sábado, 19 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - O tempo litúrgico

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Riquezas do tempo litúrgico
 
Ao comunicar-Se conosco, Deus não nos tirou de nossa realidade, mas penetrou-a de sua graça, dando-nos a possibilidade de encontrá-Lo em todo tempo e lugar. O Filho de Deus, na Encarnação, assumiu a natureza humana e também o mundo em que vivia, sua história e sua cultura. Foi gente de sua gente. Assim, o tempo foi santificado com sua presença. Em Deus não há a categoria tempo. Jesus assumiu essa condição para nos deixar claro que vivemos no tempo para nos santificarmos, isto é, viver no tempo a Vida Divina que nos foi dada. Como a liturgia é a celebração do Mistério de Cristo, sua vida, sua Morte, sua Ressurreição e sua Ascensão acontecem no tempo. Desse modo o tempo litúrgico nos oferece ampla participação das riquezas da liturgia que é a celebração de Cristo no tempo. As celebrações não são realidades que se repetem, mas é o mesmo mistério sempre novo e sempre antigo. Conhecemos mais e podemos viver melhor para celebrar com maior fé. A celebração é uma fonte que sempre jorra a mesma água, sempre fresca e nova. Sempre vamos a uma celebração como se fosse a primeira. E a mesma palavra e mesmos ritos nos oferecem a novidade do Reino. O motivo fundamental é que a celebração é um mistério. Não por ser incompreensível, (às vezes o fazemos), mas por ser memorial. Fazemos memória sacramental. Os fatos se tornam presentes com o mesmo vigor de vida e mesma capacidade de oferecer a salvação. Podemos vivê-los, sempre, com a mesma intensidade e identidade. 
O culto se organiza 
A Igreja organizou o tempo litúrgico. O culto a Deus acontece no tempo natural. Já havia no judaísmo um calendário de festas, as celebrações na sinagoga e as bênçãos domésticas. Os apóstolos, depois da Ressurreição participavam. O que tinham de próprio eram as celebrações pelas casas. Lentamente, se organizou a vida celebrativa da comunidade cristã. Em 313, os cristãos adquiriram o direito de existir no império romano. No ano, 380, quando o cristianismo se tornou religião oficial do império, começaram a organizar mais fortemente as celebrações com influências do modelo romano. Não havia templos no cristianismo. Surgiram, então, as basílicas que eram lugares da reunião da comunidade. Havia também as celebrações na Domus Ecclesiae (casa da comunidade). Houve grande influência da estrutura do Império Romano sobre a Igreja. Perdeu-se a espontaneidade e passou-se à organização do culto. Foi lenta, mas consistente. Contudo se manteve sempre a consciência de ser o culto uma ação divino-humana. Por mais difícil que fosse a compreensão das celebrações, houve sempre a ação da graça. 
Culto, caminho cristão 
O culto, a celebração e a oração não são somente impulsos interiores da condição humana que busca o Criador, mas fazem parte da vida como parte do corpo, da mente e dos sentimentos. O culto é caminho espiritual. Por ele ouvimos, respondemos e colocamos em prática. O culto traz em si a graça daquele que vem ao nosso encontro e a resposta, às vezes tão frágil, daquele que busca o Senhor. A medida não se faz pelo conhecimento nem mesmo capacidade de explicitação, mas pelo movimento do coração que se abre. Não existe celebração vazia, pois quem a “enche de vida” é o Senhor. É Ele que toma a iniciativa e abre as portas de seu Ser Divino a cada um dos seus. Celebrar é sempre um dom e não só um dever. A celebração é a escada de Jacó que une a terra ao Céu.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 19 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 8,4-15. 
Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, que vinha ter com Jesus de todas as cidades, e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola: «O semeador saiu para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho: foi calcada e as aves do céu comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso: depois de ter nascido, secou por falta de humidade. Outra parte caiu entre espinhos: os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na. Outra parte caiu em boa terra: nasceu e deu fruto a cem por um». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Os discípulos perguntaram a Jesus o que significava aquela parábola e Ele respondeu: «A vós foi concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros serão apresentados só em parábolas, para que, ao olharem, não vejam, e, ao ouvirem, não entendam. É este o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração, para que não acreditem e se salvem. Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação. A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer. A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Sermão 
«Outra parte caiu em boa terra: 
nasceu e deu fruto a cem por um» 
Se me perguntais o que quer Jesus Cristo dizer com este semeador que saiu manhã alta para ir lançar a semente no seu campo, meus irmãos, [digo-vos que] o semeador é o bom Deus, que começou a trabalhar na nossa salvação logo no princípio do mundo, enviando-nos os profetas antes da vinda do Messias para nos ensinar o que é necessário para nos salvarmos. E não Se contentou em enviar os seus servos, mas veio Ele mesmo indicar-nos o caminho que devíamos seguir e anunciar-nos a palavra sagrada. Sabeis como é uma pessoa que não se alimenta desta palavra sagrada? É semelhante a um doente sem médico, a um viajante perdido e sem guia, a um pobre sem recursos. É completamente impossível, meus irmãos, amar a Deus e agradar-Lhe sem nos alimentarmos desta divina palavra. O que nos permitirá agarrarmo-nos a Ele, a não ser o conhecimento que temos dele? E quem no-lo dá a conhecer, com todas as suas perfeições, a sua beleza e o seu amor por nós, a não ser a palavra de Deus, que nos ensina tudo o que Ele fez por nós e todos os benefícios que nos preparou na outra vida?

