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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Cátedra de São Pedro Apóstolo Festa: 22 de fevereiro

Para o calendário da Igreja Católica, 22 de fevereiro representa a festa da Cadeira de São Pedro. Este é o aniversário em que a memória da missão particular confiada por Jesus a Pedro é colocada de uma maneira particular. Na realidade, a história nos transmitiu a existência de duas cadeiras do Apóstolo: antes de sua jornada e martírio em Roma, a sede do magistério de Pedro era, de fato, identificada em Antioquia. E a liturgia celebrava esses dois momentos em duas datas diferentes: 18 de janeiro (Roma) e 22 de fevereiro (Antioquia). A reforma do calendário os unificou em um único feriado atual. O Missal Romano explica que "com o símbolo da cátedra, enfatiza a missão de mestre e pastor conferida por Cristo a Pedro, a quem ele constituiu, em sua pessoa e na de seus sucessores, o princípio visível e o fundamento da unidade da Igreja." 
Martirógio Romano: Festa da Cadeira de São Pedro Apóstolo, a quem o Senhor disse: "Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja". No dia em que os romanos eram costumados para comemorar seus mortos, é venerado o assento do nascimento no céu daquele Apóstolo, que recebe glória de sua vitória no Monte do Vaticano e é chamado a presidir a comunhão universal da caridade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quarta-feira de Cinzas Festa: 18 de fevereiro

A Quarta-feira de Cinzas, cuja liturgia é historicamente marcada pelo início da penitência pública, que ocorreu neste dia, e pela intensificação da instrução dos catecúmenos, que seriam batizados durante a Vigília Pascal, agora abre a temporada salutar da Quaresma. O espírito comunitário de oração, sinceridade cristã e conversão ao Senhor, que os textos das Sagradas Escrituras proclamam, é simbolicamente expresso no rito das cinzas espalhadas sobre nossas cabeças, ao qual humildemente nos submetemos em resposta à palavra de Deus. Além do significado que esses costumes tiveram na história das religiões, o cristão os adota em continuidade com as práticas expiatórias do Antigo Testamento, como um "símbolo austero" de nossa jornada espiritual durante toda a Quaresma, e para reconhecer que nosso corpo, formado de pó, retornará como tal, como um sacrifício feito ao Deus da vida em união com a morte de seu Filho Unigénito. É por isso que a Quarta-feira de Cinzas, assim como o restante da Quaresma, não tem significado em si, mas nos traz de volta ao evento da Ressurreição de Jesus, que celebramos renovados interiormente e com a firme esperança de que nossos corpos sejam transformados como os dele. A renovação pascal é proclamada para toda a humanidade pelos crentes em Jesus Cristo, que, seguindo o exemplo do Mestre divino, jejuam dos bens e seduções do mundo, que o Maligno nos apresenta para nos fazer cair em tentação. A redução do alimento do corpo é um sinal eloquente da prontidão do cristão para a ação do Espírito Santo e da nossa solidariedade com aqueles que aguardam na pobreza a celebração do banquete eterno e definitivo da Páscoa. Assim, portanto, a renúncia a outros prazeres e satisfações legítimos completará o quadro necessário para o jejum, transformando esse período de graça em um anúncio profético de um novo mundo, reconciliado com o Senhor. 
Martirológio Romano: Dia das Cinzas e início da Santíssima Quaresma: estes são os dias de penitência para a remissão dos pecados e a salvação das almas. Este é o momento certo para a subida à montanha sagrada da Páscoa.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O FARISEU E O COBRADOR DE IMPOSTOS

A parábola do fariseu e o publicano -Lucas 18:9-14
"Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: 'Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho'. "Mas o publicano ficou a distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: 'Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador'. "Eu digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". 

