quarta-feira, 5 de novembro de 2025

05 de novembro - 38 Beatos Mártires Albaneses

Durante os 40 anos de ditadura comunista na Albânia, orar, fazer o sinal da cruz, usar crucifixo no pescoço ou mesmo ter fé era punível por lei. Em 1967, o país balcânico se autoproclamou oficialmente ateu, pela primeira vez em todo o mundo. Igrejas, mesquitas e outros lugares de culto religioso foram usados como shoppings, salões de esporte ou teatros; como foi o caso da Catedral de Shkodër, onde 38 mártires foram beatificados no dia 5 de novembro de 2016, usada na época como uma arena municipal de esporte. Esse é um lugar muito especial para os católicos, porque foi onde a primeira missa, após a queda da ditatura, foi celebrada. 

Beato Bernard Lichtenberg

Bernard Lichtenberg nasceu em 3 de dezembro de 1875 na Silésia região alemã que hoje pertence à Polônia. Sua família vivia no verdadeiro espírito cristão, e ele desde sua infância participava da Santa Missa todos os dias com sua mãe. Desde pequeno sentiu o chamado de Deus ao sacerdócio e aos 24 anos recebeu o Sacramento da Ordem e em 1900 foi transferido para Berlim como auxiliar em várias igrejas da diocese. De 1913 a 1931 foi Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Charlottenburg, onde destacou-se como pastor com sincera piedade, uma vida simples, pobreza extrema e caridade infinita para com os pobres e abandonados. Berlim era uma cidade onde os católicos eram minoria, sendo muitas vezes ridicularizados e perseguidos. Ele sempre defendeu os direitos da Igreja com destemor. Com um caráter forte e destemido foi desaprovado pelos nazistas desde o início. Em 1935 foi encarregado de supervisionar a Diocese de Berlim e tomando conhecimento da situação desumana dos campos de concentração, pediu uma reunião com o Primeiro Ministro Alemão e como não conseguiu, deixou uma carta reclamando contra os abusos praticados. Isso despertou a ira e em seguida a vingança da Gestapo – Polícia Alemã. Em 1941 protestou contra a eliminação dos doentes mentais, enviando uma carta ao Chefe da Ordem dos Médicos com cópia para o Chaceler do Reich, para Hitler e todos os ministros relevantes.

Santos Domnino,Teótimo, Filoteu, Timóteo e Auxêncio Mártires Festa: 5 de novembro

Todos naturais de Cesareia, na Palestina, defenderam a sua fé com suas vidas. Donino era um jovem médico, que acabou queimado durante a perseguição de Diocleciano. O destino de Teótimo, Filóteo e seus Companheiros concluiu-se com os jogos de circo, onde foram dados como alimento às feras.
São Domninus Mártir em Cesaréia da Palestina 
 Festa: 5 de novembro-Século IV 
Domnino, mártir em Cesaréia da Palestina sob o imperador Maximiano (de acordo com outros Diocleciano, ed.) (século IV) junto com Teótimo, Filoteu e Silvano. Ele é nomeado por Eusébio de Cesaréia como um dos mártires mais famosos da região. De acordo com esta fonte, Donnino era um jovem cristão de grande ciência, provavelmente um médico.
Martirológio Romano: Em Cesaréia, na Palestina, São Donnino, mártir, que, como jovem médico, no início da perseguição ao imperador Diocleciano, condenado às minas, foi relegado a Mismiya, onde sofreu sofrimentos atrozes, e, no quinto ano de perseguição, foi queimado na fogueira por ordem do prefeito Urbano por ter preservado firmemente sua fé. 
Santos Teótimo, Filoteu, Timóteo e Auxêncio Mártires
Festa: 5 de novembro 
Jovens sírios que, como cristãos, eram dados às feiras nos jogos circenses, em Cesaréia, na Palestina. 
Martirológio Romano: No mesmo local, comemoração dos Santos Teótimo, Filoteu e Timóteo, mártires, que, quando jovens, eram destinados a jogos circenses para a diversão do povo, e de Santo Auxêncio, um homem velho, alimentado aos animais. 

Bertila de Chelles Abadessa, Santa 630-705

Abadessa no convento de Chelles, 
perto de Meaux, em França.
Século VII. Na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil só de folguedos e festas. Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia, nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E assim aconteceu. No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade. Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.

