segunda-feira, 1 de abril de 2024

Santa Marcela de Chauriat, Virgem – 1° de abril

Foi por volta do ano 825, sob o episcopado de São Stable, 39º bispo de Clermont, que viveu em Chauriat, perto de Billom, uma santa menina, chamada Marcela, que se santificou fiando sua roca e cuidando de seu rebanho.
     O documento mais antigo que menciona Santa Marcela é um texto do século XI, no qual o bispo Estêvão III de Clermont doou três igrejas ao Mosteiro de Sauxillanges. Duas das igrejas em questão eram as de Chauriat: uma dedicada à Virgem Maria e a outra erguida em homenagem a Santa Marcela.
     Santa Marcela nasceu em Chauriat, na família Espirat, por volta do ano 820, sob o pontificado do Papa João VIII. Seus pais eram agricultores e era a ela que confiavam o cuidado de seu rebanho, que ela frequentemente levava para pastar em uma montanha chamada Puy-de-Mur.
    Um dia, enquanto rezava à Santíssima Virgem, ajoelhada ao pé de uma rocha, para preservar sua aldeia de uma febre perniciosa que assolava a região, ela sucumbiu ao cansaço e um sono profundo se apoderou dela. Durante esse estado, ela teve uma visão na qual foi informada de que a Mãe de Deus a havia atendido.

VALÉRIO DE AUVERGNE Monge, Santo 565-619

Monge, discípulo de São Columbano. 
Fundou vários conventos na Gália, hoje França. 
Uma cidade francesa perpetua 
o seu nome (Saint-Valéry-en-Caux).
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto. Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais. Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direcção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, actual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade. Com autorização do abade Columbano, procurou o rei Clotário, conseguindo dele um grande terreno para construir um mosteiro, em Leuconai, na França.

HUGO DE GRENOBLE Bispo, Santo 1053-1132

Foi cónego em Valence, antes de 
ser nomeado bispo de Grenoble.
Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos. Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cónego. Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble.

LUDOVICO PAVONI Sacerdote, Fundador, Beato 1784-1849

Sacerdote, fundador da Congregação 
Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada.
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni aceitou, ele que nasceu no dia 11 de setembro de 1784. Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo. Não só para evitar que se tornassem delinquentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano. Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni dedicou-se desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.

CARLOS DA ÁUSTRIA Imperador, Beato 1887-1922

Último imperador do Império austríaco. 
Depois de deposto, viveu e
 morreu na ilha da Madeira.
Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxónia, filha do último Rei de Saxónia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos. Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração. A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbone-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!».

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Segunda-feira – Santos: Hugo de Grenoble, Teodora, Ludovico Pavoni
Evangelho (Mt 28,8-15) “As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.”
Elas viram a sepultura vazia, e saíram depressa para fazer o que o anjo mandara.Não tinham visto o Senhor, não entendiam o que estava acontecendo, mas estavam alegres por ele estar vivo. Pararam ao se ver diante dele, vivo, real, ao alcance de seuabraço.Não imagino o que viviam. Uno-me, porém, a sua alegria e ao seu espanto, ao pensar que ele está sempre comigo, vivo, real, amigo.
Oração
Senhor Jesus, alegria é o que vivo agora e sempre que penso que vencestes a morte e estais vivo, ao meu lado, para me acompanhar em minha caminhada até a vida. Não permitais que eu esqueça essa alegria, quando a vida de agora for áspera e cinza. Creio em vós, confio em vós, não posso entregar-me à tristeza e ao desânimo. A esperança alegre, a coragem de viverprovam minha fé. Amém.

domingo, 31 de março de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - DOMINGO DE PÁSCOA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Cristo não está aqui, ressuscitou!”
 
