segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Bendize, minha alma ao Senhor!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santificai a Igreja
 
Depois da Ascensão de Jesus aos céus, celebramos agora a festa de Pentecostes. A descida do Espírito Santo sobre os discípulos. Essa festa acontece através de uma grande simbologia. Tivemos um longo tempo quaresmal que nos instruiu através de ricas leituras das Escrituras. As profundas verdades da fé são explicadas por meio de símbolos acessíveis ao nosso conhecimento. Não podemos perder de vista a unidade do Mistério Pascal de Cristo pelo qual fomos resgatados para fazer parte do Corpo de Cristo e sua missão. Infelizmente, não somos catequizados sobre a missão do Espírito Santo na vida no Corpo de Cristo que é sua Igreja. Quando se celebrou o Concílio Vaticano II, chamou-se à atenção para ausência do Espírito em alguns documentos. Depois houve a contribuição e o interesse da Renovação Carismática. Há um risco de ver a ação do Espírito Santo como uma devoção, como um santo a mais. Sua missão, na Trindade, está em nos alertar que vivemos os tempos da missão do Espírito. O Pai é o Criador, o Filho é ser o Redentor, e o Espírito Santificador. Não podemos voltar ao individualismo espiritual. Ele é o Santificador da Igreja. Por Ele vivemos a comunhão com de Deus. Podemos ter tranqüilidade. 
Viver do Espírito 
São poucos os ensinamentos de Jesus depois da Ressurreição. Poucos, mas não diminuem o ensinamento. Jesus está ensinando tudo, em poucas palavras. As narrativas já muito conhecidas. A síntese que Jesus apresenta é a chave de leitura. Ele aparece a eles no domingo. O Dia do Senhor alerta que é fundamental para a Igreja reunir-se porque ali é que o Espírito fala e sustenta a comunidade. O ensinamento do dia da Ressurreição coloca a comunidade a viver a Ressurreição, celebrando o dia do Senhor. Dá-lhes o modo de viver: na paz e em todo fruto da paz que vem de Deus. Essa manifestação de Jesus, garante sua presença. Ele é o mesmo que dá a vida. Suas chagas dão a certeza de que é Ele mesmo que se comunica com os discípulos e dá o sentido dessa nova vida. A vida da comunidade terá como missão a reconciliação pessoal com Deus e entre si. Reconciliação não é uma atitude individual, mas a restauração de todos em Cristo. 
Doador dos sete dons 
Rezamos na oração da coleta a frase: “Realizai agora no coração dos fiéis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho”. Pentecostes é um modo permanente da vida dos discípulos. Toma a imagem da diversidade dos dons. Esses dons não existem em função individual, mas para o bem de todos. A atividade dos ministérios e dos dons, mas o Espírito é um só. O que cada um possui é para o bem comum. A manifestação que o Espírito dá a cada um para o bem comum (1Cor 12,11), Todos formamos um só corpo unido a Cristo para o bem de todos. As diversidades das nações no primeiro encontro significam que o Dom da Redenção é para todos os povos. O evangelho pode ser lido e entendido em todas as línguas. Todas as línguas podem ser veículo da evangelização. Não podemos parar, pois o Espírito é como vento, vencendo todos os obstáculos. 
Leituras: Atos 2,1-11;Salmo 103; 
1Coríntios 12,3b-7.1213; João, 20, 19-23 
1.Sua missão, na Trindade, nos alerta que vivemos os tempos da missão do Espírito. 
2.É Ele mesmo que Se comunica com os discípulos e lhes dá o sentido dessa nova vida. 
3.Todos formamos um só corpo, unido a Cristo para o bem de todos.
Voo sereno 
Há um uso espiritual que pode ser rico na ordem da graça, mas que perde a unidade da vida espiritual; É Jesus aos pedaços. Tudo, por causa de uma espiritualidade individualmente exacerbada. Certamente há muita riqueza de devoção e piedade. Mas devoção e piedade podem ser eivadas de uma satisfação espiritual sem compromisso com a verdade do Evangelho. A Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4,12). É a ela que devemos prestar contas. O Espírito, na linguagem bíblica, é como fogo, como a água para que tenham vida os que se põe a seguir a Cristo. Depois da Ascensão de Jesus ao Céu, estamos nos tempos do Espírito Santo. Sua importância para a vivência do Evangelho, que é vivo e ativo. O Espírito trás aos fiéis, continuamente, a água viva, o fogo em seu calor e movimento. Ele vivifica a sua Igreja. 
Homilia de Pentecostes (09.06.2019)

EVANGELHO DO DIA 23 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 25,31-46. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me". Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?". E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes". Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar". Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?". E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer". Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 15, 25 
Como julgará o pastor? 
«O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar» (Jo 5,22); não é que Se despoje do seu poder, mas julga através do Filho, e o Filho julga por indicação do Pai. Porque as indicações do Pai não são de um tipo e as indicações do Filho de outro tipo, elas são uma única e mesma indicação. O que diz então o juiz sobre a tua responsabilidade ou irresponsabilidade em relação às tuas obras? «Todas as nações se reunirão na sua presença», pois todos devem dobrar o joelho diante de Cristo, seja no Céu, na Terra ou do inferno (cf Rom 14,10; Fil 2,10), «e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos» (Mt 25,32). Como separa o pastor? Será procurando num livro qual dos animais é uma ovelha e qual deles é um cabrito? Ou julga com base no que vê? Não é verdade que a lã designa a ovelha e um velo peludo e seco o cabrito? Assim, se foste previamente purificado das tuas faltas, as tuas obras hão de parecer como lã pura, espera-te o manto da inocência e dirás: «Já despi a minha túnica. Vou tornar-me a vestir?» (Ct 5,3); a tua pelagem fará que sejas reconhecido como ovelha. Mas, se fores peludo, à imagem de Esaú, que tinha o pelo espesso e espírito ligeiro, de tal maneira que sacrificou o seu direito de primogenitura e vendeu a sua prerrogativa por um prato de lentilhas, serás colocado à esquerda. Queira Deus que nenhum dos que aqui estão caia em desgraça e seja colocado, por causa de suas más ações, nas fileiras da esquerda, que são as dos pecadores.

