O Padre Diogo de Carvalho faz parte daquela “via láctea” imensa que nos princípios da evangelização cristã no extremo oriente, foi semente de cristãos pelo sangue derramado pela fé naquelas terras longínquas, longe da pátria Lusitana. Nasceu em Coimbra onde se fez jesuíta apenas com 16 anos, mas foi em Macau que terminou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote. Em 1609 era missionário no Japão, e seguiu fielmente as “pegadas” dos seus predecessores célebres — entre os quais se destaca como um luminar imenso, o grande jesuíta e santo: Francisco Xavier — que lutaram e deram a vida para que outros cristãos no Japão, após eles ficassem a conhecer Jesus Cristo e a sua “Boa Nova do Reino”. A fim de poder evangelizar em tempo de grande perseguição, refugiou-se numa região mineira até ao dia em que umas pegadas na neve o denunciaram e foi preso com 10 dos seus fiéis seguidores. No inverno de 1624, foram os onze prisioneiros submetidos ao tormento dos tanques de água gelada, morrendo um após outro. O Padre Diogo de Carvalho sobreviveu ainda cinco dias à morte do último. Pio IX beatificou-o em 1867. Cf. Padre José Leite, s. j., “Santos de Cada Dia”.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
VILIBALDO DE EICHESTAT Beneditino, Bispo, Santo 700-787
Vilibaldo nasceu em 22 de outubro de 700, na cidade de Wessel, na Inglaterra. Pertencia à casa real dos Kents, seu pai era o rei Ricardo I e os irmãos eram Vunibaldo e Valburga. Todos eles, mais tarde, inscritos no Livro dos Santos da Igreja. Ainda criança, ele foi confiado aos monges beneditinos da Abadia de Waltham, que cuidaram se sua formação intelectual e religiosa. Foi ali, entre eles, que decidiu ser também um monge. Mas, em 720 saiu do mosteiro e da Inglaterra, antes de fazer os votos definitivos e nunca mais voltou para sua pátria. Na companhia de seu pai e seu irmão, seguiu para uma longa peregrinação cuja meta final era Jerusalém. A viagem foi interrompida em 722, quando seu pai, o rei, morreu na Itália. Assim, ele e o irmão resolveram ficar em Roma. Dois anos depois, sem Vunibaldo, continuou a peregrinação percorrendo toda a Palestina, que estava sob o domínio árabe. Os peregrinos em geral eram bem acolhidos, entretanto, por causa das tensões políticas com o Império do Oriente, Vilibaldo e outros peregrinos quase foram presos, mas puderam prosseguir o caminho em paz. Cinco anos depois, em 729, retornou para Roma. Neste mesmo ano, o Papa Gregório II o enviou para o Mosteiro de Montecassino, que havia sido reerguido das ruínas e carecia de um novo quadro de monges. Vilibaldo deu então novo fôlego à este celeiro de homens dedicados à santificação, restabelecendo as regras beneditinas, de acordo com o Livro do fundador, que permanecera à salvo em Roma. Assim este "quase-monge" inglês, que ainda continuava sem os votos definitivos, recebeu esta relíquia do Papa e com ela, organizou e formou uma nova geração de monges, dentro da verdadeira tradição e do estilo de vida espiritual instituído pelo fundador. À esta obra dedicou outros dez anos de sua vida. Novamente foi à Roma, para se encontrar com Papa sucessor, Gregório III, que lhe pediu ajuda para a evangelização da Germânia. Assim, Vilibaldo tornou a partir, viajando por todos os recantos da Europa. Até ser requisitado por seu tio, o arcebispo da Alemanha, que alicerçava uma estrutura diocesana na região e precisava do seu auxilio. Só em 740, Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal definitiva, para ser consagrado bispo de Eichestat, pelo próprio tio, Bonifácio, hoje santo e chamado "apóstolo da Alemanha". O bispo Vilibaldo construiu sua catedral, fundou um mosteiro e, sobretudo controlou rigorosamente todos os outros que ali existiam, por determinação de Bonifácio. A partir daí, iniciou uma experiência nova: a de evangelizador itinerante, colocando-se frente à frente com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo. À esta obra se dedicou até morrer, no dia 7 de julho de 787, no seu mosteiro de Eichestat, na Alemanha. Com fama de santidade ainda em vida, logo passou a ser venerado num culto tão espontâneo e vigoroso. Muito antes do seu reconhecimento canónico em 1256.
