Evangelho segundo São Marcos 12,28b-34.
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?».
Jesus respondeu: «O primeiro é este: "Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças".
O segundo é este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Não há nenhum mandamento maior que estes».
Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além dele.
Amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».
Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-lo.
Tradução litúrgica da Bíblia
(1195-1231)
Franciscano, doutor da Igreja
Sermão do Domingo depois da Páscoa
Pedir o amor ao Pai
«Se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome,
Ele vo-la dará» (Jo 16,23).
O Pai é Deus; nós somos seus filhos
e dizemos-Lhe todos os dias:
«Pai nosso, que estais nos Céus…».
Por isso, nós, os filhos, devemos pedir alguma coisa ao Pai, a saber: o amor. De facto, tudo o que existe é nada sem o amor de Deus.
Amar a Deus é, pois, o que devemos pedir. Amemos a Deus como o filhote da cegonha ama o seu pai; de facto, diz-se que a cria da cegonha ama tanto o pai que, quando este envelhece, o consola e o alimenta. Também nós devemos consolar o nosso Pai neste mundo que envelhece: reconfortá-lo nos seus membros fracos e doentes; alimentá-lo nos pobres e nos necessitados. «Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes», disse Jesus (cf Mt 25,40). Se pedirmos amor, o Pai, que é amor, dar-nos-á aquilo que Ele próprio é: Amor.

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