Sílvia era italiana, nascida em Roma em torno de 520, numa família de origem siciliana de cristãos praticantes e caridosos. Os dados sobre sua infância não são conhecidos. Porém a sua adolescência coincidiu com um difícil e turbulento período histórico, o declínio do Império Romano e a tomada do mesmo pelos bárbaros góticos.
Ela entrou para a família dos Anici em 538, quando se casou com o senador Jordão. Essa família romana era muito rica e influente, e muitos nomes forneceu para a história do senado italiano. Sílvia foi residir na casa do marido, um palácio que ficava nas colinas do monte Célio, onde ele vivia com suas duas irmãs, Tarsila e Emiliana.
O casal logo teve dois filhos. O primeiro foi Gregório, nascido em 540, e o segundo, que o próprio irmão citava com frequência, nunca teve citado o nome. As cunhadas Tarsila e Emiliana tornaram-se santas, incluídas no calendário da Igreja, E seu primogénito foi o grande papa Gregório Magno, santo, doutor da Igreja e a glória de Roma do século VI.
Sílvia soube conduzir essa família de verdadeiros cristãos e romanos autênticos. Não permitiu que a o ambiente da Corte que frequentavam impedisse a santificação pela fé, mantendo sempre a pureza dos costumes separada da notoriedade pública. As cunhadas são um exemplo da figura de Sílvia, mãe providente e benfeitora, que soube conciliar as exigências de uma família de político actuante, como era o marido Jordão, com o desejo de perfeição espiritual representado pelas duas cunhadas.
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Humberto de Liège Bispo, Santo † 727
Era de família nobre.
Foi ordenado bispo pelo papa Sérgio I.
Muito pouco se sabe sobre a vida de Humberto, que nasceu no ano 656. Pertencia a uma família da nobreza, pois seu pai, Beltrão, era rei da Aquitânia, hoje França. Desde a infância mostrou prazer pela caça, crescendo forte e muito valente neste esporte. Conta a tradição que ele, na juventude, salvou a vida do rei, seu pai, que fora atacado por uma fera, numa de suas habituais caçadas.
Depois disso, foi enviado para estudar na Bélgica, mas seu pai, temendo que a corrupção daquela Corte pudesse envolver o jovem príncipe herdeiro, enviou-o aos cuidados do rei Pepino de Lotaríngia, Alemanha, que o preparou na carreira militar. Carreira tão cheia de sucessos que foi recompensado com um casamento. Para esposa, escolheu a filha do conde Dagoberto de Louvânia. Da união nasceu um filho, Floriberto.
Segundo uma antiga tradição cristã, a conversão de Humberto ocorreu de maneira surpreendente. Numa Sexta-feira da Paixão, dia de recolhimento cristão, ele resolveu ir caçar. Durante a perseguição de um veado, este parou diante do príncipe, que viu, entre os chifres do animal, um crucifixo iluminado. No mesmo instante, ouviu uma voz dizendo: "Se não voltares para Deus, cairás eternamente no inferno".
Foi procurar seu confessor, o bispo Lamberto, que dirigia a sede episcopal de Liège, na Bélgica, e converteu-se sinceramente, tornando-se católico fervoroso.
Alpais de Cudot Leiga, Mística, Santa † 1211
cujo único alimento era a Eucaristia.
Nasceu em Cudot na diocese de Sens, França.
Nascida de uma família pobre contraiu lepra desde cedo e mais tarde perdeu os movimentos dos braços e bem tarde, de suas pernas e parte de suas mãos.
Era notável pela sua paciência, santidade e humil-dade. Tinha o dom da inédia ou seja vivia tendo como alimento apenas a Sagrada Comunhão, como testemunha um frade seu contemporâneo, Roberto Abolanz:
“No ano 1180: existe actualmente na diocese de Sens, na aldeia de Cudot, uma jovem conhecida e beneficiando de grande renome. Não admira que assim seja, pois, nela resplandece uma admirável e incrível maravilha! A esta donzela foi dado por Deus um extraordinário dom: viver a sua vida corporal sem necessitar de alimento corporal; e esta situação dura à mais de dez anos: ela apenas recebe a Sagrada Comunhão uma vez por semana”.
Por ordem do arcebispo de Sens, Guilherme de Champagne, uma igreja foi construída perto de sua casa com uma estrutura especial de modo que ela pudesse assistir a Missa pela janela de seu quarto. Diz a tradição que curava os doentes apenas com a sua benção e oração.
Martinho de Porres Dominicano, Santo 1579-1639
místico e taumaturgo.