07 de Julho - Bento XI
Nicolau Boccasini nasceu numa família muito pobre e cristã, em Treviso, no norte da Itália, em 1240. Sua mãe era uma humilde lavadeira num convento dominicano, por isso muito cedo a vocação para a vida religiosa se acendeu no seu peito. E ele soube muito bem reconhecer o chamado para a fé. Aos dezessete anos, Nicolau ingressou na Ordem Dominicana e vestiu o hábito. Assim, pôde completar os estudos em Milão, onde se ordenou padre antes de voltar a sua terra natal. Com a mesma rapidez sua carreira foi trilhando o caminho que o levaria à história, como pacificador de poderosos reinos em guerra e à cátedra de Pedro. Em 1286, já era superior provincial da região lombarda, e dez anos depois sucedia Estêvão de Besançon no cargo de geral da Ordem de São Domingos. Foi nessa posição que realizou uma das tarefas mais difíceis de sua vida. Conseguiu uma trégua que parecia impossível entre os reis da Inglaterra, Eduardo I, e da França, Felipe, o Belo. Com essa missão de paz totalmente coroada de êxito, Nicolau foi consagrado cardeal pelo papa Bonifácio VIII. Ao dar tal honraria a um dominicano, homenageou toda aquela Ordem, por sua fidelidade ao papa em todos os momentos difíceis por que ele passara. Era um período de inúmeros conflitos espalhados pelo mundo todo, assim Bonifácio resolveu manter ao seu lado o cardeal Nicolau, já considerado um dos melhores especialistas em negociações diplomáticas com reis e imperadores. Nicolau estava ao lado do papa Bonifácio VIII quando ocorreu o célebre episódio da bofetada. Enviado pelo rei da França, Guilherme de Nogaret desferiu um humilhante tapa no rosto do papa, como um recado de Felipe, o Belo. Logo em seguida o papa Bonifácio VIII veio a falecer. Por seu talento conciliador, Nicolau foi eleito seu sucessor em 22 de outubro de 1303, com o nome de Bento XI. E de fato, em pouco tempo as desavenças entre Roma e França dissiparam-se. Ele absolveu Felipe, o Belo, das censuras que pesavam sobre o monarca, entretanto foi duro com o mensageiro que desferiu o tapa contra o rosto do papa morto. Guilherme Nogaret foi excomungado definitivamente da Igreja. Todavia o papa Bento XI teve um pontificado muito curto, durou apenas até o dia 7 de julho de 1304, quando morreu de repente. Ele preferiu residir em Perugia em vez de permanecer em Roma, para evitar a convivência com os perigosos inimigos da Igreja. Mas dizem que mesmo assim foi atingido mortalmente por eles. Contam os escritos que, ao comer um figo, o papa Bento XI começou a sentir-se mal e desconfiou que tinha sido envenenado. Por isso pediu para abrirem as portas de sua residência e chamou todos os fiéis para uma última audiência e bênção. Como supôs, morreu algumas horas depois. Conciliador quando necessário, o papa Bento XI não descuidou dos preceitos da fé. Foi ele que instituiu o decreto que obriga todo cristão a confessar-se pelo menos uma vez por ano.
Beato Pedro To Rot, mártir, +1945
O nome de To Rot nos diz pouco ou nada, mas para a Igreja de Papua é uma glória local genuína: é, de fato, o primeiro beato daquela terra, elevado à glória dos altares, no dia 17 de janeiro de 1995 por João Paulo II . Não é por acaso que, há poucos dias atrás, os bispos de Papua Nova Guiné e das Ilhas Salomão fizeram uma peregrinação ao santuário de Rakunai, país natal do beato. E no verão estão previstas celebrações jubilares a serem realizadas no dia 7 de julho, festa litúrgica do beato. Pedro nasce de um chefe da tribo, dentre os primeiros convertidos à fé católica. Do seu pai, Angelo, o jovem Pedro herda as qualidades de um líder, da sua mãe Maria – cristã fervorosa – uma sensibilidade religiosa não comum. Com estas características, unidas à predisposição para os estudos, algumas pessoas vêem muitos "sinais de vocação" para o sacerdócio e pensam enviar o garoto para estudar na Europa. Mas o pai escolhe para Pedro um futuro leigo: com apenas 21 anos já é um bom catequista, inestimável colaborador dos missionários. Em 1936, aos 24 anos, casou-se com Paula Varpit, uma menina de 16 anos, também ela muito fervorosa. "Inspirado por sua fé em Cristo, foi um marido devoto, pai amoroso e um catequista comprometido, conhecido pela sua cordialidade, pela sua gentileza e pela sua compaixão”: assim em 1995 o Papa Wojtyla falava de Pietro To Rot, acrescentando que ele " tratou a sua mulher Paola com grande respeito; orava com ela toda manhã e toda noite. Para os seus filhos tinha uma grande afeição passava com eles o máximo do tempo que fosse possível”. Ainda: o beato "teve uma grande visão do matrimônio e, apesar do grande risco pessoal e da oposição, defendeu a doutrina da Igreja sobre a unidade do matrimónio e da necessidade de fidelidade mútua." Durante a Segunda Guerra Mundial, de fato, a sua aldeia, Rakunai, foi ocupada pelos japoneses, os missionários acabaram presos, mas To Rot assumiu a responsabilidade pela vida espiritual dos seus concidadãos, continuando a ensinar os fiéis, a visitar os doentes e batizar . Mas quando as autoridades legalizaram a poligamia, o Beato Pedro denunciou firmemente essa prática. Comentou João Paulo II: "Ele proclamou com coragem a verdade sobre a santidade do casamento. Recusou tomar o "caminho mais fácil" do compromisso moral. "Devo cumprir o meu dever e como testemunho na Igreja de Jesus Cristo”, explicou. O medo do sofrimento e da morte não o pararam ." Mesmo na prisão Pedro permaneceu sereno, até mesmo alegre, até que ele foi assassinado com uma injeção em julho de 1945 por um médico japonês.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 7 DE JULHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7 – Quinta-feira – Santos: Vilibaldo, Ilídio, Félix de
Nantes
Evangelho (Mt 10, 7-15) “Não
leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o
caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão...”
Três evangelistas
trazem, com variantes, essas recomendações de Jesus a seus enviados para
anunciar o Reino. A mensagem, porém, é clara: o anúncio do evangelho deve ser
feito de forma desinteressada, pondo em Deus total confiança em todas as
necessidades. As normas continuam válidas ainda hoje, e sua observância é uma
característica do autêntico anunciador do Evangelho de Jesus.
Oração
Senhor Jesus, preciso
aplicar essas normas à minha realidade. Devo encontrar meu jeito de mostrar
desprendimento de vantagens no anúncio do Reino. Preciso examinar a confiança
que coloco em nossos meios modernos, e até que ponto confio mesmo no auxílio de
Deus. Ensinai-me a anunciar vosso evangelho de forma convincente, vivendo de
forma coerente vossos ensinamentos. Amém.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
FIZERAM DA POBREZA, SUA RIQUEZA
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
Havia uma família muito pobre que tinha o costume de ver tudo pelo lado positivo. Por isso era feliz. Uma senhora rica interessou-se em conhecê-la para ajudar no que fosse necessário. Mas alguém foi dizer a essa senhora que não precisava ajudar, não:
- Passam por pobres, mas só comem do bom do melhor. Faça primeiro uma sondagem.
