quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 3 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Quinta-feira – Santos: Brás de Sebaste, Oscar, Celerina
Evangelho (Mc 6,7-13)Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.”
Muitas vezes deixamos agir para anunciar o evangelho. Geralmente alegamos falta de jeito e falta de meios adequados.  Nossa desculpa não vale. Jesus deixou claro para seus discípulos que não deviam contar com recursos humanos. Ao anunciar o caminho da salvação tinham de contar apenas com ele, colocando nele sua fé e sua confiança. Foi assim que saíram a pregar pelo mundo todo.
Oração
Senhor Jesus, os discípulos e apóstolos que colocaram toda a sua confiança em vós, esses é que conquistaram pessoas para vós. Enviai para vossa igreja homens e mulheres seduzidos por vosso amor, que com sua vida nos mostrem como viver. E ajudai também a nós para que abandonemos desculpas e vos anunciemos ao nosso redor, mostrando com é bom viver convosco. Amém

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! COMPORTAMENTO-08- PADRE LIBÁRDI

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA
Devo mandar os filhos à Missa?
 
Todos os sacramentos da Igreja exigem certo grau de conhecimento e consciência do que se faz e por que se faz. Condicionar a salvação à pura participação ou à simples presença em algum sacramento é um dos mais radicais legalismos. O caminho certo seria a consciente participação nos sacramentos, mas infelizmente não se consegue evangelizar nosso povo de maneira que isso seja um procedimento desejável e normal. Quem trabalha na evangelização e na coordenação de comunidades tem de aceitar os diversos níveis de participação, os diversos níveis de consciência de Igreja. Aceitar as limitações que são reais é saber acolher e acolher também é evangelizar. Temos de acreditar que participando se aprende. Não temos o direito de nos fechar num rigorismo, pois há pessoas de boa vontade, mas sem formação. Mas em, a participação tem de ser um ato livre. Não se pode obrigar um adulto a assumir o que ele não entendeu. Podemos convidar, insistir, criar situações que facilitem a participação, mas resposta a Deus dada por meio da participação tem de ser um ato de amor. Assim é como vemos a questão dos pais mandarem os filhos à missa. Enquanto são crianças o procedimento é o mesmo que se tem em relação a ir ao médico, à escola, à comida; os pais decidem pelos filhos, escolhem o melhor. Quando os filhos se tornam adultos, eles devem decidir, assumir, baseados naquilo que receberam de formação. Tudo vai depender da formação dada e do exemplo que receberam. Eles devem escolher o caminho confirmando ou não a opção feita pelos pais em seu lugar. Quando foi dada a formação necessária, não há necessidade de ficar martelando a cabeça dos filhos, porque quanto mais se fala, mais reações adversas eles criam. Os pais devem acreditar na formação que deram e no exemplo de vida e de convicções religiosas que transmitiram e viveram na família. Preocupação deve existir na cabeça de quem não deu formação e muito menos o bom exemplo. Outra coisa que os pais devem perceber é que, na medida em que os filhos se tornam adultos, sua função paterna e materna não é mais a de decidir, mas simplesmente a de aconselhar. E conselho não é para se dar a toda a hora e de forma que crie conflitos. Se os filhos adultos assumem ou não o problema já é deles e não dos pais. Há uma dificuldade em aceitar e perceber que os filhos se tornaram adultos. Os pais devem, nesse caso, conservar o carinho e tentar levar os filhos para o bom caminho por meio de suas orações, passando-lhes lembretes, conselhos, mas com respeito a sua própria caminhada. Nada melhor que o exemplo vindo de casa desde pequeno. Consertar depois é milagre. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

REFLETINDO A PALAVRA - "Partir o pão da Palavra aos pobres"

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
54 ANOS CONSAGRADO
46 ANOS SACERDOTE
Direito à Palavra de Deus
 
