quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MARCELO SPINOLA y Maestre Bispo, Cardeal, Fundador, Beato 1835-1906

Bispo e depois Cardeal 
Arcebispo de Sevilha
Marcelo Spínola y Maestre nasceu a 14 de Janeiro de 1835 na ilha de S. Fernando, diocese de Cádiz (Espanha). Teve como pais o Marquês Dom João Spínola e Dona Antónia Maestre Osorno. A 29 de Junho de 1856 obteve a licenciatura de Direito na universidade de Sevilha. Estabeleceu então um gabinete em Huelva, para serviço gratuito dos pobres, e exerceu ali como advogado até que passou para Sanlúcar de Barrameda, por causa da mudança de seu pai, comandante da Marinha. Foi ordenado sacerdote em 21 de Maio de 1864, em Sevilha. Celebrou a primeira Missa na igreja de S. Filipe Neri da mesma cidade, a 3 de Junho do mesmo ano, festividade do Sagrado Coração de Jesus. Durante os primeiros anos exerceu o seu ministério como capelão da igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Sanlúcar de Barrameda.

Nossa Senhora de Akita, 47 anos depois

Akita, guardiã de nova advertência
No dia 3 de junho de 1624, Masakage, filho do senhor feudal da região de Akita, mandou queimar vivos nesta cidade 32 cristãos. Talvez o fato de ter sido regada pelo sangue de mártires explique a predileção de Nossa Senhora por Akita, onde mais tarde a Mãe de Deus escolheria a Irmã Agnes para transmitir no Oriente um derradeiro apelo à conversão, porquanto no Ocidente a Mensagem de Fátima não tivera a aceitação devida.
Aliás, a ligação de Akita com Fátima é notória. Houve uma primeira aparição do anjo à Irmã Agnes, em 1969, paralela à havida em 1917 aos três pastorinhos. O celeste emissário também rezou com ela o Terço e ensinou-lhe a mesma oração que por ocasião da segunda parte do segredo Nossa Senhora ensinara aos videntes da Cova da Iria: “Quando rezais o Terço, dizei depois de cada mistério: ‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem’”.4
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ORAÇÕES - 02 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quarta-feira – Santos: Bv. Apolinário Morel, Bv. Severino Girauld
Evangelho (Lc 4,38-44) Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava.”
Nos evangelhos vemos que Jesus curava muitos. Isso mostrava seu poder e confirmava seu anúncio de salvação. Mas, essas curas mostravam também sua compreensão de nossas fraquezas e sua compaixão ao ver nosso sofrimento. Ele tinha experimentado, e sabia o que é sofrer. Posso pedir que tenha pena de nós todos. Devo, porém, aprender com ele a cuidar dos que sofrem.
Oração
Senhor Jesus, sei que nos amais, compreendeis nossas dores, e podeis aliviar nosso sofrimento. Vede quanto sofrimento e quanta angústia nos hospitais e nas ruas. Ajudai-nos, a nós e aos nossos governantes, a fazer o necessário para que a vida não seja peso para ninguém. Aumentai a sabedoria e o amor dos que cuidam de nossa saúde e tudo fazem para aliviar nossa dor. Amém.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Um mistério a celebrar”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ano litúrgico
 