Madre Helena Maria do Espírito Santo, fundadora – 23 de fevereiro

Poucos contrastes há tão frisantes em São Paulo – onde, entretanto eles não faltam, e de toda ordem – do que entre a Avenida Tiradentes e o Convento da Luz, com o Museu de Arte Sacra, que lhe ficam exatamente à margem. Um longo muro, que toma talvez mais de meio quarteirão, separa os dois mundos. Do lado de fora, a avenida, com seu movimento emaranhado e ruidoso; muro adentro, quase a mesma atmosfera de há duzentos anos atrás: a tranquilidade, a meditação, a oração e o bom gosto ali deitaram raízes e vêm florescendo há tanto tempo, que chegaram a impregnar de uma vez para sempre a atmosfera de um aroma espiritual sutil e envolvente.     Entra-se ao templo. E tudo é sorriso. Aquele sorriso leve, nobre e superiormente sério que constitui um dos encantos de nossa arte colonial. Alta cúpula, proporções graciosas, altares e imagens cheias de mimo e dignidade. A atenção se fixa, por fim, no presbitério.

Santa Romana Venerada em Todi Festa: 23 de fevereiro

Seguindo sua vocação religiosa, fugiu de casa; aos 10 anos, chegou a San Silvestro, no Monte Sorate, para ser batizada. Ela então caminhou sozinha em direção à cidade de Todi. Nos desfiladeiros de Forello, ela morou dentro de uma caverna. Embora vivesse sozinha, sua oração constante e fé eram tais que muitos cristãos a procuravam e elogiavam sua santidade. Romana morreu em oração cercada pelos fiéis, no ano 324 d.C. 
Etimologia: Romana = nativa de Roma, do latim 
Romana era filha de Calfurnio, prefeito de Roma. Tendo abraçado a fé cristã, ela renunciou a todos os confortos e confortos que seu posto lhe permitiria. Seguindo sua vocação religiosa, fugiu de casa; aos 10 anos, chegou a San Silvestro, no Monte Sorate, para ser batizado. Dentro da igreja de Santa Romana há a seguinte inscrição: "23.FEBEUARII ^ TUDERTI ^ S. ROMANE VIRGINIS QUE A S. SILVESTRO BAPTIZATA IN HANC ANTRI ET SPELUCIS CELESTE VITA DUXIT ET MIRACULORV. GLORIS CLARUIT"("23 DE FEVEREIRO, TODI, SANTA VIRGEM ROMANA QUE, BATIZADA POR SÃO SILVESTRO NESTA GRUTA , APRENDEU UMA VIDA CELESTIAL E FOI MILAGROSAMENTE GLORIOSA"). Hoje em dia, é quase ilegível. 

Policarpo de Esmirna Bispo, Padre da Igreja, Mártir, Santo + 156

Bispo desta cidade turca. 
Foi discípulo de São João Evangelista.
Nascido em uma família cristã da alta burguesia no ano 69, em Esmirna, Ásia Menor, actual Turquia. Os registros sobre sua vida nos foram transmitidos pelo seu biógrafo e discípulo predilecto, Irineu, venerado como o "Apóstolo da França" e sucessor de Timóteo em Lion. Policarpo foi discípulo do apóstolo João, e teve a oportunidade de conhecer outros apóstolos que conviveram com o Mestre. Ele se tornou um exemplo íntegro de fé e vida, sendo respeitado inclusive pelos adversários. Dezasseis anos depois, Policarpo foi escolhido e consagrado para ser o bispo de Esmirna para a Ásia Menor, pelo próprio apóstolo João, o Evangelista. Foi amigo de fé e pessoal de Inácio Antioquia, que esteve em sua casa durante seu trajecto para o martírio romano em 107. Este escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna, antes de morrer, enaltecendo as qualidades do zeloso bispo. No governo do papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, representando as igrejas da Ásia para discutirem sobre a mudança da festa da Páscoa, comemorada em dias diferentes no Oriente e Ocidente. Apesar de não chegarem a um acordo, se despediram celebrando juntos a liturgia, demonstrando união na fé, que não se abalou pela divergência nas questões disciplinares.

São Sereno (ou Sireno ou Sinero) de Sirmius Mártir Festa: 23 de fevereiro

Grego de nação, veio viver em Sermium 
onde foi jardineiro “contemplativo”. 
Morreu mártir. Século III. 
Ele era
um jardineiro cristão que morava em Sirmium, na Panônia, hoje Sérvia. Um dia, ele repreendeu uma mulher que se comportou de forma lasciva e foi denunciado às autoridades romanas. Sereno foi preso e levado perante o juiz, que o acusou de ser cristão e o forçou a sacrificar aos deuses pagãos. Sereno recusou e foi decapitado em 23 de fevereiro do século III. 
Martirógio Romano: Em Sirmium, na Panônia, hoje na Sérvia, São Sirenus ou Sinéro, mártir, que, como jardineiro, denunciado por uma mulher que ele repreendera por sua lascívia e feito prisioneiro pelo juiz, professou ser cristão e, recusando-se a sacrificar aos deuses, morreu decapitado. 
Em 23 de fevereiro, a Igreja celebra a memória de São Sereno, ou Sireno ou Sinero, mártir, que viveu no século III em Sirmium, na Panônia, hoje Sérvia. Ele era jardineiro e levava uma vida simples e humilde. Ele era um homem bom e caridoso, e frequentemente repreendia pecadores convidando-os a se converter ao cristianismo. Um dia, Sereno repreendeu uma mulher que havia agido de forma lasciva. A mulher, ofendida, o denunciou às autoridades romanas. Ele foi preso e levado ao juiz. O juiz o acusou de ser cristão e o obrigou a sacrificar aos deuses pagãos. Sereno recusou-se a sacrificar aos deuses, professando sua fé em Cristo. O juiz, então, o condenou à morte. Ele foi decapitado em 23 de fevereiro de um ano não especificado, no século III. 
Autor: Franco Dieghi

São Willigis (Villigiso), Bispo de Mainz Festa: 23 de fevereiro

Arquichanceler do império; 
depois arcebispo de Mains (Alemanha) 
e primaz da Germânia. 
Coroou Henrique e desempenhou 
um papel considerável no Império. 
(*)Schöningen, Alemanha, 940
(✝︎)Mainz, 23 de fevereiro de 1011 Nascidoem 940 em Schöningen, Alemanha, ele era um homem de fé e política. Eleito arcebispo de Mainz em 975, dedicou-se ao cuidado dos fiéis e à difusão do cristianismo. Ele também era arqui-chanceler imperial e favorecia a colaboração entre o poder religioso e político. Ele morreu em Mainz em 1011. 
Martirológio Romano: Em Mainz, na Francônia, na Alemanha, São Guilhermiso, bispo, destacou-se por seu zelo pastoral. 
São Villigiso nasceu em Schöningen, Alemanha, em 940. Logo ingressou no mosteiro de Fulda, onde estudou e foi formado na vida espiritual. Em 968, foi ordenado sacerdote e, pouco depois, tornou-se capelão e conselheiro dos imperadores Otto I e Otto II. Em 975, foi eleito arcebispo de Mainz, uma das dioceses mais importantes do Sacro Império Romano-Germânico. Nesse papel, destacou-se por seu grande zelo pastoral.