 Os judeus saíram do Egito às pressas, de noite, não podendo levar nada, a não ser a massa do pão não fermentada. Puderam compreender que acontecia algo muito grande, mas tiveram toda sua história para ir todos os anos tirando deste fato novos conhecimentos e novas riquezas. Assim, no contexto litúrgico e vivencial desta celebração vivemos o mesmo fato. Jesus, de noite passou da morte para a vida, ressuscitando para uma vida totalmente nova. E deu-nos a participar desta vida. Assim, nós também, todos os anos tiramos deste fato novos conhecimentos e uma vida sempre novos. As leituras do domingo de Páscoa trazem-nos de um modo simples, a narração de um fato tão grande. Madalena vai ao sepulcro. Volta toda apavorada dizendo que tinham levado o corpo de seu Senhor. Pedro e João vão correndo e vêem e crêem. Ele não foi tirado, ressuscitou. Ali está o túmulo vazio, estão os panos. São testemunhos, mas a prova é a fé. Ele aparece para eles neste domingo, não como um morto, mas um vivo que se alimenta e entra em diálogo com eles. Justamente isso Pedro dirá no seu primeiro discurso ao povo, no dia de Pentecostes. Pedro faz uma síntese da história de Jesus: “passou entre nós fazendo o bem! Foi morto e agora ressuscitou. Nós o vimos e somos testemunhas destas coisas, nós que comemos e bebemos com Ele depois de sua ressurreição. Isso foi para a remissão dos pecados”. A segunda leitura é muito clara: se vocês acreditam, vivam agora a vida do alto, pois pelo batismo, fostes inseridos em Cristo, mortos com Ele e ressuscitados com Ele. O cristianismo encontra na sua origem uma pedra selada com um defunto perigoso dentro. A força da morte dominara o Senhor da vida. Rompendo a pedra e as portas dos infernos, o Senhor ressuscitado abre o caminho para a vida para todos, pois agora Ele é a vida. Inicialmente não tem explicação para os fatos acontecidos. Pedro e João, as mulheres e os demais apóstolos não conseguem entender o que se passa. Somente o dom da fé, dado pelo Espírito Santo, pode abre suas inteligências à compreensão superior. Assim também é para nós. Não conseguimos entender e nem passar esta verdade para nossa vida. Somente com a fé infundida em nós no Batismo e no cotidiano da vida é que compreendemos esta verdade e a transformamos em vida. Não se trata de saber explicar, mas sim acolher e viver. Nós temos esta fé, pois do contrário não poderíamos de modo nenhum viver a vida cristã nas dificuldades e glórias desta vida. Crendo e celebrando o mistério da Páscoa anualmente e cada dia, nós realizamos em nós este mesmo mistério e podemos receber a Ressurreição que Ele nos oferece. Com a fé no Ressuscitado podemos dizer como Pedro: “somos testemunhas destas coisas”. Desejamos a todos uma boa e santa Páscoa. Que os frutos da Ressurreição permaneçam em sua vida. Cristo está vivo no meio de Nós.

EVANGELHO DO DOMINGO DE PÁSCOA

Evangelho segundo São João 20,1-9.
 
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Livro das Horas do Sinai (século IX) 
Macarismos da ressureição, SC 486 
Alegrai-vos, Cristo ressuscitou do túmulo! 
Escuta, Adão, e alegra-te com Eva, 
pois aquele que vos despojou a ambos e, 
com o seu engano, vos tornou cativos
foi reduzido à impotência na cruz de Cristo. 
Hoje, ó Cristo, aboliste o império da morte com o teu poder e libertaste, ó dador da vida, as almas dos homens graças à tua ressurreição, Tu, nosso Salvador. Como a multidão dos anjos no Céu, assim o género humano celebra na terra a santíssima ressurreição da tua bondade, Senhor. Hoje, Cristo ressuscitou do túmulo, do qual fez sair a incorruptibilidade para todos os mortais, e, na sua misericórdia, inaugurou com as portadoras de perfumes a alegria da ressurreição. Desperta-nos do túmulo do pecado, nós, mortos pela multidão das nossas paixões, ó Salvador, verdadeiro amigo do homem, que pela tua ressurreição destruíste a tirania da morte. Alegrai-vos, sábias perfumistas, mulheres que fostes as primeiras a ver a ressurreição de Cristo e que anunciastes aos apóstolos a ressurreição de todo o mundo. Adoro-te, Pai sem princípio que és a vida, adoro contigo o teu Filho Eterno que é a vida, vida e fonte viva é o Espírito Santo: glorifico a única e Vida verdadeira.

31 de março - Beato Boaventura de Forli

Boaventura nasceu em Forlì em 1410 e jovem sentiu o chamado à vida religiosa, grande devoto de Nossa Senhora, entrou no convento dos Servos de Maria de sua cidade. Seus talentos intelectuais eram notáveis ​​e em 1448 ele foi enviado para Veneza para continuar seus estudos. Por seis anos foi a ocupação principal, conquistando o título de mestre em teologia. "Pequeno e magro e abatido, mas muito eloquente da ciência", nos conta uma crônica antiga, ele começou então uma atividade extraordinária como pregador inspirado no apóstolo Paulo. Nas várias cidades ele reuniu uma vasta audiência, recomendando a participação frequente nos sacramentos e caridade para com os doentes e necessitados. Apesar da aparência austera e certamente com conteúdo firme e às vezes corajoso das homilias, ele incutiu confiança e simpatia, tanto que ele foi apelidado de "Frei barbudo". Talvez por essa razão sua mensagem fosse mais incisiva, incitando os muitos fiéis que vieram para ouvir a penitência. Entre as suas famosas pregações lembramos que em frente ao Senado da República de Veneza, realizada em 25 de março de 1468 (e em 1482) e que de 1488 na Basílica de São Marcos.

