Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister et um seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.
Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer.
Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade diva tornara-se para ela quase uma obsessão.
Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Pedro de Armengol Mercedário, Santo (+ 1304)
tornou-se missionário e santo.
Foi ageaciado com um extraordinário
milagre da Virgem Maria.
Nasceu São Pedro de Armengol em meados do século XIII, na Catalunha, sendo então o mais novo rebento da ilustre família dos Condes de Urgel. Seus pais eram minto chegados ao rei de Aragão, o soberano daquela região ibérica, frequentando com liberdade a Corte.
Nessa atmosfera de alta nobreza, o menino Pedro recebeu esmerada educação. Mas, à medida que foi crescendo, ao invés de permanecer nos bons ambientes e de se deixar influenciar pelos ditames e pela moral da Igreja Católica, foi decaindo nos costumes e na piedade. Passou a conviver com más companhias e se desviou das sendas do bem.
Em vão, os pais fizeram todo o possível para retê-lo. Pedro se desclassificou a tal ponto que abandonou a casa paterna, embrenhou-se no meio da última ralé de bandidos, de sem-vergonhas, e ali se perdeu completamente. Com o tempo, chegou a se tornar chefe de uma quadrilha de salteadores de estrada. Ladrão perigoso, assassino e fugitivo, se a polícia real o apanhasse, certamente seria morto.
Rafael Arnáiz Barón Noviço cisterciense, Santo (1911-1938)
beatificado em 1992, por João Paulo II e
canonizado por Bento XVI
a 11 de outubro de 2009
Monge espanhol canonizado domingo, 11 de outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI.
Nasceu em Burgos (Espanha) em 1911. Ali mesmo foi à escola com os padres jesuítas. Depois começou a estudar na Escola Superior de Arquitectura de Madrid. Seus tios, os duques de Maqueda, influenciaram no crescimento de sua fé.
Uma juventude alegre e pura
Em 1932 realizou alguns exercícios espirituais onde descobriu que Deus lhe pedia que se fizesse monge trapista. Tinha 23 anos quando foi aceito no mosteiro de São Isidro de Dueñas. Ali viveu uma vida monacal cheia de alegria no meio de sacrifícios e abnegações, onde, segundo ele, cada dia tinha um encanto diferente.
OS MILAGRES DE NOSSA SENHORA DO MONTE SERRAT
Assim como os querubins da Arca eram vistos como o trono de Deus ( Ex 25,22; I Sam 4,4; II Sam 6,2; I Cr 13,6; Is 37,16; Heb 9,5), as imagens de Maria nos recordam que ela foi o trono de Deus na terra.
1- MILAGRE DO ENCONTRO DA IMAGEM
O culto a Virgem Senhora do Montserrat remonta aos primeiros tempos do cristianismo e faz referencia ao apóstolo São Pedro, que segundo a tradição, levou em sua viagem a península Ibérica uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira e conhecida como a Senhora Jerusalemitana.
Pelo ano de 546, na Cataluña, ao sul da Espanha, um monge chamado Querino, fundou um rudimentar mosteiro consagrado a referida imagem, que alguns séculos antes, fora trazida por São Pedro.
Nossa Senhora de Monserrate, padroeira da Catalunha.
Nossa Senhora de Monserrate ou Virgem Negra de Montserrat (em catalão, Mare de Déu de Montserrat[3], que significa "Mãe de Deus do Monte Serreado"[4]) é uma imagem de Maria, a mãe de Jesus Cristo, localizada no Mosteiro de Montserrat, no município de Monistrol de Montserrat, na província de Barcelona, na Catalunha, na Espanha. É conhecida popularmente como La Moreneta ("A Morena").
Lenda
Segundo a lenda, a imagem teria sido construída por São Lucas e levada ao seu atual local, o Montserrat, na Catalunha, por São Pedro no ano 50. No século VIII, durante a invasão muçulmana da Península Ibérica, teria sido escondida por devotos numa caverna. A imagem teria sido reencontrada somente no ano 880, por um grupo de crianças. Um bispo teria, então, tentado levá-la para a cidade de Manresa, mas a imagem teria se tornado pesadíssima, impedindo seu translado. O bispo teria interpretado o fato como um milagre e como um sinal de que a imagem deveria permanecer no local. Teria, então, sido construído o Mosteiro de Santa Maria de Montserrat no local, para abrigar a imagem.
