domingo, 18 de janeiro de 2026

Santa Pársca(Prisca) Mártir Festa: 18 de janeiro Século III

Segundo alguns autores, tinha apenas 13 anos 
quando São Pedro a batizou, em Roma. 
Sofreu pouco depois o martírio, 
por não ter sacrificado aos deuses pagãos. 
É considerada a primeira mártir do Ocidente. 
Ela sofreu martírio sob Cláudio II, no século III, foi sepultada na Via Ostiense e mudou-se para o Aventino. É provável que ela tenha sido fundadora de uma antiga igreja no Aventino. Tudo o que é contado sobre ela são lendas, e as informações que você tem são contraditórias e nos encaminham a três pessoas diferentes. 
Etimologia: Prisca = primitivo, de outra época, do latim
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Roma, em comemoração de Santa Prisca, em cujo nome é dedicada a Deus uma basílica no Monte do Aventino. 
É difícil estabelecer a verdadeira identidade dessa mártir romana, apesar dos inúmeros documentos antigos, já que as diversas notícias sobre ela provavelmente se referem a três pessoas diferentes. A celebração de hoje tem como objetivo homenagear o fundador da igreja titular no Aventino, a quem se refere o epígrafe funerário do século V, preservado no claustro de São Paulo Fora dos Muros. A antiga igreja, querida por aqueles que gostam de redescobrir os cantos intactos da Roma antiga, na sombra discreta e repousando de suas naves, está sobre as fundações de uma grande casa romana do século II, como recentes escavações arqueológicas comprovaram. Mas os Acta S. Priscae, que fixam seu martírio sob Cláudio II (268-270) e seu sepultamento na Via Ostiense, de onde seu corpo seria posteriormente levado para o Aventino, não têm mais credibilidade do que a evocativa lenda, que situa Santa Prisca no período em que São Pedro realizou seu trabalho missionário em Roma. Segundo essa lenda, a santa foi batizada aos treze anos pelo próprio Príncipe dos Apóstolos e coroou seu amor por Cristo com a palma do martírio, ao mesmo tempo estabelecendo um registro, também sugerido pelo nome romano, que significa "primeiro": ela teria sido, de fato, a primeira mulher no Ocidente a testemunhar sua fé em Cristo com martírio. O protomártir romano teria sido decapitado durante a perseguição a Cláudio, por volta da metade do primeiro século. O corpo da jovem foi enterrado, novamente segundo essa tradição, nas catacumbas de Priscilla, a mais antiga de Roma. No século VIII, a mártir romana começou a ser identificada com Prisca, esposa de Áquila, de quem São Paulo fala: "Saúdem Prisca e Áquila, meus colaboradores em Jesus Cristo, que expuseram suas cabeças para salvar minha vida. A eles devo dar graças, não só a mim, mas também a todas as igrejas dos gentios" (Rom 16:3). Assim começou a falar do "titulus Aquilae et Priscae" ao modificar o título primitivo, cuja notícia já temos no sínodo romano de 499. O título cardeal com o qual a igreja de Santa Prisca, uma santa hoje quase esquecida pelos calendários, foi homenageada atesta a devoção que, desde os primeiros séculos da vida cristã, receberam esses "primeiros frutos" do humilde pescador da Galileia. A igreja de Santa Prisca, construída no local de uma casa romana que, segundo a lenda, abrigaria São Pedro, preserva na cripta um capitel oco, usado pelo próprio apóstolo para batizar os catecúmenos.
Autor: Piero Bargellini

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