terça-feira, 2 de abril de 2024

02 de abril - Beata Isabel Vendramini

A figura da Beata Isabel Vendramini se encaixa na dinâmica espiritual que tem como centro a "união" com Jesus e o profundo amor pelos pobres, que são os protagonistas de muitas páginas do Evangelho. As palavras do Senhor: "Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que estão aqui, e não têm nada para comer" (Mc 8: 2) influenciou profundamente o coração de Isabel, abençoada desde a sua juventude, quando sentiu a forte ' inspiração para dedicar-se totalmente a Cristo e para servir os pobres. Sem hesitar, ela abandonou o conforto da vida familiar e social para dedicar-se às meninas abandonadas e aos necessitados dos bairros mais marginalizados. Neste trabalho Isabel teve a inspiração do poder do alto, ajudada pelo forte espírito de oração, sensibilidade refinada dos religiosos contemplativos, a Beata mergulhou na meditação do mistério da Santíssima Trindade, capturando o dinamismo da Encarnação do Verbo, para chegar lá. Do céu Isabel hoje insta todos aqueles que querem efetivamente ajudar os irmãos em alma e corpo para tirar força da fé em Deus e a imitação de Cristo. Isto provou ser uma semente fecunda de espiritualidade franciscana que ela imitou especialmente na vida pobre, fé segura e simples, e de amor ao Cristo crucificado. Beata Vendramini nos ensina ainda que, quando a fé é forte e segura, haverá mais audácia e uma onda de caridade para com o próximo.Nos casos em que é percebido o significado de Cristo, haverá sentido mais precisa e eficaz das necessidades dos Santos. 
Papa João Paulo II –
Homilia de Beatificação 04 de novembro de 1990

São Pedro Calungsod Catequista e mártir 2 de abril

(*)Ginatilan, Filipinas, 1654 
(+)Guam, Ilhas Marianas, 2 de abril de 1672 
Jovem catequista filipino martirizado no século XVII. Em 1668, missionários jesuítas chegaram às Ilhas Marianas, encontrando dificuldades ambientais e desconfiança. Apesar disso, eles conseguiram inúmeras conversões. Um curandeiro chinês, Choco, alimentou a desconfiança em relação aos missionários, acusando-os de envenenar crianças com água batismal. A calúnia encontrou terreno fértil entre alguns indígenas, gerando perseguições. Em 2 de abril de 1672, em Tomhom, Pedro e o padre Diego Luis de San Vitores foram mortos por Matapang e Hirao, instigados por Choco.
Martirológio Romano: Na aldeia de Tomhom, na ilha de Guam, na Oceania, os beatos mártires Diego Luigi de San Vitores, sacerdote da Companhia de Jesus, e Peter Calungsod, catequista, cruelmente mortos por ódio à fé cristã e lançados ao mar por alguns apóstatas e por alguns seguidores indígenas de superstições pagãs. 
Mesmo com uma “farsa” pode-se condenar alguém à morte: isso acontece hoje, como aconteceu há mais de três séculos e certamente até antes. Mas a “farsa” em questão é um daqueles deliciosos furos jornalísticos modernos: a água usada pelos missionários para batizar crianças é envenenada, e é por isso que muitos morrem imediatamente após o batismo.

São Francisco Coll y Guitart, Sacerdote, Fundador (1812-1875), 02 de Abril

No dia 11 de Outubro de 2009, Pe. Francisco Coll O.P., fundador das Irmãs Dominicanas da Anunciata, foi canonizado pelo Papa Bento XVI, em Roma. Há mais de trinta anos, as Irmãs Dominicanas da Anunciata são instrumentos vivos do amor de Deus em nosso meio. Pelo Anúncio do Evangelho transformam a realidade deste povo, que com muita alegria comemora a Canonização do Nosso São Francisco Coll. Francisco Coll y Guitart, sacerdote Dominicano espanhol, era um homem de grande entusiasmo. Ficou conhecido por suas pregações espirituais e missões populares. Seu fervor evangélico era muito requisitado em meio a uma época de guerras e descrenças. Também se destacou na difusão da devoção ao Rosário. Ao perceber a ignorância religiosa e o enfraquecimento da fé cristã em meio ao povo, pediu a Deus a graça necessária para enxergar uma solução para essa triste realidade. Desse modo, através da intercessão da Virgem do Rosário e de São Domingos, percebeu que os principais serviços que devia prestar ao povo de Deus e à sociedade era fundar uma Congregação Dominicana, com o claro objetivo de formar e estruturar a fé. Da mesma maneira, ele se colocaria à disposição para formar jovens sem recursos econômicos, para que não ficassem na ignorância da doutrina, o que Francisco considerava um dos principais males do seu tempo. Assim nasceu a Congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciação da Beata Virgem Maria. São Francisco Coll, Rogai por nós!

