quinta-feira, 27 de abril de 2023

ABRINDO PORTAS INTERIORES - 27 de Abril

Eileen Caddy
"Por que não ser um otimista nesta vida, sempre esperando pelo melhor, sempre criando o melhor? 
O otimismo conduz ao poder; o pessimismo conduz à fraqueza e ao fracasso.
Deixe que o poder do Espírito brilhe em você e através de você, criando à sua volta um mundo de beleza, paz e harmonia. 
Se a sua visão de mundo é otimista, seu otimismo vai atrair mais otimismo e crescerá como uma bola de neve.
Há sempre uma esperança, mesmo que seja só uma pequena e hesitante chama no começo. 
Cercada de mais esperança e amor numa atmosfera propícia, a pequena chama se transformará numa fogueira e continuará crescendo até que você esteja inflamado com o combustível do Espírito, que é imperecível e inextinguível. 
Uma vez ateado, nada poderá evitar que ele se espalhe." 
(do livro "Abrindo Portas Interiores" de Eileen Caddy)

REFLETINDO A PALAVRA - “O amor que direciona a vida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A felicidade é a meta da vida - 
Todos lutamos para conseguir a felicidade. E é fácil: ‘Basta colocar felicidade onde estamos’. Esta é uma das primeiras frases que a gente, no seminário, escrevia no caderninho que chamávamos de “frases bonitas”. Não conquistamos a felicidade, nós a edificamos. Ela não elimina as dificuldades, os problemas e os insucessos. A felicidade está intimamente ligada com a realização de nossa vida, vocação, profissão e santidade. Jesus, ao descrever aos discípulos as bases do seu Reino, chama-os de felizes: “Felizes vocês, os pobres de espírito, os mansos, os aflitos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos” (Mt 5,3-11). Curiosamente Jesus não diz o que se deve fazer, como num sermão. Ele reconhece uma situação existente não um projeto a ser realizado. Isso reflete a noção que a felicidade existe sempre e em qualquer lugar que a colocamos. A felicidade não se confunde com as coisas que possuímos. Ela não está no ter, no poder nem no prazer. Ela nos faz viver bem nestas três tendências fundamentais da vida. A felicidade está unida à felicidades que é Deus. Deus é feliz em si. Quanto mais estamos em nós mesmos, mais estamos em Deus e somos felizes. Não se trata de um egoísmo de ‘eu me satisfaço, eu me basto”. Não preciso de ninguém nem de nada para ser feliz. Pelo contrário: Quanto mais felizes somos, mais queremos que os outros sejam felizes. Tanto espalhamos felicidades, como acolhemos, isto é somos para os outros e acolhemos os que são para nós, pois a felicidade consiste no amor. 
O amor, caminho da felicidade 
Tenho procurado compreender o sentido de vocação da felicidade e da santidade, que direcionam nossa vida. Santidade, felicidade e amor são o tripé que nos sustenta. Não foi sem razão que Jesus colocou o amor como o único mandamento, pois todos os outros mandamentos se resumem e dependem dele. Sem ele não existe o cumprimento total da lei. Vai haver felicidade se minha vida coincidir com o amor. É o ponto focal de tudo. Serei feliz se amar. Seremos infelizes se o amor não permear nossas posses, nosso poder e nossos prazeres. O que somos e fazemos se resume em amar. A infelicidade existe quando deixamos de amar. As bem-aventuranças, que Jesus reconhece nos seus seguidores, são nomes do amor. Nós nos preocupamos em cumprir os mandamentos, viver bem a vida cristã, rezar e tantas coisas mais. Mas sem o amor, não somos felizes 
Onde vou amar mais? 
O amor vai direcionar a escolha de nossa vocação, isto é, o modo de viver no mundo nossa opção pelo amor. Perguntei a um noivo: O que veio fazer aqui? Ser feliz. Então eu disse; pode voltar, não é por aí. Você veio para fazer feliz, isto é amar. Se cada um procura dar condições para o outro ser feliz, todos serão felizes. O amor é o critério básico para sabermos se uma vocação é autêntica. Ser padre, casar, ser religioso ou celibatário, são vocações autênticas, só se forem resposta de amor. Por aí podemos assistir o naufrágio de tantas vocações. E, para ser consistente, a vocação vai responder onde vou amar mais. Esse amor, que podemos chamar de maior, sustenta toda a vida e dá sentido a tudo o que se faz. A profissão deverá ser, não só um meio de sobrevivência que suportamos, mas uma expressão dessa vocação fundamental ao amor. Os que são chamados a se dedicarem a um seguimento mais próximo, colocam sua felicidade em cuidar dos sofredores, modo como Jesus escolheu para amar.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM AGOSTO DE 2009