Rafaela Ybarra Villalonga Fundadora, Beata 1843-1900

Espanhola. Mãe de seis filhos 
e mãe adoptiva dos cinco órfãos 
de sua irmã e de seis da sua nora. 
Fundou em Bilbau o Colégio 
dos Anjos da Guarda. 
Beatificada em 1984.
Rafaela nasceu no dia 16 de Janeiro de 1843, em Bilbao, Espanha, no seio da tradicional família cristã Ybarra, da alta burguesia local. De personalidade serena e afável teve a infância e adolescência felizes, recebendo uma sólida formação humana e religiosa, de acordo com os costumes da época. Aos dezoito anos se casou com o engenheiro João Vilallonga, com quem teve sete filhos. Mas, a morte trágica da sua irmã e do cunhado, fez o casal assumir os cinco sobrinhos como seus próprios filhos. Rafaela soube conciliar sua obrigação familiar com uma vida cheia de caridade e riqueza espiritual. Em pleno século XIX, a Espanha vivia um período conturbado, com o povo sofrendo severas privações provocadas pela Revolução Industrial, que se desencadeara no mundo. A grande população rural, principalmente a de jovens, se sentia acuada e era seduzida pelos novos pólos industriais que surgiam. Bilbao não foi uma excepção, atraindo uma legião deles, que buscavam uma melhor condição de vida. A este fato, Rafaela se manteve alerta. Sua situação social não foi um obstáculo para esta sensibilidade, ao contrário, tinha consciência dos perigos que a capital produzia, como a privação, exploração e marginalização.

Judite (Josefina) Vanini Religiosa, Co-fundadora, Beata 1859-1911

Fundadora das Irmãs de São Camilo. 
Beatificada em 1994.
Nasceu na Itália, no dia 7 de Julho de 1859. Órfã de pai e mãe, recebeu educação das Irmãs de Caridade até à idade de 21 anos. Pela educação que recebera, a data da sua Primeira Comunhão, que esperou com amor indescritível, foi também o germe de uma decisão por muito tempo pensada com especial carinho: Dar-se definitivamente à Deus e a Ele consagrar sua pobre vida, projecto que cultivou e fez crescer imperiosamente no seu jovem coração de mulher. O tempo amadureceu ainda mais, em seu coração, a decisão de que seria Deus seu único e indivisível amor. Foi aos 20 anos de idade, que pediu ingresso no convento das Irmãs de Caridade. Em 2 de marco de 1883, ingressou no noviciado de Siena. Mas, por razões de saúde, foi obrigada a voltar para Roma , em seu antigo conservatório onde recebera o diploma de instrutora (Pensionato Torlonia). Grande lhe foi esta prova de sofrimento. No silêncio, teve de aplicar-se aos trabalhos manuais (bordado) para ganhar seu pão, não raro, com o rosto banhado de lágrimas. Posteriormente, foi novamente aceita ao noviciado e enviada à comunidade de Montenero (Leghorn), onde permaneceu até 1886, seguidamente a Bracciano até 1888, quando novamente teve de experimentar a dor do retorno ao reformatório.

Beato Vincent Frelichowski Padre e mártir Festa: 23 de fevereiro

Morreu de fadiga em Dachau 
(campo de concentração na Alemanha). 
Beatificado em 1999.
(*)Chelmza, Polônia, 22 de janeiro de 1913
(✝︎)Dachau, Alemanha, 23 de fevereiro de 1945 
Nascido em 22 de janeiro de 1913 em Chelmza, no norte da Polônia, Wincenty Stefan Frelichowski, que já frequentava os escoteiros após seus estudos no ensino médio, ingressou no seminário aos 18 anos e foi ordenado sacerdote em 4 de março de 1937, tornando-se logo secretário do bispo. No ano seguinte, foi enviado como vigário para a paróquia de Torun. Em 11 de setembro de 1939, poucos dias após a invasão da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi preso. Imediatamente libertado, foi novamente preso e passou por uma longa série de transferências. Em todos os lugares, porém, ele conseguia celebrar missa clandestinamente. Em 13 de dezembro de 1940, foi transferido para Dachau, onde, além de consolar os prisioneiros, conseguiu levar comida aos prisioneiros que não tinham nada para comer. Em 1944, uma epidemia de tifo atingiu o campo: o Pe. Frelichowski continuou a trazer pão e conforto aos detentos. Também sofrendo de tifo e pneumonia, faleceu em 23 de fevereiro de 1945. Ele foi beatificado por João Paulo II em 7 de junho de 1999. 
Martirológio Romano: No campo de prisioneiros de Dachau, perto de Munique, na Alemanha, o Beato Vincent Frelichowski, um padre que, durante a mesma guerra, deportou para várias prisões, nunca falhou na fé ou em seu ministério pastoral e, atingido por doença enquanto cuidava dos doentes, após longos sofrimentos teve a visão de paz eterna.

23 de fevereiro - Madona do Divino Pranto

O colégio Marcelino di Cernusco era mais usado como lar de idosos para as freiras idosas e um abrigo para as doentes. Em 1922, uma jovem de 27 anos, a irmã Elisabetta Redaelli, foi atingida por um mal desconhecido: ela sofria de hemoptise frequente, sendo impedida em suas funções mais elementares e, além disso, tornava-se progressivamente cega.
Em 6 de janeiro de 1924, no entanto, ocorreu um fato que mudou o curso de sua existência. Por volta das dez e meia da noite, as irmãs que a observavam na enfermaria pensaram tê-la ouvido falar durante o sono; na verdade, como ela disse mais tarde, estava acordada. Ela havia visto uma bela dama que a consolara: "Reze, confie e espere; Eu voltarei de 22 para 23". Como ela fez para "ver" apesar de ter perdido o uso dos olhos, as irmãs não entenderam isto. 
No mês seguinte, no dia 3 de fevereiro, a irmã Elizabeth foi encontrada em lágrimas: ela entendeu que a Senhora voltaria do dia 2 para o dia 3 do mês seguinte à sua primeira visita, por isso temia não voltar porque não tinha sido "boa o suficiente", como repetiu para as outras freiras. 
Às 22h45 do dia 22 de fevereiro, dia em que o médico declarara sua condição desesperadora, ela viu novamente a visitante sobrenatural, reconhecendo-a como Nossa Senhora. Ela usava um manto celestial e segurava o Menino Jesus perto do coração, com grandes lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele não chorava, no entanto, por causa dos pecados da vidente: "A Criança chora - disse a Virgem com um sorriso triste - porque ele não é amado o suficiente, procurado, desejado também pelas pessoas que se consagraram".