Beatas Maria de Jesus de Yglesia de Varo; Dolores e Consuelo Aguiar-Mella y Diaz, Mártires – 19 de setembro

Grupo de Mártires Escolapias
 no qual está a
Beata Maria de Jesus de Yglesia y Varo

 Martirológio Romano: Em Madri, na Espanha, as Beatas Maria de Jesus de Yglesia y Varo, Maria das Dores e Consuelo Aguiar-Mella y Díaz, virgens do Instituto das Filhas de Maria das Escolas Pias, que foram coroadas com o martírio pelo testemunho dado a Cristo.   Irmã Maria de Jesus Yglesia y Varo, nascida em 25 de março de 1891 em Cabra (Córdoba), aos oito anos de idade tornou-se aluna do novo Colégio das Irmãs das Escolas Pias fundado em 1899. 

Beatas Isabel, Bárbara, Antônia e Catarina, freiras mercedárias.

Festa: 19 de setembro
 
As freiras mercedárias Beatas Isabel, Bárbara, Antônia e Catarina, do Convento de São José em Bilbao, Espanha, por meio de uma vida exemplar de virtude, observância e oração, alcançaram a paz de seu eterno Esposo, o Senhor. A Ordem celebra a sua vida no dia 19 de setembro.

Beata Francisca Cuallado Baixauli, Virgem e mártir - 19 de setembro

Martirológio:
Em Benifaió, na província de Valencia, também na Espanha, Beata Francisca Cualladó Baixauli, virgem e mártir, que derramou seu sangue por sua fe em Cristo na mesma perseguição religiosa. Francisca Cualladó Baixauli, leiga, nasceu em Molino de San Isidro, no bairro valenciano de Ruzafa, no dia 3 de dezembro de 1890. Foi batizada no dia 5 de dezembro na igreja paroquial de São Valério e São Vicente; crismada em 1906, recebeu a 1ª. Comunhão em 11 de maio de 1909 na igreja paroquial de São Pedro Apóstolo, de Massanassa. Educada em um lar católico, ficou órfão do pai muito jovem; com a morte prematura do pai e a doença da mãe, que ficou paralítica, teve que colaborar desde sua adolescência com a economia familiar trabalhando como modista. As muitas horas de trabalho não a impediam de se dedicar ao apostolado, fazendo todo o possível como católica atuante.

Santa Pomposa de Córdoba Mártir Festa: 19 de setembro

† 19 de setembro de 853 
Martirológio Romano: Em Córdova, na Andaluzia, na Espanha, Santa Pomposa, virgem e mártir, que, durante a perseguição aos mouros, fugiu secretamente do mosteiro de Peñamelaria depois de saber do martírio de São Columba; quando chegou a Córdova, professou destemidamente sua fé em Cristo diante do juiz e, decapitada sem demora com a espada diante das portas do palácio, obteve a palma do martírio. 
Cidadã de Córdoba, abraçou a vida religiosa com toda a família no duplo mosteiro de São Salvador da Penamelaria, que ela mesma construiu perto da cidade. No mosteiro, ele alternou a meditação e o estudo da Sagrada Escritura, levando uma vida de intenso fervor e austeridade. Ela sempre quis morrer como mártir, mas a partir do momento em que a notícia da morte de seu amigo, São Columba, chegou até ela, ela buscou a oportunidade com insistência.

