sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Cristo que vem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A libertação está próxima
 
Natal é sempre um tempo do futuro. O modo como celebramos o Natal destrói muito de sua totalidade. Fixamo-nos numa cena terna de um presépio numa gruta. Passa o Natal, tudo vai para o esquecimento. O designo do Pai em Jesus é um projeto que se inicia na Encarnação e vai até a consumação dos tempos. Quando for o Senhor de todas as coisas Ele as entregará ao Pai (1Cor 15,24). O aspecto humano do Natal é maravilhoso, mas não se esgota na ternura. Ele invade o Universo e permanece para sempre manifestando que a vitória de Deus se faz na Humanidade do Filho Jesus. A celebração especificamente do Natal se inicia no dia 17.12. Contemplamos a segunda vinda não como um mistério de destruição, de desgraças, como muitos preferem, mas como um encontro com o Senhor que vem para a nossa libertação (Lc 21,28). É tempo do Espírito, pois foi o Espírito veio sobre ela e o poder do Altíssimo a cobriu com sua sombra e ela concebeu um Filho de Deus (Lc 1,35). Achamos difícil essa ligação da segunda vinda do Natal. É justamente para dizer que a vinda do Filho de Deus no Natal vai além de Belém e lhe dá sentido. Vivemos o tempo do Espírito que nos coloca nessa dimensão de amplitude do mistério de Deus em nossa vida e de nossa vida no mistério de Cristo. Lembramos que Deus não vem para o castigo. Sua vida é a vitória do amor que foi implantado no mundo através do Filho. Como gostamos de desgraça por isso gostamos de mandar Deus se vingar. Mas pode ser que comece por nós.
Vosso amor aumente 
O texto de Jeremias 33,14-16, nos faz boas promessas para o futuro, culminando com a riqueza da futura Jerusalém fundada na justiça, pois assim será seu nome: “O Senhor é nossa Justiça” (16). Paulo ensina como se deve viver nesse tempo de espera do fim glorioso: “O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais... numa santidade sem defeito” (1Ts 3,12-13). O cristão não vive de medo ou insegurança diante do futuro, mas na serenidade de quem tem seu futuro garantido. Para isso deve estar sempre atento, como continua Paulo, a não ter o coração insensível por causa da gula, da embriaguês e outras preocupações da vida. A oração deve ser uma constante para dar força diante das situações difíceis que o mundo passa. Mesmo vivendo bem com Deus, não perdemos nossas condições humanas de fragilidade. Isso não é um mal, mas condições de crescimento. A Igreja também passa por situações difíceis que exigem mudanças. Essas mudanças nos corrigem e nos transformam. Para viver de acordo com o Evangelho não podemos deixar que a insensibilidade não deixe que a Palavra nos toque nem a graça nos atinja o coração. É preciso ir ao importante de nossa vida de fé e de Igreja. Há gente que se prende ao exterior. Torna-se insensível e prejudica o crescimento em Cristo tanto de si mesmo como do povo. Essas atitudes revelam mentes doentias. 
Amar o que é do Céu
A oração pós-comunhão, como que sintetizando todo o pensamento dessa liturgia do primeiro domingo do Advento, convida a “amar desde agora o que é do Céu e caminhando entre as coisas que passam abraçar as que não passam”. A Palavra e o Pão que nos sustentaram nos acompanham com sua força nos momentos de fragilidade de nossa natureza humana. A celebração tem finalidade de nos levar a viver mais intensamente a fé nos acontecimentos da vida para que, vivendo melhor, possamos celebrar sempre melhor. Somos convidados e acolher a ternura de Deus e para a ternura para com Deus. 
Leituras: Jeremias 33,14-16; Salmo 24;
1 Tessalonicenses 3,12-4,2; Lucas 21,25-28.34-36 
1. A segunda vinda não é para a destruição, mas para a libertação. 
2. Viver o Evangelho nos livra da insensibilidade diante dos bens espirituais. 
3. A Palavra e o Pão nos sustentam em nossa fragilidade. 
Sai da frente! 
A descrição do fim do mundo é terrificante em certos textos e, mais ainda na boca de certos indivíduos que gostam de passar medo nos outros. É como em nosso tempo de criança, quando de noite se falava de assombração. Eta medo. Todo mundo tinha medo, mas ninguém nunca viu. Quando lemos esses textos, vemos que são realmente assustadores. Mas só lemos as letras em vermelho. No azul está bem claro que a vinda do Senhor é para premiar, para libertar e levar com Ele. Há muita gente que vive dizendo que o mundo está acabando. As desgraças já estão se mostrando. Isso que acontece hoje já aconteceu e até pior. Vivemos um paraíso. Imaginemos o que o povo já passou pelo mundo afora. E passa ainda. Somos pregoeiros da desgraça. Mas ela não chega. A Palavra, o alimento do alto, nos convida a viver com intensidade a vida cristã, onde está tudo garantido. 
Homilia do 1º Domingo do Advento (02.12.2018)

EVANGELHO DO DIA 09 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Lucas 5,12-16. 
Naquele tempo, estando Jesus em certa cidade, apareceu um homem cheio de lepra. Ao ver Jesus, caiu de rosto por terra e suplicou-Lhe: «Senhor, se quiseres, podes curar-me». Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Eu quero, fica curado». E imediatamente a lepra o deixou. Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse, mas acrescentou: «Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». Cada vez se divulgava mais a fama de Jesus e reuniam-se grandes multidões para O ouvirem e serem curados dos seus males. Mas Jesus costumava retirar-Se em lugares desertos para orar.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Ávila 
(1515-1582) 
Carmelita descalça, 
doutora da Igreja 
«Vida», cap. 25 
«Se quiseres, podes» 
Meu terno mestre, sois efetivamente o verdadeiro amigo! Sendo todo-poderoso, tudo o que quereis podeis. E nunca deixais de querer, para quem Vos ama. Tudo o que há no mundo Vos louve, Senhor! Como fazer ecoar a minha voz por todo o universo, para anunciar como sois fiel aos vossos amigos? Todas as criaturas podem faltar-nos: Vós, que sois o Senhor de todas elas, nunca nos faltareis. Aqueles que Vos amam não sofrem durante muito tempo! Ó meu Mestre, que delicadeza, que atenção, que ternura demonstrais para com eles! Sim, feliz daquele que nunca deixou de Vos amar! É verdade que tratais os vossos amigos com rigor, mas creio que é para que o vosso amor ressoe ainda mais fortemente nos momentos de maior sofrimento. Meu Deus, não tenho inteligência, nem talento, nem palavras novas para falar das vossas obras tal como a minha alma as concebe! Tudo me falta, meu Senhor. Mas desde que não me abandoneis, eu jamais Vos abandonarei. Sei por experiência com que proveitos fazeis sair da provação os que põem em Vós toda a confiança. Enquanto vivi em aflição amarga, as únicas palavras que ouvi foram suficientes para dissipar a minha dor e voltar a sentir a tranquilidade perfeita: «Nada temas, minha filha; sou Eu, não te abandonarei. Nada temas». E eis que, apenas com estas palavras, a calma desceu sobre mim: sinto-me forte, corajosa, tranquilizada; sinto renascer a paz e a luz. Num instante, a minha alma foi transformada.