Guido Maria Conforti Bispo, Beato 1865-1931

Bispo de Parma, Itália. 
Fundou a Pia Sociedade 
de São Francisco Xavier.
Guido Maria Conforti nasceu no dia 30 de março de 1865, em Ravadese, província de Parma, norte da Itália. Filho de pais piedosos, foi educado no amor a Deus e ao próximo. Concluiu o estudo elementar com irmãos das escolas cristãs. Nessa oportunidade, seu pai compreendeu que o sonho de ver o filho dirigindo os negócios agrícolas da família jamais seria realizado. Guido tinha vocação para a vida religiosa. Assim, ingressou no seminário, estimulado pelos pais. Lá, após ler a biografia de são Francisco Xavier, foi a vez de Guido abraçar um sonho: ir para a China, continuar a missão do santo. Aos dezassete anos de idade, enfrentou dificuldades de saúde, o mal da epilepsia, que quase o impediu de continuar. Rezou para Nossa Senhora com muita fé e obteve a graça para superar a doença. Em 1888, recebeu a ordenação sacerdotal. Mas foi designado para professor do seminário e depois nomeado vice-reitor. O que fez o sonho das missões no Oriente permanecer adormecido no seu coração. Aos vinte e oito anos, quando Guido Conforti já era cónego da catedral de Parma, decidiu que era hora de executar seu sonho. Dois anos depois, em 1895, devido à falta de recursos, fundou a Congregação dos Missionários Xaverianos para a Evangelização dos não-cristãos, hoje chamado apenas de Instituto Xaveriano.

ORAÇÕES - 05 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Quarta-feira – Santos:Isabel e Zacarias, Galácio
Evangelho (Lc 14,25-33)“Qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar?”
Jesus deixa claro que para segui-lo é preciso uma opção radical por ele, dando-lhe preferência total. Por isso mesmo insiste que essa opção não pode ser leviana e impensada. Somos convidados a fazer uma escolha que irá condicionar toda a nossa vida, a de agora e a da eternidade. Temos de continuamente ver se nossa decisão continua firme, se continuamos ou não coerentes com ela.
Oração
Senhor, há tanto tempo cuidais de mim, continuamente me atraindo para vós, convidando-me e dando-me todas as ajudas necessárias para me decidir por vós. Hoje quero renovar minha escolha: eu vos quero seguir. Para vos ser fiel quero deixar tudo e todos que me possam afastar de vosso caminho. Dai-me a perseverança até às últimas consequências e até o fim de minha vida. Amém.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA -“Esplendor de vossa face"