Querendo constatar o que se dizia deles, foi fazer-lhes uma visita. Ao chegar à porta, antes de bater palmas, ouviu uma das meninas perguntando para a irmãzinha:
- Você vai querer purê com batatas fritas?
- Não, acho que vou querer frango assado na grelha..
- E como sobremesa, uma taça de sorvete de chocolate.
A visitante ouviu o suficiente e bateu à porta. Entrando, que surpresa! Viu as duas meninas sentadas junto a uma pobre mesinha, sobre a qual havia apenas algumas fatias de pão seco, duas batatas, um jarro d’água e nada mais.
- Meninas, vim fazer-lhes uma visita. Em que posso ser útil? -
- Obrigado pela visita. Quer almoçar com a gente?
- Somente uma visita. Mas... desculpem a curiosidade. Qual é o cardápio hoje?
Quando disseram que eram finos manjares assim e assim, ela retornou:
- Mas estou vendo outra coisa na mesa.
Então explicaram que, ao tomar aquela comidinha, imaginavam estar saboreando toda a sorte de manjares finos. Esse jogo fazia a comida simples, transformar-se num verdadeiro festim para o paladar:
- A senhora não sabe como é delicioso o pão quando lhe damos o nome de torta de frutas.
- A batatinha é muito mais saborosa se a gente lhe dá o nome de sorvete de bola cremoso – disse a outra menina.
Lição: A senhora rica saiu com nova definição do otimismo. Descobriu que a felicidade não está nas coisas, mas na idéia que fazemos das coisas . Não se trata de querer mudar nossa sorte, mas o modo de encarar a sorte.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Recapitular o Universo em Cristo”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
Sócios do Redentor
A missão de Jesus
não termina com sua morte. Marcos alenta a comunidade afirmando que ela
continua a mesma missão de Jesus de expulsar demônio e curar os doentes. Quer
dizer que a redenção atinge o homem todo, corpo e alma. Este ensinamento é
importante para a compreensão da missão do discípulo. Não é uma atividade sua,
mas é a continuação da presença e missão do próprio Jesus. Ele dá as indicações
sobre o modo como devem ir: caminhar no desapego. Por que sandália e bastão?
Terão que caminhar muito. Não levar nem pão nem sacola nem dinheiro: sem pesos
que preocupem ou sobrecarreguem e dificultem a caminhada. Nada de luxo, levando
duas túnicas. Jesus disse: “O Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça” (Mt 8,20) nem
tinham tempo para comer (Mc 6,31). Afirma
que apóstolo nem sempre será bem aceito. Ele dissera: “Lembrai-vos da palavra
que vos disse: “Não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram,
também vos perseguirão; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa”
(Jo 15,20). Jesus não só reúne discípulos,
mas confia-lhes sua missão. Ele é a continuação do Mestre. Não repete seus conhecimentos,
mas torna presente a mesma missão. É Jesus que continua presente neles. A força
da missão não está no discípulo, mas no Mestre. Realizam as mesmas obras e até
maiores (Jo 14,12). Hoje a missão é a
mesma e atinge o homem em sua totalidade, mas, ao mesmo tempo, recebe a mesma
recusa que Jesus recebeu. A Igreja jamais será aceita em totalidade, pois Jesus
continua dizendo aos apóstolos: “Tudo isto eles farão contra vós, por causa do
meu nome, porque não conhecem quem me enviou” (Jo
15,21).
Profecia não querida
Amós é um profeta
boiadeiro. Era pastor de gado e cultivador de um tipo de planta, sicômoro. Tem
uma linguagem forte, até grosseria contra a situação social do Reino do Norte. Lá
havia profetas de profissão. Ganhavam para fazer profecias. Ao ser intimado a
sair do território religioso e social do reino, esse profeta incômodo, dá a
resposta fundamental de um profeta: “Não sou profeta, nem filho de profeta
(profissional)... O Senhor me chamou quando tangia o rebanho e me disse: ‘Vai
profetizar para Israel, meu povo”’ (Am 7,14-15).
O profeta nasce de Deus e incomoda a posição de quem não quer a paz, isto é, o
justo relacionamento com Deus e com as pessoas, como lemos no evangelho: “Se em
algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar...” (Mc 6,11). A missão de recapitular o universo funda-se
na aceitação da Palavra de Deus, que chamamos profecia. Jesus manda os
apóstolos, “dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” (7), isto é, toda sorte de mal que é aversão a
Deus. A missão recapitula o Universo em Cristo.
Marcados com o selo do Espírito
A missão dos
seguidores de Jesus não é uma ideologia ou uma sociedade que implantam. É o
Reino que lhes interessa. Esse Reino é uma bênção, pois Deus nos escolheu para
um amor que seja pleno. Participamos da filiação, derramando sobre nós suas
graças e confiando-nos sua missão de recapitular o universo nele. Para isso nos
marcou com o Espírito, isto é, o Espírito do Filho para cumprir a mesma missão
de redenção e louvor ao Pai. Deste modo Jesus continua, entre nós e através de
nós atua no Universo.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/
EVANGELHO DO DIA 6 DE JULHO
Evangelho segundo S. Mateus 10,1-7.
Naquele
tempo, Jesus chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os
espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os
nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e
Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e
Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze,
dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem
entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da
casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de
Milão, doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de Lucas 5, 44-45
Cristo chamou os seus discípulos e escolheu
doze, para os enviar por todo o mundo, como semeadores da fé, a propagar a
salvação dos homens. Reparai bem neste plano divino: não foram sábios, nem
homens ricos, nem nobres, mas pecadores e publicanos os que Ele escolheu enviar,
não fossem dar a impressão de que tinham sido movidos pelas suas capacidades,
escolhidos pelas suas riquezas, chamados devido ao seu prestígio, ao seu poder
ou à sua notoriedade. Procedeu assim para que a vitória tivesse origem no
fundamento da verdade, e não no prestígio do discurso.