09 de janeiro - Beato Gregório X (Papa)

Gregório X ficou famoso pela maneira como foi eleito papa, quando as autoridades civis trancaram os cardeais no palácio, retiraram o telhado e ameaçaram deixa-los morrer de fome, se não elegessem depressa um sucessor para Clemente IV, pois já estavam há quase três anos sem um papa. Nascido Tebaldo Visconti, Gregório ainda não era nem sacerdote, nem cardeal, quando o elegeram papa em primeiro de setembro de 1271. Desempenhava o ofício de arquidiácono de Lieja, provinha de uma família nobre e tinha estudado em Paris, destacando-se pelo se brilhantismo intelectual. Estava em Acra – Israel, prestando assistência espiritual aos cavaleiros cruzados, quando recebeu a notícia e foi ordenado e consagrado na basílica de São Pedro em Roma a 27 de março de 1272. O que mais ele desejava era obter a unidade dos cristãos, assim, este papa conseguiu que, após uma distanciação de largos anos, se unissem as Igrejas do Oriente e do Ocidente. Para tal, propôs ao imperador Miguel VIII um acordo em que uma porção do clero bizantino se comprometeria a reconhecer a supremacia da Sede de Roma e a integridade da fé da mesma. Havendo no início fortes reticências, sobretudo por parte do teólogo João Becco e pelo patriarca José de Constantinopla e seus apoiadores, em fevereiro do ano 1274 já o imperador oriental conseguira que estes aderissem à proposta, assim como cerca de quarenta bispos e diversos membros do clero.

Bem-aventurado Antonio Fatati, Bispo Festa: 9 de janeiro † 1484

Antônio, filho de uma nobre família de Téramo, estudou em Bolonha para se tornar sacerdote. Ao voltar para casa, ocupou vários cargos até ser nomeado bispo de Ancona, em 1463. Foi um pastor prudente, generoso com os pobres e severo consigo mesmo. Foi beatificado em 1765.
Filho de uma família nobre de Teramo, Antonio estudou em Bolonha para se tornar padre. De volta ao país, ocupou vários cargos até ser nomeado bispo de Ancona em 1463. Ele é um pastor prudente, generoso com os pobres e rigoroso consigo mesmo. Foi beatificado em 1765. 
Martirológio Romano: Em Ancona, o Beato Antonio Fatati, bispo, que se mostrou prudente e equânimo em todas as missões confiadas a ele pelos Pontífices Romanos, austero consigo mesmo e generoso com os pobres.
O Beato Antonio Fatati nasceu em Ancona no século XIV, em uma família nobre. Estudou em Bolonha e, após sua ordenação sacerdotal, foi cônego e vigário do capítulo do Vaticano de São Pedro. Na época, foi capelão principal e clérigo da Câmara Apostólica, tesoureiro-geral da Marca e governador e vigário-geral daquela província.

Santas Ágata Yi Virgem e Teresa Kim, mártires-Festa: 9 de janeiro

(*)Seul, Coreia do Sul, 1824
(✝︎)9 de janeiro de 1840 
Na Igreja coreana, os leigos ocupam um lugar precioso na identidade da comunidade cristã nacional: a fé, de facto, não foi trazida à península por missionários religiosos ou sacerdotes. Em 1784, o primeiro batizado pisou na Coreia, um leigo coreano que havia partido para a China quatro anos antes para uma das habituais expedições de intercâmbio cultural entre os dois países. A perseguição contra os cristãos, porém, eclodiu imediatamente e deixou a comunidade local sem padres por muito tempo. Num século falamos de 10 mil mártires, 103 dos quais foram canonizados em 1984. Entre eles encontramos as leigas Agata Yi, uma jovem nascida em Seul em 1824, e Teresa Kin, uma viúva nascida em Myeoncheon em 1797. Em no final de 1839 foram presos, torturados e finalmente massacrados. Foram canonizados por São João Paulo II em 6 de maio de 1984. 
Martirológio Romano: Em Seul, na Coreia, as santas mártires Agata Yi, virgem, cujos pais também foram coroados com o martírio, e Teresa Kim, viúva: na prisão por Cristo, depois de muitos espancamentos, suas gargantas foram cortadas. 

Beata Júlia Della Rena de Certaldo - 9 de janeiro

Martirológio Romano:
Em Certaldo, na Toscana, Beata Júlia della Rena, da Ordem Terceira de Santo Agostinho, que permaneceu encerrada em uma pequena cela junto à igreja, na qual viveu somente para Deus. 
Júlia Della Rena, conhecida como Beata Júlia, viveu em uma cela localizada em Certaldo. Ela se dedicou completamente à penitência e à oração e morreu após trinta anos de isolamento. A pobreza das fontes literárias em relação a Beata Julia é desconcertante: muito do que sabemos é, de fato, o resultado da tradição oral. Infância entre Certaldo e Florença Tendo nascido em 1319 na nobre família Della Rena, em decadência, ficando órfã muito jovem, Júlia foi para Florença e passou a trabalhar para a família Tinolfi, com quem era aparentada. Em contato com os agostinianos e sua espiritualidade e com receio das tentações que uma cidade como Florença poderia oferecer, ela decidiu tomar o hábito das agostinianas seculares. Sentindo-se chamada à uma vida mais radical e austera, decidiu a abandonar a cidade de Florença e refugiar-se em um lugar solitário em Certaldo. Uma vez chegada ao seu destino, ela salvou um menino de um prédio em chamas, provocando a admiração de seus concidadãos: isto desencadeou a decisão de se trancar em uma pequena cela perto da abside da igreja dos Santos Tiago e Filipe.

Adriano de Cantuária Abade, Santo 635-710

Natural da África, viveu no final do século VI
e início do século VII. 
Foi um estudioso das Sagradas Escrituras, 
conhecia grego e latim e foi professor 
de ciências eclesiásticas e humanas. 
Foi abade do mosteiro de São Pedro de Canterbury.
Adriano nasceu no ano 635 no norte da África e foi baptizado com o nome de Hadrian. Tinha apenas cinco Santo Adriano de Cantuária, Abadeanos de idade quando sua família imigrou para a cidade italiana de Nápoles, pouco antes da invasão dos árabes. Lá estudou no convento dos beneditinos de Nerida, onde se consagrou sacerdote. Adriano se tornou um estudioso da Sagrada Escritura, profundo conhecedor de grego e latim, professor de ciências humanas e teologia. A fama de sua capacidade e conhecimento chegou ao imperador Constantino II que em 663 o fez seu embaixador junto ao papa Vitalino, função que exerceu duas vezes. Depois, este papa o nomeou como um dos seus con-selheiros. Quando morreu o bispo da Cantuária, Inglaterra, o papa Vitalino convidou Adriano para assumir aquele cargo, mas ele recusou a indicação duas vezes, alegando não ter suficiente competência para ocupar esse posto. O papa lhe pediu para que indicasse alguém mais competente, pois ele mesmo não conhe-cia.