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deus O ressuscitou
A ressurreição de Jesus domina a vida dos discípulos que, de aterrorizados, passam a corajosos proclamadores do único fato que justifica a história do mundo. Nascemos para chegar a Deus. Os discípulos corajosamente, presididos por Pedro, anunciam a Ressurreição. Depois da cura do aleijado, Pedro diz, denunciando os causadores da morte de Jesus que, tanto os chefes como o povo, agiram por ignorância: “Vós rejeitastes o justo e pedistes a libertação para um assassino. Vós matastes o autor da Vida, mas Deus O ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas” (At 3,14-15). Ser testemunha na linguagem dos apóstolos é terem visto o Cristo vivo, não como um fantasma, pois tem carne e ossos presentes. E estavam presentes em bom número. Vejamos a narração: Jesus aparece no meio deles. Pensaram que era um fantasma. Jesus lhes mostra as mãos e os pés para confirmar que Ele era o que fora crucificado. É um humano. Ainda mais: como sua surpresa era muito grande, pede alguma coisa para comer. Eles Lhe dão um pedaço de peixe assado. Ele comeu diante deles (Lc 24,35-48). É um vivo em carne e osso, ressuscitado. Jesus lhes explica que o que aconteceu com Ele, estava nas Escrituras. Este é o anúncio básico para a conversão e o perdão dos pecados. Os apóstolos dão testemunho dessa verdade para a pregação. Para aceitar esse testemunho, o ouvinte tem que se converter. Essa conversão é um toque de Deus na vida da pessoa como Jesus fez com os discípulos. 
Renovação espiritual 
A oração da missa pede que a comunidade renovada, tendo recuperado com alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição. É a contínua conversão que deve ocorrer quando celebramos os mistérios pascais. Por isso pede a Deus: “Fazei brilhar sobre nós o esplendor de vossa face”(Sl 4). Esse esplendor nós o vemos no cumprimento de seus mandamentos: “Para saber que O conhecemos vejamos se guardamos seus mandamentos... Naquele que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado” (Sl 4). Esse mandamento se estende a todas as circunstâncias através do mandamento do amor ao próximo. O brilho da face de Deus está, não em maravilhas exteriores, mas no rosto misericordioso voltado ao necessitado de todos os socorros. Cada Páscoa bem vivida é um renovar da comunidade. Por isso, a celebração deve ir além dos ritos e, ser uma expressão do interior convertido. Se tivermos um coração convertido, a celebração toma sentido. Do contrário são ritos bonitos, mas vazios. 
Arrependei-vos 
Jesus teve uma vida de contínua conversão para realizar a vontade do Pai. Conversão no sentido de uma busca sempre maior. Nós buscamos a conversão saindo de nosso mundo distante de Deus para uma vida marcada pela renovação interior. Toda pregação dos apóstolos anunciava o acontecido com Jesus e, a seguir, fazia o convite à conversão. Conversão era aceitar o caminho de Jesus. Sabemos que os primeiros cristãos tinham ouvido as pregações de Jesus e conheciam seu ensinamento. Aceitando Jesus como Messias, aceitavam o caminho que havia proposto. Por isso se converteram com grande animação, tendo a prova consistente de sua Ressurreição. Viveram movidos pelo Espírito Santo levando a efeito, o que tinham aprendido. No mundo pagão, o Espírito Santo abria o caminho para a pregação e conversão sempre com o testemunho da Ressurreição. Isso é que nos falta no momento. 
Leituras: Atos 3,13-15.17-19;
Salmo 4; 
1 João 2,1-5ª;Lucas 24, 35-48 
1. O anúncio da Ressurreição é básico para a conversão e o perdão dos pecados. 
2. O mandamento de Jesus se estende a todas as circunstâncias através do amor ao próximo. 
3. Conversão é aceitar Jesus e seu caminho. Essa foi a pregação dos apóstolos. 
Susto que valeu a pena 
Naquela noite, ainda tomados pelo medo e insegurança, apesar de saberem que Ele estava vivo, os discípulos se assustam com a presença de Jesus. Não entrava. Punha-se no meio deles. O susto era imenso e a felicidade era tão grande que não podiam acreditar. Deus quando entra na vida da gente, é sempre uma grande surpresa. Por não conseguirem ainda, acreditar que fosse um vivo, Jesus come diante deles um pedaço de peixe. Alimentar-se é declarar-se vivo. Daqui concluímos quão se encontram distantes da vida, quão mortos se encontram tantos pobres que vivem na mais profunda miséria, sem terem o que comer, o que alimentar, sem poderem declarar-se vivos, como Jesus. O primeiro fruto da Ressurreição foi abrir a inteligência espiritual para poderem entender as Escrituras e, como elas falavam Dele. Aprendemos, assim, que temos que entender Jesus em primeiro lugar a partir das Escrituras. Somente através de Jesus, podemos dar sentido às Sagradas Letras. Do contrário fica fechado seu sentido ou se transforma em uma ideologia. Essa presença tão viva se torna a garantia para nossa vida e nossa missão. 
Homilia do 3º Domingo da Páscoa (15.04.2018)