Os pequeninos passam fome e não há quem com eles reparta o pão! Como não doerem em nosso coração os lamentos dos pequeninos que sofrem a fome! Ver a dor do povo e não tomar atitudes já é um crime. Seremos os mais infelizes dos homens se nossos olhos e nosso coração não perceberem os sofrimentos dos pequenos e fracos. Ninguém pode ser feliz se há alguém que sofre a seu lado. Não só do pão sentem fome, mas também da Palavra. Quem sabe essa Palavra venha através da ajuda que dermos. Os fracos também têm capacidade e necessidade de conhecer a Palavra. Eles são os que acolhem com mais carinho e fruto essa palavra de Jesus. O próprio Jesus vivia e falava com eles. Ele diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, por isso enviou-me a dar a alegre notícia aos pobres, sarar os corações partidos” (Lc 4,16). São os primeiros destinatários. Jesus usava palavras que iam direto a seus corações. Eles eram rejeitados pela sociedade religiosa dos judeus que diziam deles: “Essa gente que não conhece a lei... são uns malditos” (Jo 7,49). A eles Jesus dirige sua palavra. É a eles que escolhe como seus discípulos. É a eles que é anunciado o Reino. E sabemos que eles são os que mais estão prontos a acolher e participar. Todo o empenho da Igreja deve ser o de ir aos mais abandonados e lhes dirigir a Palavra de Deus. Vivemos na montanha de nosso bem-estar, como acusa o profeta Amós, esquecidos dos que sofrem. É uma situação pecaminosa termos uma Igreja que, embora não explore o povo, não deixa os centros para ir onde estão os necessitados. Não há uma preocupação em levar-lhes a Boa Nova de Jesus de forma libertadora. Paróquias, grupos e movimentos se satisfazem em estar bem e não se preocupam com o abandono espiritual dos pequenos e pobres. 
Palavra que acolhe 
Deus faz de si a ideia de uma mãe preocupada em ter os filhos nos braços. Deus acolhe a todos em Seus braços. “Eu os carreguei sob minhas asas de águia.” O acolhimento de Deus vem também através de Sua Palavra que não é somente a sucessão de ensinamentos. É um encontro pessoal no qual se manifesta carinho e amor, dando-nos a sensação de estar sendo abraçados com calor e afeto. A Palavra que repartimos com os necessitados, mais que ideias ,é um encontro afetuoso no qual eles se sintam acolhidos. A palavra que acolhe é sinal de uma presença amorosa de Deus. Se eles não chegarem a esse sentir, dificilmente a compreenderão como Palavra de Deus que orienta e estimula. 
Palavra que transforma 
Jesus, quando conta a parábola do bom samaritano, mostra que o verdadeiro amor é uma atitude de comprometimento e transformação da situação de desgraça em que se encontrava o homem. A palavra repartida aos pequenos e fracos deve ser transformadora da situação e das estruturas. Se não provoca mudanças perde seu sentido. O pão da Palavra repartido não só enche as mentes, mas vai ao fundo do coração dando esperança e meios de crescer e superar os males em que as pessoas se encontram. Os santos foram homens e mulheres que pisaram o barro e arregaçaram as mangas. Quanto nos falta para chegar a sermos cristãos de palavras e obras! Tiago diz que a fé sem obras é morta. Palavra sem obra é frágil.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM SETEMBRO DE 2005