Também Judas foi
escolhido, não por insensatez, mas com conhecimento de causa. Que grandeza a
desta verdade, que nem um servo inimigo é capaz de enfraquecer! E que grandeza
de carácter a do Senhor, que prefere comprometer, a nossos olhos, a sua
capacidade de ajuizar, a pôr em causa a sua capacidade de amar! Ele tomou sobre
Si a fraqueza humana, e nem deste aspeto da mesma fraqueza Se esqueceu! Quis o
abandono, quis a traição, quis ser entregue pelo seu apóstolo, para que também
tu, abandonado por um companheiro, atraiçoado por um companheiro, aceites
tranquilamente esse erro de avaliação, essa delapidação da tua bondade.
6 DE JULHO - MARIA GORETTI, MÁRTIR DA CASTIDADE
Mariazinha (Marieta em italiano), foi uma menina simples da roça. Pequena ainda, precisou emigrar com seus pais e irmãos para uma região rural, perto de Netuno. A família estabeleceu-se numa fazenda e arrendou um pedaço de chão. Foi aí que Maria cresceu, fez a Primeira Comunhão e enfrentou a vida trabalhosa do campo.A casa em que moravam, formava parede e meia com a outra, na qual ficava um viúvo com seu filho Alexandre. Este rapaz de uns 18 anos entrou na vida de Mariazinha, apaixonou-se por ela e não lhe deu mais sossego. Tentou-a várias vezes, mas sempre encontrou resistência. Uma tarde, enquanto todos trabalhavam na debulha do feijão, Maria ficou em casa costurando uma camisa. Sempre desconfiada do rapaz, assentou-se fora para evitar algum assédio. Quando Alexandre a viu sozinha, a paixão se reacendeu, pediu licença para sair um pouco do serviço e foi até onde estava a menina.
“Seria hoje ou nunca” pensou.
Arrastou-a para dentro e tentou-a. Ela resistiu heroicamente. Vendo-se frustrado, apunhalou-a catorze vezes com uma faca de cozinha. A mãe, dona Assunta, ouviu os gritos da filha e correu assustada para lá. A menina jazia no chão, numa poça de sangue, murmurando com as forças que restavam:
-“Mae, Alexandre me matou”.
Levaram-na para o hospital mais próximo, em Netuno, enquanto o criminoso era levado para a cadeia. Morreu no dia seguinte, perdoando o assassino, que foi condenado a 30 anos de prisão, mas fez muita penitência do seu crime.
-Que Santa Maria Goretti, rogue pela nossa juventude, tão mal encaminhada e seduzida.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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NAZÁRIA INÁCIA MARCH MESA Religiosa, Fundadora, Beata 1889-1943
Nasceu em Madri, a 10 de Janeiro de 1889. Seus pais, João Alexandre March e Nazária Mesa, tiveram 18 filhos, de que sobreviveram apenas dez. Nazária, que foi a quarta, sendo gêmea, esteve em perigo de vida e, por isso, foi batizada imediatamente. Para completar as prescrições rituais levaram-na à igreja no dia 11 de Abril. Aos sete anos internaram-na no colégio do Espírito Santo, onde viveu até aos treze. Ao preparar-se para a primeira comunhão, sentiu que Jesus a chamava a segui-Lo e consagrou-se totalmente a Ele com voto de virgindade, no dia 15 de Agosto de 1900, diante da imagem de Nossa Senhora que se venerava no colégio. Em 1906, emigrou com os pais para a cidade do México. Na viagem conheceu as Irmãs dos Anciãos Desamparados. Entusiasmou-se a ser como elas e entrou na congregação a 7 de Dezembro de 1908. Voltou, por isso, para Espanha, para fazer o noviciado. Consagrada a Deus pelos votos religiosos, seguiu com outras Irmãs para a Bolívia, a fim de fundar um asilo para idosos na cidade de Oruro. Ali fez os votos perpétuos, no dia 1 de Janeiro de 1915. Por mais de doze anos fez parte dessa comunidade, dedicada inteiramente aos pobres. Percorreu outras cidades, povoações e minas a pedir esmolas para os velhinhos. Nessas caminhadas descobriu que a messe era grande e os operários poucos. Que fazer? Nos exercícios espirituais, segundo o método de Santo Inácio, feitos em 1920, sentiu-se fortemente movida a reunir outras pessoas para dilatar o Reino de Cristo, «sob a bandeira da cruz». Lutou durante cinco anos contra a idéia de abandonar a própria Congregação para fundar outra, mas em 1925 os Bispos de Oruro e de La Paz, assim como o Internúncio Apostólico concordaram que essa era a vontade de Deus. Foi assim que, no dia 16 de Junho desse ano, por decreto do Bispo de Oruro, a Irmã Nazária Inácia deixou a congregação das Religiosas dos Anciãos Desamparados, para desempenhar a função de Superiora da Comunidade das Nazarenas, que depois tomarão o nome de Missionárias Cruzadas da Igreja. Decorridos seis meses, eram já dez as religiosas que se dedicavam a trabalhos de apostolado por meio da catequese e da cooperação nas obras paroquiais. Com o correr do tempo, o novo Instituto vai abrir tanto o leque das suas ambições - colégios, orfanatos, oficinas, escolas noturnas, obras de beneficência, asilos, visitas aos presos e doentes nos hospitais, difusão da boa imprensa, casas de exercícios - que a Santa Sé achou prudente restringir um pouco a finalidade da congregação, quando lhe concedeu o decreto de louvor, a 8 de Abril de 1935. As religiosas passaram pelo crisol do sofrimento. Em 1932 moveram contra elas tão cruéis perseguições que até a vida lhes puseram em perigo. Na Espanha, onde a obra se havia implantado, se não fosse a intervenção do Cônsul do Uruguai, teriam sido fuziladas. Apesar de todas estas adversidades, a Irmã Nazária Inácia, antes da sua morte, deixou as suas filhas a trabalhar na Bolívia, Argentina, Uruguai e Espanha. Em 1977, o Instituto, dividido em cinco províncias, contava 77 casas em 13 nações da Europa, América Latina e África. A Serva de Deus, que faleceu santamente em Buenos Aires (Argentina), a 6 de Julho de 1943, teve as suas virtudes heróicas reconhecidas pela Igreja, a I de Setembro de 1988, e foi beatificada por João Paulo II, a 27 de Setembro de 1992.
