Hoje a Ordem dos Pregadores (Ordem Dominicana) comemora a Festa de Todos os Santos de sua Ordem.
A Ordem dos Pregadores, ou Dominicanos, fui fundada no século XIII por São Domingos de Gusmão. Na época, o santo, preocupado com a Igreja tão devastada por heresias que punham em perigo a fé principalmente dos incautos e ignorantes, resolveu fundar uma Ordem religiosa que se dedicasse à pregação da Palavra e da doutrina da Igreja com o ardor e fidelidade necessários.
Esta Ordem concede à Igreja grandes santos e santas, verdadeiros luzeiros que a enriquecem e a tornam ainda mais brilhante em meio as trevas do mundo.
A Ordem Dominicana também é uma grande divulgadora da devoção ao Santíssimo Rosário de Maria, devoção mariana maravilhosa, santificante e santificadora quando bem praticada e vivida.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Prosdócimo de Rieti Bispo, Santo século II
o primeiro bispo de Pádua.
São muitos os nomes que soam familiares e típicos de certas localidades italianas, mesmo parecendo Prodoscimo de Rieti, Bispo de Pádoainsólitos, estranhos ou exclusivos. Tais nomes estão ligados ao culto de um santo local, em muitos casos de um antigo bispo e, em outros, de um mártir.
O nome Prosdócimo, pouco frequente actualmente, para os familiarizados, imediatamente mostra sua origem da região do Veneto, da cidade de Pádua e, mais tarde, também de Rieti. Isso porque o culto a este santo vem de uma tradição muito antiga, do século II, que homenageia o primeiro bispo de Pádua, de Rieti e, também, padroeiro dessas duas cidades. Segundo narram os registros oficiais da Igreja, Prosdócimo teria evangelizado também toda a Veneza ocidental, numa grande obra de difusão que fixou, definitivamente, o cristianismo no coração daquelas populações.
Até a mais bela imagem dedicada a ele acabou sendo feita por um ilustre artista italiano, faz parte de um conjunto dedicado a santa Justina, outra mártir célebre daquela região. Na tela, Prosdócimo aparece com o típico atributo do jarro, símbolo da sua incansável actividade de baptizador, ou seja, formador do rebanho do Senhor.
Nas várias regiões de Rieti e Pádua, o bispo Prosdócimo teria patrocinado prodígios e milagres, que as mais antigas tradições descrevem com toda a liberdade de expressão, reforçando ainda mais seus exemplos edificantes de fé em Cristo.
Wilibrordo de Utrecht Bispo, Santo 658-739
ordenado bispo de Utrecht
pelo Papa Sérgio I.
Wilibrordo nasceu no berço nobre dos Kents, na Inglaterra meridional, em 658. Essa casa real inglesa, desde o século III, forneceu uma grande quantidade de santos fundadores para a Igreja da época, inclusive seu pai, são Wilgide.
Aos cinco anos, seu pai consagrou-o a Cristo e entregou-o aos beneditinos do Mosteiro de York, onde foi educado. Ainda jovem, demonstrou, realmente, vocação religiosa, dando preferência à vida de reclusão. Aos vinte anos, seguiu para a Irlanda, a pátria dos monges, para aperfeiçoar seus conhecimentos teológicos. Pouco antes de completar trinta anos de idade, recebeu ordenação sacerdotal.
Em 690, Wilibrordo seguiu para a primeira e única missão. Junto com outros onze companheiros missionários, foram evangelizar as regiões no norte da Europa, povoadas pelos bárbaros pagãos. O ponto inicial foi a Holanda, antiga Frísia, onde o rei Pepino, que era cristão, os acolheu muito bem. Esse reino tinha acabado de anexar um território, antes dominado pelo duque pagão Ratbodo. Era um lugar selvagem, onde os habitantes não aceitavam o Evangelho, motivo da missão.
Wilibrordo aceitou, mas antes quis receber a aprovação e a bênção do papa Sérgio I, do qual era muito devotado.
