quinta-feira, 28 de março de 2024

EVANGELHO DO DIA 28 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 13,1-15. 
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, Cura de Ars 
Sermão para o 2.º Domingo depois do Pentecostes 
A grandeza do sacrifício da missa 
Quero falar-vos um pouco do que se entende por santo sacrifício da Missa. Sabeis que o santo sacrifício da Missa é o mesmo que o sacrifício da cruz, oferecido uma vez no Calvário. A única diferença é que, quando Jesus Cristo Se ofereceu no Calvário, esse sacrifício era visível e na Santa Missa Jesus oferece-Se ao Pai de uma forma invisível; ou seja, só vemos com os olhos da alma, não com os do corpo. Eis, meus irmãos, um resumo do que é o santo sacrifício da Missa. Mas para vos dar uma ideia da grandeza dos méritos da Santa Missa, meus irmãos, basta-me dizer-vos que ela faz as delícias de toda a corte celeste, alivia as pobres almas do purgatório, atrai para o mundo toda a espécie de bênçãos e dá mais glória a Deus do que todos os sofrimentos de todos os mártires, do que as penitências de todos os eremitas, do que todas as lágrimas que foram derramadas desde o princípio do mundo e o serão até ao fim dos tempos. Se me perguntardes a razão, ela é bem clara: todas estas ações são feitas por pecadores mais ou menos culpados; ao passo que, no santo sacrifício da Missa, é um Homem-Deus igual ao Pai que Lhe oferece o mérito da sua morte e da sua Paixão. É por isto, meus irmãos, que a Santa Missa tem um valor infinito.

Papa Sisto III

O Papa Sisto III foi eleito em 31 de Julho de 432. Morreu a 18 de Agosto de 440. Mostrou-se conciliador em relação aos nestorianos e velou pela conservação dos direitos da Santa Sé sobre a Ilíria - contra o Imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla. Restaurou as Basílicas de Santa Maria Maior e de S. Lourenço-fora-de-Muros.
O Papa Sisto III foi bispo de Roma de 31 de julho de 432 até sua morte em 18 de agosto de 440. Sua ascensão ao papado está associada a um período de maior construção na cidade de Roma. Seu dia é celebrada pelos católicos em 28 de março.
Início da carreira 
Sisto nasceu em Roma e antes de sua ascensão ele era proeminente entre o clero romano, e frequentemente se correspondia com Agostinho de Hipona. De acordo com Peter Brown, antes de ser feito papa, Sisto foi um patrono de Pelágio, que mais tarde foi condenado como herege, embora Butler discorde e atribua a acusação a Garnier.[5] Nicholas Weber também contesta isso, "... provavelmente foi devido à sua disposição conciliatória que ele foi falsamente acusado de inclinações para essas heresias".

28 de março - Beato Jean-Baptiste Malo

Jean-Baptiste Malo nasceu em 2 de junho de 1899 em La Grigonnais, na França e cresceu em Vay, numa família de pequenos camponeses. Entrou no Seminário do Instituto de Missões Estrangeiras de Paris aos 29 anos; na época, era uma vocação adulta. Ordenado sacerdote em 1º de julho de 1934, foi enviado em uma missão a Lanlong, numa região montanhosa entre as províncias de Guizhou, Guangxi e Yunnan, na China. Apesar das dificuldades e sempre permanecendo alerta, o padre Malo visitou suas comunidades cristãs e fundou escolas: ele era frequentemente o primeiro sacerdote que os habitantes tinham visto por mais de vinte anos. Na primavera de 1951 chegaram as tropas comunistas: ele foi então preso e preso, depois de um julgamento sumário, expulso da China. Embora cansado e doente, em 27 de novembro de 1952 chegou ao seu novo campo de apostolado: a missão de Thakhek, no Laos. No Natal de 1953, as tropas de guerrilha avançavam cada vez mais na região. O exército francês então forçou os missionários a evacuar a área, refugiando-se em Pakse, no sul do país. Em seu retorno, em 15 de fevereiro de 1954, eles caíram em uma emboscada. Juntamente com o prefeito apostólico Monsenhor Jean Arnaud, dois outros confrades e um religioso, padre Malo enfrentou alguns interrogatórios. Mais tarde, o grupo foi conduzido a pé para um campo de reeducação perto de Vinh, no Vietnã, a cem quilômetros de distância.