Fonte: www.vaticano.va/
MARIA ÚRSULA LEDOCHOWSKA Religiosa, Fundadora, Santa 1865-1939
"Soubesse só amar! Arder, consumar-se no amor"
Assim escreveu Júlia Ledóchowska antes dos votos religiosos aos 24 anos de idade. No dia da sua Profissão, mudou o nome para Maria Úrsula de Jesus, que tomou aquelas palavras como orientação para toda a sua vida. Na sua família houve vários homens de Estado, militares, eclesiásticos e pessoas consagradas, comprometidas na história da Europa e da Igreja. Outros dos seus irmãos escolheram a vida consagrada e Maria Teresa foi beatificada em 1975; tinha fundado o Sodalício de São Pedro Claver e o seu irmão Vladimiro, foi Superior-Geral dos Jesuítas. Nos vinte e cinco anos de vida no convento, em Cracóvia, Maria Úrsula atraiu as atenções com o seu amor ao Senhor, pelo talento educativo e sensibilidade perante as necessidades dos jovens, nas difíceis condições sociais, políticas e morais daquele tempo. Quando as senhoras foram autorizadas a frequentar a Universidade, conseguiu organizar o primeiro pensionato na Polónia, onde as estudantes podiam encontrar um lugar seguro para a vida e para o estudo, além de uma sólida formação religiosa. Mostrou a mesma sensibilidade ao andar, com a bênção de Pio X, em trabalho no coração da Rússia, hostil à Igreja. Quando partiu, acompanhada de outra religiosa e ambas vestidas de burguesas, para Pietroburgo, partiu sem saber que caminhava para um destino desconhecido e que o Espírito Santo a guiava por caminhos que não previra. Em Pietroburgo, a Madre e as Irmãs da comunidade viviam na clandestinidade, sempre vigiadas pela polícia secreta, mas desenvolvendo um intenso trabalho educativo e de formação religiosa, orientado também para a aproximação das relações entre polacos e russos. Quando a guerra rebentou em 1914, Maria Úrsula teve de deixar a Rússia, partindo para Estocolmo, começando um peregrinação por toda a Escandinávia, empenhando-se num trabalho educativo e de compromisso na Igreja local, em favor da vítimas da guerra e num compromisso ecuménico. A sua casa foi apoio para pessoas de várias orientações políticas e religiosas. O seu amor pela Pátria ia a par e passo com a abertura aos outros, tendo declarado quando lhe perguntaram qual era a sua política: a minha política é o amor. Voltou à Polónia com um numeroso grupo de órfãos de famílias emigradas. A Sé Apostólica transformou o convento autónomo das Ursulinas na Congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, cuja espiritualidade se concentrava em volta da contemplação do amor salvífico de Cristo e na participação na sua Missão, por meio do trabalho educativo e de serviço ao próximo, de modo especial os que sofrem, vivem na solidão, marginalizados ou que procuram um sentido para a vida. Maria Úrsula educa as irmãs para o amor de Deus acima de todas as coisas e em Deus cada pessoa humana e toda a criação. Deu um testemunho particularmente credível da sua união com Cristo, e foi um instrumento eficiente do influxo evangelizador e educativo, através do sorriso, serenidade de espírito, humildade e capacidade de viver um dia-a-dia difícil como caminho privilegiado para a santidade. E ela foi um exemplo transparente desta vida. A Congregação depressa se desenvolveu, nascendo comunidades na Polónia e nas fronteiras orientais do País. Eram pobres, de muitas nações e confissões. Em 1928, abriu a Casa Generalícia em Roma e um pensionato para moças de poucas posses, para melhor conhecerem a riqueza espiritual e religiosa do coração da Igreja e da civilização europeia. Começam um trabalho entre os pobres dos subúrbios de Roma e, em 1930, estabelecem-se em França, sempre com as mesmas preocupações de educação e de ensino. Ocupam-se também da catequese e trabalho nos bairros pobres, organizam aulas para crianças e jovens; ela mesma escreve livros e artigos; procura iniciar e apoiar organizações eclesiásticas para as crianças (Movimento Eucarístico) para a Juventude e para as senhoras. Participa activamente na vida da Igreja e do País, recebendo altos reconhecimentos, bem como condecorações estatais e eclesiásticas. Faleceu em Roma, a 29 de Maio de 1939, tendo as pessoas dito de imediato que morreu uma santa. Foi beatificada por João Paulo II em 20 de Junho de 1983, em Poznan e canonizada pelo mesmo Pontífice, a 18 de maio de 2003, Praça S. Pedro.
MARIA GORETTI Virgem e mártir 1890-1902

Maria nasceu em 16 de outubro de 1890, em Corinaldo, província de Ancona, Itália. Filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini, terceira de sete filhos de uma família pobre de bens terrenos mas rica em fé e virtudes, cultivadas por meio da oração em comum, terço todos os dias e aos domingos Missa e sagrada Comunhão. No dia seguinte a seu nascimento, foi batizada e consagrada à Virgem. Aos seis anos recebeu o sacramento da Confirmação. Depois do nascimento de seu quarto filho, Luigi Goretti, pela dura crise econômica que enfrentava, decidiu emigrar com sua família às grandes planícies dos campos romanos, ainda insalubres naquela época. Instalou-se em Ferriere di Conca, colocando-se a serviço do conde Mazzoleni, neste lugar Maria mostra claramente uma inteligência e uma maturidade precoce, onde não existia nenhum pingo de capricho, nem de desobediência, nem de mentira. É realmente o anjo da família.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 6 DE JULHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
6 – Quarta-feira – Santos: Maria Goretti, Domingas, Isaías
Evangelho (Mt 10, 1-7) “Estes
são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu
irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João...”
