quinta-feira, 8 de outubro de 2026

TAIS DO EGIPTO Penitente, Santa (século IV)

Penitente egípcia, 
convertida por São Pafúncio.
Santa Taís foi uma prostituta egípcia. Viveu provavelmente no século IV. Foi convertida por um monge chamado Pafúncio. Conta-se que o monge lhe pediu que o recebesse num lugar reservado. Ela respondeu-lhe que não devia temer os homens, mas somente Deus presente em toda parte. Desse encontro, Santa Taís saiu transformada e se converteu, mudando radicalmente de vida. Despojou-se de suas riquezas e levou vida penitente. Passou o resto de seus dias repetindo a seguinte oração: “Vós que me criastes, tende compaixão de mim”. II Santa Thaís era uma princesa egípcia de grande beleza e riqueza que vivia no século IV.

JOÃO CALÁBRIA Presbítero, Fundador, Santo (1873-1954)

Sacerdote italiano, 
fundador da “Casos dos bons meninos”, 
onde acolhia as crianças.
João Calábria nasceu em Verona no dia 8 de outubro de 1873, sétimo e último filho de Luís Calábria, sapateiro, e de Ângela Foschio, empregada doméstica e mulher de grande fé, educada pelo Servo de Deus Beato João Calábria, fundadorPadre Nicolau Mazza, em seu Instituto para meninas pobres. Desde o seu nascimento, a pobreza lhe foi mestra de vida. Vindo a falecer seu pai, teve que interromper a 4a série primária e trabalhar como garçom. Padre Pedro Scapini, Reitor de São Lourenço, percebendo as virtudes do jovem, preparou-o com aulas particulares para os exames de admissão ao 2° grau, no Seminário. Tendo sido aprovado nos exames, foi admitido e freqüentou o 2° grau como aluno externo. Mas teve que interrompê-lo no 3° ano para prestar o serviço militar.

ORAÇÕES - 08 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Quinta-feira – Santos: Lourença, Taís, Reparata
Evangelho (Lc 11,5-13) “Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra?”
Com a parábola Jesus ensina que devemos ser perseverantes na oração. E diz que o Pai haverá de atender nosso pedido. Não pela nossa insistência, mas porque ele nos ama com amor de pai, muito mais capaz de amar do que um pai humano. E se não nos atende logo, não é para nos pôr à prova, mas para nos ajudar a crescer na confiança e no amor. O Pai jamais nos esquece.
Oração
Senhor meu Deus, acredito em Jesus, que vos conhece como ninguém. Ele insistiu muitas vezes que devemos orar sempre, jamais esquecer nossa necessidade, e recorrer sempre a vós. Confio em vossa misericórdia, e peço que me ajudeis a orar sempre, em minhas necessidades temporais e espirituais. E que nunca deixe de vos agradecer, não só com palavras, mas com a vida. Amém.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Domingo de Ramos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Bendito o que vem
 