EVANGELHO DO DIA 27 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,44-51. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: "Serão todos instruídos por Deus". Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
Carta a um sacerdote, 17/02/1978, in 
«Vem, sê a minha luz» 
«Este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer»
«Tive fome, estava nu, não tinha casa. Foi a Mim que o fizestes» (Mt 25, 40).
O Pão da Vida e o faminto, mas um único amor: Jesus somente. A sua humildade é tão maravilhosa. Compreendo a sua majestade, a sua grandeza, porque Ele é Deus – mas a sua humildade ultrapassa a minha compreensão, porque Ele faz-Se Pão da Vida a fim de que até uma criança pequena como eu possa comê-Lo e viver. Há uns dias, quando dava a sagrada comunhão às nossas irmãs na casa-mãe, apercebi-me de repente de que tinha Deus entre os dedos. A grandeza da humildade de Deus. É bem verdade que «não há maior amor», não há amor maior que o amor de Cristo (cf Jo 15,13). Calculo que tenha muitas vezes esta impressão de que, à sua palavra, entre as suas mãos, o pão se transforma no corpo de Jesus e o vinho se transforma no sangue de Jesus. Que grande deve ser o seu amor a Cristo! Não há amor maior que o amor do sacerdote a Cristo, seu Senhor e seu Deus (cf Jo 20,28).

São Tertuliano

Tertuliano foi um antigo apologista cristão, teólogo e moralista de Cartago, norte da África. Zeloso e articulado, Tertuliano era altamente educado nos campos da lei, retórica, literatura, grego e latim. Suas obras impactaram significativamente a igreja primitiva, dando forma e definição à teologia cristã ocidental, e sua influência ainda ressoa hoje. Como o primeiro grande teólogo a produzir literatura cristã extensiva em latim, Tertuliano ganhou o título de "Pai da Teologia Latina".
Fatos Rápidos: Tertuliano 
Também conhecido como: Quintus Septimius Florens Tertullianus Conhecido por: Escritor cristão prolífico que produziu as primeiras obras doutrinárias formais do cristianismo ocidental Nascido : A data exata de seu nascimento é desconhecida; provavelmente em Cartago (agora Tunísia), norte da África entre 145-160 dC Morreu : depois de 220 dC em Cartago (agora Tunísia), norte da África Obras publicadas: Ad Nationes, Apologeticum, Ad Martyras, Adversus Hermogenem, Adversus Marcionem, De Carne Christi, De Resurrectione Carnis, e muito mais . Citações notáveis : “O sangue dos mártires é a semente da igreja”.

27 de abril - Beata Maria Antônia Bandrés Elósegui

Madre Cândida disse um dia a uma aluna de seu colégio de Toulouse: "você será filha de Jesus". A jovem foi Maria Antônia Bandrés Elósegui, hoje elevada com a Fundadora às honras dos altares. Apaixonada por Jesus, ela se certificou de que os outros também o amassem. Como catequista, obreira-operária, missionária no desejo, sendo já religiosa, consumava sua curta vida compartilhando, amando e servindo aos outros. Em sua doença, unida a Cristo, ela nos deixou um exemplo eloquente de participação na obra salvífica da cruz. O testemunho da vida destas duas novas Beatas enche de alegria a Igreja e deve trazer a sua Congregação, presente em muitos países da Europa, da América e da Ásia, para seguir os seus ricos ensinamentos, o modelo do seu dom de si e perseverança em sua fidelidade ao carisma recebido do Espírito. 
Papa João Paulo II 
Homilia de Beatificação – 12 de maio de 1996 
Antônia nasceu em 6 de março de 1898, em um lar rico em Tolosa, Espanha. Seu pai Raimundo Bandrés era um renomado jurista que formou uma grande família com Teresa Elósogui, ela foi a segunda de quinze irmãos. Nasceu frágil e recebeu cuidados e ternura em abundância que imprimiram seu jeito de ser.