31 de março - Beata Joana de Toulouse

A Beata Joana de Toulouse, de família nobre, nasceu no Reino de Navarra, e decidiu viver reclusa, no convento carmelita de Toulouse (França), onde se distinguiu por sua austeridade. Joana amava falar das coisas celestes com os jovens religiosos e rezava muito por eles, o que por sua vez lhe trazia grande proveito espiritual. Isto não nos causa estranheza, pois a Beata viveu antes mesmo da clausura assumir a estrutura que nos séculos posteriores adquiriu. Embora o seu culto seja oficial, as informações sobre ela são muito escassas a ponto de não se saber as datas exatas de nascimento e de morte. A sua vida pode ser colocada entre os séculos XIV e XV, pois o seu nome não aparece nos catálogos dos santos carmelitas da segunda metade do século XIV, nem na lista dos santos da Ordem redigida por João Grossi, falecido em 1437, da província carmelitana de Toulouse. Joana é citada ao mesmo tempo como terciária e como monja; não é de se excluir que tenha professado a regra carmelitana, como fizeram outras mulheres "conversas" suas contemporâneas. Após sua morte, os fiéis atribuíram a sua intercessão numerosos milagres. Na França se diz que Joana teria nascido em 1220 e falecido em 25 de agosto de 1271. Era filha e herdeira de Raimundo VII, Conde de Toulouse, e de Joana da Inglaterra. Ela mesma era Condessa de Toulouse desde 1249 até a sua morte. Joana recebeu o hábito de terciária das mãos de São Simão Stock, merecendo assim ser considerada fundadora da Ordem Terceira do Carmelo.

Beata Natalia Tulasiewicz

A fome de santidade e beleza e o perdão libertador, sintetizam a vida desta polonesa corajosa, filosofa, pesquisadora, contadora de histórias, que renunciou a um casamento e deu a sua vida a Cristo na câmara de gás. Quis defender os pilares que acompanhavam a sua vida, acompanhando os mais frágeis e necessitados. Natalia Tulasiewicz nasceu na região de Rzeszów na Polônia em 9 de abril de 1906. Cresceu em um ambiente familiar católico e não perde os valores aprendidos no lar quando se instala na cidade de Poznan, para exercer a função de professora leiga. Pelo contrário, Natalia entendeu que a vida e a fé caminham lado a lado e que a santidade pode ser vivida no cotidiano. Natalia se une ao grande movimento de apostolado laico convertendo-se em uma entusiasta animadora. Em meados de setembro de 1939, a católica Polônia sofre um dos períodos mais dolorosos de sua história. Quase simultaneamente é invadida pelo oeste pela Alemanha nazista de Hitler e pelo leste pelo Exército Vermelho soviético de Stalin. Estes dois regimes eram abertamente contrários ao catolicismo e num lapso de poucos anos exterminaram mais de seis milhões de poloneses.

31 de março - São Guido de Pomposa

Guido teve uma vida dedicada à escuta e serviço de Deus e com isso fez dela uma suave canção de amor para Deus. Ele nasceu na segunda metade do século X, na cidade de Casamare, próximo a Ravena na Itália. Seus dados históricos são desconhecidos, mas nos aponta que cresceu e recebeu educação acadêmica e cristã ali mesmo em Casamare. Guido também foi regente do coro da Catedral de Arezzo, na Toscana, próximo a província onde nascera. Função esta que o tornou celebremente conhecido como Guido D’Arezzo. Após concluir seus estudos, dirigiu-se para a cidade de Roma onde ingressou em um mosteiro beneditino e recebeu o hábito, dedicando-se à vida desolada. Durante este período, desempenhou papel importante no testemunho de fidelidade e rigor no cumprimento da regra beneditina, sendo colocado como grande exemplo para os demais de sua ordem. O monge Martinho, seu diretor espiritual, o enviou então para o mosteiro de Pomposa. Muitos acorriam ao lugar para buscar aconselhamento e direção espiritual. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã. No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por toma-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos.