Santa Maria MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS
Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças
O culto à intercessão de Maria e à sua função de mediadora e distribuidora de graças redentoras nasceu no século IV. Podemos afirmar que todas as graças que pedimos chegam até nós pela mediação de Maria. Daí o título de Mãe da Igreja, proclamado por Paulo VI em 1964.
É muito generalizada entre os católicos a crença no poder intercessor de Maria. Mediante Ela as petições dos homens sobem da terra ao céu e por Ela desce à terra tudo o que lhe é outorgado no céu. A mediadora das graças fala ao seu Divino Filho numa linguagem clara, precisa, directa, para apresentar-lhe os pedidos e desejos que os seus filhos da terra elevam sem cessar, através das orações, ao longo dos séculos, em todas as latitudes, raças e línguas.
O Evangelho apresenta-a como a mediadora que obtém do seu Filho o primeiro milagre público: a conversão da água em vinho nas bodas de Caná. É a intermediária entre Jesus e São João Batista, santificado antes de nascer. E no cenáculo, enquanto orava, desceu sobre Ela e os apóstolos o Espírito Santo.
É na Ave-Maria onde melhor lhe expressamos a nossa devoção: “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
ORAÇÕES - 07 DE NOVEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7 – Sexta-feira – Santos: Amaranto, Carina, Pedro de Ruffia
Evangelho
(Lc 16,1-8)) “Os filhos deste mundo são mais
espertos em seus negócios do que os filhos da luz.”
Na parábola Jesus fala da esperteza de um homem
para se garantir o futuro. E diz que não podemos ser menos espertos, nem menos
previdentes quanto ao futuro que nos espera. Temos de agora tomar as decisões
certas em tudo: em nosso relacionamento com Deus e com os outros, na
administração de nossos bens materiais, na organização de nossa vida e na
escolha de nossos objetivos.
Oração
Senhor, quem administra deve prestar contas ao
dono. Pensando bem, sou apenas um administrador, não sou dono nem de mim mesmo,
nem de minhas habilidades. Tudo é vosso, e a vós devo prestar conta de cada
momento de minha vida, de cada decisão. Dai-me a vontade de acertar,
iluminai-me para tomar uma decisão correta, e que depois eu tenha coragem de a
por em prática. Amém.
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
REFLETINDO A PALAVRA - “Tornou-se pedra angular”
Jesus descreve sua missão através de suas comparações e parábolas. Hoje é o pastor; próximo domingo será a videira e no 6º domingo será o amigo. Por elas compreendemos sua missão de contínua entrega: Ele dá a Vida, tanto perdendo-a por suas ovelhas, como sendo fonte de vida. Participamos de sua vida, como os ramos do tronco. Unidos a Ele, temos Vida. A liturgia quer nos ensinar que, a Ressurreição não é somente um fato de Jesus que Deus tirou da morte, mas um grandioso dom de Deus que nos ressuscita do mal e nos garante a vida eterna. Toda obra do Pastor é dar a vida e defender do lobo, porque ama e se dedica às ovelhas. Não é como o mercenário que não se importa com as ovelhas e não as defende do lobo. Pedro, em seu discurso aos chefes do povo disse: “Ficai sabendo... é pelo nome de Jesus que esse está curado... Vós O crucificastes e Deus O ressuscitou dos mortos”. Pedro retoma o salmo 117 e comenta: “Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se tornou pedra angular” (At 4,8-12). Em nenhum outro há salvação. Não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos (At 4,12). Jesus é necessário para nossa salvação. Deus garantiu essa realização através da Ressurreição. Cumpre-se a profecia do salmo: a pedra rejeitada tornou-se pela angular, fundamental para todo edifício. Não se trata somente de um fundador de uma religião ,mas fundamento de todo o universo e, tudo que existe nele. Ele mesmo diz: “Tenho ainda outras ovelhas que não são desse redil... Elas escutarão minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor (Jo 10,16).