SÃO SIMEÃO, BISPO DE JERUSALÉM E MÁRTIR

As notícias que temos sobre São Simeão nos foram transmitidas, antes de tudo, por Santo Hegésipo, um dos primeiros escritores cristãos, provavelmente de origem palestina, que chegou a Roma, em meados do século II; depois, também por Eusébio de Cesareia, que, em sua “História Eclesiástica”, diz que foi o "segundo Bispo” de Jerusalém, sucessor de Tiago de Alfeu, chamado Tiago Menor, morto em 63. 
Uma identidade controversa 
São discordantes as origens de São Simeão, que, segundo a tradição, teve uma vida muito longa, chegando a 120 anos de idade. Alguns dizem que era um dos 70 discípulos de Jesus - cujo nome não é citado no Evangelho de Lucas -; ele era um dos dois discípulos que encontrou o Senhor a caminho de Emaús, sem o reconhecer logo. Segundo outras fontes, ele era filho de um destes dois, ou seja, de Cléofas. Segundo outros, enfim, também seria um parente próximo de Jesus, tanto que Eusébio de Cesareia o menciona como "primo do Salvador".

São Pedro Canísio, Presbítero, Doutor da Igreja (+1597), 27 de Abril

Pedro Canísio (1521-1597) é conhecido como o segundo apóstolo da Alemanha. É Doutor da Igreja. Seu nome original é Pieter Kanijs. Foi um teólogo jesuíta nascido nos Países Baixos (Holanda). Foi chamado de "Martelo dos hereges" pela clareza e eloqüência com que atacava a posição dos protestantes, está entre os iniciadores da imprensa católica. Ainda na luta pela defesa da Igreja Católica, aconselhava: “Não firam, não humilhem, mas defendam a religião com toda a alma.” São Pedro Canísio é considerado o iniciador da imprensa católica e o primeiro a formar parte do "exército" dos jesuítas. Foi o segundo apóstolo mais importante na evangelização da Alemanha na fé católica, sendo que o primeiro foi São Bonifácio.
Origens 
Pedro Canísio nasceu no dia 8 de maio de 1521, onde situava-se o ducado de Geldern, hoje, Holanda. Diferente dos outros garotos, buscava os livros de oração ao invés das brincadeiras. Aos doze anos reunia crianças para ensinar a elas trechos da Bíblia e do catecismo da Igreja. Muito aplicado aos estudos, quando completou quinze anos foi enviado por seu pai à cidade de Colônia para estudar. Com apenas dezenove anos, ele concluía o doutorado em filosofia.

Nossa Senhora de Monserrate, padroeira da Catalunha.

Nossa Senhora de Monserrate ou Virgem Negra de Montserrat (em catalão, Mare de Déu de Montserrat[3], que significa "Mãe de Deus do Monte Serreado"[4]) é uma imagem de Maria, a mãe de Jesus Cristo, localizada no Mosteiro de Montserrat, no município de Monistrol de Montserrat, na província de Barcelona, na Catalunha, na Espanha. É conhecida popularmente como La Moreneta ("A Morena"). 
Lenda 
Segundo a lenda, a imagem teria sido construída por São Lucas e levada ao seu atual local, o Montserrat, na Catalunha, por São Pedro no ano 50. No século VIII, durante a invasão muçulmana da Península Ibérica, teria sido escondida por devotos numa caverna. A imagem teria sido reencontrada somente no ano 880, por um grupo de crianças. Um bispo teria, então, tentado levá-la para a cidade de Manresa, mas a imagem teria se tornado pesadíssima, impedindo seu translado. O bispo teria interpretado o fato como um milagre e como um sinal de que a imagem deveria permanecer no local. Teria, então, sido construído o Mosteiro de Santa Maria de Montserrat no local, para abrigar a imagem.
Estudos científicos 
Estudos científicos indicam que a imagem foi esculpida no século XII. 
Padroeira da Catalunha 
Em 1881, Nossa Senhora de Monserrate se tornou a padroeira oficial da Catalunha.

ZITA DE LUCCA Leiga, Padroeira dos domésticos, Santa 1218-1278

Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister et um seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade. Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade diva tornara-se para ela quase uma obsessão. Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.