EVANGELHO DO DIA 2 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 2,22-40. 
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao Templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que dele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; e uma espada trespassará a tua alma - assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela, e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do Templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo(1091-1153) 
Monge cisterciense,doutor da Igreja 
3.º Sermão para a festa da 
Purificação da Santíssima Virgem 
Dar o melhor que temos 
Oferecei o vosso Filho, Virgem consagrada, 
apresentai ao Senhor o fruto do vosso ventre.
Oferecei, pela reconciliação de todos nós, 
a vítima santa agradável a Deus. 
Mas esta oferenda, meus irmãos, foi muito suave; Ele foi apresentado ao Senhor, resgatado com duas pombinhas e logo levado para casa. Dias virão em que este Filho não será oferecido no Templo, nem nos braços de Simeão, mas fora da cidade, nos braços da cruz. Dias virão em que Ele não será resgatado pelo sangue de uma vítima, pois será Ele a resgatar os outros com o seu sangue, porque Deus O enviou como redenção para o seu povo. Esse sacrifício será o da tarde, este é o sacrifício da manhã; este sacrifício é mais alegre, mas aquele será mais pleno; pois este foi oferecido aquando no nascimento e aquele será oferecido na plenitude dos tempos. E que oferecemos nós, meus irmãos, que Lhe damos nós em troca de todos os bens que Ele nos deu? Ele ofereceu por nós a vítima mais preciosa de que dispunha; na realidade, não havia vítima mais preciosa. Pela nossa parte, façamos o que pudermos, ofereçamos-Lhe o melhor que temos, isto é, o que somos, nós próprios. Ele ofereceu-Se a Si mesmo; quem és tu para hesitares em te oferecer a ti mesmo? Quem poderia conceder-me que tão grande majestade Se dignasse receber a minha oferta? Só tenho duas pequenas coisas a oferecer, Senhor, o meu corpo e a minha alma; possa eu oferecer-Vo-las perfeitamente, num sacrifício de louvor! Isso é um bem para mim, e será muito mais útil e glorioso oferecer-Vo-lo que ficar com ele. Pois a minha alma está perturbada, mas o meu espírito resplandecerá de alegria se verdadeiramente se oferecer a Vós.

Beato Samuel Benedict Daswa

Apaixonou-se por Jesus e dedicou sua vida ao anuncio do Evangelho. Sua recusa em contratar um feiticeiro para acabar com tempestades, raios e trovões, na aldeia o fez ser perseguido e martirizado. Tshimangadzo Daswa nasceu no dia 16 de junho de 1946 na tribo Lemba, localizada na diocese do Tzaneen, África do Sul. Durante sua infância foi pastor de ovelhas. Seu pai morreu cedo em um acidente e o peso da grande família caiu em seus ombros jovens: sua mãe, três irmãos e uma irmã, depois ele se transferiu para Johannesburgo, onde teve seu primeiro contato com a Igreja Católica, por intermédio de um amigo. Em 1963, aos 16 anos, ele abraçou a religião católica, com o nome Benedict, casou-se com Evelyn e tiveram sete filhos, sua esposa estava grávida do oitavo filho quando aconteceu o seu martírio. Em 1976, formou um time de futebol chamado “The Mbahe Elevem Computers", como instrumento para educar e evangelizar. Entretanto, seu time começou a ter várias derrotas. Por isso, alguns membros procuraram um feiticeiro para tentar melhorar a sua situação, o que levou Benedict a se retirar da equipe.

02 de fevereiro - Santa Maria Catarina Kasper

Esta humilde mulher, desprovida de qualquer meio oferecido pelo progresso técnico, sem cultura e sem dinheiro, conseguiu dar vida a uma grande obra de cultura e promoção social, confirmando assim a profunda verdade das palavras de São Paulo, segundo a qual "Deus escolheu o que é fraco no mundo para confundir os fortes"(ICor 1, 27). 
Papa Paulo VI – Homilia de Beatificação – 16 de abril de 1978 
Catarina Kasper nasceu em 1820 em Dernbach, Alemanha. Foi à terceira dos quatros filhos de Henry e Catherine Kasper, humildes camponeses e de profunda fé cristã. Durante a idade de 6 a 14 anos, Catarina frequentou a escola da aldeia. No entanto, era uma criança doente e faltava à escola com frequência. Sua educação formal foi equivalente a cerca de dois anos. Quando Catarina tinha 21 anos, seu pai morreu. Ela começou a trabalhar como camponesa e tecelã por 10 centavos por dia, para sustentar a mãe e a ela mesma. Mesmo quando era ainda criança, Catarina era sensível às necessidades dos pobres em sua aldeia, e como uma jovem mulher, começou a ajudar os pobres e os abandonados, visitando os doentes. Sua caridade atraiu outras jovens de sua aldeia, e encorajada pelo seu diretor espiritual, padre Heimann, ela formou uma Associação de Caridade.

