segunda-feira, 1 de junho de 2026

EVANGELHO DO DIA 01 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 12,1-12. 
Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha. Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada. Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no. Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros. O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: "Respeitarão o meu filho". Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: "Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa". Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha. Não lestes esta passagem da Escritura: "A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular. Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos"?» Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola. Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-no e foram-se embora. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Boaventura 
(1221-1274) 
Franciscano, doutor da Igreja 
A vinha mística, c. 5, 4-5 
(erradamente atribuído a 
São Bernardo) 
«Eu sou a videira verdadeira»
 (Jo 15, 1)
Doce Jesus, em que estado Te vejo! Tão doce e tão cheio de amor, quem Te condenou a uma morte tão amarga? Único Salvador das nossas feridas antigas, quem assim Te leva a sofrer essas feridas que, para além de cruéis, são ignominiosas? Doce videira, bom Jesus, eis o fruto que Te dá a tua vinha. Até este dia das tuas núpcias, esperaste pacientemente que ela produzisse uvas e ela não Te deu senão abrolhos (cf Is 5,6). Coroou-Te de espinhos e cercou-te dos espinhos dos seus pecados. Como se tornou amarga, esta vinha que já não é tua, mas se tornou uma vinha estranha; que Te renegou, gritando: «Não temos outro rei senão César!» (Jo 19,15). Depois de Te terem expulsado da vinha, da tua cidade e tua herança, estes vinhateiros deram-Te a morte; não de um só golpe, mas depois de Te terem afligido com o longo tormento da cruz e Te terem torturado com os golpes dos chicotes e dos cravos. Senhor Jesus, Tu próprio entregas a tua alma à morte; ninguém Ta pode tirar, és Tu que a dás (cf Jo 10,18). Que troca admirável! O Rei dá-Se como escravo, Deus pelo homem, o Criador por aquele que criou, o inocente pelos culpados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário