domingo, 2 de janeiro de 2022

Santa Veridiana

No primeiro dia de fevereiro de 1242, de repente, todos os sinos do Castelfiorentino em Florença, Itália, começaram a repicar simultaneamente. Quando os moradores constataram que tocavam sozinhos, sem que ninguém os manuseassem, tudo ficou claro, porque eles anunciavam a morte de Veridiana. Nasceu em 1182, ali mesmo nos arredores da cidade que amou e onde viveu quase toda sua existência, só que enclausurada numa minúscula cela, de livre e espontânea vontade. Pertencente a uma família nobre e rica, os Attavanti, Veridiana levou uma vida santa, que ficou conhecida muito além das fronteiras de sua terra; e que lhe valeu inclusive a visita em pessoa, de seu contemporâneo Francisco de Assis, que a abençoou e admitiu na Ordem Terceira, em 1221. A fortuna da família, embora em certa decadência, Veridiana sempre utilizou em favor dos pobres. Um dos prodígios atribuídos à ela, mostra bem o tamanho de sua caridade. Consta que certa vez um dos seus tios, muito rico, deixou à seus cuidados grande parte de seus bens, que eram as colheitas de suas terras. A cidade atravessava uma época terrível de carestia e fome, seu tio nem pensou em auxiliar os necessitados, era um mercador e como tal aproveitando-se da miséria reinante.

Santos Argeu, Narciso e Marcelino. Três irmãos mártires.

Ageu, Narciso e Marcelino foram martirizados por volta de 320 no Ponto. Diz a tradição que eles eram irmãos alistados como soldados no exército de Licínio. Depois de se recusar a prestar serviço militar devido a sua fé, eles foram julgados e condenados à morte em Tomi. Ageu e Narciso foram decapitados, enquanto Marcelino, apenas um menino, foi açoitado, preso, e depois afogado ao ser jogado no mar Negro. A festa deles é em 2 de janeiro. Marcelino é um dos 140 santos que adornam as colunas da Praça de São Pedro.

BASÍLIO DE CESAREIA Santo, Padre e Doutor da Igreja c. 300-379

Basílio nasceu em Cesaréia da Turquia, antiga Capadócia, no ano 329. Pertencia a uma família de santos. Seu avô morreu mártir na perseguição romana. Sua avó era Santa Macrina e sua mãe, Santa Amélia. A irmã, cujo nome homenageia a avó, era religiosa e se tornou santa. Também, seus irmãos: São Pedro, bispo de Sebaste e São Gregório de Nissa, e seu melhor amigo São Gregório Nazianzeno, são honrados pela Igreja. Basílio estudou em Atenas e Constantinopla. Mas, foi sua irmã Macrina que o levou para a vida religiosa. Ela havia fundado um mosteiro onde as religiosas progrediam muito em santidade. Basílio decidiu ir para o Egito aprender com os monges do deserto este modo de viver em solidão. Voltou, se consagrou monge e escreveu suas famosas “Constituições”, a primeira Regra de vida espiritual destinada aos religiosos. Neste livro se basearam os mais famosos fundadores de comunidades ao redigir os Regulamentos de suas Congregações. Basílio foi eleito bispo de Cesaréia, e nesta época o representante do Império tentou fazer com que ele renegasse a Fé, mas ele não o fez. Mesmo tendo a saúde muito frágil, Basílio o enfrentou com um discurso tão eloquente, que este representante desistiu de castigá-lo, percebendo sua admirável santidade e porque já era venerado pelo povo.