André Corsini Bispo, Santo 1301-1374

Foi carmelita e contemporâneo de São Pedro Tomás.
 Provinha de uma família das mais ilustres de Florença.
 Teve inicialmente vida dissipada e censurável,
mas  converteu-se e ingressou na Ordem do Carmo, 
onde praticou penitências heróicas. 
Mais tarde foi eleito bispo de Fiésole.
A seriedade de uma conversão 
André, de “lobo” transformou-se em “cordeiro”, e de “cordeiro” em “pastor”. Um dos grandes Santos do fim da Idade Média, oriundo de uma das mais nobres famílias da brilhante Florença do século XIV. 
Nicola e Peregrina pertenciam à nobre e antiga família dos Corsini, de Florença (Itália). À força de orações e promessas, obtiveram do Céu um filho, que consagraram à Virgem no convento dos carmelitas. Entretanto, na véspera do parto, Peregrina sonhara que havia dado à luz um lobinho que, entrando numa igreja, transformara-se em amável cordeiro. André, o filho que nascera na festa desse Apóstolo, em sua infância e adolescência realmente assemelhava-se mais a um lobo do que a um cordeiro. Era desobediente, briguento, mundano, não respeitava nem pais nem mestres, e passava o tempo na caça e no jogo. Não é de se admirar que tivesse rixas constantes em casa.

Alexia Le Clerc Virgem, Religiosa, Fundadora, Beata 1576-1622

Maria Teresa de Jesus.
Fundadora com São Pedro Fourier da 
Congregação das Irmãs de Nossa Senhora 
destinada à educação das raparigas. 
Na cidade de Nancy, em França, beata Maria Teresa de Jesus (Alexia) Le Clerc, virgem, que, junto com são Pedro Fourier, fundou a Congregação de Canonesas Regulares de Nossa Senhora, sob a Regra de santo Agostinho, para a educação das jovens (1622). Nasceu em 2 de Fevereiro de 1576 em Remiremont (França), ducado de Lorena. Sua família ocupava uma posição destacada; mas é pouco o que sabemos da vida de Alexia até aos dezassete anos. A essa idade era uma jovem alta e formosa, ruiva, de constituição delicada, atractiva e inteligente; numa palavra, como o faz notar Mons. Francis Gonne, Alexia era uma jovem sumamente espiritual. Ela mesma, num de seus escritos, nos informa que se distinguia na música e na dança, que era muito popular e que tinha muitos admiradores. Alexia deixa entender que se desvanecia de tudo isto. Aos dezanove anos teve o primeiro dos sonhos que haviam de marcar sua vida. Se viu numa igreja, per-to do altar; a seu lado se achava Nossa Senhora, ves-tida com um hábito religioso desconhecido, falando-lhe: "Vem, filha minha, que eu mesma vou dar-te as boas vindas", lhe dizia. Pouco depois, a família Le Clerc foi a habitar a Hymont.

ORAÇÕES - 09 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Sexta-feira – Santos: Marciana, Félix, Vidal
Evangelho (Lc 5,12-16)“...havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: – Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.”
O homem estava cansado de se ver excluído daconvivência da aldeia, epara ele não havia remédio. Imagino que muitas vezes pediu que Deus o ajudasse.Iluminado pelofavor divino, ele acreditou em Jesus, pediu socorro e foi curado. Preciso aceitar a ajuda de Deus, reconhecer meu pecado e minhas fraquezas. Se eu recorrer a Jesus, pedir sua misericórdia e ajuda, haverá de me salvar.
Oração
Senhor Jesus, meu único salvador, creio que só vós podeis libertar-me do pecado. Mais ninguém. Preciso de vós para vencer o mal queestá sempre a me seduzir, preciso de vós para não desanimar. Uni-me sempre mais a vós,fortalecei minha fé e minha esperança.Só unido a vós podereiviver na verdade enapaz. Tomai-me pela mão, e não permitais que ainda vos abandone. Amém.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Misericórdia sempre”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Força da misericórdia
“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). Deus mesmo se define como “Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade” (Ex 34,6). Isso é uma visão do Antigo Testamento que Jesus renova excluindo a vingança. Ele mesmo mostra essa misericórdia do Pai. Só não suportava o orgulho e a prepotência dos fariseus e mestres da lei. Tudo que Deus fez e faz por nós é obra de sua misericórdia. Essa palavra tem a ver com todos os bons sentimentos do coração. E traz em si a palavra latina miseratio (compaixão) e cordia (corações). A intensidade de amor da palavra misericórdia é uma revelação do próprio ser de Deus do qual Jesus participa com intensidade. Podemos observar que a Igreja e a sociedade não têm muito afeto por essa verdade. Sempre é a lei que decide tudo. A norma, as letras etc... valem mais. Continuando a reflexão sobre a santidade segundo o Papa Francisco, nos debruçamos agora sobre a bem-aventurança da misericórdia: “A misericórdia tem dois rostos: dar, ajudar, servir os outros, mas também perdoar e compreender. Mateus resume-o numa regra de ouro: “O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles” (Mt 7, 12). O Papa se fundamenta para o valor moral: “O Catecismo lembra-nos que esta lei se deve aplicar “a todos os casos”, especialmente quando alguém “se vê confrontado com situações que tornam o juízo moral menos seguro e a decisão difícil” (GE 80). Misericórdia não é concordar com o mal, mas sair dele, tentando sepultá-lo. Jesus se torna o “remédio”, a lei e o conforto. 
Buscai a semelhança com Deus 
O dom de perdoar e dar vida são próprios de Deus. Quando perdoamos, quando geramos vida, temos a participação Dele. Assim afirma o Papa: “Dar e perdoar é tentar reproduzir na nossa vida um pequeno reflexo da perfeição de Deus, que dá e perdoa superabundantemente” (GE 81). Como a medida da misericórdia é sempre Deus, podemos ter certeza que nunca esgotaremos. Jesus manda: “sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-á dado” (Mt 6,36-38). Nós é que damos a Deus a medida que use para conosco queremos que use conosco para conosco. As graças que nos vem, são as graças que somos. Somos severos com os outros, mas não queremos que sejam severos conosco.. Firmeza contra o mal não significa sermos duros e mal-educados com os outros: “A medida que usardes com os outros será usada convosco” (Mt 6,38). Por outro lado, o bem que fizermos sempre volta para nós. Pode ir devagar, mas volta voando. Tive a experiência quando vivi na Angola (África): Tudo que a gente dava aos necessitados retornava imediatamente em uma generosa oferta para nós. Impressionante. 
Misericórdia que promove 
Jesus chama felizes aqueles que perdoam e o fazem “setenta vezes sete” (Mt 18,22). “É necessário pensar que todos nós temos uma multidão de perdoados. Todos nós fomos olhados com compaixão Divina. De vez em quando recebemos a chamada: “Não devias também ter piedade do teu companheiro como Eu tive de ti?”(Mt 18,33) (GE 82). Misericórdia não é somente perdoar, acolher, mas também promover para que a pessoa possa ser mais qualificada, mais feliz consigo mesma, contribuindo com seus dons, ter espaço na sociedade e na Igreja. Isso não pode ser dirigido só aos de minha Igreja, mas a todos, pois todos são filhos de Deus e todos são irmãos. Nesse momento de tanta violência, sabemos que a misericórdia é mais que solução. Olhar e agir com misericórdia: isto é santidade.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 08 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Lucas 4,14-22a. 
Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois, enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam da mensagem de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Ambrósio (340-397) 
Bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário do Salmo 1, 33 
«Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem 
da Escritura que acabais de ouvir» 
Bebe primeiro do Antigo Testamento, para beberes em seguida do Novo. Se não beberes do primeiro, não poderás dessedentar-te do segundo. Bebe do primeiro para aplacares a sede, do segundo para te saciares completamente. Bebe da taça do Antigo Testamento e da do Novo, porque eles são a vinha (cf Jo 15,1), o rochedo que fez jorrar a água (cf 1Cor 10,4), a fonte da vida (cf Sl 35,10). Bebe Cristo, porque Ele é «um rio [que] alegra a cidade de Deus» (Sl 45,5), Ele é a paz (cf Ef 2,14), e «hão de correr do seu coração rios de água viva» (Jo 7,38). Bebe Cristo para te saciares do sangue da tua redenção e do Verbo de Deus. O Antigo Testamento é a sua palavra, o Novo também. Bebamos a Sagrada Escritura e comamo-la; então, o Verbo eterno, a Palavra de Deus, correrá nas veias do espírito e na vida da alma: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4,4; cf Dt 8,3). Dessedenta-te, pois, com este Verbo, mas pela ordem que convém: bebe primeiro do Antigo Testamento e depois, sem tardar, do Novo. Ele mesmo o diz, como que a insistir: «O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou» (Mt 4,16; cf Is 9,1). Bebe pois, sem mais demora, e uma grande luz te iluminará: não será já a luz de cada dia, do Sol ou da Lua, mas uma outra luz, que repudia as sombras da morte (cf Lc 1,79).