SÃO BENJAMIM, DIÁCONO E MÁRTIR

Os primeiros cristãos eram mal vistos também na Pérsia. Em 420, Benjamim, diácono de Ergol, foi martirizado. Segundo a tradição, foi vítima de uma represália, depois da destruição de um templo ao deus fogo, atribuída aos cristãos. O diácono não desmentiu e morreu com um grupo de fiéis. 
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html
Mesmo na Pérsia, os primeiros cristãos eram desaprovados. Em 420 ocorreu o martírio de Benjamim, diácono de Ergol. Reza a tradição que ele foi vítima de retaliação após a destruição de um templo ao deus do fogo pelos cristãos. Benjamin não se retrata e perece junto com um grupo de fiéis. 
Etimologia: Benjamin = filho favorito, do hebraico 
Martirológio Romano: Na localidade de Argol, na Pérsia, São Benjamim, diácono, que não desistiu de pregar a palavra de Deus e, sob o reinado de Vararane V, sofreu o martírio com bengalas afiadas cravadas nas unhas.

BALBINA DE ROMA Virgem, Mártir, Santa (século II)

Apesar de poucas certezas sobre a vida de Santa Balbina, seu nome é venerado em uma antiquíssima igreja na via Ápia, nas proximidades de Roma. Também temos um cemitério que leva seu nome, supostamente o local onde Balbina foi enterrada. É venerada como mártir, mas destaca-se sua consagração a Deus pela virgindade e sua perseverança de servir ao Cristo. Diz-se a história que Balbina, filha do militar Quirino, foi curada milagrosamente, pelo papa e mártir são Adriano, que estava na prisão. Este fato levou a família de Balbina à conversão e todos foram baptizados. Balbina, por sua vez, ofereceu a Deus virgindade perpétua. Seu pai, Quirino, também recebeu a coroa do martírio. Sua vida era muito representada no teatro medieval, o que causa certa confusão histórica, uma vez que a arte mistura muito realidade e ficção. Mas é pelo teatro que ficamos sabendo do martírio de Balbina e de sua consagração. Dizem as histórias sobre santa Balbina, que muitos jovens quiseram desposá-la, mas sua firmeza de caráter a manteve fiel ao seu voto de castidade. Balbina sofreu o martírio sob o imperador Adriano II e encontrou-se com Deus no dia em que lhe cortaram a cabeça. Viveu santamente e recebeu a glória de ter o nome marcado na história da igreja.

ACÁCIO AGATANGELO Bispo de Antioquia, Santo † 250

Cognominado Agatângelo, isto é, bom Anjo, 
viveu como bispo de Antioquia quando 
Décio era imperador romano.
Santo Acácio, cognominado Agatângelo, isto é, bom Anjo, viveu como bispo de Antioquia quando Décio era imperador romano. Em Antioquia existiam muitos Marcionitas, que abandonaram a religião, quando os católicos guiados pelo bispo, ficaram firmes na fé. O próprio bispo, por motivos de religião, foi citado perante o tribunal de Marciano. Este lhe disse: "Tens a felicidade de viver sob a protecção das leis romanas. Convém, pois, que honres e veneres nossos príncipes, nossos defensores". Acácio respondeu-lhe: "Quem poderá ter nisso mais interesse que os cristãos, e por quem o imperador é mais amado, senão por eles? É a nossa oração constante, que tenha longa vida aqui no mundo, governe com justiça os povos e lhe seja conservada a paz; nós rezamos pela salvação dos soldados e de todas as classes do império". Marciano: "Tudo isto é muito louvável, mas para dar ao imperador uma prova de submissão, vem comigo e oferece o sacrifício aos deuses". Acácio: "Já te disse que faço oração ao supremo Deus pelo imperador; este, porém, como criatura nenhuma, não poderá exigir de nós que lhe sacrifiquemos".

