Evangelho segundo São João 10,11-18.
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.
O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa.
O mercenário não se preocupa com as ovelhas.
Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me,
do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor.
Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la.
Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
Tradução litúrgica da Bíblia
(575-650)
Monge do Monte Sinai
«A Escada Santa»
Pastor que segue o Pastor
O verdadeiro pastor é aquele que, pela sua bondade, o seu zelo e a sua oração, é capaz de ir à procura das ovelhas que se extraviaram, devolvendo-as ao bom caminho. O piloto é aquele que, pela graça de Deus e o seu próprio esforço, obteve uma força espiritual que o torna capaz de arrancar o navio não apenas às correntes que o desviam, mas ao próprio abismo. O médico é aquele que conquistou a saúde do corpo e da alma e não precisa de remédios para eles.
Um bom piloto salva o seu navio; o pastor vivifica e cura as ovelhas doentes. E, quando as ovelhas estão a pastar, que o pastor não deixe de recorrer à flauta da palavra, sobretudo quando o rebanho se prepara para dormir. Porque a coisa que o lobo mais teme é a flauta do pastor. Na medida em que as ovelhas sigam fielmente o pastor e façam progressos, nessa mesma medida este responderá por elas ao Senhor da casa.
É a caridade que permite conhecer o verdadeiro pastor, uma vez que foi pela caridade que o grande Pastor quis ser crucificado.

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