ORAÇÕES - 23 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Segunda-feira – Santos: Policarpo, Sereno, Romana
Evangelho (Mt 25,31-46)“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso.”
Jesus fala-nos do critério final para a separação entre bons e maus,entre os que serão eternamente felizes e os que serão eternamente condenados. A separação conforme a atitude que tomarmos diante das necessidades do próximo, ajudando ou olhando para o outro lado. Não basta ajudar. É preciso ajudar pelo motivo certo: por amor a Deus e ao irmão. Se amamos a Deus, amamos o próximo.
Oração
Senhor, se assim será o julgamento, a separação final, então talvez eu tenha de rever um pouco minha vida. Faço alguma coisa pelos meus irmãos, procuro ajudar. Mas não sei se posso dizer que isso seja uma preocupação central em minha vida. Também preciso ver se estou ajudando do modo certo, se estou usando os meios mais adequados. Senhor, iluminai-me para eu saber amar. Amar.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Pastor e Guia”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conduzi às alegrias celestes
A figura do pastor é frequente nas Sagradas Escrituras para nos revela uma das mais caras no caminho espiritual Pai é lembrado tantas vezes com o título e função de pastor. Quando Jesus diz “Eu sou o bom pastor”, está Se identificando com o Pai e indicando nosso relacionamento com Ele. Jesus ressuscitado é o Pastor que conduz o povo. Como Bom Pastor veio conduzir suas ovelhas em seu caminho. É um intercâmbio natural: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e Eu as conheço e elas me seguem. Dou-lhes a Vida Eterna e elas jamais se perderão. O Pai e Eu somos um” (Jo 10,27-28); Seu relacionamento com o Pai é a escola para nós. É necessário fundamentar nossa fé nessa unidade de vida do Pai e do Filho no Espírito. Esse amor da Trindade sempre nos coloca em relacionamento de conhecimento: “Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, Sua bondade permanece para sempre (Sl 99). Ser ovelha que segue o Bom Pastor abre-nos à reflexão sobre o conhecimento mútuo. Trata-se de um conhecimento que supera a linha do saber. É um conhecimento na linha do amor que existe entre o Pai e o Filho. Esse conhecimento que supera a inteligência e abre ao encontro com o Pastor. É um conhecimento que entra no existir e vivência cotidiana da vida das pessoas. Esse conhecimento não é um misticismo, mas se realiza e interfere na vida da comunidade. É uma comunidade que escuta. As ovelhas seguem aonde Ele vai, pois ouvem sua voz. Ao mútuo conhecimento geram o amor.
Alcançar a fortaleza do Pastor 
Os apóstolos causavam grande admiração. Paulo e Barnabé, com sua presença evangelizadora provocam alegrias aos pagãos e ciúmes entre os judeus. A pregação do Evangelho é motivo de serem apedrejados. Os judeus instigaram mulheres piedosas e ricas, assim como homens influentes provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé. É notório que pessoas de posse, usem a Igreja. Acham bela a doutrina, mas não admitem que ela penetre a vida. Temos nas comunidades as donas e donos da Igreja. Com isso criam obstáculo. Querem ser donos de Deus para que estejam a seu favor. Paulo declara que irá aos pagãos porque os judeus que tinham direito à Palavra recusaram. Deus continua chamando as ovelhas com sua voz. Esse chamado pode nos levar à perseguição. O que move à pregação é a fidelidade ao dom que receberam. Paulo confessa a verdade de sua força apostólica: “Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra” (At 13,47). Sempre fiel a Deus, anunciando Jesus como Salvador 
Apesar da fraqueza 
Os apóstolos Paulo e Barnabé sofreram a perseguição por causa do Evangelho. É o lado humano de nossa união com Cristo. Podemos conferir na história da fé cristã que veremos que os tempos de perseguição surgem quando se é fiel ao Evangelho. Contudo não podemos olhar só as perseguições, mas também as vitórias que a fé nos traz. Depois de muito sofrimento por serem cristãos, a fé se firmou e nasceu uma Igreja vigorosa. É o que o livro do Apocalipse anota quando vê a multidão dos redimidos: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14b). Quem seguir Jesus com entrega total de vida participa da multidão que está diante do trono. A grande chamada que a Igreja faz é pelo entusiasmo de anunciar. Conhece os sofrimentos, mas sabe que depois da Cruz veio a Ressurreição. A celebração da Igreja é o momento de tomar vigor e força de evangelização. 
Leituras: Atos 13,14.3-52; Salmo 99;
Apocalipse 7,9.14b-17;João 10,27-30
1. Esse amor da Trindade sempre nos coloca em relacionamento de conhecimento. 
2. O que move à pregação é a fidelidade ao dom que recebêramos. 
3. Os apóstolos sofreram a perseguição por causa do Evangelho. É o lado humano de nossa união com Cristo.
Fazendo o Céu com os dedos. 
Temos maravilhas idéias que quere mos serem realidade. Não deixa de ser, pois o Reino de Deus está nas pequenas coisas feitas no amor. O termo bom pastor enche o coração de quem busca Deus. Volta-se em vida a algo muito bom. A verdes pastagens me conduzem. O sonho de um lugar florido, de belas paisagens pode nos encantar. Esse é um paraíso distante. Os sonhos são realidades em nosso coração. Sonhamos, como tendo, como criando um mundo novo dentro de nós. Assim Jesus diz de seus seguidores que, com poucas palavras, mas muitos gestos criam o Céu que esperamos. E podemos conversar com Ele. 
Homilia do 4º Domingo Comum (12.05.2019)

EVANGELHO DO DIA 22 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 4,1-11. 
Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: "Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus"». Então o Diabo conduziu-O à cidade santa, levou-O ao pináculo do Templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: "Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra"». Respondeu-lhe Jesus: «Também está escrito: "Não tentarás o Senhor, teu Deus"». De novo o Diabo O levou consigo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória e disse-Lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, porque está escrito: "Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto"». Então o Diabo deixou-O, e aproximaram-se os Anjos e serviram-no. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
 Catequese batismal, nº.2,1-3 
«O tentador aproximou-se» 
O pecado é uma coisa terrível e a transgressão é uma doença cruel da alma, pois corta os nervos da alma, preparando assim o caminho para o fogo eterno. Mas tu não és o único instigador da má ação; há outro cuja perversidade te incita a ela: o diabo. Este ser sugere o mal a todos, mas não triunfa sobre aqueles que se recusam a ouvi-lo. Daí a palavra do Eclesiastes: «Se a ira do príncipe se inflamar contra ti, não abandones o teu posto» (Qo 10,4), tranca a tua porta, mantém-no longe de ti e ele não te fará mal. Se acolheres levianamente a sugestão de um desejo graças às tuas considerações, ela criará raízes em ti, acorrentará a tua inteligência e atrair-te-á para o abismo da miséria. Mas talvez digas: «Sou “fiel” e o desejo não me dominará, mesmo que pare a refletir sobre ele». Não sabes que uma raiz, à força de se agarrar a ela, chega a conseguir quebrar uma pedra? Não acolhas a semente, pois ela destruirá a tua fé. Antes que ela floresça, arranca o mal pela raiz, para que a tua indiferença inicial não te obrigue, mais tarde, a pensar muito em machados e fogo. Curar os teus olhos doentes no tempo oportuno, para não teres de procurar o médico quando ficares cego.