O Bom Pastor dá a vida
No contexto litúrgico temos essa parábola sobre o bom pastor que resume o Mistério Pascal de Cristo em sua estrutura fundamental: O pastor ama o rebanho, conhece e dá a vida por ele. Não foge dos lobos que atacam o rebanho. Por isso vai até a morte para salvar as ovelhas. Ele tem poder sobre sua vida, pois a dá livremente. Tem confiança no Pai que lhe dá o poder de retomar a vida. Essa redenção é para todos. Ninguém está excluído. O pastor conhece suas ovelhas no mesmo conhecimento que tem do Pai. Conhecer vai além do ficar sabendo. É a nossa participação de sua vida. Jesus lhe dá a vida. O conhecimento está no mesmo sentido de participação de vida. Não há uma distinção entre ovelha e pastor, por viverem a mesma vida. Cristo, em seu mistério de morte e ressurreição dá a vida e a retoma. Leva-nos sempre consigo para as riquezas da graça. O Tempo Pascal quer nos levar a conhecer o pastor e assumir sua vida. Rezamos: “Conduzi-nos à comunhão das alegrias celestes, para que o rebanho possa atingir, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor”.
Somos filhos de Deus
A liturgia nos traz outra dimensão de nossa vida cristã: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: “De sermos chamados filhos de Deus! E de fato o somos!...Ainda não se manifestou o que seremos, pois seremos semelhantes a Ele 1Jo 3,1-2). A filiação divina nos põe em união a Cristo em sua condição de Filho. Por isso podemos nos chamar de filhos de Deus. Não há como não se alegrar com esse dom que é nossa salvação, pois estamos unidos ao Pai através do Cristo que nos garante. Se formos filhos de Deus procedamos como Filhos no amor do Pai. “Aquele que diz que permanece nele, deve também andar como ele andou “ (1Jo 2,6). No conhecimento de Cristo conheceremos também todos os que estão em Cristo. Saberemos que a redenção é para todos.
Leituras: Atos 4,8-12;Salmo 117;
1João 3,1-2;João 10,11-18
1. A ressurreição de Jesus nos tira do mal e nos garante a vida eterna.
2. O Tempo Pascal quer nos levar a conhecer o pastor e assumir sua vida.
3. A filiação divina nos põe em união a Cristo em sua condição de Filho.
Uma pedrada e uma pedra
Vemos nos evangelhos como a rejeição de Jesus cresce cada vez mais até chegar ao ponto de sua prisão e morte. Assim se livraram daquele mestre incômodo. Morto foi posto no túmulo e uma pedra fechou a entrada. Essa pedra foi rolada do sepulcro. O morto sumiu, disse Madalena. Sua Ressurreição simbolizada pela pedra rolada do túmulo foi uma pedrada na cabeça de quem festejou sua morte.
Um dia pegaram em pedras para jogar em Jesus. Ele teve que fugir. Agora a pedra que é jogada fora do túmulo faz todos correrem em direção ao túmulo para viver da fé, beber da água que de lá brota e da luz que sai de seu interior. Não é a toa que Jesus disse: “Deus pode fazer dessas pedras filhos de Abraão”. Não fez ainda nenhum. Mas Pedro diz que somos pedras vivas na construção do Edifício Espiritual.
Jesus é o pastor. Nada nos falta. Por que não falta? Porque o pastor dá a vida pelas ovelhas. Ele as conhece como conhece o Pai.
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (22.04.2018)
EVANGELHO DO DIA 06 DE NOVEMBRO
Evangelho segundo São Lucas 15,1-10.
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida".
Eu vos digo: assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda, até a encontrar?
Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida".
Eu vos digo: assim haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1102-1173)
Patriarca arménio
Segunda parte, §§ 581-586; SC 203
Senhor, afastei-me!
Afastei-me, a exemplo da ovelha,
do teu rebanho pensante;
fazendo diminuir a centena
que tinhas deixado no deserto.
Tu vieste, por amor, à procura da única;
encontrada, levaste-a aos ombros para o céu;
completando o número do rebanho que havia caído,
para alegria dos anjos.
Também a mim me carregaste, Senhor, com a multidão;
lavaste-me da lama e do lodo do pecado;
neles me revolvo novamente,
a exemplo do estúpido amigo do lixo.
