terça-feira, 5 de julho de 2016

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 5 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
5 – Terça-feira – Santos: Antônio Maria Zaccaria, Filomena, Agatão 
Evangelho (Mt 9, 32-38) “Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor.” 
Aqueles tempos, em que Jesus vivia aqui, eram tempos muito duros. Principalmente para as pessoas do povo, na política, na economia e na religião. Homens e mulheres ansiavam por uma luz. Hoje nossa realidade não é diferente. Há muita angústia ao nosso redor, muitos procurando um rumo na vida. Nós, como discípulos de Jesus somos chamados, a ajudá-los a recuperar a esperança. 
Oração
Senhor Jesus, vós trouxestes para minha vida um sentido e uma esperança. E por isso eu vos agradeço muito, e bendigo vossa bondade. Não quero essa felicidade só para mim, mas para todos que estão à procura de salvação. Peço, por isso, vossa ajuda para poder ajudá-los. Inspirai-me o que dizer e o que fazer. Principalmente dai-me a graça de vos anunciar pelo testemunho de vida. Amém.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

FOI ASSIM QUE ELA CONSOLOU A VIÚVA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Cena de velório. Alguns falando baixo, outros contando histórias. Muitos rezando. Perto do caixão está uma senhora tristonha com uma meninazinha no colo. Será filha ou neta da mulher?...Ao mesmo tempo uma mulher percorre a vizinhança à procura da filha pequena que sumiu. Vai daqui, vai dali e entra numa sala cheia de gente. Era a sala do velório.
- “Cadê minha filha? Vocês viram minha filha?” 
Vê o falecido no caixão, se benze. Vê a viúva ao lado com uma criança no colo: 
- Desculpe. Você aqui, minha filha? Está fazendo o quê? 
- Estou fazendo companhia para ela que está chorando. 
Lição: Este foi o jeito que a criança achou para consolar a viúva: assentar-se no seu colo sem dizer muita coisa. Nesses momentos dolorosos não é preciso falar muito. Muito menos, coisa com coisa que não diz nada. O jeito é ficar junto, solidariamente, amorosamente.
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REFLETINDO A PALAVRA - “A festa do povo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
1747 –  Gente de Deus e do povo
            No mês de junho e julho temos as festas populares que foram trazidas pelos colonizadores e assumidas com gosto pelas populações. São festas que honram três santos queridos do povo: Antônio, João Batista e Pedro. Estas festas são propícias para aumentar a vida da comunidade. Isso nos traz uma reflexão oportuna sobre a piedade popular, as devoções e ritos do povo. Há os que condenam por seu aspecto folclórico. Outros por um falso intelectualismo. Outros condenam por uma indevida interpretação da Palavra e por um biblismo fundamentalista. Junto a essas festas devemos colocar o modo de viver a fé no meio popular. Por que existe devoção popular? Com a dificuldade de entender a linguagem litúrgica e sem a devida formação, o povo procurou um modo mais compreensível de viver a fé, salientando a devoção aos santos, a Maria e aos mistérios de Jesus em sua dimensão humana. Surgiram muitas devoções e algumas foram infectadas de superstições. Esse modo de ser contribuiu para manter viva a fé do povo (Documento de Aparecida – 37.43). Papa Bento XVI chama a religiosidade popular de “rico tesouro da Igreja católica na América Latina” e convidou a promovê-la e protegê-la. E também “dar a catequese apropriada que acompanhe a fé já presente na religiosidade popular (DA 300). Não podemos desprezar a fé do povo pois ela também vem de Deus. O modo de expressar pode ser purificado, mas não anulado. Algumas coisas devem ser revistas, como por exemplo, uma promessa que é atrapalhada.  A pessoa fica doente e não pode fazer o que prometeu. E daí?
1748 – O santo é gente como nós
            O culto aos santos se distingue do culto a Deus. A Deus adoramos. À Virgem Maria temos um culto de hiperdulia, isto é, grande veneração. Aos Anjos e Santos temos a veneração, reconhecendo suas virtudes e pedindo intercessão. Jesus é o único mediador, Maria e os santos são intercessores na mediação suplicante. Os santos são pessoas normais como nós que viveram em profundidade sua fé e foram reconhecidos em vida e operam milagres por sua intercessão. Por que não ir direto a Deus? Já na sociedade usamos mediadores e intercessores, pessoas que nos ajudam. Como todos nós, vivos e mortos estamos unidos ao Corpo de Cristo. Como um corpo tem todos os membros unidos e vivem uma única vida. S. Paulo explica a união de todos em Cristo a partir da imagem do corpo. Assim também acontece com Cristo diz S. Paulo. “Vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte” (1Cor 12,12.27). Como os membros estão unidos e se ajudam, podemos receber ajuda uns dos outros, também na oração, pois rezamos uns pelos outros. Os santos nos ajudam e nós rezamos a eles unidos a Cristo. Os santos continuam gente como nós no estado de glorificação. Somos um corpo, uma família, uma Igreja.
1749 - Com os anjos e santos
Na festa do povo reconhecemos a presença de Deus que une seus filhos num único amor alimentados pela fé. Essa união se faz pelo amor que se vive. A Igreja de Deus foi sempre aberta. Participamos da glória dos santos e dos anjos quando estamos unidos pela fé em Cristo. A evangelização não é cortar o que existe, tirando a pessoa de sua cultura e da realidade. Convém anunciar o evangelho puro. Esse evangelho deve salientar Cristo Salvador de todo homem, misericordioso com os fracos e pobres. Ele reconhece os seus quando praticam o amor e o cuidado com os necessitados. Não tenho uma vida santa, se não cumpro o mandamento do amor. Preservar a piedade popular é aumentar a fé do povo.