Martinho de Lima, ou melhor, Marinho de Porres, conviveu com a injustiça social desde que nasceu, em 9 de dezembro de 1579, em Lima, no Peru. Filho de Juan de Porres, um cavaleiro espanhol, e de uma ex-escrava negra do Panamá, foi rejeitado pelo pai e pelos parentes por ser negro. Tanto que na sua certidão de baptismo constou "pai ignorado". O mesmo aconteceu com sua irmãzinha, filha do mesmo pai. Mas depois João de Porres regularizou a situação e viveu ainda algum tempo com os filhos, no Equador. Quando foi transferido para o Panamá como governador, deixou a menina aos cuidados de um parente e Martinho com a própria mãe, além de meios de sustento e para que estudasse um pouco.
Aos oito anos de idade, Martinho tornou-se aprendiz de barbeiro-cirurgião, duas profissões de respeito na época, aprendendo numa farmácia algumas noções de medicina. Assim, estava garantido o seu futuro e dando a volta por cima na vida.
Mas não demorou muito e a vocação religiosa falou-lhe mais alto. E ele, novamente por ser negro, só a muito custo conseguiu entrar como oblato num convento dos dominicanos. Tanto se esforçou que professou como irmão leigo e, finalmente, vestiu o hábito dominicano. Encarregava-se dos mais humildes trabalhos do convento e era barbeiro e enfermeiro dos seus irmãos de hábito.
ORAÇÕES - 03 DE NOVEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Segunda-feira – Santos: Martinho de Lima, Sílvia, Malaquias, Humberto
Evangelho
(Lc 14,12-14)“Então serás feliz! Porque eles não te
podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.
Aproveitando o ambiente da refeição que lhe fora
oferecida, Jesus chamou a atenção dos presentes para um ponto que às vezes
esquecemos. Ao fazer o bem, não devemos ter em vista vantagens e retribuições
humanas. Devemos fazer o bem porque essa é nossa obrigação, ou melhor: essa é
nossa grandeza, nossa maneira de participar da bondade gratuita de Deus nosso
Pai.
Oração
Senhor, agradeço a possibilidade que me dais de
fazer o bem, de ajudar meu próximo. Não permitais que eu me deixe levar por
interesses e vantagens humanas, nem pela vaidade. Aumentai minha generosidade e
minha disponibilidade para o bem dos mais necessitados. Que eu não procure
aplausos e elogios, mas que seja humilde o bastante para aceitar o bem que
disserem de mim. Amém.
domingo, 2 de novembro de 2025
EVANGELHO DO DIA 02 DE NOVEMBRO
Evangelho segundo São Mateus 25,31-46.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso.
Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes;
não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me".
Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber?
Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos?
Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?".
E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes".
Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.
Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber;
era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar".
Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?".
E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer".
Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1190)
Abade cisterciense, depois bispo
Tratado 10; PL 204, 513-514. 515A, 516B
«Forte como a morte é o amor»
O amor com que Deus nos amou desatou, com o seu poder, os laços que nos mantinham prisioneiros da morte. Agora, esta só consegue reter por um instante aqueles a quem lhe é permitido tocar. Pois «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1Cor 15,20). Ele confirma-nos na certeza de que ressuscitaremos pelo mistério, o exemplo e o testemunho da sua própria ressurreição, bem como pela palavra da sua promessa.
A morte é forte, capaz de nos tirar o dom da vida; e forte é o amor que pode conduzir-nos a uma vida melhor. A morte é forte: o seu poder pode despojar-nos do corpo; o amor é forte: tem o poder de arrancar à morte o seu despojo e no-lo devolver. A morte é forte: nenhum homem pode resistir-lhe; o amor é forte, a tal ponto que triunfa sobre a morte, lhe embota o aguilhão, lhe detém a ambição e lhe revoga a vitória. De facto, ela é ridicularizada de cada vez que lhe é dito: «Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?» (1Cor 15,55). «Forte como a morte é o amor» (Ct 8,6), pois a morte da morte é o amor de Cristo, como sugere esta palavra: «Onde estão, ó morte, os teus flagelos? Onde está, ó sepulcro, a tua destruição?» (Os 13,14).
O amor com que amamos a Cristo também é poderoso como a morte, pois é uma espécie de morte: a extinção da vida antiga, a abolição dos vícios, o abandono das obras da morte. Este amor que temos por Cristo é como que uma resposta ao amor que Ele nos tem; embora seja desigual, é à sua imagem. Ele amou-nos primeiro e, pelo exemplo de amor que nos deu, tornou-Se nosso modelo e nosso selo. Cabe-nos a nós deixar-nos marcar à sua imagem, depor a máscara terrena e revestir a figura celestial, cabe-nos a nós amar a Cristo como Ele nos amou.