EVANGELHO DO DIA 04 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 14,15-24. 
Naquele tempo, disse a Jesus um dos que estavam com Ele à mesa: «Feliz de quem tomar parte no banquete do Reino de Deus». Respondeu-lhe Jesus: «Certo homem preparou um grande banquete e convidou muita gente. À hora do festim, enviou um servo para dizer aos convidados: "Vinde, que está tudo pronto". Mas todos eles se foram desculpando. O primeiro disse: "Comprei um campo e preciso de ir vê-lo. Peço-te que me dispenses". Outro disse: "Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que me dispenses". E outro disse: "Casei-me e por isso não posso ir". Ao voltar, o servo contou tudo isso ao seu senhor. Então, o dono da casa indignou-se e disse ao servo: "Vai depressa pelas praças e ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos". No fim, o servo disse: "Senhor, as tuas ordens foram cumpridas, mas ainda há lugar". O dono da casa disse então ao servo: "Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia. Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete"».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Ambrósio 
(340-397) 
Bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário ao Evangelho de Lucas,
 7, 200-203; SC 52 
«Obriga toda a gente a entrar, 
para que a minha casa fique cheia» 
Os convidados desculpam-se, embora o Reino não esteja fechado a ninguém que não se exclua a si próprio. Na sua bondade, o Senhor convida todos; só a nossa cobardia ou a nossa loucura nos afastam dele. Aqueles que preferem comprar um campo não têm lugar no Reino: no tempo de Noé, compradores e vendedores foram engolidos pelo dilúvio (cf Lc 17,26-28); o mesmo acontecerá a quem se desculpa porque acabou de se casar, pois está escrito: «Se alguém vier ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo» (Lc 14,26). Confrontado com o desprezo arrogante dos ricos, Cristo virou-Se para os gentios, e foi buscar bons e maus, para fazer crescer os bons e melhorar as disposições dos ímpios. Ele convida os pobres, os aleijados e os cegos, o que mostra que a deficiência física não exclui ninguém do Reino e que a imperfeição do pecado é curada pela misericórdia do Senhor. Ele manda procurar nas encruzilhadas dos caminhos, porque «a sabedoria clama nas ruas, eleva a sua voz nas praças» (Prov 1,20). Ele envia os servos às praças, para dizer aos pecadores que deixem o caminho largo e empreendam antes o caminho estreito que conduz à vida (cf Mt 7,13); envia-os às ruas e ao longo das cercas, porque os que avançam para os bens que hão de vir, sem serem retidos pelos bens do presente, comprometidos no caminho da boa vontade, são capazes de alcançar o Reino dos Céus; e também os que sabem distinguir o mal do bem, quer dizer, os que opõem o baluarte da fé às tentações do pecado.

04 de novembro - São Felix de Valois

São Felix de Valois nasceu em Amiens, França, em 1127 e morreu em 1212, e foi co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade (os Frades Trinitários) para o Resgate dos Cativos. No começo do século XII, o distrito de Somme e Aisle na França era governado pelo Conde Raul, príncipe da Casa dos Capet e Carlos Magno. Sua esposa Alienor de Champagne era também da casa de Carlos Magno. Em 19 de abril de 1127 ela deu à luz um filho que foi batizado com o nome de Hugo, em homenagem ao seu avô, o filho de Henry I, Rei da França. O jovem Hugo foi enviado para a Abadia de Clairvaux para ser educado. Com 20 anos ele saiu numa cruzada, mais foi incógnito para não ser tratado de modo diferente. Três anos mais tarde ele retornou, viajou pela Itália e foi ser um eremita no norte da Itália ou perto de Clermont d’Oise. Para evitar ser reconhecido ele mudou o nome para Félix e se tornou um sacerdote. Em 1193 ele estava vivendo em extrema solidão perto de Montigny quando recebeu a visita de São João de Mata que, tendo-se diplomado na Universidade de Paris, tornou-se sacerdote, celebrando sua primeira missa em 28 de janeiro de 1193. Eles se tornaram amigos, formando uma pequena comunidade junto com outros discípulos.

Santos Vitale e Agrícola, protomártires de Bolonha.

Estes Santos viveram entre os séculos III e IV. Agrícola era cristão de Bolonha e Vital era seu servo, que o seguiu em sua conversão. Perseguido por ser cristão, Vital foi preso por primeiro e torturado sob os olhos do seu patrão. Este, por sua vez, também aceitou o martírio com coragem.
Nas raízes da Igreja Bolonhesa reside a figura de dois mártires, distintos pela classe social, mas unidos pela palma da morte devido à sua fé. Vitalis e Agrícola, senhor e servo, enviaram com seu testemunho uma mensagem de igualdade e solidariedade que receberia reconhecimento público com a ascensão da Comuna Livre e o decreto que libertou os servos (Liber Paradisus). O registro mais antigo dos dois protomártires data de Santo Ambrósio e São Paulino de Nola, que atestam sua "união e consórcio no martírio". Seus corpos, redescobertos no cemitério judaico pelo bispo Eustácio, foram trasladados por Ambrósio em 393 para Jerusalém, na Basílica de Santo Estêvão. Seu culto já era difundido nos séculos V e VI. Suas relíquias são veneradas na igreja matriz de Bolonha. (Avvenire) 
Emblema: Palmeira 
Martirológio Romano: Em Bolonha, os santos Vital e Agrícola, mártires, dos quais, segundo Santo Ambrósio, o primeiro foi escravo do segundo, e depois seu companheiro no martírio: Vital, de fato, sofreu tais tormentos que não havia parte de seu corpo sem feridas; Agrícola, sem se deixar intimidar pela tortura de seu escravo, imitou-o no martírio, sofrendo a crucificação.

