Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direcção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da Humanidade: a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483.
Nessa época, Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício.
Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos. Ao Papa Simplício, nunca faltou coragem, fé e energia, virtudes fundamentais para o exercício da função. Ele soube manter vivamente activas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros e São Lorenço, que a partir do seu pontificado passaram a acolher os católicos em peregrinação aos túmulos dos Santos Apóstolos. Depois construiu e fundou muitas igrejas novas, sendo as mais famosas aquelas dedicadas a São Estevão Rotondo e a Santa Bibiana. Trabalhou para a expansão das dioceses e reafirmou o respeito à genuína fé em Cristo e à Igreja de Roma.
Os escritos antigos registram suas várias cartas à bispos, orientando sobre a forma de enfrentar o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias orientais que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica e vinham se espalhando por todo o mundo cristão. Mas o Papa Simplício se manteve activo ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de evangelizador, apesar dessas e outras dificuldades. Além disso mostrou respeito a todo tipo de expressão da arte; foi ele que ordenou para serem colocados à salvo da destruição dos bárbaros os mosaicos considerados pagãos, da igreja de Santo André. Morreu, amado pelo povo e respeitado até pelos reis hereges, no dia 10 de Março de 483. Suas relíquias são veneradas na sua cidade natal, Tivoli, Itália.
Foi assim que Roma, graças à actuação do Papa Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas e da Santa Sé.
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domingo, 2 de março de 2014
INÊS DE PRAGA Princesa, Religiosa, Fundadora, Santa 1205-1282
Também conhecida como Santa Agnes de Praga. Nasceu em 1205 em Praga, República Tcheca. Era filha do Rei da Bohemia, hoje República Tcheca e foi educada em Trebniz pelas freiras Cistercienses. Era apenas Santa Inês de Praga, Princesauma garota e já demonstrava fervor e desejo de se consagrar a Deus e viver intensamente a fé cristã. Por ser muito jovem e bonita não foram raros os rapazes que desejavam desposá-la. Porem, os seus planos para o futuro eram outros. Inês recusava a todos com gentileza declarando que o seu único compromisso era com Jesus.
Porem um dos homens que deseja te-la como esposa era o Imperador Frederico II. Ele era o mais insistente dos pretendentes chegando às vezes a abordá-la para pedi-la em casamento. Como Inês percebeu que apenas suas palavras não seriam suficientes, passou a entregar-se a suas orações com mais fervor, e provar a ele e a todos que a desejassem desviá-la do seu caminho que Deus era o seu maior desejo.
Mas eram tantos os que vinham interceder a favor do Imperador que Inês viu-se obrigada a escrever ao Papa Gregório IX para que intercedesse por ela e a ajudasse a livrar-se desse tormento. O Papa ficou admirado com a tenacidade e a fé de Santa Inês e enviou um de seus mais hábeis assessores para pessoalmente defender Inês, desencorajando o Imperador apaixonado. A firmeza com que o religioso e Santa Inês explicaram o que significava consagrar-se a Deus finalmente convenceram a Frederico II a renunciar o seu amor de homem, e ele tornou-se inclusive uma pessoa de fé inabalável.
Santa Inês pode então ficar livre para abraçar a sua verdadeira vocação. Suas primeiras ações foram construir um hospital para os pobres, um Convento para os Franciscanos e distribuir a sua riqueza para os pobres.
Logo em seguida fundou o Convento de São Salvador, cujos cinco primeiros membros a ingressar na Instituição foram enviados por Santa Clara de Assis. Santa Inês de Praga tomou seu hábito em 1234 e ingressou na Ordem das Clarissas. Algum tempo depois, devido a sua competência, humildade e bondade foi convidada para exercer a posição de Abadessa. A principio não queria a posição, mas mais tarde devido à insistência de Santa Clara aceitou. Dedicou 50 anos a expandir o Convento e a Ordem das Clarissas. Ela gostava de cuidar dos pobres e remendava pessoalmente as roupas dos leprosos e cuidava deles, e milagrosamente, nunca contraiu a terrível doença. Ela tinha o dom da profecia e curava vários doentes apenas com seu toque e oração e às vezes tinha extasies e visões. Apesar de nunca terem se encontrado, Santa Clara de Assis e ela trocaram extensas cartas durante duas décadas e várias dessas cartas ainda existem até hoje, e provam uma sabedora fora do comum no entendimento da Fé e de Jesus.
Faleceu em 2 de março de 1282 no Convento São Salvador, em Praga, de causas naturais. Beatificada em 1874 pelo Papa Pio IX e canonizada em 12 de novembro de 1989 pelo Papa João Paulo II. Seu túmulo logo se tornou um local de peregrinação e vários milagres foram atribuídos a sua intercessão.
ÂNGELA DA CRUZ Religiosa, Fundadora, Santa (1846-1932)
Nasceu nos arredores de Sevilha em 30 de Janeiro de 1846, tendo sido baptizada no dia 2 de Fevereiro seguinte na paróquia de Santa Luzia. Pouco tempo teve de escola, aprendendo a escrever, algumas noções de aritmética e catecismo. Apesar da sua pobreza, desde pequena se habituou a partilhar os bens da sua casa com os mais pobres.
Na família aprendeu a rezar o Terço e a celebrar o mês de Maio, dedicado à Virgem Maria.
Manhã cedo, acompanhava seu pai para a oração do Terço; em 1854 fez a Primeira Comunhão e recebeu a Confirmação no ano seguinte. Começou a trabalhar aos doze anos numa sapataria, onde também se rezava o Terço, diariamente; ali começaram as suas experiências místicas. Começou a ensinar a sua profissão a outras meninas numa instituição chamada "As arrependidas", em Sevilha.
O seu confessor ajudou-a a encontrar a sua vocação: ser monja. Por falta de saúde, não foi admitida no Carmelo fundado em Sevilha por Santa Teresa de Jesus, mas em 1868 entrou como Postulante nas Filhas da Caridade do Hospital central de Sevilha, de onde foi trasladada para Cuenca, com melhor clima para a sua saúde. Em 1870 teve de abandonar definitivamente a Instituição. Teve de viver como "monja sem convento", voltou ao seu trabalho, aceitou a orientação do seu director espiritual, escrevendo os seus pensamentos e desejos da alma, até descobrir a sua vocação perante uma Cruz: a fundação de um Instituto que, "por amor de Deus, abraçasse a maior pobreza, para poder ajudar os pobres".