EVANGELHO DO DIA 4 DE JULHO

Evangelho segundo S. Mateus 9,18-26.
Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d’Ele, dizendo: «A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá». Jesus levantou-Se e acompanhou-o com os discípulos. Entretanto, uma mulher que sofria um fluxo de sangue havia doze anos, aproximou-se por detrás d’Ele e tocou-Lhe na fímbria do manto, pensando consigo: «Se eu ao menos Lhe tocar no manto, ficarei curada». Mas Jesus voltou-Se e, ao vê-la, disse-lhe: «Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou». E a partir daquele momento a mulher ficou curada. Ao chegar a casa do chefe e ao ver os tocadores de flauta e a multidão em grande alvoroço, Jesus disse-lhes: «Retirai-vos, porque a menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele. Mas quando mandou sair a multidão, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. 
E a notícia divulgou-se por toda aquela terra. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja 
Comentário ao evangelho de João, 4; PG 73, 56 
«Jesus entrou e tomou a menina pela mão»
Assim que Cristo entra em nós com a sua própria carne, nós revivemos inteiramente; é inconcebível ou, mais ainda, impossível, que a vida não faça viver aqueles nos quais se introduziu. Tal como se cobre um tição ardente com um monte de palha para manter intacto o germe do fogo, assim nosso Senhor Jesus Cristo esconde a vida em nós pela sua própria carne e coloca aí como que uma semente de imortalidade, que afasta toda a corrupção que trazemos em nós. 
Não é pois apenas pela sua palavra que ele realiza a ressurreição dos mortos. Para mostrar que o seu corpo dá a vida, como tínhamos dito, ele toca os cadáveres e, pelo seu corpo, dá a vida a esses corpos já em vias de desintegração. Se o simples contacto da sua carne sagrada restitui a vida a esses mortos, que benefício não encontraremos nós na sua Eucaristia vivificante quando a recebemos! [...] Não basta que apenas a nossa alma seja regenerada pelo Espírito para uma vida nova. O nosso corpo denso e terrestre também deve ser santificado, pela sua participação num corpo igualmente denso e com a mesma origem que o nosso, sendo desse modo chamado à incorruptibilidade. 

4 DE JULHO – RAINHA E MÃE DA POBREZA EXCLUIDA

Santa Isabel, rainha de Portugal (1270-1336), é parente de outra Santa Isabel, da Hungria. Isabel foi uma esposa sofredora: Seu marido, o rei Diniz, era violento, voluntarioso e infiel. Filha e genro morreram. O filho Afonso revoltou-se contra o pai. Quantas vezes precisou pacificar brigas de parentes.Após a morte do marido peregrinou até São Tiago de Compostela, lá deixou sua coroa imperial. Ao voltar mandou derreter toda a sua prataria e repartiu o dinheiro com os pobres. Passou a viuvez visitando enfermos, costurando para os pobres, levando-lhes alimentos. Morreu no mosteiro das Clarissas que ela mesma ajudou a construir. 
Outros santos:André, Oséias
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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MARIA CROCIFIXA CÚRCIO Religiosa, Fundadora, Beata 1877-1957