Cada celebração é única e está dentro de um contexto muito definido que se chama Ano Litúrgico. Este dá, à comunidade que celebra, o sentido e o modo de compreender a graça que Deus oferece em cada dom. É importante saber que cada ato litúrgico é igual aos outros de seu gênero, mas profundamente diferente no sentido da celebração do Mistério que é sempre o mesmo e sempre novo. O mesmo acontece com o Ano Litúrgico no qual se desencadeiam os mistérios celebrados. Sempre os mesmos e sempre novos. Novo por quê? Porque a graça de Deus é sempre nova. O sentido da história dos gregos era cíclico. Tudo retorna. Isso é uma etapa de sua filosofia. No sentido hebraico, o tempo é continuo. No sentido cristão é espiral. Sempre o mesmo, mas sempre indo à frente como uma escada em caracol. É sempre a mesma, mas estamos mais à frente contemplando sempre um aspecto novo. Não podemos dizer: “Vai à missa de novo?” Não! Ela é sempre outra. É o mistério: sempre antigo e sempre novo. Deus eterno e imutável, mas não é estático. É vida, sempre gerando vida. O Ano Litúrgico não é um calendário. O calendário dispõe as celebrações. Entramos no mistério do tempo que sempre gera vida. Não se trata de virar uma página, mas de contemplar e viver o mistério do Deus Salvador que Se manifesta em Cristo na comunidade celebrante. “Cada tempo litúrgico tem sua teologia que se estabelece a partir dos textos. Não é um acúmulo de ideias, mas uma graça concreta de comunhão com o mistério que nos é oferecido em determinado tempo litúrgico” (El Ano Litúrgico – J. Castellano, p 53). 
Um pouco da história 
O ano litúrgico não nasceu de um decreto, de uma reunião ou de um estudo. Brotou a partir da experiência viva das comunidades. Muitas celebrações têm sua fonte nas celebrações bíblicas. O que determina são a condições humanas, teológicas e culturais. O ano litúrgico, como a liturgia, está sempre em movimento. Faz parte da vida das pessoas. A história da renovação se inicia com a descoberta dos livros litúrgicos antigos. No século XIX estudou-se o termo sacramento em seu original que era “misterion”, a partir do conceito grego. No culto mistérico, o “devoto” realizava uma cerimônia “imitando” o que estava no mito (história antiga). Não se trata de algo incompreensível. Os ritos levavam a pessoa viver aquilo que se mostrava no mito. Os gestos explicavam. A palavra “sacramento” foi uma tradução de mistério. Nele nós realizamos ritos e acontece conosco o que os ritos explicam. A graça não está sujeita ao rito, mas o rito a torna clara. Nossa participação nos ritos acolhe o que a graça realiza em nós. O rito descreve e a graça realiza. 
A fé sustenta 
As festas do calendário têm origens diferentes: Há festas que celebram os mistérios da vida de Jesus. Celebram fatos que aconteceram como Natal, Páscoa, Ascensão e outros. Há festas que vêm de um dogma, como a Trindade, Eucaristia... Há também aquelas que provêm de tradições da piedade como as Dores de Maria. Há celebrações dos Santos, Anjos, Nossa Senhora, e mesmo devoções particulares. Na história sempre aconteceram ajustes no calendário, como foi feito depois do Vaticano II, na reforma litúrgica. Foram tirados santos cuja existência é duvidosa, ou santos que são desconhecidos atualmente. No calendário privilegiaram-se os santos de maior tradição e mais universalidade, santos novos e países de fé recente, como Coreia, Vietnam... Os ritos orientais trazem tradições diferentes que não são contrárias, mas têm outra maneira de compreender.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 01 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 4,31-37. 
Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade. Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus». Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!». E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Cassiano
(360-435) 
Fundador de mosteiro em Marselha 
Sobre os principados, XXV; SC 54 
Que o temor e a caridade de Deus 
nos protejam do demónio! 
Ninguém pode ser chamado pai dos espíritos a não ser Deus, que os criou quando Lhe aprouve; os homens só têm direito ao título de pais da nossa carne. Assim sendo, o diabo, criatura espiritual, angélica e originalmente boa, não teve outro pai senão Deus, que lhe deu a existência. Mas encheu-se de orgulho e disse no seu coração: «Subirei acima das nuvens e serei semelhante ao Altíssimo» (Is 14,14), tornando-se assim mentiroso e não permanecendo na verdade (cf Jo 8,44). Extraindo a falsidade do seu próprio fundo, ele não é apenas mentiroso, é o pai da mentira, como percebemos quando promete a divindade ao homem: «Sereis como deuses» (Gn 3,5), diz, pois não permaneceu na verdade. Além disso, torna-se assassino desde o princípio, pois introduz Adão na mortalidade e, como instigador do crime, faz que Abel pereça às mãos de seu irmão. Oremos, pois, ao Senhor para que o seu temor e a sua caridade que não morre perseverem inabalavelmente em nós; eles nos tornarão sábios em todas as coisas e nos manterão a salvo dos golpes do demónio. Com tais guardiões, é impossível cair nas armadilhas da morte. É esta precisamente a diferença que separa os perfeitos dos imperfeitos: nos primeiros, a caridade está profundamente enraizada e atingiu, por assim dizer, um desenvolvimento mais maduro; por isso, possui uma constância mais inabalável e mantém-nos com maior firmeza e facilidade na santidade; pelo contrário, estando menos firmemente estabelecida e tendo mais facilidade em arrefecer nos segundos, permite que sejam apanhados com mais frequência nas redes do pecado.

