segunda-feira, 3 de agosto de 2015

EVANGELHO DO DIA 3 DE AGOSTO

Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21.
Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra.Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. 
Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja 
Comentário sobre o evangelho de Marcos, 2; CCL 120, 510-511 
«Vou conduzi-la ao deserto e aí lhe falarei ao coração» (Os 2, l6)
Mateus dá mais explicações [que Marcos] sobre o modo como Jesus teve piedade da multidão, quando diz: «cheio de compaixão, curou os seus doentes». Porque ter compaixão dos pobres e daqueles que não têm pastor é precisamente abrir-lhes o caminho da verdade, instruindo-os, é fazer desaparecer as suas enfermidades físicas, sarando-as, mas é também alimentá-los quando têm fome e, assim, encorajá-los a louvar a generosidade de Deus. Foi o que Jesus fez. [...] 
Mas Ele também pôs à prova a fé da multidão e, tendo-a provado, deu-lhe uma recompensa proporcional. Efectivamente, Ele procurou um lugar isolado, para ver se as pessoas tinham o desejo de O seguir. E elas seguiram-No: tomaram a toda a pressa o caminho do deserto, não de burro ou em veículos, mas a pé, mostrando assim, através do seu esforço pessoal, a grande preocupação que tinham com a sua salvação. 
Por seu lado, Jesus acolheu esta gente fatigada. Como Salvador e médico cheio de poder e de bondade, instruiu os ignorantes, curou os doentes e alimentou os famintos, manifestando assim quanta alegria Lhe dá o amor dos que crêem. 

SÃO GAMALIEL, O JUDEU INSTRUTOR DE PAULO

Gamaliel era neto de Hillel, um dos rabinos que mais teve influência no judaísmo a partir do século I. Dele são conhecidas suas sete regras para o estudo e a interpretação da Bíblia. Gamaliel, por sua vez, chegou também a ser doutor da Lei e príncipe (Nasí) do Sinédrio, o máximo tribunal religioso judeu. Gamaliel, ademais, foi o primeiro príncipe do Sinédrio a receber o título de Rabbán, “nosso mestre”. O livro dos Atos dos Apóstolos diz que ele era “um doutor da Lei com prestígio diante de todo o povo” (At 5,34). Contam algumas fontes que quando Jesus ainda era criança “se perdeu” no Templo de Jerusalém durante três dias, um dos mestres da Lei com que falava era Gamaliel, e o próprio Hillel. Neste momento da vida de Jesus, contam as mesmas fontes, o próprio Jesus havia feito a Gamaliel uma profecia que se cumpriu no dia de sua crucificação. O cumprimento da mesma fez com que ele se arrependesse e se batizasse.

Santa Lídia, + cerca de 60

Santa Lídia era judia e converteu-se ao cristianismo. Foi baptizada por São Paulo em Filipos. Comerciante de púrpura, era natural de Tiatira, na Ásia. Em Actos dos Apóstolos temos esta passagem: "Tenho embarcado em Trôade, seguimos em linha recta para Samotrácia. De lá, no dia seguinte, para Neápolis, de onde partimos para Filipos, cidade principal daquela região da Macedónia, e também colónia romana. Passamos nesta cidade alguns dias. Quando chegou o sábado, saímos fora da porta, a um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar às mulheres que se tinham reunido. Uma delas, chamada Lídia, negociante de púrpura, na cidade de Tiatira, e adoradora de Deus, escutava-nos". O Senhor abriu-lhe o coração e foi inscrita na lista dos santos pelo cardeal César Barónio em 1607.