Na parábola dos dois homens que oravam no Templo (Lucas 18:9-14), o texto, contrariamente ao que pode parecer, não fala de ricos e pobres, visto que o Publicano, cobrador de impostos, pode muito possivelmente ter adquirido grande riqueza graças à sua ocupação. Tão pouco se trata de desapego aos bens materiais, pois é precisamente disso que o fariseu se vangloria, ao orar “de pé”, em atitude pública e confiante, enumerando suas virtudes e práticas religiosas.

domingo, 9 de novembro de 2025

Basílica de São João de Latrão

Uma solenidade litúrgica especial, no dia 9 de Novembro, comemora a dedicação da Basílica de Latrão. Esta é considerada a igreja-mãe de todas as igrejas católicas, por ser a catedral do bispo de Roma, isto é o Papa patriarca do Ocidente. A igreja originária foi construída pelo imperador Constantino, durante o pontificado de papa Melquíades no séc. IV, no terreno doado por Fausta, esposa do Imperador. Basílica de São João de Latrão Nela foram realizados os quatro primeiros Concílios Ecuménicos realizados no Ocidente: em 1123 para resolver a questão das Investiduras, ou seja, provimento em algum cargo eclesiástico por parte do poder civil: em 1139, sobre questões disciplinares; em 1179 para tratar da forma de eleição do Papa; em 1215, sobre várias heresias e a reforma eclesial. Inúmeras verdades lembra esta comemoração. Em primeiro lugar a importância de Roma onde se acha o Chefe visível da Igreja de Jesus. Santo Inácio de Antioquia, discípulo dos apóstolos, chama a Igreja de Roma de “cabeça da caridade”, revelando a posição primacial, da sede romana e, portanto, também a de seu Bispo.

domingo, 2 de novembro de 2025

Comemoração de todos os fiéis falecidos 2 de novembro

Piedade pelos mortos remonta aos primórdios da humanidade. Na era cristã, desde o tempo das catacumbas, a arte funerária alimentou a esperança dos fiéis. Em Roma, com comovente simplicidade, os cristãos representavam a figura de Lázaro na parede do nicho onde estava sepultado um dos seus familiares. Quase como se quisesse dizer: Assim como Jesus chorou por seu amigo Lázaro e o trouxe de volta à vida, ele também fará isso por este seu discípulo! A comemoração litúrgica de todos os fiéis falecidos, porém, tomou forma no século IX em ambiente monástico. A esperança cristã encontra o seu fundamento na Bíblia, na bondade e na misericórdia invencíveis de Deus: «Sei que o meu Redentor está vivo e que permanecerá no pó por último!», exclama Jó no meio da sua história atormentada. Portanto, o destino final do homem não é a dissolução no pó, mas sim, tendo passado pelas trevas da morte, a visão de Deus. O tema é retomado com força expressiva pelo apóstolo Paulo que situa a morte-ressurreição de Jesus em uma sucessão não disjuntável. Os discípulos são chamados à mesma experiência, aliás, toda a sua existência traz os estigmas do mistério pascal, é guiada pelo Espírito do Ressuscitado. É por isso que os fiéis rezam pelos seus entes queridos falecidos e confiam na sua intercessão. Finalmente, eles têm a esperança de se juntarem a eles no céu para se juntarem aos eleitos no louvor da glória de Deus. 
Martirológio Romano: Comemoração de todos os fiéis defuntos, em que a Santa Madre Igreja, já solícita em celebrar com o devido louvor todos os seus filhos que se alegram no céu, tem o cuidado de interceder junto de Deus pelas almas de todos aqueles que precederam no sinal de fé e adormeceram na esperança da ressurreição e por todos aqueles cuja fé, desde o princípio do mundo, só Deus conhece, para que purificados de toda mancha de pecado, tendo entrado na comunhão da vida celestial, possam desfrutar da visão da bem-aventurança eterna.