Beato Mássimo (Rafael) Perea Pinedo, religioso redentorista, mártir. Festa: 2 de novembro
(✝︎)Madrid, Espanha, 2 de novembro de 1936
Rafael Perea Pinedo nasceu em Villalba de Losa, na província de Burgos, em 24 de outubro de 1903. O padre Orive, um redentorista que servia em missão numa cidade próxima, conheceu-o e incentivou-o a tornar-se missionário. Em setembro de 1915, ingressou em El Espino, sede do Seminário Redentorista na Espanha, onde seu irmão Eduardo e seu primo Daniel Pinedo eram noviços, mas no terceiro ano voltou para casa devido a dificuldades nos estudos, em parte por causa da sua visão deficiente. Encontrou trabalho como mensageiro no colégio dos Irmãos Cristãos em Valladolid, mas em 19 de fevereiro de 1921, após assistir à ordenação sacerdotal do seu irmão e primo, combinou com o primeiro que se candidataria novamente aos Redentoristas, mas como irmão coadjutor. Fez seus votos em 1923, tornando-se Irmão Máximo. Ele passou a maior parte da sua vida nas casas de Astorga e do Perpétuo Socorro, em Madrid, onde trabalhou como porteiro, sacristão, tesoureiro e cozinheiro. Com o início da Guerra Civil Espanhola, mudou-se de abrigo em abrigo, chegando a trabalhar numa leiteria. Estava numa pensão quando, às 2h da manhã de 2 de novembro de 1936, foi levado juntamente com um jovem, Ángel Bellot. Este último regressou às 4h da manhã seguinte, enquanto o outro, soube-se mais tarde, foi baleado depois de se ter feito passar por pedreiro e agricultor, mas acabou por revelar a sua verdadeira identidade.
Marciano de Chalcis Eremita, Santo
Nascido em Cyrrhus , na Síria. Marciano deixou a corte do Imperador e desistiu de uma brilhante carreira militar, para levar um vida de eremita no deserto de Chalcis, que fica entre a Antióquia e o Eufrates. Ele escolheu e mais remota região do deserto e vivia em uma cela propositadamente pequena que não podia nem ficar de pé nem deitado sem se dobrar. Em breve sua reputação como homem santo começou a se espalhar e dois ilustres discípulos se apresentaram : Euzebius e Agapitus e logo vários outros se seguiram.
Marciano e os outros monges construíram uma pequena casa e Euzebius foi indicado como Abade. São Marciano era considerado o homem dos milagres, embora tentasse esconder seus dons. Ele não escutava pedidos para sua miraculosa intervenção. Certa vez uma pessoa o procurou para que ele abençoasse uma jarra de óleo para que curar a filha de um homem chamada Beroean. Marciano recusou-se peremptoriamente, mas na mesma hora a moça sarou milagrosamente.
Assim ele curava vários doentes apenas com sua benção e oração. Certa vez quando estava bem velho ele notou que os urubus estavam a rondar onde vivia a espera para devorar seu cadáver, ele pediu a Euzebius que o enterrasse secretamente, primeiro para não deixar sua relíquias para os urubús, e segundo para que não fosse venerado após sua morte.
Euzebius assim fez e as relíquias de Marciano somente foram descobertas 50 anos após a sua morte. Na época foram solenemente trasladadas e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados à sua intercessão.
REFLETINDO A PALAVRA - “Eles partiram, mas estão conosco”
Celebramos todos os anos o dia de Finados. Lembramos os que fizeram parte de nossa vida. É um momento de pensar na realidade da qual não escapamos. As Sagradas Escrituras colocam a morte como fruto do pecado. Vencendo o pecado, a morte está vencida por Jesus Cristo, como nos ensina S. Paulo: “Se, com efeito, pelo pecado de um só a morte imperou através deste único homem (Adão), muito mais os que recebem abundância da graça e do dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo” (Rm 5,17). Cremos que somos corpo e alma. No ato de nossa criação é criada por Deus, para cada um, uma alma imortal... Com a morte há a separação e, com a ressurreição, a união. Falamos em linguagem humana. Não haverá uma viagem da alma para outros corpos. Cada corpo pertence a essa alma. Seremos eternamente os mesmos, e nenhuma alma fica em um depósito esperando o dia final quando a matéria será glorificada. Como Jesus falou ao ladrão: “Hoje estarás comigo no paraíso”. O dia final não faz parte de nosso calendário. Como Deus o faz ou fará não é de nosso conhecimento. A morte não é o fim. A morte é o termino da vida terrestre. Nossas vidas são medidas pelo tempo... a morte aparece como o fim normal da vida (CIC 107). Visitamos os cemitérios, fazemos monumentos. É sinal de que a pessoa existe. Não dizemos o pai que tive, mas meu pai, minha mãe que já estão mortos continuam na condição de vivos. Em outra dimensão. O túmulo é um memorial do que foi vivo. Mas sabemos que a condição humana se modificou. Cremos na vida eterna. O túmulo pode estar vazio de matéria, mas não se aniquilou.