NICOLAU ROLAND Sacerdote, Fundador, Beato 1642-1678

Sacerdote francês nativo de Reims, 
fundador da Congregação do Santo Menino Jesus, 
para o ensino e a protecção dos órfãos 
e crianças abandonadas.
Nicolau Roland nasceu em Reims (França) – no momento da Fronda – a 8 de Dezembro de 1642. Foram seus pais João Baptista Roland, antigo comerciante de tecidos (uma das especialidades da cidade, nesses tempos) e de Nicola Beuvelet, irmã de Mateus Beuvelet, sacerdote, que será o padrinho de Nicolau. Por volta dos oito anos de idade, ingressou no colégio jesuíta da sua cidade natal, onde descobriu a sua vocação: o sacerdócio. Em 1653, enquanto participava de uma ordenação na Abadia de São Pedro das Damas, sentiu-se, de repente, interiormente empurrado a pedir a tonsura, o que fez imediatamente e imedia-tamente recebeu das mãos do Arcebispo. Após completar os seus estudos, ele viajou pela França, percorreu as províncias, levando uma vida mundana. Mas depois de um acidente, decidiu renunciar a qualquer viagem vai para Paris para fazer um retiro espiritual e durante ouviu o chamado para ser padre. Empreende então os estudos de filosofia e de teologia e frequenta uma comunidade de jovens, apaixonados por Jesus Cristo ao redor do Padre Bagot, então, começou a estudar filosofia e teologia.

Beata Catarina de Montenegro (ou Hosana de Kotor), Virgem, 3ª. dominicana - 27 de abril

      A Beata Catarina de Montenegro (ou Hosana de Kotor) foi uma alma contemplativa que, como toda dominicana, se nutriu da Sagrada Escritura. Deus lhe concedeu o dom do conselho para guiar muitas almas para Ele. Nasceu e cresceu na Igreja Ortodoxa Grega e se converteu ao Catolicismo. Considerada em sua cidade patrona do movimento ecumênico, ela pode nos ajudar a encontrar os caminhos da unidade querida por Jesus para os seguirmos.      Montenegro é um Estado situado nos Balcãs, às margens do Mar Adriático. No ano 2003 formou com a Sérvia a Federação de Sérvia-Montenegro e em 2006 foi declarada a independência de Montenegro, votada num plebiscito popular.      Deve seu nome a Lobcen, a “montanha negra”, assim chamada devido a tonalidade dos bosques que cobrem seu cume. A montanha faz parte dos Alpes Dináricos. Podgorica, hoje capital da República de Montenegro, de 1466 a 1878 fez parte do império otomano e a partir de então pertenceu a Montenegro.      Kotor, importante cidade portuária de Montenegro, é circundada por uma impressionante muralha. De 1420 a 1797 a cidade e seus arredores pertenciam à República de Veneza. Este território veneziano foi um baluarte contra a expansão dos turcos otomanos nos Balcãs. É uma das cidades medievais mais preservadas nesta parte do Mediterrâneo.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Quinta-feira – Santos: Zita, Tertuliano
Evangelho (Jo 6,44-51) “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia.”Não é por sabedoria ou esperteza humana que acreditamos em Jesus. Mas apenas porque Deus age sobre nós, ilumina e conquista nosso coração, arrastando-nos para ele. É dele a iniciativa, e não somos escolhidos por algum mérito nosso. O pior que nos pode acontecer é resistir a essa atração. Se o fizermos, não haverá saída para nós; estaremos sós, perdidos na desesperança.
Oração
Senhor, entrego-me em vossas mãos, e acredito que só vós me podeis salvar. Por amor me criastes e quereis meu bem, minha felicidade eterna na união convosco. Agradeço muito porque não me abandonais, apesar de tantas infidelidades minhas. Tomai conta de mim, conservai-me unido a vosso Filho Jesus, para que possa eternamente participar de sua ressurreição na vida eterna. Amém.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

ABRINDO PORTAS INTERIORES - 26 de Abril

Eileen Caddy
"Por que não fazer deste dia um dia glorioso, começando com o pé direito e entrando em contato coMigo no instante do seu despertar? 
Por que não preencher seu coração com amor e gratidão por um dia cheio das melhores e mais altas expectativas? 
Se os primeiros momentos do dia forem alegres e inspiradores, os próximos também o serão e, à medida que os momentos forem se transformando em horas, você descobrirá que alegria e paz o acompanharão durante todo o dia. 
Quando você acorda com uma grande preocupação em mente e se sentindo deprimido, essa sensação irá acompanhá-lo o dia todo, a não ser que você faça algo a respeito. 
Procure a Mim para encontrar perfeita paz de coração e mente porque você só irá conseguir isso quando Me entregar todas as suas preocupações e estiver desejoso de fazer somente a Minha vontade e andar nos Meus caminhos." 
(do livro "Abrindo Portas Interiores" de Eileen Caddy)

