terça-feira, 13 de janeiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 13 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,21b-28. 
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Boaventura 
(1221-1274) 
Franciscano, doutor da Igreja 
Sermão «Christus unus omnium magister» 
Uma nova doutrina, com autoridade
Não se pode chegar à certeza da fé revelada senão pelo advento de Cristo no espírito. Cristo vem seguidamente na carne, como Verbo que confirma toda a palavra profética. É por isso que está dito aos Hebreus: «Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho» (1,1-2). Com efeito, Cristo é a Palavra do Pai, uma Palavra cheio de poder. Cristo é também uma palavra cheia de verdade; mais ainda, é a própria Verdade, como diz São João: «Consagra-os na verdade; a tua palavra é a verdade» (17, 17). Assim, e dado que a autoridade pertence à palavra poderosa e verídica, e que Cristo é o Verbo do Pai, sendo por isso Poder e Sabedoria, nele está fundada e consumada toda a firmeza da autoridade. É por isso que toda a doutrina autêntica e os pregadores desta doutrina se relacionam com Cristo, que veio na carne como fundamento da fé cristã: «Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquiteto, coloquei o alicerce, mas ninguém pode colocar outro alicerce além do que está posto, que é Jesus Cristo» (1Cor 3,10-11). Com efeito, só Ele é o fundamento de toda a doutrina autêntica, quer apostólica, quer profética, de acordo com uma e outra Lei, a nova e a antiga; é por isso que está dito aos Efésios que foram «edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, que tem Cristo como pedra angular» (2,20). É claro, pois, que Cristo é o Senhor do conhecimento segundo a fé; Ele é o caminho, de acordo com a sua dupla vinda, em espírito e na carne.

13 de janeiro - Beato Francisco Maria Greco

“Em sua cidade natal seu comportamento ascético despertava admiração e respeito. Mas foi sobretudo a total dedicação ao ministério paroquial que chamou a atenção das pessoas. Os fiéis foram atraídos a ele como por um ímã e imediatamente já o chamavam de santo”
 
Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos
Francisco Maria Greco, nasceu em 27 de julho de 1857 em Acri, na então diocese de San Marcos e Bisignano. Orientado para a profissão de seu pai, -farmacêutico - sentiu a vocação ao sacerdócio enquanto estudava em Nápoles. Ao visitar nesse período o Santuário da Bem Aventurada Nossa Senhora do Rosário, ainda em construção, em Pompeia, ele pediu a graça de ser "um sacerdote educado para cumprir o bem do bem". Após a resistência de seu pai, ele foi ordenado sacerdote em 1881. Em Acri foi pároco da Igreja de São Nicolás, de 1888 até sua morte.

São Remígio de Reims Bispo Festa: 13 de janeiro (1 de outubro)

Remígio nasceu como cidadão romano, mas foi nomeado Bispo cristão de Reims, na época em que a Gália havia sido invadida pelos Francos, entre arianos e pagãos. Incansável evangelizador, por mais de 70 anos, batizou o rei Clóvis na noite de Natal de 500. Faleceu em odor de santidade em 533.
(*)Laon, França, cerca de 440 
(✝︎)Reims, França, cerca de 533 
São Remígio, bispo de Reims, converteu os francos a Cristo depois que o rei Clóvis foi iniciado na pia batismal e nos sacramentos da fé no Natal de 498. Após mais de sessenta anos de episcopado, deixou esta vida notável por sua santidade. A última edição do Martirológio Romano (2001) comemora São Remígio em 13 de janeiro, seu dies natalis (dia de seu nascimento), enquanto sua memória litúrgica facultativa na França é celebrada em 15 de janeiro, dia de seu sepultamento. O calendário da forma extraordinária do Rito Romano situa sua comemoração em 1º de outubro, aniversário da solene transladação de seus restos mortais para a basílica dedicada a ele, transladação autorizada pelo Papa São Leão IX em 1º de outubro de 1049. O Martirológio também o comemorava em 1º de outubro, e ainda hoje, em muitos lugares, ele é celebrado nessa data. 
Etimologia: Remigio = que significa remo, remador, do latim
Emblema: Cajado de pastor, frasco de óleo 
Martirológio Romano: Em Reims, ainda na Gália Belga, agora na França, ocorreu a deposição de São Remígio, bispo: após o rei Clóvis ter sido iniciado na sagrada pia batismal e nos sacramentos da fé, ele converteu os francos a Cristo e, após mais de sessenta anos de episcopado, deixou esta vida notável pela santidade.