GREGÓRIO DE NAZIANZO Padre e Doutor da Igreja, Santo + 390

Gregório nasceu no ano 329, numa família muito devota, na Capadócia, actual Turquia. Seu pai foi eleito bispo da cidade de Nazianzo e teve o cuidado para que seu filho fosse educado nas melhores escolas e academias da Antiguidade. Desde pequeno demonstrava um forte temperamento místico e inclinação para a vida de monge. Ele passou quase dez anos em Atenas como estudante, onde cultivou uma fiel amizade com São Basílio, cujo culto também se comemora hoje. Durante este período desenvolveu, de vez, sua capacidade para a poesia, literatura e retórica. Não cedendo à tentação de viver entre a frivolidade de oradores e filósofos, ao contrário, se aprimorou numa profunda vida religiosa, junto com seu fiel amigo. Ao regressar a Nazianzo recebeu o Baptismo das mãos de seu próprio pai e, mais tarde, a Ordem sacerdotal para poder ajuda-lo na pastoral da sua diocese. Como estava vaga a diocese de Sásimos, na Ásia Menor, o então bispo São Basílio o consagrou à dignidade episcopal desta sede. Tornou-se um famosíssimo orador e teólogo sendo muito perseguido pelos arianos. Por isto, preferiu desistir da vida episcopal e se recolher num mosteiro onde se dedicava inteiramente às orações, à meditação, ao estudo do Evangelho.

Beata Estefânia de Quinzani, Leiga Dominicana Terceira, Mística (+1530), 02 de Janeiro

Nascimento 1457 Brescia, Itália Falecimento 2 de janeiro de 1530 (aos 83 anos) Soncino, Itália Nacionalidade Italiana Beatificação 14 de dezembro de 1740, por Bento XIV Venerada pela Igreja Católica Apostólica Romana Festa 2 de janeiro A Beata Estefânia de Quinzani, (1457-1530 ) é uma Leiga Dominicana Terceira italiana. Vida Estefânia nasceu numa família pobre e piedosa, na cidade de Brescia, Itália. Trabalhava como empregada doméstica. Seu pai, Lorenzo Quinzani, tornou-se Dominicano Terceiro quando Estefânia ainda era muito jovem. Com ele, a menina visitava o convento dominicano, onde ela pôde conhecer o beato Mateus Carreri, que lhe ministrou o Catecismo. Certa ocasião ele lhe disse que ela seria sua herdeira, algo que ela só compreenderia anos mais tarde. Desde os sete anos de idade, Estefânia começou a ter visões de santos dominicanos, algo que a deixou tão perturbada, tão “mexida” que ela decidiu fazer votos de pobreza, castidade e obediência. Carreri morreu quando Estefânia tinha quatorze anos.

Beata Maria Ana Sureau-Blondin, Fundadora - 2 de janeiro

Esta beata do Canadá, cujo nome civil era Maria Ester Sureau-Blondin, nasceu em Terrebonne, na província de Quebec, em 18 de abril de 1809; seu pai, João Batista Sureau-Blondin, era agricultor e a mãe, Maria Rosa Limoges, dona-de-casa. Ela era a terceira de 12 filhos desta família muito católica. Maria Ester passou a infância e a adolescência em casa, recebendo educação e formação de seus pais devido à falta de escolas católicas de língua francesa em um Estado que há 50 anos passara para o domínio britânico e protestante. Aos 20 anos, em 1829, começou a prestar serviços às Irmãs da Congregação de Notre- Dame, que haviam se estabelecido recentemente em Terrebonne, recebendo como salário o aprender a ler e a escrever. Em 1832, foi admitida no noviciado da Congregação, mas não pronunciou os votos, porque foi rejeitada pela saúde precária. Ela passou um período de tratamento e descanso em casa e depois se tornou colaboradora da professora da escola primária católica na vila de Vaudreuil, tornando-se diretora da mesma escola em 1838. Comovida com a ignorância das crianças rurais e incentivada pelo vigário Paul-Loup Archambault, decidiu, em 1848, depois de obter a permissão de Mons. Inácio Bourget, Bispo de Montreal, lançar as bases para uma nova comunidade inteiramente dedicada à educação.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 02 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Domingo –  EPIFANIA
Evangelho (Mt 2,1-12) “Eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: – Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?”
Mateus, ao falar desses homens misteriosos – quem eles eram, de onde vieram, quantos eram, quando e como receberam a mensagem – coloca-nos diante de uma proclamação e manifestação (epifania, em grego) do filho de Maria como Salvador e Senhor de todos os povos. Jesus não é o salvador enviado apenas para um povo, para alguns privilegiados. É o Salvador único e definitivo para toda a humanidade, de todos os tempos, desde nossas origens misteriosas, até o final dos tempos. Filho de Deus, que se uniu ao nosso jeito humano de ser, oferece-nos a todos participação na sua vida divina. Por ele todos podemos chegar a verdade, conhecer e viver o bem, amar-nos e ser felizes. Alegremo-nos porque Deus nos ama a todos e a cada um em especial.
Oração
Senhor Jesus, quero hoje me unir a esses homens misteriosos que vieram de longe a vos procurar. Quero unir-me a todos, homens e mulheres, de todos os tempos e de todos os povos, que viestes procurar para nos levar todos à verdade, à justiça e ao amor. Precisamos desesperadamente de vós, de vosso amor e de vosso poder de vida e salvação. Olhai por nós que vos conhecemos, e olhai por todos que vos procuram, mesmo sem nunca ter ouvido falar de vós. Manifestai-vos, Senhor, para que vos conhecendo possamos ajudar outros a vos encontrar. Uno-me a todos, e reconheço que sois o Filho de Deus, meu irmão de humanidade, meu mestre, meu amigo, meu salvador e meu Senhor. De vós esperamos vida, paz, felicidade, tudo de bom. Amém.