Lava-me novamente com lágrimas;
concede-as à minha alma impenitente
como riacho abundante e borbulhante,
a exemplo da fonte transbordante.
E a mim, que de novo me desviei voluntariamente,
faz-me regressar à tua vontade divina;
e a vontade do meu livre arbítrio principesco,
retira-a para aquilo em que não Te obedece.
06 de novembro - Beatos 60 mártires Vicentinos
No dia 11 de Novembro de 2017, sessenta vítimas de perseguição religiosa dos padres do século XX, religiosos e leigos da Família Vicentina nascidos em diferentes partes da Espanha foram reconhecidos como mártires na Igreja de Cristo e beatificado em Madrid, pelo Cardeal Amato, como representante do Papa Francisco.
Os novos mártires são 40 missionários vicentinos - 24 sacerdotes e 16 irmãos, 2 Filhas da Caridade, 13 leigos das associações vicentinas e cinco sacerdotes diocesanos de Murcia, assessores dessas associações.
“Todos deram sua vida por Cristo e com Ele durante a perseguição dos anos trinta do passado século XX, em várias partes da Espanha”, afirma o cardeal. A maioria deles (39) recebeu a palma do martírio em Madrid, enquanto que um grande grupo estava vinculado à Basílica da Milagrosa: 14 missionários e 6 leigos no bairro de Chamberí, os padres da família, que eram membros da Associação cavaleiros da Virgem Milagrosa. Outros dez missionários eram da casa da Missão de Atocha; seis pertenciam à casa do Noviciado Hortaleza; três à casa Mssão de Valdemoro e um a pequena comunidade de rua Fernandez de la Hoz. Os outros 21 deram o seu testemunho na Catalunha, Valência e Múrcia. Em Barcelona foram três missionários vicentinos e duas Filhas da Caridade; outro missionário vicentino foi assassinado em Gerona; em Valência dois missionários vicentinos e um jovem filho de Maria; em Murcia um missionário vicentino, cinco sacerdotes diocesanos e seis leigos de Maria da Medalha Milagrosa.
06 de novembro - São Severo de Barcelona
Segundo uma antiga tradição, São Severo nasceu em Barcelona de uma família nobre e recebeu uma boa educação. Em um hino associado com o seu ofício, afirma-se explicitamente que ele era um cidadão de Barcelona. Uma parte da tradição diz que ele era um tecelão humilde sobre cuja cabeça uma pomba pousou. As pessoas da cidade viram isso como um sinal de Deus e o elegeram bispo.
Assim, ele foi escolhido bispo de Barcelona por volta do ano 290. Ele era conhecido como um pastor exemplar que cuidava de seu rebanho distinguindo-se pelo seu zelo, lealdade e firmeza na fé. Durante as perseguição de Dioclesiano, pensa em se esconder primeiro para continuar ajudando os fiéis às escondidas, assim vai até Castro Octaviano, do outro lado da montanha. Em sua marcha, ele conhece Emeterius, que semeava sua terra e a quem ele reconhece como cristão. O bispo incentiva-o a perseverar na fé mesmo na perseguição atual, confiando-lhe que diga a verdade a seus perseguidores, caso eles apareçam.
Beata Josefa Naval Girbès, Leiga, Terceira Carmelita – 6 de novembro
Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesi, na Ribera del Júcar, a 32 km de Valência, Espanha, no dia 11 de dezembro de 1820, tendo sido batizada no mesmo dia na Igreja de São Tiago Apóstolo, recebendo o nome de Maria Josefa.
Seus pais Francisco Naval Carrasco e Josefa Girbés tiveram cinco filhos sendo Josefa a primogênita. Josefa Naval herdou de seus pais grande espírito de fé, ardente caridade, amor ao trabalho e sincero desejo de viver sempre na graça de Deus.
Algemesi era um povoado eminentemente agrícola, com quase 8.000 habitantes, uma única paróquia, um convento de Dominicanos, um hospital, escassos centros de instrução e poucas indústrias elementares. Josefa adquiriu uma cultura suficiente para desenvolver-se no meio em que vivia. Aprendeu a bordar, atividade que com tanto acerto ensinou às suas numerosas alunas. Em sua formação religiosa colaborou eficazmente sua mãe.