Santa Maria Cervellón ou Socorro

A primeira irmã mercedária da nobre família de Cervellón nasceu em Barcelona, na Rua Moncada, em 1º de dezembro de 1230. Foi batizada em 8 de dezembro, no antigo sarcófago da protomártir de Barcelona, Santa Eulália, que servia como pia batismal da paróquia Santa María del Mar. Imersa na aura de caridade, criada pelos irmãos redentores dos cativos na sua cidade natal, a jovem Maria sentiu-se atraída pelo seu empenho libertador e tornou-se consolo dos pobres, dos enfermos e dos cativos do Hospital Santa Eulália. Lá, conheceu as primeiras grandes figuras da Ordem Mercedária que se reuniram em torno de Pedro Nolasco. Ela Solicitou o hábito mercedário branco e fez a profissão religiosa no dia 25 de maio de 1265, como irmã da Ordem nas mãos do Irmão Bernardo de Corbaria, prometendo trabalhar pela redenção dos cativos. Com ela, jovens de famílias importantes formaram uma comunidade: Irmãs Eulalia Piños, Isabel Berti e María de Requesens que logo se juntarão à Irmã Colagia.

São Gennaro(Januário), Bispo e Mártir Festa: 19 de setembro

(*)Nápoles, Século III
(+)Pozzuoli, 19 de setembro de 305 
Januário nasceu em Nápoles (?) na segunda metade do século III e foi eleito bispo de Benevento, onde exerceu seu apostolado, amado pela comunidade cristã e respeitado até mesmo pelos pagãos. A história de seu martírio se encaixa no contexto das perseguições de Diocleciano. Ele conhecia o diácono Sosso (ou Sossio), que liderava a comunidade cristã de Miseno e que foi preso pelo juiz Dragonio, procônsul da Campânia. Ao saber da prisão de Sosso, Januário decidiu ir com dois companheiros, Festo e Desiderio, para confortá-lo na prisão. Dragonio, informado de sua presença e interferência, mandou prender os três também, provocando protestos de Próculo, diácono de Pozzuoli, e de dois fiéis cristãos da mesma cidade, Êutiques e Acutius.

AFONSO DE OROZCO Presbítero da Ordem de Santo Agostinho, Santo (1500-1591)

Nasceu em Ortopesa, Toledo (Espanha). Era o ano de 1500 e seus pais, católicos fervorosos, puseram-lhe o nome de Afonso ou Alonso em honra de Santo Ildefonso, que tinha sido defensor da virgindade de Maria. Estudou em Talavera de la Reina e serviu como menino de coro na Catedral de Toledo. Teve a música como grande paixão ao longo da sua vida. Enviado a Salamanca para continuar os seus estudos, sentiu-se atraído pelo ambiente de santidade do convento dos Agostinianos, tendo entrado na Ordem, onde fez os primeiros votos em 1523, sendo prior do convento São Tomás de Vilanova. Depois de ordenado sacerdote, foi nomeado pregador da Ordem, ocupando ainda vários cargos como os de prior e definidor da Província de Castela, a que pertencia. Era duro consigo mesmo, mas cheio de compreensão para com os outros.

Emilia de Rodat Religiosa, Fundadora, Santa 1787-1852

Foi no castelo de Druelle, situado a 8 km de Rodez, capital de Rouergue, que, a 6 de setembro de 1787, nasceu Marie Guillemette Emilie de Rodat, a primogênita do casal Jean Louis Guillaume Amans de Rodat e Henriette de Pomairols. No dia seguinte ao seu nascimento, foi batizada na Igreja de Saint Martin de Lomouze, tendo por padrinhos seus avós: Guillaume de Rodat e Marie Marguerite de Pomairols. De uma família de santos, Emília teve bons exemplos de virtudes. Recebeu uma boa educação de seus pais, uma instrução suficiente e uma excelente formação moral e espiritual. Seu trisavô Sr. De Ramondy despojou-se de seus haveres em favor dos pobres num tempo de fome, decorrente da Revolução Francesa. Na Sra. De Selves, sua bisavó, residia o espírito de misericórdia. Sua avó paterna tinha grande espírito de fé. Havia ainda, na família dos Pomairols, uma jovem de nome Carlota, considerada como santa. Muito tempo após sua morte, encontraram-lhe o corpo perfeitamente conservado.