Com essa intuição, redigiu um projecto, com uma dimensão caritativa que a levasse a identificar-se com os menos afortunados: "fazer-se pobre com os pobres". Depois de participar na Santa Missa, instalou-se com outras três mulheres, num quarto alugado, onde tinham lugar principal um Crucifixo e um quadro da Virgem das Dores. Nasciam as Irmãs da Cruz.
As casas da "Companhia" deviam ter um ambiente de limpeza, saudável alegria e contida beleza, com estilo simples para mulheres simples, afastadas da grandiosidade, mas com ar de doçura, de modo a que todas sentissem uma nova maneira de querer Deus e os pobres. Começaram a recolher meninas órfãs, as casas começaram a crescer, atendiam as pessoas na sua própria casa, pediam esmola com uma das mãos e distribuíam-na com a outra. Em 1879 foram aprovadas as primeiras Constituições pelo Bispo diocesano, tendo como carisma a oração, a austeridade, contemplação e alegria no serviço dos pobres. Depressa se estenderam por toda a Espanha, chegaram à Itália e à América. Madre Ângela encontrou-se com o Papa Leão XIII na beatificação de João de Ávila e de Frei Diogo de Cádiz, mas o assinatura do decreto de aprovação da Companhia só foi assinado por Pio X, em 1904. A Irmã Ângela foi nomeada Superiora-Geral, reeleita por quatro vezes, destacando-se pelas suas virtudes de naturalidade e simplicidade.
Em 7 de Julho de 1931, foi atacada por uma trombose cerebral que a levaria à morte nove meses depois. Apesar de paralizada, mais procurava agradar do que incomodar. Faleceu em 2 de Março de 1932 e Sevilha passou durante três dias diante do seu cadáver. A Câmara Municipal celebrou uma Sessão extraordinária para elogiar a Irmã Ângela e deu o seu nome a uma rua da Cidade.
O seu corpo encontra-se incorrupto na Capela da Casa Mãe.
Foi beatificada por João Paulo II em 5 de Novembro de 1982, e canonizada pelo mesmo Papa, em Madrid, em 4 de Maio de 2003.
HENRIQUE SUSO Religioso dominicano, Bem-aventurado 1295-1366
Henrique Suso nasceu na ilha de Constança, na Alemanha, no dia 21 de março de 1295, foi um dos principais representantes do movimento religioso, que floresceu na região do Reno, no início do século XIV. Religioso dominicano, escritor e místico, tornou-se um dos teólogos alemães mais conhecidos, pela característica da Beato Henrique Suso, dominicanosingular doçura de sua espiritualidade e pela clareza do conceito transmitido de que a vida interior é acessível a todas as almas seguidoras da Paixão de Jesus Cristo.
Seu pai era um rico comerciante, não muito religioso, da nobre dinastia dos Berg, e sua mãe, uma senhora muito pia, era da tradicional família cristã dos Suese ou Suso, forma latina do nome. Henrique preferiu manter o sobrenome da mãe. Desde a infân-cia foi educado pelos dominicanos, demonstrando sua vocação religiosa já nesta época. Aos treze anos, ingressou como noviço no convento de São Nicolau, desta Ordem, em Constança, período em que desen-volveu muito, sua espiritualidade.
Aos dezasseis anos, viveu um período de fé incerta, o qual superou através da somatória das penitências rigorosas com as orações contemplativas. Dois anos depois, coroou sua completa conversão, marcando com ferro em brasa o nome de Jesus, no lado esquerdo do peito. Isto ocorreu, após uma experiên-cia mística, na qual, viu um anjo unindo o seu cora-ção ao do Cristo. A partir de então, seu zelo se tradu-ziu numa entrega espiritual mais prudente; Deus o fez compreender que a melhor mortificação consistia em aceitar com resignação as provas enviadas por Ele.
No convento dominicano em Constança, fez os estudos preparatórios, filosóficos e teológicos. Depois foi enviado para o Colégio Geral de Estrasburgo e finalmente para a universidade de Colónia, completar seus estudos sob a orientação de Mestre Eckhart. Ao invés de uma carreira brilhante eclesiástica, preferiu retornar para Constança, em 1329, como professor de Teologia no colégio dos dominicanos. Ali, durante os sete anos seguintes, escreveu suas obras mais importantes: o Livro da Sabedoria Eterna e o Livro da Verdade. Narrou com simplicidade e clareza os mistérios da alma, que desvendava através dos seus colóquios íntimos com Cristo, veiculados pelas orações silenciosas e experiências contemplativas. Nos seus escritos refere-se a Deus numa linguagem próxima a do amor dos namorados, plena de sensualidade.
Em 1336, Henrique sentiu que era hora de partir para o apostolado peregrino. Viajou por toda Alemanha, passando pela Suíça e Países Baixos, tornando-se um incansável pregador itinerante do nome de Cristo. Durante quatro anos, até 1943 foi o director geral do convento alemão de Turgovia. Depois foi transferido para o de Ulm, no qual permaneceu até morrer, em 25 de fevereiro de 1366.
Ele não foi sepultado no cemitério comum aos padres dominicanos, mas na cripta da igreja daquele convento. Até o final de 1531, sobre a sua lápide ardia uma chama atestando o seu culto. Depois seus restos mortais foram destruídos pelos protestantes, mas a sua lembrança se manteve e foram muitos os Santos que se inspiraram no seu exemplo para a busca da espiritualidade. O Papa Gregório XVI, beatificou Henrique Suso em 1831.
Suas principais obras incluem sua autobiografia A Vida do Servo, O Livro da Eterna Sabedoria, e O Livro da Verdade. Ficou conhecido como o trovador entre os místicos germânicos por suas visões e descrições metafóricas.
http://coracaomistico.blogspot.com/
EVANGELHO DO DIA 2 DE MARÇO
Evangelho segundo S. Mateus 6,24-34.
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou
não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o
outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» «Por isso vos digo: Não vos
inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto
ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que
o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai as aves do céu: não
semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as.