Desde pequena aprendeu a amar à Santíssima Virgem, venerada perto de sua casa no convento dos Padres Dominicanos, e já manifestava um caráter reto, um tanto enérgico, que ela depois administraria em sua atividade apostólica. Fez sua Primeira Comunhão quando apenas contava com nove anos, fato incomum na época.
Sua mãe morreu quando ela tinha treze anos. A Virgem inspirou-lhe que nunca a abandonaria. Com seu pai e três de seus irmãos (os outros faleceram em tenra idade) Josefa foi viver com sua avó materna.
Beata Bárbara Maix, Fundadora - 6 de novembro
Há um ano a Beata Bárbara Maix era beatificada em cerimônia realizada em Porto Alegre. A vida desta mulher forte e batalhadora nunca é lembrada nos meios feministas, que tanto elogiam as “conquistas” das mulheres...Respeitando as autoridades civis e eclesiásticas, ela soube, entretanto, fazer prevalecer seus métodos e seus princípios. Enfrentando as hostilidades de uma imprensa já eivada de liberalismo e de idéias anticatólicas levou adiante a obra que a Divina Providência lhe inspirara.Como tantas almas de escol – Santa Paulina e a Venerável Madre Voiron, por exemplo – que deixaram suas pátrias para no Brasil se dedicarem a uma obra de excelência junto à população católica, a Beata Bárbara exortou suas Irmãs à dedicação à infância e à juventude feminina em orfanatos e colégios, além de serviços em hospitais durante epidemias.É justo, pois, prestar a ela nossa homenagem agradecida, rogando que ela interceda para que nossa Pátria saiba reconhecer as verdadeiras e reais conquistas que só podem ter como meta a maior glória de Deus e da Santa Igreja.*
Leonardo de Noblac Monge, Sacerdote, Santo 491-545
perto de Limoges (França).
Leonardo, filho de nobres da Corte de França, nasceu no ano 491, quando o imperador era Anastácio. Segundo narrativas, o rei Clodoveu era seu padrinho de batismo. Na juventude, Leonardo não quis seguir a carreira das armas, por isso o seu padrinho quis consagrá-lo seu bispo. Leonardo não aceitou, preferiu ficar ao lado de são Remígio, então bispo de Reims. Mas pediu um privilégio, só destinado aos bispos: poder libertar os prisioneiros que viesse encontrar encarcerados, no que foi prontamente atendido.
Só mais tarde Leonardo decidiu ingressar num mosteiro para dedicar-se totalmente à vida religiosa. Primeiro, esteve no de São Maximino em Micy. Depois, foi para um antigo, fundado por santo Euspício, perto de Orleans. Já sacerdote, foi enviado a Berry, onde converteu muitos pagãos.
Mais tarde, buscou o isolamento para meditar e viver sua fé na oração. Encontrou o lugar certo para isso num bosque afastado, perto de Limonges. Lá, havia apenas uma casa tosca e simples, que lhe servia de morada. O seu ermo virou ponto de visitação de mais e mais pessoas que buscavam seus conselhos, orações e consolo.
Nuno de Santa Maria Militar, Carmelita, Santo 1360-1431
o Santo Condestável.
Militar e depois carmelita.
Canonizado pelo padre Bento XVI em 2009.
Biografia
D. Nuno Álvares Pereira nasceu em Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã (há cronistas que referem Flor da Rosa como local de nascimento). É um dos 26 filhos conhecidos do Prior do Crato, D. Álvaro Gonçalves Pereira e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Casou com Leonor de Alvim a 1377 em Vila Nova da Rainha, freguesia do concelho de Azambuja.
Quando o Rei Fernando de Portugal morreu em 1383, sem herdeiros a não ser a princesa D. Beatriz casada com o Rei João I de Castela, D. Nuno foi um dos primeiros nobres a apoiar as pretensões de João, o Mestre de Avis à coroa. Apesar de ser filho ilegítimo de D. Pedro I de Portugal, D. João afigurava-se como uma hipótese preferível à perda de independência para os castelhanos. Depois da primeira vitória de D. Nuno Álvares Pereira frente aos castelhanos na batalha dos Atoleiros em Abril de 1384, D. João de Avis nomeia-o Condestável de Portugal e Conde de Ourém.