Francisco Maria de Camporosso Religioso capuchinho, Santo 1804-1866

Francisco nasceu em Camporosso, pequena aldeia da Ligúria, na diocese de Albenga, a 27 de dezembro de 1804. Seus pais chamavam-se Anselmo Criese e Maria Antónia Gazzo. Sendo pastor de ovelhas ouviu, certo dia, o convite de um capuchinho e entrou no convento de Sestro Ponente, onde vestiu o hábito de irmão terceiro. Porém, não se sentia satisfeito. Uma voz interior não o deixou em paz até que teve a alegria de vestir o hábito capuchinho. Fez o noviciado no convento de São Bernardo de Gênova. Após a profissão, foi destinado ao Convento da Santíssima Conceição, em Gênova, onde permaneceu até morrer. Destinado ao serviço humilde de cozinheiro e enfermeiro, tornou-se notável por particular fidelidade ao seu dever e por ímpar generosidade. Os superiores destinaram-no, depois, ao ofício de esmoleiro que o levava a percorrer, todos os dias, as ruas da cidade que transformaria em lugar de incessante colóquio com Deus.

Nossa Senhora de La Salette - 19 de setembro

     Dois pastorinhos - Maximino Giraud e Melania Calvat - tiveram uma visão da Virgem Maria numa montanha perto de La Salette, França, a 19 de setembro de 1846, por volta das três horas da tarde. Fazia muito sol. Maximin Giraud e Mélanie Calvat haviam recebido apenas uma muito limitada educação.
   A aparição consistiu em três fases diferentes. As crianças viram, numa luz resplandecente, uma bela dama em uma estranha vestimenta, falando alternadamente francês e patois. Ela estava sentada sobre uma pedra, e as crianças relataram que a "Belle Dame" estava riste e chorando, com seu rosto descansando em suas mãos. A Bela Senhora pôs-se de pé e disse: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo, aqui estou para vos contar uma grande novidade!"
     As crianças foram até a Bela Senhora. Ela não parava de chorar. Segundo os relatos das crianças a Senhora era alta e toda de luz. Vestia-se como as mulheres da região: vestido longo, um grande avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de componesa. Rosas coroavam sua cabeça, ladeavam o lenço e ornavam seu calçado. Em sua fronte a luz brilhava como um diadema. Sobre os ombros carregava uma pesada corrente. Uma corrente mais leve prendia sobre o peito um crucifixo resplandecente, com um martelo de um lado, e de outro uma torquês.

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM LA SALETTE (França - 1846)

HISTÓRIA DA APARIÇÃO
 
Um menino de nome Maximino Giraud, de onze anos, e Mélanie (Mélanie) Calvat, de quinze, estavam cuidando do gado. Mélanie estava acostumada e treinada nesse tipo de trabalho desde os nove anos, mas tudo era novo para Maximino. Seu pai lhe havia pedido que fosse fazer esse serviço como ato generoso, para cooperar com o amigo que estava com o pastor adoentado. 
Relata Mélanie: 
No dia 18 de setembro de 1846, véspera da Aparição da Santíssima Virgem, eu estava sozinha, como sempre, cuidando do gado do meu patrão; por volta de onze horas vi um menino que se aproximava. Por um momento tive medo, pois achava que todos deviam saber que eu evitava todo tipo de companhia. O menino se aproximou e me disse: "Ei menina, vou contigo, sou de Corps". A estas palavras minha malícia natural se mostrou e lhe disse: "Não quero ninguém perto de mim. Quero ficar sozinha". Mas ele, senguindo-me, disse: "Meu patrão me enviou aqui para que cuide do gado contigo. Venho de Corps". Afastei-me dele, agastada, dando-lhe a entender que não queria ninguém por perto. Quando estava a certa distância, sentei-me na grama. Normalmente, dessa forma conversava com as florzinhas ou ao Bom Deus. Depois de um momento, atrás de mim estava Maximino sentado e diretamente me disse:"Deixa-me ficar contigo, me comportarei muito bem".