Estudos científicos
Estudos científicos indicam que a imagem foi esculpida no século XII.
Padroeira da Catalunha
Em 1881, Nossa Senhora de Monserrate se tornou a padroeira oficial da Catalunha.
ORAÇÕES - 27 DE ABRIL
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Segunda-feira – Santos: Zita, Tertuliano
Evangelho (Jo 10,11-18) Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas
ovelhas.”
Jesus continua usando a comparação do pastor e do rebanho. Hoje essa comparação
não significa muito para nós. Mas podemos entender facilmente que Jesus é
indispensável para nós. Ele se interessa por nós porque nos ama, e por amor ele
chega a dar a vida por nós. Ele que salvar a todos. Ele pode salvar, porque ele
tem a vida em si mesmo, e pode por isso fazer-nos viver para sempre.
Oração
Senhor, por amor é que me quisestes salvar e fazer feliz, libertando-me
do poder do mal e do egoísmo. Para me salvar vivestes a nossa vida, e
aceitastes até mesmo a morte para ser fiel ao Pai e a nós. Prendei-me a vós com
os laços do amor, não permitais que vos abandone. Olhai, Senhor, para tantos
que ainda não vos conhecem. Arrastai-os, para que formemos uma só família. Amém.
domingo, 26 de abril de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Recebei o Espírito Santo”
A palavra Pentecostes significa cinquenta dias. Festa depois da Páscoa. Os judeus celebravam uma festa cinquenta dias depois do segundo dia da Páscoa. É chamada também festa das colheitas dos grãos. Lembra o período do deserto, no qual os judeus no Sinai recebem a lei e são constituídos como um povo. Com a Páscoa temos a libertação e a vida nova. Em Pentecostes inicia o novo povo. É a primavera do Espírito. A festa está intimamente ligada à Páscoa, pois a Ressurreição no Espírito se torna primavera do amor no Espírito. Por isso, celebrando a festa da Vinda do Espírito Santo, celebramos também a vida da Igreja que é santificada por Ele. Por isso rezamos: “Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa igreja inteira em todos os povos e nações”. Não estamos lembrando um acontecimento. Estamos vivendo esse momento da História da Salvação que acontece conosco agora. E pedimos: “Derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito”. O sentido memorial significa atualização. Nós nos fazemos presente ao acontecimento real. O histórico aconteceu. A vinda do Espírito acontece hoje e em cada celebração. Nada fazemos sem o Espírito (1Cor 12,3b). O texto enumera o país de origem das pessoas presentes no momento. Podemos ver que a localização dos diversos povos faz um círculo em torno de Jerusalém. Não mais a cidade, mas a Igreja está em todos os povos. E é santificada hoje pelo Espírito. Todas as línguas e culturas podem receber o anúncio do Evangelho.
Realizai as maravilhas
Pedimos na oração: “Derramai em toda extensão do mundo os dons do Espírito e renovai no coração dos fiéis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho”. É o projeto salvador de Deus que o Espírito Santo leve o Mistério Pascal de Cristo a acontecer em todos os povos. As maravilhas operadas não são dons pessoais, mas dons a serviço da humanidade. Jesus diz naquela noite de Páscoa: “A paz esteja convoco!” A paz, o Shalom de Deus, compreende tudo o que há de bom e Deus nos oferece. Por que repete a saudação? Não era uma paz somente para os discípulos ali presentes, mas aberta a todos. “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados”. Cabe a nós implantar, pela ação do Espírito, uma reconciliação universal. Participamos ativamente da ação do Espírito na renovação do mundo, missão que o Pai confiou a Jesus que a faz no Espírito. “A quem não perdoardes os pecados, eles serão retidos”. Não que o Espírito negue o perdão, mas, sem a mudança os pecados permanecem. As maravilhas renovadas não são somente dons especiais, mas a capacidade de provocar a conversão do coração a todos.