Cátedra de São Pedro Apóstolo Festa: 22 de fevereiro

Para o calendário da Igreja Católica, 22 de fevereiro representa a festa da Cadeira de São Pedro. Este é o aniversário em que a memória da missão particular confiada por Jesus a Pedro é colocada de uma maneira particular. Na realidade, a história nos transmitiu a existência de duas cadeiras do Apóstolo: antes de sua jornada e martírio em Roma, a sede do magistério de Pedro era, de fato, identificada em Antioquia. E a liturgia celebrava esses dois momentos em duas datas diferentes: 18 de janeiro (Roma) e 22 de fevereiro (Antioquia). A reforma do calendário os unificou em um único feriado atual. O Missal Romano explica que "com o símbolo da cátedra, enfatiza a missão de mestre e pastor conferida por Cristo a Pedro, a quem ele constituiu, em sua pessoa e na de seus sucessores, o princípio visível e o fundamento da unidade da Igreja." 
Martirógio Romano: Festa da Cadeira de São Pedro Apóstolo, a quem o Senhor disse: "Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja". No dia em que os romanos eram costumados para comemorar seus mortos, é venerado o assento do nascimento no céu daquele Apóstolo, que recebe glória de sua vitória no Monte do Vaticano e é chamado a presidir a comunhão universal da caridade.

Santo Abílio, Patriarca de Alexandria

Bispo de Alexandria. 
Um dos três sacerdotes ordenados
 pelo Evangelista São Marcos.
Nascimento:Alexandria, Egito 
Morte:ca. 95 d.C. Alexandria, Egito 
Veneração: Igrejas Ortodoxas, Igreja Católica Romana e Igreja Copta 
Festa litúrgica: Ortodoxos e católicos romanos em 22 de fevereiro; os coptas em 29 de março e 29 de agosto 
Portal dos Santos: Abílio de Alexandria (Avílio no oriente), também chamado de Sabélio ou Mélio, foi o terceiro Patriarca de Alexandria. 
Seu patriarcado aconteceu entre os anos 83 e 95. Ele ascendeu ao trono durante o reinado do imperador Domiciano. Na "História Eclesiástica", Eusébio de Cesareia (iii.14)nos conta que, após a morte de Aniano, todos os bispos sufragâneos e padres da região foram para Alexandria onde eles se reuniram com os fiéis (leigos) sobre quem seria o próximo bispo. E elegeram unanimemente Abílio para sucedê-lo, baseado em sua reputação de castidade e conhecimento de Cristo. Ele permaneceu na posição por dezenove anos e oito meses e foi enterrado ao lado de São Marcos na igreja de Bucalis em Alexandria. Nas "Constituições Apostólicas" (viii.4) está dito que ele (Avilius) foi o segundo bispo de Alexandria e que ele foi ordenado por São Lucas. 

São Maximiano de Ravena Bispo Festa: 22 de fevereiro

Bispo de Ravena (Itália), onde teve 
muitas 
dificuldades em ser aceito pelos habitantes
que não queriam o deixar entrar. 
(*)Pula, a Croácia atual, 498 
(✝︎)Ravena, 22 de fevereiro de 556 
Ístriano de nascimento, Maximiano foi nomeado primeiro arcebispo de Ravena pelo imperador Justiniano, mas por dez anos também serviu como Primaz da Itália quando o Papa estava ausente. Devemos a ele obras-primas como as igrejas de San Michele e San Vitale e a derrota do arianismo. Martirológio Romano: Em Ravena, São Maximiano, bispo, que cumpriu fielmente seu ofício pastoral e defendeu a unidade da Igreja contra a heresia. São Maximiano foi o vigésimo oitavo bispo de Ravena, de fato o primeiro bispo do Ocidente a ostentar o título de arcebispo como titular de uma diocese metropolitana. Ele havia recebido a consagração episcopal do Papa Vigílio em 546 e ocupou a sé por dez anos. Graças à sua sólida situação financeira e ao aproveitamento, com sua grande intuição, da eminente posição de vigário do Papa Vigílio e do imperador Justiniano, tornou-se uma das figuras mais importantes da Itália no século VI. Informações bastante precisas sobre ele foram transmitidas graças à biografia escrita pelo padre Agnello, que, apesar de ter vivido dois séculos depois, era um profundo conhecedor dos escritos do santo pastor. Massiamiano nasceu em 498 em Pula, Ístria, atualmente em território croata, e tornou-se diácono da Igreja local.

Isabel da França Princesa, Fundadora, Beata 1225-1270

Irmã de São Luís, rei de França;
fundou 
em Longchamp, na região parisiense, 
um convento dedicado 
à Humildade de Nossa Senhora, 
onde não quis professar 
por ter medo de ser eleita Abadessa. 
Beneficiou de êxtases e outros carismas.
A Princesa Isabel da França, irmã mais nova do Rei São Luis IX, nasceu em 1225, filha do Rei Luis VIII e da Rainha Santa Branca de Castela. A principal fonte sobre a vida desta beata é a "Vita" escrita por Inês de Harcourt, abadessa do mosteiro de Longchamp fundado pela princesa, que se relacionou com ela nos últimos anos de sua vida. Educada pela mãe numa religiosidade profunda e severa, desde a infância Isabel se distinguia pela piedade. Uma longa enfermidade fez amadurecer nela a decisão de se dedicar às suas práticas de piedade, às leituras piedosas e ao cuidado dos pobres. Se distinguiu particularmente pelo culto às relíquias dos santos e por manter os Cruzados. Desde a adolescência Isabel mostrava desprezo pelo luxo que a circundava. Após ter recusado não poucos pretendentes e com firmeza responder negativamente ao Papa Inocêncio IV, que lhe havia escrito pedindo que ela aceitasse a mão do Rei Conrado de Jerusalém pelo bem da Cristandade, pediu e obteve a permissão para emitir o voto de perpétua virgindade.