Nossos mortos estão vivos
A celebração de Finados, por mais que possa nos doer a saudade, é um dia de vida manifestada nos símbolos da luz através das velas e da alegria, através das flores. Elas nos trazem sempre a certeza da beleza que nos espera. Não é bom ter somente um dia para recordar nossos queridos. É bom sempre estar recordando suas palavras. Há tanta confusão por causa das heranças. Quem fez, fez para si, quem recebe pensa só no direito de receber o que não fez. Por que não batalhamos para conservar as heranças que não acabam? Guardar as palavras, as atitudes, a vida correta não faz parte das heranças. Por essas valeria a pena lutar. A sensação de que estão vivos e não desapareceram de nossas vidas é muito rica e nos ajuda a viver. Temos um elemento importante que mostra essa vida da qual participamos: A união com os falecidos. Temos a comunhão com os vivos, com os santos e com os falecidos. São as três Igrejas de nossa vida: da Terra, do Céu e do Purgatório.
Oração pelos mortos
Diz o Catecismo: “Reconhecendo esta comunhão de todo o Corpo Místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os primeiros tempos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos mortos” (CIC 985). Nós nos apoiamos na Bíblia: Judas Macabeu fez uma coleta para que se oferecessem sacrifícios pelos soldados mortos com amuletos dos ídolos: “Já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados” (2Mc 12,46). “Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz a sua intercessão por nós”. Como Corpo de Cristo estamos todos unidos Nele e unidos entre nós. A vida de Cristo está em nós e circula por todo o corpo dos fiéis, vivos na terra, vivos no Céu e os defuntos que estão na purificação. Por isso rezamos por eles. Eles rezam por nós. Essa é a doutrina católica.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2017
Um santuário para as almas no purgatório - Nossa Senhora de Montligeon
O lugar deslumbra. Imagine você passeando pelos campos da Normandia, na França. E, ao fazer uma curva na estrada, você se depara com uma basílica imponente. Assim é o Santuário onde todos os dias, desde o século XIX, reza-se pelos fiéis defuntos. E onde as pessoas podem ouvir uma palavra de conforto pela perda de um ente querido.
O nascimento do Santuário está ligado à história de um padre, o Padre Paul-Joseph Buguet. Dois anos antes de ser nomeado pároco da pequena cidade de La Chapelle, o Padre Buguet, ainda jovem sacerdote, estava profundamente aflito por três falecimentos que tinham ocorrido em sua família.
No dia 1 de novembro de 1876, seu irmão Augusto foi esmagado pela queda de um sino da Igreja de Nossa Senhora de Mortagne. “E sua alma?” pensava então o jovem padre. Esse acidente trágico foi seguido pela morte de duas sobrinhas, de 12 e 16 anos. “A necessidade de aliviar as almas do purgatório... É preciso que eu trabalhe por libertar essas almas”, anotou ele em seu diário.
Comemoração de todos os fiéis falecidos 2 de novembro
Piedade pelos mortos remonta aos primórdios da humanidade. Na era cristã, desde o tempo das catacumbas, a arte funerária alimentou a esperança dos fiéis. Em Roma, com comovente simplicidade, os cristãos representavam a figura de Lázaro na parede do nicho onde estava sepultado um dos seus familiares. Quase como se quisesse dizer: Assim como Jesus chorou por seu amigo Lázaro e o trouxe de volta à vida, ele também fará isso por este seu discípulo! A comemoração litúrgica de todos os fiéis falecidos, porém, tomou forma no século IX em ambiente monástico. A esperança cristã encontra o seu fundamento na Bíblia, na bondade e na misericórdia invencíveis de Deus: «Sei que o meu Redentor está vivo e que permanecerá no pó por último!», exclama Jó no meio da sua história atormentada. Portanto, o destino final do homem não é a dissolução no pó, mas sim, tendo passado pelas trevas da morte, a visão de Deus. O tema é retomado com força expressiva pelo apóstolo Paulo que situa a morte-ressurreição de Jesus em uma sucessão não disjuntável. Os discípulos são chamados à mesma experiência, aliás, toda a sua existência traz os estigmas do mistério pascal, é guiada pelo Espírito do Ressuscitado. É por isso que os fiéis rezam pelos seus entes queridos falecidos e confiam na sua intercessão. Finalmente, eles têm a esperança de se juntarem a eles no céu para se juntarem aos eleitos no louvor da glória de Deus.