28 de março - Santo Estêvão Harding

O terceiro fundador e abade de Cister, o inglês Estevão Harding, viveu uma trajetória de vida muito intensa e foi também ele quem acolheu na comunidade monástica, o futuro são Bernardo, o fundador da abadia de Claraval. Estêvão nasceu por volta do ano 1059 numa família de nobres. Ainda jovem entrou na abadia beneditina de Sherborne, onde fez sua profissão religiosa. Discorrer sobre sua vida é, também, falar sobre uma santa inquietação, a invasão dos normandos fez com que ele abandonasse a vida religiosa e partisse para a Escócia. Mais tarde foi para Paris, para se dedicar aos estudos e, em seguida, foi para Roma numa peregrinação penitencial, em busca do perdão em virtude de seu abandono da vida monástica. Ao voltar, ia recitando o saltério ao longo da estrada. Passando por uma abadia na Borgonha, Estêvão se sentiu atraído pela vida pobre e austera dessa comunidade e, ao final, decidiu aí viver. Mais tarde, seguindo o abade fundador, Roberto, com um pequeno grupo de monges, Estêvão se transferiu para a região de Cister, onde fundariam um novo mosteiro. Num primeiro momento Roberto foi o abade fundador, mas outros problemas fizeram com que ele tivesse que retornar para o antigo mosteiro. Em seu lugar assumir o monge Alberico, que conduziria a pequena comunidade por dez anos. Após sua morte, Estêvão foi eleito como seu sucessor.

São Gontrão

Clotário I, rei de França, e de uma parte da Alemanha, com sua morte deixou quatro filhos que lançaram a sorte sobre o reino. Gontrão recebeu Orleans, a Borgonha e estabeleceu a capital em Châlon-sobre-o-Saône. Era uma época de revoluções e de assassínios políticos. Seus irmãos guerrearam entre si e acabaram mortos. Gontrão serviu de pai aos dois sobrinhos. No começo de seu reinado, sua conduta não foi exemplar: repudiou a primeira esposa – culpada de ter-lhe dado apenas um filho natimorto. A segunda esposa não teve melhor sorte. Nem a terceira, que caiu em desgraça quando os dois filhos morreram ainda pequenos. Pensou em casar-se novamente mas, convencido de que a morte dos filhos era por culpa dos seus pecados, mudou radicalmente de conduta. Um dia, quando se dirigia para fazer orações, às diversas igrejas de Orleans, o rei Gontrão rumou para a residência de São Gregório de Tours, que morava na igreja de Santo Avito. Gregório levantou-se cheio de alegria ao reconhecê-lo e, depois de lhe ter dado a benção, o convidou para jantar. O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleans. Aceitava o convite, comparecia ao jantar e encantava a todos com sua bondade. Chamavam-no geralmente o bom rei.