NICODEMOS DE JERUSALÉM Membro do Sanedrin, Santo Século I

Nicodemos foi um fariseu, membro do Sinédrio, mestre da Lei, que, segundo o Evangelho de João, mostrou-se favorável a Jesus. Ele aparece três vezes nesse evangelho: na primeira, visita Jesus uma noite para ouvir seus ensinamentos (João 3:1-21); na segunda, afirma a lei relativa à detenção de Jesus durante a Festa dos Tabernáculos (João 7:45-51); e na terceira, após a crucificação, ajuda José de Arimatéia na preparação do cadáver de Jesus para o enterro (João 19:39-42). O debate com Jesus é a fonte comum de várias manifestações do cristianismo contemporâneo, especificamente a frase descritiva do “nascer de novo”, utilizada para descrever a experiência de crer em Jesus como o Salvador, e o versículo “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16, frequentemente citado para descrever o plano de Deus a respeito da salvação. O livro apócrifo Evangelho de Nicodemos, foi provavelmente produzido entre os séculos II a V, e é, em grande parte, uma narrativa dos atos de Pilatos. Embora não haja nenhuma fonte de informação clara sobre Nicodemos fora do Evangelho de João, muitos historiadores identificam-no com Nicodemos Ben Gurion, mencionado no Talmude como um homem rico, figura respeitada, generosa e popular, com a reputação de ter tido poder milagroso. A tradição cristã também afirma que foi martirizado no primeiro século. A igreja católica venera-o como São Nicodemos. A Ordem Franciscana ergueu uma igreja que tem o seu nome e o nome de São José de Arimatéia em Ramla, Israel.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 3 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 − Segunda-feira − Santos: Gamaliel, Nicodemos, Germano de Auxerre 
Evangelho (Mt 14,13-21) “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Os discípulos responderam: ─ Só temos cinco pães e dois peixes.” 
A reação dos discípulos é uma sábia reação humana. Igual à que temos tantas vezes ao perceber que Deus nos sugere alguma iniciativa. Não é, porém, reação correta, porque não contamos com o poder da graça divina. Se Deus quer que façamos algo, ele sempre nos dará sua ajuda e os meios necessários. Se confiamos nele, ficaremos surpreendidos com o que consegue fazer conosco. 
Oração 
Senhor Jesus, é verdade que geralmente sempre tenho menos que cinco pães e dois peixes. Não permitais, então, que confie demais em mim, nem deixeis que eu pense que estarei só na tarefa. Dai-me a coragem humilde dos vossos discípulos fiéis que, com suas forças limitadas, muito fizeram e fazem por vós. Ficai comigo, Senhor, e conseguirei realizar o que esperais de mim. Amém.

domingo, 2 de agosto de 2015

História do dia - O CRAVO DA FERRADURA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR 

Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
O campônio fez as compras na cidade, ajeitou tudo no seu cavalo e tomou o caminho da roça. Já estava entardecendo. Foi quando alguém o preveniu: 
- Senhor, está faltando um cravo na ferradura da pata do seu animal. Não seria melhor providenciar outro? 
- Deixa faltar... - respondeu o feirante - Estou com muita pressa. 
Durante a caminhada outros o avisaram. Mas ele não deu atenção. Estava com muita pressa. Continuou a cavalgar, mas já não conseguira andar muito, quando notou que o cavalo estava mancando. Tentou continuar na esperança de chegar logo. Entretanto, depois de poucos metros o animal passou a tropeçar e, com pouco mais de tempo recusou-se a prosseguir, mesmo à custa de chicotadas. Era noite e o campônio viu-se obrigado a deixar o pobre animal sob a guarda de algum conhecido, desamarrou o fardo com as compras e foi caminhando com todo aquele peso. A distância que parecia curta tornou-se longa e penosa. Só muito tarde chegou cansado, faminto e preocupado com a possível perda do animal. 
Lição: Tudo por causa de um simples cravo que não foi substituído no momento necessário. Pequenas omissões podem resultar numa perda irreparável...

