sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Basílio de Cesareia Santo, Padre e Doutor da Igreja c. 300-379

Era neto de Santa Macrina, filho de Santa Emélia
 e irmão de São Gregório de Nissa, 
de São Pedro de Sebaste e de outra Santa Macrina. 
Foi bispo de Cesareia e escreveu a célebre 
Regra dos Monges do Oriente.
Basílio nasceu em Cesaréia da Turquia, antiga Capadócia, no ano 329. Pertencia a uma família de santos. Seu avô morreu mártir na perseguição romana. Sua avó era Santa Macrina e sua mãe, Santa Amélia. A irmã, cujo nome homenageia a avó, era religiosa e se tornou santa. Também, seus irmãos: São Pedro, bispo de Sebaste e São Gregório de Nissa, e seu melhor amigo São Gregório Nazianzeno, são honrados pela Igreja. Basílio estudou em Atenas e Constantinopla. Mas, foi sua irmã Macrina que o levou para a vida religiosa. Ela havia fundado um mosteiro onde as religiosas progrediam muito em santidade. Basílio decidiu ir para o Egito aprender com os monges do deserto este modo de viver em solidão. Voltou, se consagrou monge e escreveu suas famosas “Constituições”, a primeira Regra de vida espiritual destinada aos religiosos. Neste livro se basearam os mais famosos fundadores de comunidades ao redigir os Regulamentos de suas Congregações. Basílio foi eleito bispo de Cesaréia, e nesta época o representante do Império tentou fazer com que ele renegasse a Fé, mas ele não o fez.

Gregório de Nazianzo Padre e Doutor da Igreja, Santo + 390

Era filho de São Gregório, o Velho e de Santa Nona, 
e irmão de Santa Gorgônia. 
Como Patriarca de Constantinopla, 
presidiu o primeiro Concílio de Constantinopla,
 que definiu solenemente a Divindade do Espírito Santo.
Gregório nasceu no ano 329, numa família muito devota, na Capadócia, actual Turquia. Seu pai foi eleito bispo da cidade de Nazianzo e teve o cuidado para que seu filho fosse educado nas melhores escolas e academias da Antiguidade. Desde pequeno demonstrava um forte temperamento místico e inclinação para a vida de monge. Ele passou quase dez anos em Atenas como estudante, onde cultivou uma fiel amizade com São Basílio, cujo culto também se comemora hoje. Durante este período desenvolveu, de vez, sua capacidade para a poesia, literatura e retórica. Não cedendo à tentação de viver entre a frivolidade de oradores e filósofos, ao contrário, se aprimorou numa profunda vida religiosa, junto com seu fiel amigo. Ao regressar a Nazianzo recebeu o Baptismo das mãos de seu próprio pai e, mais tarde, a Ordem sacerdotal para poder ajuda-lo na pastoral da sua diocese. Como estava vaga a diocese de Sásimos, na Ásia Menor, o então bispo São Basílio o consagrou à dignidade episcopal desta sede. Tornou-se um famosíssimo orador e teólogo sendo muito perseguido pelos arianos. Por isto, preferiu desistir da vida episcopal e se recolher num mosteiro onde se dedicava inteiramente às orações, à meditação, ao estudo do Evangelho.

Bem-Aventurada Stefana Quinzani Virgem Dominicana Festa: 2 de janeiro

Terceira dominicana. 
Fundou um mosteiro desta ordem 
em Soncino (Itália). Mística. 
(*)Orzinuovi, Brescia, 1457
(✝︎)Soncino, Cremona, 1530 Ela nasceu em Orzinuovi (Brescia) em 1547, mas a família era originalmente de Quinzano d'Oglio (Brescia). Desde cedo, ela teve experiências místicas que a levaram a se entregar por completo ao Ressuscitado. Aos 15 anos, ela estava na Terceira Ordem Dominicana e, após viver por vários anos em Crema, mudou-se para Soncino, na província de Cremona, onde fundou um convento que a teve como guia por muito tempo. Ele morreu em 1530, tornando-se logo objeto de devoção popular.
Etimologia: Stefana = coroa, coroada, do grego 
Martirológio Romano: Em Soncino, na Lombardia, a Beata Stefana Quinzani, virgem, freira da Terceira Ordem de São Domingos, que se dedicou assiduamente à contemplação da paixão do Senhor e à formação cristã das meninas. 
A Beata Stefana nasceu em Orzinuovi, mas, após uma longa estadia em Crema, passou a viver em Soncino, onde no convento dominicano havia uma luz de admirável santidade para todos. O Beato Dominicano Matteo Carreri, quando ela ainda era uma menina, previu uma ferida de amor divino.