S-AO CASTOR, MÁRTIR DE TARSO

É comemorado pelo Martirológio Jeronimiano (o mais antigo catálogo dos mártires cristãos da Igreja Latina, século V) e pelo Martirológio Romano: segundo a tradição, teria sido martirizado em Tarso, na Cilícia (atual Turquia) com outro cristão, Dorotheus e Estêvão 
É comemorado pelo Martirológio Hieronimiano (o mais antigo catálogo de mártires cristãos da Igreja Latina, século V) e pelo Martirológio Romano: segundo a tradição, foi martirizado em Tarso, na Cilícia (atual Turquia) com outro cristão, Doroteu ou Estêvão.
Martirológio Romano: Em Tarso, na Cilícia, na atual Turquia, São Castor, mártir. 
Ele é comemorado pelos Martirológios Hieronimiano e Romano em 28 de março e 27 de abril. A reduplicação provavelmente se deve (Delehaye) a uma confusão, atribuível aos copistas, entre V Kal. abril e V Kal. Nunca. No Romano, Castor é mencionado em 28 de março com Doroteu e em 27 de abril com Estêvão. Estes acréscimos devem-se evidentemente a uma má leitura ou interpretação das rubricas do Geronimiano, onde o nome de Castor é de facto precedido em 28 de Março pelo de Doroteu e seguido em 27 de Abril pelo de Estêvão, sem no entanto aqueles santos (ambos lembrados como «de Nicomédia", onde apenas Doroteu é comemorado em 12 de março) nada têm a ver com Castor. Por fim, note que um Castor é lembrado pelo Hieronimiano em 16 de março como o chefe de um grupo não homogêneo de mártires de Nicomédia. A identificação entre os dois homônimos é possível. 
Autor: Gian Domenico Gordini 
Fonte: Biblioteca Sanctorum

Beato José Sebastião Pelczar, Fundador, Bispo (1842-1924), 28 de Março

Fundador da Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus. Bispo de Przemysl, Polônia

Nasceu em 17 de Janeiro de 1842 em Korczyna, uma pequena aldeia no sopé dos montes Carpazi, junto de Krosno. Passou a infância na aldeia natal, crescendo numa atmosfera impregnada da antiga religiosidade polaca que reinava em casa de seus pais, Adalberto e Mariana Miesowicz. Estes, avisados da inteligência excepcional de seu filho, depois de dois anos na escola de Horczyna, convidaram-no a prosseguir os estudos na de Rzeszów e, em seguida, no Liceu.
Quando era estudante liceal, José Sebastião tomou a resolução de se dedicar ao serviço de Deus, porque, como podemos ler no seu diário, "os ideais terrenos vão-se desvanecendo, vejo o ideal de vida no sacrifício e o ideal do sacrifício vejo-o no sacerdócio". Entrou no Seminário Menor e, em 1860, iniciou os estudos teológicos no Seminário Maior de Przemysl.
Foi ordenado sacerdote em 17 de Julho de 1864, tendo sido vigário da paróquia de Sambor durante um ano e meio. De 1866 a 1868 estudou em Roma no Colégio Romanum, (hoje Universidade Gregoriana) e no Instituto de Santo Apolinário (hoje Universidade Lateranense), desenvolvendo a sua cultura e o seu amor à Igreja e ao Papa.

GISELA DA HUNGRIA Esposa, Mãe, Rainha, Abadessa, Beata (ca. 985-1065)

Gisela nasceu por volta de 985, filha do duque bávaro, Henrique, o Briguento, e Gisela da Borgonha. Era a irmã mais nova de Henrique II; de Bruno, bispo de Augsburgo, e de Brígida, abadessa de Mittelmuenster. Gisela conviveu na Baviera, Alemanha, e Hungria, alcançando especial importância. Gisela queria usar o véu de consagração, quando, em 996, os emissários de Geisa da Hungria foram a Regensburgo e a pediram como esposa para Estevão, filho de Geisa (Santo Estevão da Hungria). O pai de Gisela recebeu com alegria os emissários. Gisela renunciou ao esposo e mudou-se para a corte principesca húngara para multiplicar o povo cristão. Mas, casaram-se no ano 1000 e, na festa da Assunção, Gisela foi coroada e ungida primeira rainha cristã dos húngaros e, com ela, seu marido. Estevão converteu-se ao cristianismo por influência da esposa. Por isso, a principal tarefa de estevão, em seu reinado, era a conversão de seus súbditos. Gisela ajudou na construção de várias igrejas e influenciou a história dos povos. Também viveu grandes sacrifícios. Deus levou seu primeiro filho, Américo, sucessor do trono real, que foi canonizado. Faleceu também uma filha.