sábado, 1 de janeiro de 2022

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - ABORTO - PADRE LIBÁRDI

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA
Aborto é pecado? 
Alguns episódios nos marcam de tal forma, passando a nos acompanhar dia a dia, trazendo muitas sombras em nossa vida. Eles devem ser trabalhados. Se a pessoa quiser se libertar deles, tem de fazer uma longa caminhada e ir aos poucos colocando tudo em seu lugar, clareando bem as dimensões do fato. Uma verdadeira terapia, precedida de um trabalho junto à própria consciência. Para uma pergunta formal, a resposta também é formal e exata. Assim acontece quando nos perguntam: Aborto é pecado? A resposta é um sim, que às vezes desequilibra a pessoa. Isso acontece porque as pessoas não conseguem analisar-se e analisar o fato, e quando procuram o padre estão confusas e desesperadas. O momento fica dependendo da sabedoria do confessor que deve analisar situação por situação antes de dar seu parecer. A partir de uma análise, o ocorrido pode adquirir nova moralidade. O aborto sempre será um erro grave, que traz consequências bem pesadas, pois é uma violência à natureza e à vida. Há, contudo, determinadas circunstâncias que mudam a espécie de pecado, assim aprendemos nos antigos manuais de teologia no tratado da formação da consciência. Então pode acontecer que um aborto, apesar de ser um erro grave, não seja um pecado no sentido em que nos habituamos a usar esse termo. Falando bem claro: Quando um aborto acontece sem que a pessoa tenha procurado ou feito algo para provocá-lo, esse aborto nunca foi e nem será pecado. A natureza não tinha condição de levar em frente a gravidez, por isso aconteceu o inesperado. Ninguém precisa carregar peso na consciência nesse caso. Quando a pessoa provocou o aborto ou praticou-o, ela seria responsável. Mas geralmente há circunstâncias que cercam a gravidez tornando difícil a clareza de uma resposta. Temos de analisar caso por caso. Às vezes se está diante de um fato que não permite ver outra saída: pressão dos familiares, exclusão, pressão social, falta de direção e escolha de caminhos. Situações que impedem um discernimento consciente, uma tranquilidade para decidir e assumir a criança. Sob essas pressões, a pessoa acaba fazendo um erro que deixa marcas sem contudo ter cometido um pecado, pela falta de poder de decidir, pela falta de liberdade de opção. Em todo o caso, é bom colocar tudo nas mãos de Deus, abrindo-se a um confessor que a possa ajudar. Tenha contudo certeza de que Deus julga de modo diferente do nosso. Deus sempre perdoa o arrependido e, uma vez perdoado, o pecado já não existe, embora a marca persista. Quanto à marca, cada vez que se lembrar, pense que isso é passado e já está nas mãos de Deus, que já a perdoou e vai acolhê-la na sua bondade como o Pai querido. Não podemos ficar remoendo a vida toda ou remexendo no passado; nem podemos julgar nosso passado com a consciência que temos hoje... Podemos sim analisar para compreender, para poder ajudar outras pessoas que passarem por esse desacerto, ou antes que passem. 
DO LIVRO: RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-
VOLUME 3 EDITORA SANTUÁRIO 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 