MARIA EGÍPCIA Penitente, Santa 343-422

Maria do Egipto foi canonizada como penitente porque escolheu essa forma de expiar os pecados cometidos numa vida de vícios mundanos. Entregou-se muito jovem ao mundo dos prazeres, sem regra nem moral. Ela morreu em 431, mas temos sua confissão feita no deserto, um ano antes de morrer, ao monge Zózimo, também ele canonizado mais tarde. Nessa ocasião, ainda estava vagando penitente pelo deserto, era já uma senhora e contou ao monge sua história. Disse que fugiu de casa aos doze anos e se instalou em Alexandria, no Egipto, vivendo de sua beleza e sedução, arrastando dezenas de almas ao torvelinho do vício. Vida que levou durante dezassete anos, até o dia de sua conversão, que ocorreu de forma muito significativa. Por diversão e curiosidade fútil, Maria decidiu acompanhar os romeiros que se dirigiam à Terra Santa para a "Festa da Santa Cruz". Ao chegar à porta da igreja, entretanto, não conseguiu entrar. A multidão passava por ela e ia para o interior do templo sem nenhum problema, mas ela não conseguia pisar no solo sagrado. Uma força invisível a mantinha do lado de fora e, por mais que tentasse, suas pernas não obedeciam a seu comando. Ela teve, então, um pensamento que lhe atingiu a mente como um raio. Uma voz lhe disse que seus pecados a tinham tornado indigna de comparecer diante de Deus, o que a fez chorar amargamente. Dali onde estava, podia ver uma imagem de Nossa Senhora. Maria rezou e pediu à Santíssima Mãe que intercedesse por ela. Prometeu viver na penitência do deserto o resto da vida, se Deus a perdoasse naquele momento.

ABÚNDIO DE TESSALÓNICA Bispo, Santo + 469

Teria nascido na Tessalónica. 
Foi consagrado bispo de Como, Itália. 
Enviado para Constantinopla como representante 
do papa junto ao imperador Teodósio II, 
quando da heresia de Nestório.
Segundo a tradição, Abúndio teria nascido na Tessalónica, Grécia. Alguns estudiosos não aceitam esta informação, porque o seu nome tem raiz latina e, além disso, não existe registro algum sobre sua vida antes de sua ordenação sacerdotal. Entretanto, temos dele uma rica documentação do exercício do seu apostolado e das vitórias que trouxe à Igreja. Assim, começamos a narrá-lo a partir de 17 de Novembro de 440, quando foi consagrado bispo de Como, Itália. Era nesta cidade que Abúndio vivia, exercendo a função de assistente do bispo Amâncio, o qual sucedeu. Mas dirigiu por pouco tempo essa diocese, pois o papa Leão Magno o chamou para trabalhar a seu lado em Roma. Abúndio era um teólogo muito conceituado, falava com fluência o latim e o grego, por isso foi designado para resolver uma missão delicada, até mesmo perigosa, para a Igreja. Deveria ir para Constantinopla como representante do papa junto ao imperador Teodósio II. Ali sua missão seria restabelecer de modo duradouro a unidade da fé, depois do conflito doutrinal gerado pelo bispo Nestório.