domingo, 12 de outubro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “A Mulher, um grande sinal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Neste dia 12 de outubro, temos a alegria de comemorar a grande vitória do povo de Deus: uma de nossa raça tornou-se não somente a grande Mulher, humanidade ressuscitada e glorificada junto de Deus, mas também a afabilidade de uma mulher, mãe, enegrecida na cor, presença amorosa no meio do povo como Mãe Aparecida, Perpétuo Socorro do povo brasileiro. É belo ver as multidões passarem diante da imagenzinha de pouco mais de 30 centímetros de altura, mas de milhões de quilômetros de afeto e acolhimento ao povo que a ama. Claro que não nos fixamos na imagem, mas na beleza que seu símbolo representa. A liturgia de hoje une a Palavra de Deus a uma realidade do povo a caminho, em romaria. 
A imagem da Senhora Aparecida é a Imaculada Conceição, a mulher do Apocalipse, como diz a primeira leitura (Apocalipse 12), vestida de sol, coroada de estrelas e tendo a lua a seus pés. Está grávida e grita de dores para dar à luz. O dragão quer comer-lhe o filho. O dragão é o demônio que quer destruir os filhos da Igreja. Arma-lhes tremenda perseguição como fez no tempo de João. Maria coroada de estrelas, tendo o sol como vestido e a lua como suporte, simboliza, além da superação da idolatria, a união de todo o universo que entra na glorificação da Mulher e de seu Filho. 
Esta Mulher é a rainha intercessora pelo povo de Deus. Como Ester, pede a Deus que salve seu povo. Deus se encantou dela, como diz o Salmo. A intercessão misericordiosa de Maria é relatada nas Bodas de Caná, onde, não só está presente, mas está solícita para com as necessidades de todos. Maria não quer ver os noivos em má situação. Não quer ver seus filhos sofrerem pela falta do vinho, e conquista-lhes o vinho novo do Reino. Estes filhos foram conquistados pelo sangue de Cristo e dados a ela ao pé da Cruz. Maria não só intercede, mas está presente onde os filhos se encontram, como em nosso santuário, novo lugar da festa de Caná, onde Jesus está presente e ouve sua súplica. 
A oração da missa, de rara beleza, eleva a Deus o seguinte pedido: “O povo brasileiro, fiel a sua vocação e vivendo na paz e na justiça, chegue à pátria definitiva”. Qual é a vocação do povo brasileiro? Como vive na justiça e na paz? É uma oração de programa de governo. A mente religiosa do povo não se fixa num progresso sem fé, mas num progresso que conduz à pátria celeste iniciando aqui e agora. 
Esta celebração faz-nos contemplar a pequena imagem negra e ver nela o caminho para nosso povo. Ela era branca e colorida. Mas misturou-se com o barro do rio Paraíba e assumiu a cor morena de nosso povo. Mesmo sofrido nosso povo é feliz. Se contemplarmos a imagem, vemos flores nos cabelos, que são longos como dos índios. Seu vestido e manto são bem trabalhados. Está de mãos postas em oração. Assim nosso povo: tem consciência que a dureza da vida não lhe tira o direito de viver e estar belo diante de Deus, misturando-se nas diversas comunicações de vida, sobretudo na oração com Deus e os irmãos. 
(Leituras: Ester 5,1-2.7,2-3; 
Apocalipse 12,1.5.13.15-16; 
João 2,1-11) 
Homilia para a festa de N.S.Aparecida.
EM OUTUBRO DE 2002