Bem-Aventurada Maria Anna Sureau Blondin Fundadora Festa: 2 de janeiro

Religiosa candiana. 
Fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Ana. 
Foi durante muito tempo 
vítima do despotismo do seu confessor. 
Beatificada em 2001. 
(*)Terrebonne (Quebec), Canadá, 18 de abril de 1809
(✝︎)Lachine, Canadá, 2 de janeiro de 1890 
Canadense, ela é fundadora da congregação das Irmãs de Santa Ana, que são principalmente dedicadas à educação infantil. Quando menina, ela não tinha uma escola católica e francófona em Quebec, onde nasceu em 1809 em Terrebonne, um território dominado por protestantes ingleses e, por isso, nos primeiros anos de sua infância, permaneceu analfabeta. Aos vinte anos, ela ingressou nas Irmãs de Notre-Dame, mas depois saiu por motivos de saúde. Tornando-se diretora de uma escola, mais tarde fundou sua própria congregação, pronunciando seus votos perante o bispo de Montreal junto com outros colegas em 1850 e mudando seu nome do meio para Anna. Ele faleceu em 2 de janeiro de 1890 em Lachine, Canadá, devido a pneumonia. Ela foi beatificada por João Paulo II na Praça de São Pedro, em Roma, em 29 de abril de 2001. (Avvenire)
Martirógio Romano: Na cidade de Lachine, em Quebec, Canadá, a Beata Marianne (Maria Stella) Soureau-Blondin, virgem: que permaneceu analfabeta até a juventude, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Ana para a educação das crianças camponesas, sempre oferecendo a seu serviço um excelente modelo de educadora juvenil.

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

O Santo Nome de Jesus é poderoso e traz muitas graças a todos àqueles que o invocam com amor e devoção. Nas escrituras podemos ver a força desse Santo Nome. Ainda no Antigo Testamento o profeta Joel falava em profecia: « Mas todo o que invocar o nome do Senhor será poupado, porque, sobre o monte Sião e em Jerusalém, haverá um resto, como o Senhor disse, e entre os sobreviventes estarão os que o Senhor tiver chamado ». (Jl 3,5) O que Joel diz a respeito de Javé, São Pedro torna a repetir no Livro dos Actos dos Apóstolos logo após o momento de Pentecostes, dessa vez falando sobre o Nosso Senhor Jesus Cristo: « E então todo o que invocar o nome do Senhor (Jesus) será salvo » (At 2,21)

ORAÇÔES - 02 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Sexta-feira – Santos: Basílio Magno, Gregório Nazianzeno, Argeu
Evangelho (Jo 1,19-28) “Eu batizo na água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim.”
Aosfariseus, que se viam como rigorosos cumpridores a lei de Deus, João disse que não era o Salvador esperado, que já estava entre eles, mas não era reconhecido.Cristo, que nos pode salvar, está sempre entre nós para mostrar o caminho da felicidade e, mais ainda, para nos levar para a vida. Preciso pedir sempre que Deus me ajude a reconhecê-lo e deixar que me conquiste e transforme.
Oração
Senhor Jesus, creio que estais entre nós para nosajudar e salvar. Mas nem sempre percebo vossa presença, porque me deixo levar por preconceitos. Por isso não vos vejo nos que considero sem importância, nem nos pequenos acasos davida. Abri meus olhos,para que vos veja e ouça. E dai-me um coração dócil para aprender convosco, o Mestre oculto em cada um de meus irmãos. Amém.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Felizes os mansos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Porque possuirão a terra
 