SÃO NICOLAU DE LONGOBARDI, LEIGO, ORDEM DOS MÍNIMOS

Nicolau, de origem camponesa, teve que entrar para a Ordem dos Mínimos para estudar. Passou por muitos conventos, onde executou as tarefas mais humildes; ao chegar a Roma, cuidou dos pobres, material e espiritualmente, sem deixar o jejum e a penitência. Foi canonizado pelo Papa Francisco em 2014. 
San Nicola Saggio nasceu como Giovanni Battista Clemente em 06 janeiro de 1650 para os lombardos, uma pequena cidade da costa do Tirreno, em seguida, na diocese de Tropea, agora de Cosenza-Bisignano, cônjuges Fulvio Wise, agricultor, e Aurelia Pizzini, girador. Depois dele nasceram, na ordem: Domingo, Antonio e os gêmeos, Muzio e Nicola. Ele governou a Igreja, o Papa Inocêncio X (Pamphili), que abriu apenas em 1650 o Ano Santo. Em 10 de janeiro de 1650 ele foi batizado com o nome de João Batista Clement, então, no momento da profissão religiosa, ele mudou para a de Nicholas. Os atos do processo canônico para a beatificação de Frei Nicola dizem-nos que, ao mostrar uma vez que uma inclinação incomum idade pequena com o estudo, as dificuldades econômicas não lhe permitiu participar de qualquer escola. Mas aprendeu o básico e aprendeu na religião, para escrever o seu nome. Mas, se você cresceu sem a ciência humana, estava cheio logo sublime da ciência, ele fez impressionar os doutos deste mundo.

SÃO CORNÉLIO O PRIMEIRO BISPO DE CESAREIA

São Cornélio foi um dos primeiros bispos da nossa Igreja e um dos principais responsáveis pela evangelização de estrangeiros. Encontramos, nos Atos dos Apóstolos, este exemplo de entrega. No capítulo 10, nós assim ouvimos da Palavra de Deus: “Havia em Cesareia um homem por nome Cornélio. Centurião da corte que se chamava Itálica, era religioso; ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente” (At 10,1-2). Diante dessa espiritualidade que Cornélio possuía, Deus o visitou por meio de um anjo, que lhe indicou São Pedro. Este, que também teve uma visão, foi à casa de Cornélio. Foi aí que aconteceu a abertura da Igreja para a evangelização dos pagãos, dos estrangeiros. No outro dia, Pedro chegou em Cesareia. Cornélio o estava esperando, tendo convidado seus parentes e amigos mais íntimos. Não somente ele queria encontrar-se com o Senhor, como também queria o mesmo para todos os seus parentes e amigos.

CATARINA DE RICCI Dominicana, Mística, Santa + 1590

Santa Catarina, uma das maiores Santas da idade média, nasceu em Florença, de família ilustríssima. Deus infundira no coração da criança um grande amor a oração e outras práticas de piedade, amor este que a Catarina de Roccilevou ao desprezo de tudo que é do mundo. Com sete anos de idade foi confiada às religiosas do convento de Monticelli. Uma vez em contacto íntimo com a vida religiosa, tanto se lhe afeiçoou, que, mais tarde, quando teve de voltar ao lar paterno, no meio dos trabalhos domésticos conservou os costumes do convento. Bem a contragosto da jovem, o pai tratou de ligá-la pelos laços matrimoniais a um moço distinto de suas relações. Tantas foram as insistências da filha, que afinal desistiram do plano, consentindo que tomasse o hábito da Ordem dominicana, no convento de Prado, na Toscana. Catarina tinha apenas catorze anos. Tendo operado a separação definitiva do mundo, Catarina não só sentiu a alma invadida da mais pura alegria, como tratou, desde o primeiro instante, de adquirir as virtudes de religiosa perfeita. A bula da canonização confirma que sua vida no noviciado foi de uma santidade angélica. Admirável era sua humildade, que a fazia não recuar diante dos trabalhos mais humildes de casa, ficando-lhe o espírito sempre unido a Deus.