Maria Crucifixa Cúrcio, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus, nasceu em Íspica (Ragusa), diocese de Noto Sicília ― Itália, em 30 de janeiro de 1877. Seus pais eram: Salvatore Cúrcio e Concetta Franzò. Sétima de dez filhos transcorre a infância em um ambiente familiar culturalmente e socialmente elevado, manifestando logo uma inteligência vivaz, um caráter alegre, decidido e determinado, amadurecendo, nos primeiros anos da adolescência, uma elevada e notável tendência à piedade, atenção e solidariedade para com os mais fracos e marginalizados.
Em casa recebe uma severa educação, de rígidos princípios morais, em virtude dos quais o pai não só a limita em seu anseio de uma intensa vida de fé, mas, seguindo o costume da época, não lhe consente nem mesmo prosseguir os estudos, concluindo apenas a sexta série.
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PEDRO JORGE FRASSATI Leigo, Beato 1901-1925)

Mais uma vida bem curta, mas em linha recta para Deus, e incomparável como apaixonante modelo para rapazes, aos quais aconselhamos vivamente a leitura da sua bela biografia ('), da qual vamos dar aqui ligeiríssimo apontamento.
Nascido em Turim em 1901, filho do Director do jornal «La Stampa», que também foi embaixador de Roma em Berlim, e duma mãe admirável, que nele soube incutir o incondicional culto da verdade e formar-lhe a vontade numa educação viril, de montanhês de Bielle — nem doces, nem mimos; vinho só em dias de festa — realizou o mais completo tipo de autêntica virilidade, aquela que o mundo é incapaz de conceber: a virilidade que domina as paixões da adolescência e sabe sujeitar inteiramente a vida a uma vontade forte. Não se deixou viver; venceu a vida.
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ISABEL DE PORTUGAL Rainha, Religiosa, Santa 1271-1336

Isabel, rainha de Portugal, nasceu em 1271, filha de Pedro III de Aragão e de Constança, filha de Manfredi, rei da Sicília e sobrinha do imperador Frederico II. No batismo recebeu o nome de Isabel para honrar a memória de sua grande tia, Santa Isabel da Hungria, canonizada quarenta anos antes por Gregório IX em 1235. Casou-se com o jovem rei Dom Dinis, o qual posteriormente se tornou o fundador da primeira faculdade portuguesa e o grande impulsionador da agricultura em Portugal na época, razão pela qual lhe deram o cognome de Dom Dinis “O Agricultor”!!! Os portugueses acolheram com entusiasmo a sua soberana e não foram decepcionados pela jovem simples e austera em sua vida privada, grande benfeitora de seus próprios súditos. Deu a seu marido dois filhos: Afonso, o herdeiro do trono, e a princesa Constância. Porém, Dom Dinis não soube ser digno daquela esposa devota e afetuosa, que alternava com os deveres familiares, sacrifícios e rigores voluntários quase monásticos. Ele preferiu outras mulheres e outras aventuras. Isabel, digna no sofrimento, ocultou sua própria amargura sem provocar escândalo. Rezou secretamente pela conversão do esposo, e com igual afeto, ao lado de seus filhos, educou também outros que não eram seus. O marido, despreocupado de seus deveres, começou a suspeitar da fidelidade de sua mulher. Um cortesão maldoso ativou o fogo do ciúme, atribuindo à rainha uma caluniosa relação com um pajem. Em seguida, várias circunstâncias induziram Dinis a considerar as coisas com maior serenidade e a reconhecer a absoluta inocência de Isabel. A nova fonte de amargura para a santa rainha foi a disputa entre o seu marido Dinis e Afonso, o herdeiro do trono. Ela procurou reconciliar os dois inimigos entre si. Finalmente foi desterrada, por suspeitas de conjurar contra o rei. Depois da morte de seu esposo e de sua filha, Isabel renunciou ao mundo e à sua condição régia. Vestiu o hábito da Terceira Ordem Franciscana e partiu em peregrinação para Santiago de Compostela. Distribuiu suas riquezas entre os necessitados e teria entrado no mosteiro das Clarissas fundado por ela em Coimbra, se não houvessem aconselhado para que permanecesse no mundo para prosseguir suas boa obras. Viveu junto ao mosteiro levando o hábito das filhas de Santa Clara e dedicando-se às obras de piedade e caridade. Outra guerra constante foi entre o seu filho e o neto que a obrigou novamente a uma dolorosa peregrinação, até deter-se definitivamente em Estremoz, precisamente no lugar onde Dinis, rei de Portugal, muitos anos antes, havia lhe pedido por esposa. Ao morrer, afirmou ver uma belíssima senhora, que se aproximava radiante com vestes brancas, a Imaculada Conceição, a quem a santa havia dedicado uma Igreja em Lisboa, cinco séculos antes da definição dogmática do privilégio mariano. Morreu em 04 de julho de 1336, aos 65 anos de idade. Canonizada por Urbano VIII em 25 de maio de 1625.

