Santa Catarina, uma das maiores Santas da idade média, nasceu em Florença, de família ilustríssima. Deus infundira no coração da criança um grande amor a oração e outras práticas de piedade, amor este que a Catarina de Roccilevou ao desprezo de tudo que é do mundo. Com sete anos de idade foi confiada às religiosas do convento de Monticelli. Uma vez em contacto íntimo com a vida religiosa, tanto se lhe afeiçoou, que, mais tarde, quando teve de voltar ao lar paterno, no meio dos trabalhos domésticos conservou os costumes do convento.
Bem a contragosto da jovem, o pai tratou de ligá-la pelos laços matrimoniais a um moço distinto de suas relações. Tantas foram as insistências da filha, que afinal desistiram do plano, consentindo que tomasse o hábito da Ordem dominicana, no convento de Prado, na Toscana. Catarina tinha apenas catorze anos.
Tendo operado a separação definitiva do mundo, Catarina não só sentiu a alma invadida da mais pura alegria, como tratou, desde o primeiro instante, de adquirir as virtudes de religiosa perfeita. A bula da canonização confirma que sua vida no noviciado foi de uma santidade angélica. Admirável era sua humildade, que a fazia não recuar diante dos trabalhos mais humildes de casa, ficando-lhe o espírito sempre unido a Deus. Tendo apenas 25 anos de idade, foi eleita superiora, cargo que ocupou até a morte, contribuindo assim para maior satisfação das Irmãs, para as quais era uma verdadeira mãe. Governava pelo bom exemplo na prática de todas as virtudes, conseguindo assim que na comunidade reinasse sempre óptimo espírito, e as religiosas se esforçavam a seguir o exemplo da superiora.
Tomara para exemplo o modelo Jesus Crucificado, a quem dedicava o mais terno amor. A Sagrada Paixão e Morte de Jesus estava-lhe sempre diante dos olhos, e os lábios pronunciavam-lhe constantemente jaculatórias e saudações ao bem amado na Cruz, cuja meditação era, por assim dizer, o pão de cada dia da Santa. O maior desejo consistia-lhe em poder participar dos sofrimentos de Jesus Cristo e sentir no corpo o que Ele sentiu nas três horas de agonia.
Sempre que nas quintas-feiras de tarde começava a meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus, entrava em êxtase, permanecendo neste estado até o dia seguinte. Era nestas ocasiões que sua alma via a Sagrada Paixão e Morte de Jesus em todos os pormenores, tomando parte mais ou menos activa no grande sofrimento do divino Mestre. Além destes sofrimentos místicos, Deus mandou-lhes outros em forma de doenças graves e dolorosas. Em vez de lhe diminuírem a fé, aumentavam-na, e na santa Comunhão encontrava a graça e força divinas, para levar a cruz com merecimento.
As Irmãs observaram muitas vezes que Catarina, tendo recebido a santa Comunhão, parecia rodeada de luz celestial, e o corpo elevava-se acima do leito. Inimiga do próprio corpo, castigava-o com duras mortificações, quanto às Irmãs dedicava as maiores atenções, vendo-as sofrer qualquer coisa. Durante 48 anos não se alimentava senão de pão e água concedendo ao corpo um repouso nocturno de três horas apenas. Tanto mais é para admirar este espírito de penitência, sabendo-se que a santa nunca cometera um pecado mortal.
Grandes e extraordinárias foram também as graças, de que Deus cumulou sua serva. Catarina possuía o dom da profecia, do conhecimento de coisas ocultas, da cura de doenças e da multiplicação de mantimentos em favor dos pobres.
Maria Santíssima dignou-se de aparecer à serva de Deus e reclinou-lhe nos braços o Menino Jesus Cristo, que a consolava com dulcíssimos colóquios, e lhe imprimiu os sinais das chagas nas mãos, nos pés e no lado. Célebre é a visão de Jesus Cristo Crucificado, o qual desprendeu a mão da Cruz e a abraçou ternamente.
Em outra visão lhe ofereceu um anel, em sinal de sua união mística. ( O Papa Bento XIV menciona na bula de canonização todos estes fatos extraordinários. O sábio e esclarecido Papa não o teria feito, se, após sério estudo, não tivesse certeza da autenticidade dos mesmos). Catarina, porém, permaneceu humilde, procurando ocultar perante os homens todas as provas de predilecção divina.
Tendo tido notícia de que uma das Irmãs havia tomado nota do que de extraordinário e louvável lhe ocorrera na vida, deu ordem para que tudo fosse entregue às chamas. Contudo não lhe era possível impedir que a fama de sua santidade se divulgasse dia por dia. De toda a parte vinham pessoas, entre as quais algumas de alta colocação social e política, ouvir seus conselhos e pedir-lhe intercessão junto a Deus. Sendo-lhe insuportável isto, pediu a Deus que restringisse os benefícios ou, que pelo menos não os manifestasse aos homens. Também este pedido teve acolhimento. Deus permitiu que a fama se transformasse em desprezo, e que Catarina por muitos fosse taxada de impostora e hipócrita. Esta provação Catarina a suportou com maior indiferença e uma paciência admirável. Conhecedores da vida religiosa dizem que a santidade de Catarina mais se manifestou e brilhou nos dias tristíssimos da difamação e calúnia, do que na época das profecias e grandes milagres. São Felipe Neri, contemporâneo de Catarina, tinha em grande consideração a serva de Deus, com a qual mantinha viva correspondência. Ele mesmo diz que, por uma graça excepcional de Deus, teve a visão da Santa, com a qual se deteve demoradamente.
Pelo fim da vida, Catarina foi acometida de doenças gravíssimas e dolorosas. Se a Sagrada Paixão e Morte de Jesus lhe era sempre a meditação predilecta, muito mais no momento em que a alma se lhe preparava para as núpcias eternas. Com muita devoção recebeu os últimos Sacramentos, segurando sempre nas mãos a imagem do Crucifixo. Na hora da morte abriu os braços em cruz, e nesta posição entregou o espírito a Deus. As Irmãs que se achavam presentes, ouviram distintamente uma música de harmonias celestiais e Santa Madalena de Pazzi, que se achava em Florença, viu numa visão a alma de Catarina fazer a entrada triunfal no céu, acompanhada de grande multidão de Anjos.
Catarina morreu aos 11 de fevereiro de 1590, tendo sido canonizada em 1746, pontificado de Bento XIV.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
ESTEVÃO BELLESINI Sacerdote agostiniano, Beato 1774-1840
Nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774. Aos 18 anos vestiu o hábito agostiniano no convento de São Marcos. Passou pois pelo noviciado de Bolonha, tendo seguido a Roma e de novo a Bolonha para os estudos de filosofia e da teologia. Por ocasião da invasão das tropas napoleónicas teve de abandonar o Estado pontifício, retornando a Trento, onde no ano de 1797 foi ordenado. Viveu no convento de São Marco ao final de 1809, ano em que o Mosteiro foi fechado por ocasião da supressão religiosa operada pelo governo da região.
Retornando à família, dedica-se à assistência de jovens, fazendo da própria casa uma escola gratuita. Continua esta actividade até o retorno do governo austríaco, conquistando em breve tempo a estima e consideração do povo e isso estendeu-se à autoridade civil, que o nomeou Inspector Geral da Escola de Trento.
