para terras remotas, onde haveria de ser erigidos templos e altares em sua honra. Depois disso continuou a aparecer-lhe com frequência e com ele conversar.
Entretido com Deus e seus santos nessa vida recolhida, virtuosa, calma e aprazível, João Macias acabava de completar 20 anos de idade.
Bem-aventurado Papa Vítor III-Festa: 16 de setembro
Vítor, de origem lombarda, foi abade em Monte Cassino, por 30 anos, antes de ser eleito Papa. Encontrou uma Roma destruída, metade nas mãos do antipapa. Em apenas cinco meses de Pontificado, fez de tudo para reconstruí-la, infligiu excomunhões e convoco um Concílio em Benevento. Faleceu em 1087.
(*)Benevento, c. 1027
(+)Montecassino, 16 de setembro de 1087
Dauferio, que se tornou monge sob o nome de Desiderio e mais tarde Papa Vítor III, foi uma das figuras mais importantes da vida eclesiástica do sul da Itália no século XI.
Beata Teresa Cejudo Redondo, Cooperadora salesiana, mártir - 16 de setembro
Teresa nasceu em Pozoblanco (Córdoba). Estudou no Colégio das religiosas Concepcionistas. Casou-se com o arquiteto João Caballero Cabrera em 1925 e teve uma filha. Foi exemplo de esposa e de mãe. Como leiga católica, foi presidente das Mulheres da Ação Católica, das Conferências de São Vicente de Paula e das Marias dos Sacrários. Além dessas funções, era uma ativa cooperadora salesiana.
Em julho de 1936, quando as perseguições religiosas começaram, se ofereceu ao Senhor como vítima para o triunfo de sua causa. Seis dias depois do assassinato do pároco, o Beato D. Antônio Rodríguez Blanco, em 22 de agosto de 1936, foi detida por sua condição de católica ativa. Depois de despedir-se de sua família, foi conduzida a prisão. Ali se manteve serena e tranquila, animando todos os que estavam na prisão e dando um exemplo de sublime caridade.
Santas Einbetta, Vorbetta e Vilbetta Virgens-Festa: 16 de setembro
Virgem de Saint Aubet, virgem de Saint Cupet, virgem de Saint Guère.
Da lenda de Karl Hofer (1929): "Três princesas que fugiram para as montanhas diante da ameaça de invasão dos hunos, chegaram primeiro a Lazfons onde, em troca de suas boas obras em favor dos habitantes, coletaram zombarias e insultos, razão pela qual decidiram partir. Quando, diante da subida ao planalto de Maranza sob um sol escaldante, sentiram sua força a ponto de não aguentarem mais, elevaram uma intensa oração ao bom Deus.
Santa Ludmila, Duquesa e Mártir da Boêmia - 16 de setembro
Neste ano ocorrerão as celebrações dos 1.100 anos do martírio de Santa Ludmila, a primeira Santa boêmia e avó do Príncipe São Venceslau. Haverá muitos eventos comemorativos em toda a República Tcheca, mas o ponto alto será em 18 de setembro de 2021, na cidade de Tetin, perto de Praga, o local do martírio da Santa.
Santa Ludmila, é a padroeira dos educadores cristãos e mães de famílias. A mãe é de fato a primeira educadora, por ensinar e dar exemplo a seus filhos, formando assim o primeiro núcleo importante de sua personalidade futura.
Aqueles que estiveram em Praga certamente se lembrarão, entre outras inúmeras obras monumentais, da enorme Praça das Venceslas, estrategicamente localizada entre a Cidade Velha e a Cidade Nova e um símbolo dos destinos nacionais, bem como da identidade tcheca na história moderna. Ao lado do Museu Nacional está o monumento equestre do padroeiro São Venceslau (905 ca.- 935), propagador do cristianismo na Boêmia e assassinado jovem por seu irmão diabólico Boleslau.
Santa Inocência,Virgem e Mártir-Festa: 16 de setembro
(+)Rimini, 16 de setembro, cerca de 303
Segundo a tradição, Inocência, nascida em uma família nobre e rica, foi martirizada em Rimini pelo imperador Diocleciano aos dezesseis anos, no século IV. Em nossa diocese, existem vestígios muito antigos do culto a essa mártir. A paróquia de Monte Tauro ainda hoje é dedicada a ela.