REFLETINDO A PALAVRA - “Religião pura”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Pureza do coração
 
Retornamos ao evangelho de Marcos, depois de refletir o capítulo 6º do evangelho de S. João. Continuamos o conhecimento da pessoa e da doutrina de Jesus. Ele é nossa paz, e deixa-nos em paz, orientando-nos na vivência dos conflitos que encontramos na Igreja. Parte dos problemas é a relação entre fé e tradição, ensinamento divino e ensinamentos humanos. Lemos no evangelho de Marcos (7,1-23) que os fariseus acusavam os discípulos de comerem com as mãos impuras, isto é, sem as ter lavado (v.2). A pureza, a que se refere, não é a limpeza ou higiene pessoal, mas a pureza ritual, quer dizer, exterior destinada ao culto. Os cristãos judeus estavam entre a tensão das tradições e a religião baseada na pureza do coração apresentada por Jesus. Ele não está contra a lei, mas contra a mentalidade dos anciãos na interpretação da lei que destruía a fé pura. Jesus critica os que anulam o mandamento de Deus pela tradição (Mt 15,6). O livro do Deuteronômio manda não colocar outro mandamento (Dt 4,2). Mas não se toma conhecimento pois a tradição pesa mais. É o mesmo que vemos também na Igreja. Muitas vezes damos mais valor aos ritos e às normas secundárias do que ao fundamental. É muito comum a gente ouvir que ‘sempre se fez assim’. A moral que Jesus apresenta é opção por Ele e não por ritos que estão fora da Palavra de Deus. Jesus não é contra o rito, mas o ritualismo. Setores da Igreja têm se ligado a ele. Depois de um tempo de liberdade coloca em risco o dinamismo que poderia nos ajudar a crescer. Tiago faz o convite à religião pura da solidariedade e não do ritualismo que acalma nossa consciência mas não põe em prática a Palavra. 
Deus próximo 
O povo tinha consciência de ser o povo escolhido e que tinha Deus presente como lemos no Deuteronômio: “Qual é a grande nação que tenha os seus deuses tão próximos, como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos?” (Dt 4,7). Lei de Deus é o grande testemunho da sabedoria do povo. Ela é a expressão de sua vontade que é a justiça (v.8). Esta presença de Deus o faz missionário promotor da justiça entre outros povos. É uma escola para os povos. A sabedoria justifica sua existência como povo. A religião só vai manifestar a presença de Deus se o fizer pela prática de leis justas que respeitem o direito. A Igreja também, mesmo não tendo poder internacional, pela sua vida e missão, pode educar os povos à criação da consciência de justiça, da promoção da pessoa e da presença de Deus. 
Praticantes da Palavra 
Tiago ensina que o acolhimento da Palavra é princípio de Salvação, pois ela se identifica com Aquele que a comunica: “Recebei com humildade a Palavra que em vós foi implantada e que é capaz de salvar as vossas almas. Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes (Tg 1,21-22). A prática da Palavra se traduz no cuidado que temos para com os necessitados: “Religião pura e sem mancha é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações” (Tg 1,27). A Palavra será sempre a orientadora da verdadeira religião, ensinando a não dar valor às tradições que anulam a Verdade e estimulando à prática da solidariedade. Ela forma o coração para que dele saiam não impurezas, mas as obras do amor. Sacrificar a prática do amor por tradições egoístas não condiz com o projeto de Jesus. 
Leituras:Deut. 4,1-2.6-8;Salmo 14;
Tg 1,17-18.21b-22.27; Marcos 7,1-8.14-15.21-23 
1. Refletimos sobre o capítulo seis de S. João.Voltamos ao evangelho de Marcos. Refletimos hoje sobre a questão da pureza ritual e a pureza do coração. A crítica de Jesus não é quanto à higiene, mas o ritualismo. Os cristãos viviam esse problema nas comunidades. É a tensão entre os preceitos divinos e os preceitos humanos que obscurecem a lei dando valor ao secundário. 
2. O povo tem consciência da presença de Deus que, através de sua lei ensina a sabedoria também aos outros povos. A sabedoria perante os povos justifica sua existência como povo. A religião só vai manifestar a presença de Deus, se o fizer pela prática de leis justas. A Igreja tem como missão educar os povos à criação da consciência da justiça, da promoção da pessoa e da presença de Deus. 
3. Tiago ensina que o acolhimento da Palavra é princípio de Salvação e a religião pura existe só na pratica da solidariedade. Não basta a fé. São necessárias as obras da caridade. A Palavra orienta a superar o ritualismo e chegar à pureza do coração de onde nascem as boas obras contrárias às imundícies. 
Higiene espiritual 
No tempo de Jesus os judeus tinham muita preocupação com as questões da purificação ritual. Não se tratava da purificação do coração, mas das coisas. Assim poderiam praticar a religião direitinho. Jesus critica este modo de ser, pois o importante é a pureza do coração. Dali é que saem as podridões. E insiste com as palavras do Profeta Isaías: Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me prestam culto; pois o que ensinam são mandamentos humanos”(Is 29,13). Moisés alerta o povo a que cumpra os mandamentos (Dt 4,1). S. Tiago acrescenta: “A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é está: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo” (Tg 1,27). É uma boa chamada para nós, pois, muitas vezes damos valor ao exterior e não ao interior. O fundamental é o amor. 
Homilia do 22° Domingo do Tempo Comum(30.08.2009)