Em tom solene o
evangelista apresenta os doze escolhidos para missão especial no trabalho em
favor do Reino. Ainda hoje são para nós os alicerces de nossa comunidade
cristã. Não podemos, porém, esquecer que cada um de nós, unidos a Cristo pelo
batismo, foi também escolhido para missão especial, que nenhum outro pode
cumprir em nosso lugar. Precisamos ser fieis e eficientes na tarefa.
Oração
Senhor Jesus, acho que encontrei minha tarefa e meu
lugar entre vossos discípulos. Tenho procurado ser fiel, mas tenho de
reconhecer que houve muitas falhas. Perdoai-me, e consertai meus erros, quando
não fui para meus irmãos o auxílio que deveria ser. Para o futuro quero ser
enviado mais fiel e mais atento. Ficai sempre a meu lado, cuidando que nunca me
afaste de vosso seguimento. Amém.terça-feira, 5 de julho de 2016
A MANCHINHA PRETA NO PAPEL
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
Ao desenvolver o tema sobre a maledicência, a catequista mostrou para os alunos uma folha em branco que, no centro, tinha uma mancha preta.
- O que vocês estão vendo?
- A mancha preta no papel.
- O que mais?
- A mão da catequista..
- O que mais?
- A folha de papel na sua mão.
- Sem brincadeira, o que mais?
- ...
- Todos vocês “flecharam” na manchinha preta e ninguém reparou no grande papel branco. Só a mancha chamou a atenção de vocês.
Lição: Assim fazemos sempre. Vemos os pequenos defeitos dos outros e não vemos suas muitas e boas qualidades. Maldizemos a corrupção geral (modas, consumismo, sensualismo) e não vemos o pequeno e ardoroso grupo que procura viver na justiça e na seriedade de vida.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Os santos e a espiritualidade”
Como é belo abrir as Escrituras e encontrar nelas os patriarcas,
profetas, juizes, reis, apóstolos, homens e mulheres, santos de Deus! Estão na longa estrada que
Deus usou para demonstrar sua bondade. O Filho de Deus se fez homem e, da raça
de Abraão, como lemos nas genealogias escritas por Lucas (Lc 3,23-38) e por Mateus (Mt 1,1-17). Faz parte da humanidade e da
história do povo de Deus que se faz História da Salvação. Esses homens e
mulheres que são nossos mestres e nos ensinam a conhecer e amar a Deus, continuam
vivos em nossa fé. A História da Salvação não termina em Jesus. Continua
penetrando o coração das pessoas e as estradas da história. Nós fazemos parte
dela. Tantos construíram caminhos para Deus chegar aos corações. Deus continua
educando seu povo, como no Antigo Testamento, através de homens e mulheres que
chamamos de santos; alguns vivos e outros já na glória. O prefácio da festa dos
santos proclama: “Na assembléia dos santos vós sois glorificado e, coroando
seus méritos, exaltais vossos próprios dons. Nos vossos santos e santas
ofereceis um exemplo para a nossa vida, a comunhão que nos une e a intercessão
que nos ajuda. Assistidos por tão grandes testemunhas, possamos correr no
certame que nos é proposto e receber com eles a coroa imperecível”. São
exemplo, comunhão e intercessores. O primeiro aspecto que alimenta nossa
espiritualidade e devoção é a comunhão. Estamos unidos a eles em Cristo. São
nossos mestres na união a Cristo. Rezamos na missa “unidos aos Anjos e Santos
nós vos aclamamos...”. A consciência da união leva-nos a tê-los como mestres no
conhecimento e seguimento de Cristo. Somos um corpo com Cristo e com os que nele
crêem. Há uma comunhão de vida. A mesma vida divina circula em nós e em nossos
santos. Há uma união que nos fortalece. Podemos ter a devoção aos santos. Sua
santidade é a mesma que construímos e eles vivem em plenitude.
677.
Intercessores
Invocar
é manifestar que cremos na força comum da oração. Eles rezam por nós. Nós
rezamos a eles em Cristo, mesmo que não seja explicito. Mesmo que eu não os
conheça, não os aceite, estou sempre recebendo deles a comunhão de vida em
Cristo. Cristo é o fundamento. Orar a um santo é orar a Cristo. Não desligamos
Cristo quando rezamos ao santo e não descartamos os santos quando rezamos a
Cristo. O mesmo que se diz do santo, se diz de modo maior a Maria que tem um
papel superior no Corpo Místico de Cristo, pois ela O gerou e gerou todos os
que nele creram. Ela gera todo o Corpo. Cristo é o único mediador. Isso não
elimina que nós sejamos rezemos uns pelos outros a Deus. Tudo o que vai a Deus,
vai em Cristo, pelo Espírito. É o único caminho. Por isso pedimos que os santos
orem por nos, como sempre o fazem.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/
678. Estímulo no caminho
Os santos são estímulos à santidade. Nós, em nossa veneração aos santos, não devemos ser só pedintes. Precisamos conhecer suas vidas e imitá-la. Não imitamos como viveram, mas imitamos o empenho que colocaram em sua vida por Cristo. É muito pouco rezar ao santo de nossa devoção. É preciso procurar a santidade que ele procurou e o fez grande em Deus. O culto dos santos tem que ser colocado no caminho de Cristo. A Igreja sempre insiste na evangelização da devoção. Não certo negar a devoção, é preciso compreender que somos irmãos e estamos diante de Deus uns pelos outros, com eles.
