Poucos anos depois da sua chegada em Nápoles fica viúva. Em 1510 sente-se inspirada a ir a Santa Casa de Loreto para pedir a graça da cura. Dada sua condição física, tem uma difícil viagem, mas durante a audição da proclamação do Evangelho naquele lugar sente-se tocada pela graça e recupera-se milagrosamente: a paralisia desaparece, torna-se novamente saudável. Retorna disposta a retribuir por tão grande bênção recebida servindo aos necessitados. 
De volta a Nápoles ingressa na Ordem Terceira de São Francisco e em reconhecimento a graça recebida em Loreto adota o nome "Lourença"; passa a dedicar-se aos doentes, dividindo seu tempo entre a família, a caridade e a oração. Logo seu nome se torna conhecido em toda a cidade, pois  mesmo sendo de condição social elevada se faz serva dos enfermos, cuidando-lhes do corpo e da alma; os atendendo em todas as suas necessidades.
Em 1519, junto com Hector Vernazza, dada a grande necessidade dos enfermos pobres que eram abandonados nas ruas, funda com seus próprios bens o hospital de "Santa Maria do Povo" conhecido como "Hospital dos Incuráveis", para doentes de sífilis, doentes terminais e mulheres em dificuldades  (advindas da prostituição) ou gestantes pobres, que não tinham qualquer atendimento de saúde.
Acolhe a todos como se fossem o próprio Cristo, criando um ambiente hospitalar de profunda espiritualidade e caridade. Todos os internados sentem-se envolvidos pela graça, no hospital se preza pelo profundo silêncio em respeito aos que sofrem e aos que morrem, por esses Lourença Longo cria a tradição do sufrágio para o descanso eterno, em que todos interrompem seus trabalhos para orar assim que se tem um falecimento e isso desperta e alimenta a fé em muitos enfermos.
 
Hospital dos Incuráveis fundado pela Beata Maria Lourença Longo
O Hospital dos Incuráveis está em plena atividade (Nápoles /Itália).
Em 1535, por inspiração divina, dá início ao mosteiro de "Santa Maria em Jerusalém", assumindo a Forma de Vida de Santa Clara a quem quer seguir com fidelidade, as Constituições de Santa Coleta e dos Frades Menores Capuchinhos. É a realização do seu profundo desejo de reavivar o carisma clariano voltando à sua originalidade; os mosteiros de Nápoles estavam muito distantes disso, pois muitas jovens eram feitas Irmãs obrigadas pelas famílias por questão de dote. 
A consequência são mosteiros populosos, mas com jovens sem vocação, que professam a Regra de Santa Clara mas não a observam, ingressam  levando consigo suas empregadas e muitas saem normalmente sem respeitar o voto de clausura, participando de festas sociais e do convívio familiar, renunciando a qualquer sacrifício quanto ao recolhimento e a vida de pobreza. Daí o anseio de Lourença Longo de voltar às origens.   
O papa Paulo III aprovou sua fundação em 1538 reconhecendo como um "mosteiro da mais estrita observância da Ordem de Santa Clara", daí a denominação de 'Ordem das Clarissas Capuchinhas'. A madre Lourença distinguiu-se por sua vida de intensa oração, pessoal e comum. Logo após a fundação do mosteiro sua enfermidade voltou, então fazia-se carregar para poder participar dos momentos de oração comunitária. 
Oração para a intercessão da Beata Maria Lourença Longo
Vendo aproximar-se o momento de sua partida, reúne todas as Irmãs em torno de si e mostrando-lhes a ponta do dedo mínimo diz: "Um tantinho de fé assim, me salvou". Falece em outubro de 1539, aos 76 anos de idade, em odor de santidade, deixando um testemunho de fé que transformou a vida de muitos e que ainda hoje se faz presente na Ordem que fundou e também no Hospital dos Incuráveis que permanece ativo em Nápoles (Itália).   
Relíquia da Beata Maria Lourença Longo  
https://www.vidaclariana.com.br/2022/01/beata-lourenca-longo.html