EVANGELHO DO DIA 26 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,35-40. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, embora tivésseis visto, não acreditais. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou. E a vontade daquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Cassiano (360-435) 
Fundador de mosteiro em Marselha 
Sobre a oração, XXIV; SC 54 
A união de vontades do Pai e do Filho 
Eis o pensamento que Nosso Senhor, na sua humildade, expressava, para nos dar um modelo a imitar: «Pai, se é possível, que este cálice passe sem que Eu o beba. Não se faça, porém, a minha vontade, mas a tua» (Mt 26,39). E, no entanto, a sua vontade não era diferente da do Pai, porque Ele tinha vindo salvar o que estava perdido e dar a sua vida em resgate pela multidão (cf Mt 18,11; 20,28). Ele próprio diz acerca da sua vida: «Ninguém Ma tira; sou Eu próprio que a dou; tenho o poder de a dar e o poder de a retomar» (Jo 10,18).

Santa Exuperância da Virgem de Troyes 26 de abril

Santa Exuperança foi uma virgem da diocese de Troyes nascida nos primeiros séculos em que levaram à propagação do cristianismo nesta cidade. A lenda recorda como Santa Exsuperanza é a primeira freira da diocese que se distinguiu pelo amor, pela oração e pelo silêncio. Diz-se que o tumulto e o rugido de Troyes perturbaram o fervor de Santa Exsuperance, levando-a a procurar um lugar solitário onde, longe das distrações mundanas, ela pudesse se dedicar à oração e às "boas obras". Depois de ser o exemplo vivo de virtude, retirou-se para Isle-Aumont, para construir uma casa perto dos monges do mosteiro de Saint-Ursion. Através da sua figura estão venearte todas aquelas humildes mulheres desconhecidas, que nos séculos passados dedicaram a sua vida a Deus no silêncio dos claustros e deram ao povo cristão o testemunho de uma vida vivida de modo evangélico. Embora sua morte seja rastreada até o ano 380, nenhuma evidência histórica confirma isso. O corpo da virgem troiana, uma vez descansado na igreja dedicada a St. Ursion e muito mais tarde, foi trazido para a abadia de Montier-la-Celle.

Beato Ladislau Goral Bispo e mártir 26 de abril

(*)Stoczek, Polônia, 1 de maio de 1898
(+)Sachsenhausen, Alemanha, abril de 1945
Wladyslaw Goral, bispo auxiliar de Lublin, foi vítima dos nazistas em ódio à sua fé cristã. O Papa João Paulo II, em 13 de junho de 1999, elevou-o às honras dos altares com outras 107 vítimas da mesma perseguição. 
Martirológio Romano: No campo de prisioneiros de Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Estanislau Kubista, sacerdote da Sociedade do Verbo Divino e mártir, que, durante a ocupação militar da Polônia em tempo de guerra por um regime inimigo de Deus, exalou seu espírito nesta prisão em meio a torturas atrozes. Juntamente com ele, recordamos o Beato Władysław Goral, bispo auxiliar de Lublin, que no mesmo lugar e durante a mesma perseguição defendeu corajosamente a dignidade humana e a fé, morrendo na prisão de doença num dia desconhecido. 
O Beato Wladyslaw Goral nasceu em 1º de maio de 1898, em Stoczek, Polônia. Depois de frequentar a escola primária em Nasutów, ele continuou seus estudos em Liubliana e Lublin. Em 1916 ingressou no seminário de Lublin; mais tarde, ele aperfeiçoou seus estudos em filosofia em Roma.