Padre Estevão decidiu, porém, permanecer fiel à sua profissão religiosa. Diante da impossibilidade de concretizar isso na sua cidade, já que o governo não permitia a reabertura do convento de São Marco, abandona a carreira escolar e refugia-se à Bolonha, no estado Pontifício, onde em breve espaço se reabilita na vida religiosa. A autoridade civil de Trento, apressadamente o convida a retornar, respondendo resolutamente que se encontra unido à Deus através dos votos religiosos e que sua amantíssima Mãe é a Religião.
Foi excelente mestre do noviciado. Consagrou-se, nos últimos anos da sua vida ao ministério paroquial de Genezzano, vindo à morrer em 2 de fevereiro de 1840. Seu corpo repousa no Santuário do Bom Conselho, em Genezzano. Foi proclamado beato por São Pio X em 1904. É o primeiro pároco elevado à honra dos altares. A sua memória litúrgica celebra-se em 3 de fevereiro
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ANDRÉ CARLOS FERRARI Cardeal, Beato 1850-1921
André Carlos Ferrari nasceu em Lalatta, diocese de Parma a 13 de Agosto d 1850. Em 1861 foi aceite no Seminário de Parma, onde completou os cinco anos de ginásio, o triénio de liceu e o quadriénio dos estudos de teologia. A 20 de Dezembro de 1873 foi ordenado sacerdote, com o compromisso de se tornar santo e de chamar almas a Cristo. No dia 21 do mesmo mês, no santuário mariano de Fontanellato celebrou a sua primeira missa, implorando da Virgem luz e fortaleza para ser um verdadeiro pastor de almas.
Durante algum tempo prestou serviço pastoral como vice-pároco em Mariano e seguidamente em Fornovo Taro, onde se deu a todos para todos levar a Deus. Durante o outono de 1875 foi chamado para o Seminário como vice-reiro e professor de física e ma-temática. Em 1877 foi nomeado Reitor do mesmo Seminário, onde ensinou teologia. A 29 de Maio de 1890 foi eleito Bispo de Guastalla e um ano mais tarde, em 29 de Maio de 1891, foi transferido para a Sé de Como, onde se distinguiu pela sua pastoral.
Em 18 de Maio de 1894 foi feito Cardeal e a 21 do mesmo mês de Maio, foi nomeado Arcebispo de Milão. Então que o seu nome André passou a ser Carlos, em honra de São Carlos Borromeu. Em Março de 1895 iniciou a primeira visita pastoral da arquidiocese, que repetiu cinco vezes, sem esquecer as paróquias alpinas. Durante as visitas muitas vezes falava aos fieis, fazia o exame do catecismo às crianças, administrava a confirmação, distribuía a Eucaristia, visitava os enfermos, consagrava novas igrejas. Celebrou três vezes o sínodo diocesano, em 1906 reuniu um concílio juvenil e em 1895 celebrou o Congresso Eucarístico nacional.
Também se interessou pelos problemas sociais, em homenagem à grande Encíclica “Rerum novarum” do Papa Leão XIII. No Seminário instituiu a cátedra de economia, confiando-a ao professor José Toniolo. Sob a sua impulsão, o clero dedicou-se com entusiasmo às obras sociais. Até msmo a imprensa sofreu um notável impulso. Durante a campanha anti-modernista, o Cardeal, sempre obediente às directivas da Santa Sé, foi injustamente acusado de desviacionismo.
Ele encerrou-se no silêncio e na oração esperando humildemente que as trevas desaparecessem e a luz chegasse e com ela a verdade. No período da primeira guerra mundial, o Cardeal com muito dinamismo, dedicou-se à caridade junto dos órfãos e das viúvas, das famílias necessitadas, dos soldados, dos prisioneiros e na busca dos desaparecidos.
Por fim chegou também para ele o momento do sofrimento e teve de acamar. O povo de Milão peregrinava até sua casa para ouvirem a sua voz exortativa e receber a sua bênção.
A 2 de Fevereiro de 1921, com 71 anos, morreu serenamente.
O que a seu respeito escreveu um jornalista português:
«Nem sempre os santos se entendem muito bem, devido à diferença de perspectivas, de critérios e até de projectos. Em diferentes vidas de bem-aventurados encontramos estas dissensões, por vezes, bem amargas, que vão servindo até para purificar opiniões quando não acrisolar o amor e outras virtudes.
Imagine-se que S. Pio X faz saber ao beato André, na altura cardeal de Milão, aliás com muito prestígio, em certas facções da Igreja, que não deseja vê-lo em Roma. Havia mandado fazer-lhe duas visitas apostólicas a ele e aos seus seminários, em 1905 e 1908, e preparava uma terceira. Embora nas duas primeiras não tivessem encontrado os legados pontifícios nada de anormal, na terceira iriam atacar o cardeal Ferrari, por causa das correntes anti-modernistas cujas teses estavam ainda bastante embrulhadas.
Estava-se ainda no tempo do conflito entre os poderes políticos da Itália, que haviam usurpado os Estados Pontifícios, e o Papado.
O cardeal havia-se encontrado com o rei Humberto I, em Monza, acção muito mal vista por quantos consideravam o Romano Pontífice prisioneiro no Vaticano, embora Ferrari tivesse obtido prévio consentimento da Santa Sé, desejosa também de resolver o litígio. Mas como as opiniões se dividiam...
O contraste entre o Papa Sarto e o cardeal de Milão, aliás um dos seus grandes eleitores, no conclave, tinha raízes na diferente visão da Igreja e da sociedade italiana. Ferrari afrontava as questões e pretendia inserir nelas o catolicismo, enquanto Pio X desconfiava dos novos acontecimentos históricos que não compreendia. Aquele quer os leigos católicos na política, para ajudarem a harmonia e a paz tão necessárias, este pretende que o decreto, non expedit, que proíbe aos crentes a colaboração com um governo usurpador se mantenha de pé.
À morte de Pio X, o cardeal Ferrari ainda comentou para um amigo que louvava o papa defunto: “Sim, mas teve de dar contas a Deus pelo abandono em que deixou os seus bispos, perante as acusações que lhes moveram”.
Mas onde está a santidade deste grande arcebispo de Milão?
Foi de uma caridade pastoral a toda a prova. Numa diocese com quase dois milhões de pessoas e 700 paróquias, o beato André quer e promove acções para que o movimento católico seja visível e se implante na sociedade. Para tanto, favorece iniciativas sociais, o compromisso cristão na política, a difusão de uma cultura coerente com estas actividades. Multiplica os círculos juvenis, os encontros para formação de rapazes e raparigas. Une os dois periódicos católicos da sua diocese num único, L’Unione, para difundir suas ideias e ainda a primeira Democracia Milanesa. Exige que os seus padres sejam formados em sociologia cristã. Promove a participação dos católicos nas eleições administrativas com candidatos próprios. Durante os quase trinta anos que pastoreou tão grande diocese, fez quatro visitas pastorais a todas as regiões.
Como, no pontificado de Bento XV, se dissolveu a nuvem modernista, o arcebispo retoma os trabalhos pastorais já sem inimigos e sem medos. Volta a governar Milão de uma forma espantosa, com as suas simpatias conciliatórias em relação à política, pretende formar os cristãos nos novos rumos da solidariedade, promovendo, durante a primeira grande guerra, uma ajuda eficaz aos soldados, criando a Casa do Povo. Funda a Universidade Católica, planeada por Gemelli.