“Felizes os mansos, porque possuirão a terra” (Mt 5,4). Com essas palavras das bem-aventuranças, o Papa Francisco, em sua exortação apostólica Gaudete et Exultate, apresenta mais um traço da personalidade de Jesus. Revela um aspecto de seu ser. Ele é Deus, mas tem que lidar com os homens. Como homem tem seu caminho muito claro: a mansidão. No momento de sua prisão, no Jardim das Oliveiras, diz a Pedro que, se pedisse, o Pai lhe mandava dez legiões de Anjos para defendê-Lo. Seriam 60.000 soldados (Mt 26,53). A única reação foi reclamar de Judas: “É com um beijo que trais o Filho do Homem?” (Lc 22,48). O Papa lembra que o mundo é o reino da agressividade nas mais diversas formas. A violência domina o mundo desde o assassinato de Abel. O próprio Jesus foi vítima da violência. “Embora pareça impossível, Jesus propõe outro estilo: a mansidão”. Em sua entrada em Jerusalém, retoma a profecia de Zacarias 9,9 que anuncia: “Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho» (Mt 21,5;Zc 9,9). O futuro Messias vem a seu templo na mansidão. E ensinava aos discípulos: “Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito” (Mt 11,29). O sinal claro de sua mansidão era a proximidade do povo. Ele mesmo diz de Si: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração e; encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).
A mansidão faz bem
“Se vivermos tensos, arrogantes diante dos outros, acabamos cansados e exaustos. Mas, quando olhamos os seus limites e defeitos com ternura e mansidão, sem nos sentirmos superiores, podemos dar-lhes uma mão e evitamos gastar energias em lamentações inúteis. Para Santa Teresinha, ‘a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, e não se escandalizar com as suas fraquezas”’(GE 72). Paulo e Pedro, em suas cartas, ensinam a necessidade e a força da mansidão. Isso deve se demonstrar nas atitudes cotidianas, como na correção dos irmãos, na defesa da fé, no confronto com os adversários. É impressionante o número de pessoas que deixaram a Igreja ou se desiludiram por causa do modo como foram tratados. O confessionário é ainda um terror, pois as pessoas tinham medo de serem maltratadas. Sto. Afonso dizia que o pregador deve ser um leão no púlpito e um cordeiro no confessionário. Corrigir o pecado não é tratar mal a pessoa. Até os animais respondem melhor diante da mansidão. Jesus se declara servidor e manso cordeiro que vai ao encontro da morte rezando por seus perseguidores (Mt 5,44). 
Donos do mundo 
Como o mundo depende de quem manda, quem é manso tem um trânsito muito maior no mundo do que quem, na violência, quer tomar o poder. A mansidão realiza um tipo de poder que não interfere no poder, mas tem poder de mudar sem ferir, pressionar, forçar e ofender. “Porque os mansos, independentemente do que possam sugerir as circunstâncias, esperam no Senhor, e aqueles que esperam no Senhor possuirão a terra e gozarão de imensa paz (Sl 37/36,9.11). Ao mesmo tempo, o Senhor confia neles: “é nos humildes de coração contrito que os meus olhos se fixam, pois escutam a minha palavra com respeito” (Is 66,2) (GE74). O acolhimento dos mansos por parte dos pobres, tira-os do desencanto e do desânimo que a vida pode trazer. Formam o corpo do povo reunido. O Papa Francisco conclui: “Reagir com humilde mansidão: isto é santidade”.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 01 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Lucas 2,16-21. 
Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo anjo antes de ter sido concebido no seio materno. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Guerric de Igny 
(1080-1157) 
Abade cisterciense 
Sermão 1 para a Assunção 
Como crianças nos braços da Mãe 
Se o Apóstolo, servo de Cristo, continua a trazer os seus filhos ao mundo com a sua solicitude e o seu desejo ardente, até que Cristo Se forme neles (cf Ga 4,19), quão mais verdade isso não é para a Mãe de Cristo! Paulo gerou-os pregando a Palavra da regeneração; Maria fê-lo de maneira muito mais santa e divina, gerando a própria Palavra. Louvo em Paulo o mistério da pregação; mas admiro e venero ainda mais em Maria o mistério da geração. Vede como, por sua vez, os filhos reconhecem a sua Mãe. Impulsionados por uma espécie de instinto natural inspirado pela fé, recorrem espontânea e irresistivelmente à invocação do seu nome em todas as necessidades e em todos os perigos, como as crianças se lançam nos braços da sua mãe. Por isso, não me parece absurdo pensar que é desses filhos que fala o profeta quando promete que os filhos de Jerusalém habitarão na cidade (cf Is 62,5); sem perder de vista que esta profecia se aplica principalmente à Igreja. Pois habitamos desde já ao abrigo da Mãe do Altíssimo, repousamos sob a sua proteção e como que à sombra das suas asas. Mais tarde, partilharemos a sua glória e seremos como que aquecidos no seu seio; então, ressoará este grito unânime dos filhos que aclamam sua Mãe «dançando e cantando: "Todas as minhas fontes estão em ti"» (cf. Sl 87,7).