Quando lemos os textos da Palavra de Deus desse tempo da Paixão e Páscoa, ficamos atordoados de tanta riqueza da Palavra para descrever a obra do Amor de Deus pela nossa salvação. É de perguntar se estamos interessados em nossa salvação. Certo que sim. Mas como se manifesta? Começamos o caminho da Paixão e Glória. Tudo feito por Deus na linguagem humana. Todos queriam um Messias. Jesus queria que o caminho do Pai fosse realizado e todos pudessem fazê-lo para ir ao seu encontro. Vemos toda a trajetória da encarnação que culmina com a glorificação. O momento da entrada de Jesus em Jerusalém é o prenúncio de sua glória. O profeta Ageu, diante da inferioridade do novo templo, conforta o povo dizendo que a glória do novo templo será maior que a passada: “Nesse lugar Eu darei a paz” (Ag 2,9). Quando Jesus chora sobre Jerusalém, mostra sua decepção da recusa e se declara como realizador da profecia: “Ah se nesse dia, também tu conhecesses a mensagem da paz” (Lc 19,42). Ele é a Paz. Acentua-se assim a recusa. A entrada de Jesus em Jerusalém é um marco na missão de Jesus. Ele não se perde pela recusa dos chefes povo. Mas quem O recebe é o povo; é aclamado pelos pequeninos. O Reino dos Céus é dos pequeninos. Os mestres da lei querem abafar a voz dos inocentes que Nele crêem. Nada abafa. Jesus responde: “Se as crianças se calarem as pedras gritarão” (Lc 19,40). Nada impede a entrada do Reino de Deus. Hoje acolhemos com o coração aberto. 
Ele se esvaziou 
Esse glorioso Messias é o “Servo Sofredor”. A liturgia de Ramos tem a gloriosa entrada do real Messias em sua cidade. Depois, em clima de dor, encontramos a misteriosa figura do “servo sofredor”. Não se tem esclarecimento de quem seja. Por isso ficou fácil ligá-la a Cristo sofredor que suporta os sofrimentos: “Ofereci as costas para me baterem, e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado” (Is 50,6-7). São quatro cânticos maravilhosos. Esse servo sofredor põe sua vida como resgate. E não será vencido. Sabe em quem põe sua confiança. O salmo 21 relata o sofrimento e o desamparo que sofre Jesus em sua Paixão. Ele assumiu nossas dores e carregou nossos sofrimentos. O castigo que caberia a nós recaiu sobre Ele. Por suas chagas fomos curados (Is 53,5). Certamente que não podemos ver a Paixão como dor, mas um amor que sofre pelo amado, silenciosamente. No auge da dor, sempre surge a glória. Rezamos: “Para dar um exemplo de humildade, Deus quis que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz”. Essa é a lição da Paixão. 
Esse homem era justo 
A carta aos Filipenses analisa a condição de humilhação do Filho para demonstrar o o sentido de sua entrega: “Esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com o aspecto humano, humilhou-se a si mesmo fazendo-se obediente até a morte...Por isso Deus o exaltou...assim todo joelho se dobre e toda língua proclame: Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai” (Fl 2,6-11). A liturgia de Ramos nos leva a compreender a passagem da glória à dor e da dor à glória. É o caminho do fiel. Sem isso, não podemos compreender, nem percorrer o caminho de Jesus. A Semana Santa percorre todos os aspectos da vida cristã e pelo sacramento a realiza.
Leituras:Lucas 1928-40; Isaias 50,5-7; 
Salmo 21;
Filipenses 2,6-11; Lucas 23,1-49
1. Jesus queria que o caminho do Pai fosse realizado e todos pudessem fazê-lo para ir ao seu encontro. 
2. Não podemos ver a Paixão como dor, mas um amor que sofre pelo amado. 
3. A carta aos Filipenses analisa a condição de humilhação do Filho para demonstrar o sentido de sua entrega. 
Não deixa de ser jumento. 
Há muitas historietas sobre o jumento que levou Jesus. Bobagens. Mas ele levou Jesus e foi escolhido. Não deixou de ser jumento. Jesus terá montado outros jumentos. Não deixam de ser jumentos. Nós levamos Jesus em nós. E nem sempre sabemos ser jumentos...fazer nossa parte. 
Homilia do Domingo de Ramos (10.04.2022)

EVANGELHO DO DIA 07 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,1-4. 
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: "Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
 6.ª homilia sobre a oração; 
PG 64, 462D-463B, 466 
O bem supremo da oração 
O bem supremo é a oração, a conversa familiar com Deus. A oração é relação com Deus e união com Ele; e, assim como os olhos do corpo são iluminados pela visão da luz, assim também a alma voltada para Deus é iluminada pela sua luz inefável. A oração não resulta de uma atitude exterior, vem do coração; não está encerrada em horas ou momentos específicos, está continuamente em atividade, de noite e de dia. Não nos contentemos em dirigir o pensamento para Deus quando ele se aplica exclusivamente à oração; mesmo quando temos o pensamento absorvido noutras ocupações – como a atenção aos pobres ou qualquer outra preocupação, com vista a uma obra boa e útil –, é importante combiná-las com o desejo e a recordação de Deus, a fim de oferecer ao Senhor do Universo um alimento doce, temperado com o sal do amor de Deus. A oração é a luz da alma, o verdadeiro conhecimento de Deus, a medianeira entre Deus e os homens. Através dela, a alma eleva-se ao Céu e abraça o Senhor com abraços inefáveis. Como uma criança apela a sua mãe, a alma clama a Deus chorando, sedenta do leite divino, exprimindo os seus desejos íntimos e recebendo presentes superiores a qualquer natureza visível. A oração, pela qual nos apresentamos com reverência diante de Deus, é a alegria do coração e o repouso da alma.