FRANCISCO DE PAULA Franciscano, Fundador, Santo 1416-1519

Fundador da Ordem dos Mínimos.
Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de marco de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região. Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 –Terça-feira – Santos: Francisco de Paula, Leopoldo de Gaiche
Evangelho(Jo 20,11-18) “Então Jesus disse: – Maria! Elavoltou-se e exclamou, em hebraico:Rabuni! (que quer dizer: Mestre).
Eu também acredito em Jesus porque ele me chamou pelo nome, veio procurar-me, deu-me uma vida que, por mim mesmo, nem podia imaginar.Sou importante para ele, trata-me como amigo e está sempre a meu lado. Diz que de fato sou seu amigo, e não servo. Pede-me que o ame e viva como ele próprio viveu. Por isso tudo não o posso tratar à distância, friamente, obrigado como a um patrão.
Oração
Senhor Jesus,acho que a Madalena jamais se esqueceu desse momento, quando da tristeza passou para a alegria de encontrar quem pensava ter perdido.Eu também preciso de alegria, Senhor,e da felicidade de vossa companhia. Assim, tendo-vos a meu lado, poderei superar meus momentos duros. Estais sempre a meu lado; se for preciso, puxai-me pelo braço, para que me lembre. Amém.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “O Pai, fonte e origem da Palavra”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Pai nos fala.
 
Sabemos que a Palavra de Deus foi escrita sob a inspiração do Espírito Santo. Entrar em contato com essa Palavra não é ler um livro, mas estar aberto a ouvir o Deus que fala. Seja quem for que a leia, ouve Deus falar. Temos que ter sempre em mente que não se trata de um contato com textos, mas, com a comunicação de Deus. Este Pai é o início e a origem da Palavra. A força da Palavra não se reduz ao texto, mas é mesma palavra criadora, como nos diz o salmo 33,6: “Por sua Palavra foram afeitos os céus, pelo sopro de sua boca todas as estrelas”. A Palavra se identifica com Aquele que a pronuncia. Por isso ela é divina e traz em si o dinamismo e a força Daquele que a pronunciou. A Palavra é criadora, salvadora e fortalecimento. Continua nela a vontade de vida que o Pai colocou no universo; continua ouvindo os clamores dos sofredores, como lemos no livro do Êxodo, na libertação do povo; Ouve os gritos dos humildes humilhados (Is 19,20). O contato com a Palavra é o contato com Aquele que a pronunciou. Essa Palavra está presente em nossas celebrações ensinando ver ali a continuada salvação que nos oferece e da qual participamos. Cada celebração é um momento histórico da intervenção redentora de Deus em Cristo. Deus continua agindo. O texto lido proclama essa presença. É uma Palavra sempre nova, pois sempre novo é Aquele que a comunica. 
O Filho enviado do Pai 
Como é próprio de Deus se comunicar, o Pai, para levar-nos à comunhão, envia o Filho, a Palavra eterna (Logos), que se faz carne (Jo, 1,14). Fazer-se carne é ser realidade humana completa, em comunicação. “Deus fonte da revelação manifesta-Se como Pai e leva à perfeição a educação divina do homem” (VD 20). Deus, na história da salvação, realizara essa educação através dos profetas e maravilhas na criação e na história do seu povo. A revelação de Deus não é só para um povo particular, mas para todos os povos. Por meios diferentes Deus educara todos os povos, fazendo do Seu povo, o missionário. Jesus abriu a todos os povos as alianças e as promessas de Deus. Para que essa comunicação da Palavra penetrasse os corações, Jesus oferece o Espírito Santo (Jo 14,16). Toda a comunicação que Deus faz, só penetra em nosso entendimento e é levada adiante como ação de vida, pela atuação do Espírito Santo “que guiará à verdade total” (Jo 16,13). O documento do Papa continua insistindo na fidelidade de Deus: “Deste modo todas as promessas de Deus se tornam “sim” em Jesus Cristo” (2 Cor 1,20). Ele é a garantia. “Abre-se assim para o homem, a possibilidade de percorrer o caminho que conduz ao Pai” (VD 20). 
O Silêncio de Deus 
Há, na comunicação de Deus, tempos que causam muita dificuldade para muita gente que se diz e se sente fiel: o silêncio de Deus, como se Ele desaparecesse. Há momentos em que tudo se torna escuro. É uma noite da alma. Jesus passou por isso, como vemos em sua queixa na cruz: “Meu Deus, por que me abandonastes” (Mc 15,34). Jesus mesmo responde: “Pai, em tuas mãos, entrego meu Espírito” (Lc 23,46). Só a obediência é capaz de suportar este momento, como fizeram os santos. O silêncio de Deus é também uma palavra forte. Viver a pura fé de acolhimento sem exigir sentimentos e recompensas é o modo mais certo de garantir a certeza de nossa fé. Deus não me ouve, mas continuo amando e acreditando do mesmo modo. Vemos agir em nós o Espírito Santo.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 1 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 28,8-15. 
Naquele tempo, Maria Madalena e a outra Maria, que tinham ido ao túmulo do Senhor, afastaram-se a toda a pressa, cheias de temor e de grande alegria, e correram a levar aos discípulos a notícia da Ressurreição. Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante dele. Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me verão». Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha acontecido. Estes reuniram-se com os anciãos e, depois de terem deliberado, deram aos soldados uma soma avultada de dinheiro, com esta recomendação: «Dizei: "Os discípulos vieram de noite roubá-lo, enquanto nós estávamos a dormir". Se isto chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos que vos deixem em paz». Eles receberam o dinheiro e fizeram como lhes tinham ensinado. Foi este o boato que se divulgou entre os judeus até ao dia de hoje. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 14, 13 
Não temais, exultai tremendo! 
«Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante dele». Abraçaram-no para que se cumprissem aquelas palavras: «Abraçá-lo-ei e já não o soltarei» (Cânt 3,4). As mulheres seriam fisicamente fracas, mas a sua coragem era viril. A abundância das águas não tinha força para apagar o seu amor, nem os rios podiam engoli-lo. Aquele que procuravam morrera, mas a sua esperança na ressurreição não se havia extinguido. E o anjo dirige-se-lhes de novo: «Não temais» (Mt 28,5). Não digo este «não temais» aos soldados, mas a vós. A eles, deixai-os temer, para que, instruídos pela experiência, possam ser testemunhas e dizer: «Este era verdadeiramente o Filho de Deus» (Mt 27,54). Vós, pelo contrário, não deveis temer, porque «o amor perfeito expulsa o medo» (1Jo 4,18). «Ide dizer aos seus discípulos que Ele ressuscitou» (Mt 28,7). Elas vão-se embora com um temor misturado com alegria. E não está também isso escrito? Sim: o salmo 2, que narra a Paixão de Cristo, diz o seguinte: «Servi o Senhor com temor e com tremor rendei-lhe homenagem» (Sl 2,11). «Alegrai-vos», porque o Senhor ressuscitou, mas «tremei», porque a terra tremeu e o anjo vos apareceu como um relâmpago.