BERTA DE BLANGY Viúva, Fundadora, Abadessa, Santa (644-723)

Em Blangy, uma região da Gália (actual França), viveu Berta, abadessa, a qual tendo ingressado, ao mesmo tempo que duas das suas filhas – Gertrudes e Deotila – num mosteiro que ela mesma fundara, ali, passados alguns anos, se encerrou numa cela, vivendo em completa clausura o resto dos seus dias.  Berta morreu no ano 725. Foram seus pais o conde Rigoberto e Ursana, em parentesco com os reis do condado de Kent, na Inglaterra. Aos vinte anos, provavelmente por interesse político, por parte dos pais, casou com o nobre Sigefredo e deste matrimónio nasceram cinco filhas. Movida pelo seu amor à religião e sobretudo pelo seu profundo amor a Deus, deu-se conta que ali faltava um mosteiro ou abadia, onde fossem acolhidas as donzelas que partilhavam este mesmo amor e desejassem consagra-se totalmente a Deus. Assim nasceu o mosteiro beneditino de Blangy-en-Artois. Berta dele se ocupou generosamente não só até à morte de seu marido, mas mesmo depois. O seu exemplo de mulher fervorosa e de boa mãe despertou em sua própria casa vocações que pouco depois viriam a confirmar-se concretamente. De facto, duas das suas filhas, Gertrudes e Deotila, exprimiram o desejo de se consagrarem totalmente a Deus. Todavia estas vocações não foram do agrado de todos: Rogério, foi um deles, visto que esta entrada em religião o privava do desejo que manifestara a Berta de casar com sua filha Gertrudes, o que esta recusara energicamente, para respeitar a vocação da filha. E as três, deixando o mundo e os seus prazeres efémeros, lá foram para um dos mosteiros que Berta fundara. Mas Rogério não compreendia esta separação e, tinha contra Berta um ódio feroz; foi necessária toda a diplomacia e bons conselhos do rei Thierry, para o acalmar. Para que não houvesse qualquer incidente ou acidente, este rei mandou proteger o convento, temendo que Rogério cometesse algum desaire. Esta protecção só cessou quando as três religiosas vieram para Blangy, cujo mosteiro, depois de um incêndio cuja origem ficou por determinar, fora reconstruído. Berta, agora Abadessa do Mosteiro, mandou erguer algumas igrejas, uma das quais dedicada ao evangelizador da Gália, São Martinho de Tours, por quem Berta tinha uma grande devoção. Estabeleceu uma observância regular na sua comunidade, antes de deixar o seu cargo e de o transmitir a sua filha Gertrudes. Depois, recolheu-se numa pequena cela ao lado do mosteiro – apenas uma pequena janela lhe permitia ver a igreja e o altar desta – e ali passou o resto da sua vida, levando uma vida de oração contínua, na mais completa clausura.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 4 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
4 – Segunda-feira – Santos: Isabel de Portugal, André de Creta, Oseias 
Evangelho (Mt 9, 18-26) “Um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: – Minha filha acaba de morrer. Vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.” 
Apesar de importante, aquele homem demonstrou grande consideração e respeito por Jesus: inclinou-se profundamente, reconhecendo sua grandeza. Via no Mestre alguém muito especial, porque diz que ele pode trazer de volta para a vida sua filha que acabara de morrer. Sua confiança era total. Até onde vai nossa confiança, nossa fé em Jesus: dele e só dele esperamos a salvação para nós? 
Oração
Senhor Jesus, eu vos adoro, eu vos reconheço como o Filho de Deus, em cujas mãos está todo o poder. Reconheço que de vós depende o universo todo. Mas principalmente reconheço que de vós dependo para ser o que Deus planejou ao me criar. Só vós podeis fazer-me participante de vossa natureza divina, só vós podeis dar-me a felicidade que sonho, unindo-me à vida da Trindade. Amém