Beata Teresa Manganiello, Terceira franciscana, Fundadora - 4 de novembro

Teresa Manganiello nasceu perto de Montefusco, província de Avelino (Itália), no dia 1º de janeiro de 1849, undécima de doze filhos de uma família de camponeses. Seus pais eram Romualdo Manganiello e Rosária Lepore, “honestos concidadãos” cheios de fé e de profunda piedade cristã. No dia seguinte ela recebeu o batismo na Igreja de São João del Vaglio. Aos sete anos recebeu a Primeira Comunhão na igreja de Santo Egídio, anexa ao convento Capuchinho do mesmo nome. Como muitas crianças camponesas do sul da Itália daquela época, não frequentou a escola e sempre cresceu à sombra da casa colonial edificada nos campos daquela zona do país. Adolescente, manifestou o desejo de consagrar sua vida a Deus. Em contínua união com Deus, Teresa desde jovenzinha convidava com gentileza suas companheiras a cultivar a pureza e o amor a Deus e ao próximo. Tinha predileção pelas crianças, que cuidava como mãe dedicada. Como prova de sua particular devoção à Virgem Imaculada, bem jovem Teresa cortou sua longa e farta cabeleira e fez dela um presente a Nossa Senhora. A vida da jovem terceira franciscana era penetrada de orações marianas tão intensas, que poderia parecer inacreditável se se considera que ela se dedicava aos afazeres domésticos da manhã à noite. O Rosário preenchia toda a sua jornada. Teresa concluiu sua existência terrena repetindo a sua bela invocação: “Ó minha querida Mamãe! Só em vossa companhia serei digna de me apresentar ao vosso Filho, ao meu belo Esposo, Jesus!”

Beata Helena Enselmini, discípula de Sto. Antonio - Festa 4 de novembro

Imagem da Beata
na fachada de Arcella
     Um documento conservado na Biblioteca Antoniana descreve as vidas de Santo Antonio, do Beato Antonio Manzoni e da Beata Helena Enselmini. Sicco Polentone, arquivista municipal, filósofo, astrólogo, literato e escritor de numerosas obras, compôs o Códice 559 entre os anos 1433 e 1437, e em 1439 ele foi copiado pelo Frei Joaquim.
     Embora não seja uma obra de alto nível é um excelente documento realizado após cuidadosas investigações sobre seus biografados, dispondo de excelentes fontes no antigo Mosteiro de Arcella, antes que um incêndio ocorrido no inverno de 1494 e 1495 destruísse seu arquivo.
Arcella
     No ano de 1220, seis anos antes de sua morte, retornando da Terra Santa São Francisco desembarcou em Veneza e, a caminho de Assis, passou por Pádua onde fundou o Mosteiro de Arcella.
     Naquele tempo Arcella era um povoado, não distante dos muros da cidade, chamado Capo di Monte, onde havia uma capela dedicada a Santa Maria de Cela (ou de Aracella: Ara Coeli, Altar do Céu). Ali foram fundados um mosteiro de Clarissas Pobres e um convento de Frades Menores, que as atendiam.
     Em 1227, Santo Antonio foi eleito Ministro Provincial do norte da Itália e chegou a Pádua, iluminando com sua santidade a região. Nas suas sucessivas visitas à cidade fazia referência ao "conventinho da Santa Mãe de Deus", que constituiria o futuro núcleo primitivo da Basílica do Santo. Foi em Arcella que Santo Antonio chegou moribundo na tarde de 13 de junho de 1231, acompanhado do Frei Lucas Belludi, que o assistiu nos últimos instantes de vida.