2 DE AGOSTO – PEDRO JULIÃO EYMARD

Pedro Eymard (+França,1811-1868), inicialmente foi padre diocesano. Zelosíssimo, a ponto de ser comparado com o Santo Cura d'Ars. Tão fervorosa era sua paróquia que, certo ano, conseguiu que todos todos os seus fiéis cumprissem a desobriga pascal. Durante 17 anos pertenceu a uma Sociedade mariana, chegando a ocupar os mais altos cargos nessa família religiosa.-Mais tarde fundou uma obra dedicada à adoração perpétua da Eucaristia. Atendendo a esse apelo, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. Quis ser missionário em terras estrangeiras, mas nunca saiu do seu país.  
2 DE AGOSTO – CALUNIADO E PERSEGUIDO
Eusébio de Vercelli (283-370) Nasceu na Sardenha (Itália), é considerado um dos mais importantes defensores da divindade de Jesus Cristo, atacada e negada pelos adeptos de Ario. Devido à sua coragem apostólica, foi muito perseguido e até exilado. É considerado mártir, embora provavelmente não tenha padecido o martírio sangrento. Sofreu o martírio da calúnia e da perseguição.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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Homilia do 18º Domingo Comum (02.08.15) “Procurar o alimento que não se perde”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
O Pai dá o verdadeiro pão
Nos próximos domingos leremos o sexto capítulo do Evangelho de João no qual nos fala sobre o Pão da Vida e nos transmite o ensinamento sobre a Eucaristia. Já ouvimos o milagre da multiplicação dos pães. O povo procura Jesus porque gostara do pão e mais ainda de ter alguém que lhes dê um pão tão fácil e tão bom. Jesus diz que devem procurar o alimento que não perece que é a Vida Eterna. O maná só durava um dia. O milagre foi um sinal para conduzir à fé e à Eucaristia. No deserto Moisés alimentou o povo com o pão vindo do Céu que o sustentou durante a caminhada dos 40 anos. Jesus, contudo, dá um pão que conduz à Vida Eterna. O maná foi uma profecia da Eucaristia. Como Deus sustentou o povo no deserto, Jesus sustenta o novo povo na caminhada da Vida Eterna. O que é esse pão? O Filho o dará aos que O procuram realizando a obra de Deus. Esta obra é acreditar Naquele que Deus enviou (Jo 6,29). Os judeus pedem um sinal que prove para que creiam Nele como puderam crer em Moisés que deu um pão vindo do céu. Jesus afirma que o “Pai é que dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é Aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (32-33). Encontramos aqui o sentido da Eucaristia como aceitação de Jesus como Pão da Vida. Como a samaritana os judeus pedem: “Dá-nos sempre desse pão” (34). A partir do acolhimento de Jesus pela fé se pode chegar ao acolhimento de Jesus como Pão da Vida. A fé em Jesus é a resposta completa de quem crê e acolhe. Por isso diz: “Eu sou o Pão da Vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (35). Jesus vai além de Moisés que alimentou o povo e saciou com água da rocha, e dá uma resposta aos anseios do homem que é a Vida Eterna.
Saciar a fome e a sede
            A fome e a sede sintetizam as necessidades do ser humano. Crer em Jesus satisfaz completamente os anseios humanos e ultrapassa o puramente terreno. Sua palavra responde a esses anseios: “Quem vem a Mim não terá mais fome e quem crê em Mim nunca mais terá sede” (35). Não se trata somente de uma fé como princípios, mas da fé em uma Pessoa que acolhemos. Diz: “Quem vem a mim”. A fé tem dimensão de totalidade. Não é algo somente intelectual. Não nos tira da realidade para viver a fé. A caminhada no deserto foi longa e introduziu na terra prometida (Sl 77). A terra prometida por Jesus é a Vida Eterna que começa aqui quando comemos o pão dos anjos na caminhada terrestre, saboreando os dons celestes.  Paulo anima a não “viver como os pagãos cuja inteligência leva para o nada” (Ef 4,17). A cena do diálogo com os judeus vem depois da travessia do lago durante a tempestade. É preciso dar um testemunho como faziam os judeus a seus filhos (Salmo 77), com uma resposta consistente que tenha força de conduzir à eternidade, mesmo na tempestade.
Despojar-se do homem velho
            O primeiro ensinamento é alimento que Deus nos dá quando acolhemos Jesus pela fé. Paulo nos explica como deve acontecer esse processo da fé: “Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho que se corrompe sob o efeito das paixões, e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4,22-24). Crer em Jesus que sacia a sede e a fome exige uma mudança interior no modo de pensar e agir. Revestir-se interiormente e não viver como pagão cuja inteligência os leva para o nada (17). Por isso é preciso procurar o alimento que não se perde (Jo 6,27).
Leituras: Êxodo 16,2-4.12-15;Salmo 77;Efésios ,17-20 João 6, 24-35 
1.     Lemos o evangelho de João no capítulo seis que nos ensina a doutrina sobre a Eucaristia. Jesus fez o milagre dos pães. O povo o procura porque gostou do pão bom e fácil. Jesus ensina a buscar o pão que o Pai dará. Usa o símbolo do maná para explicar que o verdadeiro pão do céu que dá a vida eterna é Ele próprio. Realizar a obra de Deus é crer. Crer é comer o pão do céu. Ele mata a sede e sacia a fome. 
2.    Jesus sacia a fome e a sede que são símbolos dos anseios humanos. Quem crê não sentirá mais fome nem sede. A fé em Jesus é o acolhimento de uma pessoa. Como o Maná sustentou a caminhada durante 40 anos, o Pão da vida sustenta para a vida eterna. É dimensão de totalidade. 
3.    Acolhendo Jesus pela fé nos alimentamos. Essa fé nos faz mudar de vida e modo de pensar para viver o homem novo, revestindo-nos de Cristo. Jesus sacia a fome e exige uma mudança de mentalidade. 
                              Pensando com a barriga             
              O povo que comeu o pão multiplicado por Jesus repetiu a história do povo de Israel no deserto. Lá se revoltaram porque não havia mais comida. Os que correram atrás de Jesus depois do milagre, gostaram porque comeram bastante. Pensaram com a barriga.
              Jesus oferece um alimento muito mais substancioso. No deserto Deus deu o pão dos Anjos, um pão vindo do Céu que os acompanhou nos 40 anos de caminhada. O pão que Jesus dá nos acompanha toda eternidade. Para isso é preciso realizar a obra de Deus. Esta obra é crer naquele que Ele enviou que é o Filho do Homem, Ele próprio.
              O povo aceita pensando ainda com a barriga: “Dá-nos sempre desse pão”. A resposta de Jesus é clara: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim, nunca mais terá sede” (Jo 6,35).