Não valeis vós mais do que elas? Qual de vós, por mais que se preocupe, pode
acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Porque vos preocupais com o
vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como
qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e
amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca
fé? Não vos preocupeis, dizendo: 'Que comeremos, que beberemos, ou que
vestiremos?’ Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o
vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai
primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por
acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de
amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São João Crisóstomo (c. 345-407),
presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Catequeses baptismais, n° 8, 19-25; SC 50
Se dermos realmente o primeiro lugar às
realidades espirituais, não teremos de nos preocupar com os bens materiais, pois
Deus, na sua bondade, no-los dará em abundância. Se, pelo contrário, nos
preocupamos unicamente com os nossos interesses materiais sem cuidarmos da nossa
vida espiritual, a preocupação constante com os assuntos terrenos conduzir-nos-á
à negligência da nossa alma. […] Não troquemos portanto a ordem das coisas.
Conhecendo a bondade do nosso Senhor, confiar-Lhe-emos tudo e não nos deixaremos
vencer pelas preocupações desta vida. […] «O vosso Pai Celeste bem sabe que
tendes necessidade de tudo isto, mesmo antes que Lho tenhais pedido» (Mt
6,32.8).
Jesus quer que estejamos livres das preocupações deste
mundo e que nos consagremos totalmente às obras espirituais. «Procurai pois,
diz-nos Ele, os bens espirituais e Eu próprio zelarei amplamente por todas as
vossas necessidades materiais. […] Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam
nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as» Dito de outra
forma: «Se Eu tomo conta das aves do céu, que são irracionais, e lhes
proporciono tudo aquilo de que elas necessitam, sem sementeiras nem trabalhos,
tanto melhor o farei por vós, que sois dotados da razão, desde que escolhais
preferir o espiritual ao corporal. Vendo que as criei para vós, tal como a todos
os outros seres, dos quais tanto cuido, de que solicitude não vos julgarei
dignos, vós para quem fiz tudo isto?»
"DA BOCA DAS CRIANÇAS..."
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
O pai conversava na sala com um fazendeiro que viera comprar gado. A oferta era um boi assim e assim, muito bom, sem defeito etc. O pequeno Humberto ouvia tudo, assentado num canto. No momento de fechar o negócio, ele entrou na conversa:
- Pai, o senhor está querendo vender aquele boi? Mas ele não vale nada. Vive pulando cerca e fugindo para todos os lados...
- Cale a boca, menino. Vá pra cozinha com a mamãe.
Palavra de vida: O mentiroso cairá na própria armadilha que ele armou para o outro (Sl 7,16)
2 DE MARÇO - AJUDE A RECUPERAR MINHA VAQUINHA
Carlos o Bom (1082-1127), conde de Flandres, era muito bondoso com todos. Um dia ele estava na igreja quando uma camponesa veio aflita pedir:
- Um homem quer tomar minha vaquinha. Ajude-me.
- Já vou, respondeu o conde. Mas espere terminar a missa.
- O caso é urgente! Ajude-me – interveio a mulher nervosamente.
- Fique tranqüila. Se eu não conseguir de volta a sua vaquinha, esta capa é sua. Fique com ela até eu recuperar a sua vaquinha. Espere-me no fundo da igreja.
Ela obedeceu, pois aquela capa forrada de ouro valia muitas vacas. Ao terminar a missa, o conde mandou seus soldados atrás do ladrão. Saíram a galope e o alcançaram bem longe, puxando a vaca com dificuldade. Assim a camponesa recuperou a sua vaquinha; e o santo a sua capa. Carlos, o Bom, apesar de tanta bondade, morreu assassinado após oito anos de um reinado frutuoso.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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Homilia do 8º domingo Comum (02.03.14) “Aprendendo com dos pássaros e das flores”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
Um Deus que é Mãe
Jesus, ao dar início a sua missão, ensina o caminho da vida para seus discípulos. Por em prática suas palavras é construir a casa sobre a rocha. Nada a destruirá. A rocha é Deus que é o fundamento e a segurança de todas as coisas, “pois Ele é meu rochedo, salvação e a fortaleza onde encontro segurança. Só em Deus minha alma tem repouso” (Sl 61.3). Quando o Papa João Paulo I falou que Deus era também Mãe, houve um susto. Como pode Deus ser Pai e Mãe? O Papa Sorriso queria dizer que o Pai tem também sentimentos como de uma mãe em sua preocupação para conosco. É bom ser amado e colocado ao colo para a proteção e o carinho. Isaias já nos falava nestes termos para que ninguém se sentisse abandonado. Até diz que uma mãe pode se esquecer do filhinho, o que é quase impossível de acontecer. Mesmo que acontecesse, Deus diz: “Eu não me esquecerei de ti”(Is 4915). Uma mãe não esquece o filho porque é como uma parte de seu corpo com o qual tem permanente ligação. Assim é o relacionamento de Deus conosco. Estamos ligados a suas entranhas divinas. Seu amor é total por cada um, não se divide por amar todos. Ele nos conhece pelo nome; “Chamei-te pelo nome. Tu és meu” (Is 43,1). Este Pai tem um amor ciumento e não divide essa predileção, por isso Jesus diz: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6,24). Como Deus é sempre fiel em Seu amor, a nós cabe total fidelidade. Se cobramos a presença deste Pai, Sua proteção e cuidado, devemos também ter o mesmo cuidado de presença e atenção para com Ele. Deus não é uma muleta que temos para nossos momentos ruins. Ele penetra nossa vida e dá vida a tudo que somos e temos.
Deus cuida de tudo e de todos
Viver protegido pela rocha não é acomodação, mas uma atitude inteligente de vida. Jesus põe como modelo os passarinhos e as flores. Eles não precisam se preocupar com o alimento, nem com a beleza de sua roupa. Salomão não conseguiu tanta beleza com toda a riqueza que possuía. Ninguém aumenta uns metros de sua vida só por pensar na comida e na roupa. Notemos aqui que essas propostas são as tentações fundamentais da vida: pão, o poder e o prazer. O sentido da vida não está nas coisas de que necessitamos, mas na vida que colocamos em tudo que pensamos, fazemos e vivemos. A preocupação com o Reino exige de nós colocarmos em prática suas exigências, preocupando-nos com o dia de hoje. Paulo diz que somos administradores dos mistérios de Deus (1Cor 4,1). Administramos Seu grande mistério de amor que comunicamos em nossas atitudes de serviço e amor.