Dele escreveu Carlo Martini : “O cardeal Ferrari foi um grande construtor: iniciativas sobre iniciativas, viagens e mais viagens, programas e mais programas que hão-de interpretar-se sobretudo em sentido pastoral”.
Morreu, em 1921, este santo que foi mal compreendido por quantos não se adaptaram aos tempos novos.» (Jornal da Guarda, 26 de Janeiro de 2006)
MARIA DOMENICA MANTOVANI Religiosa, Fundadora, Beata 1862-1934
Maria Doménica, primogénita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de Novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos.
Frequentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu carácter.
Maria Doménica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu director espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas actividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras.
Assim, aos vinte e quatro anos no dia da Virgem Imaculada da Conceição, aos 8 de Dezembro de 1886, na presença do pároco, emitiu os voto de perpétua virgindade, dedicando-se completamente à Deus e empenhando-se no auxílio ao pároco em todas as suas iniciativas pastorais.
Quando o Padre Nascimbeni, depois de se aconselhar com o Bispo, decidiu fundar uma nova família religiosa, encontrou em Maria Doménica a sua principal colaboradora e que se tornou sua co-fundadora; junto com outras três jovens. As quatro fizeram um breve noviciado junto às Terciárias Franciscanas de Verona e em 1892, emitiram a profissão, iniciando em Castelletto o novo Instituto chamado " Pequenas Irmãs da Sagrada Família", cujo nome se tornou o indicativo da orientação apostólica e espiritual da nova congregação.
Maria Doménica Mantovani mudou o nome para Maria Josefina da Imaculada e foi escolhida como primeira superiora da casa, cargo que exerceu até a morte. Ela contribuiu muito na elaboração das Constituições e na formação das Irmãs. Colaboração que foi determinante para o desenvolvimento e expansão do Instituto. Sua obra completou a do Fundador, de tal forma que se confundiam. A acção dele era intensa, forte, enérgica; a dela era delicada, escondida, embora também firme. Ambas se apoiavam em eloquentes exemplos e pacientes esperas.
Depois da morte do Fundador, em 1922, Maria Doménica continuou a guiar o Instituto, com ânimo, prudência, grande entrega a Deus e profundo senso de responsabilidade. E teve a graça de ver a aprovação canónica definitiva das Constituições e do Instituto, antes de morrer. Soube assim que a obra teria continuidade com as mil e duzentas Irmãs espalhadas por cento e cinquenta casas filiais na Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, dedicadas às mais variadas actividades apostólicas e caritativas.
Aos setenta e dois anos de idade Madre Maria Josefina da Imaculada faleceu depois de breve enfermidade, no dia 2 de Fevereiro de 1934. Sepultada no cemitério de Castelletto de Brenzone; desde 1987 seu corpo incorrupto foi transladado para o mausoléu, já ocupado pelo Fundador, no interior da Casa-mãe do Instituto, naquela cidade. O Papa João Paulo II beatificou Maria Doménica Mantovani em 2003, destinando sua festa para o dia de seu transito.
http://www.paulinas.org.br/
EVANGELHO DO DIA 2 DE FEVEREIRO
Evangelho segundo S. Lucas 2,22-40.
Ao chegarem
os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a
Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do
Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor» e para
oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas
pombas. Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso
e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe
sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias
do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram
o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito. Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo: «Agora, Senhor,
segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos
viram a Salvação que ofereceste a todos os povos, Luz para se revelar às
nações e glória de Israel, teu povo.» Seu pai e sua mãe estavam admirados
com o que se dizia dele. Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: «Este
menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal
de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se
os pensamentos de muitos corações.» Havia também uma profetisa, Ana, filha
de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter
vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela, ficou viúva até aos
oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e
dia, com jejuns e orações. Aparecendo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a
Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram
à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e
robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157),
abade cisterciense
1º Sermão para a Purificação, 3-5; SC 166
Dou graças contigo e partilho a tua alegria,
ó cheia de graça (Lc 1,28): tu trouxeste ao mundo a Misericórdia que eu recebi.
Foste tu que preparaste este círio que recebo hoje nas mãos. Foste tu que
forneceste a cera para esta chama […], quando revestiste de uma carne imaculada
o Verbo imaculado, tu, sua Mãe imaculada.
Vamos, meus irmãos! Eis
que este círio brilha entre as mãos de Simeão. Vinde tomar a luz, vinde acender
os vossos círios, isto é, as lâmpadas que o Senhor quer ver-vos segurar entre as
mãos (Lc 12,35): «O que olha para Ele estará radiante» (Sl 33,6). Assim, em vez
de apenas segurares uma chama, tu próprio serás uma chama, brilhando no interior
e no exterior, para ti e para o teu próximo. […] Jesus, que brilha entre as mãos
de Simeão, iluminará a tua fé, fará brilhar o teu exemplo, sugerir-te-á a
palavra adequada, exaltará a tua oração, purificará a tua intenção. […]
E quando a lâmpada desta vida se extinguir, a luz da vida que não
pode apagar-se levantar-se-á para ti, em quem brilham tantas luzes, e será para
ti «mais brilhante do que o meio-dia» (Jb 11,17). No momento em que pensavas
extinguir-te, «levantar-te-ás como a estrela da manhã» (ibid) e «as tuas trevas
tornar-se-ão como o meio-dia» (Is 58,10). E «não mais terás necessidade do sol
para te iluminar nem da luz para te alumiar; o Senhor será a tua luz eterna» (Is
60,19), porque a chama da nova Jerusalém é o Cordeiro (Ap 21,23), a quem sejam
dados «louvor e glória para todo o sempre! Amen» (Ap 7,12 Vulg).
CONTRASTES DA VIDA
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
Gostamos de trocar o essencial pelo acidental, o principal pelo acessório.- Admiramos o edifício e esquecemos o alicerce que o sustenta.
Olhamos para a árvore e ignoramos a raiz que a alimenta.- Fazemos uma bela moldura para um quadro bastante medíocre.
Reparamos na roupa e não na pessoa que a veste.- Caprichamos na embalagem e relaxamos no produto.
O rótulo diz uma coisa, mas o conteúdo é outro.- Zelamos do corpo e descuidamos da alma.
Cuidamos mais da propaganda do que do produto.
- Entretanto:Toda a beleza da filha do rei vem do seu interior (Sl 44,14).
2 DE FEVEREIRO - MARIA APRESENTA SEU FILHO NO TEMPLO
São Lucas nos conta em seu evangelho a cena da apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém, quarenta dias após o seu nascimento: “Concluídos os dias de sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor... e para oferecer o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos (Lc 2,22-4). Com este gesto bíblico e generoso, Maria e José entregavam seu Filho ao Pai Eterno, para que se cumprisse nele o projeto divino da redenção do mundo.