Santa Ivete de Huy, Viúva, Reclusa - 13 de janeiro

Os séculos XII e XIII foram marcados em Liége por uma rica energia espiritual, pelo envolvimento das religiosas que se dedicavam a Deus em reclusões ou em beguinatos. Entre elas, Ivete (ou Juette) de Huy, Juliana de Liège ou Eva de São Martinho. A vida de Santa Ivete chegou até nós através de seu confessor e biógrafo, um cônego chamado Hugo de Floreffe (Floreffe era uma abadia norbertina, na Diocese de Namur), que escreveu a vida de Santa Ivete por volta de 1230 em latim medieval. Ele também escreveu a vida de Santa Ida de Nivelles e de Santa Ida de Leuwe, religiosa da Ordem de Cister no Brabante.  Ivete nasceu em 1158, em Huy, Bélgica, em uma família de classe média alta, seu pai era administrador dos bens do bispo de Liège, na região de Huy.     A partir da idade de 12 anos Ivete manifestou o desejo de consagrar-se a Deus. Apesar disso e, de acordo com um costume muito difundido na época, com a idade de 13, incapaz de opor-se, foi dada em casamento a Henry Stenay, filho de um grande cidadão de Huy. Nada preparada para o casamento, Ivete abominava a vida conjugal e odiava o marido. Levou tempo para superar essa crise e voltar a sentimentos mais equilibrados. Ela aceitou a legitimidade das demandas de seu marido, e ainda conseguiu amá-lo. Ivete teve três filhos, dos quais um morreu pouco tempo depois de batizado. Após cinco anos, seu marido morreu deixando-a, aos 18 anos, viúva com dois filhos. Era ainda jovem e bonita e seu pai tenta casá-la novamente. Mas desta vez Ivete, adulta, estava bem determinada a seguir o caminho da consagração a Deus. Ela não cedeu. Seu pai, um parente do bispo de Liège, Raoul Zähringen, leva-lhe a viúva teimosa. Ivete, intimidada perante o tribunal do bispo, fica silenciosa. Raoul, em seguida, ouviu-a em uma audiência particular. Ivete pede-lhe apoio a sua causa e seu desejo de ser totalmente entregue a Deus; o bispo lhe dá razão. Seu pai teve que ceder.

São Leôncio de Cesaréia na Capadócia, Bispo Festa: 13 de janeiro

Era chamado “Anjo da paz”.
 
Embora não exista uma biografia escrita de São Leôncio, bispo de Cesareia na Capadócia, sua existência é atestada por diversos relatos históricos, incluindo sua participação no Concílio de Ancira e Neocesareia (314), no Concílio de Niceia (325) e no batismo do pai de Gregório de Nazianzo (329). Além disso, suas relíquias ainda eram visíveis e intactas no século IX na Basílica de Santo Hesíquio em Cesareia, na Capadócia. Contudo, até o século XVI, seja ele um único santo ou dois homônimos, não houve culto a ele, pois não constava como santo em nenhum calendário ocidental ou oriental. 
Emblema: Cajado pastoral

Hilário de Poitiers Bispo, Doutor da Igreja, Santo Início do IV século-367

Lutou tenazmente contra os hereges arianos, 
que negavam a divindade 
de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Foi por isso chamado "o Atanásio do Ocidente".
Campeão da ortodoxia no Ocidente e no Oriente 
Esse insigne Doutor da Igreja, cognominado trombeta contra os arianos por São Jerónimo, também qualificado como martelo dos hereges e Atanásio do Ocidente, recebeu de Santo Agostinho significativo elogio: “valorosíssimo defensor da fé contra os hereges e digno de toda a veneração” 
A vida de Santo Hilário nos revela como é possível ao homem, pela simples reta razão, chegar a uma apreensão da verdade no plano meramente natural; e, a partir daí, com o auxílio da graça, atingir o conhecimento de verdades sobrenaturais. Hilário era oriundo de uma das mais distintas famílias da Província da Aquitânia, tendo nascido em Poitiers (França) no início do IV século. Sendo pagãos, seus pais o educaram na ciência da antiga Grécia e Roma e em todas as práticas da gentilidade. Mas ao jovem Hilário, dotado de juízo sólido e de inteligência robusta e penetrante, não satisfaziam as superstições ridículas do paganismo.