Santos Sérgio e Baco Mártires -Festa: 7 de outubro (8 de outubro)

Soldados das Legiões de fronteira, Sérgio e Baco converteram-se ao cristianismo. Ao serem descobertos, foram levados para a Síria, na região de Rusafah, e martirizados alguns dias depois, no ano 310. Por isso, são celebrados juntos, embora na antiguidade o culto a São Sérgio era mais difundido.
(†)Barbalissus e Rosapha, Síria, por volta de 310 
Segundo a hagiografia cristã, os santos Sérgio e Baco eram dois oficiais cristãos do exército romano estacionados no Oriente, que ocupavam altos cargos na corte de Maximino Daia, tetrarca do Oriente a partir de 305. Os dois foram denunciados por inimigos invejosos e martirizados por se recusarem a sacrificar a Júpiter.

São Marcos I Papa -Festa: 7 de outubro (+)336

Marcos foi Papa apenas por alguns meses, no ano 336, mas, conseguiu construir uma Basílica, em honra de Marco Evangelista, hoje igreja de São Marcos. Deve-se a ele também o calendário civil mais antigo da Igreja Romana, que fixou, pela primeira vez, o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro. 
Papa de 18/01/336 a 07/10/336 
Romano. Durante seu pontificado, foi elaborado o mais antigo calendário "civil" da Igreja Romana, e pela primeira vez o nascimento de Cristo aparece em 25 de dezembro. Martirológio Romano: Em Roma, São Marcos, papa, construiu a igreja titular em Pallacinis e uma basílica no cemitério de Balbina, na Via Ardeatina, onde ele próprio foi sepultado.

Beatas Inês, Madalena, Catarina, Branca e Marianne Monjas Mercedárias Festa: 7 de outubro

As Beatas: Inês, Madalena, Catarina, Branca e Marianne, honraram o mosteiro mercedário da Assunção em Sevilha (Espanha), com sua vida de observância e contemplação. Foram recompensados com consolações divinas, verdadeiramente sábios e do mesmo número que as virgens prudentes, também prepararam suas lâmpadas com virtudes e trouxeram consigo o óleo das boas obras, de modo que na chegada do Divino Noivo entraram com Ele para as bodas eternas. A Ordem celebra-os no dia 7 de outubro. 
Bem-aventuradas Inês, Madalena, Catarina, Branca e Mariana

Santa Justina de Pádua, Virgem e Mártir - 7 de outubro

Martirológio Romano:
Em Pádua, nos confins de Veneza, Santa Justina, virgem e mártir (s. III/IV). São Venâncio Fortunato, bispo de Poitiers, em princípios do século VII, considera Santa Justina como uma das virgens mais ilustres, cuja santidade e triunfo foram consagrados pela Igreja, e afirma que seu nome torna Pádua tão famosa como o de Santa Eufêmia a Calcedônia e o de Santa Eulália a Mérida. 
O mesmo autor, no poema que dedicou à vida de São Martinho, exorta os peregrinos que vão a Pádua a beijar o sepulcro da Bem-aventurada Justina. O culto a Santa Justina é atestado em Rimini em uma inscrição do século VI-VII, e em Como, o Bispo Agripino lhe dedicou um oratório em 617, como recorda a inscrição dedicatória.

Santa Júlia de Augusta Virgem e mártir Festa: 7 de outubro

Com base nas notícias do Martirológio Hieronímico de 7 de outubro: «alibi Tulliae Sigibarci mar.» (variante Iuliae), Floro deu aos mártires Sérgio e Baco (= Sigibarci) uma companheira chamada Júlia e, depois dele, Adônis também a preservou em seu Martirológio, colocando-a em Augsburgo no Eufrates, como seus dois companheiros, acrescentando, no entanto, que ela havia sofrido o martírio sob o prefeito Marciano; ele tinha sido de fato o perseguidor da mártir Bárbara, ao lado de quem aparece uma virgem Júlia, a quem Adônis identificou com a suposta companheira de Sérgio e Baco. As notícias que podem ser lidas no mesmo dia no Martirológio Romano são, portanto, de pouca consistência histórica.
Autor: Joseph-Marie Sauget 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum 
Santa Júlia de Augsburgo

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Parece definitivamente estabelecido e provado que esta festa litúrgica em honra de Nossa Senhor do Rosário teve a sua origem após a “prodigiosa vitória de Lepanto, obtida em 1571 pela armada católica, comandada por D. João d`Áustria, contra os turcos maometanos”, “a qual foi atribuída a intervenção de Nossa Senhora invocada pela oração do rosário”. Como “acção de graças” por essa mesma vitória, o Papa São Pio V instituiu e promulgou esta festa litúrgica, que desde então foi celebrada todos os anos e a prática da oração do Santo Rosário recomendada e incentivada por muitos Pontífices Romanos, entre os quais se salientam de maneira particular o Papa Leão XIII, que sobre o Santo Rosário publicou diversas Cartas Encíclicas, Paulo VI e ainda mais perto de nós o bom e santo Papa João Paulo II.