Certa vez um senhor, após o café da manhã, foi tirar o carro da garagem, como fazia todos os dias. Nesse momento o filho de dois anos estava brincando lá sem o pai perceber. Ao dar marcha-ré ouviu um grito. Seu filho ficara preso entre o carro e a parede. Tomando nos braços o menino ferido pelo choque, ergueu-o para o alto, transido de dor, dizendo entre soluços: - Senhor, tu me deste. Ele é teu. Colocando-o no carro, foi às pressas para o hospital. Assim fez Maria. Assim fez aquele homem. Façamos nossa entrega incondicional para Deus. Amém!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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Homilia da Apresentação do Senhor (02.02.14) “Direito de consagrado”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
Acolher
em seu templo
A festa da Apresentação de Jesus no
Templo, dia 2 de fevereiro, está em união com a festa do Natal, pois, pela Lei,
“depois da purificação da mãe e do menino, todo primogênito masculino deveria
ser consagrado ao Senhor” (Ex
13,2). Jesus cumpriu todas as leis e costumes de seu povo. A festa de
hoje não pretende descrever o fato, mas dizer que Jesus é consagrado ao Pai. A
Apresentação de Jesus relata, como cantamos no salmo 23, a gloriosa entrada de
Deus no Seu templo: “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais
alto antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”. Esta é a
glória predita pelo profeta quando se reconstruía o templo: “A glória futura
deste Templo será maior do que a passada, disse Javé dos Exércitos, e neste
lugar eu darei a paz, oráculo do Senhor dos Exércitos” (Ageu 2,9). Jesus veio trazer a paz (Lc 19,42). Jesus é levado ao Templo para ser
apresentado ao Senhor. O verbo apresentar tem conotação sacrifical. Como o
primogênito pertencia Deus e deveria ser entregue em sacrifício, é resgatado (Ex 13,11-15), por ser
pobre, por dois pombinhos. O Menino é oferecido a Deus, por Lhe pertencer. Por
que o primogênito pertencia a Deus? No Egito, no momento da morte dos
primogênitos, os filhos dos hebreus foram poupados. Como passaram a pertencer a
Deus, deviam ser adquiridos através do sacrifício. Para Lucas Jesus não é
resgatado, pois continua pertencendo a Deus. Na festa de hoje temos a continuação
do símbolo da luz do Natal e dos Magos como lemos no cântico de Simeão: “Luz
para iluminar as nações, glória de Israel vosso povo” (Antífona de entrada). Esta luz vai
irromper na madrugada da Ressurreição. Vir a Seu templo significava
restabelecer o povo. Ele vem para a purificação. Assim serão aceitos por Deus.
O mensageiro que vem preparar o caminho é João.
Consagrados
para Deus
A Carta aos Hebreus dedica-se a mostrar que Jesus... “devia fazer-se em
tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um Sumo Sacerdote misericordioso... pois
tendo Ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora
sofrem a tentação” (Hb
2,17-18). A entrega de Cristo ao Pai, por Lhe pertencer, leva consigo
todos seus irmãos que “tem em comum a carne e o sangue” (14). Somos consagrados ao Pai em
Jesus, por isso participamos também de sua entrega aos irmãos. Consagração
exige crescimento como em Jesus. A luz é recordada na vela do Batismo, da
Crisma e dos funerais. É o símbolo de estar vigilante, como na parábola das 10
virgens que levavam lâmpadas acesas (Mt 25,1ss).
Envelhecer na fé
A narrativa da Apresentação se
encerra com uma curiosa presença de dois anciãos. Simeão é justo e piedoso. Ana
servia a Deus com jejuns e orações. Simeão era cheio do Espírito Santo e pôde identificar
em Jesus, o Messias. Maria, José e os dois anciãos representam o “resto fiel –
os pobres de Javé” que mantiveram a fé na esperança do Messias e O acolhem. A
festa, em sua conclusão, mostra a necessidade de envelhecer vivendo a fé,
deixar-se guiar pelo Espírito Santo, ouvi-Lo e distingui-Lo no meio dos rumores
e saber entregar a vida após ter visto a salvação. Como Ana, contar a todos a alegria de ter
encontrado o Messias. A Igreja é convidada a dar proteção e saber aproveitar-se
dos bens espirituais que acumularam. Todos
são convidados a crescer como Jesus em todas as dimensões. Só assim poderemos
amadurecer na fé como consagrados a Deus.
Leituras: Malaquias 3,1-4;Salmo 23;Hebreus
2,14-18; Lucas 3,32
1. A festa da Apresentação de Jesus no Templo
(02.02) está em união com o Natal. O primogênito deveria ser consagrado ao
Senhor. É Deus que vem com sua glória a seu templo. O primogênito deveria ser
resgatado através de um sacrifício. O primogênito pertencia a Deus.
2. A
Carta aos Hebreus mostra Jesus semelhante em tudo aos irmãos para ser um
sacerdote misericordioso, capaz de socorrer, pois passou pela mesma tentação.
Somos todos consagrados ao Pai em Jesus. Por isso participamos de sua entrega. Temos
o símbolo da Luz. Este nos acompanha no Batismo, Crisma e Funerais.
3. A
presença de Simeão e Ana ao lado de Maria e José lembram os pobres de Javé, o
resto fiel que manteve a fé na esperança do Messias. Mostra a necessidade de
envelhecer vivendo a fé e deixando-se guiar pelo Espírito. Como Ana, contar a
todos a alegria de ter encontrado o Messias. A Igreja deve proteger e
aproveitar-se dos bens espirituais que acumularam.
Sossegando os velhos
O povo de Deus viveu as esperanças
de ver um dia o Messias prometido. Havia uma profecia que dizia que a glória do
templo que estava sendo reconstruído, seria maior que a de Salomão (Ageu 2,9). Esta
glória foi Jesus. Simeão e Ana representam a esperança dos antigos realizada:
Viram o Messias. Que delícia para o coração deles!
José e Maria cumprem a
lei levando o primogênito ao templo, pois Ele pertence a Deus. Jesus vem ao
templo. Ele é o Rei da glória que toma posse do que é Seu. Ele vai purificar. Quem
é Ele? O infinito Filho de Deus que se faz homem igual a nós. Assim pode
compreender-nos e por isso é misericordioso e capaz de socorrer os que são
tentados.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE FEVEREIRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As
reflexões seguintes supõem que você antes
leu o texto evangélico indicado.
2 ─ Domingo ─ Apresentação do Senhor ─ Nossa Senhora dos
Navegantes
Evangelho (Lc 2,22-40)
“Depois
de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré,
sua cidade.”
Aqueles dias
de Maria e de José tinham sido extraordinários, totalmente fora do que poderiam
imaginar. A chegada a Belém, a angustiosa procura de um abrigo, o nascimento do
Menino, a visita dos pastores com sua mensagem maravilhosa, e no templo as
palavras de Simeão e Ana. Profecias que falavam de um futuro que mal podiam
imaginar, e ao mesmo tempo deixavam entrever conflitos e sofrimentos. Depois de
toda essa movimentação, que era quase um tumulto, a longa viagem de volta para
Nazaré, para o sossego das ruas e o silêncio da casa, a retomada da rotina que
nada parecia modificar. Tudo, porém, era diferente com a presença daquele Filho
especial, que era deles e não era, por ser Filho do Altíssimo. Tinham de
aprender a viver assim entre dois mundos.