JOANA DE LESTONNAC Viúva, Religiosa, Fundadora, Santa (1556-1640)

NASCIMENTO E JUVENTUDE
 
Joana nasceu em Bordéus, na França no dia 27 de Dezembro de 1556, uma linda menina que encheu de alegria o lar de seus pais. Sua mãe era Joana Eyquen de Montaigne, dama da corte francesa, irmã do famoso filósofo Michel Eyquen de Montaigne, e seu pai, Ricardo de Lestonnac, um nobre magistrado e conselheiro do Rei. Cresceu num ambiente de contradições espirituais em sua família, na qual sua mãe era uma decidida calvinista insistente em converter sua filha a religião Protestante, e o seu pai, homem equilibrado e de fé Católica consistente, professava fervorosamente a religião cristã seguindo os Mandamentos e as Doutrinas. Além desta virtude, o pai se revelou também um excelente amigo e confidente, em todos os momentos, era aquele que lhe dava respostas honestas e diretas as suas perguntas de adolescente, principalmente aquelas relacionadas as suas inquietudes religiosas. Sua mãe querendo impor sua vontade, era esquecida por Joana, que fugia dela e das suas insinuações, tornando muito difícil o relacionamento entre as duas.

ESTEVÃO BELLESINI Sacerdote agostiniano, Beato 1774-1840

Nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774. Aos 18 anos vestiu o hábito agostiniano no convento de São Marcos. Passou pois pelo noviciado de Bolonha, tendo seguido a Roma e de novo a Bolonha para os estudos de filosofia e da teologia. Por ocasião da invasão das tropas napoleónicas teve de abandonar o Estado pontifício, retornando a Trento, onde no ano de 1797 foi ordenado. Viveu no convento de São Marco ao final de 1809, ano em que o Mosteiro foi fechado por ocasião da supressão religiosa operada pelo governo da região. Retornando à família, dedica-se à assistência de jovens, fazendo da própria casa uma escola gratuita. Continua esta actividade até o retorno do governo austríaco, conquistando em breve tempo a estima e consideração do povo e isso estendeu-se à autoridade civil, que o nomeou Inspector Geral da Escola de Trento. Padre Estevão decidiu, porém, permanecer fiel à sua profissão religiosa. Diante da impossibilidade de concretizar isso na sua cidade, já que o governo não permitia a reabertura do convento de São Marco, abandona a carreira escolar e refugia-se à Bolonha, no estado Pontifício, onde em breve espaço se reabilita na vida religiosa.

JOÃO TEÓFANO VÉNARD Missionário, Mártir, Santo (1829-1861)

O martírio de um conterrâneo lhe causa uma santa inveja
 
João Teófano nasceu em 21 de Novembro de 1829 em Saint-Loup-sur-Thouet, na diocese de Poitiers, na França. Era o segundo entre quatro irmãos (Melânia, Teófano, Henrique e Eusébio). Contava ele nove anos quando lhe chegou às mãos um livreto no qual era relatada a vida e morte de São João Carlos Cornay, missionário martirizado pouco antes em Tonkin (região na qual se localiza a cidade de Hanói, e que se estendia por áreas geográficas que na actualidade pertencem à China, ao Laos, e ao Vietnam). O mártir, nascido também na França em uma localidade situada a trinta quilómetros de Saint-Loup (também diocese de Poitiers), tivera seu corpo cortado em pedaços, e sua história fez o pequeno Teófano entusiasmar-se com a leitura: “também quero ir para Tonkin; também quero ser mártir”, almejava.
Decide-se pela vida sacerdotal 
Abrindo a alma ao seu pai, cristão exemplar, Teófano manifestou seu desejo de tornar-se padre, e iniciou seus estudos em Doué, cinquenta quilómetros ao norte de onde sua família residia. Durante os estudos perdeu sua mãe, cuja morte deu-se em 1843. Sua irmã mais velha, Melânia, ocuparia o lugar da falecida mãe para receber os afectos de Teófano, inexistindo segredos entre ambos, porém a influência mais profunda no grupo familiar era exercida pelo pai, o que emana do eloquente epistolário que sobreviveu ao martírio do santo sacerdote.