Margarida de Cortona Viúva, Penitente franciscana, Santa (1247-1297)

Viúva e penitente franciscana, 
depois duma vida mundana
pouco recomendável. Mística.
Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do carácter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade. Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezasseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada. Debalde, Margarida não se animava a deixar a vida, que a algemava aos prazeres ilícitos. Deu-se então um fato que lhe abriu os olhos e a chamou ao bom caminho. O amante tendo empreendido longa viagem de negócio, foi em caminho assaltado e assassinado. O cadáver esteve dois dias e duas noites no lugar do crime, ficando-lhe ao lado o cão, que tinha acompanhado o dono.

Diogo Carvalho presbítero e mártir, beato 1578-1624

Jesuíta português, martirizado no Japão
 ao mesmo tempo que outros companheiros.
O Padre Diogo Carvalho faz parte daquela “via láctea” imensa que nos princípios da evangelização cristã no extremo oriente, foi semente de cristãos pelo sangue derramado pela fé naquelas terras longínquas, longe da pátria Lusitana. Nasceu em Coimbra em 1578 onde se fez jesuíta quando apenas tinha 16 anos, mas foi em Macau que terminou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote. Em 1609 era missionário no Japão, e seguiu fielmente as “pegadas” dos seus predecessores célebres que lutaram e deram a vida para que outros cristãos no Japão, após eles ficassem a conhecer Jesus Cristo e a sua “Boa Nova do Reino”. A fim de poder evangelizar em tempo de grande perseguição, refugiou-se numa região mineira até ao dia em que umas pegadas na neve o denunciaram e foi preso com 10 dos seus fiéis seguidores. No inverno de 1624, foram os onze prisioneiros submetidos ao tormento dos tanques de água gelada, morrendo um após outro. O Padre Diogo de Carvalho sobreviveu ainda cinco dias à morte do último, vindo a falecer em Sendai, vítima do martírio que subira, a 22 de Fevereiro desse mesmo ano de 1624. Pio IX beatificou-o em 1867. 
Cf. Pe.José Leite, s.j., “Santos de cada Dia”

Beata Maria de Jesus (Emilia d'Oultremont d'Hooghvorst) Fundadora

Jovem religiosa belga, fundadora 
das Irmãs de Maria Reparadora. 
Beatificada em 1997. 
Festa: 22 de fevereiro 
(*)Wégimont, Liège (Bélgica), 11 de outubro de 1818
(✝︎)Florença, 22 de fevereiro de 1879 
A belga Beata Maria de Jesus (nascida Emilia d'Oultremont d'Hoogvorst), mãe de quatro filhos, viúva, sem falhar em seus deveres maternos, dedicou-se à fundação e orientação da Congregação das Irmãs de Maria Reparação e, auxiliada por Deus, superou muitos sofrimentos e conquistou a vida eterna. João Paulo II a beatificou em 12 de outubro de 1997.
Martirológio Romano: Em Florença, a Bem-Aventurada Maria de Jesus (Emilia) d'Oultremont, que na Bélgica, mãe de quatro filhos, viúva, sem negligenciar seus deveres maternos, dedicou-se a fundar e guiar a Congregação das Irmãs de Maria Reparação e, confiando na ajuda divina, superando muitas dificuldades, concluiu piedosamente sua peregrinação terrena ao retornar à sua terra natal.

Nossa Senhora do Divino Pranto – 22 para 23 de fevereiro

      Na comunidade das Irmãs Marcelinas, em Cernusco, na Itália, berço da Congregação, o médico Dr. Bino, no dia 6 de janeiro de 1924, apresenta seu diagnóstico a respeito de uma jovem religiosa enferma, Irmã Elizabeth: “Nada mais posso fazer por ela. A medicina já não tem recursos neste caso”. Muito querida por todos, a irmã está cega, debilitada, prostrada por tremendas dores. Muitas vezes, fica durante horas e horas inconsciente. Imersa em dores, o sorriso permanece em seus lábios. Às dez e trinta da noite todas dormem na casa religiosa. Na enfermaria, Irmã Elizabeth respira com muita dificuldade. De repente, a religiosa começa a falar. As irmãs presentes escutam atônitas o que ela diz: “Oh! Como a Senhora é boa! Mas eu tenho uma dor tão grande que nem sei oferecer direito a Deus... Reze a Senhora que é tão boa!”.As religiosas estão atentas, mas não podem ouvir a resposta da ‘Senhora’ que, no entanto, fala: “Reza! Confia! Espera! Voltarei de 22 para 23 de fevereiro”.     Em meio ao seu sofrimento, a enferma pensa na dor das outras irmãs enfermas: “Vá falar com Irmã Teresa, Irmã Amália e com Irmã Elisa Antoniani, que há tantos anos está doente!”. A boa ‘Senhora’ sorri e desaparece. Na manhã seguinte, as companheiras de quarto comentam: “Ontem, à noite, Irmã Elizabeth não parava de falar, sonhando”. Prontamente ela respondeu: “Não sonhei, falei com aquela ‘Senhora’”. As religiosas sorriem penalizadas. A enfermeira, bondosa e enérgica, repreende a Irmã Elizabeth, dizendo: “Que pode ter visto você, que está cega há um ano? Você sonhou e não invente tolices! A Superiora, Irmã Ermínia Bussola, também tenta convencê-la: “Quero-lhe muito bem e não a engano. Repito que aqui em casa não veio ninguém de fora. Você sonhou”. A pobre Superiora por toda a sua vida teve que lamentar-se de sua incredulidade. Foi, ao invés, no plano de Deus, uma das tantas provas que autenticaram a aparição. Irmã Elizabeth prossegue tranquila carregando sua cruz.

ORAÇÕES - 22 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
22 – 1º Domingo da Quaresma
Evangelho (Mt 4,1-11) “O Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser provado pelo diabo. Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e teve fome.”
Essa narrativa evangélica não é fácil de compreender. Vamos concentrar nossa atenção apenas no seguinte: antes ainda de se iniciar a pregação de Jesus, era preciso evitar que fosse mal compreendido seu anúncio de salvação. Jesus não veio trazer facilidades materiais. Veio trazer um sentido para a nossa vida, como aceitação da oferta de amor que o Pai nos faz. Nem veio trazer uma vida cheia de milagres e maravilhas, mas veio dar-nos força para enfrentar as limitações da vida humana, também a doença e a morte. Não veio convidar-nos para a procura do poder e da riqueza, mas dizer-nos que a felicidade está em colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida. Veio mostrar-nos que longe de Deus, sem nossa união com ele, nossa vida é um absurdo.
Oração
Senhor Jesus, quisestes participar em tudo de nossa vida humana. Por isso, como homem, quisestes assumir posições que são decisivas para nós. Quisestes aceitar as limitações de nossa vida, nossa necessidade de nos orientar para o Pai, colocando-o sempre em primeiro lugar. Ajudai-me a procurar a salvação e a felicidade nas coisas simples, na tranquilidade da fé, sem correr atrás de brilhos e maravilhas. Ensinai-me a grandeza da vida do dia a dia, fazendo de cada gesto ou palavra um ato de adoração e de partilha de amor. Fechai meu coração à sedução das ideias vazias e das coisas sem valor. Fazei que afinal eu tenha coragem de arriscar toda a minha vida, apostando tudo no amor a vós e aos irmãos. Amem.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - De coração para coração