Há diversidade de dons
O Espírito que nos foi dado nos dá tantos dons. “A cada um é dada uma manifestação do Espírito, para o bem comum. Como os membros do corpo, cada um tem uma função para todo o corpo. Pena que os dons atualmente são vistos como adereços espirituais que nos fazem maiores. Maior é aquele que serve, disse Jesus (Lc 22,27-29). Embora sendo muitos, formamos um só corpo, pois bebemos do mesmo Espírito (1Cor 12,13). A Igreja necessita sempre do Espírito para realizar sua missão. Quando não somos capazes de ouvir o Espírito e colocar os dons a serviço, não somos capazes de servir à Igreja na obra da evangelização. Fazemos feudos espirituais, e “rasgamos a túnica inconsútil de Jesus”. A unidade no Corpo de Cristo, quando ferida, torna-se um escândalo e um mal.
Leituras Atos 2,1-12; Salmo 103;
1 Coríntios 12,3b-7.12-13;João 20,19-23
1. Celebramos a vida da Igreja que é santificada pelo Espírito.
2. É projeto de Deus que o Espírito leve a vida de Cristo a acontecer em todos os povos.
3. A Igreja necessita sempre do Espírito para realizar sua missão.
O fogo cai, cai...
O corpo de bombeiros do Céu, a todo vapor (não usava petróleo) baixa à terra para apagar um grande incêndio. Era fogo para todo lado. Na cabeça de muitos havia uma chama perigosa e outros pedindo que eles fossem incendiados. Era muita confusão. Aí um meio cambaleante diz: Não estamos de fogo. É o Espírito prometido: “Derramarei o meu Espírito sobre toda carne” (Jl 3,1-5). Aí acalmaram. Mas até hoje estão de prontidão, pois a todo o momento esse Espírito está botando fogo em algum lugar. Celebrar Pentecostes é entrar nesse fogo que, como a sarça de Moisés, queima sem consumir .
Homilia da Solenidade de Pentecostes (31.05.20)
EVANGELHO DO DIA 26 DE ABRIL
Evangelho segundo São João 10,1-10.
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador.
Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora.
Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente; e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz.
Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos».
Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer.
Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas.
Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram.
Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem.
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1085-1148)
Monge beneditino, depois cisterciense
Orações meditativas, VI, 6-10
«Em verdade, em verdade vos digo:
Eu sou a porta das ovelhas»
Não foi somente a João, teu discípulo bem-amado, que foi mostrada a porta aberta no Céu (cf Ap 4,1); Tu declaraste-o a todos, publicamente: «Eu sou a porta; quem entrar por Mim será salvo».
Tu és a porta. Nós, que estamos na terra, vemos a grande porta aberta no Céu; mas de que nos aproveita, se não podemos subir às alturas? Paulo responde: «Aquele que desceu é o mesmo que subiu» (Ef 4,10). E quem é Ele? É Aquele que é o Amor. De facto, Senhor, o amor que está em nós sobe às alturas, sobe até Ti, porque o amor que está em Ti veio até nós. Porque nos amaste, desceste até junto de nós; amando-Te, nós elevar-nos-emos às alturas, até Ti.
Pois Tu mesmo disseste: «Eu sou a porta», peço-Te que Te abras a nós, para nos mostrares com maior evidência de que morada és a porta. Já dissemos que a morada de que és a porta é o Céu, onde mora o Pai, sobre quem lemos: «O Senhor tem nos Céus o seu trono» (Sl 10,4). É por isso que ninguém pode ir ao Pai senão por Ti (cf Jo 14,6), que és a porta. Para Ti tendemos, pois, a Ti aspiramos. Responde, peço-Te: «Mestre, onde moras?» (Jo 1,38). E Tu respondes: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim» (Jo 14,11); e, noutro passo: «Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós» (Jo 14,20). A tua morada é o Pai, e Tu és a morada do Pai; e nós também somos tua morada, e Tu a nossa.