ANDRÉ CARLOS FERRARI Cardeal, Beato 1850-1921

André Carlos Ferrari nasceu em Lalatta, diocese de Parma a 13 de Agosto d 1850. Em 1861 foi aceite no Seminário de Parma, onde completou os cinco anos de ginásio, o triénio de liceu e o quadriénio dos estudos de teologia. A 20 de Dezembro de 1873 foi ordenado sacerdote, com o compromisso de se tornar santo e de chamar almas a Cristo. No dia 21 do mesmo mês, no santuário mariano de Fontanellato celebrou a sua primeira missa, implorando da Virgem luz e fortaleza para ser um verdadeiro pastor de almas. Durante algum tempo prestou serviço pastoral como vice-pároco em Mariano e seguidamente em Fornovo Taro, onde se deu a todos para todos levar a Deus. Durante o outono de 1875 foi chamado para o Seminário como vicereiro e professor de física e matemática. Em 1877 foi nomeado Reitor do mesmo Seminário, onde ensinou teologia. A 29 de Maio de 1890 foi eleito Bispo de Guastalla e um ano mais tarde, em 29 de Maio de 1891, foi transferido para a Sé de Como, onde se distinguiu pela sua pastoral. Em 18 de Maio de 1894 foi feito Cardeal e a 21 do mesmo mês de Maio, foi nomeado Arcebispo de Milão. Então que o seu nome André passou a ser Carlos, em honra de São Carlos Borromeu.

MARIA DOMENICA MANTOVANI Religiosa, Fundadora, Beata 1862-1934

Maria Doménica, primogénita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de Novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos. Frequentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu carácter. Maria Doménica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu director espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas actividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras.

JOSÉ NASCIMBENI Sacerdote, Fundador, Bem-aventurado 1851-1922

José Nascimbeni era o único filho do carpinteiro António Sartori e da dona de casa Amadea, que foi baptizado no dia 22 de março de 1851. Cresceu e fez o curso primário na sua cidade natal, Torri Del Benaco, Itália. A família modesta, mas rica em fervor a Deus, o enviou para o Colégio dos Jesuítas de Verona e depois para o Seminário diocesano. Em 1874, recebeu o diploma de professor e foi ordenado sacerdote. Logo foi designado para a cidade de São Pedro de Lavanho, na diocese de Verona, como auxiliar do pároco e professor. Três anos depois foi transferido para a paróquia da pequena cidade de Casteletto de Brenzone, também em Verona. Quando o velho pároco morreu, as famílias influentes pediram para que o padre Nascimbeni fosse nomeado o seu sucessor, em 1885. Padre Nascimbeni empenhou todo seu vigor na vida religiosa e civil daqueles mil habitantes. Estimulou as actividades dos paroquianos leigos, valorizando os talentos para a formação de associações e grupos religiosos. Teve igual empenho para o desenvolvimento da cidade, criando asilos, escolas para órfãos e internatos para crianças abandonadas. Para os jovens, ajudou a fundar uma fábrica de roupas, uma tipografia, uma fábrica de azeite e uma cooperativa rural.

NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Nossa Senhora dos Navegantes é um título dado a Mãe de Jesus, Maria.
A fé e a designação Nossa Senhora dos Navegantes têm início no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente com os portugueses. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. A primeira estátua foi trazida de Espanha junto com os navegadores. Pedro Álvares Cabral trazia em sua nau capitânia uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, sendo levada até a Índia, onde uma capela em sua homenagem foi erguida e ali ficou até o século XVII sob a guarda de franciscanos e sob mantença de descendentes de Cabral. Atualmente, a imagem está na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte, Portugal. Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida pelo nome de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Boa Viagem; Nossa Senhora da Boa Esperança e Nossa Senhora da Esperança. Em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2009 chegou à 78ª edição. 