Santos Teófilo e Heládio, Mártires - Festa: 8 de janeiro-Século III.

Homens que viveram na Líbia no século III. Segundo a tradição, Teófilo era diácono e Heládio leigo. Eles foram presos e levados perante o governador romano, que tentou convencê-los a abjurar sua fé. Os dois recusaram e foram submetidos a torturas cruéis, mas não cederam. Eles foram finalmente lançados no fogo, onde morreram como mártires.
Martirológio Romano: Na Líbia, os santos mártires Teófilo, diácono e Heládio: é transmitido que, após serem despedaçados e picados com cacos muito afiados, foram finalmente lançados ao fogo. 
Em 8 de janeiro, a Igreja homenageia os santos Teófilo e Heládio, mártires que viveram na Líbia no século III. As informações sobre suas vidas são escassas e fragmentadas, mas seu testemunho de fé e coragem ainda é um exemplo para todos os cristãos hoje.

08 de janeiro - Beato Tito Zeman

Estava frio e tudo estava coberto de neve, naquele dia onze de janeiro de 1969 no cemitério de Vajnory , perto de Bratislava - e ainda Tchecoslováquia - onde acontecia o funeral de Don Tito Zeman, o padre que foi beatificado no dia 30 de setembro de 2017 na Igreja da Sagrada Família da Capital eslovaca. A celebração foi concelebrada por Dom Andrej, inspetor salesiano local, que pronunciou, comovido, sua homilia: "Encontramos no cemitério como os primeiros cristãos nas catacumbas - ele disse – força para nós religiosos, a vida nos dispersa, mas a morte lá nos reúne". Don Zeman morreu apenas cinco anos depois de sua libertação das terríveis prisões comunistas eslovacas, onde o regime desde 1950, depois de proibir ordens religiosas, deportou e trancou sacerdotes e freiras. Escapou da "Noite dos Bárbaros" em 14 de abril, quando invadiram conventos e mosteiros, mais tarde foi preso durante na terceira de suas viagens a Turim - onde a Casa-mãe Salesiana está localizada – onde levara 60 jovens seminaristas para continuarem estudando até a ordenação.

Santa Virgem Gudula Festa: 8 de janeiro

Hamme, Bélgica, c. 650 - 712
 
Nascida em Hamme por volta de 650, seu pai, o Conde Witger, mais tarde tornou-se monge, enquanto sua mãe era Santa Amalberg. Mas sua irmã Raineld e suas primas Gertrudes de Nivelles e Begga, por sua vez filhas dos santos Pepino de Landen e Ida de Nivelles, também são santas. Essa linhagem de santidade assume hoje um significado especial, pois remete à importância que o Evangelho teve na formação da cultura e sociedade europeias desde os tempos mais antigos. Gudula é lembrada por sua escolha de oração assidua e contínua como modo de vida. Ele morreu talvez em 712. 
Patrocínio: Bélgica, Bruxelas 
Etimologia: Gudula = bom, gentil, do celta 
Emblema: Lanterna, Vela 
Martirógio Romano: Em Moorsel em Brabante, na atual Bélgica, Santa Gúdila, virgem, que se dedicou à caridade e à oração em sua casa. 
Santa Gudula, hoje celebrada pelo Martyrologium Romanum, é a padroeira da Bélgica e, em particular, de Bruxelas, capital belga, onde uma grande igreja lhe é dedicada. No entanto, há poucas informações certas sobre sua vida. No século XI, Hubert de Brabante afirmou ter se inspirado na escrita da vida do santo a partir de uma versão mais antiga.

Beata Giacobella Maria della Croce Virgem Mercedária

Festa: 8 de janeiro 
(†)Madrid, Espanha, 3 de agosto de 1643 
Freira de clausura, a Beata Giacobella foi a primeira comandante do mosteiro Mercedário de Madrid. Destacou-se pela vida exemplar e a prática de virtudes e milagres a tornou famosa. Cheia de méritos, alcançou a glória eterna em 3 de agosto de 1643, em Madrid. A Ordem celebra-o no dia 8 de janeiro. 

Cláudio Apolinário de Hierápolis Patrístico do período pré-nissénico, Santo ~120-190

Bispo de Hierápolis. 
Foi no seu tempo
uma grande coluna da Igreja. 
Autor duma Apologia da Fé Cristã, 
que ele enviou ao Imperador.
Patrístico do período pré-nissénico nascido em Hierápolis, Ásia Menor, que veio a ser nomeado (171) Bispo da Frígia, região da Ásia Menor, e compôs quatro apologias. O historiador Eusébio (263-340) traçou o paralelo entre a Apologia de Mélito e a do Bispo da Frígia e mencionou que este escreveu ainda cinco livros Aos Gregos (177), dois Sobre a Verdade (180). Durante o século II um considerável número de gentios com sólida formação intelectual ingressou na Igreja. O facto de terem aderido ao Evangelho os obrigava ao confronto com a filosofia gentílica. Para defenderem a fé dos ataques dos perseguidores, e também dos detractores, muitos escreveram obras inteiras de apologética, ficando por isto conhecidos como Apologistas. Entre os mais conhecidos apologistas citam-se Quadrato, Aristão, Milcíades, Melitão, Aristides de Atenas e Justino, Taciano assírio, Atenágoras de Atenas, Teófilo de Antióquia e Hérmias ou Amónio Hermeiou. Como Bispo de Hierápolis destacou-se como radical opositor ao montanismo, doutrina pregada por Montano (Século II), um frígio que com as duas mulheres, Maximila e Priscila, confessava ter recebido o carisma da profecia.