São Telemaco (1 de Janeiro)

Morreu no ano de 400 DC. Era um monge eremita que veio para Roma do Leste. A “Historia Eclesiástica” escrita por Theodoret conta de um monge acético de nome Telemachus que tentou acabar com as lutas dos gladiadores no Anfiteatro em Roma, que eram cruelmente anticristãs. Um dia ele entrou na arena para separar os combatentes e foi morto e cortado em pedaços pelos furiosos gladiadores atendendo a ordem do prefeito Alipius. Mas em m conseqüência disto o Imperador Honório aboliu tais lutas e declarou Telemachus um mártir. A Martirologia Romana conta de um certo Almachius que foi morto pelos gladiadores quando ele protestou contra suas superstições e seus sacrifícios oferecidos aos ídolos pagãos. Alguns estudiosos dizem que a adoração de ídolos condenada por Almachius e os jogos romanos por Telemachus são idênticos, mas outros contestam dizendo que são dois diferentes santos. 
Fonte: Cade meu santo

Beata Catarina de Solaguti Bendito

Dia da festa: 1º de janeiro 
Biografia 
A Beata Catarina De Solaguti foi uma freira mercedária no convento de Jesus e Maria em Orozco, Espanha. Nascida em uma data desconhecida e com informações limitadas disponíveis, sua vida permanece parcialmente obscura. No entanto, sua dedicação ao seu chamado religioso e seu compromisso com a ordem mercedária permanecem notáveis. Catherine De Solaguti ingressou no convento de Jesus e Maria em Orozco, Espanha, abraçando uma vida de oração, contemplação e serviço a Deus e sua comunidade. Como freira mercedária, ela seguiu a Regra de Santo Agostinho e viveu uma vida de pobreza, castidade e obediência. A ordem mercedária, fundada no século XIII, era dedicada ao resgate dos cristãos mantidos em cativeiro por não-cristãos. Embora os detalhes específicos das realizações, milagres ou contribuições de Catarina De Solaguti para sua comunidade religiosa não estejam prontamente disponíveis, sua vida foi marcada por uma profunda dedicação à sua fé e às suas irmãs. Como freira mercedária, ela teria participado das rotinas diárias do convento, incluindo oração, trabalho manual, estudo e atos de caridade. A memória e o legado de Catherine De Solaguti foram preservados por meio de sua inclusão na tradição mercedária de veneração.

Santa Zdislava Mãe de família, terciária dominicana-Festa: 1º de janeiro

(*)Krizanov, República Tcheca, ca. de 1220
(+)Jablonne, República Tcheca, 1252 
Zdislava nasceu por volta de 1220 em Krizanov, cerca de cinquenta quilômetros ao norte de Brno, capital da Morávia, uma região histórica que atualmente faz parte da República Tcheca. O castelo de Zdislava foi então atribuído a seu pai, Pribyslav, um senhor desenfreado do castelo, que. casou-se com Sibilla de origem alemã Brno. Os dois pais eram cristãos muito piedosos e fundaram vários mosteiros, tiveram outros quatro filhos e trabalharam para casar Zdislava com Gallo. acima mencionado respeitável senhor feudal de Lemberk, no nordeste da Boêmia. Os cônjuges cuidaram da educação cristã dos quatro filhos, um dos quais faleceu ainda jovem. A pedido da sua esposa, particularmente religiosa e também dedicada à assistência aos pobres e aos doentes, Gallo mandou construir dois mosteiros dominicanos, um dos quais na vizinha Jablonné com uma igreja dedicada a San Lorenzo. Aqui a santa mulher foi sepultada após a sua morte em 1252. A veneração popular para com ela foi difundida durante um século e meio, confirmada pelas crónicas da época que contavam muitos milagres devido à sua intercessão.