REFLETINDO A PALAVRA - Bênção de Mãe

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
53 ANOS CONSAGRADO
46 ANOS SACERDOTE
Dia de bênção
 
A festa da Maternidade Divina dá início ao novo ano. Por ela veio Jesus, nossa vida. Nós participamos dessa vida. Nessa celebração vamos buscar vida para o ano todo. Essa festa foi transferida de 11 de outubro para o primeiro dia do ano. Além de ser um dia de pedir bênçãos à Mãe para o ano, é um pedido de viver no Mistério de Cristo. Às vezes queremos bênçãos preciosas, mas deixamos de lado a bênção maior que é a vida de Cristo em nós. Maria nos dá a grande bênção que é Jesus, salvação eterna para todos. Com um bem tão grande, que poderia nos negar? Podemos contar sempre com sua intercessão, pois ela nos deu o autor da vida. Maria não é uma devoção que temos: é uma participação do mistério da salvação em sua totalidade. Deus manda Aarão e seus filhos sacerdotes a abençoar o povo. “Assim devem abençoar: O Senhor te abençoe e te guarde! Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,23-27). Pede que Deus seja uma presença na vida do fiel, esteja preocupado com cada um e perdoe, dando paz. A grande bênção é: “Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho que clama: ‘Abbá, ó Pai!’. Não és escravo, és filho...tudo por graça de Deus” (Gl 4,6-7). Maria usou todos seus dons e privilégios para nos dar a maior bênção que é Jesus. Com Ele nos dá todas as demais bênçãos que precisamos. A maior bênção é receber o abraço do Pai, dado pelo seu Filho. 
Bênção para o ano 
Nossa Senhora nos ensina como viver bem o ano inteiro: Depois da visita dos pastores, que receberam por primeiro o anúncio do nascimento de Jesus, Maria ensina como viver essa novidade do nascimento do Filho de Deus entre nós: “Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19). Queremos bênçãos. Essas virão na medida em que trazemos ao coração a grande presença de Jesus. Uma bênção não é para nos dar algo especial que nos proteja, mas algo que modifique nosso coração. Os pastores também contam como o nascimento de Jesus deu-lhes um novo rumo de vida: “Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito’ (id 20). Depois de oito dias do nascimento o Menino Jesus foi circuncidado. Por esse rito, Ele começa a fazer parte do povo da aliança. “Ele veio para os que eram seus” (Jo 1,11). Como parte do povo, é herdeiro das promessas e realizador dos projetos de Deus para todo o povo. O que realiza em Si se torna uma missão. Ele, pequenino, realiza as promessas e as esperanças do povo. Da parte de Deus tudo está feito. 
Ser bênção 
Para ter maiores bênçãos, é preciso ser uma bênção. Toda a bênção por que passamos, retorna para nós plenamente ampliada. Bênção maior é a participação na Divindade do Menino que nasce. Temos que sair do cristianismo egoísta que quer bênção para si, proteção para si, garantias para si, deixando de lado o que é fundamental: Mais teremos quanto mais queremos para outros e fazemos para os outros. Também aqui se dá sentido à frase de Paulo: “Há mais felicidade em dar que em receber” (At 20,35). Por isso, ser uma bênção é dar aos outros condições de vida, de felicidade, de serem amados e estimados. Podemos fazer muito pelos outros. Celebrando a Maternidade de Maria entendemos que sua missão é nos dar Jesus. Ele é a bênção.

EVANGELHO DO DIA 1 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Lucas 2,16-21. 
Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Faustina Kowalska 
(1905-1938) religiosa 
«Diário» (Fátima, 2003), § 161 
Sê a guardiã da minha vida, ó Maria! 
Ave, ó Maria, Virgem Imaculada, puro cristal para o meu coração, és minha força, âncora bem firmada, do frágil coração escudo e proteção. Ó Maria, tu és pura e incomparável, virgem e mãe num mesmo andar. És bela como o sol, por nada maculável, à tua imagem nada se pode comparar. O três vezes santo tua beleza encantou, e do Céu desceu, do trono, eterna morada, o corpo e sangue do teu coração tomou, nove meses no seio da Virgem imaculada. Ó Mãe e virgem, não se verá em luz finita que Deus imenso em homem Se haja de tornar, só por seu amor e misericórdia infinita, por ti, com ele nos foi dado comungar. Ó Maria, Mãe virgem e Porta dos Céus, pois foi por ti que nos veio a salvação, as graças por tuas mãos havemos de Deus, e imitar-te me será a santificação. Ó Maria Virgem, lírio maior beldade, de Jesus na Terra sacrário teu coração, e porque mais profunda a tua humildade, que além dos anjos e santos a coroação. Ó Maria, minha Mãe e minha doçura, dou-te minha alma, corpo e pobre coração. Sê a guardiã da minha vida em formosura, e, sobretudo, sê na agonia consolação.