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 31 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Domingo – Páscoa do Senhor 
Evangelho (Jo 20,1-9) “Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.”
Madalena viu apenas o túmulo aberto. Pedro e João viram só o túmulo vazio, e os panos mortuários abandonados. Num primeiro momento não entenderam o que acontecera. Quem teria removido a pesada pedra que fechava a entrada? Por que os panos e faixas não tinham sido levados? Só o dom divino da fé podia levá-los a perceber uma realidade mais profunda. Ao que parece, João rendeu-se mais rapidamente: “viu e acreditou”. Viu o túmulo vazio, os panos deixados, e acreditou; iluminado pela graça teve certeza que Deus tinha agido para fazer que Jesus deixasse vivo o túmulo, deixando para trás as amarras da morte. Ainda não tinha visto Jesus como vencedor da morte, mas já acreditava; para ele tudo começava a ter um sentido diferente.
Oração
Senhor Jesus, repensando em vossa ressurreição, a primeira coisa que me ocorre é pedir que aumenteis minha fé. Isso para eu poder entender a realidade que importa. Ajudai-me a perceber vosso poder que nos salva, mesmo nas coisas que parecem sem sentido. Que eu vos possa ver, mesmo no que me parece uma ausência vossa, nos vazios da vida. Aumentai minha fé para que, mesmo sem ver, eu vos veja agindo no mundo; para que espere a vida, mesmo quando cercado por sinais de morte. Creio em vosso poder, Senhor Jesus. De vós espero a vida plena que dura para sempre, e que me fará esquecer as durezas e as limitações de agora. Espero que estaremos todos junto a vós: eu, Madalena, Pedro, João e mais todos que agora vos procuramos. Amém.

sábado, 30 de março de 2024

O JULGAMENTO MAIS INJUSTO DA HISTÓRIA

Amanheceu sexta feira. Pilatos, envergando a toga romana para o grande julgamento daquele dia, fizera-se rodear dos membros do Conselho e da soldadesca. Levantara-se de mau humor. Aqueles dias de festa obrigavam-no a ficar atento, em vista das constantes perturbações da ordem.Eis a primeira vítima que lhe trazem: Jesus de Nazaré. Acusavam-no de ser revolucionário, de conspirar contra o governo romano, de pretender e cobiçar o trono imperial, etc. Mandaram-no à sua presença vestindo um trapo de manto vermelho, símbolo do poder real, para que o submetesse a julgamento sumário. Mas Pilatos não parecia ver naquele homem, a marca de um rebelde e conspirador. Soltá-lo? Mas sob que pretexto? Lembrou-se então de que, por ocasião da Páscoa, era costume libertar algum prisioneiro ou condenado à morte.Ora, no cárcere havia um tal Barrabás, responsável por diversos homicídios, e muito temido pelo povo. Sem dúvida alguma, pediriam a liberdade de Jesus, se Pilatos mandasse escolher entre um e outro. Por isso ordenou: Tragam-me aqui Barrabás.Ele veio, escoltado pelos soldados, mãos amarradas e semblante ameaçador. Os dois ficaram voltados para a populaça. Que contraste, porém: Jesus, a própria inocência; e Barrabás, o padrão da maldade. Qual destes dois vocês querem que eu solte? Barrabás, o criminoso? Ou Jesus, o Messias? A multidão, certamente, açulada pelos chefes do povo, respondeu: Barrabás!Inacreditável! 

As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

     Santo Aníbal Maria Di Francia, o qual era recebido, com frequência, em audiência pelo Papa São Pio X, sendo muito seu amigo, chegou à casa de Luísa Piccarreta com uma notícia muito agradável. Tendo sido recebido em audiência pelo Papa quis dar-lhe a conhecer "As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo" que ele próprio estava a difundir e leu-lhe algumas páginas do livro, concretamente, a Hora da Crucificação e a um certo ponto o Papa interrompeu-o e disse-lhe: "Padre, este livro deve ler-se de joelhos, é Jesus Cristo quem fala!"
O que são as Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo?
     Com a idade de 17 anos, Luísa Piccarreta fez uma novena de preparação para o Natal com nove horas de meditação, e depois de a ter terminado, Nosso Senhor convidou-a a meditar de forma contínua as últimas 24 horas da Sua Paixão, a partir do momento em que Ele se despediu da Sua Mãe (antes de instituir a Eucaristia), até ao momento em que foi sepultado.
     Meditar uma Hora da Paixão significa unirmo-nos a Jesus, para fazer o mesmo que Ele fazia, em cada momento da Sua Paixão, como por exemplo: as orações e reparações que Ele fazia ao Seu Pai, no Seu interior, quando era flagelado, coroado de espinhos, crucificado, etc.
 Oração antes de cada Hora
     Ó meu Senhor Jesus Cristo, prostrado na tua presença divina, suplico ao Teu amorosíssimo Coração que me admita à dolorosa meditação das 24 Horas da Tua Paixão, durante as quais, por nosso amor, tanto sofreste no Teu corpo adorável e na Tua alma santíssima, até à morte de cruz. Ajuda-me e dá-me graça, amor, profunda compaixão e compreensão dos Teus sofrimentos, enquanto agora medito a Hora.
     Ó Maria, Mãe Dolorosa, faz-me sentir a compaixão do Teu coração trespassado, por Jesus agonizante no Getsêmani. Assim seja.