Severino da Nórica Sacerdote, Santo 410-482

Severino era um rico cidadão Romano 
que deu os seu bens materiais para os pobres 
e foi viver no deserto de Egipto. 
Passados anos foi para a Áustria 
evangelizar os bárbaros.
Severino viveu em pleno século V, quando o Ocidente era acometido por uma sequência de invasões dos São Severino de Nórciagodos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, enfim, de toda uma horda de bárbaros pagãos que pretendiam dominar o mundo. É nesse contexto de conflitos políticos e sociais que sua obra deve ser vista, porque esse foi justamente o motivo que a tornou ainda mais valorizada. Durante essas sucessivas guerras, as vítimas da violência achavam abrigo somente junto aos representantes da Igreja onde encontramos Severino como um evangelizador cristão dos mais destacados e actuantes. É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência. Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros.

Pedro Tomás Patriarca, Mártir, Santo c. 1305-1366

Nascido na França, foi carmelita 
e destacou-se como diplomata 
ao serviço do Papado, 
sendo encarregado de difíceis 
negociações em vários países. 
Foi nomeado Legado Papal 
para todo o Oriente.
Nasceu por volta do ano 1305 numa aldeia da Aquitânia, França. Os seus pais viviam em pobreza extrema, o que levou Pedro Tomás a abandonar o lar paterno muito cedo para não ser pesado aos seus. Era Pedro Tomás de estatura baixa, mas possuía uma inteligência rara e profunda. Vivendo de esmolas, conseguiu estudar, tornando-se mestre e professor com apenas 17 anos. Foi convidado para ser professor dos estudantes carmelitas, vindo também ele a entrar na Ordem em 1327. Ensinou várias matérias em muitos conventos da Ordem, até ser nomeado Procurador da Ordem junto da Santa Sé, que então se encontrava em Avinhão. Em certa ocasião, vendo o Padre Geral a humilde e pequena aparência do santo, envergonhava-se de o apresentar aos Cardeais. No entanto, certo Cardeal que conhecia a fama de Frei Pedro Tomás resolveu apresentá-lo.

Lourenço Justiniano Bispo, Santo 1380-1456

Bispo de Castello (Itália) e depois de Veneza, 
da qual foi o primeiro Patriarca. 
O seu corpo enterrado só a dezassete de Março, 
manteve-se incorrupto.
Filho da nobre família Justiniano, Lourenço nasceu em Veneza, no dia 1 de julho de1380. Desde cedo já S. Lourenço Justinianomanifestava seu repúdio ao orgulho, à ganância e corrupção que havia em sua terra natal. Na adolescência teve uma visão da Sabedoria Eterna e decidiu se dedicar à vida religiosa. Sua única ambição era amar e servir a Deus. Procurando o aprimoramento espiritual, tornou-se um mendigo em sua cidade, chegando a esmolar na porta da casa de seus próprios pais. A vanguardista Veneza do século XV era um efervescente laboratório de reforma católica, destinado a produzir frutos preciosos. Um deles foi Lourenço Justiniano. Aos dezenove anos de idade ele era considerado um modelo de virtude, austeridade e humildade. Em 1404, já diácono se uniu a outros sacerdotes e ingressou no Mosteiro de São Jorge em Alga, para viver em comunidade com eles, depois reconhecidos como “Companhia dos cônegos seculares”, pioneiros do esforço reformador. Tornou-se sacerdote em 1407 e dois anos depois foi eleito superior da comunidade de São Jorge em Alga.

Eurósia Fabris Esposa, Mãe, Viúva e Terciária Franciscana 1866-1932

Leiga italiana. Mãe exemplar, 
foi beatificada em 2005.
Eurósia Fabris nasceu em Quinto Vicentino (Vicenza, Itália), uma aldeia agrícola a poucos quilómetros de Vicenza, no dia 27 de Setembro de 1866. Era filha de Luís e de Maria Fabris, humildes lavradores. Em 1870, Eurósia tinha quatro anos quando foi viver com a família em Marola, aldeia do distrito de Torri di Quartesolo (Vicenza). Ela ali permaneceu durante toda a sua vida. Apenas frequentou as duas primeiras classes elementares, de 1872 a 1874, pois ajudava o pai nos trabalhos do campo e a mãe nos trabalhos domésticos. Todavia esta instrução foi suficiente para que ela aprendesse a escrever e a ler, particularmente a Sagrada Escritura, ou outros livros religiosos, como o catecismo, a História Sagrada, a Filoteia e as Máximas eternas de Santo Afonso de Liguori. Além das actividades domésticas, Eurósia ajudava também sua mãe no ofício de costureira, profissão que ela irá exercer mais tarde. Rica em qualidades humanas e religiosas, Eurósia sempre se mostrava atenta às necessidades da sua família. Aos doze anos recebeu a Primeira Comunhão. Desde então ela era assídua ao Sacramento Eucarístico, recebendo-o todos os dias de festa religiosa, já que então não se praticava a comunhão quotidiana; só bem mais tarde, em 1905, foi publicado o decreto de São Pio X autorizando a comunhão diária.

ORAÇÕES - 08 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8– Quinta-feira – Santos: Severino, Teófilo, Apolinário de Hierápolis, Antônio de Categeró
Evangelho (Lc 4,14-22a)“Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré onde se tinha criado.”
Quando Jesus começou seu anúncio da salvação, muitos o acolheram com entusiasmo, porque tinha um jeito novo de falar e ensinava um jeito novo de viver. Em Nazaré, porém, cidade onde crescera, nem todos o aceitaram. Lucas parece condensar dois ou três fatos num só: de começo Jesus foi bem acolhido, mas depois em outras visitas teve de enfrentar os preconceitos dos conterrâneos.
Oração
Senhor, dai-me a ajuda de vossa graça para ouvir e acolher vossa palavra, e mais ainda para a pôr em prática. Afastai de mim meus preconceitos, livrai-me das idéias prontas que giram ao meu redor, senão irei rejeitar vossa verdade. Purificai os olhos de meu coração para que possa abrir-me à vossa luz, e assim me torne sábio com a vossa sabedoria, que é tão diferente da nossa. Amém.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 07 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,45-52. 
Depois de ter matado a fome a cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a subirem para o barco e a seguirem antes d’Ele para a outra margem, em direção a Betsaida, enquanto Ele despedia a multidão. Depois de a ter despedido, subiu a um monte, para orar. Ao anoitecer, estava o barco no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ao ver os discípulos cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite foi ter com eles, caminhando sobre o mar, mas ia passar adiante. Ao verem Jesus caminhando sobre o mar, os discípulos julgaram que era um fantasma e começaram a gritar, porque todos O viram e ficaram atemorizados. Mas Jesus falou-lhes logo, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu, não temais». Depois subiu para junto deles no barco e o vento amainou. Todos se encheram de espanto, porque o seu coração estava endurecido, e não tinham compreendido a multiplicação dos pães. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Venerável Madaleine Delbrêl 
(1904-1964) 
Missionária das pessoas da rua 
Nós, gente da rua 
«Jesus [estava] sozinho» 
A revelação essencial do Evangelho é a presença dominante e invasiva de Deus; o Evangelho é um apelo a ir ao encontro de Deus, e Deus só pode ser encontrado na solidão. Pareceria que, para aqueles que vivem no meio dos homens, tal solidão seria negada; mas isso é supor que somos nós que precedemos Deus na solidão, quando é Ele que nos espera. Encontrá-lo é encontrar a solidão, pois a verdadeira solidão é espírito e as nossas solidões humanas mais não são que jornadas em direção à solidão perfeita que reside na fé. A verdadeira solidão não é a ausência dos homens, é a presença de Deus; colocar a nossa vida frente a frente com Deus, entregar a nossa vida à noção de Deus, é saltar para uma região onde nos tornamos solitários. O que torna solitárias as montanhas não é a sua base, mas a sua altura. Se a presença de Deus em nós se eleva no silêncio e na solidão, deixa-nos tranquilos, radicalmente unidos a todos os homens que são feitos da mesma terra que nós. «Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11,28). Não há solidão sem silêncio. Por vezes, o silêncio é calar, mas o que ele é sempre é ouvir. Uma ausência de ruído que fosse vazia da nossa atenção à palavra de Deus não seria silêncio. Um dia cheio de ruídos e cheio de vozes pode ser um dia de silêncio se o ruído se tornar para nós o eco da presença de Deus.