Oração
Senhor, nossa vida é sempre
mais ou menos assim. Há dias especiais, quando pareceis tão perto de nós, e
tudo parece claro e fácil; outros um tanto sombrios e incertos. Nós sempre
flutuamos entre alegrias e tristezas, entusiasmos e desânimos. Dias que parecem
passar rápidos demais, de tão alegres, outros que nos mergulham na rotina
cinzenta. Dias de Jerusalém e de Nazaré; de Tabor e de Getsemani. Tenho de
aprender a viver assim, nessa vida de altos e baixos, de exaltação e de
tranquilidade. Ajudai-me, Senhor, a ter a maturidade e o equilíbrio necessários
para não perder o rumo, para não me entusiasmar demais nem me afundar no
aparente cinzento do dia a dia. Se estiver sempre convosco, acho que saberei
achar marcas de alegria mesmo nos dias comuns. Amém.sábado, 1 de fevereiro de 2014
Santa Brígida Padroeira da Irlanda junto com São Patrício e São Columbus.
Também conhecida como Brígida de Kildare.
Ela nasceu em Faughart perto de Dundarlk na Irlanda cerca de 450.Seu pai era Dubhthach, um chefe do vilarejo de Leinster e sua mãe eram Brocca, uma escrava da corte. Ambos foram batizados por São Patrick.Brígida foi criada por Brocca e recebeu o véu de São Macaille em Croghan. Ela foi ensinada por São Mel de Armagh.
Após se instalar com outras sete mulheres no sopé da colina de Groghan Hill, Brígida seguiu São Mel para Meath em 468, mas em 470 ela voltou e fundou o duplo monastério de Cill-Dara, em Kildare. Ela tornou-se Abadessa da comunidade, a primeira da Irlanda, e começou a construção de uma catedral e um centro de aprendizado e espiritualidade. Brígida fundou ainda a uma escola de arte e ficou famosa pelos seus iluminados manuscritos especialmente “o Livro de Kildade” escrito em 1600. Brígida foi uma das notáveis mulheres da Irlanda. Muitas são as tradições e lendas atravessaram os séculos e vários seriam os milagres que ela teria feito.
Mesmo quando criança Brígida mostrava grande amor os pobres, e certa vez foi dar água a um menino que queria leite e a água se transformou em leite. De outra vez um barril de leite enviado por ela a um vilarejo próximo, em lá chegando, o barril não esvaziava e somente após todas as crianças se fartarem com o leite, dele passou a jorrar cerveja e somente após todos se fartarem, ele esvaziou-se. Os presentes calcularam que só de cerveja seria o equivalente para 17 barris. Várias outras historias a relacionam com a transformação de água em leite e água em cerveja. D’outra feita a água tornou-se cerveja para matar a sede de um bispo que chegou inesperadamente ao local. A tradição diz que as vacas de Brígida davam leite três vezes ao dia para prover leite para os pobres.
Chamada a “Maria de Gaels”, Brígida demonstrou uma extraordinária vida religiosa, interminável compaixão e um vigor para espalhar a fé. Ela morreu em Kildade em 25 de fevereiro de 525, e foi enterrada em Downpatrick com São Colombus e São Patrick, todos padroeiros da Irlanda.
A sua túnica teria sido dada a Gunhilda, irmã do Rei Harold II e estaria no Santuário de São Donatian em Gruges, Bélgica. Uma relíquia do seu sapato está no museu de Dublin. Em 1283 três cavaleiros levaram sua cabeça para a Terra Santa, mas eles morreram em Lumier (perto de Lisboa, Portugal ) onde uma igreja contem um Santuário com sua cabeça em uma Capela especial.
Na Inglaterra existem 19 igrejas dedicadas a ela. A mais importante é de Santa Brígida em Londres. Na Escócia temos duas, e a igreja de Santa Brígida em Douglas lembra que ela é a padroeira da família Douglas. Em vários locais em Wales tem o nome “ Llansantaffraid” que significa “Igreja de Santa Brígida”. Finalmente temos a igreja de Santa Brígida em Piacenza e Fiesole, na Itália. Na igreja de Piacenza a “Paz de Constance”foi ratificada em 1185.
Na arte litúrgica da Igreja ela é usualmente mostrada: 1)com uma vaca ao seu lado; ou 2) segurando uma cruz ; ou 3) expulsando o demônio.
Seu emblema é uma lâmpada acesa ou uma vela ( não confundir com a de Santa Genoveva que não foi uma Abadessa). As vezes ela é mostrada com uma chama como véu, ou perto de um celeiro, ou perto de um curral, ou restaurando a mão de um homem (um dos seus vários milagres foi recolocar no lugar a mão cortada de um homem).
Sua festa é celebrada no dia 1° de fevereiro.
VERIDIANA DE FLORENÇA Franciscana, Santa 1182-1242
No primeiro dia de fevereiro de 1242, de repente, todos os sinos do Castelfiorentino em Florença, Itália, começaram a repicar simultaneamente. Quando os moradores constataram que tocavam sozinhos, sem que ninguém os manuseassem, tudo ficou claro, porque eles anunciavam a morte de Veridiana.
Nasceu em 1182, ali mesmo nos arredores da cidade que amou e onde viveu quase toda sua existência, só que enclausurada numa minúscula cela, de livre e espontânea vontade. Pertencente a uma família nobre e rica, os Attavanti, Veridiana levou uma vida santa, que ficou conhecida muito além das fronteiras de sua terra; e que lhe valeu inclusive a visita em pessoa, de seu contemporâneo Francisco de Assis, que a abençoou e admitiu na Ordem Terceira, em 1221.
A fortuna da família, embora em certa decadência, Veridiana sempre utilizou em favor dos pobres. Um dos prodígios atribuídos à ela, mostra bem o tamanho de sua caridade. Consta que certa vez um dos seus tios, muito rico, deixou à seus cuidados grande parte de seus bens, que eram as colheitas de suas terras.
A cidade atravessava uma época terrível de carestia e fome, seu tio nem pensou em auxiliar os necessitados, era um mercador e como tal aproveitando-se da miséria reinante. Durante algum tempo procurou vender grande parte desses víveres, o que conseguiu por um preço elevado, obtendo grande lucro. Mas, ao levar o comprador para retirar o material vendido, levou um susto, suas despensas estavam completamente vazias. Veridiana tinha distribuído tudo aos pobres.
O tio comerciante ficou furioso, pediu um prazo de 24 horas ao comprador e ordenou a Veridiana que solucionasse o problema, já que fora a causadora dele. No dia seguinte, na hora marcada, as despensas estavam novamente cheias, e o negócio pode se concretizar.
Veridiana após uma peregrinação ao túmulo de Tiago em Compostela, Espanha, diga-se um centro de peregrinação tão requisitado quanto Roma o é pelos túmulos de São Pedro e São Paulo, ao retornar se decidiu pela vida religiosa e reclusa. Para que não se afastasse da cidade, seus amigos e parentes construíram então uma pequena e desconfortável cela, próxima ao Oratório de Santo Antônio, onde ela viveu 34 anos de penitência e solidão. A cela possuía uma única e mínima janela, por onde ela assistia à missa e recebia suas raras visitas e refeições, também minúsculas, suficientes apenas para que não morresse de fome.
O culto de Santa Veridiana foi aprovado pelo papa Clemente VII no ano de 1533. Ela também se tornou protetora do presídio feminino de Florença e, sua devoção ainda é muito popular na região da Toscana, na Itália.