ORAÇÕES - 07 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7 – Quarta-feira – Nossa Senhora do Rosário
Evangelho (Lc 1,26-38) “Maria, então, disse: – Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”
Diante da mensagem divina, Maria nem se exaltou, nem se amedrontou. Consciente de sua pobreza, aceitou o favor de Deus, que a escolhia por puro amor. O que o Senhor lhe propunha ia muito além do que poderia imaginar; mesmo assim escutou, aceitou, obedeceu, sem perguntar até onde isso a levaria. Aceitava servir em tudo que ele quisesse, sem perguntas nem condições.
Oração
Senhor Jesus, hoje quero que vossa mãe peça por mim. Maria, Jesus vos deu a mim como mãe. Cuidai, então, de mim, orai por mim para que eu também tenha coragem de me entregar totalmente nas mãos de Deus. Tirai de mim o medo, que me impede de amar vosso Jesus como deveria. Dai-me um pouco de vossa coragem, para eu olhar o mundo com a vossa confiança alegre. Amém.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Eu não te condeno”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Quem não tiver pecado
 
O acusador, além das pedras, tem todas as armas contra o pecador, no caso da mulher colhida em adultério. Já andavam de olho nela. Queriam condenar, não a mulher, mas a misericórdia de Jesus. Essa os incomodava muito mais que os erros da mulher. Jesus estava ensinando agora dá uma aula prática sobre sua doutrina da misericórdia. Queriam ver o que dizia sobre o que a lei ensinava: “Moisés na lei mandou apedrejar tais mulheres... Que dizes tu? Diziam isso para experimentar Jesus e terem motivo de acusá-Lo” (Jo 8,1,ss). Era a lei. Jesus começou a escrever no chão. O que escrevia? Podemos nos pensar acusadores dos acusadores dizendo que Jesus escrevia os pecados deles. Mas penso que Jesus rabiscasse como a dizer: esse assunto não se me refere. Quando se diz que as coisas boas se escrevem nas pedras para a memória. As coisas más, se escrevem na areia porque não precisam ser lembradas. “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra. Jesus se sente frágil e também assume a condição da mulher, pecadora, que precisa de vida e não de condenação. “Eu vim para que tenham vida” é sua lei. “E foram saindo um a um a começar dos mais velhos” (Jo 8,9). É muito triste o pecado envelhecido. Pior é que ele leva a outros piores. O medo da mulher receber uma condenação do Mestre se transforma em um alívio;(:) “Eu também não te condeno. Podes ir, e de ora em diante não peques mais” (id 11). Voltados para a Páscoa notamos que(,) o perdão que nos é dado pelo Mistério Pascal, é total e maravilhoso. 
Força de Cristo 
No modo de Cristo agir encontra-se um novo modo de força. Quem assume Cristo em sua vida experimenta a força de sua Ressurreição. Paulo coloca o conhecimento de Jesus acima de tudo. É uma batalha contínua. A força da Ressurreição é profetizada pelas grandes maravilhas de Deus por Seu povo no Egito que se tornam pequenas na libertação do povo do exílio: “Eis que faço novas todas as coisas”. Fez uma estrada no mar, agora uma estrada no deserto onde faz correr rios de água no deserto. Mais que tudo isso é a Ressurreição de Jesus. Todas as coisas se tornam perda “diante da vantagem suprema de conhecer Jesus Cristo”. A expressão é magnífica: “Por causa Dele perdi tudo”. Considero tudo como lixo, para ganhar Jesus Cristo e ser encontrado unido a Ele. A história do povo de Deus se resume nos diversos acontecimentos da história de cada um. Uma vez que nos decidimos por Cristo, o que fazemos por Ele, e Ele faz por nós, é sempre um retrato do Êxodo e das profecias. Nós lemos as Escrituras como uma narrativa bonita, e não como um espelho de nossa vida. Como é bom se sentir escolhido no seio de Abraão, ser libertado por Moisés no Egito, consagrado na lei do Sinai e purificado no deserto. 
Maravilhas fez conosco 
Tendo o pé firme na Ressurreição, temos força e coragem de dizer como Paulo: “Esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está à frente”. Rezamos: “Dai-nos, por vossa graça, caminhar com alegria na mesma caridade que levou vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo” (Oração). Esta é a dinâmica do Mistério Pascal de Cristo: O amor é sempre uma entrega pelo mundo. “Não tem maior amor que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13). O amor que Paulo manifesta por Cristo é a maior pregação que possa fazer aos seus Filipenses. 
Leituras:Isaías 43,16-21; Salmo 125; 
Filipenses3,8-14; Jo 8, 1-11 
1. O perdão que nos é dado pelo Mistério Pascal, é total e maravilhoso. 
2. Nós lemos as Escrituras como uma narrativa, e não como um espelho de nossa vida. 
3. Esta é a dinâmica do Mistério Pascal de Cristo: O amor é sempre uma entrega pelo mundo. 
Eu tenho pecado 
Esse texto da adúltera bagunça a cabeça da gente. Uma mulher que iria ser apedrejada é levada diante de Jesus. Aqueles que cumpriam a lei e a iriam apedrejar queriam mesmo era pegar Jesus. E usam essa isca da pecadora. O que passou pela cabeça dessa infeliz? Ela não se diz pecadora. Somente diz que não foi condenada. Escapou por um triz. Vamos nos colocar no lugar dela e dizer: Eu tenho pecado. E Jesus nos diz: “Ninguém te condenou?” – “Ninguém, Senhor”. Olha que conversa gostosa! Mas eu tenho pecado e reconheço. Mas ninguém me condenou. É uma escola. Deus não condena ninguém. Chama para ser acolhido. Como continuaria a história dessa mulher: “Vai e não peques mais”. São as muitas chances que Deus nos oferece. Homilia do 5º Domingo Comum (03.04.2022)

