quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 01 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Lucas 2,16-21. 
Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo anjo antes de ter sido concebido no seio materno. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Guerric de Igny 
(1080-1157) 
Abade cisterciense 
Sermão 1 para a Assunção 
Como crianças nos braços da Mãe 
Se o Apóstolo, servo de Cristo, continua a trazer os seus filhos ao mundo com a sua solicitude e o seu desejo ardente, até que Cristo Se forme neles (cf Ga 4,19), quão mais verdade isso não é para a Mãe de Cristo! Paulo gerou-os pregando a Palavra da regeneração; Maria fê-lo de maneira muito mais santa e divina, gerando a própria Palavra. Louvo em Paulo o mistério da pregação; mas admiro e venero ainda mais em Maria o mistério da geração. Vede como, por sua vez, os filhos reconhecem a sua Mãe. Impulsionados por uma espécie de instinto natural inspirado pela fé, recorrem espontânea e irresistivelmente à invocação do seu nome em todas as necessidades e em todos os perigos, como as crianças se lançam nos braços da sua mãe. Por isso, não me parece absurdo pensar que é desses filhos que fala o profeta quando promete que os filhos de Jerusalém habitarão na cidade (cf Is 62,5); sem perder de vista que esta profecia se aplica principalmente à Igreja. Pois habitamos desde já ao abrigo da Mãe do Altíssimo, repousamos sob a sua proteção e como que à sombra das suas asas. Mais tarde, partilharemos a sua glória e seremos como que aquecidos no seu seio; então, ressoará este grito unânime dos filhos que aclamam sua Mãe «dançando e cantando: "Todas as minhas fontes estão em ti"» (cf. Sl 87,7).

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