MARIA ANA VAILLOT Religiosa, Mártire, Beata 1734-1794
Nasceu em Fontainebleau (França) e foi baptizada a 13 de maio de 1734. Dois anos antes tinha nascido um irmão seu que morreu ao fim de uns meses, de tal forma que o nascimento de Maria Ana encheu de alegria toda a família. Mas o pai morreu no mês seguinte e, assim, Maria Ana conheceu o sofrimento desde muito pequena.
Não se sabe nada dos anos que passou com a família nem da origem da sua vocação. Aos 27 anos começou o postulantado com as Filhas da Caridade e a 25 de Setembro de 1761 ingressou no Seminário de Paris. Desconhece-se a data em que chegou a Angers, para trabalhar no Hospital S. João.
Provavelmente já lá estava quando ocorreu a Revolução francesa que teve seu início verdadeiro a 14 de Julho de 1789, com a tomada da Bastilha.
Maria Ana Vaillot e Odília Baumgarten.
Depois deste feito histórico — que não augurava o que depois iria acontecer de triste e de horrível —, os ideais de uns e de outros foi mudando rapidamente e aquilo que segundo escreveram diversos historia-dores, devia ser uma revolução para acabar “com os privilégios”, tornou-se numa revolução “fundamentalmente ateia”, que “se propagou de forma violen-ta em todo território”, chegando-se mesmo, não longe onde então vivia Maria Ana Vaillot, a praticar massacres apenas verosímeis: “afogamentos em massa: homens, mulheres e crianças, nus, foram amarrados juntos em botes especialmente construídos, que foram rebocados para o meio do rio Loire e, então, afundados”.
Para melhor assentar os seus intentos, os revolucionários — como muito bem diz outro historiador —, criaram novas “leis revolucionárias que subvertiam a ordem antiga em nome dos princípios de liberdade, igualdade, fraternidade”. Não é portanto de admirar que o Papa Pio VI interviesse firmemente. Na sua Encíclica Inscrutabile Divinae Sapientiae, de 25 de Dezembro de 1775, podemos ler:
“Estes perfidíssimos filósofos acometem isto ainda: dissolvem todos aqueles vínculos pelos quais os homens se unem entre si e aos seus superiores e se mantêm no cumprimento do dever. E vão clamando e proclamando até à náusea que o homem nasce livre e não está sujeito ao império de ninguém; e que, por conseguinte, a sociedade não passa de um conjunto de homens estúpidos, cuja imbecilidade se prosterna diante dos sacerdotes (pelos quais são enganados) e diante dos reis (pelos quais são oprimidos); de tal sorte que a concórdia entre o sacerdócio e o império outra coisa não é que uma monstruosa conspiração contra a inata liberdade do homem.”
O mesmo e corajoso Papa dirá ainda, no mesmo documento:
“A esta falsa e mentirosa palavra Liberdade, esses jactanciosos patronos do género humano atrelaram outra palavra igualmente falaz, a Igualdade. Isto é, como se entre os homens que se reuniram em sociedade civil, pelo facto de estarem sujeitos a disposições de ânimo variadas e se moverem de modo diverso e incerto, cada um segundo o impulso de seu desejo, não devesse haver alguém que, pela autoridade e pela força prevaleça, obrigue e governe, bem como que chame aos deveres os que se conduzem de modo desregrado, a fim de que a própria sociedade, pelo ímpeto tão temerário e contraditório de incontáveis paixões, não caia na Anarquia e se dissolva completamente; à semelhança do que se passa com a harmonia, que se compõe da conformidade de muitos sons, e que se não consiste numa adequada com-binação de cordas e vozes, esvai-se em ruídos desordenados e completamente dissonantes”
Foi durante esta triste revolução que “contagiou a vários países da Europa”, que Maria Ana Vaillot — e mui-tas outras religiosas — tendo recusado de negar a sua fé e de abandonar o seu estado religioso, foi fuzilada no “Campo dos Mártires”, no dia 1 de Fevereiro de 1794.
Foi beatificada a 19 de Fevereiro de 1984.
Composição, segundo diversas fontes, de Afonso Rocha.
ODILIA BAUMGARTEN Religiosa, Mártire, Beata 1750-1794
Nasceu a 19 de Novembro de 1750 em Gondescange, na Lorena (França). Foi baptizada no dia seguinte. Antes dela, tinham nascido duas irmãs e um irmão, mas os três faleceram no espaço de um ano.
Odília — nome muito corrente na Lorena e na Alsácia — foi uma grande alegria para a família. Aos 24 anos deixou o moinho familiar para entrar no postulantado em Metz. Entrou no Seminário a 4 de agosto de 1775. Foi enviada para Brest em 1776, mas partiu para Angers no início do ano seguinte, onde lhe confiaram a responsabilidade da farmácia do hospital.
Um pouco de história, para melhor compreendermos o porquê destes assassinatos massivos, praticados pelos revolucionários franceses de triste memória.
A Revolução francesa que teve seu início verdadeiro a 14 de Julho de 1789, com a tomada da Bastilha.
Odília Baumgarten e Maria Ana Vaillot.
Depois deste feito histórico — que não augurava o que depois iria acontecer de triste e de horrível —, os ideais de uns e de outros foi mudando rapidamente e aquilo que segundo escreveram diversos historia-dores, devia ser uma revolução para acabar “com os privilégios”, tornou-se numa revolução “fundamen-talmente ateia”, que “se propagou de forma violen-ta em todo território”, chegando-se mesmo, não lon-ge onde então vivia Odília Baumgarten, a praticar massacres apenas verosímeis: “afogamentos em massa: homens, mulheres e crianças, nus, foram amarrados juntos em botes especialmente construídos, que foram rebocados para o meio do rio Loire e, então, afundados”.
Para melhor assentar os seus intentos, os revolucionários — como muito bem diz outro historiador —, criaram novas “leis revolucionárias que subvertiam a ordem antiga em nome dos princípios de liberdade, igualdade, fraternidade”. Não é portanto de admirar que o Papa Pio VI interviesse firmemente. Na sua Encíclica Inscrutabile Divinae Sapientiae, de 25 de Dezembro de 1775, podemos ler:
“Estes perfidíssimos filósofos acometem isto ainda: dissolvem todos aqueles vínculos pelos quais os homens se unem entre si e aos seus superiores e se mantêm no cumprimento do dever. E vão clamando e proclamando até à náusea que o homem nasce livre e não está sujeito ao império de ninguém; e que, por conseguinte, a sociedade não passa de um conjunto de homens estúpidos, cuja imbecilidade se prosterna diante dos sacerdotes (pelos quais são enganados) e diante dos reis (pelos quais são oprimidos); de tal sorte que a concórdia entre o sacerdócio e o império outra coisa não é que uma monstruosa conspiração contra a inata liberdade do homem.”