Fulgêncio de Ruspe Agostiniano, Abade, Santo 460-533

Bispo, adversário e vítima dos arianos. 
Padroeiro da cidade de Cagliari (Itália).
São Fulgêncio viveu na África do Norte certamente em 460, época de crise social e perseguição religiosa. A florescente sociedade romana da África do Norte se desmoronava sob os golpes dos vândalos e em sua ruína arrastava consigo a Igreja. A Fulgêncio coube fazer frente a tanta ruína. Sem alcançar a magnitude dos grandes padres do século IV, esteve, contudo, à altura das circunstâncias e, com a santidade de sua vida e a luz de sua doutrina, se tornou referência para os bispos, monges e leigos. “Foi o maior dos teólogos e o bispo mais santo de seu tempo” Fábio Cláudio Gordiano Fulgêncio nasceu numa rica família cristã em Thelepte, na actual Tunísia (Norte da África), no ano 462. Seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Fulgêncio teve uma formação intelectual excelente. De carácter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios, na juventude se destacou na administração dos bens da família, o que o levou a ocupar altos postos no sector público. Muito culto e educado, Fulgêncio interessava-se tanto pela religião quanto pelas artes e literatura. Frequentava um mosteiro vizinho onde orava com os monges e vasculhava sua biblioteca.

Santo Odilo de Cluny Abade Festa: 1º de janeiro

Abade de Cluny, a quem se deve a “Treva de Deus” 
e a Comemoração dos Fieis defuntos 
a 2 de Novembro.
(*)961/2 - (✝︎)1º de janeiro de 1049 
Foi abade do mosteiro de Cluny de 994 a 1049. Durante seu longo governo, Cluny transformou-se de um pequeno mosteiro em uma poderosa ordem monástica que exerceu grande influência sobre a Igreja e a sociedade. Odilo era um homem de grande piedade e caridade. Dedicou-se fervorosamente à reforma da vida monástica, promovendo a observância rigorosa da regra beneditina. Ele reconstruiu os edifícios do mosteiro de Cluny e enriqueceu sua biblioteca. Ele também foi um escritor prolífico, autor de sermões, homilias e hinos. Odilo era um homem de grande ação. Ele era comprometido com a paz e a justiça, frequentemente intervindo junto aos poderosos para proteger os mais fracos. Ele também foi um apoiador da reforma gregoriana, que visava fortalecer a autoridade do papa e reformar a Igreja. 
Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Perto de Sauvigny, na Borgonha, na atual França, o trânsito de São Odilo, abade de Cluny, que, severo consigo mesmo, mas manso e misericordioso com os outros, pacificou povos beligerantes em nome de Deus, em tempos de fome apoiou os aflitos por todos os meios e foi o primeiro a instituir em seus mosteiros a comemoração de todos os fiéis falecidos no dia seguinte à festa de Todos os Santos.

José Maria Tomasi Bispo, Cardeal, Santo 1649-1713

Religioso da Ordem dos Teatinos e Cardeal. 
Canonizado pelo Papa João Paulo II 
a 12 de Outubro de 1986.
O servo muito eminente de Deus José Maria Tomasi, o cardeal, a quem o Papa Pio VII decorou com as honras de Bem-aventurado em 1803, e que hoje o Sumo Pontífice João Paulo II atribui solenemente no livro dos Santos, nasceu em Licata, em Sicília, na Diocese de Agrigento, em 12 de Setembro 1649, o primeiro filho de Júlio Tomasi Traina e Rosalie, o Príncipe de Lampedusa e o Duque de Palma di Montechiaro. Sua própria vida foi orientada para Deus desde seus primeiros anos. Formado e educado em casa paterna nobre, onde não faltam riquezas nem virtude, ele deu provas de um espírito, muito aberto a estudar e a piedade. Seus pais se importavam muito com isso e com a sua própria formação cristã e sua instrução nas línguas clássicas e modernas, sobretudo na língua espanhola, porque ele estava destinado pela família para o tribunal de Madrid, quando estava prestes a herdar de seu próprio pai, por seus próprios títulos de nobreza, o de "Grande de Espanha". Mas seu espírito aspirava, mesmo desde a juventude, para ser pequeno no Reino de Deus, e para não servir os reis da terra, mas o Rei do céu. Ele cultivou seu desejo piedoso em seu coração até que ele obteve o consentimento de seu pai para seguir a sua vocação para a vida religiosa. Depois de ter renunciado, por meio de um documento notarial, o principado, que pertencia a ele através da hereditariedade, e seu riquíssimo patrimônio, foi admitido na Ordem dos Clérigos Regulares Teatinos, fundada por São Caetano do Thien em 1524.