Francisca de Amboise Viúva, Fundadora, Beata 1427-1485

Duquesa da Bretanha, 
fundadora 
do mosteiro de Clarissas em Nantes 
e outro de Carmelitas em Vannes, 
para onde se retirou e foi Priora.
A figura mais interessante do reinado de Pedro II, segundo La Borderie, infelizmente é conhecida só por documentos tardios. Francisca nasceu em Thouars (França) no dia 9 de Maio de 1427, filha do Visconde Luis d’Amboise e da Baronesa Maria de Rieux. Rica herdeira, viu-se quase desde o princípio desejada pelo favorito de Carlos VII, Jorge de La Trémoille, para seu filho Luís; a infeliz criança teve de fugir com a mãe e colocar-se sob a guarda do condestável de Richemont, em Parthenay. Este influente protector negociou o casamento de Francisca, aos quatro anos, com o seu sobrinho Pedro, segundo filho do Duque da Bretanha. Por isso foi ela transportada para Nantes e educada na corte da Bretanha. Sua futura sogra, Joana, irmã de Carlos VII da França, imprimiu em sua alma um espírito profundamente cristão. Contratado em 1431, o casamento só veio a celebrar-se dez anos mais tarde. Os jovens esposos estabeleceram-se então em Guingamp. Em 1450, na Catedral de Reims, era coroada como Duquesa da Bretanha juntamente com seu esposo. De comum acordo, decidiram conservarem-se castos e oferecer à alta sociedade um modelo de lar cristão com a prática assídua de excelsas virtudes. Juntos se consagraram à Virgem Maria em seu Santuário de Folgoët, onde deixaram marcada uma Missa a ser celebrada todos os sábados. Francisca soube frear os excessos da moda feminina na corte e se dedicou particularmente às obras de piedade e caridade.

São Carlos Borromeu arquétipo(modelo) de bispo católico

Sobrinho do Papa Pio IV, 
foi Bispo de Milão e 
cardeal aos vinte e dois anos.
Peça-mestra da Contra-Reforma católica, grande propugnador do Concílio de Trento, realizou profunda reforma na arquidiocese de Milão. Foi um exemplo de verdadeiro Pastor, por seu zelo pelas almas e santidade de vida. 
***** 
Carlos Borromeu nasceu no castelo de Arona, nas margens do Lago Maior, Ducado de Milão, a 2 de outubro de 1538, filho dos condes Gilberto e Margarida de Médici. A mãe era irmã do Cardeal João Ângelo, que seria elevado ao sólio pontifício com o nome de Pio IV. Dizia-se do conde que levava mais a vida de monge que a de grande senhor, rezando diariamente o breviário e dedicando muitas horas à oração e às boas obras. A condessa emulava com ele em piedade. Todos os biógrafos do futuro santo mencionam uma claridade extraordinária que envolveu o castelo de Arona quando nascia o menino, tomada como sinal a denotar a luz de santidade que o recém-nascido projetaria em toda a Cristandade. Com pais tão virtuosos, era natural que também se desse logo cedo à piedade, sendo suas distrações montar altares e repetir cerimônias que via na igreja.

ORAÇÕES - 04 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Terça-feira – Santos: Carlos Borromeu, Claro, Vital
Evangelho (Lc 14,15-24)“Um homem que estava à mesa, disse a Jesus: – Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!”
De um modo usado naquele tempo, um dos convidados disse a Jesus: – Feliz quem aceita a bênção, a felicidade, a salvação oferecida por Deus. Jesus continuou no mesmo modo de falar e disse que todos somos convidados para o banquete da salvação, mas precisamos resolver se aceitamos ou não o convite.Essa é a decisão mais importante de nossa vida.Está em jogo a eternidade.
Oração
Senhor Jesus, conheço bastante bem vosso convite e vossa oferta, Preciso de vossa ajuda para me decidir. E preciso que continueis a me segurar, para que vos continue fiel até o fim. Dai-me a graça de o tempo todo continuarpedindo vossa ajuda, a graça de orar sempre sem nunc a desistir. Quero estar convosco, à vossa mesa. Não permitais que me deixe seduzir pelos enganos da vida.Amém.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - Seguimento de Jesus