O sentido da vida
Pelo fato de Deus cuidar de tudo e de todos, não é acomodação por preguiça ou por moleza. A proposta do evangelho nesse discurso da montanha é completa: “Buscai o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas vos serão dada por acréscimo” (Mt 6,31). Por isso rezamos sempre no Pai Nosso: “Venha a nós o vosso Reino”. Buscar o Reino de Deus é aceitar Jesus como opção fundamental e levar Seu Evangelho às últimas consequências. Se colocarmos os princípios do Evangelho em prática, teremos a beleza dos pássaros e das flores e saberemos viver até o último minuto com plenitude realizando nossa missão. A Palavra de Deus vai nos ajudar a discernir sobre nossas atitudes, pois quem ouve Palavra de Deus e a põe em prática é semelhante ao homem que construiu a casa sobre a Rocha. É inútil se fixar no que é passageiro. A celebração dominical sacia nossa sede e alimenta nossa fome de Deus. Nela aprendemos a acolher o Reino.
Leituras: Isaias 49,14-15; Salmo 61; 1ª Coríntios 4,1-15;Mateus 6,24-34
-Ensinando o Caminho da Vida Jesus se põe como a rocha. É nele que temos repouso. Deus é também Mãe, isto é, tem os sentimentos de uma mãe que não esquece o filho. Seu amor é total por cada um. É também ciumento. Ele cuida de nós e nós cuidemos de Sua presença e atenção.
-Deus cuida dos pássaros e das flores. A preocupação com o comer e o vestir não aumenta nossa vida. A preocupação com a vida deve ser dar vida ao que fazemos. Somos administradores do mistério de Seu amor.
-Não nos preocuparmos não significa preguiça, mas buscar o Reino de Deus e sua justiça que nos darão todas as outras coisas. Acolher o Reino é aceitar Jesus como opção fundamental. Assim teremos o alimento como os pássaros e a beleza como as flores. Deus será nossa segurança.
Dando uma de passarinho
Quer um jeito de não te faltar nada? Dá uma de passarinho.
Jesus ensina que devemos ter confiança em Deus como têm os passarinhos e as flores. Não lhes falta nada. Ele alimenta os pássaros e veste as flores. Ninguém se vestiu tão bem como eles. Nem Salomão. Além do mais conduz nossa vida, pois, por nós mesmos, não vamos um minuto adiante.
Deus é uma mãezona.
Como viver sem responsabilidade? Também não é assim de graça. Mas “basta buscar o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas vos serão dados por acréscimo” … “Para cada dia basta seu cuidado”. Viver o momento presente é preparar o amanhã. Seguir Jesus vai ter tudo para todos. O Reino de Deus é suficiente para organizar a vida e o mundo.
XIV. PSICOLOGIA - A CHAVE DO ÊXITO
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
Você deseja vencer na vida, quer no campo material, quer no campo espiritual? O domínio de si mesmo é a chave que abre as portas do êxito. Seja dono de você mesmo. Conseguindo se dominar, irá dominar as diversas situações em que se vir envolvido. Sem o domínio próprio, a gente nunca chega a ser alguma coisa na vida. Eis algumas dicas para conseguir o domínio próprio:
- Saber calar-se: Não é ser taciturno, fechado, anti-social. Há circunstâncias, porém, em que o silencio é ouro.
Exemplos: - Não tome nenhuma resolução imediata quando uma grande emoção tomar conta de você. Quando tiver uma contrariedade inesperada. Ao lhe dirigirem uma palavra grosseira. Quando receber uma carta com más noticias. Numa dificuldade. Num contratempo. Quando tiver um desejo que não pode ser satisfeito no momento, embora honesto. Quando sobrevir uma paixão desordenada e violenta. Etc. - Lembra-se daquele dia em você levantou-se com o estomago revirado e o fígado enrolado? Não rezou para começar o dia. Achou o café amargo. Pouco depois alguém mexeu com você . As medidas se encheram e você “explodiu” em cima do sujeito. Proferiu palavrões de todos os calibres. Perdeu completamente a cabeça. Perdeu também uma boa oportunidade de mostrar seu domínio interno e externo.Se tivesse calado a boca naqueles momentos de nervosismo, não teria dado um show de grosseria e maus modos. (Continua)
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE MARÇO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
2 ─ 8º Domingo TC ─ Santos: Inês da
Boêmia, Jovino, Januária
Evangelho (Mt 6,24-34) “Olhai
os pássaros dos céus: não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No
entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta.”
Nos tempos de Jesus, ou
agora, a vida humana é sempre insegura; dependemos de um conjunto de
circunstâncias fora de nosso alcance. Saúde, emprego, êxito em negócios,
estudos e concursos, acidentes ou desastres naturais, por mais que cuidemos,
nunca poderemos ter garantia total. Por outro lado, já devemos ter aprendido
que, mesmo que tudo corra da melhor maneira, nada disso nos pode dar felicidade
completa. Não podemos deixar que a ansiedade tome conta de nós. Precisa fazer
tudo que estiver ao nosso alcance, mas sem dar importância absoluta a nada
disso, nem esquecer que Deus cuida de nós porque nos ama, e, enquanto depender
dele, tudo acabará servindo para nosso bem. É o que diz Jesus: “Buscai em primeiro
lugar o Reino de Deus e a sua justiça”.
Oração
Senhor meu Deus, hoje quero agradecer tudo que me
destes, os bens do corpo e da terra, e os bens do espírito e da graça que já
transforma minha vida. E vos bendigo por homens e mulheres que, através dos
tempos, pensaram e trabalharam para que tivéssemos o que temos hoje. Ajudai-nos
a continuar cultivando este mundo, para avançar na direção que planejastes para
nós. Dai-nos habilidades e dedicação ao trabalho, mas também a tranquilidade e
a sabedoria da confiança em vossa providência paterna. Libertai-nos da ganância
e ensinai-nos a partilha fraterna. Abri nosso coração às exigências da
caridade, para sermos as mãos humanas da vossa providência divina em favor de
todos os necessitados. Amém.sábado, 1 de março de 2014
ROSENDO DE CELANOVA Bispo de Braga 907-977
Esta grande figura da Igreja ibérica, Rosendo de Celanova, nasceu em Santo Tirso, perto do Porto a 26 de novembro de 907, no seio de uma família então prestigiosa. Veja-se:
São Rosendo era tetraneto de Ramiro I de Oviedo (+ 850); bisneto do Conde Gaton de Bierzo, o repovoador de Astorga (854), neto do Conde Hermenegildo Gutierrez, conquistador de Coimbra (878) e primo irmão do Rei Ramiro II de Leão (+ 951).