São Vicente Maria Strambi modelo de missionário

Sacerdote passionista 
e depois Bispo de Macerata (Itália).
Entrou à Congregação passionista e foi nomeado bispo de Macerata e Tolentino. Confessor do Papa Leão XII, ofereceu sua vida por esse Pontífice. 
Sua festa comemora-se no dia 24de setembro. 
Vicente nasceu em Cività Vecchia, na Itália, em 1º de janeiro de 1745. Educado cristãmente, ordenou-se sacerdote em 1767, sendo designado prefeito e depois reitor de seminário, apesar de sua pouca idade. Desejando dedicar-se à evangelização, na vida religiosa, dois anos depois entrou para a Congregação dos Passionistas, fundada pouco tempo antes por São Paulo da Cruz, ainda vivo nessa ocasião. Na soledade dos retiros passionistas, entregou-se à oração e à mortificação, a fim de preparar-se para a vida missionária. São Paulo da Cruz, reconhecendo-lhe a virtude, procurou infundir-lhe seu espírito, pois a ele confiou o futuro de sua Congregação. Mais tarde São Vicente encarregar-se-á do processo de beatificação de seu fundador, escrevendo-lhe a primeira biografia. “Orador por excelência, dotado de extraordinária capacidade de adaptação ao auditório, procurava não só dirigir-se à inteligência de seus ouvintes para instruí-los, mas chegar ao mais íntimo de seu coração e de sua vontade para arrastá-los.

Valentino Paquay Sacerdote franciscano, Beato 1828-1905

Religioso franciscano, grande confessor, muito devoto do Sagrado Coração de Jesus e da Imaculada Conceição, partidário da Comunhão frequente. Beatificado em 2003.Valentino Paquay - Ludovico era o seu nome de baptismo - da Ordem dos Frades Menores, nasceu em Tongeren (Bélgica) a 17 de Novembro de 1828. Quando era jovem, sentiu-se profundamente tocado pela misericórdia divina, durante um sermão a que assistiu. Surgiu assim a sua vocação sacerdotal e religiosa. Procurou então seguir o exemplo dos Santos, tendo sempre diante dos olhos figuras como João Berchmans e Luís Gonzaga. Desejava também ele obedecer de coração à vontade de Deus, ser a vontade de Deus realizada completamente na medida da graça divina e da generosidade de um coração jovem. Transcorreu quase toda a sua vida, como religioso, em Hasselt. Nos seus sermões, o tema principal era o amor de Deus por todos nós. Mesmo quando falava de assuntos como o pecado e o inferno, a sua consideração final referia-se constantemente à misericórdia de Deus, que é sempre maior que o coração humano. Pregou muitos retiros sobre este tema. A sua vocação específica era o confessionário. No clima do seu amor, todos se sentiam livres de confessar os seus pecados. Permanecia muito tempo durante a noite na igreja a rezar por estes homens de boa vontade, assumindo sobre si uma parte da penitência pelos seus pecados. Sentia grande amor pela Sagrada Escritura.

Sigismundo Gorazdowski Sacerdote, Fundador, Santo (1845-1920)

Sacerdote polaco, fundador da 
Congregação das Irmãs de São José. 
Beatificado em 2001.
Sigismundo Gorazdowski nasceu em Sanok (Polónia), a primeiro de novembro de mil oitocentos e quarenta e cinco, numa família, onde se valorizava e respeitava muito os princípios da religião católica. De saúde frágil desde a infância, desejou ajudar aos outros doentes e por isso, após concluir o ensino de segundo grau, entrou na faculdade de direito da Universidade de Lwow. Já estudante de segundo ano, descobriu a vocação para o sacerdócio, interrompendo o curso de direito, entrou para o Seminário Maior em Lwow. Lá experimentou uma prova de fé: a doença evoluiu a tal ponto, agravando o seu estado de saúde com risco de vida e, por isso, foi suspensa a sua ordenação sacerdotal. Os seus amigos, vendo esse drama pessoal, escreveram em suas memórias: «A não admissão à ordenação sacerdotal foi para Sigismundo um golpe muito doloroso, sofreu moral e fisicamente, mas não perdeu a confiança no Senhor Deus». Dois anos depois, o seu estado de saúde melhorou tanto, que pôde receber o Sacramento da Ordem na Catedral de Lwow, no dia 25 de julho de 1871. Único desejo do beato Sigismundo Gorazdowski foi: « ser tudo para todos, para salvar pelo menos um ». Já nas primeiras paróquias que ocupou deixou que fosse reconhecido nele um carisma excepcional de unir o trabalho sacerdotal com o trabalho caritativo.