01 de abril - Beato Giuseppe Girotti

Religioso dominicano, professo sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu em odium fidei no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Reduzido a um esqueleto vivo, foi visto com o rosário na mão, "um cadáver" que ainda sabia consolar e absolver aqueles que o abordavam. Sacerdote aos 25 anos, Giuseppe Girotti, nascido em Alba - Itália - em 19 de julho de 1905, em uma família muito pobre, de caráter vivo e brilhante no intelecto, depois de estudos bíblicos em Jerusalém e Roma, foi professor de literatura sagrada em Turim. Sempre caridoso com os mais pobres, com a suspensão do ensino em 1939, trabalhou de todas as maneiras para ajudar os judeus e acabou preso e deportado para Dachau, onde sobreviveu entre humilhação e sofrimentos, por apenas seis meses. Seu ministério não terminou na "cadeira" porque o padre Girotti tinha uma grande sensibilidade social: voluntariamente e generosamente ele se dedicou ao serviço dos mais necessitados e no hospício dos pobres de Turim e em várias outras atividades de caridade. Com a reviravolta dos eventos da Segunda Guerra Mundial, o padre Girotti tornou-se o animador e organizador de uma vasta rede de ajuda aos judeus: ele trabalhou para encontrar esconderijos seguros para muitos deles, mas também a maneira de ter documentos de identidade com a possibilidade de expatriação.