São Telêmaco

São Telêmaco (português brasileiro) ou São Telémaco (português europeu) (Roma, 391) foi um monge que, de acordo com o historiador da Igreja Teodoreto, tentou parar uma luta de gladiadores em um anfiteatro romano, e foi apedrejado até a morte pela multidão. 
O cristão imperador Honório, no entanto, ficou impressionado com o martírio do monge o que estimulou-o a emitir uma proibição histórica de lutas de gladiadores. 
A última luta de gladiadores conhecida em Roma foi em 1 de Janeiro de 404 d.C., pelo que esta é geralmente dada como a data do martírio de Telêmaco.

São Basílio, o Grande, arcebispo de Cesaréia da Capadócia(† 379) , 01 de Janeiro

São Basílio, o Grande, arcebispo de Cesareia da Capadócia, recebeu sua educação primária no seio de uma família muito piedosa. Sua avó, mãe, irmãs e irmãos foram canonizados. Seu pai era advogado e professor de eloquência. Ao concluir seus estudos em Cesareia, Basílio prosseguiu seus estudos em importantes escolas de Atenas. Regressando à sua pátria foi batizado e estabelecido no clero como leitor. Durante muito tempo viveu com os ermitões na Síria, Mesopotâmia, Palestina e Egito. A vida no deserto agradava a Basílio. Ele encontrou um lugar onde instalou seu refúgio. São Gregório (O Teólogo), seu amigo de infância, estava com ele. O arcebispo Eusébio de Cesareia pediu a Basílio que retornasse do deserto, ordenando-o depois presbítero. Nesta nova função, como auxiliar mais próximo do arcebispo nos assuntos relacionados à direção da Igreja, São Basílio trabalhava muito, chegando mesmo ao esgotamento. Pregava todos os dias, frequentemente, duas vezes ao dia. Em Cesareia e arredores, ele organizou hospitais, asilos e casas de abrigos para os peregrinos.

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS SOLENIDADE

A Solenidade da Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, sua celebração se começou a dar em Roma para o século VI, provavelmente junto com a dedicação – em 1º de janeiro – do templo “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras Igrejas marianas de Roma. A antiguidade da celebração Mariana se constata nas pinturas com o nome de Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiquíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa em tempos das perseguições. Mais adiante, o rito romano celebrava em 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Depois de desaparecer a antiga festa Mariana, em 1931, o Papa Pio XI, com ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para em 11 de outubro, em lembrança deste Concílio, onde se proclamou solenemente Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário –após o Concílio Vaticano II– se transladou a festa para 1º de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título da Santa Maria, Mãe de Deus.

FULGÊNCIO DE RUSPE Agostiniano, Abade, Santo 460-533

São Fulgêncio viveu na África do Norte certamente em 460, época de crise social e perseguição religiosa. A florescente sociedade romana da África do Norte se desmoronava sob os golpes dos vândalos e em sua ruína arrastava consigo a Igreja. A Fulgêncio coube fazer frente a tanta ruína. Sem alcançar a magnitude dos grandes padres do século IV, esteve, contudo, à altura das circunstâncias e, com a santidade de sua vida e a luz de sua doutrina, se tornou referência para os bispos, monges e leigos. “Foi o maior dos teólogos e o bispo mais santo de seu tempo” Fábio Cláudio Gordiano Fulgêncio nasceu numa rica família cristã em Thelepte, na actual Tunísia (Norte da África), no ano 462. Seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Fulgêncio teve uma formação intelectual excelente. De carácter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios, na juventude se destacou na administração dos bens da família, o que o levou a ocupar altos postos no sector público. Muito culto e educado,

Santo Odilon, Abade de Cluny

Um dos exponenciais abades santos de Cluny, exerceu importante papel para o esplendor da Idade Média. Governando a abadia por mais de meio século, ele consolidou a sua fundação.