A 6 de Abril de 1385, D. João é reconhecido pelas cortes reunidas em Coimbra como Rei de Portugal. Esta posição de força portuguesa desencadeia uma resposta à altura em Castela. D. João de Castela invade Portugal com vista a proteger os interesses de sua mulher D. Beatriz. D. Nuno Álvares Pereira toma o controlo da situação no terreno e inicia uma série de cercos a cidades leais a Castela, localizadas principalmente no Norte do país.
ORAÇÕES - 06 DE NOVEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
6 – Quinta-feira– Santos: Ático, Leonardo de Limoges
Evangelho
(Lc 15,1-10)“Por isso, eu vos digo, haverá
alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.”
Já me aconteceu, e
talvez também com você, que na igreja, ao ver alguma pessoa, me perguntei como
e por que ela estava ali.Ainda bem que Deus não julga nem condena como eu. Ama
todos, quer a felicidade de todos, acolhe a todos. É paciente e teimoso, nunca
desiste de nós. E sabe oque fazer para nos levar para casa, apesar de tantas e
tantas vezes já termos fugido desse seu amor.
Oração
Senhor meu Deus, conheço minhas limitações e minhas
maldades. É bom ouvir Jesus dizer que nos amais apesar de tudo. Agradeço tanta
bondade eesse vosso amor que não mereço. Aceito o perdão que me ofereceis e
quero, com vossa ajuda, viver em vossa amizade. Cuidai de mim, protegei-me de
mim mesmo, não deixeis que vos abandone. Quero estarsempre em vossacasa.Amém.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
REFLETINDO A PALAVRA - “Seguindo a Luz”
O pensamento da Ressurreição domina os cinquenta dias que se seguem à Páscoa. Sto. Atanásio chama o tempo pascal de um grande domingo. É um tempo todo do Senhor. A Luz que vem da gruta, onde Jesus foi sepultado tem força de eternidade. Cristo, vencedor da morte, iluminou o mundo. Não mais se apagara, pois refulge na Glória do Pai. Vencida a morte, construímos a Vida. “Nele estava a Vida e a Vida é a Luz dos homens e a Luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam” (Jo 1,4). O grande contraste de luz e trevas domina a resposta da humanidade à Luz que ilumina todo homem vindo a esse mundo (Jo 1,9). A Luz vence as trevas com a Ressurreição. No momento da morte de Jesus se fez trevas sobre toda terra. Não há trevas por falta de sol, mas porque a Luz fora aniquilada. Na manhã da Ressurreição o Anjo que removeu a pedra tinha o aspecto de um relâmpago e sua roupa era alva como a neve (Mt 28,1-30). A Vida venceu a morte. Podemos até perguntar porque o mundo anda com tantos problemas. Sempre existiram problemas justamente porque ainda não se acolhe a Luz. A semente tem seu tempo de nascer. Quando Jesus fez o milagre do cego de nascença com barro feito com a saliva, quis nos comunicar a necessidade de sair da fragilidade e acolhê-Lo, pois Ele é a Luz. É um processo lento. Deus tem seu tempo.