Martirológio Romano: Comemoração de todos os fiéis defuntos, em que a Santa Madre Igreja, já solícita em celebrar com o devido louvor todos os seus filhos que se alegram no céu, tem o cuidado de interceder junto de Deus pelas almas de todos aqueles que precederam no sinal de fé e adormeceram na esperança da ressurreição e por todos aqueles cuja fé, desde o princípio do mundo, só Deus conhece, para que purificados de toda mancha de pecado, tendo entrado na comunhão da vida celestial, possam desfrutar da visão da bem-aventurança eterna.
ORAÇÕES - 02 DE NOVEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2–
Domingo – Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Evangelho(Jo
6,37-40)“Pois esta é a vontade
do meu Pai: que toda a pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E
eu o ressuscitarei no último dia.”
Jesus
pela suavida, morte e ressurreição é nossa esperança de vida portoda a
eternidade, vida plena, naíntima união de conhecimento e amor com a Trindade e
com os irmãos.Entre nós e os que já foram chamados para a casa do Pai continua
existindo a unidadena fé, no amor e na esperança. Eles já vivem a claridade da
visão, nós ainda caminhamos nocrepúsculo da fé. Nós ainda vivemos oamor como
aprendizes, eles os vivem na plenitude da união. Eles vivem a felicidade que
sempre sonharam, nós ainda a procuramos na esperança.Ébom lembrar-nos deles, do
que viveram e fizeram por nós, e agradecer a Deus a vida que lhesdeu. É bom
saber que podemos contar com sua intercessão por nós, para que não faltemos ao
encontro marcado.
Oração
Senhor
Jesus, hoje quero lembrar-me de tantos e tantas que vos amaram, de tantos
etantas que que conquistastes, mesmo se nem soubessem vosso nome.Agora,
terminada a travessia, vos bendizem e agradecem o amor que lhes destes. De modo
especial lembro os que conheci, parentes, amigos, que me ajudaram a vos conhecer
e seguir. A lista faz-se sempre mais longa e a saudade sempre maior.Agradeço
por os ter colocado em minha vida,e alegro-me por saber que os recompensais
como eu não poderia fazer.E fazei que sua lembrança nos inspire,eseu exemplo nos
ajudeno rumocerto. Senhor, não quero esquecer os esquecidos de quem ninguém se
lembra. Não preciso vos pedir; tenho certeza que deles vos lembrais de modo
especial. Amém.
sábado, 1 de novembro de 2025
EVANGELHO DO DIA 01 DE NOVEMBRO
Evangelho segundo São Mateus 5,1-12a.
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-no os discípulos,
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a Terra.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
Tradução litúrgica da Bíblia
(347-420)
Presbítero
Tradutor da Bíblia
Doutor da Igreja
Comentário sobre Mateus 5, 5-12, SC 242
A busca da felicidade
«Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados»: não se trata das lágrimas derramadas por aqueles que morreram segundo a lei comum da natureza, mas por aqueles que morreram por causa dos seus pecados e vícios.
«Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça»: não basta querermos a justiça, temos de ter fome dela; isto quer dizer que nunca somos suficientemente justos, mas devemos ter sempre fome das obras de justiça.
«Bem-aventurados os misericordiosos»: a misericórdia não se manifesta apenas nas esmolas, mas também por ocasião dos pecados dos nossos irmãos, se carregarmos os fardos uns dos outros.
«Bem-aventurados os puros de coração», isto é, aqueles que não têm pecados na consciência, pois Aquele que é puro revela-Se aos corações puros: o templo de Deus não pode ser profanado.
«Bem-aventurados os que promovem a paz», isto é, aqueles que fazem reinar a paz no seu coração e depois entre os irmãos divididos; pois de que serve fazer a paz entre os outros se no nosso coração há uma guerra de vícios?
«Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça»: está especificado que é por amor da justiça; de facto, há muitos que sofrem perseguição pelos seus pecados, sem serem justos.
«Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós»: a maldição que deve ser desprezada e que nos vale a bem-aventurança é aquela que é proferida falsamente pela boca de quem amaldiçoa. Se Cristo estiver em causa, nesse caso devemos desejar a maldição.
«Alegrai-vos e exultai». Não sei quem conseguirá ver a sua reputação destruída pela calúnia e regozijar-se no Senhor; quem busca a vã glória não o conseguirá certamente. Alegremo-nos, pois, e exultemos, para que nos seja preparada uma recompensa os Céus.
Beato Teodoro Romza
O Bispo Romza demonstrou uma fé heróica no contexto político e social difícil do seu tempo, indicando como resistir à pressão contra as liberdades civis e religiosas de seu povo.
Sem medo ele foi para o seu martírio, exortando os fiéis a renovarem o seu batismo e testemunhando publicamente a sua fé em Cristo e fidelidade à Igreja de Roma.
Santos saem desta vida para irem ao encontro do Senhor para sempre, no amor eterno que supera toda injustiça e até a morte.
Nós sentimos presente entre nós, o Beato Teodoro, mas também o inesquecível Papa João Paulo II, que o beatificou, e que em maio passado atingiu o mesmo objetivo. Com eles, invocamos Maria para sustentar-nos e nos fazer repetir todos os dias para o próprio Cristo: Totus tuus ego sum! Senhor, eu quero ser todo seu!
Se ele não tivesse falado no coração estas palavras, poderia o Beato Teodoro permanecer fiel na hora do martírio? Certamente que não. Com fé, no entanto, ele foi capaz de mover as montanhas de perseguição e permanecer naconfiança em Cristo e na Virgem Maria até o último suspiro, como confirmado em toda a sua vida.
Homilia do Cardeal Sandri – Celebração dos 100 anos do nascimento do Beato Teodoro Romza – 6 de julho de 2011
O Beato Bispo Teodoro Romza, conduziu a Igreja dos greco-católicos na Diocese de Mukacevo no período mais crítico da história da Igreja Ucraniana.
Ele nasceu 14 de abril de 1911 em Veliky Byčkiv, na Região Transcarpathian.
Santa Lumbrosa de Cea, virgem e mártir – 1º de novembro
Santa Lumbrosa de Cea em León, na província autônoma de Castela, segundo a tradição, foi martirizada pelos muçulmanos no ano de 830, quando Almanzur destruiu o mosteiro de São Facundo.
Nós não sabemos nada sobre Santa Lumbrosa. Apenas a sua tumba de mármore é preservada na capela de São Mâncio, na igreja do mosteiro de São Facundo, localizado na cidade de Sahagún.
No decorrer dos séculos, a veneração por essa mártir estava muito viva, de modo que o povo fez um furo em seu sarcófago para roubar as relíquias, e no século XVII só restava a cabeça da mártir.
Sua festa era celebrada em 1º de novembro e só era lembrada no Martirológio Hispanicum de Tamayo de Salazar.
http://www.santiebeati.it/dettaglio/97757
Ruinas do Mosteiro
Mosteiro Real de São Bento (Sahagún)
Antigo mosteiro beneditino em Sahagún (província de León, Espanha) foi muito importante durante a Idade Média, chegando suas possessões desde Tierra de Campos até Liébana e Segóvia.
Todos os santos FESTIVIDADE
“Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão.”
A visão narrada por são João Evangelista, no Apocalipse, fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje. A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados e a quantidade de dias do calendário não permite que eles sejam homenageados com exclusividade. Além desses, a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos ensinamentos de Jesus.
Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo.
Portanto, são mesmo multidões e multidões, porque para Deus não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo modo.
Maria de Roma Escrava, Mártir, Santa † 300
Maria morreu em 300, e era uma escrava de um romano chamado Tértulus. Foi convertida ao cristianismo e estava sempre a orar e a jejuar o que despertava certa desconfiança da sua "Dona" que era muito supersticiosa.
Durante as perseguições do Imperador Diocleciano, Tértulus que gostava muito dela, usou de todos os meios para que ela renunciasse ao cristianismo, tendo inclusive a açoitado e a prendido em uma cela escura, com apenas pão e água, por 30dias. Mas de nada adiantou. Acabou presa e entregue ao procônsul com a acusação de ser uma cristã, a despeito dos esforços de Tértulus para salva-la.
Os "Actos do Martírio" de Santa Maria, a escrava, escritos por escribas romanos que tinham ordem de enfatizar apenas o martírio, quase nada dizem sobre ela. Assim também não se sabe se Tértulus, a amava e tinha relações com ela (o que era comum, na época, entre a escrava e seu amo) ou se era apenas uma grande admiração pela sua competência como serva e doméstica.