              São Paulo convida “a não viver como os pagãos cuja inteligência os leva para o nada”. “É preciso revestir-se do homem novo, criado à imagem de Deus” (Ef 4,17.24). Com a fé em Jesus somos renovados por dentro. Não pensemos só com a barriga.

EVANGELHO DO DIA 2 DE AGOSTO

Evangelho segundo S. João 6,24-35.
Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?». Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou». Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: ‘Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu’». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
Carta Encíclica «Ecclesia de Eucharistia», 1 
«Eu sou o pão da vida»
A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que a Igreja experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: «Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28,20); mas, na Sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, ela goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança. 
O Concilio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é «fonte e centro de toda a vida cristã» (LG 11). Com efeito, «na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo» (PO 5). Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no Sacramento do altar, onde descobre a plena manifestação do seu amor.  

02 de Agosto - Santo Estevão I

Estevão era italiano de origem romana e seu pai se chamava Júlio. Não há mais nenhum registro sobre sua família. Ele viveu no século II, quando a Igreja estava estremecida pela crise interna e sofria com as perseguições impostas aos fiéis pelos imperadores de Roma. Ele foi eleito sucessor do papa Lúcio I e o primeiro com este nome. O seu pontificado foi marcado, no início, por um período de paz, concedido aos cristãos pelo então imperador Valeriano e, depois, pelos inúmeros problemas internos, que dividia os sacerdotes católicos na ocasião. A Igreja estava dividida quanto ao tratamento a ser dado aos "lapsi", como eram chamados os fiéis que renegaram Jesus Cristo, abandonando a Igreja com medo do martírio no período das perseguições e que, depois arrependidos, queriam retornar ao cristianismo. Este era o árido terreno que dividia o clero entre rigorosos e indulgentes. Nesta época, dois Bispos da Espanha, ambos "arrependidos", desejavam voltar ao Cristianismo. Os cristãos concordavam que fossem aceitos, mas apenas como simples fiéis. Estes, porém, queriam ser aceitos como antes, na condição de bispos à frente das mesmas dioceses. Ambos, enganando o Papa Estevão I, reassumiram os postos, dizendo a todos que tinham a sua autorização. Houve então muita confusão e revolta em toda a Igreja, que se espalhou da Espanha, alcançando o norte da África, onde o bispo de Cartago era o grande Cipriano, hoje venerado como Santo. Estevão I, teve de enfrentar toda a rejeição daquela decisão, que não havia sido sua, por parte de Cipriano que, de Cartago, liderou um movimento de revolta contra ele. O seu pontificado se complicou ainda mais quando, em 257, a Igreja inteira voltou a ser perseguida pelo imperador Valeriano, que endureceu o governo na tentativa de manter o Império unificado na guerra contra a Pérsia. No dia 2 de agosto de 257, o Papa Estevão I morreu martirizado na sede da Igreja em Roma. A narração no Martirológio Romano diz: 'o Papa Estevão I celebrava o Santo Sacrifício da Missa, quando repentinamente apareceram alguns soldados. Corajoso, continuou firme diante do altar celebrando os santos mistérios. Foi morto e, ali mesmo, o decapitaram.' As perseguições continuaram violentas por todas as regiões do Império, chegando no ano seguinte na África, onde o Bispo Cipriano também foi decapitado, na sua diocese de Cartago. As relíquias de santo Estevão I foram encontradas na Sepultura dos Papas, no Cemitério São Calisto, em Roma. Em 1682, seu corpo foi transferido para a Catedral da cidade de Pisa, na Itália. A sua veneração litúrgica foi designada para o dia de sua morte.