REFLETINDO A PALAVRA - SÁBADO SANTO

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Cristo Ressuscitou!” 
 A Igreja tem o ponto mais alto de sua vida na celebração da Vigília, onde espera a Ressurreição de seu Senhor, celebrando os sacramentos da iniciação. A densidade de ensinamentos é extremamente grande e bela. Todo o caminho quaresmal conflui para esta noite de vigília. Ali se realizam, na memória do povo de Deus, os maiores mistérios de nossa redenção: passando pela Paixão, Morte e sepultura, Cristo chega à Ressurreição. A comunidade lê as profecias e anuncia a ressurreição do Senhor. Anuncia pela palavra e realiza este mistério em cada um através dos sacramentos pascais da iniciação (Batismo, Crisma e Eucaristia). No mistério dos símbolos sacramentais, entramos no mistério do Cristo que é nossa vida. A cerimônia compõe-se de diversos elementos e símbolos cósmicos: fogo, água, óleo etc… mas o símbolo grande é a comunidade, corpo de Cristo que realiza os gestos sacramentais. Quando é bem celebrada pode dar-nos uma participação maior no mistério. Mas a melhor participação é unir-se ao Cristo que se oferece ao Pai pelo mundo. Esta nos faz entender as cerimônias e perceber o mistério de Deus agindo em nós. A liturgia nos oferece tradicionalmente uma seleção muito grande de leituras do Antigo Testamento que nos fazem entrar em toda a história da salvação desde a criação, patriarcas, tendo como ponto alto a passagem do mar Vermelho, passando pelos profetas para chegar ano Novo Testamento quando nos é anunciado Cristo nossa Páscoa e proclamado vivo e ressuscitado no evangelho da Vigília. A liturgia tem sempre o aspecto memorial, o que já vem da tradição hebraica. Então se conta a história da maravilhas feitas por Deus a seu povo. O fato de contar a história é uma certeza de que Deus fará novamente aquilo que fez. Fazemos memória para que se repitam. E igualmente participamos como os antigos, nas maravilhas operadas no passado e agora para nós. Narrar é colocar-nos dentro dos fatos e dar-nos a salvação. Estamos celebrando um mistério que nos parece muito distante e muito difícil de ser entendido e praticado. Mas isso não deve nos desanimar nem desesperar, pois por enquanto vemos meio confusamente, depois veremos face a face. Deus age neste mistério como nós vemos proclamado. Não ver, não significa não ter. Não entender não significa não receber. Deus nos entende e isso basta E dá-nos seu mistério. Dá-nos a viver seu mistério de amor e ressurreição realizada em seu Filho. Abre-se para nós, nesta celebração da Ressurreição do Senhor, o caminho da vida cristã. Começamos a ser cristãos, filhos de Deus e membros do povo de Deus no momento do batismo que nos inseriu no Cristo vivo e Ressuscitado. O grande convite da Páscoa é viver a vida do Alto, como Cristo, com Cristo, por Cristo na unidade do Espírito Santo, para a glória do Pai.

EVANGELHO DO DIA 30 DE MARÇO

Evangelho segundo São Marcos 16,1-7.
 
Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou, não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora, ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Livro das Horas do Sinai (século IX) 
Pensamentos sobre a sepultura, SC 486 
Eis que irrompe a boa nova: Cristo ressuscitou! 
«Prodígio assustador: como pode o túmulo conter-Te, meu filho, se os limites do mundo Te não contêm?» perguntava a Virgem. «A luz dos meus olhos escureceu. Como é possível que, sem o Sol se pôr, eu Te veja desaparecer sob a terra!». O Sol revestiu-se de trevas ao ver-Te, a Ti, Uno da Trindade, esconder os teus raios sob a terra e desnudar as cavernas do Inferno, resgatando à força o condenado aos grilhões e perdoando-lhe a pena. Vinde, almas todas dos fiéis que correis para o túmulo com perfumes, porque eis que irrompe a boa nova da alegria e do júbilo: Cristo Salvador ressuscitou com poder, libertando da corrupção todos os acorrentados. Rejeitando a tristeza que nos invadiu, vamos resolutamente formar coros para a ressurreição de Cristo e proclamemos a plenos pulmões a sua salvação: «Alegrai-vos!». Tomemo-la para nós em espírito de fé, pois eis que Ele ressuscitou, enchendo o Universo de alegria.