JOANA MARIA DE MAILLÉ Viúva, Franciscana, Beata (1331-1414)

Viúva nobre francesa que se consagrou a Deus, 
passando uma grande parte da sua vida 
em grandes penitências. 
Taumaturga.
Relutante em casar aos 16 anos, viúva com um pouco mais de 30, expulsa de casa pelos parentes do marido, nos restantes 50 anos de sua vida foi obrigada a viver sem abrigo. Tantos percalços estão concentrados na vida da Beata Joana Maria de Maillé que nasceu rica e mimada no Castelo de La Roche, perto de Saint-Quentin, Touraine, em 14 de abril de 1331. Seus pais eram o Barão de Maillé Hardoin e Joana, filha dos Duques de Montbazon. Sua família se destacava pela devoção. Ela cresceu sob a orientação espiritual de um franciscano, mostrando uma particular devoção a Maria. Dedicava-se a orações prolongadas e fez precocemente o voto de virgindade. Aos onze anos, no dia de Natal, pela primeira vez teve um êxtase: Maria Santíssima lhe apareceu segurando em seus braços o Menino Jesus. Uma doença que quase a levou à morte serviu para desprendê-la mais e mais da terra e torná-la mais próxima de Deus. Na idade de dezasseis anos, aparece no cenário de sua vida um parente da mãe que se tornou seu tutor, o que sugere que os pais morreram prematuramente.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 –Quinta-feira – Ceia do Senhor
Evangelho (Jo 13,1-15) “Compreendeis o que acabo de fazer? ... se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.”
Desde sempre, a tentação de quem exerce alguma autoridade é usar sua posição em vantagem própria, dominar, impor sua vontade, usar as pessoas, conquistar fama e glória. A proposta de Jesus é que autoridade e mandos devem ser um serviço prestado. Isso vale para a sociedade, a igreja e a família. Não basta “lavar os pés” numa cerimônia. O discípulo de Jesus deve estar de fato sempre a serviço de todos.
Oração
Senhor Jesus, não é fácil lavar os pés de todos; exigis muito de mim; não que eu seja importante, mas porque sou marcado por orgulho e vaidade. Dai-me sabedoria, para saber o que deve ser feito, e como fazer, e desprendimento para escolher o melhor para os que me estão confiados. Ajudai-me a resistir à tentação do poder e do apego às posições de mando e destaque, e a fazer do servir meu modo de amar.

quarta-feira, 27 de março de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - SEMANA SANTA - QUARTA-FEIRA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Judas, é com um beijo que trai o Amigo”!
A pessoa de Judas me impressiona muito. Por que este homem entra deste modo na vida de Jesus? O que quer dizer esta atitude para nós? Quando lemos os evangelhos vemos logo a impressão que Ele deixou entre os apóstolos. Aquelas palavras fortes que dizem refletem o quanto eles ficaram machucados com a atitude de seu companheiro. Por que Judas trai Jesus? Nestes dias aparecem três figuras emblemáticas dos discípulos: Judas, Pedro e João. Penso que devemos refletir juntas estas figuras no centro das quais gira o mesmo: o amor de Jesus. Cada um responde de um modo. Qual é o seu modo de responder. Nestes dias da Semana Santa, 2ª,3ªe4ª os evangelhos falam de Judas: Na segunda: Jo 12,1-11: Maria unge os pés de Jesus com um perfume caríssimo e Judas diz: por que não se usou isso para os pobres? O evangelista diz: não que ele se preocupasse com os pobres, mas tendo a bolsa pegava o que punham nela. Na terça, Jo,13,21-38: Jesus diz na ceia. um de vós me há de trair. João coloca a cabeça no peito de Jesus e pergunta com amor: quem? Aquele que põe a mão no prato comigo. Deu-lhe o pedaço de pão molhado no molho, gesto que manifestava a preferência de amor daquele que dirigia a refeição. Tendo comido, o demônio entrou nele. O que tens que fazer, faze-o agora. Na quarta, Mt. 26, 14-25. Judas vai aos sumos sacerdotes e diz: quanto me dão para entregá-lo? 30 moedas de prata - preço de um escravo. Judas comanda o grupo que vai prender Jesus. Judas é com um beijo que entregas o Filho do Homem? (Lc, 22,48). Depois Judas vai devolveu o dinheiro – “Pequei entregando sangue inocente! Eles disseram isto é lá contigo!” Os malvados se entendem. Jogou o dinheiro na cara deles e foi e se enforcou. (Mt 27,3-10). Por que não funcionou seu arrependimento? Arrependimento só existe se é por amor. Penso que há uma resposta muito grande que não quer ser total: Jesus amava muito Judas. Tinha confiança nele e era o confidente. Judas não soube amar do jeito de Jesus. Amou a si. Não funcionou. Jesus manifestou amor até o último momento. No fim se dói? É no falso amor que me entrega? Como a dizer: Não entendeu o que é amar?

EVANGELHO DO DIA 27 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 26,14-25. 
Naquele tempo, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes: «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?». Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar. No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?». Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: "O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo. É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos"». Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado e prepararam a Páscoa. Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou: «Em verdade vos digo: um de vós há de entregar-Me». Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-Lhe: «Serei eu, Senhor?». Jesus respondeu: «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há de entregar-Me. O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca dele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido». Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou: «Serei eu, Mestre?». Respondeu Jesus: «Tu o disseste».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Jesus, a Palavra», cap. 8 
«Aquele que meteu comigo a mão no prato 
é que há de entregar-Me» 
Vede que compaixão Cristo tem com Judas, o homem que recebeu tanto amor e que, contudo, traiu o próprio Mestre; esse Mestre que manteve o silêncio sagrado, não o atraiçoando perante os companheiros. Com efeito, Jesus poderia muito bem ter falado abertamente, revelando aos outros as intenções ocultas e os atos de Judas; mas não o fez. Preferiu ser misericordioso e compassivo: em vez de o condenar, chamou-lhe amigo (cf Mt 26,50). Se Judas tivesse olhado para Jesus de frente, como fez Pedro (cf Lc 22,61), teria sido amigo da misericórdia de Deus. Jesus foi sempre misericordioso.

Santos Fileto e Lídia, recém-casados, e Macedônio, Teoprepius, Chronides e Anphilochius Martyrs 27 de Março

† Ilíria, século 2
 
Fileto, um senador romano de origem ilíria, viveu na época das perseguições do imperador Adriano (século 2 d.C.). Homem de profundas virtudes cristãs, viveu com sua esposa Lídia o sacramento do amor conjugal e transmitiu o poder da fé aos filhos Macedônio e Teópredo. Submetidos à tortura para induzi-los à apostasia, Fileto e Lídia resistiram até o martírio, que enfrentaram com seus filhos. Sua aceitação serena de seus sofrimentos levou à conversão dos dois soldados romanos que deveriam fazê-los abjurar sua fé, o alto oficial Anphilochius e o comandante da prisão Chronides. O imperador foi forçado a afogar todos os seis em uma cuba de óleo fervente. O "passio" desses santos é julgado pelos bollandistas em seu Comentário sobre o Martirológio Romano como "certe fabulosa", isto é, certamente fabuloso. Fileto teria sido um nobre senador ilírio, Lídia sua esposa, Macedônia e Teóprepio seus filhos. Presos simplesmente por serem cristãos, o imperador Adriano os confiou ao alto oficial Anfilóquio para que ele pudesse submetê-los a torturas atrozes. Diante da fortaleza com que toda a família suportou várias torturas, Anfilóquio teve que desistir e até se converter ao cristianismo. Da mesma forma, o agente da guarda prisional, Cronides, seguiu o seu exemplo. O imperador ficou muito irritado com a notícia que chegou aos seus ouvidos, e mandou que todos os seis fossem submetidos a novas torturas na esperança de fazê-los desistir. Eles finalmente morreram imersos em uma banheira cheia de óleo fervente.