REFLETINDO A PALAVRA - “Sorriso de Mãe”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Beleza que salva 
Celebramos a festa de N. S. Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Para essa festa nós acolhemos todos os sentimentos do povo de Deus, que tanto a ama. Isso podemos constatar pelos 8 milhões de peregrinos e 30 milhões de visitantes do site do Santuário. Além dessa palavra que é o coração do povo, a Palavra de Deus quer nos orientar na compreensão e na vivência da festa, a partir da celebração litúrgica. A imagem santa é um símbolo muito bonito: É uma imagem sorridente, que mostra uma beleza interior muito grande. Por que sorri? Porque ama seu povo. É a expressão da misericórdia de Deus. Maria é uma janela por onde Deus sorri a seu povo, com terna misericórdia. Ao lermos o livro de Ester podemos sentir o que significa Maria para o povo cristão. Ester se propõe a arriscar a própria vida para salvar seu povo. A rainha não podia, sob pena de morte, comparecer diante do rei sem ser chamada. Ester vai ao rei e o conquista com sua beleza e graça de mulher. Arrisca-se por seu povo e pede: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e ser for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido – e salva o meu povo – eis o meu desejo” (Est 5,3). A beleza da rainha garantiu-lhe a vida e salvou o povo sentenciado à morte. Maria conquistou o coração de Deus pela sua humilde beleza, “pois Deus olhou a humildade de sua serva”; Canta o salmo 44: “Majestosa a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro”. Por sua graça conquistou a salvação do povo: “Ela dará à luz um filho e tu O chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). “Ele será chamado Filho do Altíssimo” por obra do Espírito Santo. 
Sorriso que anima 
O coração da liturgia é o evangelho que narra o milagre da transformação da água em vinho nas bodas de Caná (Jo 2,1-11). O texto tem ricos significados do novo Reino e da nova vida. O vinho novo inaugura a hora de Jesus em que ele manifesta seu poder para a fé. A presença de Maria é anotada com uma finalidade muito grande: a importância de sua presença no mistério da Redenção. Não sem razão Maria estava em Caná. A razão dessa presença feminina e materna de Maria é continuar sendo a expressão carinhosa de Deus que se preocupa com detalhes do cotidiano. Maria disse aos serventes, com um sorriso: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Mostra bem o quanto Filho e Mãe se entendiam. Maria anima-nos a buscar no Filho o vinho novo, para que a festa do amor não termine. O amor que temos por Deus e pelas pessoas é o resultado da Redenção, adiantada por Maria. 
Coração da unidade 
A imagem de N. S. Aparecida é um ícone da nação brasileira. Traz em si as marcas das três raças que compõem nosso povo. Ela é negra de cor, traços brancos e cabelos de índio. Um povo a ser protegido. Maria estimula a nação a proteger seu filho pois há um dragão de maldade, injustiça e violência que o quer devorar. Na miscigenação das três raças, com características tão marcantes de persistência em viver, disposição de participar e de alegria festiva ao acolher. O texto da oração convida a realizar nossa vocação de paz e de justiça. Que esse símbolo da unidade nacional seja sempre uma bandeira a desbravar os sertões da maldade e a implantar uma pátria para todos os brasileiros. Maria sorri a seu povo e lhe dá esperança. Essa festa celebra o coração espiritual do povo brasileiro que tanto ama a Deus, ama Nossa Senhora e quer amar os irmãos de todas as raças e cores. Ela é um ícone do povo brasileiro.
Leituras:Ester 5,1b-2; 7,2b-3; Salmo 44; 
Apocalipse 12,1.5.13ª.15-16; João 2,1-11. 
1. Celebrando a festa de N. S. Aparecida, celebramos o coração de todo o povo de Deus que a venera e celebra. A imagem é sorridente. A liturgia reassume esse símbolo e indica que Maria é uma janela pela qual Deus sorri a seu povo. É o que lemos no livro de Ester que com sua beleza salva a si e a seu povo. Maria é a bela que atrai o coração de Deus que dá a salvação ao povo, pois seu Filho é o Salvador. 
2. Nas bodas de Caná Maria está presente. Não sem razão está ali. Ela, com sua presença feminina e materna, continua sendo a expressão carinhosa de Deus que se preocupa com o cotidiano da vida de seus filhos. Maria anima-nos a buscar no Filho o vinho novo, para que a festa do amor não termine. 
3. A Imagem de N. S. Aparecida é o ícone da nação brasileira. Traz em si as marcas das três raças que compõem o povo: negro, branco e índio. A leitura do Apocalipse mostra a mulher perseguida pelo dragão que quer lhe devorar o filho. Assim, Maria é modelo da nação que deve proteger seus filhos do dragão da maldade, da injustiça e da violência. O texto da oração nos dá a bandeira a desbravar o sertão da maldade e implantar uma pátria de paz para todos os brasileiros.
Mãe com “S” 
A Mãe Aparecida, Nossa Senhora, tem uma imagem interessante: é sorridente. Normalmente as imagens são sérias. Sorridentes são poucas. Esculpir um sorriso não é tão fácil. O artista que esculpiu a estátua de N. S. Aparecida tinha uma alma linda, pois conseguiu expressá-la na imagem pescada no rio, aquela que hoje está no altar. As leituras da liturgia da festa traduzem esse sentimento de doce ternura, terna misericórdia e compaixão. Ester tem compaixão de seu povo e assume o risco de vida para libertá-lo. Maria, nas bodas de Caná, está docemente preocupada com a situação dos noivos e com ternura pede a Jesus que resolva a situação. Ela continua sempre amorosamente sorridente ao romeiro que a visita em seu santuário. Precisamos de seu sorriso para ser mais ternos com as pessoas. Amar Nossa Senhora é ser um pouco do que ela é. Homilia da festa de N. S. Aparecida 
EM 12 DE OUTUBRO DE 2007 

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Dia do Padre.

Homenagem aos que consagram a vida ao serviço do outro.
 