domingo, 3 de julho de 2016

FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

“Pedro foi o primeiro a acreditar, o primeiro a amar, o primeiro dos apóstolos a ver Jesus ressuscitado; o primeiro a confirmar a Fé com um milagre; o primeiro a converter os judeus; o primeiro a receber os pagãos na Igreja, e o primeiro em tudo”. Foi o primeiro Papa da nossa Igreja, escolhido pelo próprio Cristo. Paulo não conheceu Jesus em vida. De ferrenho perseguidor da Igreja nascente, passou a ser um apóstolo apaixonado por essa mesma Igreja. Fez pelo menos três viagens missionárias, percorrendo quase todo o mundo conhecido naquele tempo: Ásia Menor, Creta, Macedônia, Grécia etc. Por onde passava ia fundando comunidades. Depois enviava cartas por onde passou, confirmando e mantendo ligação. Catorze delas estão na Bíblia. Terá escrito muito mais. Paulo foi o teólogo teórico. Pedro, o teólogo prático. 
A ÚLTIMA JORNADA: 
Paulo sabia que lhe restava pouco tempo. Pela última vez o destemido apóstolo foi levado perante Nero para o seu último julgamento. O contraste entre ambos era marcante: em Nero viam-se as marcas do pecado e da maldade; em Paulo uma inquebrantável serenidade. Depois de ter levantado perante o imperador o estandarte de Jesus Cristo, Paulo foi levado de volta ao cárcere e dias depois, condenado à morte. Finalmente foi içado do fundo da prisão Mamertina, próxima do Capitólio, a pequena escolta rumou ao local da execução chamado "Tre Fontane", já fora dos muros de Roma onde, segundo a tradição, o apóstolo foi executado. Visitamos esse sítio silencioso onde seus lábios calaram-se para sempre.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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CENA DE SUPERMERCADO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
“Na fila do supermercado, o caixa disse a uma senhora idosa: 
- A senhora deveria trazer suas sacolas ecológicas para levar as compras, uma vez que sacos plásticos, não são aconselhados para o nosso meio ambiente. 
A senhora pediu desculpas e disse que não havia essa onda verde no seu tempo. O empregado respondeu: 
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o meio ambiente. 
- Você está certo – respondeu ironicamente a velha senhora.- Nossa geração não se preocupou com o meio ambiente... Subíamos as escadas pelos degraus, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Íamos a pé fazer as compras, e não de carro... Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas dos bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem era feita ao sol, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar é que secava nossas roupas. Os meninos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio. Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando fazíamos nossos embrulhos para despachar pelo correio, usávamos jornal amassado para protegê-los, e não plástico, bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina para cortar a grama; era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar outra. Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é ridículo que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?.”
A essas alturas creio que o empregado do supermercado ficou calado, diante desta saraivada de respostas apropriadas da lúcida freguesa. (Fonte: Antonio Ierardi)
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Homilia da festa de Pedro e Paulo (03.07.16) “Pilares da Igreja”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Fé para evangelizar
            A leitura dos Atos dos Apóstolos e da 2ª epístola a Timóteo narra o sofrimento e a fortaleza de Pedro e Paulo. Por serem discípulos de Jesus foram perseguidos. Em sua fé encontraram força na certeza da presença de Jesus. Paulo diz: “O Senhor esteve ao meu lado e me deu forças” (2Tm 4,17). Pedro tem o mesmo sentimento: “Sei que o Senhor enviou o seu anjo para libertar-me do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12,11). A fé é a garantia dessa certeza: “Tu és o Messias, Filho de Deus vivo”, diz Pedro (Mt 16,16). Paulo proclama: “Combati o bom, combate, completei minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7). A missão dos dois apóstolos não é só uma obra apostólica, mas fruto de uma fé. Esta fé não é uma atitude primeiramente humana, mas vem do próprio Pai. Jesus o afirma: “Feliz és tu, Simão, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus” (Mt 16,17). O fundamento de toda a fé é o dom do Pai, acolhido pelo homem. Isto porque a fé supõe também a condição humana. Jesus afirma categoricamente: “Por isso Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Id 18). Aqui tem um jogo de palavras: Pedro e pedra são a mesma palavra em hebraico – Cefas. A fé está em uma pessoa. Lembramos que Jesus se encarnou na “humanidade” e os sacramentos têm a parte material, por exemplo, o pão e o vinho, a água etc... Por isso temos a missão de Pedro que é continuada pela Igreja, tendo Pedro, o Papa, como cabeça. O modo de o Papa ser Papa, varia de acordo com os tempos. Cada Papa nos abre uma compreensão de um aspecto de seu ministério. Nenhum Papa é igual ao outro, mas todos continuam a missão de Pedro de confirmar na fé (Lc 22,32).
Um modo de viver da Igreja
Entre os muitos ensinamentos da festa dos dois apóstolos, podemos refletir a partir de sua missão que é a unidade de fé missão de Cristo na diversidade. A unidade se faz na fé. A mesma fé em situações diferentes traz um modo de ser Igreja. Esta não se fixa nas formas, mas no dinamismo da fé. Havia uma grande questão que incomodava as comunidades: “Os cristãos provindos do paganismo deveriam praticar a lei judaica?” Foi definido pelos apóstolos que os judeus convertidos seguiriam a lei de Moisés e as tradições e crendo em Jesus como Messias. Os gentios não teriam obrigação de seguir os preceitos da tradição judaica, mesmo sendo cristãos. São dois modos de ser Igreja. O modo judeu durou algum tempo. É importante para a Igreja abrir às pessoas o conhecimento de Jesus para que lhes seja dada a fé como foi dada a Pedro. Mas deve-se estar atento à diversidade das culturas para que não se atrele a fé a uma cultura, como aconteceu por séculos. Não se nega o valor da cultura de romana, mas as culturas dos povos também têm grandes valores. Esse é o ensinamento do Vaticano II no documento Ad Gentes sobre a missão (AG nº 10 e 22).
Viver a fé na adversidade
            A liturgia do dia lembra um resultado da pregação dos apóstolos e ao mesmo tempo indica como devemos viver: “Concedei-nos viver de tal modo na vossa Igreja que, perseverando na fração do pão e na doutrina dos apóstolos e enraizados no vosso amor, sejamos um só coração e uma só alma” (Pós-Comunhão). Viver a fé exige que a vida de comunidade seja completa acolhendo a Palavra, formando a comunidade, unindo-se na oração e na festiva fraternidade. Não existe uma fé só para si. Cremos e entramos em um corpo que é a Igreja. Pedro, por ser mais próximo de nós, é mais conhecido que Paulo.
Leituras: Atos dos Apóstolos 12.1-11;Salmo 33; 2 Timóteo 4,6-8.17-18;  Mateus 16,13-19.