Com uma tal “linhagem”, não admira que tenha sido nomeado bispo de Medonhedo tendo apenas 18 anos. Todavia, esta juventude não o impediu de ser, na sequência dos tempos um grande e famoso servidor da Igreja.
Lembremos que foi ele o fundador da grande abadia de Celanova e que terminou a sua vida como bispo na então já muito famosa catedral de Santiago de Compostela (968-977). Bom é saber igualmente que a esta prestigiosa família galega pertenceram nada mais do que 10 reis e 7 bispos, assim como uma boa parte das mais importantes figuras do reino ― entre os anos 850 e 1000.
Este grande santo ibérico, é considerado português, pelos portugueses, por causa do seu nascimento ― mesmo se nesse tempo nem o Condado de Portugal existia ― e por ter sido um dos bispos de Dume, na região de Braga, a mais antiga diocese de Portugal.
Os espanhóis e, particularmente os galegos, consideram-no espanhol por ter sido o fundador da abadia de Celanova na Galiza e por fim, bispo da grande diocese de Santiago de Compostela, cuja catedral era já muito visitada, como o provam antigos documentos.
Segundo nos diz um autor espanhol, S. Rosendo é o único bispo da época alto-medieval do qual se possuí uma verdadeira biografia, obra de um monge do mosteiro de Celanova que viveu na segunda metade do século XII, chamado Ordoño, o qual utilizou na sua obra documentos e dados recolhidos durante décadas pelo famoso claustro celanovense.
Sabe-se assim que quando menino, Rosendo, “dando já mostras de um carácter singular” foi posto sob a direcção espiritual de seu tio-avô o bispo Sabarico (906-924), provavelmente quando este foi bispo de Medonhedo, diocese à qual estava ligada a diocese de Dume.
Foi também aqui que o jovem Rosendo recebeu a instrução literária, seguindo-se depois, como é óbvio, a instrução eclesiástica, administrada por monges letrados e de alta probidade espiritual.
A quando da morte de seu tio-avô, ocorrida em 924, Rosendo, tendo já passado pelos diversos graus eclesiásticos, foi nomeado bispo de Medonhedo, em 925, quando apenas tinha, como já dito, 18 anos, reinando então em Leão o efémero Fruela II (924-925).
Os primeiros meses do seu pontificado ― continua o autor espanhol ― coincidiram com o agitado conflito que se travou, a quando da morte de Fruela II, entre os filhos deste rei e seus primos, filhos de Ordoño II, para a possessão do reino. Finalmente, estes últimos impuseram-se e subiu ao trono, em 926, Sancho Ordoñez, como rei da Galiza. Este, tendo morrido sem filhos, o reino voltou a reunificar-se e a reinar Afonso IV de Leão que por sua vez abdicou, no verão de 931, entre as mãos de seu irmão mais novo, Ramiro II (931-951), que residia no interior da actual fronteira portuguesa ― entre Viseu e Coimbra ― precisa o mesmo autor.
Pondo de parte estas notas histórico-políticas, voltemos ao nosso Santo, quando ele já conta cerca de 43 anos de idade e 24 de pontificado na diocese de Medonhedo.
Nesta ocasião e na sequência de uma grande assembleia que se reuniu em Leão em 950, foi escolhido para a diocese de Medonhedo um outro bispo e Rosendo retirou-se para Celanova, no mosteiro que mandara construir, como vimos. Todavia, o novo bispo da diocese que Rosendo deixara, parece não ter as capacidades necessárias e o Santo tem de voltar a ocupar-se da diocese, assim como da de Dume, sem esquecer todos os apelos que lhe eram feitos a quando das grandes assembleias para a nomeação de novos prelados para as dioceses do reino, o que aconteceu ao menos em 956, 958 et 959.
Desde que isso foi possível, Rosendo voltou para a solidão de Celanova e aí se entregou à oração e à meditação. Mas esta quietude não durou muito tempo, visto que em 968 foi chamado à cátedra de Santiago de Compostela onde permaneceu até à morte.
Em 17 de janeiro de 977, encontrando-se provavelmente doente ― e esta doença parecendo-lhe grave ― Rosendo redigiu o seu testamento onde não só mostra a sua lealdade para com a dinastia reinante, mas também se preocupa com o futuro do seu querido mosteiro de Celanova, onde acabará por morrer 32 dias depois no primeiro de março de 977.
Afirma ainda o autor espanhol que « a trajectória do “galaico” S. Rosendo, bispo de Medonhedo-Dume (925-950 e 955-958) e por isso titular da “sede apostólica” de Iria-Santiago (968-977), deve situar-se num claro contexto histórico “neogoticista”, herdeiro, directo de um passado que nunca tinha sido prescrito, de maneira que a sua figura se conecta directamente com os seus antecessores, os bispos que pontificaram em Britónia (perto de Medonhedo) durante os séculos VI a VIII, como a figura excepcional de S. Martinho de Dume (o apóstolo da Galiza) e a seguir bispo de Braga (+580) e com aquela de S. Frutuoso, também incansável fundador de mosteiros e igualmente bispo de Dume e depois de Braga (656) ».
O mesmo autor acrescenta ainda: « S. Rosendo estudou com toda a segurança, como se fazia no seu século, a fecunda obra de Santo Isidoro de Sevilha (601-636), assim como aquela dos primazes de Toledo, S. Julião e Santo Ildefonso. »
Referente a este grande Santo, conserva-se, em S. Miguel do Couto, perto do Porto, a pia baptismal onde recebeu as águas que tornam o homem filho de Deus.
Em Celanova subsiste ainda uma pequena capela, « autêntica jóia da arte pré-românica espanhola do século X ».
Pouco importa que S. Rosendo seja português ou espanhol ― os Santos são dados como exemplos a todos os povos da terra ― o que mais importa é, não só seguir o seu exemplo de profunda espiritualidade e entrega a Deus, mas também de o invocar nas nossas necessidades, mostrando-lhe assim o nosso amor e carinho.