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APELO VOCACIONAL
Jovens, rapazes e raparigas, filhos de Portugal dos nossos dias:
Olhai
para tantos que vos precederam no passado, também eles filhos desta Pátria.
Filhos da sua cultura e da sua língua. Das suas provações e das suas vitórias.
Quantos deles responderam, com a doação total da vida, ao apelo de Cristo!
Da Rainha Santa Isabel a João de Deus, de António de Lisboa a João de Brito –
para falar só de santos canonizados – por caminhos diferentes, todos eles se
moveram na caridade de Deus, enamorados do ideal da verdade e do amor, movidos
pelo Espírito e Cristo. E quem poderá dizer, perante o vosso entusiasmo e
alegria, que os jovens portugueses de hoje são menos interessados, menos
disponíveis e menos atentos a Cristo que os do passado? Sim, Cristo confia em
vós! A Igreja confia em vós! O Papa confia em vós!
Acolhei, amados jovens,
acolhei uma vez mais o chamamento de Cristo: Sede testemunhas d’Ele!
S.
João Paulo II, Homilia na Missa para os Jovens, Lisboa, 14 de março de 1982
EVANGELHO DO DIA 5 DE JULHO
Evangelho segundo S. Mateus 9,32-38.
Naquele
tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio. Logo que o demónio
foi expulso, o mudo falou. A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu
coisa semelhante em Israel». Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos
demónios que Ele expulsa os demónios». Jesus percorria todas as cidades e
aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas
as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão,
porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então
aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São João Crisóstomo (c. 345-407),
presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias
sobre o Evangelho de Mateus, n°32
«Pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e
enfermidades.»
Jesus Cristo, coberto de desprezo e de
insultos pelos seus inimigos, aplica-Se ainda mais a fazer-lhes o bem. [...]
Percorria cidades, aldeias e sinagogas, ensinando-nos a responder às calúnias,
não com calúnias, mas através de boas obras. Se, ao fazeres o bem ao teu
próximo, tens em vista agradar a Deus e não aos homens, façam estes o que
fizerem, não deixes tu de fazer o bem; a tua recompensa será maior. [...] Eis a
razão por que Cristo não esperava que os doentes fossem ter com Ele, mas Ele
próprio ia ter com eles, levando-lhes simultaneamente dois bens essenciais: a
Boa Nova do Reino e a cura de todos os seus males.
Para Cristo, porém,
isso não era suficiente; Ele manifestava ainda de outra maneira a sua compaixão.
«Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e
abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: "A
seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que
mande trabalhadores para a sua seara."» » Note-se uma vez mais o seu desapego à
vanglória. Não querendo que toda a gente O seguisse, enviava os seus discípulos.
Queria instruí-los, não apenas para as lutas que iriam suportar na Judeia, mas
também para os combates que começariam por toda a terra. [...]
Jesus deu
aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder,
não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a
facilidade e a necessidade desta obra. Efetivamente, que foi que Ele disse? «A
seara é grande, mas os trabalhadores são poucos»: não é à sementeira que vos
envio, mas à messe. [...] Falando assim, nosso Senhor dava-lhes confiança e
mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado.
5 DE JULHO - DEIXOU A MEDICINA PARA SER PADRE
Antônio Maria Zacaria (1502-1539) era médico. Estava com 26 anos quando resolveu mudar o rumo da sua vida: seria padre para cuidar também das doenças da alma. Fundou a Ordem dos “Clérigos Regulares de São Paulo” ou Barnabitas, porque a casa central ficava junto à igreja de São Barnabé, em Milão.Qual seria o carisma da Ordem nascente? Pregar Missões Populares, restaurar o fervor do clero e do laicato, e fomentar a devoção ao Santíssimo Sacramento. Atribui-se a ele a instituição das Quarenta Horas de adoração ao Santíssimo Sacramento.Logo depois fundou o ramo feminino da Ordem Barnabita: as “Irmãs Angélicas. Teriam como finalidade, preservar as meninas da sedução, sendo seus anjos da guarda. Pregador incansável, preocupado em reformar os costumes, contribuiu eficazmente para o fortalecimento da Fé no seio das famílias, nos conventos e nas comunidades rurais e urbanas. Morreu aos 37 anos, nos braços da mãe viúva, na mesma casa onde nascera.