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Águas da Vida
 
No seguimento de Jesus, que é a proposta do Evangelho, temos todos os auxílios necessários. Um deles é a liturgia, um dos principais alimentos que nos sustentam nessa caminhada. Ela não é somente celebração de ritos, mas atualização do Mistério Pascal para que a salvação chegue a nossa vida em sua totalidade. A Quaresma preparou-nos para celebrar a Páscoa. Vivendo o Tempo Pascal, somos instruídos e fortalecidos na fé. Nessa Páscoa alguns receberam o Batismo e, todos nós renovamos nossas promessas batismais. Nesse sacramento, o fiel participa do Mistério Pascal de Cristo, vivendo a Vida Nova. As águas do Batismo, que fluíram do peito aberto de Cristo, jorraram em abundância em sua Ressurreição. Na gruta do túmulo está a nascente da Vida Nova. Não só somos lavados nas águas abundantes, as águas vivas que nos purificaram. O tempo da Quaresma recolhe os textos nos quais Jesus se mostra como a Água Viva, Luz e Vida. A cena maravilhosa da samaritana ensina que a sede que o coração do homem tem de Deus é saciada por Jesus que é a Água Viva. A mulher foi buscar água e encontrou a Fonte. Aquele que pede de beber, promete dar de beber uma água diferente, viva, não de reservatório. Ela não é um refrigério no seguimento de Cristo, mas uma fonte perene que sacia a sede, mas também deixa ainda com mais sede de Jesus, para caminhar sempre na busca da Água Viva. O Batismo não é um ato do passado, mas uma vida que continua. É um sacramento que nos insere em Cristo para sempre. E é fonte de todos os outros sacramentos. 
Busca permanente de Cristo 
O caminho espiritual é essa permanente busca de Cristo para saciar nossa sede. O poço é uma bela imagem de Cristo, fonte de água viva. Ele oferece a água que é o Espírito Santo, Dom de Deus. Se por um lado há uma busca da água, por outro há um chamado: “Vinde a Mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). À medida que aceitamos a oferta de Jesus, mais sentiremos sede e o desejo permanente de ir a esse poço. Quando se descobre uma fonte de água gostosa, quanto não se faz por buscá-la!? Quanto não se faz para buscar Jesus que dá o Espírito!? O Espírito não é um santo a mais em nosso caminho espiritual, mas é a Água Viva que nos sacia, dada por Jesus no momento de sua Paixão e em seu primeiro encontro com os discípulos. Ele está em sua continuada presença no meio de nós. A missão de Jesus consiste também em nos dar continuamente no Espírito. Ele nos abre as Escrituras e nos assiste continuamente em sua compreensão e na vivência da graça de Deus que é a Vida Divina. Além da sede, sacia a fome dando-nos o Pão da Vida que nos restaura e ressuscita. 
O Espírito vem sobre as águas 
O Espírito nos estimula a anunciar e a levar aos outros a água que bebemos e nos saciamos. É a missão. Foi o que fez a samaritana: “Vinde ver o homem que disse tudo o que fiz. Não seria Ele o Cristo?” (Jo 4,28-29). Encontra Cristo, Água Viva e procura levar aos outros a notícia da riqueza descoberta. O Reino de Deus não cresce por pressão, mas por comunicação, como foi a comunicação que o Pai realizou em seu Filho. O Espírito, que é Vida, move as águas, como lemos naquele milagre de Jesus em que a água curava depois de receber um movimento misterioso. Não vivemos de milagre nem alugamos o Espírito para saciar nossos desejos, mas estamos abertos e participamos de seu diálogo com o Pai, pois Ele reza por nós com as palavras que não temos, pois entende nosso coração e o coração do Pai. No seguimento de Jesus o Espírito mantém nossa sede e a sacia.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2018

EVANGELHO DO DIA 03 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 14,12-14. 
Naquele tempo, disse Jesus a um dos principais fariseus, que O tinha convidado para uma refeição: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas, quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nazianzo 
(330-390) 
Bispo, doutor da Igreja 
Do amor aos pobres, 8, 14 
«Quando ofereceres um banquete, 
convida os pobres» 
Velemos pela saúde do nosso próximo com o mesmo cuidado com que velamos pela nossa, esteja ele saudável ou desgastado pela doença. Porque «um só corpo em Cristo» (Rom 12,5), ricos e pobres, escravos e livres, sãos e doentes. Para todos, há uma só cabeça e princípio de tudo, que é Cristo (cf Col 1,18); o que os membros do corpo são uns para os outros, é cada um de nós para cada um dos seus irmãos. Por isso, não podemos esquecer nem abandonar aqueles que caíram antes de nós num estado de fraqueza a que todos estamos sujeitos. Antes de nos regozijarmos por estarmos de boa saúde, compadeçamo-nos da infelicidade dos nossos irmãos mais pobres. Eles são à imagem de Deus tal como nós e, apesar da sua aparente decadência, mantiveram melhor do que nós a fidelidade a essa imagem. Neles, o homem interior revestiu o próprio Cristo e eles receberam o mesmo «penhor do Espírito» (2Cor 5,5), têm as mesmas leis, os mesmos mandamentos, as mesmas alianças, as mesmas assembleias, os mesmos mistérios, a mesma esperança. Cristo, Aquele «que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29), também morreu por eles. Eles tomam parte da herança da vida celeste, depois de terem sido privados de muitos bens neste mundo. São companheiros de Cristo nos seus sofrimentos e sê-lo-ão na sua glória.