Afonso Rocha
http://alexandrina.balasar.free.fr/
ALBINO DE ANGERS Abade, Bispo, Santo 469-550
Albino nasceu no ano 469, no seio de uma família cristã, que se encontrava em ascensão social e financeiramente, também pertencia à nobreza de Vannes, sua cidade natal, na Bretanha. Era uma criança reservada, inteligente, pia e generosa. Ao atingir a adolescência manifestou a vocação pela vida religiosa. Por volta dos vinte anos ordenou-se monge e cinco anos depois era escolhido, pela sua comunidade, o abade do mosteiro de Tintilante, também conhecido como de Nossa Senhora de Nantili, próximo de Saumur.
Durante mais vinte e cinco anos exerceu seu ministério, mantendo-se fiel aos preceitos da Igreja, trabalhando para manter a integridade dos Sacramentos e das tradições cristãs. Nesse período, todas as suas qualidades humanas e espirituais afloraram, deixando visível uma pessoa especial que caminhava na rectidão da santidade. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos perseguidos e dos prisioneiros. Tanto que foi eleito, para ocupar o posto de bispo de Angers, pelo clero e pela população, num gesto que demonstrou todo amor e estima do seu imenso rebanho.
Nesse posto trabalhou incansavelmente pela moralização dos costumes, contra os casamentos incestuosos que se tornavam comuns naquela época, quando os ricos da corte tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas. Para isso convocou os concílios regionais de Orléans em 538 e 541, participando em ambos activamente, arriscando a própria vida. Mas com o apoio da Santa Sé adquiriu novo fôlego para prosseguir na difícil e perigosa campanha de moralização cristã. Depois no de 549, se fez representar pelo seu discípulo e sucessor, o abade Sapaudo.
A tradição lhe atribui algumas situações prodigiosas e cobertas pela graça da Divina Providência, como a abertura das portas da prisão, a libertação dos encarcerados e muitos outros divulgados entre os fieis devotos.
Albino morreu no primeiro dia de março de 550 e foi sepultado na igreja de São Pedro em Angers. Devido o seu culto intenso já em 556 foi dedicada à ele uma igreja, na qual construíram uma cripta para onde seu corpo foi transladado. Ao lado dessa igreja foi criado um mosteiro beneditino, cujo primeiro abade foi seu discípulo Sapaudo.
Contudo, as relíquias do bispo Albino encontraram o repouso definitivo na catedral de São Germano em Paris, no ano 1126, quando o seu culto já atingira, além da França e Itália, também a Alemanha, Inglaterra, Polónia e vários países do Oriente.
Com justiça, Albino foi considerado um dos santos mais populares da Idade Média, que atingiu a Modernidade através da vigorosa devoção dos fiéis, reflexo de seu exemplo de moralizador. A festa litúrgica de Santo Albino é comemorada no dia de sua morte.
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EUDÓXIA DA SAMARIA Penitente, Religiosa, Santa século II
Eudóxia nasceu na Samaria, Palestina, mas vivia na cidade de Heliópolis na Fenícia, actual Líbano. Era uma jovem de extraordinária beleza, cujo ímpeto pagão a fez abandonar a família para levar uma vida de libertina. Teve muitos noivos e admiradores ricos, que vinham de outros países à sua procura. Dessa maneira, enriqueceu.
Certa vez, pernoitou na casa de um seu vizinho cristão um velho monge, chamado Germano. De madrugada, o monge levantou para fazer suas orações em voz alta, como de hábito, e ler o Evangelho, entoando cânticos ao Senhor. A leitura foi sobre a nova vinda do Redentor e o juízo final. Eudóxia, acordou com aquela voz, que vinha pela parede, da casa ao lado, e ficou escutando. O que ouviu, impressionou-a e perturbou o seu espírito.
Bem cedo, foi procurar o homem, que ouvira rezando durante a noite e escutou por muito tempo a orientação do velho monge Germano, sentindo sua alma se encher com a alegria e o amor de Cristo. Ficou isolada com o monge durante vários dias, só ouvindo suas palavras e rezando. Ela teve uma visão de são Miguel Arcanjo, presenciada pelo monge, confirmando assim seu arrependimento e conversão. O monge contou ao bispo de Heliópolis, Teodotos, que baptizou Eudóxia. Depois, ela doou os seus bens aos pobres, libertou os seus escravos e ingressou no convento feminino, próximo da cidade, de onde só saiu para morrer.
Eudóxia viveu muitos anos, consagrando a sua vida inteiramente ao jejum, orações e purificação da alma. Abraçou a fé com tanta certeza que em pouco tempo alcançou a maturidade espiritual, recebendo muitos dons de prodígios. A tradição diz, que são Miguel Arcanjo, deixou seu dragão para guardar o convento onde Eudóxia estava. A sua fama e os seus prodígios eram tantos que o prefeito pagão Aureliano, mandou alguns soldados ao convento para prendê-la. Mas, foram impedidos pelo dragão que expelia fogo pela boca à medida que tentavam se aproximar do convento. Depois de três dias desistiram, voltaram e contaram tudo ao prefeito.
Irritado, mandou outro grupo liderado por seu filho. Porém o dragão assustou os cavalos e o jovem caiu e morreu na hora. O prefeito consternado decidiu mandar um tribuno pedir ajuda à santa prodigiosa. Eudóxia lhe respondeu com uma carta, que ao ser colocada em contacto com o jovem, ele ressuscitou. Aureliano se converteu e com ele toda a família e os seus magistrados. A filha Gelásia foi envida ao convento, o jovem ressuscitado se tornou diácono e mais tarde, o bispo de Heliópolis.
Eudóxia, chegou a ser a superiora do convento. Nesta função, ela concentrou suas forças para auxiliar os pobres, curar os enfermos com seus dons pelas orações, convertendo os pagãos, rezando e jejuando. Na época do imperador Trajano, ela foi denunciada pela disseminação da fé cristã. Acusada de bruxaria e fraude, sem julgamento Eudóxia foi decapitada em 1o de março de 114. Santa Eudóxia se tornou digna de ingressar no Reino dos Céus, também pelo testemunho da fé em Cristo. O seu culto se manteve ao longo dos séculos e foi mantido pela Igreja, no dia de sua morte.
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São David de Wales
Também conhecido com David, o bretão.
Nasceu em 542 em Menevia ( agora Saint David) em Wales. Filho da realeza de Wes. Filho do Rei Sant de Wales do Sul. Neto de Ceredig, Principe de Cardigan. Tio do Rei Arthur .