Verónica de Binasco Religiosa agostiniana, Mística, Santa 1445-1497

Religiosa Agostiniana no convento
 de Santa Marta em Milão.
Verónica foi e ainda é a própria imagem da humildade e dedicação a Deus e ao próximo. Nasceu na cidade de Binasco, em Milão, Itália no ano de 1445, era filha de lavradores pobres e muito religiosos. Assim, durante toda a infância e a juventude Verónica alimentou o sonho de entrar para um convento. Ao completar vinte e dois anos, ingressou no Convento Agostiniano de Santa Marta, da sua cidade. Mesmo não sendo alfabetizada foi admitida, como irmã laica, trabalhando nos serviços mais humildes. Com muita dificuldade conseguiu receber alguma instrução, assim, pode vestir o hábito de agostiniana e fazer seus votos perpétuos. Foi considerada um exemplo das mais altas virtudes, possuindo o raro dom da compreensão da complexidade da alma humana. Com a orientação das irmãs, a prática da meditação e as orações diárias, ela desenvolveu uma profunda sensibilidade que apurou seu dom de profecia e o senso de dedução. Em pouco tempo falava sobre teologia e psicologia como poucas, embora nunca tivesse estudado os temas. A intensa vida contemplativa não a impediu de viver plenamente em contacto com a comunidade, apoiando, ajudando e, principalmente, consolando os sofredores e enfermos.

ORAÇÕES - 13 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Terça-feira – Santos: Hilário de Poitiers, Verônica, Leôncio
Evangelho (Mc 1,21b-28) “...Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento...”
Já pensei mais vezes: por que os evangelistas não registraram um pouco mais das pregações de Jesus? Talvez porque achavam que, mais importantes que as palavras, eram seu modo de viver e suas atitudes diante das pessoas e das situações da vida. Parece que foi isso que mais conquistou os homens e mulheres que o seguiam. Acho que ele quer mesmo é minha adesão total a sua pessoa.
Oração
Senhor Jesus, pelos evangelhos posso ter ideia da vossa pessoa. Mas gostaria muito se pudesse ter um perfil mais preciso. Sei, porém, que o mais importante é que estais sempre comigo, e que eu esteja mais atento ao que me dizeis sem palavras. Abri meu coração para que vos ouça e compreenda o que me ensinais, e cada vez mais eu me amolde às vossas sugestões e propostas. Amém.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Promotores da paz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Provocando guerras
 