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Por onde passa o Amor
 
Celebramos a Solenidade do Sagrado Coração. É uma festa que tem seu início nas visões de Santa Margarida Maria Alacoque. Entrou para o mosteiro das Irmãs Visitandina. Jesus apareceu-lhe diversas vezes de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção a seu Sagrado Coração. Em 1856, Papa Beato Pio IX estendeu a festa a toda a Igreja. A partir do reconhecimento da devoção que penetrou muito a(na) vida da Igreja, tanto que foram fundados centenas de congregações religiosas (e) movimentos espirituais. O auge da devoção são as doze promessas feitas a quem comungassem (comumgasse) as(às) nove sextas-feiras. Se perdesse uma, teria que reiniciar. Era um movimento muito grande nas paróquias. Devemos notar que é uma devoção nova. É meio complicado esse modo de agir. Vemos que é uma coisa nova. O Apostolado da Oração, em muitos lugares, ainda mantém a irmandade. A novena, como era feita, decaiu com as novas tendências da Igreja. Os Papas acompanharam a devoção. Em 1899, o Papa Leão XIII publicou a encíclica ‘Annum Sacrum’ sobre a consagração da humanidade ao Sagrado Coração de Jesus, que se realizou no mesmo ano. Do mesmo modo, Pio XI, em 1928, escreveu a encíclica ‘Miserentissimus Redemptor’, que trata da reparação que todos devemos ao Sagrado Coração. E o Papa Pio XII, em 1956, publicou a encíclica ‘Haurietis Aquas’, em referência ao culto ao Sagrado Coração. São João Paulo II em seu pontificado estabeleceu que na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus se realize o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.
Transformação da vida 
Jesus apareceu numerosas vezes a(à) Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração. Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, surgiram as doze promessas. São elas: - A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração - Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.- Eu os consolarei em todas as suas aflições. - Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte. - Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição. - Darei aos sacerdotes que praticarem essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos. - As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração. - A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final.
Transforma o mundo. 
Essa devoção tem a missão da oração. Trazem(Traz) a fita vermelha, os estandartes. Tanta beleza faz dos devotos uma força de oração para toda a Igreja. As preciosas promessas nos estimulam a fazer da união a esse Sagrado Coração, uma fonte de vida que jorra as graças divinas em nosso mundo ferido. Sem isso, a devoção não passa de um verniz de espiritualidade. Sendo fonte de amor, faz de nós canais para levar Jesus a todos os cantos. O amor não é um reservatório do amor, mas uma fonte que jorra do peito.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 21 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 5,27-32. 
Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi sentado no posto de cobrança e disse-lhe: «Segue-Me». Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus. Levi ofereceu-Lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?». Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Liturgia latina 
Hino «Audi benigne Conditor»
«Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores»
Benigno Criador, ouvi clemente
as nossas orações e o nosso pranto;
neste sagrado tempo da Quaresma,
compadecido olhai-nos, ó Deus santo.

Justíssimo juiz das nossas almas,
Vós conheceis a enfermidade humana:
voltando para Vós arrependidos,
pedimos vossa graça soberana.

Confessamos que somos pecadores, 
mas, em vez do castigo, perdoai-nos.
Por vosso nome santo e vossa glória, 
da nossa vil miséria libertai-nos.

Aceitai o jejum e a penitência

21 de fevereiro - São Robert Southwell

Robert Southwell nasceu no final de 1561, em Horsham, muito perto de Norwich, na Inglaterra. Era uma época de perseguição aos católicos, no entanto os Southwell mantêm, em seu castelo, um padre católico, pelo menos nos primeiros anos de Robert. Não sabemos o porquê, talvez, porque sua mãe fosse católica. A infância de Roberto é muito calma. Ele é o mais novo de uma família de oito filhos, cinco mulheres e três homens. Em tudo é semelhante aos outros filhos nobres da região. Em 1571 sua mãe Bridget passou muito tempo na casa de seu irmão Thomas Copley. Robert tem dez anos e vai com ela. Na costa sul da Inglaterra, o catolicismo é forte e a fé é praticada em muitas casas. Os padres chegam, celebram as missas, instruem e confessam. Pouco a pouco, Roberto começa a praticar a fé de sua mãe. Já se fala dos sacerdotes que estão sendo formados no continente, no Seminário fundado em Flandres por Sir William Allen, que foi exilado pela fé. Bridget, quando ele retorna a Horsham, deixa Roberto na casa da tia. Lá ele pode garantir a fé que você encontrou. Logo depois, Thomas Copley e sua família decidiram se exilar. Por fé é mais seguro viver no continente. Roberto se muda para morar com seu primo John Cotton localizado em uma enseada ao largo da costa de Warblington. A família Cotton é muito católica. O filho mais velho, Ricardo, é aluno de um colégio jesuíta na Bégica. Em 1576, Robert e seu primo John atravessam o Canal e passam para a França. De Paris, o agente leva-os a Flandres e entrega-os em segurança a Sir William Allen.

Santa Leonor, Rainha da Inglaterra Festa: 21 de fevereiro

(✝︎)Amesbury, 25 de junho de 1291
 
Nasceu em 1222, filha de Raimundo Berengário IV, Conde da Provença, e Beatriz de Saboia. Mulher de grande piedade e amante das letras, em 14 de janeiro de 1236 casou-se com o rei Henrique III da Inglaterra em Cantuária. Em sua nova residência inglesa, foi seguida por um grande número de parentes e compatriotas, que deixaram a Provença em busca de fortuna. Ela exerceu grande influência, tanto durante o reinado de Henrique quanto nos primeiros anos do reinado de seu filho Eduardo I. Ela retirou-se para a abadia beneditina de Amesbury, tomou o véu ali em 3 de julho de 1276 e viveu lá até sua morte em 25 de junho de 1291, sob o conceito de santidade. 
Etimologia: Eleonora = quem tem piedade, do grego; dimin. = Nora, Norina 
Em dois mil anos de cristianismo, infelizmente, não há muitos leigos leigos que tenham ascendido à glória dos altares, e entre eles a maioria estão cabeças coroadas de toda a Europa. Muitos soberanos foram aclamados santos por seu povo e a Igreja ratificou o culto que lhes foi prestado. Exemplos significativos são as sagradas rainhas francesas Clotilde, Radegonde, Blanche, Joana e Bathilde, assim como Matilde da Alemanha, Elizabeth de Portugal, Margarida da Escócia, Gladys do País de Gales, Bertha de Kent e Ethelburga da Nortúmbria. Beatriz da Suábia, Gisela da Hungria, Catarina da Borsnia e Hildegarda de Kempten, consorte de Carlos Magno, são veneradas como bem-aventuradas.

