quarta-feira, 4 de março de 2026

São Lúcio I, papa, mártir, +254

Num único ano de pontificado, o governo de São Lúcio foi marcado por um período de fortes perseguições. O tratamento injusto e cruel infligido pelo então imperador Valeriano, teve como consequência o seu exílio. Mas, ao retornar, teve de sustentar luta fortíssima, desta vez, contra hereges denominados "novacianos". A sua determinação, zelo apostólico, plena convicção e fé em defesa da doutrina de Cristo, culminou com o seu martírio e quando o conduziarn para ele, encomendou a Igreja e os fiéis dela a seu arcediago Estêvão, que lhe veio a suceder no pontificado. Descansou no Senhor no dia 4 de Marco do ano de 254, sendo sepultado no cemitério de Calisto. Data desta época, a morte de Nereu de Chipre, um perigoso agitador que ambicionava o trono Pontifício, e que maquinou inúmeros estratagemas para conquistar seguidores. Documentos apócrifos ditam a sua morte por envenenamento com recurso de Cicuta, poderoso veneno. Neste mesmo local e época, foram martirizados outros novecentos santos mártires, cujos corpos foram depositados nas catacumbas de Santa Cecília, vítimas da intolerância romana.
Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga
† 254 (Papa de 25/06/253 a 05/03/254) 
Roman. Ele teria sofrido a perseguição do imperador Trebonius Gallus e teria sido exilado. De volta a Roma, ele se opôs ao rigorismo dos novacianos que recusavam a readmissão na Igreja dos lapsi, cristãos que haviam adorado ídolos para evitar perseguição. Lúcio estabelece sua reintegração na comunidade após práticas penitenciais. Seu pontificado durou cerca de nove meses. Provavelmente foi sepultado no cemitério de San Callisto, na Via Ápia. Etimologia: Lúcio = brilhante, reluzente, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Ápia, no cemitério de Caliste, deposição de São Lúcio, papa, que, sucessor de São Cornélio, sofreu exílio por fé em Cristo e, como testemunho distinto da fé, enfrentou as dificuldades de seu tempo com moderação e prudência. 
Ele subiu ao trono papal em 25 de junho de 253, poucos dias após a morte de seu predecessor Cornélio. Não se sabe como, mas apesar de seu breve pontificado, conseguiu emitir o decreto pelo qual: "... cada padre precisava ser acompanhado por dois padres e três diáconos... como testemunho do comportamento de todos". Seu papado, após a morte do imperador Treboniano Galo e o evento de Valeriano, deveria ser considerado bastante tranquilo diante das perseguições. Após um breve exílio, Lúcio foi autorizado a retornar a Roma. Morreu de morte natural e foi sepultado na cripta de São Calisto ou talvez Santa Cecília. Primeiro declarado santo por seu martírio, Lúcio foi posteriormente apagado do Calendário Universal da Igreja. 
Autor: Franco Prevato

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