sexta-feira, 6 de novembro de 2026

EVANGELHO DO DIA 06 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 16,1-8. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: "Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar". O administrador disse consigo: "Que hei de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho forças, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa". Mandou chamar, um por um, os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: "Quanto deves ao meu senhor?". Ele respondeu: "Cem talhas de azeite". O administrador disse-lhe: "Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta". A seguir disse a outro: "E tu, quanto deves?". Ele respondeu: "Cem medidas de trigo". Disse-lhe o administrador: "Toma a tua conta e escreve oitenta". E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz no trato com os seus semelhantes». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Leão XIV (1955) 
Papa (2025) 
Angelus de 21/09/2025 
Seremos chamados a prestar 
contas da maneira 
como gerimos a nossa vida 
A parábola que hoje ouvimos no Evangelho (Lc 16,1-13) convida-nos a refletir sobre o uso dos bens materiais e, de um modo geral, sobre a forma como temos administrado o bem mais precioso de todos, que é a nossa própria vida. Nesta história, um administrador é chamado pelo seu senhor a prestar contas. Trata-se de uma imagem que nos diz algo importante: que não somos senhores da nossa vida nem dos bens de que gozamos; tudo nos foi dado como dom pelo Senhor, que confiou este património ao nosso cuidado, à nossa liberdade e responsabilidade. Um dia, seremos chamados a prestar contas do modo como administrámos a nossa vida, os nossos bens e os recursos da terra, tanto perante Deus como perante os homens, a sociedade e, sobretudo, aqueles que virão depois de nós. Caríssimos, a parábola convida-nos a perguntar: como estamos a administrar os bens materiais, os recursos da terra e a vida que Deus nos confiou? Podemos seguir o critério do egoísmo, colocando as riquezas em primeiro lugar e pensando apenas em nós; mas isto isola-nos dos outros e espalha o veneno de uma competição que muitas vezes gera conflitos. Ou podemos reconhecer que tudo o que temos é um dom de Deus que temos de administrar, e usá-lo como instrumento de partilha para criar redes de amizade e solidariedade, para edificar o bem, para construir um mundo mais justo, equitativo e fraterno. Rezemos à Santíssima Virgem, para que interceda por nós e nos ajude a administrar bem o que o Senhor nos confia, com justiça e responsabilidade.

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