Santo Alexandre PATRIARCA DE ALEXANDRIA, +326

Santo Alexandre governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho de Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto d'Ele por natureza. Seria portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna. O bispo Alexandre fez a Ário várias correções, mas este, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação da sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com o Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigénito do Pai... Consubstancial ao Pai".

27 de março - Beato Luís Eduardo Cestac

Considerado um “novo Cura d’Ars” e um extraordinário fundador de Obras, Luís Eduardo Cestac nasceu em Bayonne, no sul da França, em 6 de janeiro de 1801. Com a idade de três anos, sofrendo de uma incurável nevralgia e completo mutismo, a mãe o consagrou à Virgem de São Bernardo. Ao ser curado, nutriu por toda a vida uma grande devoção à Virgem Maria. Com 17 anos, entrou para o Pequeno Seminário de Aire; em 1825, foi ordenado sacerdote, em 1825, e se tornou professor de filosofia em Bayonne. Em 1831, Luís Eduardo Cestac se tornou vigário da Catedral de Notre-Dame de Bayonne. Naqueles anos, começou a fundação de obras de notável importância: A Associação das Filhas de Maria para as domésticas; a Obra da Perseverança para as jovens da alta Sociedade; os Círculos de Estudo para jovens; a obra dos Pequenos Órfãos de Maria, chamada Grão Paraíso. Em 1838, Cestac fundou a obra das Penitentes de Maria, na cidade de Anglet, para poderem trabalhar ao ar livre. Esta instituição, certamente a mais importante, recebeu o nome de “Nossa Senhora do Refúgio”. No ano seguinte, em 1839, fundou a Congregação das Servas de Maria, em Anglet. A primeira superiora foi sua irmã Elisa, que recebeu o nome de Irmã Maria Madalena, permanecendo no cargo por sete anos, até à sua morte, em 1849.

27 de março - Beata Panaceia de Muzzi

Panaceia foi uma jovenzinha que viveu na segunda metade do século 13, cuja existência histórica e cujo martírio são bem documentados a partir de registros antiquíssimos, e que ao longo dos séculos tem estimulado a imaginação de artistas e escritores. Panaceia nasceu em Quarona (cidadezinha entre Borgosesia e Varallo), em 1368, e logo perdeu a mãe. O pai se casou novamente com uma certa Margarida, também ela viúva com uma filha, e para a pequena começaram os problemas. A madrasta e a meia-irmã se coligaram contra ela, reservando-lhe os trabalhos mais duros e humildes, zombando dela por sua piedade, contestando seus atos de caridade. As biografias de fato concordam em descrever Panaceia como uma jovem que rezava muito, cuidava dos doentes e socorria os pobres: uma autêntica cristã, portanto, que além disso suportava com paciência heroica os maus tratos que recebia todos os dias ao voltar para casa. Panaceia é vítima de um ciúme familiar ou de Contra essa jovenzinha que vive com simplicidade, mas também com intensidade, a sua fé, se desencadeia uma verdadeira perseguição "doméstica" que atingiu o seu clímax em uma noite de primavera de 1383. Panaceia, que tinha 15 anos, naquela noite não voltou do local de pastagem do rebanho com a pontualidade que a madrasta reivindicava. Com raiva no coração e o ressentimento de sempre, esta última foi procurá-la e encontrou-a nas pastagens que circundam Quarona e a sua ira se desencadeou ao observar que Panaceia estava rezando.