Luz de Cristo em nós
Pelo Batismo recebemos a Luz, simbolizada na vela do batismo. O milagre do cego simboliza essa luz que recebemos. Podemos ver claramente. Depois de conhecer Jesus que o curara, ela professa sua fé: Jesus pergunta: “Crês no Filho do Homem?... Creio, Senhor!” A Luz que é Cristo. Pelo Batismo participamos de sua Vida e de sua Luz. Em nós resplandece Cristo que é Luz. Nossa vida, nossas ações são marcadas pela Luz de Cristo. O que somos em Cristo produzirá frutos para o mundo. Não é possível ser cristão pela metade. Há muitos que dizem: “Sou católico, mas não aceito algumas coisas”. Pode não aceitar o que são invenções humanas, o que é da fé é impossível não aceitar. Ninguém vive pela metade. Se vivermos em Cristo, vivamos integralmente. Não existe uma claridade que seja pela metade, que seja trevas e luz. Recebemos a luz da fé e começamos a ver com os olhos de Deus. Como o cego que lavou os olhos na fonte chamada Siloé, que quer dizer “Enviado”, nós também recebemos a luz de Jesus, principalmente quando O acolhemos em nossa vida. Lavamos os olhos e passamos a ver com a luz da fé. A fé é ver todas as coisas com os olhos de Deus, isto é, em sua luz. Somente quando deixamos que o Enviado de Deus (Jesus) lave nossos olhos, é que passamos a viver da fé e caminhar na luz.
A lâmpada é para iluminar
A fé é a abertura dos olhos para ver e crer. Crer é a iluminação. A vida cristã que se move pela fé, tem uma visão completa das realidades humanas e espirituais. Sem ela, corre-se o risco de tapear a si mesmo com uma tintura de piedade, e não ver Deus agindo nas realidades. Viver com os olhos iluminados é construir a vida a partir da fé na opção pelo evangelho. O Batismo realiza em nós esse toque que nos ilumina. Paulo nos ensina: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz. O fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade. Discerni o que agrada ao Senhor. Não vos associeis às obras das trevas; antes, desmascarai-as” (Ef 5,8-14). Esperamos que a Igreja possa deixar-se iluminar mais e mais pela Ressurreição e sair dos muitos túmulos em que se encontra por conta dos pecados. É preciso um processo de ressurreição.
EVANGELHO DO DIA 05 DE NOVEMBRO
Evangelho segundo São Lucas 14,25-33.
Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes:
«Se alguém vier ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir não pode ser meu discípulo.
Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la?
Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir, e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo:
"Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir".
E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil?
Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens não pode ser meu discípulo».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1300-1361)
Dominicano de Estrasburgo
Sermão 21, 4.º para a Ascensão
«Quem não toma a sua cruz para Me seguir
não pode ser meu discípulo»
Uma vez que a nossa Cabeça subiu aos Céus, é conveniente que os membros (cf Col 2,19) sigam o seu Mestre, passando pelo caminho que Ele tomou com tanto sofrimento. Pois «não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?» (Lc 24,26). Devemos seguir o nosso Mestre tão digno de amor, que levou o estandarte à nossa frente. Que cada homem tome a sua cruz e O siga; e chegaremos onde Ele está. Vê-se que muitos seguem este mundo a troco de honrarias insignificantes, e para tal renunciam ao conforto físico, ao seu lar, aos seus amigos, expondo-se aos perigos da guerra – tudo isto para adquirirem bens exteriores! E nós não haveremos de praticar a renúncia total para adquirir o puro bem que é Deus, seguindo o nosso Mestre?
Não é raro vermos homens que desejam ser testemunhas do Senhor na paz, isto é, desde que tudo corra de acordo com os seus desejos; querem muito tornar-se santos, mas sem fadiga, sem aborrecimento, sem dificuldade, sem que lhes custe coisa alguma. Ambicionam conhecer Deus, saboreá-lo, senti-lo, mas desde que não haja amargura. Porém, quando é preciso trabalhar, quando vêm a amargura, as trevas e as tentações, quando já não sentem Deus e se sentem desamparados interior e exteriormente, as suas boas intenções desvanecem-se. Não são boas testemunhas, testemunhas adequadas do Salvador. Ah! Pudéssemos nós libertar-nos dessa busca e procurar sempre a paz no próprio cerne da infelicidade! Só aí nasce a verdadeira paz, aquela que permanece.
Santos Galácio e Episteme Esposos e mártires Festa: 5 de novembro
Os santos esposos Galácio e Episteme sofreram o martírio perto de Emesa no século III para testemunhar sua fé cristã.
