Não havia sinais de perseguição contra os cristãos em qualquer parte do Império, escreve Eusébio, quando vagou o lugar de centurião em Cesareia da Palestina. Um oficial cristão, chamado Marino, tinha todas as probabilidades de ser nomeado, mas apareceu um rival que alegou a existência duma lei antiga, segundo a qual ninguém podia ser nomeado centurião sem oferecer um sacrifício. Não recorrendo a qualquer subterfúgio, Marino confessou a sua fé. Foi-lhe concedido em consequência o prazo de três horas para escolher entre a apostasia e a morte.
Ao sair do pretório, encontrou o bispo Teotecno que o levou à igreja e, apontando-lhe para a espada e para o Evangelho, o incitou a fazer uma escolha digna de cristão. 0 oficial colocou logo as mãos sobre o livro santo. A seguir, o bispo despediu-se dizendo: "Conta com a graça de Deus para permaneceres fiel à tua escolha e mereceres as recompensas prometidas pelo Evangelho".
Passadas as três horas, Marino apresentou-se diante dos chefes e declarou que não podia prestar ao imperador um culto que só era devido a Deus. Foi, por isso, decapitado imediatamente.
Astério, estendendo a capa, envolveu nela o corpo e a cabeça de S. Marino. Pondo tudo aos ombros, levou a enterrar os despojos do mártir. Esta ação valeu-lhe também a ele a coroa do martírio. Isto pelo ano de 260.
Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga

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