Ele não é um profissional no sentido comum da palavra - embora receba salário. 
Recebe para administrar uma igreja, mas faz muito mais do que isso. 
Ele pode se aposentar como qualquer trabalhador, mas jamais se desliga da missão. 
Não é psicólogo, mas sabe como poucos ouvir a alma humana. 
Pode ter ou não uma graduação universitária, mas carrega sabedoria e discernimento. 
Muitos possuem habilidades manuais, dons artísticos, culturais e um elevado grau de empatia e fraternidade. 
Eles são padres. 
Sacerdotes. 
Homens que consagram suas vidas a Deus - e aos irmãos.
Homens aos quais, segundo a fé cristã, foram confiadas as chaves do céu. 
Neste 4 de agosto, celebramos São João Maria Vianney, padroeiro dos padres. 
Que a vocação sacerdotal continue sendo fonte de esperança, acolhimento e transformação nas comunidades. 
Gratidão a todos os padres, na pessoa do Padre Archimedes Zulian, C.Ss.R., (70 anos de vida sacerdotal) por sua perseverança diária!
PEDRO LUIZ DIAS

domingo, 3 de agosto de 2025

ORAÇÃO PELO PADRE (Michel Quoist)

Senhor, não te esqueças de teu padre: 
ele é um homem como os outros homens. 
Ele também tem um coração sensível, 
uma mente que se cansa, 
um corpo que sofre. 
Ele também sente necessidade de amizade, 
de carinho, de reconhecimento. 
Ele também tem suas horas de solidão, 
de angústia, de desânimo. 
Ele também conhece as tentações do mundo 
e as lutas interiores da fé. 
Senhor, sustenta-o em suas fadigas, 
ilumina-o em suas dúvidas, 
conforta-o em suas dores, 
fortalece-o em suas quedas. 
Mantém seu coração ardente no amor, 
suas mãos firmes no serviço, 
seus pés prontos para o caminho. 
Senhor, cuida do teu padre, 
pois ele dá a vida por Ti.
PEDRO LUIZ DIAS


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Perdão de Assis - Indulgência Plenária da Porciúncula

 De 1º a 2 de agosto: saiba como obter a Indulgência da Porciúncula!

     Os fiéis que visitarem qualquer igreja franciscana, em qualquer lugar do mundo, desde o meio-dia de 1º de agosto até a meia-noite de 2 de agosto poderão obter a assim chamada Indulgência Plenária da Porciúncula.
     Mas atenção: não basta, obviamente, fazer a visita. É também necessário cumprir as condições habituais para se ganhar qualquer indulgência plenária: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Festa de todos os Pontífices Romanos

História
 
Esta festa celebra, em uma única data, a memória de todos aqueles, entre os 266 Pontífices Romanos, venerados como Santos e Beatos: 82 Santos e 9 Beatos (até hoje, 2021). Com esta festa, que se realiza na Basílica de São Pedro, queremos recordar a missão de Pedro, que todos os seus sucessores continuam. Alguns deram testemunho, de modo heroico, do mandato de confirmar os irmãos, merecendo ser inscritos no álbum dos Santos e propostos para a veneração do povo cristão. 
Evangelho: Lucas 22, 28-32 
«Naquele tempo, Jesus disse aos seus apóstolos: “Vós tendes permanecido comigo nas minhas provações; eu, pois, disponho do Reino a vosso favor, assim como meu Pai o dispôs a meu favor, para que comais e bebais à minha mesa no meu Reino e vos senteis em tronos, para julgar as doze tribos de Israel. Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu rezei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos"». 

sábado, 19 de abril de 2025

Sábado de Aleluia Festa: 19 de abril (celebração móvel) - Solenidade

Desde os primeiros séculos, o Sábado Santo foi dedicado ao recolhimento e à penitência, com a ausência de celebrações eucarísticas e a possibilidade de receber a Comunhão apenas no momento da morte. O único vislumbre de luz, a Vigília Pascal, originalmente celebrada na noite entre sábado e domingo, incluía a profissão de fé dos catecúmenos e seu batismo. Ao longo dos séculos, a Vigília sofreu várias mudanças, antecipadas para a manhã do Sábado Santo do século XVI e depois restauradas ao seu lugar original pela reforma litúrgica conciliar do século XX. O silêncio do Sábado Santo continua sendo um elemento central, no entanto, sublinhado pela escuridão nas igrejas e pela ausência de missas. Na Semana Santa da Liturgia Cristã, que vai do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, há três dias que se destacam por sua solenidade e singularidade, e é o "Tríduo Pascal", no qual se comemora a crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo e começa com a missa vespertina da Quinta-feira Santa, continua com os ritos da Sexta-feira Santa; em seu centro está a Vigília Pascal e termina nas Vésperas no Domingo de Páscoa.