Em sua Exortação Apostólica o Papa Francisco se dedica, agora, à bem-aventurança da paz. “Felizes os que promovem a paz porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9). “Esta bem-aventurança faz-nos pensar nas numerosas situações de guerra que perduram”, diz ele. Mas as guerras grandes continuam e nós promovemos as guerras pequenas que destroem os 
ambientes, a convivência e matam tantas esperanças. Somadas essas briguinhas, dá uma guerra mundial. Da nossa parte é muito comum sermos causa de conflitos ou, pelo menos, de incompreensões (GE 87). Como sabemos, o Papa é inimigo da fofoca, da maledicência, da murmuração, sobretudo na Igreja. Quando lemos seus escritos tão simples, mostra que quer vida e não teorias. Sabemos como pessoas têm prazer em causar confusão destruindo a paz. As grandes guerras vão se formando de pequenas coisas, provocações, desentendimentos propositais etc... Os interesses são maiores que os argumentos. É um pequeno fósforo que ateia um grande incêndio. Mas sabemos que o ambiente já era propício. Para um campo seco, basta uma fagulha. Nós temos facilidade de levar aos outros o que nos disseram e, com aumento do assunto e com acréscimo. Não podemos pensar nas grandes guerras. Essas nascem de pequenos conflitos e choques de interesses. A ganância é exageradamente grande. Por que sacrificar um povo com tantas mortes, sobretudo de inocentes, quando eles não têm a ver com os interesses dos grandes?
Construtores da paz 
Diz o Papa Francisco: “Os pacíficos são fonte de paz, constroem paz e amizade social. Àqueles que cuidam de semear a paz, Jesus faz-lhes uma promessa maravilhosa: ‘serão chamados filhos de Deus’” (Mt 5,9). Percebemos que uma pessoa agitada, descontrola o ambiente. Por isso Jesus disse aos discípulos que, ao chegarem a uma casa, dissessem: “A paz esteja nesta casa!” (Lc 10,5). Quem vive em paz, transmite a paz aonde chega. Todos se sentem bem e à vontade. Um animal feroz nos distancia. Paulo exorta a procurar, juntamente “com todos”, a paz (2Tm 2,22) (GE 88). Se é para tirar a paz das pessoas, não se deve levar adiante o que a destrói (Rm 14,19), porque a unidade é superior ao conflito. E mesmo a verdade pode e deve ser dita com palavras de paz. A verdade não precisa ser grosseira, pois a verdade não tem sentimentos. Não precisamos colocar nela nossos sentimentos. Muitos gostam daa agressividade. Não é bom caminho. Até os animais aceitam ser bem tratados. 
Eu vos dou a paz 
Já de muito se diz: “Paz não é ausência de guerra”. Há muitos tipos de situações onde não há guerras, mas também não há paz. Paz está dentro de cada um que a semeia por onde passa, não excluindo ninguém. O Papa Francisco lembra: “Não é fácil construir esta paz evangélica que não exclui ninguém; antes, integra mesmo aqueles que são um pouco estranhos. É difícil, requerendo uma grande abertura da mente e do coração... não pretende ignorar ou dissimular os conflitos, mas «aceitar suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de um novo processo” (GE 89). Jesus disse aos discípulos: “Eu vos dou a paz, não como mundo a dá” (Jo 14,27). “Trata-se de ser artesão da paz, porque construir a paz é uma arte que requer serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza. Semear a paz ao nosso redor: isto é santidade” (GE 89).
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 12 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,14-20. 
Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus. Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém 
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
Comentário ao Evangelho concordante, 4, 20; SC 121
«Vinde comigo
e farei de vós pescadores de homens»
Quando vieram a Ele, eram pescadores de peixe, e tornaram-se pescadores de homens, como está dito: «Vou mandar pescadores em grande número que os hão de pescar – oráculo do Senhor. Depois disto, enviarei numerosos caçadores, que os hão de caçar pelas montanhas e colinas e nas cavidades dos rochedos» (Jer 16,16). Se tivesse enviado sábios, dir-se-ia que eles tinham persuadido o povo e o tinham ganhado, ou que o tinham enganado e aprisionado. Se tivesse enviado ricos, dir-se-ia que tinham enganado o povo, alimentando-o, ou que o haviam corrompido com dinheiro e subjugado. Se tivesse enviado homens fortes, dir-se-ia que tinham atraído o povo pela força ou forçado pela violência.

12 de janeiro - Beato Pedro Francisco Jamet

O padre francês Pedro Francisco Jamet viveu a caridade ardente nas múltiplas formas de sua atividade sacerdotal. Ficamos impressionados com a coragem dele, com a atitude de imprimir na fé o itinerário de um homem de alta cultura, um padre fiel, um servo dos pobres. Assim que foi ordenado sacerdote, foi imediatamente nomeado confessor e conselheiro das Irmãs do Bom Salvador. Ele viveu todos os riscos para exercer essas posições durante a Revolução Francesa. Dá um exemplo de firme apego à Igreja e não abandona seus cristãos. Ao se esconder, ele celebra os sacramentos com alegria. Ele vê claramente as ameaças que pesam na fé, mas deposita toda a sua confiança nos dons de Deus. Um respeitado estudante universitário, Padre Jamet tem uma forte posição acadêmica. Uma educação equilibrada, um treinamento exigente tanto no nível intelectual quanto no moral e espiritual, são essas as preocupações que norteiam simultaneamente sua ação. Num ambiente em que crenças e lealdades opostas se opõem, ele respeita as pessoas, mas assegura firmemente o desenvolvimento das instituições pelas quais é responsável. Disponível e dedicado, ele é um verdadeiro servo do homem, tanto que pode cumprir seu dever em consciência. Pedro Francisco Jamet não negligenciou o serviço dos pobres em nenhum momento.