03 de novembro - Beato Rupert Mayer

"Quando eles te levarem ao tribunal, 
não se preocupem... "
Continua a dizer Jesus aos seus apóstolos. Rupert Mayer sabia que desde 1933 suas homilias eram controladas pela polícia. Apesar disso, ele continuou anunciando a verdade como estava, nua e crua. Quando foi preso, declarou à Gestapo: "Declaro que, se fosse libertado, continuaria a pregar nas igrejas de Mônaco e em toda a Baviera, por razões de princípio, apesar da proibição de falar que me impuseram". Ele também não pôde permanecer em silêncio, assim como o apóstolo disse: "Ai de mim se eu não pregar o Evangelho!" (ICor 9,16 ) Nosso Beato estava pronto para enfrentar a prisão e o campo de concentração. No questionário, que o preencheu na prisão, escreveu: "Não me queixo do meu destino: não acho que seja uma pena, mas o coroamento da minha vida". E antes de ser levado para o campo de concentração em Saehsenhausen, ele escreveu da prisão da Gestapo: "Quando a porta da prisão se fechou e eu me vi sozinho na cela onde eu já tinha passado tempo, lágrimas vieram aos meus olhos; mas foram lágrimas de alegria por ter sido, por causa de minha vocação, julgado digno de ser aprisionado e de ir ao encontro de um futuro incerto". Esta não é a voz de um homem que é apenas corajoso, mas o de um cristão que se orgulha de compartilhar a cruz de Cristo. 
Papa São João Paulo II – Homilia de Beatificação – 03 de maio de 1987 

Beato Manuel Lozano Garrido – “Lolo”

Fiel leigo que soube irradiar em seu exemplo e seus escritos o amor a Deus, inclusive entre as enfermidades que o sujeitaram a uma cadeira de rodas durante quase 25 anos. Ao final de sua vida perdeu também a vista, mas continuou ganhando os corações para Cristo com sua alegria serena e sua fé inquebrantável. Os jornalistas poderão encontrar nele um testemunho eloquente do bem que se pode fazer quando a pena reflete a grandeza da alma e se coloca a serviço da verdade e das causas nobres. 
Papa Bento XVI – 13 de junho de 2010 
Manuel Lozano Garrido, Lolo, nasceu em Linares – Espanha – em 1920. Aos 22 anos ele ficou numa cadeira de rodas devido a uma paralisia progressiva. A sua imobilidade foi total e nos seus últimos nove anos ficou cego. Lolo foi um jovem secular, um cristão que levou a sério o Evangelho. Manteve sempre a alegria no seu constante sorriso. Homem do sofrimento, foi semeador da alegria nas centenas de jovens e adultos que se aproximavam dele em busca de um conselho.

São Guenael Abade na Bretanha Festa: 3 de novembro

Martirológio Romano:
Na Bretanha, na França, São Guenael, acredita-se ser abade de Landévennec. 
O editor da Vida de G., no século IX ou X, certamente queria fazer o trabalho de edificação em vez de história. Para acreditar nele, Guanaele pertencia a uma família nobre de Cotnoval. Ele tinha sete anos quando um dia, em Ergué-Gabéric, enquanto brincava com outras crianças da mesma idade, viu São Paulo. Winwaleo, o fundador da Abadia de Landevennec, que propôs que ele o seguisse. O menino aceitou imediatamente com alegria. No mosteiro, onde seus pais o deixaram, ele se tornou, apesar de sua juventude, um modelo para outros religiosos; ele aumentou a austeridade e os rigores ascéticos caros aos monges bretões: ele passou longas noites de inverno na água gelada do berçário recitando os salmos. Morrendo, s. Winwaleo o designou seu sucessor, mas depois de sete anos, Guanaele renunciou ao cargo, que ele já havia aceitado com relutância, para ir, com onze monges, treinar-se nas verdadeiras tradições monásticas, que ele acreditava serem mais preservadas na Inglaterra e na Irlanda. Aqui ele passou trinta e quatro anos pregando, restabelecendo a disciplina nos mosteiros e fundando outros. Ele então voltou para a Bretanha, não para Landevennec, mas para a ilha de Groix, onde, em sua chegada, os sinos começaram a tocar sozinhos. De lá, ele passou para a costa de Morbihan e fundou outro mosteiro no qual morreu em 3 de novembro, por volta de 580-590.