02 de Agosto - Zeferino Gimenez Malla

Zeferino Gimenez Malla nasceu na Catalunha, Espanha, em 26 de agosto de 1861. Descendia do povo cigano daquela localidade, que chamava o menino de "El Pelé". A família vivia na pobreza, que se intensificou quando o pai a abandonou por outra mulher. Por isso Zeferino não pôde ir à escola, precisou ajudar no sustento da casa, confeccionando e vendendo cestas de vime. Quando completou 20 anos, transferiu-se para Barbastro e ali casou-se com Teresa Gimenez Castro, ao modo cigano, sem rito religioso. O casal não pôde ter filhos, então resolveram adotar Pepita, uma sobrinha de Teresa. Zeferino não tinha uma profissão fixa, era habilidoso com cavalos e mulas, mas tornou-se um comerciante autônomo depois de um episódio que encantou toda Barbastro. Um homem tuberculoso, vertendo sangue contaminado pela boca, estava agonizando na estrada. Todos tinham receio de ajudá-lo, afinal a tuberculose era extremamente contagiosa. Porém isso não intimidou Zeferino, que o ajudou prontamente, abrigando-o em sua casa e tratando de sua doença. Quis o destino que a família daquele homem fosse uma das mais poderosas do local, e Zeferino foi muito bem gratificado pela sua boa ação. Com o dinheiro, ele iniciou um pequeno negócio, que rapidamente prosperou. Ele acabou enriquecendo, mas, mesmo assim, continuou praticando sua caridade. Com sangue nômade nas veias, passou a pregar pelas estradas, munido do rosário. Socorria aos mais pobres, especialmente os ciganos, seus irmãos de sangue. Porém, para ele, todos eram o "próximo", tornando-se a razão de sua existência e de seu trabalho caridoso. Cristão, devoto da Virgem Maria e da eucaristia, frequentava a santa missa todos os dias, na qual fazia questão de receber a comunhão. Zeferino oficializou seu casamento pelo rito católico em 1912. Na ocasião, passou a frequentar a "Quarta-feira eucarística", da Ordem Terceira de São Francisco, quando, então, todos os religiosos reconheceram naquele comunicativo cigano um grande modelo de virtude e santidade. Empenhou-se com grande generosidade nas Conferências de São Vicente de Paulo, porque desejava tornar sua caridade mais eficiente. Mesmo sendo analfabeto, também se dedicava à catequese das crianças, ciganas ou não. Era muito querido por elas, pois, conhecendo muitas passagens da Bíblia, ele as contava com especial inspiração. Em 1936, explodiu a Guerra Civil Espanhola. No dia 2 de agosto daquele ano, Zeferino foi preso ao tentar libertar um padre que era prisioneiro de um grupo anarquista. Tinha, então, 75 anos. Mesmo sob a mira das armas, Zeferino protestou de cabeça erguida. Todos puderam ouvir seu último grito, brandindo o rosário, seu companheiro, antes do fuzilamento: "Viva Cristo Rei!" Por ordem dos rebeldes, todos os fuzilados foram enterrados numa cova coletiva. Entre eles estava Zeferino, cujo corpo nunca pôde ser encontrado. Em 1997, numa bela cerimônia solene celebrada pelo papa João Paulo II, em Roma, na presença de milhares de ciganos cristãos do mundo todo, Zeferino Gimenez Malla foi declarado bem-aventurado. Assim, ele se tornou o primeiro cigano a ser elevado aos altares pela Igreja, cuja festa foi marcada para o dia de sua morte.

EUSÉBIO DE VERCELLI Bispo, Santo 283-37

Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345. Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina. Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico. Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses. Depois do exílio de seis anos, Eusébio foi o primeiro a participar do Concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, santo Atanásio. Só então passou a evangelizar, dirigindo-se, primeiro, a Antioquia e, depois, à Ilíria, onde os arianos, com sua doutrina, continuavam confundindo o povo católico. Batalhou muito combatendo todos eles. Mais tarde, foi para a Itália, sendo recepcionado com verdadeira aclamação popular. Em seguida, na companhia de santo Hilário, bispo de Poitiers, iniciou um exaustivo trabalho pela unificação da Igreja católica na Gália, atual França. Somente quando os objetivos estavam em vias de serem alcançados é que ele voltou à sua diocese em Vercelli, onde faleceu no dia 1º de agosto de 371. Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade santo Eusébio de Vercelli não morreu em testemunho da fé, como havia ocorrido com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu esse título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de 1969, sua festa foi marcada para o dia 2 de agosto. Nesta data, as suas relíquias são veneradas na catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias.