Beato Nicolau Bunkerd Kitbamrung

Nicolau Bunkerd Kitbamrung nasceu no dia 31 de Janeiro de 1895, em Nakhon Pathom, a cerca de 30 km da cidade de Banguecoque, capital da Tailândia. Os seus pais, José e Inês Poxang Thiang, casaram-se, segundo o rito católico, em 1893. A este seu primeiro filho, deram o nome de Bento, como consta no registro de batismo mas, depois, sempre foi chamado Nicolau. Vivendo em estreita colaboração com os missionários, foi educado na fé cristã, como aconteceu com os seus cinco irmãos. Naturalmente reservado, gostava de rezar, de ir sempre à missa e oferecia-se para acolitar o sacerdote celebrante. Aos 13 anos, entrou no seminário de Bang Xang para fazer os estudos secundários; em 1920, foi frequentar o Seminário Maior de Penang, que já então era um centro internacional de estudos teológicos e agora é, também, sede de uma diocese, dependente da diocese de Kuala Lumpur, na Malásia. Ali, fez os estudos teológicos e preparou-se para o sacerdócio. Revelando uma grande inteligência e uma grande firmeza de caráter, era, ao mesmo tempo, sensível e teimoso. Bom conhecedor do seu temperamento, pediu aos seus superiores que o ajudassem a ser melhor. Terminados os estudos teológicos, voltou a Banguecoque onde, no dia 24 Janeiro de 1926, com 31 anos, foi ordenado sacerdote, na Catedral da Assunção, juntamente com outros quatro companheiros.

Santa Cesira (ou Cesária) de Arles, Irmã de São Cesário – 12 de janeiro

Nascida nas proximidades de Chalon-sur-Saône por volta de 465, viveu por um tempo em um claustro em Marselha, onde foi preparada na vida monástica. Ela no único mosteiro que havia na Gália, para ali ser educada, pois sendo destinada pelo Senhor para conduzir e governar outras pessoas, ela devia aprender desde muito jovem o que ela iria ensinar. Seu irmão, São Cesário, sagrado bispo de Arles em 502, pensou nela como a futura superiora da comunidade monástica feminina que ele pretendia introduzir em sua cidade. O primeiro mosteiro de freiras, no entanto, construído perto de Arles, ainda não estava concluído quando foi destruído na guerra entre os francos e os burgúndios (508). Mas Cesário não esmoreceu e mandou construir um segundo, dedicado a São João. O Mosteiro compreendia uma igreja, um claustro e celas para as monjas, e foi inaugurado em 26 de agosto de 512, e sua direção foi confiada a Cesária, chamada de Marselha, tornando-se sua primeira abadessa. A jovem se instalou ali inicialmente com duas ou três monjas. Logo grande quantidade de virgens atraídas por seu exemplo se junta a ela, abandonando voluntariamente seus bens e seus pais, dizendo corajosamente adeus aos prazeres do mundo. Elas se colocaram sob a direção de São Cesário e de Santa Cesária, sendo para elas um pai e uma mãe segundo a graça.

TATIANA DE ROMA Leiga, Mártir, Santa século III

Tatiana, filha de um rico cidadão romano, foi educada na fé cristã, provavelmente desde criança. A sua fé firme e forte, aliadas a uma grande humildade, faziam que as riquezas deste mundo nada tinham que a pudessem encantar ou seduzir: ele desprezava energicamente os bens materiais, preferindo a pobreza em que Jesus nascera. Quando atingiu a idade que lhe permitia de ser desposada e viver ricamente com um rico e poderoso marido, recusou-se energicamente ao casamento, preferindo entregar-se toda ela a Jesus, que escolhera por Esposo. Graças a esta vida onde as virtudes eram patentes a todos que com ela lidavam, foi escolhida como diaconisa da igreja de Roma, que lhe confiou os cargos inerentes ao diaconado: cuidar generosamente dos enfermos, visitar os prisioneiros e ajudar os pobres, quaisquer que estes fossem, crentes ou não. Esta missão era para ela ocasião de melhor se aproximar do seu modelo e de viver cada vez mais unida a Ele, entregando-se com generosidade, sendo toda a todos. Alexandre Severo (222-235), um fenício, imperador, nomeado Augusto pelo senado romano, toma, desde o início do seu mandato, decisões drásticas em matéria religiosa, sob a influência de sua mãe, Júlia Maesa, mulher forte cuja influência atingia mesmo os generais de seu filho. Em 235, por razões de estado e ódio ao cristianismo, Tatiana foi presa, julgada arbitrariamente, jogada na arena do Coliseu romano, para que um leão — segundo a tradição chegada até nós — a devorasse e assim a populaça se divertisse.