26 de abril - Santo Estevão de Perm

Estevão nasceu por volta de 1340 numa cidadezinha russa encravada nos montes Urais. Sua família era cristã; seu pai chamava-se Simeão e sua mãe Maria. Sob influência de sua mãe, demonstrou desde o início de sua vida um grande zelo pelo serviço à Igreja. Ajudava seu pai durante os ofícios e aprendeu a ler as Sagradas Escrituras, cumprindo o papel também de leitor. Já na juventude, aceitou os votos monásticos no mosteiro de Rostov, construído em homenagem a São Gregório, o teólogo. O mosteiro era famoso por sua coleção de livros, e Estevão, desejando ler os Santos Padres no idioma original, aprendeu a língua grega. Quando em sua juventude, sempre teve contato com o povo zyriano, e agora seu coração ardia pelo desejo de levar-lhes a Palavra de Deus. Para cumprir sua missão de iluminar este povo, compilou um alfabeto em sua língua e traduziu alguns livros da Igreja. Por sua tarefa piedosa, o bispo de Rostov, Arsênio (1374-1380), ordenou-o diácono. Tendo se preparado para sua atividade missionária, viajou em 1379 a Moscou para pedir a benção do bispo Gerásimo.

Beata Alda de Siena, Viúva - 26 de abril

      Alda nasceu em Siena, no dia 28 de fevereiro de 1245, filha do nobre Pedro Francisco Ponzi e de Inês Bulgarini, a quem Deus havia mostrado em sonho que escolhera a criança para Si.      Após ter sido educada e instruída com todo cuidado, foi dada por esposa a um homem “virtutibus ornatissimus” - ornado de virtudes - Bindo Bellanti, do qual, porém, não teve filhos.      Depois da morte prematura do marido, Alda vestiu o hábito da Ordem Terceira dos Humilhados, e se dedicou mais do que anteriormente à penitência em uma pequena propriedade, onde realizou milagres, teve êxtases e visões. Ela teve visões de Jesus realizando as ações registradas nos Evangelhos,  Alda renunciou à sua ermida e foi viver e trabalhar num hospital para cuidar dos doentes. Membros da equipe a consideravam uma fraude e queriam provar que seus êxtases eram falsos. Portanto, enquanto ela estava em êxtase místico, eles a picaram com alfinetes afiados e colocaram velas acesas em suas mãos e pés. Ela não respondeu de forma alguma a essas provocações, só sentindo a dor muito mais tarde, quando saiu do êxtase. Sua paciência e perdão, dizendo apenas "que Deus te perdoe", indicando sua humildade em resposta a esse tratamento, fizeram com que ela acabasse conquistando a equipe.

ANACLETO DE ROMA, Papa, Mártir, Santo Pontificado - 79 a 92

Santo Anacleto, também conhecido por São Cleto, foi o terceiro Papa da Igreja Católica, portanto, o segundo sucessor de São Pedro na Sé apostólica. Era de origem romana, da família dos pretorianos. Convertido à fé, fez-se discípulo de São Pedro, se bem que por pouco tempo, mas o suficiente para absorver as virtudes angélicas na escola de seu mestre, de forma que destacou-se por seu grande fervor e admirável devoção. Com sua afabilidade, conquistou o coração de todos, tendo especial simpatia mesmo entre os pagãos. São Pedro tanto apreciou Santo Anacleto que, assim como São Lino, o designou para importantes trabalhos apostólicos em Roma e lugares circunvizinhos. Assumiu o trono pontifício logo após o martírio de seu predecessor, São Lino, no ano 79. Da mesma forma, enfrentou as dificuldades, perseguições e constantes investidas, defendendo com muita coragem as causas da Igreja de Cristo. Em todo o império romano, não havia província tão remota e nem rincão tão escondido, que não sentisse os efeitos da sua caridade e preocupação com as necessidades dos cristãos. A uns, socorria com esmolas, a outros, alentava com cartas, e a todos consolava e dirigia com paternais instruções. Ainda que seu rebanho fosse extremamente numeroso, pastoreava os cristãos com extrema vigilância.