São Terentiano, Bispo e Mártir -Festa: 1º de setembro

(†)Todi, Perugia, 1º de setembro de 138
 
Não existem dados biográficos confiáveis ​​sobre Terentiano: como seu nome é claramente de origem latina, os historiadores favorecem uma origem romana. Ele foi uma figura importante na disseminação do cristianismo na antiga Tússia. A partir do estudo de numerosas inscrições romanas em pedra, o hagiógrafo Monsenhor Zaffarami data a chegada da gens Terentia (à qual Terentiano teria pertencido) ao território da antiga Tússia no início do século II. Terentiano foi eleito bispo de Todi em idade avançada. O procônsul Letiano — instigado por Flaco, sacerdote do templo de Júpiter — o acusou de praticar artes mágicas. Terentiano foi então preso e levado a julgamento. Apesar da tortura a que foi submetido, Terentiano não renunciou à sua fé. Segundo a tradição, sua língua foi amputada, mas foi o próprio Letiano quem ficou mudo, falecendo pouco depois.

São Josué, o Patriarca Festa: 1º de setembro século XII a.C.

O jovem Josué cumpriu seu aprendizado a serviço de Moisés. Adquiriu experiência e conhecimento, tornando-se um homem repleto do espírito de sabedoria. Devido a essa sabedoria e docilidade, mereceu se tornar o sucessor de Moisés, aquele que conduziria o povo à terra prometida. A travessia do Jordão foi mais uma procissão litúrgica, liderada por Josué, do que um ato militar. No centro do evento estava a Arca carregada pelos sacerdotes. Assim que tocaram a água, ela se dividiu para permitir que o povo atravessasse em terra seca. A conquista de Jericó também foi apresentada como um ato litúrgico, com os sacerdotes como protagonistas.

Beato José Samsó e Elías, sacerdote e mártir-Festa: 1º de setembro

(*)Castellbisbal, Barcelona, Espanha, 17 de janeiro de 1877
(+)Mataró, 1 de setembro de 1936 
Em 23 de janeiro de 2010, José Samsó i Elías, sacerdote catalão e mártir morto durante a Guerra Civil Espanhola, foi beatificado em Barcelona. Nascido em Castellbisbal, Espanha, em 17 de janeiro de 1887, em uma família de boa posição, decidiu entrar para o seminário e tornar-se sacerdote. Durante os anos de perseguição religiosa na Espanha, serviu como pároco da Basílica de Santa Maria de Mataró, uma bela igreja do século XVI com fachada medieval e neorromânica, localizada no coração do bairro Maresme, em Barcelona.

Santo Egídio, abade

De eremita a abade
 
O túmulo de Santo Egídio, venerado em uma abadia, na região francesa de Nîmes, remonta, provavelmente, à época merovíngia, embora a sua inscrição não seja anterior ao século X, data em que foi composta a Vida do santo abade, permeada de prodígios. Parte-se daqui, para se tentar reconstruir a vida de Egídio, cuja lenda mais popular indica que tenha vindo de Atenas, para viver como eremita, em um bosque junto à foz do rio Ródano, na França meridional, a fim de se entregar, com maior dedicação, ao serviço de Deus; transcorria o tempo em oração, vivendo com austeridade e jejuns; nutria-se de ervas, raízes e frutos selváticos; dormia na terra nua e seu travesseiro era uma rocha. Enternecido com por tantos sacrifícios, o Senhor teria mandado a Egídio uma cerva, para fornecer-lhe leite, todos os dias. Entretanto, durante uma caça, o eremita foi descoberto por Flávio, rei dos Gotos, que se simpatizou por ele.

Beata Maria Carmen Moreno Benítez Virgem e Mártir Festa: 1º de setembro

(*)Villamartin, Espanha, 24 de agosto de 1885
(+)Barcelona, Espanha, 6 de setembro de 1936 
Em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola, a Irmã Carmen e a Irmã Amparo estavam juntas na mesma comunidade das Filhas de Maria Auxiliadora, a primeira como vigária e a segunda como administradora geral. A comunidade era composta por freiras, noviças e internas que, diante do grave perigo, foram aconselhadas por suas superioras a irem para a casa de parentes, vestirem roupas civis e partirem para a Itália o mais rápido possível. A Irmã Carmen e a Irmã Amparo, porém, optaram por ficar para cuidar de uma freira que havia acabado de passar por uma cirurgia de câncer, mas na noite de 1º de setembro, as três foram presas. Ao amanhecer do dia 6 de setembro, as portas da cela se abriram: a paciente foi libertada, enquanto as outras duas freiras foram levadas para o hipódromo da cidade, perto do mar, onde foram fuziladas. São João Paulo II as beatificou em 11 de março de 2001.