O mesmo e corajoso Papa dirá ainda, no mesmo documento:
“A esta falsa e mentirosa palavra Liberdade, esses jactanciosos patronos do género humano atrelaram outra palavra igualmente falaz, a Igualdade. Isto é, como se entre os homens que se reuniram em sociedade civil, pelo facto de estarem sujeitos a disposições de ânimo variadas e se moverem de modo diverso e incerto, cada um segundo o impulso de seu desejo, não devesse haver alguém que, pela autoridade e pela força prevaleça, obrigue e governe, bem como que chame aos deveres os que se conduzem de modo desregrado, a fim de que a própria sociedade, pelo ímpeto tão temerário e contraditório de incontáveis paixões, não caia na Anarquia e se dissolva completamente; à semelhança do que se passa com a harmonia, que se compõe da conformidade de muitos sons, e que se não consiste numa adequada combinação de cordas e vozes, esvai-se em ruídos desordenados e completamente dissonantes”
Foi durante esta triste revolução que “contagiou a vários países da Europa”, que Odília Baumgarten — e muitas outras religiosas — tendo recusado de negar a sua fé e de abandonar o seu estado religioso, foi fuzilada no “Campo dos Mártires” no dia 1 de Fevereiro de 1794.
Foi beatificada a 19 de Fevereiro de 1984.
Composição, segundo diversas fontes, de Afonso Rocha.
LUÍS VARIARA Sacerdote salesiano, Beato (1875-1923)
Luís Variara nasceu no dia 15-01-1875 em Viarigi (Ásti).
Em 1856 Dom Bosco estivera ali, pregando uma missão. E foi a Dom Bosco que o pai confiou o filho, levando-o a Valdocco no dia 01-10-1887.
O Santo morreu quatro meses depois. Mas o contacto que teve com ele foi suficiente para marcar Luís para toda a vida. Pediu que o admitissem como salesiano e entrou no noviciado no dia 17 de agosto de 1891. Variara estudou Filosofia em Valsalice, onde conheceu Padre André Beltrami.
Em 1894 esteve ali o Padre Unia, o célebre missionário que há pouco havia começado a trabalhar na Colômbia, entre os leprosos de Agua de Dios.
O mesmo Padre Variara contava: “Qual não foi o meu espanto e a minha alegria quando, no meio de 188 colegas meus que tinham a mesma aspiração, o Padre Unia fixou os olhos em mim e disse: Este é meu”.
O jovem Variara chegou a Agua de Dios no dia 06 de agosto de 1894. O lazareto contava 2000 habitantes, dos quais 800 eram leprosos. Mergulhou totalmente na sua missão. Começou organizando uma banda musical, cuja inauguração se deu na presença do Presidente da República que, comovido, viu a "cidade da dor" animar-se pela primeira vez num impensável clima de festa.
Em 1898 Luís foi ordenado sacerdote. Logo se revelou um óptimo director espiritual.
Em Agua de Dios, na casa das Irmãs da Providência, nascera a Associação das Filhas de Maria, um grupo de 200 moças. Ele era o confessor delas, e não demorou a identificar no grupo algumas chamadas à vida religiosa. Um sonho irrealizável! Nenhuma Congregação aceitaria uma filha de leprosos e, muito menos, uma doente de lepra.
Dessa real impossibilidade nasceu o audacioso projecto ― único na Igreja ― de um Instituto que permitisse aceitar também candidatas doentes de lepra.
Hoje a Congregação das Filhas dos SS. Corações de Jesus e Maria conta 600 religiosas.
Padre Variara se sentia sempre mais entusiasta de sua missão. Um dia suspeitou-se que ele também tivesse sido atingido pela doença. Ao saber disso, limitou-se a dizer: “Tudo vem de Deus e tudo vai para Deus”.
Morreu longe dos seus queridos doentes, como a obediência determinara. Agora repousa em Agua de Dios na capela das suas Filhas.
Beatificado em 14 de abril de 2002, pelo Papa João Paul II.
Beata Ana Michelotti, religiosa fundadora, +1887
A beata Ana Michelotti ficou mais conhecida com o nome de Irmã Joana Francisca da Visitação, fundadora das pequenas Servas do Sagrado Coração de Jesus para os doentes pobres. Nasceu em Annecy (Alta Sabóia, França), em 29-8-1843.
Ainda menina, conheceu o sofrimento por causa de uma doença e também a pobreza por causa da morte prematura do pai.
O tio Pe. Jaime Michelotti e o pároco encaminharam-na para a vida religiosa. Entrou para as aspirantes das Irmãs de São Carlos, voltadas para a instrução e educação da juventude. Mas o seu ideal desde a infância foi o da assistência aos pobres em domicílio. Por isso, estabeleceu-se em Lião, onde, em 1869, com Catarina Dufaut, se entregou ao cuidado dos doentes em domicílio com o nome de Pequenas Servas. Um grupo de leigos de Lião quis dar mais estabilidade ao grupo, atendendo em domicílio também os não crentes e as pessoas que estavam longe de Deus, sem nenhuma aparência de religiosas.
Surgiram dificuldades. A guerra franco-prussiana de 1870 afastou a irmã Joana de Lião. Em 1871 foi para Turim e em 1874, com duas companheiras, deu início ao seu instituto, com a permissão do arcebispo de Turim. Não obstante as dificuldades, a obra firmou-se e expandiu-se com a abertura de mais duas casas. Em 1887, Irmã Joana afastou-se da direção da sua obra por motivos de saúde e veio a morrer no ano seguinte, no dia 1 de Fevereiro. Foi beatificada em 1975.
EVANGELHO DO DIA 1 DE FEVEREIRO
Evangelho segundo S. Marcos 4,35-41.
Naquele dia,
ao entardecer, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos para a outra margem.» Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia
outras embarcações com Ele. Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de
vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase
cheio de água. Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada. Acordaram-no e
disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?» Ele, despertando, falou
imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te, acalma-te!» O vento serenou e
fez-se grande calma. Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não
tendes fé?» E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é
este, a quem até o vento e o mar obedecem?»
Da Bíblia Sagrada -
Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário (Fátima,
2003), 1322
Vagueia, da minha vida, a barca,
Entre as sombras da noite e escuridão
E de terra não vejo marca,
Encontro-me num mar de imensidão.
A menor procela me pode
afundar,
Mergulhando meu barco no turbilhão;
Se, ó Deus, por mim
não estivésseis a velar,
A cada instante da vida, a cada ocasião.
Entre o estrondo da sondas, ululante
Navego tranquila e como
quem confia,
E olho, infantil para o mais distante,
Porque vós,
ó Jesus, sois o meu Guia.
À minha volta o terror do mar e o pavor
Mais que horror da minh’alma, a serenidade.
Porque quem convosco
está não perecerá, Senhor,
Disso me assegura a divina caridade.
Cercam-me perigos, muitos em voragem,
Mas não temo, olho
para o céu estrelado
E navego com alegria e coragem,
Como convém
a um coração purificado.
Se a barca da minha vida vai em serenidade,
É, acima de tudo, por uma razão:
Por serdes vós, ó Deus, o meu
guardião.
Eis meu testemunho de inteira humildade.
ASSINOU EM BRANCO
![]() |
| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
Este é um fato acontecido numa cidade paulista. Foi num princípio de ano. Junto ao sacrário da igreja matriz encontraram um papel em branco com a assinatura de um homem. O padre vigário teve a curiosidade de localizar o dono dessa assinatura. Encontrou-o, pois morava na mesma cidade. Então perguntou-lhe:
-Como você larga por aí uma folha com sua assinatura? Isso pode comprometer o senhor.