domingo, 13 de abril de 2025

Domingo de Ramos A ENTRADA “SOLENE” DE JESUS EM JERUSALÉM FOI UM PRELÚDIO DE SUAS DORES E HUMILHAÇÕES

O sentido da Procissão de Ramos
 
O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. E nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura. 

quarta-feira, 5 de março de 2025

Quarta-feira de cinzas Festa: 5 de março

A Quarta-feira de Cinzas, cuja liturgia é historicamente marcada pelo início da penitência pública, que teve lugar neste dia, e pela intensificação da instrução dos catecúmenos, que deviam ser baptizados durante a Vigília Pascal, abre agora o tempo salutar da Quaresma. O espírito comunitário de oração, de sinceridade cristã e de conversão ao Senhor, que os textos da Sagrada Escritura proclamam, exprime-se simbolicamente no rito das cinzas espalhadas sobre as nossas cabeças, ao qual nos submetemos humildemente em resposta à Palavra de Deus. Para além do significado que estes costumes tiveram na história das religiões, o cristão adopta-os em continuidade com as práticas expiatórias do Antigo Testamento, como "símbolo austero" do nosso caminho espiritual, durante toda a Quaresma, e para reconhecer que o nosso corpo, formado de pó, voltará como tal, como sacrifício prestado ao Deus da vida em união com a morte do seu Filho unigénito.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Cátedra de São Pedro Apóstolo Festa: 22 de fevereiro

A Igreja celebra o que se poderia 
chamar a “catedral das catedrais”, 
a Basílica de São Pedro em Roma, a “Sé” (Santa Sede) 
do Papa, na sua qualidade de “Bispo de Roma”.
Para o calendário da Igreja Católica, 22 de fevereiro representa o dia da festa da Cátedra de São Pedro. Este é o aniversário em que se coloca de modo particular a memória da missão particular confiada por Jesus a Pedro. Na realidade, a história transmitiu-nos a existência de duas cátedras do Apóstolo: antes da sua viagem e do martírio em Roma, a sede do magistério de Pedro foi de facto identificada em Antioquia. E a liturgia celebrou esses dois momentos com duas datas diferentes: 18 de janeiro (Roma) e 22 de fevereiro (Antioquia). A reforma do calendário os unificou no único feriado de hoje. O Missal Romano explica que "com o símbolo da cátedra enfatiza a missão de mestre e pastor conferida por Cristo a Pedro, a quem ele constituiu, em sua pessoa e na de seus sucessores, o princípio visível e o fundamento da unidade da Igreja". 
Martirológio Romano: Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, a quem o Senhor disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". No dia em que os romanos costumavam fazer memória dos seus defuntos, venera-se a sede do nascimento no céu daquele Apóstolo, que se glorifica da sua vitória na Colina do Vaticano e é chamado a presidir à comunhão universal da caridade.

domingo, 1 de dezembro de 2024

01 de dezembro - Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem. Lc 21,36

Se vivermos unidos a Jesus, se formos fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte. Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua misericórdia incomensurável, estarei preparado para aceitar o momento derradeiro da minha existência terrena como o definitivo abandono confidente nas suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar o seu rosto face a face. Esta é a coisa mais bonita que nos pode acontecer: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-lo como Ele é, belo, repleto de luz, cheio de amor e de ternura. Nós vamos até àquele ponto: ver o Senhor!
Neste horizonte compreende-se o convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai celestial. E para isto existe um caminho seguro: preparar-se bem para a morte, permanecendo próximo de Jesus.
Esta é a segurança: preparo-me para a morte, permanecendo perto de Jesus. E como estou próximo de Jesus? Mediante a oração, os Sacramentos e também na prática da caridade.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