Maria foi duramente martirizada para renunciar a sua fé. Os "Actos" dizem diz que o seu martírio foi tão terrível, que afinal, os espectadores exigiram a sua libertação e ela foi entregue a custódia de um soldado. Santa Maria, a escrava o converteu e ele a ajudou a escapar. Diz a tradição que a paz com que enfrentou seu martírio teria convertido vários espectadores inclusive Tértulus . Diz ainda que ela teria morrido em consequência do seu martírio. Outra versão diz que ela teria conseguido sobreviver e veio a falecer bem mais tarde, feliz e de morte natural. Não obstante, ela é venerada como mártir, devido a intensidade dos seus sofrimentos.
REFLETINDO A PALAVRA - “Todos são santos”
A celebração da festa de Todos os Santos vem nos alertar para um sentido mais importante da vida cristã: a santidade. Deus é santo e sua santidade não tem limites. Mas quis que todos participassem de sua natureza. Por isso nos chama de filhos e nos coloca em comunhão com Ele. Estamos assim em caminhada constante para ir onde está nossa fonte e fim. A Ele nos dirigimos a saudação que fazemos em todas as missas: “Santo, Santo, Santo!”. Na Escritura aprendemos que Deus é inacessível, incompreensível e perfeitíssimo. Justamente por ser o maior e ter em si todo o bem, quis dar-nos participação nessa vida de felicidade total. É o direito que nos dá de sermos felizes. É o que Jesus diz como inauguração de seu ministério e síntese de todo seu ensinamento. A felicidade que o Pai nos oferece gera em nossa vida aquilo que Jesus vivia: Era feliz porque aberto para Deus, isto é, pobre de espírito; Queria ser total para o Pai, preocupado como que é Dele, por isso chora de ver o mundo longe Dele. Mas é bondoso em toda circunstância. É pacífico como Jesus e disso faz sua pátria. Jesus era faminto e sedento da sabedoria que buscava no Pai. Justiça é a santidade do Pai. A misericórdia é o nome do Pai que se dá o nome de ternura e bondade, quando aparece a Moisés (Ex 34,6-7). Jesus é pureza de coração porque vê com os olhos do Pai. Pureza é amar. É com esses olhos que vemos a Deus e construímos a paz. Como vive como o Pai, com Jesus, vamos seguí-lo também na perseguição. Não servirei, disse Satanás a Deus. Jesus se põe a serviço. É o caminho.
Direito de filhos
A felicidade do discípulo brota do conhecimento de sua condição de filho. Querendo chegar ao máximo de nossa entrega em Jesus, recebemos a condição de filhos. Não é só um título, mas uma verdade. Nós o somos de fato. Esse é o fundamento de toda a santidade. E continua são João dizendo que “nem sequer se manifestou o que seremos. Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (1Jo 3, 2). O direito de filhos é esta semelhança vai muito além de simples traços de família. É uma participação a partir da comunhão que se estabeleceu entre nós e Jesus que nos associou a si. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus no sentido “do mesmo sangue e da mesma vida”, como de uma família. Na criação nova, que é a redenção, participamos também da vida do Filho que nos uniu a si, como participantes de sua natureza divina. Assim nos ensina Pedro em sua carta (2Pd 1,4). Por isso o veremos tal como Ele é (1Jo 1,2). Crer em Jesus gera em nós um processo de purificação. Ele é nosso eterno Redentor sempre a nos purificar.
Pastoral da santidade
Temos muitas pastorais que sempre são bem assumidas e dão bons frutos. Temos movimentos e irmandades. O que se sente é que a espiritualidade, a vida em Cristo sob a ação do Espírito Santo, acaba por não penetrar a vida e as atividades da comunidade. Desse modo essas atividades acabam por não ter um ponto de apoio e consistência. Não são feitos no Senhor. Não são ruins nem ineficientes. Poderiam ser santificadores também. A santidade é ponto de partida e não de chegada. A divinização que nos é dada a participar deverá penetrar as atividades de modo que façam crescer em nós e entre nós a comunhão do Corpo de Cristo. Digamos que é o batismo em ação, sustentado pelos outros sacramentos e pela unção permanente do Espírito. Sem isso a pastoral não resulta bem.