27 de março - Beato Maria-Eugênio do Menino Jesus

Ontem, em Avignon, na França, foi proclamado beato o padre Maria Eugênio do Menino Jesus, da Ordem dos Carmelitas Descalços, fundador do Instituto Secular “Nossa Senhora da Vida”, homem de Deus, atento às necessidades espirituais e materiais do próximo. O seu exemplo e a sua intercessão apoiem o nosso caminho de fé.
Papa Francisco – Ângelus – 20 de novembro de 2016 
Frei Maria-Eugênio, sacerdote professo da Ordem dos Carmelitas Descalços foi o Fundador do Instituto Secular Nossa Senhora da Vida. Henrique Grialou nasceu em 1894, em Aveyron, França. Depois da I Guerra Mundial, sentiu a poderosa proteção de Santa Teresinha do Menino Jesus, estudou no seminário, dando testemunho de uma profunda vida espiritual. A descoberta dos escritos de São João da Cruz revelou-lhe sua vocação ao Carmelo. Assim, entrou para esta Ordem em 1922, logo após a sua ordenação sacerdotal, onde recebeu o nome de Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus. Imbuído pela graça de Deus e pelo espírito mariano do Carmelo, o Frei Maria-Eugênio serviu com devoção e dedicação a Igreja e a sua Ordem, desempenhando cargos de grande responsabilidade na França e em Roma.

Santo Alberto Chmielowski, Religioso, Fundador (+1916), 27 de Março

Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogênito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska. Foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo. A família era abastada, detentora de enormes propriedades. Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura. Por volta dos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que agüentou com heróica valentia. Após um ano, conseguiu fugir. Matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Foi para a Bélgica e, posteriormente, para Mônaco, regressando depois a Varsóvia, onde formou-se em pintura e arquitetura. As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres. Em 1880, entrou para a Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e acometido por uma séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo, que de tudo Se despojou em favor dos outros.

JOÃO DAMASCENO Padre e Doutor da Igreja, Santo 675-749

João Damasceno é considerado o último dos santos Padres orientais da Igreja, antes que o Oriente se separasse definitivamente de Roma, no ano 1054. Uma das grandes figuras do cristianismo, não só da época em que viveu, mas de todos os tempos, especialmente pela obra teológica que nos legou. Seu nome de baptismo era João Mansur. Nasceu no seio de uma família árabe cristã no ano 675, em Damasco, na Síria. Veio daí seu apelido "Damasceno" ou "de Damasco". Nessa época a cidade já estava dominada pelos árabes muçulmanos, que acabavam de conquistar, também, a Palestina. No início da ocupação, ainda se permitia alguma liberdade de culto e organização dos cristãos, dessa forma o convívio entre as duas religiões era até possível. A família dos Mansur ocupava altos postos no governo da cidade, sob a administração do califa muçulmano, espécie de prefeito árabe. Dessa maneira, na juventude, João, culto e brilhante, se tornou amigo do califa, que depois o nomeou seu conselheiro, com o título de grão-vizir de Damasco. Mas como era, ao mesmo tempo, um cristão recto e intransigente com a verdadeira doutrina, logo preferiu se retirar na Palestina. Foi ordenado sacerdote e ingressou na comunidade religiosa de São Sabas, e desde então viveu na penitência, na solidão, no estudo das Sagradas Escrituras, dedicado à actividade literária e à pregação.

RUPERTO DE WORMS Bispo, Fundador, Santo + 718

Bispo, fundador duma igreja 
e de um mosteiro que estão,
na orígem de Salzburgo.
Ruperto era um nobre descendente dos condes que dominavam a região do médio e do alto Reno, rio que percorre os Alpes europeus. Os Rupertinos eram parentes dos Carolíngios e o centro de suas atividades estava em Worms, onde Ruperto recebeu sua formação junto aos monges irlandeses. No ano 700, sua vocação de pregador se manifestou e ele dirigiu-se à Baviera, na Alemanha, com este intuito. Com o apoio do conde Téodo da Baviera, que era pagão e foi convertido por Ruperto, fundou uma igreja dedicada a São Pedro, perto do lago Waller, a dez quilômetros de Salzburgo. Mas, o local não condizia ainda com os objetivos de Ruperto, que conseguiu do conde outro terreno, próximo do rio Salzach, nos arredores da antiga cidade romana de Juvavum. Nesse terreno, o mosteiro que o bispo Ruperto construiu é o mais antigo da Áustria e veio a ser justamente o núcleo de formação da nova cidade de Salzburgo.