Arcádio de Cesareia Leigo, Mártir, Santo Século III

Leigo, mártir em Cesareia da Mauritânia. 
Segundo a tradição, conta-se que os pagãos
se admiraram tanto com sua coragem, 
que muitos se converteram.
Na metade do século III, os cristãos sofriam com a derradeira e a mais perversas das suas perseguições. Tinham as casas arrombadas, os bens confiscados e as famílias humilhadas com as pessoas sendo levadas ao tribunal e condenadas à morte, por causa de sua Fé. Na cidade africana de Cesárea da Mauritânia, os cristãos que desejavam fugir da execução eram obrigados a assistir os cultos aos deuses pagãos. Eles deviam conduzir pelas ruas os animais destinados ao sacrifício, acender o incenso e participar das festas movidas a orgias e outras extravagâncias públicas. Arcádio, resolveu escapar daquela insanidade e manter as suas orações e contemplações espirituais, refugiando-se num lugar ermo. Entretanto, como era um cidadão muito conhecido, logo sua ausência foi notada e as autoridades saíram em seu encalço. Para obrigá-lo a se entregar, prenderam um seu parente próximo, que nada revelou sobre onde ele estava escondido. Mas Arcádio, ao saber do ocorrido, foi ao tribunal e entregou-se, exigindo que soltassem o inocente. Todas as ameaças possíveis foram lançadas contra ele, para que abandonasse sua fé, mas de nada adiantaram. Irado, o juiz não só o condenou à morte, como determinou que a pena fosse aplicada de forma "lenta e muito cruel".

Bento Biscop Monge, Abade, Santo 628-690

Foi incumbido de ir à Inglaterra, 
juntamente 
com o novo bispo de Cantuária, São Teodósio.
São Bento Biscop foi responsável, 
em grande parte, 
pela evangelização da Inglaterra"
Bento pela graça e pelo nome" era este o jogo de palavras que são Gregório Magno usava para definir o amigo e irmão na fé, são Bento de Núrcia. E pela grande força do sentido que expressam, não puderam deixar de ser usadas, também, para louvar são Bento Biscop, no livro escrito por são Beda, Doutor da Igreja, sobre seu mestre e tutor. Ele que foi discípulo de Biscop, desde os sete anos, idade em que foi entregue pelos pais. Biscop nasceu em 628, na Nortúmbria, Irlanda. Era um nobre e se tornou um soldado de alta patente do exército do rei Oswiu, porém o chamado de Deus falou mais alto. Aos vinte e cinco anos decidiu renunciar aos favores da corte e abandonar a família, para se colocar a serviço do verdadeiro Rei, Jesus Cristo e do Evangelho, para alcançar a vida eterna. No ano de 653, após ter feito esta escolha, fez a primeira das seis viagens a Roma. Era um devoto incondicional dos santos apóstolos Pedro e Paulo e dos papas. Suas viagens tinham a finalidade da peregrinação e também o aprendizado de exemplos e instituições monásticas.

BERNARDO DE CORLEONE Frade capuchinho, Beato (1605-1667)

Frade capuchinho. 
A sua vida no mosteiro é simples e humilde, 
dado que o seu trabalho 
é quase exclusivamente na cozinha.
Nasce a 6 de Fevereiro de 1605 em Corleone (Itália), numa "família de santos", dado que seu pai é tão misericordioso para com os miseráveis que os traz a casa, os lava, veste e alimenta com grande caridade. E também seus irmãos e irmãs são muito virtuosos. Neste terreno fértil, Filipe (este é o seu nome de Baptismo) aprende a exercer a caridade e a amar tanto o Crucificado como a Virgem. Certo dia, ao ser provocado, fere o malfeitor no braço mas em seguida arrepende-se e pede-lhe perdão, tornando-se depois seu amigo. Este episódio amadurece a sua vocação religiosa, que ele abraça recebendo o hábito dos Frades capuchinhos no dia 13 de Dezembro de 1631, no noviciado de Caltanissetta. A sua vida no mosteiro é simples e humilde, dado que o seu trabalho é quase exclusivamente na cozinha. Contudo, procura curar os doentes e exercer uma série de trabalhos suplementares, úteis para a comunidade. Além disso, enriquece a sua vida espiritual com várias formas de penitência e de mortificação, demonstrando possuir uma personalidade doce e, ao mesmo tempo, forte. Desenvolve-se nele também uma forte paixão pela Eucaristia, que recebe todos dias e, quando se encontra diante do Sacrário ou concentrado em oração, para ele o tempo deixa de existir.