No ano de 910, em sua propriedade localizada nos arredores da pequena Cluny (Saône-et-Loire, França), na companhia de São Bernon, Guilherme o Piedoso, Duque da Aquitânia, fundava a abadia que teria preponderante papel na reforma religiosa de seu tempo.Contudo, sua fundação é atribuída a Santo Odon, porquanto foi ele o religioso designado por São Bernon para levar a obra avante, selecionar e formar seus discípulos. Desse modo, por mais de um século, Cluny continuaria a ser dirigida por essa linhagem de discípulos, os quais deram origem à famosa série dos “Santos Abades de Cluny”. Esta começou com seu sucessor direto, Beato Aimar, substituído por São Maiolo, seguindo-se depois Santo Odilon, para culminar com aquele que talvez tenha sido o maior de todos: Santo Hugo, que levou Cluny a seu apogeu. É de Santo Odilon, terceiro sucessor do fundador e “encarnação viva, no seio da Igreja, daquele espírito de reforma que o fez um dos homens mais ilustres do milênio”,1 que vamos tratar.

JOSÉ MARIA TOMASI Bispo, Cardeal, Santo 1649-1713

O servo muito eminente de Deus José Maria Tomasi, o cardeal, a quem o Papa Pio VII decorou com as honras de Bem-aventurado em 1803, e que hoje o Sumo Pontífice João Paulo II atribui solenemente no livro dos Santos, nasceu em Licata, em Sicília, na Diocese de Agrigento, em 12 de Setembro 1649, o primeiro filho de Júlio Tomasi Traina e Rosalie, o Príncipe de Lampedusa e o Duque de Palma di Montechiaro. Sua própria vida foi orientada para Deus desde seus primeiros anos. Formado e educado em casa paterna nobre, onde não faltam riquezas nem virtude, ele deu provas de um espírito, muito aberto a estudar e a piedade. Seus pais se importavam muito com isso e com a sua própria formação cristã e sua instrução nas línguas clássicas e modernas, sobretudo na língua espanhola, porque ele estava destinado pela família para o tribunal de Madrid, quando estava prestes a herdar de seu próprio pai, por seus próprios títulos de nobreza, o de "Grande de Espanha". Mas seu espírito aspirava, mesmo desde a juventude, para ser pequeno no Reino de Deus, e para não servir os reis da terra, mas o Rei do céu.

SÃO VICENTE MARIA STRAMBI MODELO DE MISSIONÁRIO

Entrou na Congregação passionista e foi nomeado bispo de Macerata e Tolentino. Confessor do Papa Leão XII, ofereceu sua vida por esse Pontífice. Sua festa comemora-se no dia 24de setembro. 
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Vicente nasceu em Cività Vecchia, na Itália, em 1º de janeiro de 1745. Educado cristãmente, ordenou-se sacerdote em 1767, sendo designado prefeito e depois reitor de seminário, apesar de sua pouca idade. Desejando dedicar-se à evangelização, na vida religiosa, dois anos depois entrou para a Congregação dos Passionistas, fundada pouco tempo antes por São Paulo da Cruz, ainda vivo nessa ocasião. Na soledade dos retiros passionistas, entregou-se à oração e à mortificação, a fim de preparar-se para a vida missionária. São Paulo da Cruz, reconhecendo-lhe a virtude, procurou infundir-lhe seu espírito, pois a ele confiou o futuro de sua Congregação. Mais tarde São Vicente encarregar-se-á do processo de beatificação de seu fundador, escrevendo-lhe a primeira biografia. “Orador por excelência, dotado de extraordinária capacidade de adaptação ao auditório, procurava não só dirigir-se à inteligência de seus ouvintes para instruí-los, mas chegar ao mais íntimo de seu coração e de sua vontade para arrastá-los. Missionário de fama e de extraordinária eficácia, foi reiteradamente escolhido pelos Romanos Pontífices para pregar as missões em Roma e apaziguar as sedições e motins populares”[1]. Percorreu a Itália central proclamando com fervor e competência os tesouros que encontramos em Cristo, especialmente em sua Paixão. Tal era sua fama como pregador, que várias vezes foi chamado para pregar retiros espirituais para os membros do colégio cardinalício e alto clero da Cidade Eterna. 

