terça-feira, 2 de junho de 2026

EVANGELHO DO DIA 02 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 12,13-17. 
Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse. Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?». Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver». Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Columbano 
(563-615) 
Monge, 
fundador de mosteiros 
Instrução 11, 1-4: PL 80, 250-252 
«De quem é esta imagem?» 
Moisés escreveu na Lei: «Disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança"» (Gn 1,26). Peço-vos que considereis a importância desta afirmação: Deus, o omnipotente, o invisível, o incompreensível, o inestimável, ao formar o homem com o barro da terra, enobreceu-o com a imagem da sua própria grandeza. O que têm em comum o homem e Deus, o barro e o espírito? Com efeito, «Deus é espírito» (Jo 4,24); foi, pois, uma grande prova de estima pelo homem ter-lhe concedido a imagem da sua eternidade e a semelhança da sua própria vida. A grandeza do homem é a sua semelhança com Deus, desde que a conserve. Enquanto a alma fizer bom uso das virtudes nela semeadas, será semelhante a Deus. Deus ensinou-nos a remeter para Ele todas as virtudes que colocou em nós quando nos criou. Pede-nos, antes de mais, que O amemos com todo o coração (cf Dt 6, 5), porque Ele amou-nos primeiro (cf 1Jo 4,10), amou-nos desde o começo, antes mesmo de existirmos. Amar a Deus é, pois, renovar em nós a sua imagem. E ama a Deus aquele que guarda os seus mandamentos. Temos, pois, o dever de refletir, em honra do nosso Deus e nosso Pai, a imagem inviolada da sua santidade, porque Ele é santo e nos disse: «Sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 11, 45); com amor, porque Ele é amor e João disse: «Deus é amor» (1Jo 4,8); com ternura e em verdade, porque Deus é bom e verdadeiro. Não sejamos pintores de uma imagem infiel. E, para não introduzirmos em nós a imagem do orgulho, consintamos que Cristo pinte a sua imagem em nós.

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