Dia 05 – São Guilherme: Guilherme de Hirsau (+1091) é pouco conhecido entre nós, mas muito venerado em outros países. Sua vida está enfeitada com muitas lendas. Foi entregue aos monges desde criança para ser educado por eles. Mais tarde foi eleito abade, substituindo seu antecessor que tinha sido omisso na manutenção da disciplina conventual. Com ele tudo mudou para melhor. Notabilizou-se pela caridade com os pobres. Quantas vezes foi preciso multiplicar milagrosamente o pão a fim de alimentar os numerosos famintos que o procuravam. Chegou a dar-lhes suas próprias vestes. Nas desagradáveis disputas entre o Papa e o imperador Henrique IV, Guilherme permaneceu firme ao lado da Igreja, pelo que teve de sofrer muito. Certa ocasião muitos monges foram refugiar-se no mosteiro. Mas o imperador mandou destruí-lo. Guilherme não se amedrontou. Reuniu todos e rezou com eles. Em dado momento armou-se no céu tremenda tempestade com trovões e raios, atingindo mortalmente os que vinham destruí-lo.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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ANTÓNIO MARIA ZACARIA Sacerdote, Fundador dos Barnabitas, Saont 1502-1539
É próprio dos grandes corações colocar-se ao serviço dos outros sem recompensa, combater não em vista do pagamento.” São as palavras que António Maria, pertencente à rica família dos Zacaria, de origem genovesa, dirigia aos jovens voluntários, que seguindo o seu exemplo, se dedicavam ao apostolado pela promoção da vida cristã nas famílias. António tinha nascido em Cremona em 1502. Sua mãe ficou viúva com 18 anos de idade, rejeitou segundas núpcias só para dedicar-se totalmente à educação do filho. Os bons frutos não tardaram. Um dia, voltando da escola, António estava sem o manto de lã: havia-o colocado nas costas de um pobre que estava tremendo de frio. Nos anos que passou em Pavia como estudante de filosofia e em Pádua, onde se doutorou em medicina, levou uma vida muito austera, longe dos barulhos universitários. Já há muito tempo havia abandonado as roupas de veludo e os ornamentos, próprios da sua turma, para vestir as roupas da gente humilde. Exerceu a profissão de médico para ficar mais perto do povo, curar-lhe as doenças do corpo, gradativamente, para distribuir-lhes os remédios da alma, o conforto, a esperança, a paz com Deus. Em 1528, abandonando os estudos médicos, António foi ordenado sacerdote. Novamente deixou sua mãe sozinha, como nos anos de universidade, e se estabeleceu em Milão, onde, com a colaboração de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos regulares de são Paulo, mais conhecidos como Barnabitas, do nome da igreja milanesa de são Barnabé, junto à qual surgiu a primeira casa da congregação. O fim da nova congregação era a promoção da reforma do clero e dos leigos. Ao lado desta, com a colaboração da condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para a reforma dos mosteiros femininos. A palavra reforma era o emblema de 1500. António Maria Zacaria não dava importância às palavras, mas aos fatos. E correu aos remédios, contribuindo com os numerosos santos da época para preparar o Concílio de Trento, que assinalará a consagração da grande reforma católica. Grande promotor da devoção eucarística, instituiu as quarenta horas de adoração ao SS. Sacramento. Morreu com menos de 37 anos, a 5 de julho de 1539, na casa onde tinha nascido e onde tinha voltado quando sentiu que lhe faltavam as forças, durante uma de suas numerosas missões de oração e de pregação que desenvolvia na Itália meridional. Morreu assistido pela corajosa mãe, que havia aceito uma vida de solidão para não pôr obstáculos à vocação do filho.
Santo Atanásio, o Athonita, Monge, Organizador dos Mosteiros do Monte Athos (+ Século X), 05 de Julho
Santo Atanásio foi o organizador dos monastérios no Monte Athos (situado num prolongamento da Península Calcídica, da qual se desprendem três faixas montanhosas que adentram no Mar Egeu). Nasceu em Trebizonda, por volta do ano 920, filho de um Antioquino e recebeu no batismo o nome de Abraão. Fez seus estudos em Constantinopla, onde se tornou professor. Enquanto exercia nesta cidade o ofício de professor, conheceu São Miguel Maleinos e seu sobrinho Nicéforo Focas. Este último tornou-se, mais tarde, seu protetor, ao ocupar o trono imperial. Abraão tomou o hábito no monastério que São Miguel dirigia, em Kimina de Bitínia, recebendo o nome de Atanásio. Ali viveu até o ano 958, mais ou menos. O monastério de Kimina era uma «Laura», isto é, uma série de celas isoladas, construídas em torno de uma igreja. Quando morreu Miguel Maleinos, Atanásio, prevendo que seria eleito abade, fugiu para o Monte Athos. Ali Deus reservava para ele uma responsabilidade ainda mais pesada que o ofício de abade do qual tinha fugido. Vestido como um rude camponês e adotando o nome de Doroteu, Santo Atanásio retirou-se para uma cela na proximidade de Karyes. Mas seu amigo Nicéforo Focas não demorou a descobri-lo. O imperador Nicéforo, que estava prestes a empreender uma expedição contra os sarracenos, Atanásio pediu a Atanásio para acompanhá-lo nesta viagem e que o apoiasse nesta empreitada com a sua benção e orações. Atanásio, vencendo sua resistência em regressar ao mundo, acompanhou o seu amigo nesta viagem. Após a vitória da expedição, Atanásio pediu permissão ao imperador para retirar-se novamente ao Monte Athos. Nicéforo Focas concordou, mas não sem que, antes aceitasse uma importante soma que lhe deu para ajudá-lo na fundação de um monastério. O santo construiu o primeiro monastério, propriamente dito, em Monte Athos, no início do ano 961 e, dois anos mais tarde, a Igreja. Santo Atanásio dedicou o monastério à Santíssima Mãe de Deus; atualmente é conhecido como «Monastério de Santo Atanásio», ou, simplesmente, «Grande Laura», isto é, «o Monastério». Receando que o imperador o chamasse novamente à corte, Santo Atanásio se refugiou em Chipre para escapar das honras e títulos. Mas Focas novamente descobriu seu esconderijo e lhe disse para voltar a governar em paz o seu monastério, dando-lhe mais dinheiro para construir um porto em Athos. Santo Atanásio enfrentou muitas dificuldades com os solitários que, ocupando o Monte Athos há mais tempo, consideravam que a precedência lhes dava certos direitos de ocupação; tais solitários viam com «maus olhos» a construção de monastérios, igrejas e portos, e se opunham às regras que Santo Atanásio queria lhes impor. Por duas vezes o santo esteve prestes a ser assassinado. Sabendo que a violência é capaz de corromper a melhor das causas, o imperador João Tzimesces interveio, confirmou as doações que Nicéforo Focas havia feito a Atanásio, proibiu a oposição ao Santo e reconheceu a sua autoridade sobre todo o território e habitantes do Monte Athos. Desta forma, Santo Atanásio foi constituído o superior geral de cinqüenta e oito comunidades de eremitas e monges, além dos monastérios de Ivirón, Vatopedi e Esfigmenou, que ele mesmo havia fundado e que são conservados até os dias atuais. Morreu por volta do ano 1000, vítima do desabamento da cúpula da igreja onde ele estava trabalhando com cinco outros monges. Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org Trad.: Pe. André Fonte :
http://ecclesia.com.br/synaxarion/?p=1539
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