VALENTINO PAQUAY Sacerdote franciscano, Beato 1828-1905

Valentino Paquay - Ludovico era o seu nome de baptismo - da Ordem dos Frades Menores, nasceu em Tongeren (Bélgica) a 17 de Novembro de 1828. Quando era jovem, sentiu-se profundamente tocado pela misericórdia divina, durante um sermão a que assistiu. Surgiu assim a sua vocação sacerdotal e religiosa. Procurou então seguir o exemplo dos Santos, tendo sempre diante dos olhos figuras como João Berchmans e Luís Gonzaga. Desejava também ele obedecer de coração à vontade de Deus, ser a vontade de Deus realizada completamente na medida da graça divina e da generosidade de um coração jovem. Transcorreu quase toda a sua vida, como religioso, em Hasselt. Nos seus sermões, o tema principal era o amor de Deus por todos nós. Mesmo quando falava de assuntos como o pecado e o inferno, a sua consideração final referia-se constantemente à misericórdia de Deus, que é sempre maior que o coração humano. Pregou muitos retiros sobre este tema. A sua vocação específica era o confessionário. No clima do seu amor, todos se sentiam livres de confessar os seus pecados. Permanecia muito tempo durante a noite na igreja a rezar por estes homens de boa vontade, assumindo sobre si uma parte da penitência pelos seus pecados.

SIGISMUNDO GORAZDOWSKI Sacerdote, Fundador, Santo (1845-1920)

Sigismundo Gorazdowski nasceu em Sanok (Polónia), a primeiro de novembro de mil oitocentos e quarenta e cinco, numa família, onde se valorizava e respeitava muito os princípios da religião católica. De saúde frágil desde a infância, desejou ajudar aos outros doentes e por isso, após concluir o ensino de segundo grau, entrou na faculdade de direito da Universidade de Lwow. Já estudante de segundo ano, descobriu a vocação para o sacerdócio, interrompendo o curso de direito, entrou para o Seminário Maior em Lwow. Lá experimentou uma prova de fé: a doença evoluiu a tal ponto, agravando o seu estado de saúde com risco de vida e, por isso, foi suspensa a sua ordenação sacerdotal. Os seus amigos, vendo esse drama pessoal, escreveram em suas memórias: «A não admissão à ordenação sacerdotal foi para Sigismundo um golpe muito doloroso, sofreu moral e fisicamente, mas não perdeu a confiança no Senhor Deus». Dois anos depois, o seu estado de saúde melhorou tanto, que pôde receber o Sacramento da Ordem na Catedral de Lwow, no dia 25 de julho de 1871. Único desejo do beato Sigismundo Gorazdowski foi: « ser tudo para todos, para salvar pelo menos um ». Já nas primeiras paróquias que ocupou deixou que fosse reconhecido nele um carisma excepcional de unir o trabalho sacerdotal com o trabalho caritativo.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 01 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Sábado – SANTA MÃE DE DEUS
Evangelho (Lc 2,16-21) “Quando viram o menino, contaram o que lhes fora dito sobre ele. Todos que ouviam ficavam admirados com o que eles contavam.”
Os pastores falaram a Maria e José, e depois a todos que os queriam ouvir. E sua mensagem era mesmo espantosa: esse menino que nasceu é o Salvador prometido; é a paz para todos que Deus ama! Antes Maria e José tinham recebido a mensagem de um anjo. Agora recebem a mesma mensagem trazida por pastores, e acolhem-na com a mesma fé, pois é o mesmo Deus que lhes fala.
Oração
Senhor, por intercessão de Maria e José, tornai-me pronto a vos ouvir, a escutar e viver vossa vontade. Pouco importa se me falais no segredo de meu coração, se vosso mensageiro é um anjo, um santo, ou um simples irmão a quem nunca dei importância. Que eu só me preocupe com a palavra que me mandais, que eu a aceite na fé e na confiança, e me entregue de todo em vossas mãos. Amém.