PEDRO JULIÃO EYMARD Sacerdote, Fundador, Santo 1811-1868

Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal. Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem. Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia. Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris. Lá, em 1856, com a ajuda do arcebispo de Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. E, depois de três anos, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Mais tarde, também fundou uma Ordem Terceira, em que leigos comprometem-se na adoração do Santíssimo Sacramento. Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França, para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Ordem, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística. Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1o. de agosto de 1868, com apenas cinqüenta e sete anos de idade. Beatificado pelo papa Pio XI em 1925, foi canonizado pelo papa João XXIII em 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de são Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte.
http://alexandrina.balasar.free.fr/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 − 18º Domingo Comum − Santos: Eusébio de Vercelli, Pedro Julião Eymard
Evangelho (Jo 6,24-35) “─ Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus respondeu: ─ A obra de Deus que acrediteis naquele que ele enviou”.
Apesar do que disse Jesus, pelo menos havia muitos que o estavam procurando e querendo ajuda no caminho da salvação. Queriam saber como viver como Deus queria. A resposta de Jesus deve tê-los surpreendido muito. Não começou por lhes apresentar uma série de normas e doutrinas, mas diz que devem crer nele e aceita-lo como enviado de Deus para os salvar. O que nos salva, liberta do pecado e do erro, e dá-nos uma vida nova é nossa união vital com Jesus. Assim participamos de sua vida divina, recebemos o dom da fé e do amor, que nos possibilita conhecer e amar de um modo novo, acima de nossas capacidades humanas. E, ajudados misericordiosamente por seu pode divino, podemos continuar a segui-lo sempre.
Oração
Senhor Jesus, creio em vós e em vós coloco toda a minha esperança. Por mim mesmo não posso ser feliz, porque fui criado para ser feliz participando de vossa vida divina, de vossa felicidade divina. Atrai-me, Senhor, tomai conta de meu coração, não permitais que vos abandone. Ajuda-me a vos conhecer cada vez mais, para unir-me sempre mais a vós, assumindo vossa maneira de pensar e de agir. Agradeço porque me destes a oportunidade de vos conhecer, e quero ajudar muitos outros a vos encontrar. Perdoai-me, porque alguma vez tenha talvez dificultado a alguém aproximar-se de vós, por meu exemplo ou por meu modo de falar de vós. Abençoai os que se dedicam a vos fazer conhecido e amado por todos. Amém.

sábado, 1 de agosto de 2015

História do dia: AS GLORIAS DE MARIA

Santo Afonso Maria de Ligório (+1787), deixou-nos o livro “As Glórias de Maria”, testemunho vivo do seu imenso amor à Mãe de Deus. Essa obra já alcançou cerca de mil edições em diversas línguas. Converteu tantas pessoas, quantas são as letras nele contidas. Certa ocasião, já com 80 anos, paralítico, desmemoriado e cego, Afonso estava ouvindo a leitura de um livro, feita pelo Irmão Romito. Cada vez mais emocionado com o que ouvia, perguntou: 
- Quanta coisa bonita sobre a “Madona”. Quem foi que escreveu esse livro? 
- O senhor já se esqueceu? Este é o livro “Glorias de Maria” escrito por Dom Afonso de Ligório. 
Ferido em sua modéstia, procurou disfarçar dizendo:
-Meu Deus, obrigado porque me ajudastes a escrever esse livro em honra de vossa Mãe.
Palavra de Deus: Minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegre em Deus meu Salvador... (Lc 1,46) 
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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1° DE AGOSTO - A PROFECIA SE CUMPRIU AO PÉ DA LETRA