1.    Os apóstolos Pedro e Paulo são perseguidos, sofrem, mas sentem a força na fé em Jesus. Sua fé subsiste em sua condição humana. O Papa continua a missão de Pedro de confirmar na fé.

2.   Pedro e Paulo tiveram a mesma missão e a realizaram de modo diferente levando em conta a condição dos cristãos vindos do judaísmo e do paganismo. A Igreja deve estar atenta à diversidade de culturas como ensina o Vaticano II.

3.   A fé que recebemos nos leva a viver o espírito da comunidade primitiva que estava firme nos ensinamentos dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. 

            Dois homens e um mundo

             A festa de S. Pedro e S. Paulo, reunindo estes dois pilares da Igreja, ressalta a unidade da missão de Cristo na diversidade das situações. É uma visão ampla e aberta a todos os povos.
Jesus não abandonou o povo da antiga aliança. Por isso confiou a Pedro sua evangelização.  Ele proclamou para os judeus Jesus como realizador das promessas.
Paulo, não abandonou a tradição dos pais, pois realizou a missão do povo de Deus anunciando o Messias. Deus fez um povo para chegar a todos os povos, e não para que todos os povos chegassem a esse povo.
Ensinamento dos dois apóstolos é um caminho de espiritualidade. Mesmo no sofrimento têm a presença de Jesus, pois assumiram sua vida e sua missão, continuavam o ministério, vivendo seu mistério.
Celebrar os dois apóstolos é constituir comunidades completas perseverando na fração do pão e na doutrina dos apóstolos, enraizados no amor, tendo um só coração e uma só alma (Pós-comunhão).Como colunas da Igreja, souberam equilibrar o edifício feito de pedras vivas com duas tendências diferentes. A Igreja se estabeleceu no mundo pagão e no mundo judeu.Os dois apóstolos nos dão as primícias da fé (prefácio): Temos o fundamento na profissão de fé de Pedro e no combate de Paulo pela fé. Somos chamados a derrubar as barreiras e manter a unidade. E sejamos fiéis.

EVANGELHO DO DIA 3 DE JULHO

Evangelho segundo S. Lucas 10,1-12.17-20.
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: ‘Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés sacudimos para vós. No entanto, ficai sabendo: Está perto o reino de Deus’. Eu vos digo: Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma do que para essa cidade». Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos nos Céus». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
Mensagem para a 38.ª Jornada de oração pelas vocações, 6 de Maio 2001 (trad. © copyright Librerie Editrice Vaticana) 
«Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.»
Pai santo, fonte inesgotável da existência e do amor, 
Que mostras no homem vivo o esplendor da tua glória, 
E que depositas no seu coração a semente do teu apelo, 
Faz com que ninguém, por negligência nossa, ignore ou perca esse dom, 
Mas que todos possam caminhar com grande generosidade 
Para a realização do teu amor. 

Senhor Jesus, que durante a tua peregrinação nas estradas da Palestina, 
Escolheste e chamaste os apóstolos 
E lhes confiaste a missão de pregar o Evangelho, 
De apascentar os fiéis, de celebrar o culto divino, 
Faz com que, também hoje, a tua Igreja não tenha falta 
De padres santos que levem a todos 
Os frutos da tua morte e da tua ressurreição. 