Os cônjuges santos Galácio e Episteme viveram no século III sob o reinado do imperador Décio e do governador Secundus na cidade de Emesa. Os pais de Galácio, Cleitofone e Leucippa, eram ricos pagãos da cidade, sofrendo por sua esterilidade, apesar das orações incessantes dirigidas aos ídolos. Um monge chamado Onofrio, passando pela cidade para coletar esmolas para distribuir aos pobres e proclamar o Evangelho. Um dia, com esse propósito, ele também bateu à porta de Leucippa e, vendo a aflição de seu rosto, perguntou-lhe o motivo de tanta tristeza. Ao saber da esterilidade da mulher, Onofrio respondeu que era simplesmente uma intervenção divina providencial, destinada a impedir a entrega de sua eventual progênie a demônios. A mulher então se comprometeu com a ajuda do monge a se aproximar dos mistérios da fé cristã e finalmente recebeu o batismo.
Não muito tempo depois, seu marido também abraçou o cristianismo, e logo nasceu seu primeiro filho, que recebeu o nome de Galácio. Quando o menino tinha vinte anos, seu pai, agora viúvo, decidiu casá-lo com uma jovem pagã chamada Episteme.
Zacarias e Isabel Pais de São João Baptista, Santos Século I
Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Baptista.
Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.
Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres huma-nos.
Beato Mariano de la Mata religioso, +1983
31 de dezembro de 1905. No aconchego de uma família eminentemente cristã, nasceu em Barrio de la Puebla, Palência (Espanha) Mariano.
Seus pais, Manuel e Martina, foram formando a consciência e educando Mariano e os outros sete irmãos (três varões e quatro mulheres), semeando com a palavra e o testemunho de uma vida verdadeiramente cristã, a semente da fé e do amor, que seriam depois a essência da vida daquele menino. Nesse ambiente familiar e cristão não foi difícil surgir a vocação para a vida sacerdotal e religiosa agostiniana; vocação ainda reforçada pelo incentivo dos outros três irmãos varões, que também tinham abraçado a Ordem Agostiniana.
Mariano fez os primeiros estudos de latim na pequena cidade vizinha de Barriosuso de Valdavia. Em 29 de agosto de 1921, ingressou no seminário agostiniano de Valladolid, Espanha, completando, assim, o marco agostiniano mais precioso daquela família abençoada.
De ânimo sereno e honesto nas suas atitudes, vive o seu primeiro período de formação em Valladolid, preparando-se para compromissos posteriores.
No dia 10 de julho de 1922 realiza a sua primeira profissão (dos votos religiosos de pobreza, obediência e castidade). No dia 2 de janeiro de 1926, por meio da profissão solene, entrega-se definitivamente à Ordem Agostiniana.
Em 25 de julho de 1930 é ordenado sacerdote. Estava pronto para iniciar sua missão e coroar definitivamente a sua vocação. Pe. Mariano era sacerdote e agostiniano.
05 de novembro - Beato Gregório Lakota
Gregório Lakota nasceu em 31 de janeiro de 1883 em Holodivka, Distrito de Lviv, Ucrânia. Estudou teologia em Lviv e foi ordenado sacerdote no rito greco-católico em Przemysl, no ano de 1908. Doutorado em teologia pela Universidade de Viena em 1911, logo se tornou professor e reitor do seminário de Przemysl.
Foi nomeado Bispo Auxiliar de Przemysl em 16 de maio de 1926. Em 9 de junho de 1946, ele foi preso e encarcerado e nesse mesmo mês as autoridades o deportaram para a Sibéria. Dom Gregório foi condenado a uma pena de dez anos de prisão no campo de concentração de Abez,
No campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria russa, vendo depreciada pelos perseguidores a fé da sua pátria, soube suportar (e superar) os tormentos corporais, morrendo intrepidamente por amor a Cristo em 05 de novembro de 1950.
Gregório Lakota foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 27 de junho de 2001, juntamente com outras 24 vítimas do regime soviético de nacionalidade ucraniana, na sua homilia ele destacou:
Os servos de Deus, hoje inscritos no Álbum dos Beatos, representam todas as componentes da Comunidade eclesial: entre eles, encontram-se Bispos e sacerdotes, monges, monjas e leigos.
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