"PAZ E ALEGRIA" - Bem sei, Deus meu, que só tu satisfazes as ânsias de meu coração, por isso meu desejo é agradar-te. Meu afã e minha alegria estão em conformar minha vontade com a tua. Que maior dignidade posso ansiar que identificar-me inteiramente com o que te agrada?  Renuncio a tudo contanto que me aceites consagrado a teu amor. Essa será minha paz e minha alegria".  (Santo Afonso) 
Os missionários redentoristas estão festejando seu fundador Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787). Italiano, filho de família nobre. Foi advogado até os 27 anos. Renunciou a tudo, ordenou-se padre, fundou a Congregação dos Missionários Redentoristas, pregou muitas missões, foi bispo durante 13 anos e renunciou. Todos os seus dons de pintor, poeta, escritor, músico e arquiteto foram aplicados na Pastoral. Morreu com 91 anos, após um Calvário de doenças durante trinta anos. A profecia: 
Alguns dias após seu nascimento, os país receberam a visita de um santo missionário, Frei Francisco Jerônimo. A mãe apresentou-lhe o menino e pediu que o abençoasse. Qual outro Simeão, tomou-o nos braços, olhou para ele demoradamente, depois o abençoou dizendo:
- Esta criança não morrerá antes dos 90 anos. Será bispo e fará grandes coisas por Jesus Cristo. 
A profecia verificou-se ao pé da letra. Sua vida se divide em duas etapas decisivas. A primeira (do nascimento até os trinta anos), foi marcada por uma sucessão de triunfos e vitórias como advogado. A segunda, pelo abandono definitivo da carreira jurídica e pela entrega total ao serviço de Deus e seqüência ininterrupta de atos heróicos como padre missionário, escritor, bispo, compositor, poeta e pintor religioso. 
-“Tenho compaixão deste povo”
Certa vez abateu-se sobre a região de Santa Ágata, onde era bispo, uma terrível carestia, agravada ainda mais pelos aproveitadores da situação calamitosa. Afonso abriu as portas de sua casa aos desabrigados e os celeiros aos famintos. Distribuiu centenas de toneladas de alimentos às centenas de pedintes, todos os dias. Como foi possível distribuir tantos víveres? Profeta que era, previu essa calamidade e mandou comprar e armazenar grande estoque de alimentos. 
Humorista fino:
Citemos algumas passagens da sua vida onde se mostra este lado humorista:
- Se, ao escrever a biografia dos santos, a gente contasse também seus defeitos, o livro aumentaria duas vezes mais.
Ao dentista que lhe extraiu o último dente, disse: 
-“Agora, caro Nicodemo, de hoje em diante você não verá mais um centavo meu”.
A pedra do seu anel episcopal era de fundo de garrafa. Quando alguém lhe sugeriu que arranjasse um anel mais decente, respondeu: 
-“Você não sabe que quebrei a melhor garrafa que tinha, para fabricar este anel? .
– Oração: Senhor, seria tão bom se a gente vos amasse como Afonso vos amou. Com a vossa graça e a nossa colaboração queremos chegar lá. Santo Afonso, rogai por nós.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsr
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REFLETINDO A PALAVRA - “Eu também não te condeno”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Eis que farei coisas novas
A celebração da Páscoa do Senhor. Sua vida, missão, morte e ressurreição estão unidas a toda a história do povo de Deus. As maravilhas que Deus fez para seu povo, como a criação, a escolha dos patriarcas, o êxodo do Egito, a terra prometida, os profetas e reis tornam-se presentes nesse momento como a grande profecia que se realiza. Deus está sempre prometendo uma novidade. “Eis que vou fazer coisas novas” diz o Senhor pela boca de Isaias (Is 43,19). O livro do Apocalipse também profetiza: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). A novidade fundamental é Jesus Cristo que, com seu amor se entrega e é causa de nossa alegria. Esse domingo vê já perto a Páscoa. O salmo 125 canta: “Maravilhas fez conosco o Senhor. Exultemos de alegria!”. Com a morte de Cristo e sua ressurreição, podemos esquecer as coisas antigas. Deus abre uma estrada no deserto do mundo para a libertação de todos os males. Ele restaura o coração humano quando, convocado a dar sua opinião sobre o apedrejamento da adúltera, ele não condena, mas restaura: “Vai e não peques mais”. Ninguém está sem pecado a ponto de ter direito de atirar a primeira pedra. A grande novidade é que os pecados não fazem história em nosso coração. São escritos na areia e o vento da misericórdia apaga. Jesus assumindo sobre si nossos males, nos libertou deles. Jesus realizará em nós a nova vida.
Força da Ressurreição
O amor de Cristo torna-se nossa estrada (oração): “Dai-nos caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo”. Por esse amor, como diz Paulo, podemos abandonar tudo e tudo considerar lixo. Depois de conhecer a Cristo, Paulo se desprende de tudo e perde tudo. “Considero tudo como lixo para ganhar a Cristo e ser encontrado unido a Ele” (Fl 3,8). A justiça de Deus que tem base na fé consiste em conhecer a Cristo, experimentar a força de sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-se semelhante a Ele em sua morte (Fl 3,10). A Ressurreição é ao mesmo tempo um motor que impulsiona, e uma meta que atrai. Paulo não se interessa pelo que conquistou, mas lança-se para frente para a meta, que Deus o chama a receber em Cristo Jesus. A grande novidade de Jesus é o acolhimento de todos com amor. Por isso tudo mais é lixo, mesmo as severas leis que dominavam.
Mulher, ninguém te condenou?
            Cena magnífica no templo: trazem uma mulher surpreendida em adultério. Quem a traz? Quem sabe os adúlteros da fé, aqueles que adulteraram a lei de Deus e pregam como donos da lei. Jesus os conhecia e bem. Pedem que Jesus emita um juízo sobre algo que já estava definido na lei: a adúltera deve morrer apedrejada. Quanto ao adultero, não é condenado. “O que dizes?” Se Jesus não condena é contra a lei judaica, se condena é contra a lei romana. Jesus se agacha e começa a escrever no chão. Como insistissem, Ele diz: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra”. Todos se afastam, a começar pelos mais velhos. A maldade envelhecida é muito triste. Jesus se volta para a mulher e pergunta: “Ninguém te condenou?” – “Ninguém, Senhor”. “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. Cada um busca a própria condenação quando não tem a autenticidade de vida ouvida na Palavra. A força da Ressurreição envolvida de amor saberá discernir no mundo os corações e encaminhar as pessoas para a meta: Jesus Cristo. Com ele não condenamos e encaminhamos as pessoas para a vida. 