Espírito Santo, Tu que santificas a Igreja 
Com a constante efusão dos teus dons, 
Põe no coração dos escolhidos à vida consagrada 
Uma íntima e forte paixão pelo teu Reino, 
Para que, com um «sim» generoso e incondicional, 
Eles coloquem a sua existência ao serviço do Evangelho. 

Virgem Santíssima, tu que sem hesitar 
Te ofereceste a ti própria ao Todo-Poderoso 
Para a realização do seu desejo de salvação, 
Suscita a confiança no coração dos jovens 
Para que haja sempre pastores zelosos, 
Que guiem o povo cristão no caminho da vida, 
E almas consagradas capazes de testemunhar 
Pela castidade, a pobreza e a obediência, 
A presença libertadora do teu Filho ressuscitado. 

3 DE JULHO – A FRANQUEZA DO APÓSTOLO TOMÉ

Os Evangelhos registram três intervenções suas, nas quais mostrou coragem e franqueza. Vejamos:
1- Então, vamos nós também e morramos com Ele (Jo 11,16).- Senhor, não sabemos para onde vais. Muito menos, sabemos o caminho (Jo 14,5). 
2-Se eu não vir em suas mãos o lugar dos cravos, e não puser meu dedo no lugar dos cravos, e minha mão no seu lado, eu não acredito (Jo 20,25). 
3-Quando Jesus, oito dias depois, apareceu novamente aos apóstolos, chamou Tomé e mostrou-lhe as chagas. Então ele exclamou:Meu Senhor e meu Deus! (Jo 20,28. 
A atitude de Tomé, i. é, sua incredulidade, foi mais proveitosa para nós do que a Fé demonstrada por Madalena, diz um santo padre. Seu zelo pelo evangelho resgatou e anulou sua aparente incredulidade. A vida de S. Tomé tem mais fatos lendários que documentados. Segundo um deles, certa feita Nossa Senhora tirou o cinto do seu Filho e o entregou a Tomé. Ficou muitos anos em poder de membros da família que o herdou, até ser levado para uma igreja da Itália. Esta lenda saborosa não tem algo a ver com o diálogo entre Jesus e Tomé após a ressurreição?Diz a tradição que Tomé trabalhou na Índia, e lá foi martirizado barbaramente.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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Santo Anatólio, Patriarca de Constantinopla, 03 de Julho

São Flaviano morreu como conseqüência dos maus tratos que havia recebido na assembléia conciliar de Éfeso. Anatólio, que foi eleito para sucedê-lo na sede de Constantinopla, foi consagrado pelo monofisita Dióscoro de Alexandria. Santo Anatólio, que era de Alexandria, tinha se destacado durante o Concílio de Éfeso como adversário do nestorianismo. Pouco depois de sua consagração episcopal, Santo Anatólio reuniu um sínodo, em Constantinopla, no qual ratificou solenemente a carta dogmática «o Tomo», que São Leão tinha enviado a São Flaviano, encaminhando uma cópia desta carta a cada um dos seus metropolitanos, bem como uma condenação à Nestório e Eutiques, para que as assinassem, Logo depois, comunicando-se com o Papa, de sua ortodoxia expressou seus protestos, e pediu-lhe que o confirmasse como o legítimo sucessor de Flaviano, São Leão concordou, não sem antes observar que o fazia mais por «misericórdia do que por justiça», uma vez que ele, Anatólio, havia aceitado a consagração episcopal das mãos do herege Dióscoro No ano seguinte, no grande Concílio de Calcedônia que definiu a doutrina ortodoxa contra o monofisismo e nestorianismo, Santo Anatólio desempenhou um papel de grande importância neste Concílio, morrendo no ano 458 d.C.