EVANGELHO DO DIA 06 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 10,38-42. 
Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 104 
«Uma mulher chamada Marta 
recebeu-O em sua casa» 
Na eternidade, havemos de nos sentar à mesa. Não me atreveria a dizê-lo, se não tivesse sido o Senhor a prometê-lo: Ele promete uma grande recompensa aos seus servos, a quem diz: «Cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá» (Lc 12,37). Grande é, pois, a promessa, e feliz o seu cumprimento. Comportemo-nos de maneira a merecê-la; deixemo-nos ajudar a chegar ao local onde o Senhor nos servirá à mesa. Essa refeição será um repouso; «os servirá» significa que Ele nos saciará. Com que alimento e com que bebida? Certamente, com a própria verdade. Não acreditas que Deus possa alimentar-te dessa maneira, quando já é assim que o teu olho se sacia de luz? Seja vista por muitos ou por poucos, a luz brilha sempre com a mesma intensidade, espalhando conforto, sem nunca faltar, sem diminuir com o uso. Não compreendeis ainda? É porque andais ocupados com muitas coisas. É o trabalho de Marta que vos ocupa – mais ainda, que nos ocupa a todos. Pois ninguém está dispensado deste trabalho de assistência. É por isso, meus queridos, que vos peço e vos exorto: desejemos juntos esta vida. Corramos para ela todos juntos, para nela permanecermos à chegada. Está a chegar a hora, e essa hora será sem fim, em que o Senhor nos fará sentar à mesa para nos servir; e o que nos servirá é Ele mesmo. Quereis saber o que comereis? Será o próprio Senhor que comereis. «Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para gozar da suavidade do Senhor» (Sl 27,4). Não tenhamos o gosto dos alimentos carnais, pois eles passarão. Se queres ser como Marta e dedicar-te aos mesmos ofícios, fá-lo com moderação e misericórdia. O trabalho passa, e virá o repouso, mas só se chega ao repouso pelo trabalho. O navio passa e chega-se à pátria, mas só se chega à pátria no navio. Estou, porém, seguro de que não havemos de naufragar, porque somos transportados pelo madeiro da cruz.

Santa Fé, mártir do século III

Sofreu o martírio em Agen, França. 
Uma cidade francesa deve-lhe o nome:
 Sainte Foy. 
Santa Fé de Agen, virgem e mártir (6 de outubro) é uma santa gaulesa da qual pouco se sabe com certeza. O relato de seu martírio é bastante lendário e em alguns pontos é confundido com o de San Caprasio, por isso oferece pouca veracidade histórica, especialmente por causa da presença nele do controverso pretor dácio. A rigor, a lenda nos diz que Fe (Fides em latim, Foy em francês antigo) era filha de uma família proeminente da cidade de Agen, na França, e que ela tinha uma irmã mais velha, chamada Alberta, que é bastante esquecida em comparação com a famosa Fe.