Padre. Estudou sob a direção de São Paulinus. Colaborou com as Santas Columba e Gildas e com São Finnigan.
Missionário, notável pregador e fundador de vários monastérios. Ele fundou 12 monastérios de Croyland a Pembrokeshire, o último dos quais o Mosteiro de Mynynw, (Menevia) no sul de Wales que tinha regras muito duras baseadas nas regras dos monges egípcios.
Após a sua notável contribuição ao Sínodo de Brevi em Cardiganshire ele foi escolhido o primaz da Igreja de Cambrian. Em seguida foi indicado Arcebispo de Caerleon em Usk.
Diz a tradição que ao ser consagrado Arcebispo uma pomba desceu em seus ombros para mostrar que ele tinha a benção do Espírito Santo.
Mudou a sede de sua Sé para Menevia. Presidiu o Sínodo de Brefi o qual condenou a heresia Pelagiana.
Construiu a igreja de São José da Arimateia em Glastonbury.
Após uma visão em seu monastério de Rhos Valley ele saiu com dois outros monges para Jeruzalem para ajudar o Patriarca de Jeruzalem. Enquanto ele pregava converteu vários pagãos e anti cristãos. A tradição diz que certa vez quando pregava a terra se ergueu no local onde ele estava para levanta-lo acima da multidão que ouvia, de modo que todos pudessem ouvi-lo melhor.
Diz ainda à tradição que se o público não estava atento ou convencido ele simplesmente perdia a paciência e curava um cego, um paralítico ou um leproso, apenas com sua oração e benção para mostrar o poder de Jesus. Com isso converteu centenas.
Faleceu de causas naturais em 601DC, em Mynyw, Wales.
Foi canonizado pelo Papa Callistus II em 1120 DC.
É o padroeiro dos pombos e de Wales ( Pais de Gales). É especialmente venerado em Pembrokeschire.
Na arte litúrgica da Igreja ele é representado: 1) pregando em uma colina ou; 2) segurando sua catedral;, ou 3) como um homem de pé em um monte de terra com uma pomba nos ombros.
Sua festa é celebrada no dia 1º de março
Beato Miguel Carvalho e companheiros, mártires, +1624
Miguel de Carvalho nasceu em Braga em 1577. Cedo ficou fascinado pela espiritualidade missionária da Companhia de Jesus onde ingressou em 1597, tendo partido para a Índia em 1602. Em Goa realizou os estudos teológicos e foi ordenado sacerdote.
Em 1620 é enviado para o Japão onde chegou disfarçado de soldado, depois de numerosos percalços que o conduziram a Macau, à China e às Filipinas.
Permaneceu dois anos na ilha de Amacusa. Apresentou-se ao governador em plena época de perseguições, declarando ser sacerdote, missionário e jesuíta. Foi condenado à morte, mas o governador, por considerá-lo demente, mandou-o para fora da sua jurisdição. Encontrou-se, mais tarde, com o Padre Provincial em Nagasaki, onde permaneceu. Depois de ter sido reconhecido por soldados acabou por ser preso numa cadeia de Omura, onde, juntamente com outros missionários, foi condenado à morte em 25 de Agosto de 1624.
EVANGELHO DO DIA 1 DE MARÇO
Evangelho segundo S. Marcos 10,13-16.
Naquele
tempo, apresentaram a Jesus uns pequeninos para que Ele os tocasse; mas os
discípulos repreenderam os que os haviam trazido. Vendo isto, Jesus
indignou-se e disse-lhes: «Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis,
porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. Em verdade vos digo:
quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as mãos.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santa Teresinha do Menino Jesus
(1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico C, 2
v°-3 r° (Ed. Carmelo, 2000)
Bem sabeis, minha Madre, que sempre desejei
ser santa. Mas, ai de mim!, sempre verifiquei, ao comparar-me com os Santos, que
há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se
perde nos céus, e o obscuro grão de areia pisado pelos pés dos caminhantes. Em
vez de desanimar, disse para comigo: «Deus não pode inspirar desejos
irrealizáveis. Posso, portanto, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade.
Fazer-me crescer a mim mesma é impossível; tenho de suportar-me tal como sou,
com todas as minhas imperfeições. Mas quero procurar a maneira de ir para o céu
por um caminhito muito direito, muito curto, um caminhito completamente novo.
Estamos num século de invenções. Agora já não se tem a maçada de
subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos, o ascensor substitui-a
vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até
Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição.
Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor, objecto do meu
desejo, e li estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: “Se alguém for
pequenino venha a mim!” (Prov 9,4).
Então aproximei-me, adivinhando
que tinha encontrado o que procurava, e querendo saber, ó meu Deus!, o que
faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas
e eis o que encontrei: “Como uma mãe acaricia o seu filho, assim Eu vos
consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos!” (Is
66,12-13) Ah! Nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a
alma! O ascensor que me deve elevar até ao céu são os vossos braços, ó Jesus!
Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que
permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena. Ó meu Deus!, excedestes
a minha esperança e eu quero cantar as vossas misericórdias.
MENINA SALVOU SEUS IRMÃOZINHOS
| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
Reúna, de 8 anos, estava sozinha em casa com seus cinco irmãos e ressonava. Os pais com dois filhos mais velhos, tinham ido à feira. A luz da lamparina alumiava fracamente a escuridão do quarto, todo de madeira e coberto com palha. Súbito o gato buliçoso esbarrou na lamparina. Ela tombou em cima da cama de Reúna e começou a queimar a roupa e o cabelo da menina. Ela acordou e logo se deu conta da tragédia. Não perdeu tempo. Apagou, como podia, o fogo que lhe chamuscava o corpo. Poderia pular para fora e pôr-se a salvo, pois sua cama ficava perto da porta. Mas não! Viu seus irmãozinhos que começaram a se mexer. Pegou um por um e os levou para fora, carregando-os ou arrastando-os. A mais velha, de nove anos, foi jogada pela janela, pois era muito pesada para Reúna.