Nossa Senhora do Bom Sucesso e A Profetiza dos séculos XX e XXI: Madre Mariana de Jesus Torres – 2 de fevereiro

 Comemoração dos 385 anos de falecimento

Alma privilegiada que se dedicou especialmente a amar a Deus e expiar pelos pecados do Equador
     A Madre Mariana de Jesus Torres, uma das fundadoras do Mosteiro Real da Imaculada Conceição de Quito, foi uma grande mística que abraçou o estado da perfeição evangélica de acordo com os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, levando-o ao grau de heroísmo.
     Deus a escolheu para ser a guardiã de uma série de revelações sobre o século em que viveu e também os séculos futuros e, por sua vez, a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, como vítima expiatório pelos pecados da humanidade impenitente.

2 DE FEVEREIRO - MARIA APRESENTA SEU FILHO NO TEMPLO

São Lucas nos conta em seu evangelho a cena da apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém, quarenta dias após o seu nascimento: 

“Concluídos os dias de sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor... e para oferecer o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos (Lc 2,22-4)."
Com este gesto bíblico e generoso, Maria e José entregavam seu Filho ao Pai Eterno, para que se cumprisse nele o projeto divino da redenção do mundo. Certa vez um senhor, após o café da manhã, foi tirar o carro da garagem, como fazia todos os dias. Nesse momento o filho de dois anos estava brincando lá sem o pai perceber. Ao dar marcha-ré ouviu um grito. Seu filho ficara preso entre o carro e a parede. Tomando nos braços o menino ferido pelo choque, ergueu-o para o alto, transido de dor, dizendo entre soluços:
-Senhor, tu me deste. Ele é teu.
Colocando-o no carro, foi às pressas para o hospital. Assim fez Maria.Assim fez aquele homem. Façamos nossa entrega incondicional para Deus. Amém!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter
Missionário Redentorista

Festa da Purificação de Nossa Senhora e da Apresentação do Menino Jesus no Templo – 2 de fevereiro

 

A cada 2 de fevereiro, comemora-se a festa da Purificação ou das Candeias (Luz). É o dia da bênção das velas (candeias) e em muitas igrejas, antes da celebração da Santa Missa, são organizadas procissões solenes em que são levadas as velas acesas, símbolo de Jesus Cristo que apresentado a Deus no templo de Jerusalém foi saudado pelo velho Simeão como a luz que veio para iluminar os povos.
     A festa também tem o nome de Purificação de Nossa Senhora, por ser o dia em que Maria Santíssima, em obediência à lei mosaica, se apresentou no templo do Senhor, quarenta dias depois do nascimento do seu Divino Filho. Cabe ressaltar que a maternidade da Virgem Maria, em tudo diferente das outras mulheres, isentava-a das obrigações de uma lei.
     A Antiga Lei Mosaica estabelecia que para a purificação das mulheres que davam à luz, após 40 dias do parto deveriam levar o seu primogênito ao Templo para o apresentarem a Deus (Lv 12). Obviamente, Jesus e Maria não estavam sujeitos à Lei, mas quiseram observá-la para nos dar o exemplo de obediência e humildade.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quarta-feira – Nossa Senhora dos Navegantes
Evangelho (Lc 2,22-40) “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição.”
Essa frase no início do evangelho de Lucas resume de certa forma a história da evangelização. O anúncio de Jesus, de sua pessoa, de sua proposta de vida e de sua divindade coloca todos diante da necessidade de uma escolha. Crer ou não crer, e de acordo com isso orientar toda a vida. Pelo dom da fé que aceitamos, fizemos nossa escolha. Importa que sejamos coerentes com nossa decisão.
Oração
Senhor Jesus, vós me conquistastes e com a ajuda de vossa graça acreditei em vós. Agradeço o dom da fé, e a esperança que me dais de uma vida feliz para sempre. Reconheço que nem sempre vos fui fiel, e peço perdão. O que mais quero é crescer em vossa amizade, em minha união de vida convosco. Mostrai-me o que posso fazer para mais vos agradar e seguir-vos mais de perto. Amém.