São Pedro e São Paulo na dedicação das suas basílicas

A liturgia de hoje chama-nos a Roma, ao túmulo dos dois Apóstolos, às Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Estão distantes entre si, mas une-as um mesmo espírito, uma mesma fé se respira nelas, um mesmo Cristo fala nas duas. «Eu posso-te mostrar os sepulcros dos Apóstolos. Se vieres ao Vaticano, se chegares à Via Ostiense, verás os gloriosos troféus dos que fundaram esta Igreja». Assim escrevia no século II um presbítero de Roma, Caio, e assim nos fala hoje a liturgia católica. Como o confirmaram as escavações recentes, da época de Pio XII, é certo que S. Pedro foi enterrado na colina do Vaticano, ao pé do lugar da sua crucifixão, que estava junto do circo de Nero. S. Paulo foi decapitado junto da estrada que leva a Óstia, em Tre Fontane (Três Fontes), e enterrado na propriedade duma piedosa senhora chamada Lucina. Sobre o sepulcro de S. Pedro, no Vaticano, levantou o Papa Anacleto uma memória, isto é, um oratório. Logo que brilhou o sol da paz, o Papa S. Silvestre propôs a Constantino se desse aos sepulcros de Pedro e Paulo aquela forma exterior de grandeza arquitectónica e riqueza artística que exigiam os dois maiores santuários da fé católica. Constantino acolheu a ideia e, tanto na Via Cornélia como na Via Ápia, levantou duas magníficas Basílicas. Já no século XII se celebrava na basílica vaticana de S. Pedro e na de S. Paulo na Via Ostiense o aniversário das respectivas dedicações feitas pelos papas Silvestre e Sirício no século IV.

sábado, 9 de novembro de 2024

Basílica de São João de Latrão

Basílica de São João de Latrão
Uma solenidade litúrgica especial, no dia 9 de Novembro, comemora a dedicação da Basílica de Latrão. Esta é considerada a igreja-mãe de todas as igrejas católicas, por ser a catedral do bispo de Roma, isto é o Papa patriarca do Ocidente. A igreja originária foi construída pelo imperador Constantino, durante o pontificado de papa Melquíades no séc. IV, no terreno doado por Fausta, esposa do Imperador. Nela foram realizados os quatro primeiros Concílios Ecuménicos realizados no Ocidente: em 1123 para resolver a questão das Investiduras, ou seja, provimento em algum cargo eclesiástico por parte do poder civil: em 1139, sobre questões disciplinares; em 1179 para tratar da forma de eleição do Papa; em 1215, sobre várias heresias e a reforma eclesial. Inúmeras verdades lembra esta comemoração. Em primeiro lugar a importância de Roma onde se acha o Chefe visível da Igreja de Jesus. Santo Inácio de Antioquia, discípulo dos apóstolos, chama a Igreja de Roma de “cabeça da caridade”, revelando a posição primacial, da sede romana e, portanto, também a de seu Bispo. E de Santo Ireneu o mais eloquente testemunho da antiguidade a favor da importância da sede romana.

sábado, 2 de novembro de 2024

Um santuário para as almas no purgatório - Nossa Senhora de Montligeon

 O lugar deslumbra. Imagine você passeando pelos campos da Normandia, na França. E, ao fazer uma curva na estrada, você se depara com uma basílica imponente. Assim é o Santuário onde todos os dias, desde o século XIX, reza-se pelos fiéis defuntos. E onde as pessoas podem ouvir uma palavra de conforto pela perda de um ente querido.

     O nascimento do Santuário está ligado à história de um padre, o Padre Paul-Joseph Buguet. Dois anos antes de ser nomeado pároco da pequena cidade de La Chapelle, o Padre Buguet, ainda jovem sacerdote, estava profundamente aflito por três falecimentos que tinham ocorrido em sua família.
     No dia 1 de novembro de 1876, seu irmão Augusto foi esmagado pela queda de um sino da Igreja de Nossa Senhora de Mortagne. “E sua alma?” pensava então o jovem padre. Esse acidente trágico foi seguido pela morte de duas sobrinhas, de 12 e 16 anos. “A necessidade de aliviar as almas do purgatório... É preciso que eu trabalhe por libertar essas almas”, anotou ele em seu diário.

Fieis defuntos

Os cristãos baptizados são convidados a santificar-se e os que decidem viver plenamente o mistério pascal de Cristo não têm medo da morte. Porque ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida". Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas para os cristãos tem o gosto da esperança. Dando sua vida em sacrifício e experimentando a morte, e morte na cruz, ele ressuscitou e salvou toda a humanidade. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que, para quem crê, for baptizado e seguir seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com ele a vida eterna no Reino do Pai. Enquanto para todos os seres humanos a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição, que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direcção à colheita dos frutos que plantamos aqui na terra.