ORAÇÕES - 19 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – Sábado – Santos: Januário (Gennaro), Constância
Evangelho (Lc 8,4-15) “O semeador saiu para semear sua semente. Uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram...”
Conforme a explicação do próprio Jesus, a parábola fala das diversas maneiras como é acolhida a palavra da salvação. Nessa altura é bom lembrar que, por nós mesmos, nunca somos terra boa e pronta para receber a semente. Temos de ser preparados pela graça de Deus; somente assim a palavra tem sentido para nós e a podemos acolher livremente. Temos de pedir sempre essa graça.
Oração
Senhor, cuidai sempre de mim, para que meu coração esteja de todo aberto para acolher vossa palavra, e pronto para aceitar em tudo vossa vontade de salvação. Afastai de mim orgulho, a dureza e a ingênua confiança em mim mesmo. Fazei-me dócil, para que possais fazer de mim o que planejais. Peço perdão por ter sido tantas vezes terra estéril e seca como a das estradas. Amém.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Escolhido com amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Profissão de profeta
 
Jesus, na sinagoga de Nazaré, iniciou sua missão com a solene proclamação, tirada do profeta Isaias: “O Espírito do Senhor está sobre Mim... Consagrou-Me com a unção para anunciar a boa nova aos pobres...” (Lc 4,l7ss). Está na linha da profecia de Jeremias que foi escolhido desde o seio materno (Jr 1,5). Os operários da colheita devem ser pedidos ao Pai (Lc 10,2). Os profetas autênticos são escolhidos, desde o seio materno (Jr 1,5). Sendo escolhido por Deus, recebe o Espírito Santo para essa missão. Por isso diz a Jeremias: “Eu te consagrei e te fiz profeta das nações” (Jr 1,5). Ser consagrado é ser colocado sob a ação direta do Espírito Santo. No Batismo de Jesus vemos a manifestação de Deus: “O céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal como pomba. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho bem amado. Eu, hoje te gerei!” (Lc 3,22). Lucas sempre diz que Jesus agia movido pelo Espírito Santo (Lc 4,14). Em sua missão, o profeta é anunciador do Reino de Deus: “Convertei-vos porque está próximo o Reino de Deus” (Mt 4,17) e confirma pela experiência de anunciar: “O Reino de Deus está entre vós” (Lc 17,20). Em Nazaré apresentou seu programa de missão que renova todo homem: “evangelizar os pobres, proclamar a remissão dos presos, aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,18). A unção do Espírito e a missão profética se destinam à construção do Reino de Deus onde a face de Deus no homem está destruída. 
Dom mais elevado 
A caridade (o amor) é o conteúdo da profecia, como é conteúdo da Encarnação. “Foi deste modo que se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por Ele” (1Jo 4,9). Sem o amor, a caridade em ação, a profecia e a vida cristã não existem. O amor foi a vida e o ensinamento de Jesus. Ele amou ao extremo: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor” (Jo. 13,11). Amou e se entregou levando ao extremo seu amor. A leitura nos leva a perceber até onde vão as consequências da opção pelo amor. O texto de Coríntios é uma leitura autobiográfica de Paulo, coisas que aprendeu de Jesus. O final desse texto monumental resume tudo: “Atualmente permanecem essas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade” (1Cor 13,13). O amor de redenção se explica pelo próprio amor de Deus. Em sua missão, como a colocou na sinagoga de Nazaré, não dizia de algo distante ou intelectual, mas de um HOJE que concretiza a ação de Deus. Sempre quando realizamos as obras do amor, estamos realizando o Hoje do Reino de Deus. Quem não age de acordo com ele é inimigos da cruz de Cristo. É o retrato do cristão inimigo do Evangelho (Fl 3,18-19). Esses são os piores inimigos da Cruz de Cristo. 
Anunciar é denunciar 
Temos visto como a pregação que toca a consciência dos cristãos que vivem uma fé sem compromisso. Precisa ver se é fé. Como sempre agridem por não terem razão. Os verdadeiros profetas sofrem o que sempre sofreram: dão a vida pela verdade. Mostrar onde estão os males da sociedade e da Igreja será sempre causa de perseguição para os profetas, como foi para Jesus em Nazaré. Naquele dia já queriam jogá-Lo num precipício. E, um dia, culminarão em colocá-Lo na cruz. É o destino dos fiéis profetas. Os falsos profetas serão sempre cortejados e apoiados. Mas vai chegar o dia da colheita. Sejamos fiéis. 
Leituras: Jeremias 30.01.22; Salmo 70;
1Corintios 12.31-13,13;Lucas 4,21-30 
1. A unção do Espírito e a missão profética se destinam à construção do Reino de Deus onde a face de Deus no homem está destruída. 
2. O amor de redenção se explica pelo próprio amor de Deus.
3. Os verdadeiros profetas sofrem o que sempre sofreram: dão a vida pela verdade. 
Conversa mole
Fala-se tanto na Igreja! O que se resolve? Se fosse conversa que valesse, logo teria havido mudança. Muita saliva foi perdida. Gastam-se o tempo e os ouvidos dos outros. Por que não resolve? Porque não fala nada. Até não faz mal porque passa por cima das cabeças. Será que Jesus pensou como iríamos maltratar suas palavras. É verdade que o que vale é o que o Espírito Santo fala a cada um. É a salvação.
Homilia do 4º Domingo Comum (30.01.2022) 