07 de janeiro - Beato Mateus de Agrigento

Mateus de Gallo Cimarra, de pais oriundos da Espanha, nasceu em Agrigento (Sicília), no mesmo ano que São Bernardino de Sena: 1380. Iniciado pela mãe nas virtudes cristãs da fé, bondade, pureza e temor de Deus, o jovem correspondeu generosamente aos desvelos maternos. Aos 18 anos ingressou na ordem franciscana. Na Espanha doutorou-se em filosofia e teologia; foi ordenado sacerdote em 1403; e durante quatro anos lecionou aos irmãos. Quando São Bernardino de Sena iniciava na Itália seu apostolado, Mateus foi ter com ele, e por ele foi acolhido como companheiro de pregação. Trabalharam juntos durante uns 15 anos na difusão do culto do Santíssimo Nome de Jesus e da devoção à Virgem Maria, empenhando-se ainda em restituir à ordem franciscana o ideal primitivo. Edificou muitos conventos e centros de espiritualidade franciscana. Em 1443 foi eleito ministro provincial da Sicília, onde já havia 50 conventos, 38 dos quais dedicados a Santa Maria de Jesus. Entusiasmado com a devoção ao Nome de Jesus, percorreu toda a Sicília a pregar o Evangelho, a recordar aos sacerdotes a sua dignidade, a reavivar a fé do povo, a converter os pecadores – e Deus confirmava com milagres a sua pregação. Foi mestre e artífice de Santos, que foram também seus colaboradores, como os Beatos João de Palermo, Cristovão Giudici, Gandolfo de Agrigento, Arcângelo de Calatafimi, Lourenço de Palermo, e São Eustóquia de Messina.

São Polieuto Mártir Festa: 7 de janeiro

Na época das perseguições de Décio, em Melitene, Armênia, o soldado Polieuto foi intimado a oferecer sacrifícios aos deuses: a sua rejeição custou-lhe o martírio, em cujo sangue foi batizado. Hoje, este soldado romano é celebrado, quase sempre, junto com São Nearco.
Em Melitene, na Armênia, durante as perseguições de Décio, o soldado Polieuto recebeu a ordem de sacrificar aos deuses: pagaria por sua recusa com o martírio e seria batizado com o próprio sangue. Hoje, esse soldado romano é frequentemente lembrado ao lado de São Nearco. 
Martirológio Romano: Em Melitene, na antiga Armênia, São Polieuto, mártir: um soldado, forçado pelo édito do Imperador Décio a sacrificar aos deuses, destruiu suas estátuas e por isso sofreu muitos tormentos, até ser decapitado e batizado em seu próprio sangue.

Beata Lindalva Justo de Oliveira Virgem e mártir Festa: 7 de janeiro

(*)Sítio Malhada da Areia, Brasil, 20 de outubro de 1953
(✝︎)Salvador do Bahia, Brasil, 9 de abril de 1993 
 Ela nasceu em 20 de outubro de 1953, na pequena cidade de Sítio Malhada da Areia, no Rio Grande do Norte, Brasil. Sexta filha de João Justo da Fé e Maria Lúcia, demonstrou grande religiosidade desde cedo. Após seus estudos em Natal, cuidou de seu pai doente e, após a morte dele, Lindalva de Oliveira, aos 33 anos, ingressou na Sociedade das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Após concluir o noviciado, foi enviada ao internato Dom Pedro II, em Salvador, Bahia, onde ficou responsável por uma enfermaria com 40 idosos. Na manhã de 9 de abril de 1993, Sexta-feira Santa, participou da Via Sacra. Ao retornar, serviu o café da manhã aos idosos. Mal havia começado seu trabalho quando foi esfaqueada 44 vezes por Augusto Peixoto, um dos pacientes. Foi beata em 25 de novembro de 2007. (Avvenire) Verdadeiramente nossa contemporânea (nascida em 1953), foi beatificada no último domingo, apenas 14 anos após sua morte: sinal de uma vida límpida, uma fé coerente e um martírio irrefutável.

Santa Virgínia Festa: 7 de janeiro

O nome Virgínia, de origem etrusca, possui uma longa história ligada a figuras míticas, reais e geográficas. Na Itália, o nome é popular graças à santa pastora de Poitou, cujas relíquias se perderam, e à lenda de Virgínia, ameaçada pelo decênviro Ápio Cláudio e morta por seu pai, Lúcio, para salvá-la da desonra. Na França, o nome está ligado ao dia da festa da santa e a dois estados americanos, Virgínia e Virgínia Ocidental, que receberam seus nomes em homenagem à Rainha Elizabeth I da Inglaterra, a "Rainha Virgem". O nome Virgínia significa "virgem" e, no latim antigo, indicava jovens de ambos os sexos prontos para o casamento. 
Etimologia: Virginia = virginal, pura, do latim 
Este nome é venerado por uma santa pastora de Poitou, na França. A tradição popular transmitiu sua vida aparentemente lendária. Ela é a padroeira de Sainte-Verge, na região de Deux-Sèvres, perto de Poitiers, e seu dia de festa é celebrado em 7 de janeiro. Uma igreja paroquial foi dedicada a ela, levando seu nome. Suas relíquias foram perdidas em 1793, durante a Revolução Francesa. Nada mais se sabe oficialmente; no entanto, como em muitos outros casos, o nome se tornou comum na Itália, França e Inglaterra por outros motivos.

Luciano da Antioquia Sacerdote, Mártir, Santo 235-312

Iniciador do arianismo. 
Reconheceu o seu erro,
entrou de novo ao seio da Igreja 
acabou por testemunhar a sua sinceridade, 
sofrendo o martírio.
Luciano chamado da Antioquia nasceu em 235 e deve seu grande renome ao fato de ter sido o iniciador da doutrina herética conhecida como arianismo, que tão profundamente abalou toda a cristandade dos primeiros séculos. Aliás, diga-se que os arianos se chamaram inicialmente de "lucianistas". Doutrina a qual Luciano se retractou lavando com o sangue do seu próprio martírio o inicial equívoco, levado às últimas consequências pelo herege Ário, que lhe doou o nome definitivo. Assim temos em Santo Luciano um sacerdote sírio que foi martirizado no século IV, mais precisamente no ano 312, na Nicomédia, Turquia. Nascido em Samósata, cidade do norte da Síria que serve de passagem para Jerusalém, de pais cristãos, ficou órfão aos doze anos de idade. Para conservar e reforçar a fé recebida da família na infância se retirou para a cidade de Edessa, também na Síria, aonde vivia em grande austeridade, dedicando-se aos estudos teológicos das Sagradas Escrituras, tendo o famoso mestre Macário como director. Uma vez formado, ordenou-se sacerdote exercendo todo o seu apostolado na Antioquia, Turquia.