Beato Ladislau Goral, bispo e mártir Festa: 26 de abril
(+)Sachsenhausen, Alemanha, abril de 1945
Wladyslaw Goral, bispo auxiliar de Lublin, foi vítima dos nazistas em ódio à sua fé cristã. O Papa João Paulo II, em 13 de junho de 1999, o elevou ao honore dos altares junto com outras 107 vítimas da mesma perseguição.
Martirológio Romano: No campo de prisioneiros de Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Stanislaus Kubista, sacerdote da Sociedade do Verbo Divino e mártir, que, durante a ocupação militar da Polônia em tempo de guerra por um regime hostil a Deus, exalou seu espírito nesta prisão em meio a torturas atrozes. Junto com ele, comemoramos o Beato Ladislau Goral, bispo auxiliar de Lublin, que no mesmo local e durante a mesma perseguição defendeu corajosamente a dignidade e a fé humanas, morrendo na prisão de doença em um dia desconhecido.
26 de abril - Santo Estevão de Perm
Estevão nasceu por volta de 1340 numa cidadezinha russa encravada nos montes Urais. Sua família era cristã; seu pai chamava-se Simeão e sua mãe Maria. Sob influência de sua mãe, demonstrou desde o início de sua vida um grande zelo pelo serviço à Igreja. Ajudava seu pai durante os ofícios e aprendeu a ler as Sagradas Escrituras, cumprindo o papel também de leitor.
Já na juventude, aceitou os votos monásticos no mosteiro de Rostov, construído em homenagem a São Gregório, o teólogo. O mosteiro era famoso por sua coleção de livros, e Estevão, desejando ler os Santos Padres no idioma original, aprendeu a língua grega. Quando em sua juventude, sempre teve contato com o povo zyriano, e agora seu coração ardia pelo desejo de levar-lhes a Palavra de Deus.
São Rafael Arnáiz Barón
"E, à medida que nos vamos desprendendo de tanto amor desordenado às criaturas, e a nós mesmos, me parece que nos vamos acercando mais e mais ao único amor, ao único desejo, ao único anelo desta vida, à verdadeira santidade que é Deus."
Sua alma atingia aquela indiferença recomendada por Santo Inácio, pela qual o homem nada deseja para si e deixa-se levar pelo beneplácito divino. Uma única paixão dominava-lhe o coração: Deus!
Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos, Espanha, no dia 9 de abril de 1911, no seio de uma família burguesa profundamente católica. Desde a infância manifestava um caráter contemplativo, que se expressava sobretudo, através da pintura.
Beata Alda de Siena, Viúva - 26 de abril
Alda nasceu em Siena, no dia 28 de fevereiro de 1245, filha do nobre Pedro Francisco Ponzi e de Inês Bulgarini, a quem Deus havia mostrado em sonho que escolhera a criança para Si.
Após ter sido educada e instruída com todo cuidado, foi dada por esposa a um homem “virtutibus ornatissimus” - ornado de virtudes - Bindo Bellanti, do qual, porém, não teve filhos.
Depois da morte prematura do marido, Alda vestiu o hábito da Ordem Terceira dos Humilhados, e se dedicou mais do que anteriormente à penitência em uma pequena propriedade, onde realizou milagres, teve êxtases e visões. Ela teve visões de Jesus realizando as ações registradas nos Evangelhos,
Alda renunciou à sua ermida e foi viver e trabalhar num hospital para cuidar dos doentes.
Santo Anacleto, Papa e Mártir Pontificado - 79 a 92
Santo Anacleto, também conhecido por São Cleto, foi o terceiro Papa da Igreja Católica, portanto, o segundo sucessor de São Pedro na Sé apostólica.
Era de origem romana, da família dos pretorianos. Convertido à fé, fez-se discípulo de São Pedro, se bem que por pouco tempo, mas o suficiente para absorver as virtudes angélicas na escola de seu mestre, de forma que destacou-se por seu grande fervor e admirável devoção. Com sua afabilidade, conquistou o coração de todos, tendo especial simpatia mesmo entre os pagãos. São Pedro tanto apreciou Santo Anacleto que, assim como São Lino, o designou para importantes trabalhos apostólicos em Roma e lugares circunvizinhos.