Leituras: Apocalipse, 7,2-4.9-14;
Salmo 23;
1 João 3,1-3;Mateus 5,1-12a
1. Santidade é participar da natureza de Deus.
2. A felicidade do discípulo brota do conhecimento de sua condição de filho
3. A pastoral necessita da espiritualidade para chegar a maior ação.
Santo de carteirinha
Maravilha ver a família de Deus reunida em volta de sua mesa de Pai. Sentar-se à sua mesa é um direito de filho. Gente de todo canto e de todo tipo. O semblante de todos tem os mesmos traços do rosto do Pai. Lavaram-se no sangue do Cordeiro que é Jesus. Salvos por Ele. São todos santos.
Santidade se constrói durante a vida. São poucas as exigências para adquirir essa santidade: basta ser feliz. Essa felicidade se constrói na simplicidade, na paz, na humildade, na ternura, na preocupação para com os outros, na misericórdia e na constância quando encontrar gente que pensa diferente.
Quando dizemos que todos são chamados à santidade, dizemos que somos chamados primeiro a viver bem com os outros. Isso é santidade. Tão fácil.
Homilia da Solenidade de Todos os Santos (05.11.2017)
Maria Santíssima, Mãe e Consoladora do Purgatório
Maria pode socorrer as Almas
Um dia, escreve Santa Brígida nas suas Revelações, disse-me a Virgem Santíssima:
- “Eu sou a Rainha do céu, eu sou a Mãe de misericórdia, e o caminho por onde voltam os pecadores a Deus. Não há pena no purgatório que não se alivie e que por mim não se torne menor do que se o fora sem mim” (1)
Outra vez a Santa ouviu Jesus dizer à sua Mãe:
- “Tu és minha Mãe, és a Rainha do céu, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que estão no purgatório e a esperança dos pecadores na terra” (2)
A providência maternal de Nossa Senhora se estende sobre seus filhos na terra e no purgatório. Ela nos socorre e ajuda até depois da morte nas chamas expiadoras. É uma verdade de fé que as almas do purgatório podem ser não só aliviadas em seus padecimentos, mas até libertadas das chamas expiadoras pelas orações, satisfações e boas obras, e pelo Santo Sacrifício da Missa, enfim, pelos sufrágios dos vivos. Todavia, a Igreja nada definiu sobre o socorro que possam os Santos do céu dar às almas padecentes. Não houve necessidade de uma definição, porque o que os hereges contestaram desde Lutero principalmente, foi o sufrágio dos vivos e até a existência do purgatório. Quem, entretanto, pode negar que a Igreja Triunfante possa auxiliar a Igreja Padecente?
- “Eu sou a Rainha do céu, eu sou a Mãe de misericórdia, e o caminho por onde voltam os pecadores a Deus. Não há pena no purgatório que não se alivie e que por mim não se torne menor do que se o fora sem mim” (1)
Outra vez a Santa ouviu Jesus dizer à sua Mãe:
- “Tu és minha Mãe, és a Rainha do céu, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que estão no purgatório e a esperança dos pecadores na terra” (2)
A providência maternal de Nossa Senhora se estende sobre seus filhos na terra e no purgatório. Ela nos socorre e ajuda até depois da morte nas chamas expiadoras. É uma verdade de fé que as almas do purgatório podem ser não só aliviadas em seus padecimentos, mas até libertadas das chamas expiadoras pelas orações, satisfações e boas obras, e pelo Santo Sacrifício da Missa, enfim, pelos sufrágios dos vivos. Todavia, a Igreja nada definiu sobre o socorro que possam os Santos do céu dar às almas padecentes. Não houve necessidade de uma definição, porque o que os hereges contestaram desde Lutero principalmente, foi o sufrágio dos vivos e até a existência do purgatório. Quem, entretanto, pode negar que a Igreja Triunfante possa auxiliar a Igreja Padecente?
ORAÇÕES - 01 DE NOVEMBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Sábado – Todos os Santos
Evangelho(Mt 5,1-12a)“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa
recompensa nos céus.”
A promessa de Jesus é para
todos que procuram vivem como ele ensinou,à procura de uma felicidade nova. Que
não está na posse de bens, nem exclui aflições, não está na força ou no poder,
mas na bondade e na justiça. Oferece-nos já agora a felicidade que está no amor
misericordioso na vivência da paz dos filhos de Deus, mesmo se perseguidos por
anunciar o reinado do Pai.
Oração
Senhor meu Deus, vós nos criastes para chegar à perfeição de todo o nosso
ser, pela nossa inserção em vosso Filho encarnado. Hoje vos bendigo por todos,
homens e mulheres de todos os tempos, que levastes a essa santidade.Vós os
ajudastes a vencer sua fragilidade, e os ajudastes a amar. Olhai também por nós
que ainda estamos na estrada, a caminhar na esperança da vida nova. Amém.
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