O fogo começou a se alastrar pela casa. Completado o resgate dos irmãozinhos, Reúna pensou em apagar o fogo. Encheu várias vezes o balde num riacho próximo. Por fim seu corpinho não resistiu mais, e ela tombou de bruços sobre os escombros carbonizados. Quando a mãe chegou, quanta desolação! Encontrou as crianças, mas faltava uma. Onde estaria Reúna? Estava debaixo de um monte de escombros... inerte. Pegou-a nos braços, dizendo:
-“Meu Deus, entrego-te minha filha”.
O pai chegou bem mais tarde. Profundamente chocado, achou que só havia uma solução: Cavar uma sepultura para ela. A mãe, porém, não perdeu a esperança. Com muita dificuldade, levou-a para o médico. No caminho, a menina acordou. Respirava. Graças ao bom Deus, nem tudo estava perdido. A mãe apressou o passo. Chegando à clínica, foi logo atendida.
-“É inexplicável como ela agüentou tanto tempo”, disse a médica.
A menina estava toda desfigurada pelas queimaduras. Graças à ajuda de muitos, ela se tratou e se recuperou. Boa parte da cura se deve à sua coragem. Quando interrogada como teve tanta força para fazer o que fez, respondeu com simplicidade:
- Eu agi dessa forma porque eles são meus irmãos. Eu os adoro. (Seleções, março de 1997)
Palavra de vida: Saudações a Prisca e a Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus; para me salvar a vida, arriscaram a sua...(Rm 16,3)
1° DE MARÇO – COMBATEU OS CASAMENTOS ENTRE PARENTES
Santo Albino (469-550) teve que enfrentar este costume imoral e antinatural: casamento entre parentes consangüíneos de primeiro grau. Os ricos da corte tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas. Combater tais casamentos incestuosos, foi das tarefas mais urgentes e ingratas que ele tomou sobre si. Essa atitude profética gerou tanta revolta, que ele quase morreu mártir, como um João Batista. - O povo lhe atribui milagres sem conta, alguns de fundo lendário. Certa vez foi visitar uma mulher que estava sendo torturada na prisão. Indignado, o santo soprou no rosto do torturador, e este caiu morto no chão. Em outra ocasião, visitando os presos, revoltou-se contra situações injustas na cadeia. De repente houve um desabamento de terra, um caminho se abriu e os presos escaparam.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Preparar o caminho do Senhor”.
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
Há sempre uma
esperança na dor.
A vinda de Cristo ao mundo é libertação e
alegria, como podemos ler no livro de Baruc, proclamada na primeira leitura
deste 2º domingo do Advento. Esta libertação é chamada de salvação. Todos os
tempos têm seus momentos felizes, mas também seus sofrimentos. O povo de Israel
fora levado para o exílio por culpa sua, por seu seus erros e injustiças e por
ter-se afastado de seu Senhor. São anos de sofrimento e dor. A cidade, como uma
mãe, reveste-se de luto e dor por seus filhos dispersos. O castigo de Deus é
sempre menor que sua bondade e misericórdia. Anuncia o fim do castigo. É a
libertação e salvação. A vinda de Cristo é libertação. Jerusalém é convocada a
ver seus filhos que chegam de longe, do exílio. Há sempre uma esperança para o
futuro. É este o modo como Deus nos trata: sempre deixa uma esperança.
Converter-se é
preparar.
Se
Deus é tão bom e vem ao nosso encontro com tanto carinho e com tanta ternura,
como diz S. Paulo na 2ª leitura (Filipenses 1,8), por outro lado, nossa
responsabilidade é corresponder para poder receber esta libertação. O pior
prisioneiro é aquele que não quer a liberdade. João Batista aponta como se deve
fazer para acolher este Redentor que vem. Repete as palavras dos profetas
Isaías: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas (...)” (Lc
3,4-6). É o convite a percebermos nossa realidade, nossas montanhas de
inutilidades, nossos vales de insuficiências voluntárias diante de Deus e
nossos caminhos tortuosos e estranhos que não levam à vida. Este convite é o
chamado a entrar no projeto de Deus, fazer o jogo dEle. O grande mal que
podemos nos fazer é querer tudo de Deus e ao fazer nada para que isso aconteça.
Deus não impõe, propõe. Basta querer e aceitar a mudança. Sem conversão não há
liberação, não há retorno à vida e à alegria. O tempo de Advento, tempo de
preparação para o Natal, lembra a permanente vinda de Deus. Assim como Deus se
preparou por séculos para o envio de seu Filho, nós também temos alguns
momentos para abrir a porta de nossa casa para acolher sua vinda.
E levará à
perfeição.
Paulo
escreve na carta aos Filipenses: “Tenho certeza de que Aquele que começou em
nós uma boa obra, há de levá-la à perfeição no dia de Jesus Cristo” (Fl 1,6).
Ação de Deus para nos conduzir não é só uma boa vontade. Ele fala e faz. Ele
não faz seu serviço pela metade. Vai até o fim. Paulo diz que se une em
comunhão com todos aqueles que estão unidos a ele na proclamação do Evangelho
(Fl 1,4-5). Esta comunhão é o afeto de Jesus Cristo por cada um. A redenção é
também afeto de Paulo que diz sentir saudades e reza por cada um. A libertação
não é uma idéia, é um ato de amor e comunhão de afeto. Este é o caminho da
chegada de Deus. É o berço que preparamos para o Natal correspondendo com afeto
ao grande amor manifestado por Deus na encarnação de seu filho.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE MARÇO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
1 ─ Sábado ─ Santos:
Albino, Adriano de Marselha
Evangelho (Mc 10,13-16) “Traziam crianças para
que Jesus as tocasse. Mas os discípulos opunham-se. Jesus aborreceu-se e disse:
─ Deixai vir a mim as crianças.”
Pelo que parece, os discípulos julgavam-se donos
de Jesus. Ou talvez pensassem que o evangelho fosse reservado a alguns
privilegiados, e não oferta também para os simples e sem importância como as
crianças. Tenho de mudar meu modo de pensar. Se me julgo importante, se não me
reconheço pobre, fraco e necessitado, não conseguirei jamais aceitar a proposta
de Jesus.
Oração
Senhor Jesus, dai-me a simplicidade e a humildade
realista de quem precisa mesmo de vós. Já que fostes bondoso o bastante para me
acolher, não permitais que eu seja obstáculo entre vós e os que vos procuram.
Que eu, com minhas exigências, não afaste de vós principalmente o pequenos e os
simples. Nem faça do evangelho um peso demasiado para os que ainda são fracos.
Amém.
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