A maior parte das informações atuais provém do volume “Della storia civile e sacra riminese”, de L. Tonini, Rimini, 1856. A obra relata que o culto à mártir Inocência está documentado de forma confiável em um período anterior à literatura hagiográfica lendária subsequente.
De fato, uma capela de Santa Inocência, ou “monastério”, existente no centro religioso de Rimini, perto da sede do bispado, é mencionada já em um documento datado de 6 de maio de 996 (Privilégio de Oto III ao Bispo Uberto) e em uma bula do Papa Lúcio II datada de 21 de maio de 1144.
Além disso, no século XIV, acreditava-se que a santa mártir estivesse sepultada ali, e os “Estatutos” locais prescreviam que, em seu dia festivo, 16 de setembro, fosse feita a oferta de um pálio; porém, nos séculos subsequentes, surgiram dúvidas quanto à existência do túmulo ou arca de Santa Inocência.
Santa Eugênia da Alsácia ou de Hohenbourg, Abadessa - 16 de setembro
Eugênia nasceu em uma família principesca por volta do fim do século VII em Obernai, França. Seu era pai Adalberto, Duque da Alsácia, e sua mãe Gerlinda, de uma família não menos importante que a de seu pai. Eugênia teve também uma irmã, Santa Atala.
Eugênia recebeu do céu um coração terno e sensível e cheio de boas inclinações para a virtude. Embora tudo concorresse para que ela se voltasse para as coisas do mundo - a nobreza de sua raça, os bens de seus pais, a beleza e a sabedoria, a doçura de seu caráter e as graças de seu espírito - a Providência desejava que todos esses dons fossem usados para a maior glória de Deus.
Bem jovem ela prometeu consagrar a Deus sua vida e desejava viver a pobreza, dedicando-se a socorrer os doentes, consolar os aflitos e proteger os fracos.
Ao completar 15 anos, data marcada por sua tia Santa Odília, fundadora da Abadia de Hohenbourg, para sua consagração pública a Nosso Senhor, Adalberto e Gerlinda a abençoaram e acompanhada por eles ela se dirigiu para Hohenbourg.
Santa Eufêmia de Orense, Mártir
Morte Segundo século ou 10 de julho de 138. Lobios (Espanha)
Pai Lúcio Castélio Severo
Atributos Palma e anel
Venerada em Igreja Católica
Mecenato co-padroeira de Orense na época medieval junto com Santa María Madre e San Martín de Tours
Santa Eufêmia de Orense, conhecida simplesmente como Santa Eufêmia (119 ou 120 - 10 de julho de 138 ou antes), foi uma santa que morreu martirizada no tempo do imperador Adriano.
Devido à escassez e origem duvidosa dos dados hagiográficos, Santa Eufêmia não aparece entre os santos oficiais que aparecem no martirológio, sendo às vezes confundida com Santa Eufêmia de Calcedônia.
Santa Eufêmia de Calcedônia Mártir Festa: 16 de setembro
Etimologia: Eufêmia = falando bem, aclamado, do grego
Emblema: Palma
Martirológio Romano: Em Calcedônia, na Bitínia, na atual Turquia, Santa Eufêmia, virgem e mártir, que sob o imperador Diocleciano e o procônsul Prisco, tendo superado muitas torturas por Cristo, chegou com árduo combate à coroa da glória.
Ela é a famosa mártir de Calcedônia, em cuja basílica ocorreu o que foi chamado de Grande Concílio em 451-52. A data exata de seu martírio é testemunhada pelos Fasti Vindobonenses priores: "Diocleciano VII et Maximiano V. His cons. ecclesiae demolitae sunt et libri dominici combusti sunt et passa est sancta Eufemia XVI kal. Octobris". Portanto, Eufêmia consumou seu martírio em 16 de setembro de 303.