-Senhor padre, eu não a deixo por aí, mas perto do sacrário. E não é a primeira vez. Em cada começo de ano eu assino uma folha em branco e a deposito aos pés do sacrário. Com este gesto quero dizer que Deus pode encher essa folha do jeito que achar melhor. Aceito o que ele quiser de mim. Estou à sua disposição!
Lição: Descontando a estranheza dessa atitude, não deixa de ser um gesto de grande confiança. Para Deus podemos assinar cheque em branco. Ele nunca nos decepciona. Muito pelo contrário. Sempre sairemos ganhando. Deus é mau negociante e bom pagador. Contrato com Deus é o mesmo que negócio de pai para filho. Confiança é a única condição que exige de nós.
Oração: Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito (Lc 23,46).
O REINO DE DEUS NA VIDA DA GENTE
-O Reino de Deus é como ser acordado com um sorriso, um carinho e uma palavra de amor que alegra o seu dia, e o daqueles que o encontrarem...
- O Reino de Deus é como fazer as pazes depois de uma discussão e descobrir que a relação ficou mais forte do que antes...
- O Reino de Deus é como a emoção de experimentar algo novo como ver o mar, viajar, comprar uma casa, ser pai, mãe, avô, avó..
- O Reino de Deus é como alguém que olha para um pedaço de pão e um pouco de vinho consagrado e vê Jesus...
Que olha para as pessoas ao seu redor e vê Jesus...
Que olha para a sua vida e percebe sinais da presença de Deus...
Este é o Reino de Deus, tão simples, tão pequeno e tão perto de nós! - www.perosivaldomotta.blogspot.com.br
1º DE FEVEREIRO - MOROU NO OCO DE UM TRONCO DE CARVALHO
Santa Brígida viveu no século VI. É a padroeira da Irlanda e a santa mais conhecida em todo o país. Aos 14 anos de idade foi morar numa ermida. Essa ermida resumia-se num buraco que havia no tronco de um carvalho gigante. Brígida sempre teve forte inclinação para a vida pastoril e agrícola. Gostava de cuidar das criações, e não descuidava de sua horta.
Sua vida está cheia de cenas pitorescas e histórias lendárias sinal da sua grande popularidade. Certa vez foi dar água a um menino. Mas ele queria leite; a água se transformou em leite. De outra feita o barril de leite enviado por ela a um vilarejo próximo, só esvaziou depois que todas as crianças ficaram satisfeitas. Diz a lenda que as vaquinhas de Brígida davam leite três vezes ao dia para os pobres terem o leite suficiente.
Santa Veridiana, nascida na Toscana, Itália (+1242),consagrou desde muito jovem sua virgindade a Deus. Por vezes, a Providência Divina ajudou-a com milagres. Conta-se que certo dia seu tio, após haver acumulado grande quantidade de víveres, os vendeu por alto preço. Quando o comprador veio buscar o trigo, o celeiro estava vazio. Veridiana havia dado tudo para os pobres. No dia seguinte, miraculosamente, o celeiro foi encontrado cheio de novo. - Peregrinou a Santiago de Compostela e a Roma, retornando depois à terra natal, onde viveu fechada voluntariamente numa cela, durante 34 anos, em meio a rigorosas penitências e recebendo graças místicas extraordinárias.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Aprendendo a ser grande”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
O sentido da morte e da vida.
“Quem quiser ser o primeiro, seja o
último de todos e aquele que serve” (Mc 9,35). Jesus diz esta frase no contexto
no qual anuncia sua morte e ressurreição e no qual percebe os discípulos
discutindo sobre quem era o maior. Os discípulos ainda estavam bem verdes na
compreensão do projeto de Jesus. Não entendiam o sentido da entrega de Jesus à
morte, nem o sentido do serviço que o discípulo assume no Reino. Deste modo
Jesus explica o sentido da autoridade, do lugar mais importante e de ser o
primeiro no serviço aos irmãos. Mostra também que sua morte é um serviço. No
momento de sua morte torna-se o modelo para o discípulo que deve se entregar ao
serviço aos outros e ser o último de todos para ser o primeiro de todos. É o
caminho de Jesus, diferente do caminho do mundo. Ele está sempre na contramão
para do mundo. Quem toma caminho contrário, pode fazer muita coisa, mas não faz
como Jesus queria.
Ser grande é servir.
Ainda somos como os discípulos:
disputamos os primeiros lugares e nos preocupamos em ter autoridade. Não vemos
ninguém brigando por causa de serviço e dedicação aos pequenos e fracos. Como
andamos na contramão de Jesus! Deste modo perdemos toda a força de testemunho e
justificamos nossos conceitos e atitudes de autoritarismos em todos os níveis
da Igreja. Pior que a Igreja, é a sociedade. Basta ver nossos políticos. No
caminho do serviço Jesus indica a estrada do cristão. Aquele que não tem
somente o nome de cristão, que não somente se diz servidor, mas que segue,
efetivamente, a Cristo, participa da morte e ressurreição de Jesus fazendo o
serviço humildade. Isso não é ser bobo, embora pareça; Jesus o fez assim. Ele
dizia: “sede simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes” (Mt
10,16). A prudência não elimina nem dispensa a simplicidade. As pessoas que
mais prestaram serviço à humanidade forram justamente os que não se preocupam
com as honras, lugares e atenções. Eles se fizeram os servidores e procuraram
fazer com que os outros crescessem. João Batista dizia: “é preciso que Ele
cresça e eu diminua”. É o Espírito que vem na carta de Tiago: Pensar só em si
não abre espaço nem para ser ouvido por Deus.
O dom do acolhimento.
Mais um pouco no caminho de nossa
identificação com Cristo: Acolher os pequeninos, os humildes. Este acolhimento
é a grande novidade da vida cristã. Eles são a imagem de Jesus, o pequenino do
Pai. Acolhendo os humildes, estamos acolhendo Jesus e seu Pai. Quando falamos
de espiritualidade e de experiência de Deus buscamos nas alturas e até queremos
ter dons especiais que os outros não tem. Ele está tão próximo de nós, tão à
mão. A experiência de Deus, a experiência de encontrá-lo e abraçá-lo, é acolher
o pequenino e o fraco. Temos montanhas de livros espirituais muito bons, mas
este ponto não é percebido como raiz e fonte da espiritualidade. Por isso é que
não funciona nem dá fruto nossa espiritualidade. Por isso, a melhor escola para
ser grande é a capacidade de ser pequeno, pois Jesus o fez assim.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE FEVEREIRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ─ Sábado ─ Santos Henrique Morse, Severo, Veridiana
Evangelho (Mc 4,35-41) “Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”
A maioria dos discípulos estava acostumada com o lago e suas tempestades. Aquele dia, porém, chegaram a ficar com muito medo. Entendo que Jesus não estranhava estarem apavorados, mas admirava-se por o conhecerem ainda tão pouco, e por ainda não confiar o bastante em sua pessoa. E para nós estava a dizer que, se estivermos com ele, nada do que acontecer poderá de fato prejudicar-nos.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois o Filho de Deus, que tendes todo o poder. Creio que quereis o meu bem,e por isso nada, nem sofrimentos ou morte poderão impedir minha felicidade. Ainda que muitas vezes sinta o medo rodear-me, ajudai-me a guardar no fundo da alma a tranquilidade e a coragem da fé. Dai-me a fortaleza necessária principalmente quando outros de algum modo dependerem de mim. Amém.
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