Raimundo de Penhaforte Confessor, Santo +1275

De nobre família catalã, 
foi muito reputado pelos conhecimentos 
de Direito Canónico e se celebrizou 
pela santidade e pelos milagres que praticava. 
Fundou com São Pedro Nolasco a 
Ordem das Mercês, para a libertação dos cativos.
Existem em S. Raimundo duas virtudes: a inteligência e a humildade. Nascido no castelo de Peñaforte, perto de Villafranca del Pañadés, estudou com tal afinco que aos 20 anos era um mestre procurado e cobiçado por todos. Aos 35 anos vai para a célebre Universidade de Bolonha especializar-se em Direito e lá destacou-se ao passar de discípulo a mestre. No entanto, as palavras que redigiu num perfácio de um livro de Direito revelam-nos a sua virtude da humildade e a sua fé: "Leitor, sê benévolo, considera a minha inteção e não me combatas com aspereza. As coisas úteis atribui-as a Deus, se encontrares algumas inutilidades, será por me ter eu equivocado ou por tu não me compreenderes. Corrige-me com amabilidade". Mais tarde, veste o hábito de S. Domingo, fundador da Ordem dos Dominicanos e em 1222 começa o período mais laborioso e o mais interessante do Santo.

Ambrósio Fernandes Jesuíta, Mártir, Beato 1551-1620

Negociante português no Japão.
Entrou à Companhia de Jesus 
e foi depois martirizado.
Nasceu em Xisto (Porto), em 1551. Tendo sido soldado na Índia, dirigiu-se como mercador para o Japão, onde entrou na Companhia de Jesus, após um naufrágio, do qual escapou quase milagrosamente, com toda a mercadoria. Como homem experiente do mundo, desempenhou, na Ordem, alguns cargos de responsabilidade até que, sobrevindo a perseguição, foi preso juntamente com o Beato Carlos Spínola, S. J. Passavam de 30 os confessores da fé concentrados na prisão de Omura, onde sofreram quatro anos de tormentos os que chegaram ao fim, antes que chegasse o martírio das covas, catanas, cruzes, lanças, fogo ou gelo. Em tão atrozes sofrimentos naquela prisão, o segundo a sucumbir foi o irmão Fernandes, com 69 anos de idade e 43 de vida religiosa e missionária. Assim conta, em resumo, o Beato P. Carlos Spínola o trânsito do venerando ancião: «Com o vento desnevado daquele dia 7 de Janeiro de 1620, o Irmão caiu meio paralítico e sem fala. Tendo-se confessado e comungado aquele mesmo dia, perguntei-lhe se morria satisfeito por amor de Cristo.

Maria Teresa Haze(Joana) Religiosa, Fundadora, Beata (1782-1876)

Religiosa belga. 
Fundou a Congregação das Irmãs da Cruz, 
dedicadas ao auxílio dos infermos e dos pobres.
Filha do secretário do último príncipe bispo de Liège, Joana nasceu em Liège a 17 de Fevereiro de 1782 e recebeu uma boa educação cristã de seus pais. A grave desorganização social causada pela Revolução Francesa e as suas consequências em Liège, com o seu cortejo de angústia humana e social, levou-a e a sua irmã Fernanda a tomar conta das crianças pobres e abandonadas da cidade. Uma vez que as leis anti-religiosas do início do século XIX não lhes permitiam seguir o caminho de uma vocação religiosa tradicional, as duas irmãs organizaram-se em casa, em grupo de piedade. Em 1824, foi-lhes pedido que tomassem conta de uma escola na paróquia de Sã Bartolomeu em Liège. A empresa era privada e discreta, sendo a educação gratuita proibida pelas autoridades holandesas. A independência da Bélgica, em 1830, permitiu-lhes o reconhecimento oficial desta escola. Com os poucos companheiros do grupo que formou e com o apoio do Cónego João Guilherme Habets, fundou uma congregação religiosa, as "Filhas da Cruz". Em 1833, ela fez os seus votos religiosos na companhia de alguns outros.

Lindalva Justo de Oliveira Religiosa, Mártir, Beata (1953-1993)

Virgem, professada religiosa da Sociedade
 das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, 
mártir, foi esfaqueada e morta por um homem 
obcecado por ela, por ter recusado os seus avanços. 
Beatificada pelo Papa Bento XVI 
em 2 de Dezembro de 207.
Ela nasceu em 20 de Outubro de 1953 no Sítio Malhada da Areia, uma área muito pobre do Estado do Rio Grande do Norte (Brasil). Ela era a sexta de treze filhos e foi baptizada em 7 de Janeiro de 1954. Em sua família, ela aprendeu as primeiras noções da fé cristã e orações. Seu pai frequentemente lia a Bíblia para seus filhos e os levava à missa. Lindalva aprendeu com sua mãe a cuidar e ajudar as crianças pobres. No final da escola primária, aos doze anos, ela fez sua primeira comunhão. Além de colaborar em casa ajudando a família, continuou seus estudos, até obter, em 1979, o diploma de “auxiliar administrativa”. De 1978 a 1988 ela trabalhou como balconista em algumas lojas e posteriormente como caixa em um posto de gasolina. Ele mandou para a mãe a maior parte do dinheiro que ganhou. Na cidade de Natal, onde viveu e trabalhou, passou a frequentar a casa das Filhas da Caridade e a casa dos idosos onde exercia o seu apostolado, dedicando-se generosamente ao trabalho voluntário.

ORAÇÕES - 07 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7Quarta-feira – Santos: Raimundo de Penyafort, Luciano, Teodoro
Evangelho (Mc 6,45-52) “Imediatamente Jesus obrigou os discípulos a entrar na barca e ir para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão.”
Fiquei pensando por que Jesus fez isso. Talvez quisesse evitar que seus discípulos se entusiasmassem demais com o sucesso do milagre, ou queria ensinar-lhes que não devemos ficar colhendo aplausos. Feito o trabalho, da melhor maneira possível, vamos sair discretamente. Mas, é claro, se alguém vier agradecer o que fizemos, vamos alegrar-nos e louvar a Deus que nos ajudou a agir.
Oração
Senhor Jesus, ensinai-me a não ficar correndo atrás de elogios e agradecimentos, mas ajudai-me também a aceitá-los humildemente. Purificai minhas intenções, para que eu tudo faça para vos louvar e para o bem de meus irmãos. Quando não der certo o bem que eu tentava fazer, que não desanime, mas saiba que, para vós, minha boa vontade é mais importante que meu êxito. Amém.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Luz para as nações”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Recolhendo as riquezas dos povos
 
