Evangelho segundo São Lucas 9,1-6.
Naquele tempo, Jesus chamou os doze apóstolos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem todas as doenças.
Depois enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
E disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, e não leveis duas túnicas.
Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali.
Se alguns não vos receberem, ao sair dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles».
Os apóstolos partiram e foram de terra em terra a anunciar a boa nova e a realizar curas por toda a parte.
Tradução litúrgica da Bíblia
(1858-1916)
Eremita e missionário no Saara
Carta a Joseph Hours, 3 de maio de 1912
«Enviou-os»
Ser apóstolo, mas por que meios? Por aqueles que o Senhor põe à disposição de cada um: os padres têm os respetivos superiores, que lhes dizem o que devem fazer. Os leigos devem ser apóstolos com todos aqueles a quem conseguem chegar: parentes e amigos, mas não só eles; a caridade não é estreita, alcança todos aqueles que o Coração de Jesus abraça.
Por que meios? Pelos melhores, tendo em conta aqueles a quem se dirigem: com todos aqueles com quem se relacionam, sem exceção, pela bondade, a ternura, o afeto fraterno, o exemplo de virtude, a humildade e a doçura, sempre atraentes e tão cristãs. Com alguns, sem lhes dizer nunca uma palavra sobre Deus ou sobre religião, tendo paciência como Deus tem paciência, sendo bom como Deus é bom, sendo um irmão terno e rezando. Com outros, falando-lhes de Deus na medida em que conseguem atingir; quando chegam à ideia de buscar a verdade pelo estudo da religião, pondo-os em contacto com um sacerdote bem escolhido e capaz de lhes fazer bem. Sobretudo, vendo em cada homem um irmão.

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