Santa Alberta Virgem e Mártir -Festa: 6 de outubro

Agen (França),(†)ca. 303
 
Segundo uma tradição e um culto recentes, ela era irmã de Santa Fé de Agen e foi decapitada juntamente com ela, possivelmente no século III. Mencionada em 11 de outubro no Próprio de Agen de 1727, sua festa litúrgica é celebrada em 6 de outubro. Acredita-se que seus restos mortais tenham sido identificados nos ossos de uma jovem encontrados em 1884 em Venerque, na diocese de Toulouse, no túmulo de Santa Fobade, para onde supostamente foram transferidos. No entanto, ainda existem dúvidas quanto à própria existência da santa. 
Etimologia: Alberta = de nobreza ilustre, do alemão
Emblema: Palmeira

Bruno de Colónia Fundador dos Cartuxos, Santo c. 1030-1101

Dotado de uma das mais belas inteligências de seu século, aplaudido em toda a Europa como Mestre, São Bruno deixou todas as glórias humanas e encerrou-se no deserto da Cartuxa, a fim de viver 
somente para Deus
“Grandeza de nascença, grandeza de espírito, grandeza de fortuna, graças exteriores, inteligência clara e vigorosa, incomparáveis aptidões para as ciências, presentes já magníficos que faziam brilhar o mais belo deles, a virtude: eis em que meio de esplendor se desenvolvia essa jovem alma”[1]. 
É assim que um hagiógrafo descreve a infância e adolescência de São Bruno de Hartenfaust, nascido em Colônia por volta do ano 1030, cuja festa comemoramos no dia 6.

Diogo Luis de San Vitores Jesuíta, Mártir, Beato (1627-ca. 1668)

Jesuita espanhol, martirizado 
nas ilhas Marianas.
A Companhia celebrava no dia 6 de Outubro a memória do jesuíta Diogo Luís de San Vitores, nascido em Burgos (Espanha) no ano de 1627, martirizado em 1672 e beatificado em 1985. Junto com esse jesuíta foram martirizados outros cristãos, entre eles o catequista Pedro Calungsod, nascido nas Filipinas dezoito anos antes do martírio e que foi grande e fiel colaborador do Padre Diogo Luís. Pedro foi beatificado em 2000 e canonizado em 2012. Na recente reforma litúrgica da Companhia, a memória do Beato Diogo Luís foi unida a festa desse Santo, no dia 21 de Outubro. Diogo Luís era filho de nobres de grande fortuna. Muito cedo manifestou seu desejo de entrar para a Companhia de Jesus, ideia que encontrou forte oposição em sua família.

Maria Francisca das Cinco Chagas virgem, Religiosa, Santa 1715-1791

Ana Maria nasceu no dia da Anunciação, 25 de marco de 1715, em Nápoles, filha de Francisco Gallo e de Bárbara Basini, ambos de condição modesta. Aos quatro anos pediu à mãe que a levasse à igreja para participar do Santo Sacrifício da Missa. Obteve também, nessa idade, o privilégio de poder confessar-se, embora tivesse que esperar até os sete anos para fazer a Primeira Comunhão. Depois disso, sua surpreendente maturidade levou o confessor a permitir-lhe comungar diariamente, privilégio muito raro na época. Quando chegou à adolescência, o pai colocou-a em sua pequena fábrica, onde já trabalhavam sua mãe e suas irmãs. Ana Maria soube conciliar o trabalho com a vida de piedade. Quando completou 16 anos, seu pai quis casá-la com um rico cavalheiro, que lhe pedira a mão.

Maria Rosa Durocher Religiosa, Fundadora, Beata 1811-1849

Religiosa e fundadora da 
Congregação das Irmãs dos 
Santos Nomes de Jesus e Maria.
Uma jovem nascida em um vilarejo, de saúde frágil, jamais pensou que um dia iria fundar uma Congregação de irmãs educadoras, difundida hoje em várias partes do mundo. Mas Nosso Senhor se serve de instrumentos pequenos. Eulália Melânia Durocher nasceu em Saint-Antoine-sur-Richelieu, pequena aldeia de Quebec (Canadá), no dia 6 de Outubro de 1811, de uma família muito religiosa. Era a última de dez filhos, três dos quais se tornaram sacerdotes e duas religiosas. Os pais, agricultores, também na juventude tinham pensado em consagrar-se a Deus. Eulália cresceu em um ambiente sadio, tranquilo e profundamente católico. Aprendeu com a mãe a rezar e a socorrer os pobres e doentes.