01 de abril - Beata Sofia Czeska-Maciejowska

Madre Sofia Czeska nasceu em 1584, terceira filha de Mateusz Maciejewski e Lubowiecka Katarzyna Maciejewska. A família relativamente abastada vivia em Cracóvia. Era uma família grande - cinco homens e quatro mulheres - todos criados em um ambiente religioso. Sofia foi a terceira. Com a idade de 16 anos Sofia se casou com Jan Czeski. Após 6 anos de um casamento sem filhos, ficou viúva. Um dia, ao sair da igreja e a caminho de casa, foi abordada por um homem que queria forçá-la ao casamento. Quando ela recusou, o homem se casou com sua irmã Ana. Apesar de sua juventude, ela não se casou novamente e dedicou sua vida às obras de misericórdia. Naquela época, ela testemunhou a guerra, a epidemia, as enchentes, as colheitas ruins, a fome, por isso testemunhou a morte de muitas pessoas. Sofia decidiu cuidar das meninas, especialmente dos órfãos e das famílias pobres. De 1621 a 1627, usando seus próprios recursos, ela fundou um lar para elas, chamado Casa da Apresentação da Santíssima Virgem Maria. Em 31 de maio de 1627, ela recebeu a aprovação oficial do Bispo de para esta fundação. Este foi o começo da primeira escola para meninas na Polônia. Para continuar o seu trabalho, uma congregação de Irmãs foi estabelecida.

01 de abril - Beato Anacleto González Flores

Anacleto González Flores e nove leigos mártires de Jalisco, que morreram defendendo a fé durante a “guerra Cristera” desatada no México pela perseguição maçônica, foram beatificados em 20 de novembro de 2005. Anacleto González Flores, nasceu em Tepatitlán, Jalisco – México - em 13 de julho de 1889. Membro de uma família pobre e numerosa, trabalhou desde muito pequeno para ajudar no sustento familiar. Entretanto, seu amor pela cultura e seu desejo de formar-se para defender a fé ante as agressões anticlericais maçônicas, levou-o a titular-se de advogado em 1922, ano em que contraiu matrimônio. Dedicou-se a ensinar história e literatura em colégios particulares de Guadalajara e em 1925 foi presidente e fundador da “União Popular de Jalisco”. Desde 1926 lutou arduamente por que não se realizasse a rebelião armada, pois sempre se opôs à violência contra as agressões anticatólicas. Pelo contrário, foi um bem-sucedido promotor do “boicote” proclamado pelos católicos contra meios de comunicação e negócios maçônicos. Seu exemplo e seus ensinos o converteram em uma figura simbólica amplamente reconhecida e respeitada pela revolução Cristera; por isso foi feito prisioneiro em 1º de abril de 1927, uma primeira sexta-feira de mês.

Santa Maria do Egito

De uma grande pecadora, a santa Maria se transformou, com a ajuda de Deus, numa grande justa, numa das maiores santas e nos deixou um grande exemplo de penitencia. Santa Maria do Egito viveu em meados do V século e começo do VI. A sua juventude não foi nada promissora: ela tinha somente 12 anos, quando saiu de sua casa em Alexandria, e ficando livre do controle dos pais, jovem e inexperiente como era se envolveu com a vida devassa. Não havia ninguém quem podia detê-la e tinha muitos sedutores e muitas tentações em volta dela. Assim, ela passou 17 anos nesta vida de luxúria e prostituição, até que Deus misericordioso providenciou a sua penitencia. Aconteceu isto assim: Por força curiosidade, Maria se juntou a um grupo de peregrinos, que estavam se dirigindo para a Terra Santa. Durante a viagem no navio, a Maria não parava de seduzir os romeiros e a pecar. Ela mesma narra sua experiência: O dia sagrado da Exaltação da Cruz despontou, enquanto eu ainda estava à caça de jovens. Ao amanhecer, vi que todos corriam para a igreja então, corri com o resto deles. Quando a hora da sagrada elevação se aproximou eu estava tentando abrir caminho entre a multidão, que lutava para chegar às escadarias.