Beata Juliana de Collalto - 1 setembro

Martirológio Romano:
Em Veneza, Beata Juliana de Collalto, Abadessa da Ordem de São Bento. 
Juliana nasceu em Collalto (hoje pertencente a comuna de Susegana, na província de Treviso|) em 1186. Seus pais eram o Conde Rambaldo VI e a Condessa Joana de Sant’Angelo, de Mântua, que lhe deram uma educação profundamente católica. Aos 12 anos, vestiu o hábito beneditino em Santa Margarida de Salarola. Ali viveu os primeiros anos de vida religiosa de modo exemplar. Em 1220 ingressou no mesmo mosteiro a Beata Beatriz I d’Este, e entre estas duas almas eleitas nasceu uma profunda amizade. Na poderosa e rica República de Veneza os mosteiros tinham a sua importância, mesmo porque eles acolhiam jovens das mais importantes e nobres famílias.

Santa Esperança, Religiosa

A liturgia e a tradição hagiográfica católica celebram a memória de Santa Esperança, Religiosa , no dia 1º de setembro (ou de forma móvel no 1º domingo de setembro em festividades locais).
Quem foi Santa Esperança?
Embora seu nome seja frequentemente associado à virtude teológica da esperança ou à célebre mártir romana (filha de Santa Sofia), os calendários tradicionais de ordens monásticas reservam o início de setembro para homenagear figuras santas de vida consagrada que personificaram o desespero do mundo e a total confiança nos planos divinos.

Santa Verena de Zurzach – 1º de setembro

Há duas Vitae que narram a trajetória terrena de Santa Verena: uma escrita por volta de 888 e outra de 1005. Há também o Miracula s. Verenæ de 1010, que descreve a veneração dedicada a Santa Verena no século X, com peregrinações ao seu túmulo de Zurzach. Segundo a narrativa contida no capítulo 3º da Vita prior, Verena nasceu em uma estimada família de Tebas, no Egito. Os pais devem tê-la confiado, para ser batizada e para sua formação cristã, ao idoso bispo Queremone de Nilópolis. Este bispo devia ser conhecido do autor da Vita prior, o abade da Abadia de Reichenau, Hatto I (cerca do ano 888), uma vez que fora citado por Eusébio de Cesareia. Após a morte do Queremone, Verena foi transferida com outros cristãos para o Baixo Egito, onde os imperadores Diocleciano e Maximiano procuravam por novos soldados e haviam fundado com eles uma nova legião tebana.

Santa Colomba, Eremita – 1° de setembro

Santa Colomba representada
junto à Nossa Senhora,
tendo a esquerda
seu irmão São Berardo
     Muito impressiona aos hagiógrafos o elenco de famílias inteiras de santos, desde o início da expansão do Cristianismo e mais especialmente os nobres e os governantes no período glorioso da Idade Média; o fenômeno é mais evidente nos países anglo-saxões, mas também na Itália houve muitos casos. Um dos casos mais famosos é o da família dos condes de Pagliara, próximo de Castelli, na província de Teramo. Eram desta família São Berardo, bispo de Teramo e padroeiro da cidade, sua irmã é Santa Colomba e seus irmãos os santos Nicolau e Egídio. Os Pagliara tinham o título de conde, talvez herdado dos antigos condes Marsi e eram os senhores do Vale Siliciano, que abrangia um vasto território no Grand Sasso, Itália.

Joana Soderini Religiosa, Beata 1301-1340

Virgem florentina, discípula 
de santa Juliana Falconieri, 
terceira das Servitas de Maria, 
cujas mortificações eram extraordinárias.
Veio ela ao mundo no ano 1301, numa das primeiras famílias de Florença. Nem bem sua razão começou a desabrochar, e já o seu maior prazer consistia em ouvir a narrativa dos mistérios da fé cristã, e em conversar sobre eles. Uma terna piedade lhe abrasava o coração. A Santa Virgem merecia-lhe particular devoção; honrou-a desde os mais ternos anos; todos os dias entoava-lhe louvores e dirigia-lhe fervorosas preces. Tendo Joana chegado ao conhecimento, de maneira sobrenatural, de que a sua governanta, chamada Felícia Tónia, morreria dentro de pouco tempo, preveniu a moça, e esta, submetendo-se resignadamente à vontade de Deus, se ocupou em procurar uma pessoa prudente capaz de substituí-la junto à aluna.