Circuncisão de Jesus

A circuncisão de Jesus é um evento da vida de Jesus de Nazaré de acordo com o Evangelho de Lucas, que afirma em Lucas 2:21 que Jesus foi circuncidado oito dias após o seu nascimento (tradicionalmente em 1 de janeiro). O costume está de acordo com a Halachá, a lei judaica que afirma que os meninos devem ser circuncidados oito dias depois do seu nascimento numa cerimônia chamada de Brit milá, na qual ele também ganhará seu nome. A circuncisão de Cristo se tornou um tema muito comum na arte cristã a partir do século X, um dos diversos eventos na vida de Cristo a ser frequentemente representado pelos artistas. Inicialmente, o tema aparecia apenas como uma cena num ciclo mais amplo, mas já na Renascença ele já era tratado como um assunto individualmente importante ou como tema central de um retábulo. O evento é celebrado na Festa da Circuncisão da Igreja Ortodoxa em 1 de janeiro, qualquer que seja o calendário utilizado, e é também celebrada no mesmo dia por muitos anglicanos. Na Igreja Católica, é celebrado na Festa do Santo Nome de Jesus, em anos recentes no dia 3 de janeiro, como opcional, embora durante muito tempo tenha sido celebrada em 1 de janeiro, como ainda fazem algumas igrejas. Existem diversas relíquias que alegam ser o prepúcio sagrado, o prepúcio de Jesus.

Maria Santíssima Mãe de Deus 1 de Janeiro

A solenidade de Maria SS. Mãe de Deus é a primeira festa mariana a aparecer na Igreja Ocidental. Originalmente, o festival substituiu o uso pagão de "strenae" (strennae), cujos ritos contrastavam com a santidade das celebrações cristãs. O "Natal Sanctae Mariae" começou a ser celebrado em Roma por volta do século VI, provavelmente em conjunto com a dedicação de uma das primeiras igrejas marianas de Roma: S. Maria Antiqua no Fórum Romano, a sul do Templo dos Castores. A liturgia estava ligada à do Natal e o primeiro de janeiro chamava-se "in octava Nativitatis Domini": em memória do rito realizado oito dias depois do nascimento de Jesus, foi proclamado o evangelho da circuncisão, que também deu nome ao festa que inaugurou o ano novo. A recente reforma do calendário repôs no dia 1 de Janeiro a festa da maternidade divina, que desde 1931 era celebrada no dia 11 de Outubro, em memória do Concílio de Éfeso (431), que sancionou solenemente uma verdade tão cara ao Povo cristão: Maria é a verdadeira Mãe de Cristo, que é o verdadeiro Filho de Deus.

ORAÇÕES - 01 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Quinta-feira –Santa Maria, Mãe De Deus
Evangelho (Lc 2,16-21) “Tendo-o visto, [os pastores] contaram o que lhes fora dito sobre o menino.”
O anjo deu aos pastores um sinal para reconhecer o Salvador recém-nascido: encontrariam “um menino envolto em faixas e deitado num presépio”.Eram convidados a reconhecer como seu Senhor e Salvador um bebê frágil, pobre, num berço de palhas.Os primeiros a procurar o Salvador eram pobres pastores rudes. Maria e José, ao vê-los, devem ter percebido que Deus lhes dizia alguma coisa.
Oração
Senhor Jesus,Salvador nosso, mesmo com tantos anjos e tanta luz os pastores precisaram ter muita fé para vos reconhecernaquele menino.Ajudai-me, fortalecei e iluminai minha fé para vos reconhecer, mesmo sem anjos nem luzes. Fazei-me perceber que agis no silêncio das coisas pequenas, e me falais na voz de gente sem importância. Preciso de vós. Ajudai-me a vos reconhecer. Amém.