Assumiu o trono pontifício logo após o martírio de seu predecessor, São Lino, no ano 79. Da mesma forma, enfrentou as dificuldades, perseguições e constantes investidas, defendendo com muita coragem as causas da Igreja de Cristo.
Pedro de Rates Primeiro bispo de Braga (Século I)
Segundo uma tradição lendária, S. Pedro de Rates tornou-se o primeiro bispo de Braga, logo no ano da nossa era, como se pode ver na lista de todos os arcebispos de Braga que existe na Sé.
Conta uma lenda que o santo salvou de doença mortal uma jovem princesa pagã. Como retribuição por este acto caridoso, ela converteu-se ao cristianismo e fez voto de castidade.
Esta decisão enfureceu o pai que, em vez de agradecer um tão notável milagre e, para se vingar da decisão que a filha tinha tomado, decretou a morte de Pedro, que outra solução não teve que aquela de se refugiar na capela que existia em Rates. Tendo sido aí encontrado pelos soldados — ou homens de mão — do pai ofendido, foi por estes decapitado e a capela onde se escondera completamente destruída.
Séculos mais tarde, da serra de Rates, S. Félix observava todas as noites uma luz na escuridão.
Marcelino de Roma Papa, Santo (250-304)
Marcelino (Marcellinus) nasceu em Roma, provavelmente em 250.
Pouco ou nada se sabe da sua vida antes do começo do seu pontificado que começou a 30 de junho de 296 e durou até 25 de outubro de 304, ano em que foi martirizado durante a grande perseguição organizada pelo imperador Diocleciano, “homem grande, magro, de nobre estatura e de olhar penetrante”, mas “impassível e que cultivava e mesmo dissimulava um temperamento violento, sujeito a contradições frequentes”, “um dos três imperadores que a história permite então de admirar”, escreve o historiador da Igreja, Daniel Rops.
Os motivos exactos desta perseguição que começou em 295 — um ano após a chegada do Papa Marcelino ao Sumo Pontificado —, continuam obscuros, e nada parecia anunciar que o grande reformador do império romano, zeloso pela unidade deste, enveredasse por este trágico caminho: perseguir e martirizar os cristãos, como se estes fossem culpados dos problemas políticos que agora começavam a aparecer.
Júlio Junyer Padern Sacerdote salesiano, Mártir, Beato (1892-1938)
Durante a guerra civil espanhola, os salesianos pagaram um pesado tributo, com o sangue derramado por mais de uma centena deles…
Todos estes religiosos e religiosas vieram aumentar na “santidade salesiana” o número já consequente de Servos e Servas de Deus, de Beatos e Beatas e de Santos e Santas, à frente dos quais brilha de mil luzes o santo fundador, S. João Bosco.
Entre eles, destacamos aqui um: o padre Júlio Junyer Padern.
Ele nasceu em Vilamaniscle (Girona) em 31 de Outubro de 1892. Foi baptizado em 13 de Novembro.
Entrou para os Salesianos em 24 de Novembro de 1906; sendo admitido ao noviciado em 27 de Julho de 1911. Emitiu os votos trienais em 31 de Julho de 1912 e os votos perpétuos em 3 de Setembro de 1915. Foi ordenado sacerdote em 21 de Maio de 1921. Destinado à formação com o cargo de director espiritual, fez-se amado e estimado pela sua bondade e justiça.
Estanislau Kubista Sacerdote, Mártir, Beato (1898-1940)
Congregação do Verbo Divino,
martirizado no campo de
concentração de Sachsenhausen.
Estanislau Kubista nasceu no seio de uma família devota de nove crianças, em Kostrechna. A família recitava todos os dias o terço, antes do jantar, diante do altar de Nossa Senhora. Era quase uma evidência que ele viria a ser sacerdote. Uma das suas irmãs, Ana entrou num convento perto de Viena. Quanto a ele, estudou numa escola alemã e, portanto, não só falava a língua materna mas também correntemente o alemão.