Beatriz da Silva Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, Santa 1424-1492

Fundadora da Ordem (contemplativa) 
da Imaculada Conceição, 
também conhecidas por 
Concepcionistas Franciscanas.
A família
 "...educada num profundo espírito e virtudes cristãs." 
De nobilíssima família portuguesa, Beatriz da Silva e Menezes, nasceu na graciosa e ensolarada vila alentejana de Campo Maior, no ano de 1424. Filha de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide Mor da já mencionada vila de Campo Maior e Ouguela e de Dona Isabel de Menezes, que era filha de D. Pedro de Menezes que foi Governador da Praça de Ceuta, nessa altura pertencente à coroa dos reis de Portugal. Os pais de Beatriz pertenciam à primeira nobreza e estavam ainda aparentados com a família real. Beatriz passou a sua infância e adolescência nesta nobre vila, rodeada do carinho de seus pais que a educaram num profundo espírito e virtudes cristãs. Foi a oitava de doze irmãos: Pedro, Fernando, Diogo, Afonso, João (Beato Amadeu da Silva, fundador do ramo franciscano dos frades Amadeus, hoje extinto), Branca, Guiomar, Beatriz, Maria, Leonor, Catarina e Méscia.

Santo Inácio Clemente Delgado Bispo e mártir (†1838)

Foi Vigário Apostólico para o atual Vietnam; sua beatificação ocorreu junto com o grupo de mártires dessa região, sob o pontificado do Papa Leão XIII no dia 7 de maio de 1900. Clemente nasceu no dia 23 de novembro de 1761 na região de Saragoça, Espanha. Ainda muito jovem, entrou no convento dominicano de Calatayud. Sua profissão religiosa ocorreu em 1781 e após seus estudos e a ordenação, partiu para as Filipinas, pois havia decidido consagrar toda sua vida à missão. Chegou ao seu destino no dia 19 de outubro de 1790 juntamente com outros coirmãos. Após quatro anos de evangelização, durante o Pontificado do Papa Pio VI, foi nomeado bispo e coadjutor de Mons. Feliciano Alonso, o Vigário Apostólico. Após cinco anos, 1799, Inácio iria substituir a Mons. Feliciano nesse encargo.

TERESA MARGARIDA REDI (Ana Maria Redi) SANTA 1747-1770

Nasceu em Arezzo, na Toscana, da nobre família Redi, em 1747. Entrou para o Mosteiro das Carmelitas Descalças de Florença, no dia 1° de Setembro de 1764. Teve uma particular experiência contemplativa, fundada na palavra do Apostolo São João: “Deus é Amor”. Viveu no amor e na imolação de si mesma e atingiu, rapidamente, a perfeição, no serviço constante e heróico de suas Irmãs. Morreu em Florença, em 1770. eus pais Inácio Fernando Maria Redi e Maria Camila Bal-Lati. Tiveram 13 filhos, Ana Maria foi a segunda. Teve três irmãs religiosas e dois irmãos sacerdotes. Ana Maria Redi Nasceu na Itália, na cidade de Arezzo, de nobre família, no dia 15 de julho de 1747. Foi uma alma contemplativa desde menina. Freqüentemente enchia-se de entusiasmo e questionava: “diga-me, quem é esse Deus?” Atraída pela palavra de São João: “Deus é Amor” (1Jo 4,16).

A França salva do comunismo por Nossa Senhora da Oração - 1947

 “Rezai pela França que nestes dias está em grande perigo”. A Santíssima Virgem às quatro crianças em L’Ile-Bouchard no dia 8 de dezembro de 1947.
      “Em L’Île-Bouchard, um pequeno subúrbio de Touraine, não longe de Chinon, desde a manhã de 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, até domingo, 14 de dezembro, quatro garotinhas disseram ter visto a Santa Virgem, que lhes apareceu na igreja paroquial. Eis pelo menos a essência da mensagem, repetida várias vezes por Nossa Senhora:
“Peçam às criancinhas que rezem pela França”. “Rezem pela França, que nestes dias está em grande perigo”. “Não vim aqui para fazer milagres, mas para pedir-lhes que rezem pela França”.
     A perfeita coincidência dessas palavras com os graves eventos que as crianças certamente ignoravam é impressionante.

01 de setembro - Nossa Senhora de Montevirgem

A cidade de Montevergine foi fundada pelo padre da Congregação Beneditina, um peregrino proveniente da Terra Santa, Guilherme de Vercelli (1085-1142), filho de nobres que se tornou órfão e se converteu padre aos 15 anos de idade. A história se inicia com a peregrinação de Guilherme à Santiago de Compostela, quando após alguns anos retornou à Itália mantendo o desejo de peregrinar à Jerusalém. Neste momento, uma aparição de Jesus lhe aconselha a retornar à Irpinia e construir um santuário para a Virgem Maria no lugar dedicado à Grande Mãe pagã. Neste período, Guilherme firma-se sozinho por algum tempo em Melfi e depois no Monte Serico, perto de Atella, onde, por sua intercessão, Jesus opera o milagre de devolver a visão a um pobre cego.