Santa Edith de Wilton, Princesa e Abadessa - 16 de setembro
Muito do que sabemos sobre a vida de Edith foi documentado por seu hagiógrafo, Goscelin, quase um século após sua morte. Goscelin de Saint-Bertin foi um monge beneditino de origem flamenga e, por volta de 1080, escreveu a hagiografia de Edith. Sua 'Legend of Edith' consistia em duas partes: a Vita Edithe (sobre a vida de Edith) e a Translatio, que tratava dos eventos após sua morte. Diz-se que grande parte da informação na hagiografia de Edith foi obtida por Goscelin de histórias orais transmitidas pelas freiras da Abadia de Wilton.
Os conventos anglo-saxões eram importantes centros de educação feminina que davam a suas habitantes – tanto as freiras quanto as leigas que lá foram educadas antes de se casarem – acesso a oportunidades de aprendizado.
Cornélio de Roma Papa, Santo + 253
Devido à violência da perseguição de Décio, a sede pontifical de Roma esteve vacante por mais de doze meses depois do martírio do Papa São Fabiano, até que o sacerdote Cornélio foi eleito Papa. Entretanto, os primeiros problemas do novo Papa surgiram nem tanto do poder secular mas mais ainda das dissensões internas, mesmo se estas tinham a sua origem na mesma perseguição.
Com efeito, ele teve igualmente de se opor ao cisma de Novaciano : este não aceitava que aqueles que durante a perseguição tinham apostatado, fossem de novo reintegrados no seio da comunidade cristã, mesmo depois de pedirem perdão : não podiam ser perdoados, dizia o cismático.
Neste período os cristãos se deviam apresentar ao magistrado e requerer o libellus, isto é, um certificado que os declarasse cidadãos dignos, precedendo naturalmente a simples formalidade de jogar alguns grãos de incenso no braseiro diante de um ídolo.
A essa apostasia obrigatória muitos fugiram com astúcia corrompendo certos funcionários, que, mediante quantias de dinheiro, lhes concediam tais certificados.
Cipriano de Cartago Advogado, Bispo, Mártir, Padre e Doutor de Igreja ca. 210-258
Na série de nossas catequeses sobre as grandes personalidades da Igreja antiga, chegamos hoje a um excelente bispo africano do século III, São Cipriano, «o primeiro bispo que na África alcançou a coroa do martírio». Sua fama, como testemunha o diácono Pôncio, o primeiro em escrever sua vida, está também ligada à criação literária e à atividade pastoral dos treze anos que se passaram entre sua conversão e o martírio (cf. «Vida» 19, 1; 1,1).
Nascido em Cartago no seio de uma rica família pagã, depois de uma juventude dissipada, Cipriano se converte ao cristianismo aos 35 anos. Ele mesmo narra seu itinerário espiritual: «Quando ainda jazia como em uma noite escura, escreve meses depois de seu batismo, me parecia sumamente difícil e fatigoso realizar o que me propunha a misericórdia de Deus… Estava ligado a muitíssimos erros de minha vida passada, e não cria que pudesse libertar-me, até o ponto de que seguia os vícios e favorecia meus maus desejos…
ORAÇÕES - 16 DE SETEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Quarta-feira – Santos: Cornélio, Cipriano, Edite
Evangelho (Lc 7,31-35) ”Com quem hei de
comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem?”
Jesus falava dos que não aceitavam a mensagem
do Batista, nem a sua. Nem daquele que diziam ser muito austero, nem de Jesus
que acusavam de infiel aos mandamentos. Para aceitar a proposta de Deus, é
preciso abandonar nossas ideias e preconceitos, e aceitar uma proposta de vida
que parece absurda. É preciso que nos deixemos iluminar pelo Espírito, pela luz
da fé, e nos entreguemos confiantes ao Senhor.
Oração
Senhor Jesus, reconheço que nem sempre é fácil aceitar vossas ideias e
propostas de vida. Às vezes parecem exigentes demais, ou sem sentido. Tudo fica
mais claro e fácil quando me abro à luz da fé, e me deixo conquistar por vós.
Ajudai-me sempre, para resistir a quem me aponta outros caminhos. Ensinai-me a
renunciar a tudo que me possa afastar de vós. Quero seguir-vos. Amém.
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