domingo, 2 de agosto de 2026

EVANGELHO DO DIA 02 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,13-21. 
Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas, logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-no por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou, então, à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois, partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Romano o Melodista (560), 
compositor de hinos 
 Hino 24, sobre a multiplicação dos pães
 «Todos comeram e ficaram saciados» 
Vendo que o dia se punha, os apóstolos do Redentor foram ter com Ele e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento. Pois esta gente não é capaz de jejuar como nós, a quem Tu deste força para tal, porque és o Pão Celeste da imortalidade. Tu és, por natureza, o Salvador do mundo, e a todos ensinaste o conhecimento; alimentando o povo com palavras de verdade, guiaste os homens para o caminho da salvação, dando-lhes a conhecer a justiça. Eles alimentaram espiritualmente a alma, mas agora precisam de cuidar do corpo. Manda-os embora, pois estamos preocupados. Tu ensinaste os teus discípulos e apóstolos a terem compaixão de todos, porque és o Pão Celeste da imortalidade». Cristo ouviu estas palavras e respondeu-lhes: «Estais enganados, pois não sabeis que Eu sou o Criador do mundo. Eu velo pelo mundo e sei muito bem do que esta gente precisa: vejo que estão no deserto e que o Sol já se pôs, pois fui Eu quem lhe fixou o ciclo; sei o que é a exaustão desta gente e sei o que vou fazer por ela. Eu próprio serei remédio para esta fome, porque sou o Pão Celeste da imortalidade. Estais a pensar: "Quem alimentará esta multidão no deserto?" Pois bem, sabei claramente quem Eu sou, amigos: fui Eu que alimentei Israel no deserto e lhe dei pão vindo do Céu; num lugar árido, fiz que da rocha jorrasse água, e ainda lhes providenciei codornizes em abundância, porque sou o Pão Celeste da imortalidade». Multiplica em todos nós, ó Salvador, a tua misericórdia imensa; e, tal como saciaste a multidão no deserto com a tua sabedoria e a alimentaste com a tua força, sacia-nos a todos com a justiça, tornando-nos, Senhor, firmes na fé. Alimenta-nos, ó Deus compassivo; dá-nos a tua graça e o perdão dos nossos erros, pois Tu és o Cristo único, o misericordioso, o Pão Celeste da imortalidade.

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