SÃO VENÂNCIO, BISPO DE SALONA NA DALMÁCIA E MÁRTIR

Venâncio, bispo de Salona, atual Croácia, viveu entre os séculos III e IV; é venerado junto com os Santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquiano e Graiano, seus companheiros de martírio, que, como ele, também eram provenientes da Dalmácia e da Ístria. 
Santos Venâncio e companheiros Mártires na Dalmácia e na Ístria 
1º de abril 
Século III-IV 
Bispo da cidade de Salona, ​​atual Croácia, São Venâncio, que viveu entre os séculos III e IV, é venerado juntamente com os santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquia e Graiano, seus companheiros em martírio, que como ele vieram da Dalmácia e da Ístria. 
Martirológio Romano: Em Roma, comemoração dos santos mártires Venâncio, bispo, e seus companheiros da Dalmácia e da Ístria, Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Astério, Septímio, Antioquia e Gaiano, a quem a Igreja homenageia com louvor comum.

Santa Marcela de Chauriat, Virgem – 1° de abril

Foi por volta do ano 825, sob o episcopado de São Stable, 39º bispo de Clermont, que viveu em Chauriat, perto de Billom, uma santa menina, chamada Marcela, que se santificou fiando sua roca e cuidando de seu rebanho.
     O documento mais antigo que menciona Santa Marcela é um texto do século XI, no qual o bispo Estêvão III de Clermont doou três igrejas ao Mosteiro de Sauxillanges. Duas das igrejas em questão eram as de Chauriat: uma dedicada à Virgem Maria e a outra erguida em homenagem a Santa Marcela.
     Santa Marcela nasceu em Chauriat, na família Espirat, por volta do ano 820, sob o pontificado do Papa João VIII. Seus pais eram agricultores e era a ela que confiavam o cuidado de seu rebanho, que ela frequentemente levava para pastar em uma montanha chamada Puy-de-Mur.
    Um dia, enquanto rezava à Santíssima Virgem, ajoelhada ao pé de uma rocha, para preservar sua aldeia de uma febre perniciosa que assolava a região, ela sucumbiu ao cansaço e um sono profundo se apoderou dela. Durante esse estado, ela teve uma visão na qual foi informada de que a Mãe de Deus a havia atendido.

VALÉRIO DE AUVERGNE Monge, Santo 565-619

Monge, discípulo de São Columbano. 
Fundou vários conventos na Gália, hoje França. 
Uma cidade francesa perpetua 
o seu nome (Saint-Valéry-en-Caux).
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto. Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais. Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direcção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, actual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade. Com autorização do abade Columbano, procurou o rei Clotário, conseguindo dele um grande terreno para construir um mosteiro, em Leuconai, na França.

HUGO DE GRENOBLE Bispo, Santo 1053-1132

Foi cónego em Valence, antes de 
ser nomeado bispo de Grenoble.
Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos. Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cónego. Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble.

LUDOVICO PAVONI Sacerdote, Fundador, Beato 1784-1849

Sacerdote, fundador da Congregação 
Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada.
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni aceitou, ele que nasceu no dia 11 de setembro de 1784. Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo. Não só para evitar que se tornassem delinquentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano. Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni dedicou-se desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.

CARLOS DA ÁUSTRIA Imperador, Beato 1887-1922

Último imperador do Império austríaco. 
Depois de deposto, viveu e
 morreu na ilha da Madeira.
Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxónia, filha do último Rei de Saxónia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos. Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração. A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbone-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!».

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Segunda-feira – Santos: Hugo de Grenoble, Teodora, Ludovico Pavoni
Evangelho (Mt 28,8-15) “As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.”
Elas viram a sepultura vazia, e saíram depressa para fazer o que o anjo mandara.Não tinham visto o Senhor, não entendiam o que estava acontecendo, mas estavam alegres por ele estar vivo. Pararam ao se ver diante dele, vivo, real, ao alcance de seuabraço.Não imagino o que viviam. Uno-me, porém, a sua alegria e ao seu espanto, ao pensar que ele está sempre comigo, vivo, real, amigo.
Oração
Senhor Jesus, alegria é o que vivo agora e sempre que penso que vencestes a morte e estais vivo, ao meu lado, para me acompanhar em minha caminhada até a vida. Não permitais que eu esqueça essa alegria, quando a vida de agora for áspera e cinza. Creio em vós, confio em vós, não posso entregar-me à tristeza e ao desânimo. A esperança alegre, a coragem de viverprovam minha fé. Amém.