EVANGELHO DO DIA 18 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 8,1-3. 
Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Gertrudes de Helfta 
(1256-1301) 
Monja beneditina 
O arauto, livro III, SC 143 
O coração divino atraído pela nossa miséria 
Certo dia, na sua meditação, [Gertrudes] tomou consciência da sua miséria interior, o que lhe provocou um tal desprezo por si própria que, ansiosa e perturbada, se perguntou como poderia agradar a Deus, que via todas as suas faltas; porque, onde ela descobria apenas uma, o olhar divino e penetrante percebia uma infinidade. Recebeu consolação com a seguinte resposta divina: «O amor torna amável o amado». Compreendeu então que se neste mundo, entre os homens, o amor tem tanta força que a própria fealdade agrada ao amante por causa do amor que lhe tem, chegando a fazer-lhe desejar, por amor, assemelhar-se ao amado, como poderia ela duvidar de que Aquele que é Deus-caridade pudesse, em virtude do amor, tornar amável aquele que ama? Doutra vez, a memória das suas culpas passadas lançou-a em tal confusão que apenas queria esconder-se para sempre; e eis que o Senhor Se inclinou para ela com tal reverência que toda a corte celeste, como que tomada de espanto, se empenhou em O conter; ao que o Senhor respondeu: «Não posso deixar de ir ter com aquela que puxa pelo meu coração divino com as sólidas cordas da humildade».

São Metódio de Olimpos (m. ca. 311)

Foi um bispo cristão, 
autor eclesiástico e um mártir. 
Ele é considerado um santo 
e um dos padres da igreja. 
Vida 
Poucos relatos sobreviveram sobre a vida do primeiro oponente científico de Orígenes e mesmo este pouco que nos restou apresenta muitas dificuldades. Eusébio de Cesareia não o menciona em sua História Eclesiástica, provavelmente porque Metódio se opunha às várias teorias de Orígenes. Assim, ficamos em débito com Jerônimo por seu primeiro relato sobre ele em De Viris Illustribus. De acordo com ele, Metódio foi bispo em Olimpos na Lícia e depois foi bispo em Tiro. Esta última afirmação não é confiável, pois nenhum autor grego jamais citou-o como bispo de Tiro e, de acordo com Eusébio, Tirânio era bispo de Tiro durante as perseguição de Diocleciano e morreu mártir.

18 de setembro - Beato Carlos Eraña

"Irmão, servo de Deus: 
Pratique ... a delicadeza." 
Os mártires da Companhia de Maria, Carlos Eraña, Fidel Fuidío e Jesús Hita, por sua fé e dedicação à educação cristã de crianças e jovens, seguiram a Cristo à imolação de si mesmos. Como marianistas, eles aprenderam a amar a Virgem intensamente e ao longo de suas vidas eles aceitaram sua proteção especial. Com mansidão, eles foram em direção ao martírio, o ato supremo de sua rendição a Jesus e Maria e, como outros que os haviam precedido, eles morreram perdoaram, seguros de estarem seguindo os passos do próprio Cristo. Que as Comunidades eclesiais do País Basco e La Rioja, lugares de origem dos novos Beatos, e os de Ciudad Real, terra que foram regadas com o seu sangue, permaneçam firmes na fé de que viveram, ensinaram e assinaram com o seu martírio! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 
01 de outubro de 1995 