Criança ainda, ficou impressionado com as prédicas e sermões dos missionários da Santa Cruz de Steyl — missionários do Verbo Divino. Estudou na escola de Neisse. Foi mobilizado no exército em 1917 na frente ocidental, onde era telefonista. Desmobilizado em Maio de 1919, em Stettiner, continuou os seus estudos em Neisse no noviciado dos Padres missionários verbistas, desejoso de se tornar missionário na China.
26 DE ABRIL - NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO
Esta invocação, incluída na Ladainha Lauretana, prende-se a um quadro antigo de Nossa Senhora do Bom Conselho venerado na Albânia desde 1400, e hoje na cidade de Genazzano, perto de Roma. O que nos interessa, é a lição desse belo quadro. As mães só dão bons conselhos aos filhos. O maior desejo delas é vê-los bem encaminhados. Sofrem e choram quando algum deles prefere os maus conselhos de amigos falsos, que os levam para a perdição. Assim é Nossa Senhora do Bom Conselho.
Lição: Nas dúvidas, nas incertezas, nas encruzilhadas da vida, lembremo-nos dela. Peçamos-lhe humildemente o seu conselho materno, sábio e seguro. “Olha para a Estrela, invoca Maria”.
Outros santos: N.S. do Monte Serrat - Pascásio - Radberto - Clarencio - Isidoro - Marcelino - Lucídio.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Nossa Senhora das Milicias
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Nossa Senhora a Cavalo, Patrona da cidade de Scicli, Sicília |
Segundo a tradição católica, em 1091, na planície de Donnalucata, perto de Scicli, na Sicília, os sarracenos estavam prestes a desembarcar em Isola Bella, então sob domínio normando com Ruggero D'Altavilla à frente. Os sarracenos, liderados pelo emir Belcane, queriam resgatar os tributos da ilha, tornando-a assim uma região que lhes pertenceria. Assim que chegaram às margens de Donnalucata, os ciclitanos e os normandos, povos católicos, invocaram a ajuda da Virgem, que apareceu em um cavalo branco disfarçada de gloriosa guerreira, derrotando os sarracenos e libertando a Sicília.
A tradição é confirmada pelos Códigos Ciclitanos. No entanto, Nossa Senhora não aparece em um cavalo branco, mas em uma nuvem tão brilhante quanto o sol. Os normandos participam da batalha, ao lado do povo de Scicli, mas a presença de Ruggero D'Altavilla não é conhecidaSem saber a data exata da aparição, os fiéis católicos ciclitanos veneram a Virgem no último sábado de maio; foi originalmente comemorada nos dias próximos à Páscoa, conforme decreto mencionado abaixo.
O simulacro da Santíssima Virgem está guardado na Igreja Matriz de Scicli.
Todos os anos, no último sábado de maio, às 20h30, a representação sagrada do evento acontece na praça principal de Scicli.
26 de abril - Nossa Senhora do Bom Conselho
Em todo o mundo, Igrejas Agostinianas são agraciadas com a devoção de Maria, Nossa Mãe do Bom Conselho. A agradável imagem de Jesus nos braços de sua Mãe tem sua origem em 1467 na Igreja Agostiniana em Genazzano, na Itália. Peregrinos de todo o mundo visitam e veneram Nossa Senhora do Bom Conselho. Entre eles, muitas pessoas santas. Durante séculos muitos Papas honraram o santuário, inclusive os Papas João XXIII e João Paulo II. Antes deles, o Papa Leão XIII, devoto da Imagem, acrescentou a invocação Mãe do Bom Conselho, rogai por nós na Litania de Loreto. No século IV o Papa São Marcos mandou construir uma igreja em Genazzano, não muito distante das ruínas de um antigo templo pagão, que foi dedicado a Nossa Senhora do Bom Conselho. Em vista do amor que as pessoas de Genazzano participavam das festas e celebrações, o Papa declarou o dia 25 de abril como o dia da celebração cristã em honra à Mãe do Bom Conselho.
Através dos séculos, Nossa Senhora foi honrada de maneira especial na pequena igreja na colina, que passou a ficar sob a responsabilidade dos freis da Ordem de Santo Agostinho a partir de 1356.
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