EVANGELHO DO DIA 1 DE AGOSTO

Evangelho segundo S. Mateus 14,1-12.
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus e disse aos seus familiares: «Esse homem é João Baptista que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos». De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia constantemente a Herodes: «Não te é permitido tê-la por mulher». E embora quisesse dar-Lhe a morte, tinha receio da multidão, que o considerava como profeta. Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes, que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse. Instigada pela mãe, ela respondeu: «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Baptista». O rei ficou consternado, mas por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem e mandou decapitar João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem, que a levou a sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Diádoco de Foticeia (c. 400-?), bispo
Sobre a Perfeição Espiritual, 12

«Quem se despreza a si mesmo neste mundo assegura para si a vida eterna» (Jo 12,25)
Quem ama a sua própria vida (Jo 12,25) não pode amar a Deus, mas quem não se apega a si mesmo por causa das riquezas transbordantes do amor divino, esse ama a Deus. Uma pessoa assim jamais procura a própria glória, mas a de Deus, porque quem ama a própria vida procura a própria glória. Aquele que se dedica a Deus ama a glória do Criador. Na verdade, é próprio de uma alma sensível ao amor de Deus procurar constantemente a glória de Deus, cumprindo os mandamentos e alegrando-se com a sua própria depreciação. Porque a glória convém a Deus devido à sua grandeza, e a humildade convém ao homem porque o torna da família de Deus. Se formos humildes seremos alegres e, à semelhança de São João Baptista, passaremos a repetir sem cessar: «Ele é que deve crescer, e eu diminuir» (Jo 3,30). 

Afonso Maria de Liguori Bispo, Fundador, Santo 1696-1787

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico. Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão. Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa. O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida. Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres". Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas. Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral"; "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento"; além do "Tratado sobre a oração". Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 − Sábado − Santo Afonso M. de Ligório, BDr.
Evangelho (Mt 14,1-12) “Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.”
João disse o que devia dizer. Correu o risco de ser mal interpretado e pagou o preço de sua fidelidade à missão recebida. Não precisamos ser provocadores, mas não podemos ser medrosos ou mudos (Is 56,10). Pelas nossas atitudes e palavras temos de anunciar, sem imposição, a proposta do evangelho. Não fiquemos ofendidos se não nos ouvem; simplesmente continuemos orando.
Oração
Senhor Jesus, quereis que continue anunciando vosso evangelho. Ajudai-me, então, a bem fazê-lo. Em primeiro lugar ensinai-me a viver o que ensinais, e dai-me as palavras certas para passá-lo a outros. Fazei-me pregador manso, mas obstinado, que não desanime diante dos insucessos. E se, por acaso, tiver de enfrentar alguma consequência desagradável, dai-me coragem. Amém.