Margarida Bourgeoys Religiosa, Fundadora, Santa 1620-1700

Religiosa francesa. Nasceu em Troyes. 
Apóstola no Canada onde fundou 
a Comunidade das Irmãs de 
Nossa Senhora de Montreal.
Margarida Bourgeoys nasceu na cidade francesa de Troyes, na região da Champanhe, numa sexta-feira Santa, 17 de Abril de 1620. Foi baptizada no mesmo dia, na igreja de São João, vizinha da casa paterna. Era a sexta dos doze filhos de Abraão Bourgeoys e de Guilhermina Garnier e cresceu no seio de uma família profundamente cristã, pertencendo à burguesia da dita cidade. Aos dezanove anos perdeu a mãe. No ano seguinte, aquando de uma procissão em honra de Nossa Senhora do Rosário, sentiu-se atraída de maneira particular ao ver a imagem da Virgem. Esta “visão” transforma-a e faz nascer nela o desejo de se retirar do mundo para se consagrar ao serviço de Deus. E daí em diante, ela vai procurar perscrutar qual poderá ser verdadeiramente a sua vocação, para nela deixar que se cumpra a vontade de Deus. A sua primeira preocupação foi de se inscrever como externa na Congregação “das jovens piedosas e caridosas destinadas ao ensino das crianças dos bairros pobres da cidade de Troyes”.

António Maria Pucci Sacerdote Servita, Santo 1819-1892

Servita de Maria; pároco de Viareggio. 
Místico.
No baptismo recebeu o nome de Eustáquio Pucci e nasceu em Pogiolo de Vernio, na região de Florença, Itália, no dia 16 de abril de 1819. De família católica praticante, teve seis irmãos e enfrentou a resistência destes para seguir a vida de religioso. Entretanto, aos dezoito anos, ele ingressou no convento dos Servos de Maria da Santíssima Anunciação de Florença, apoiado por todos os familiares, onde mudou o nome para António Maria. Em 1843 fez a profissão religiosa e depois de alguns meses foi ordenado sacerdote. Quatro anos depois foi enviado como vice-pároco para a nova paróquia de santo André, em Viarégio, confiada aos servitas e três anos depois se tornou o pároco, função que executou, durante quarenta e oito anos, até morrer. Dedicou-se com zelo heróico à cura espiritual e material dos seus fiéis, que o chamavam afectuosamente de "o curador". Padre António Maria enfrentou duas epidemias na cidade, tratando pessoalmente dos mais doente, pois tinha o dom da cura e do conselho. Os paroquianos respondiam com afecto a esta completa doação. Ao mesmo tempo, durante vinte e quatro anos, foi o superior do seu convento em Viarégio, e por sete anos superior da Província toscana dos Servos de Maria.

ORAÇÕES - 12 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Segunda-feira – Santos: Modesto, Taciana, Bernardo de Corleone, Ernesto
Evangelho (Mc 1,14-20) “Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.”
Jesus chamou Tiago e João, e eles o seguiram. Fico imaginando o que pensou Zebedeu, quando os dois o deixaram sem mais nem menos. Deve ter sido talvez o que pensa um pai, ou uma mãe, quando filho ou filha escolhe na vida um rumo diferente do que eles tinham imaginado. Principalmente, quem sabe, quando resolvem deixar tudo para se dedicar apenas ao serviço da evangelização.
Oração
Senhor Jesus, eu vos agradeço a reação de meus pais quando os deixei, e a total liberdade que me deram. Peço que olheis por aqueles jovens que estão pensando em dar um rumo diferente a sua vida. Facilitai sua caminhada, iluminando seus pais para que respeitem sua liberdade, e não os queiram prender aos projetos de seu coração, aos barcos e às redes de todo mundo. Amém.