(*)Kebeza, 1493 - (+)Kotor, 1565
Nascida em Montenegro, filha de pais ortodoxos, passou a adolescência pastando o rebanho de sua família. Tornou-se católica e ingressou na Terceira Ordem Dominicana, viveu reclusa por 51 anos, oferecendo sua vida pela salvação do mundo. Ela morreu em Kotor (Kotor), na igreja de Santa Maria seu corpo é venerado.
Martirológio Romano: Em Kotor, Montenegro, Bem-Aventurada Catarina, virgem, que, batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem de Penitência de São Domingos tomando o nome de Hosana; viveu em reclusão por cinquenta e um anos, imersa em contemplação divina e dedicada à oração de intercessão pelo povo cristão durante a invasão turca.
A vida dessa Beata tem um encanto muito especial. Nascida em 1493 de pais ortodoxos muito humildes em Cebeza, no seio do cisma grego, no batismo recebeu o nome de Catarina. Uma pequena pastora, encantada pela beleza das magníficas paisagens de seu Montenegro, apaixonou-se pelo Criador de tantas maravilhas e, com um ardor incomum, pediu que ele se mostrasse a ela. E ali, na solidão das montanhas, Jesus apareceu primeiro a ela, uma criança terna, e depois crucificado, imprimindo um selo indelével em seu coração virgem. Mais tarde, colocada em Kotor como serva na família de um senador, um excelente católico, pôde se instruir na verdadeira fé e receber os Sacramentos. Tendo conhecido os dominicanos, aos vinte e dois anos tomou uma decisão heroica: tornar-se reclusa para sempre, tomando o Hábito e a Regra da Terceira Ordem de São Domingos. Com o hábito de Terciária, também adotou o nome de Hosana, em memória de outra ilustre Terciária, Osanna de Mântua. Assim, enclausurada em uma cela, ao lado da igreja de São Paulo, administrada pelos dominicanos, viveu em contemplação das dores de Jesus e na completa imolação de si mesma. Ela também foi uma professora de santidade para inúmeras almas, mas acima de tudo foi a anja tutelar de Kotor. Ela faleceu em 27 de abril de 1565. Seu corpo repousa na igreja de Santa Maria em Kotor. O Papa Pio XI, em 21 de dezembro de 1927, ratificou o culto, invocando sua intercessão pela unidade cristã.
Autor: Franco Mariani

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