Santo Estatício(Eustácio) de Antioquia Bispo Festa: 21 de fevereiro

Bispo de Bereia e depois de Antioquia. 
Um dos heróis do combate contra o arianismo. 
Morreu no exílio. 
(†)Trajanópolis, Trácia, c. 338 
São Eustácio, bispo de Antioquia na época do imperador ariano Constâncio, por sua posição em defesa da fé católica, foi exilado para Traianópolis, na Trácia, onde morreu por volta de 338. 
Etimologia: Eustácio = quem está bem, do latim Eustácio, retirado do grego Eystàtios 
Martirológio Romano: Comemoração de São Eustáquio, bispo de Antioquia, que, ilustre por sua doutrina, sob o imperador ariano Constâncio, foi exilado em Tuzla, na Trácia, por ter defendido a fé católica e aqui repousou no Senhor.
Nativo de Sida, na Panfília, Eustathius era um homem eloquente, erudito e virtuoso, segundo o que nos foi transmitido. Nomeado bispo da cidade síria de Beroia, merecia, por volta de 324, ser elevado à sé de Antioquia, que então ainda ocupava o terceiro lugar mais importante na hierarquia da Igreja universal, atrás apenas de Roma e Alexandria. No ano seguinte, foi recebido com todas as honras no Concílio de Niceia, onde se destacou por sua total oposição ao arianismo. Como chefe da Igreja de Antioquia, também tinha jurisdição sobre as dioceses vizinhas, nas quais instalou bispos dignos de instruir e guiar seus rebanhos.

Santa Irene, Virgem

Virgem consagrada em Roma.
 
Santa Irene era irmã do Papa São Dâmaso. Quando Irene morreu em Roma aos 20 anos, e foi sepultada no cemitério de Calisto, na Via Ápia, o irmão dedicou-lhe o seguinte epitáfio, que julgamos poder traduzir do latim desta maneira: “Descansam agora neste túmulo os restos de quem se consagrou a Deus. Esta é irmã de Dâmaso: se perguntas o seu nome, chamava-se Irene. Estando em vida consagrou-se a Cristo, para que até o exterior patenteasse o mérito da virgindade. Não chegou a completar 20 invernos, mas à idade adiantaram-se insignes costumes, e a piedade veneranda da jovem antecipou-se ao propósito do espírito. Deu magníficos frutos nos mais belos anos. A ti me refiro, irmã, agora certificada de quanto te amei. Ao saíres do corpo, deixaste-me um rico penhor, tu que, ao conseguires a melhor parte, a pátria do céu, longe te temeres a morte, livremente entraste nos céus. Eu, porém, senti dor, ao ver partir tal companhia da vida. Mas agora, ao vir Deus ao teu encontro, lembra-te de nós, tu virgem, a fim de a recordação de ti me trazer luz mediante o Senhor”. 
Fonte: Santos de cada dia, Pe. José Leite, S.J., 3ª. Ed. Editorial A. O. Braga 

Pedro Damião Prebítero, Doutor da Igreja, Santo 1007-1072

Bispo, Cardeal e Doutor da Igreja. 
Grande devoto da Virgem Maria.
Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada pelos irmãos que eram em grande número. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos. Estudou em Ravena, Faenza e Pádua e depois de ter ensinado em Parma, ingressou no mosteiro camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição à seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote. Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldulense, por seus méritos logo tornou o superior diretor.

Beato Noël Pinot (1747-1794).

Sacerdote francês que exerceu
 o seu apostolado em Angers. 
Ali foi guilhotinado durante 
a terrível Revolução francesa. 
Antes que lhe cortem a cabeça, disse ainda: 
“Introibo ad altare Dei”.
Sacerdote Pinot e Mártir de Natal Abençoado 
FESTA: 21 de fevereiro 
(*)Angers, França, 19 de dezembro de 1747 
(✝︎)21 de fevereiro de 1794 
O pároco de Louroux-Béconnais durante a Revolução Francesa, Noel Pinot recusou-se a jurar a constituição civil do clero e começou a exercer o ministério sacerdotal clandestinamente. Enquanto se preparava para celebrar a Santa Missa, foi capturado e, ainda vestido com as vestes sagradas, foi levado até a guilhotina. Ele subiu para celebrar o sacrifício de si mesmo recitando o salmo com o qual iniciou a Missa: "Introibo ad altare Dei". O corpo do mártir foi jogado na vala comum do antigo convento da Visitação de Angers. O Papa Pio XI o beatificou em 31 de outubro de 1926.
Patronato: Paróquia 
Martirógio Romano: Em Angers, na França, o Beato Natal Pinot, padre e mártir: pároco, durante a Revolução Francesa, enquanto se preparava para celebrar a missa, foi preso e, vestido com zombarias com paramentos sagrados, foi levado até o cadafalso e até o altar do sacrifício.

21 de fevereiro - Beata Maria Enriqueta Dominici

(Maria Henriqueta 1829-1894). 
Religiosa e depois superiora das 
Irmãs de Santa Ana e da Providência. 
Beatificada em 1978.
Toda a Igreja está em festa hoje, porque pode apresentar à veneração e imitação de seus filhos e filhas uma nova Beata: Maria Enriqueta Dominici das Irmãs de Santa Ana e da Providência. À primeira vista, a vida terrena da Beata Maria Enriqueta parece a vida normal de uma freira que viveu na segunda metade do século XIX, e, portanto, vinculada e condicionada por uma mentalidade que atualmente pareceria superada. Mas logo que nos adentramos no aprofundamento e contemplação da sua alma, descobrimos uma riqueza, fertilidade e modernidade que nos fascinam e nos atraem. Neste levantamento nos ajudam tanto os testemunhos de pessoas que conheceram e viveram por anos ao seu lado, como a Autobiografia e Diário, escrito por ordem do diretor espiritual, e suas muitas cartas que estão preservadas. Maria Enriqueta Dominici foi principalmente uma mulher, uma freira que tinha experimentado de maneira forte a sensação de fragilidade essencial do ser humano e do senso de grandeza absoluta e transcendência de Deus.