LEÃO II Papa, Santo + 683

O papa Leão II era filho de um médico chamado Paulo e nasceu na Sicília. Os outros poucos dados que temos sobre ele foram extraídos do seu curto período à frente do governo da Igreja de Roma, quase onze meses. Em 681, ele já estava em Roma, onde exercia a função de esmoler-mor da Igreja. Era um homem extremamente culto, eloquente, professor de ciências, profundo conhecedor de literatura eclesiástica. Além de falar fluentemente o grego e o latim, era especialista em canto e salmodia. Por tudo isso os historiadores entendem que ele deve ter sido um mestre em alguma escola teológica cristã, de seu tempo e sua região.  Foi eleito dias após a morte do papa Ágato. Mas o centro do império, em Constantinopla, opunha-se à sua posse, por não ter tido tempo suficiente para influenciar na escolha do sucessor ao pontificado, como seria mais conveniente aos interesses dos bispos do Oriente. Então, num verdadeiro ato de chantagem, o imperador exigiu uma compensação financeira. Um ano demoraram as negociações entre Roma e Constantinopla, até que o imperador desistiu da absurda exigência e o papa Leão II pôde assumir o governo da Santa Sé, sendo consagrado em 17 de agosto de 682. Sua primeira providência foi confirmar o VI Concílio Ecuménico. Enalteceu de maneira mais didáctica os argumentos do seu antecessor, aliviando a tensão que se formara com os bispos do Oriente. Depois, instituiu a aspersão da água benta nos ritos litúrgicos e sobre o povo. Também conseguiu que a escolha do bispo de Ravena ficasse sujeita à determinação de Roma e não por indicação política, como ocorria na época. E ainda fez valer sua autoridade diante do abuso do poder dos bispos usurpadores dos bens da Igreja. Zelou pela pureza da fé e dos costumes, dando ele próprio o exemplo, confortando os pobres com vigoroso socorro espiritual e material, por meio de obras de caridade financiadas pela Igreja. Mandou restaurar a igreja de Santa Bibiana especialmente para acolher as relíquias dos santos mártires Simplício, Faustino e Beatriz, que ainda estavam sepultados num campo que antes fora um templo pagão. Além disto, por ter muita devoção pelos soldados mártires são Sebastião e são Jorge, propagou-a entre os fiéis, que passaram a considerá-los padroeiros dos militares. O papa Leão II morreu no dia 3 de julho de 683, sendo festejado como santo pela Igreja no dia do seu trânsito.

TOMÉ, APÓSTOLO Século I

Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", a sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projecto de sua vinda para nossa salvação. São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judeia e acudir Lázaro. O seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: "Então vamos também e morramos com ele!" Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: "Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho". Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: "Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?". A resposta de Jesus passou para a história: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".   E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajectória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!" Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade. O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer "gémeo e natural da Galileia". Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos. Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. A sua festa é celebrada em 3 de julho.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 3 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
3 – Domingo – São Pedro e São Paulo 
Evangelho (Mt 16,13-19) “Tu és feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um saber humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.” 
Jesus foi levando seus discípulos para o norte, pela margem esquerda do rio Jordão, até perto da cidade de Cesareia de Filipe, a uns cinquenta quilômetros do lago de Genesaré. Os habitantes dessa região em geral eram pagãos. Não sabemos se Jesus andava por ali a anunciar ao povo a chegada do Reino, ou se apenas estava instruindo seus apóstolos. O certo é que queria deles uma manifestação clara de suas certezas. Depois que lhe disseram o que os outros pensavam, pergunta-lhes diretamente: “E para vós, quem eu sou?”. Pedro responde em nome de todos, e nenhum o contesta: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Podiam chegar a essa declaração porque tinham visto e ouvido muita coisa. Mas principalmente porque tinham sido iluminados por Deus mesmo. 
Oração
Senhor Jesus, eu também vos reconheço como meu Salvador e meu Deus. Reconheço que dependo totalmente de vós, que só em vós posso ter esperança. Sois minha vida e minha salvação. Agradeço porque me escolhestes e chamastes; conquistastes meu coração, e me fizestes acreditar em vós. Aumentai, Senhor, minha fé, ajudai-me a me unir ainda mais a vós. Sou feliz e privilegiado porque vos conheço e aceito como caminho, verdade e vida para mim. Fazei que em minha vida eu mostre sempre a alegria de ser vosso seguidor. Que outros, vendo minha alegre felicidade, queiram também estar entre vossos discípulos. Guardai-nos sempre na vossa amizade, e não permitais que vos sejamos infiéis. Amém.

sábado, 2 de julho de 2016

POR CAUSA DE UM BILHETE DE ONIBUS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Foi em 1951 na Berlim Ocidental. Kurt Scharrer, estando no ônibus, percebeu que um turista, falando inglês, tinha dificuldade em explicar para o cobrador que esqueceu a carteira com o dinheiro, no hotel. O cobrador não entendeu nada e mandou o homem descer. Kurt entendeu toda a confusão, explicou o problema para o cobrador e ofereceu-se para pagar a passagem do turista. Este agradeceu e pediu seu endereço. Passado algum tempo, Kurt recebeu carta do americano. E assim começaram a se corresponder por ocasião do Natal. Em 1965 Kurt não recebeu o cartão costumeiro. Esquecimento? Doença? Tempos depois chega uma carta do advogado daquele senhor que se chamava Bob Klensey: Havia morrido, deixando em herança para Kurt sua grande fábrica em Mineapolis, avaliada em muitos milhares de dólares. 
Lição: Um favor por pequeno que seja, é recompensado generosamente, já aqui na terra e muito mais no céu.
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