O Mistério Pascal de Cristo que tem seu início na Encarnação. E, na Glorificação chega à plena realização. No período natalino celebramos a Manifestação (Epifania) do Senhor. A festa tem diversos momentos que celebram Manifestação do Senhor: O Natal, a Epifania, o Batismo e as bodas de Caná. Na celebração da Epifania, que chamamos também de Festa de Reis, celebramos Jesus que veio para todos. Nós celebramos a Manifestação no Natal. No Oriente, Orientais e Ortodoxos celebram a Manifestação do Senhor no dia 6 de janeiro. A liturgia nos enriquece com tantos e belos textos. Dizemos que o Natal se tornou comércio. Talvez a Igreja não tenha manifestado o Senhor que veio para nós com fé e atitudes coerentes. Criticamos o mundo, mas não vemos que somos culpados. A festa quer também superar questão que perdurava por séculos e ainda continua. Os judeus, como povo escolhido para acolher o Senhor, tinham um tipo de exclusivismo. Foram escolhidos para levar Deus a ser conhecido por todos, não só para eles. É uma alerta também a nós da Igreja que nos esquecemos de nossa missão. Essa celebração significa a busca do coração humano para plenitude. Por isso busca a Deus. Esse é o grande plano de Deus: atrair todos a Si. Vemos países do primeiro mundo que deixaram a fé. Reclamamos do secularismo, mas não reclamamos de nossa incapacidade de levar longe a mensagem do nascimento de Jesus. 
Seguindo a estrela 
Os Magos simbolizam todos os povos. Não eram reis. Eram sábios que conheciam as Escrituras e esperavam o Messias. Os Magos fazem um longo caminho. Deus se deixa encontrar por quem O procura. Essa longa viagem dos Magos expressa a busca. Eram sinceros e simples. Procuraram e encontraram: Eles foram e encontraram Maria e o Menino. Alegraram-se com uma alegria muito grande (Mt 2,10). Deus é causa de nossa alegria. Não há riqueza maior do que a alegria de estar com Deus. Essa é uma das maiores descobertas do coração humano. Eles abriram seus presentes. A vida doada é o maior presente, mais que ouro, incenso e mirra, símbolos de sua divindade, realeza e sofrimento. Não sabemos o fim dessas ofertas. Sabemos sim que quando entregamos nossa vida damos o maior tesouro a Deus. É isso que Ele quer. Eles voltaram por outro caminho. Caminhar com Jesus é ter abertura para o novo. Eles souberam que voltar pelo mesmo caminho era anular a riqueza da descoberta de Jesus. Não podemos ter medo das mudanças radicais, desde que sejam pelo evangelho. 
As riquezas das nações 
Os Magos representam também as muitas culturas da humanidade. Todas elas podem acolher a graça da salvação e vivê-la com a mesma intensidade. Para Mateus, a narrativa significa que o Evangelho é para todos. Paulo, em Efésios, traz esse pensamento (Ef 3,6). Deus veio para todos. Todos podem servir a Deus nas suas culturas e a Igreja não pode se apoiar em uma única cultura, pois empobrece o mistério da salvação que é para todos. As raízes firmes na tradição bíblica, que inclui a cultura do povo judeu, ela se abre para todos os povos. Onde ela é plantada, absorve das culturas tudo o que é apto para o anúncio da salvação. Temos muito que aprender dos povos. O anúncio é da salvação e não de uma cultura que o envolve. A festa dos Santos Reis nos estimula e provoca à evangelização aberta ao mundo. Não diminui o Evangelho, mas o torna aberto a todos. 
Leituras Isaías 60,1-6; Salmo 71; 
Efésios 3,2-3a.5-6; Mateus 2,1-12 
1. A festa da Epifania celebra a Manifestação do Senhor a todos os povos. 
2. Os Magos simbolizam todos os povos que buscam e acolhem a chegada de Deus. 
3. A festa da Epifania nos questiona sobre como fazemos nossa evangelização. 
Sabedoria do velhinho 
A cena dos três Magos do Oriente é sempre inquietante. Sabemos que ela é mais um ensinamento que um fato concreto. Seja o que for, o importante é saber que é um ensinamento. Dizemos que são velhos, mas não dariam conta de tal viagem pelo Oriente. Não deixa de ser uma lição para nossa idade mais adulta: o que vale é procurar ir encontrar o Senhor, onde ele estiver. E dar o melhor que temos. Cada um tem uma riqueza especial. Ajuntando dá uma beleza especial. Quer melhor fundamento para a terceira idade? A lição é para todos. Nosso desafio é uma corrida para chegar ao presépio e pegar a estrela e sair anunciando ao mundo. Guardando todas as coisas no coração. 
Homilia da Solenidade da Epifania (06.01.2019)

EVANGELHO DO DIA 06 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,34-44. 
Naquele tempo, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou então a ensiná-los demoradamente. Como a hora ia já muito adiantada, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «O local é deserto e a hora já vai adiantada. Manda-os embora, para irem aos casais e aldeias mais próximas comprar de comer». Jesus respondeu-lhes: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Disseram-Lhe eles: «Havemos de ir comprar duzentos denários de pão, para lhes darmos de comer?». Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes? Ide ver». Eles foram verificar e responderam: «Temos cinco pães e dois peixes». Ordenou-lhes então que os fizessem sentar a todos, por grupos, sobre a verde relva. Eles sentaram-se, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção. Depois partiu os pães e foi-os dando aos discípulos, para que eles os distribuíssem. Repartiu por todos também os peixes. Todos comeram até ficarem saciados; e encheram ainda doze cestos com os pedaços de pão e de peixe. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homílias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 49, 1-3 
A multiplicação dos pães 
Reparemos no abandono confiante dos discípulos à providência de Deus nas necessidades da vida, o seu desprezo por uma existência luxuosa: eram doze, mas só tinham cinco pães e dois peixes. Não se importam com as coisas do corpo; consagram todo o seu zelo às coisas da alma. E mais, não guardaram as provisões para si: deram-nas ao Salvador assim que Ele lhas pediu. Aprendamos com este exemplo a partilhar o que temos com quem tem necessidade, mesmo que tenhamos pouco. Quando Jesus lhes pediu para Lhe darem os cinco pães, eles não disseram: «E com que ficaremos? Onde encontraremos aquilo de que precisamos para as nossas necessidades pessoais?», mas obedeceram de imediato. Tomando, pois, os pães, o Senhor partiu-os e confiou aos discípulos a honra de os distribuírem. Ele não queria apenas honrá-los com esse santo serviço; queria que participassem no milagre, para serem testemunhas convictas e não esquecerem o que se tinha passado diante dos seus olhos. Foi através deles que mandou sentar as pessoas e distribuir o pão, para que cada um deles pudesse testemunhar o milagre que se realizava pelas suas mãos. Tudo neste acontecimento — o lugar deserto, a terra nua, a escassez de pão e de peixe, a distribuição das mesmas coisas a todos sem preferências, ficando cada um com o mesmo que o seu vizinho —, tudo isso nos ensina a humildade, a frugalidade e a caridade fraterna. O Salvador ensina-nos a amar-nos igualmente uns aos outros, a colocar tudo em comum entre aqueles que servem o mesmo Deus.