Beatos Daudi Okelo e Jildo Irwa

Os mártires Daudi Okelo e Jildo Irwa são dois jovens catequistas ugandenses que viveram no início do século XX. Eles pertenciam à tribo Acholi, subdivisão do grande grupo Lwo, cujos membros ainda vivem no norte de Uganda, com uma presença significativa no Sudão do Sul, Quênia, Tanzânia e Congo. Sua história e seu martírio ocorreram apenas três anos após a fundação pelos missionários combonianos da missão de Kitgum (1915). 
Daudi Okelo 
Nasceu por volta de 1902, em Ogom-Payira aldeia do nordeste de Uganda, seus pais eram os pagãos, Lodi e Amona. Começou a frequentar os ensinos na missão e recebeu o batismo em torno de 14 anos de idade. Batizado pelo padre Cesare Gambaretto em 01 de junho de 1916, recebeu sua Primeira Comunhão no mesmo dia e foi confirmado em 15 de outubro de 1916.

SANTA SOFIA

Sofia, em grego, significa sabedoria. Não obstante, sobre esta Santa, com este nome e que a Igreja recorda em 18 de setembro, sabe-se muito pouco. O Menológio da Liturgia grega – isto é, o volume que contém hinos e orações dedicadas a cada Santo em cada dia do ano - comemora Santa Sofia junto com Santa Irene, mártires em Chipre, sobre as quais faz alusão à sua decapitação. 
Em que século viveu? 
Várias tradições são confusas até sobre a época em que Sofia viveu: para algumas, a Santa faria parte dos primeiros cristãos; enquanto para outras, ela viveu na época bizantina. É certo, porém, que foi o Cardeal César Baronio, no século XVI, a incluir Sofia e Irene na sua obra Martyrologium Romanum, estabelecendo sua memória litúrgica em 18 de setembro. Outra Sofia Muitas vezes, a história de Sofia, mártir em Chipre, se entrelaça com aquela, bem mais legendária, de Sofia que foi martirizada em Roma, durante o império de Trajano (século I-II d.C.), e comemorada em 30 de setembro.

Santa Ricarda, Imperatriz - 18 de setembro

Santa Ricarda, filha de Erchanger, Conde da Alsácia, se casou em 862 com Carlos, bisneto de Carlos Magno, que era então rei dos francos da Renânia, e logo se converteu em imperador do Ocidente, rei da Alemanha e França e protetor titular do Papado. Como princesa Ricarda tornou-se grande benfeitora de vários mosteiros na Alemanha, Suíça e Itália; por volta de 880 fundou em suas propriedades a Abadia de Andlau, no Baixo Reno. Em 881, junto com seu marido, foi a Roma onde o Papa João VIII lhes deu a coroa imperial; Ricarda na ocasião colocou a nova abadia sob a proteção pontifícia. O novo imperador do Sacro Império Romano adotou o nome de Carlos, o Gordo, sucedendo seu pai e dois irmãos, e veio governar uma área quase igual à de Carlos Magno, mas não com as mesmas capacidades de governo. Ele não conseguiu reduzir de forma eficaz as incursões dos normandos e foi combatido pelos senhores feudais. Além disso, abandonou o Papa João VIII, que pedia o seu auxilio a partir do Palácio de Latrão, onde finalmente foi assassinado.

Santa Irene a Mártir Festa: 18 de setembro

Santa Irene, comemorada em 18 de setembro juntamente com Santa Sofia, pertence ao grupo de mártires da antiguidade cristã cuja memória litúrgica é muito mais antiga do que as informações biográficas preservadas sobre eles. As fontes bizantinas a comemoram sem fornecer informações sobre sua família, sua vida, a época em que viveu ou o local onde foi martirizada. Seu nome aparece na Sinaxária e nas Menaeas ao lado do de Sofia, e a tradição litúrgica sugere que ambas foram mortas por decapitação. A memória de Irene também passou para a tradição litúrgica ocidental. No século XVI, Cesare Baronio incluiu Sofia e Irene no Martirológio Romano, comemorando-as em 18 de setembro. O Martirológio Romano, no entanto, na forma transmitida pela tradição ocidental, não acrescenta detalhes biográficos nem indica o local de seu martírio. A própria escassez de testemunhos exige cautela: não é possível reconstruir uma biografia no sentido usual do termo.

Santa Ariadne(Ariana) de Primnesso, Mártir - 18 de setembro

De acordo com alguns críticos, Ariadne, ou Ariana, é identificada como uma mártir Maria mencionada no Martirológio Romano no dia 1 de novembro, da qual se possui Atas Latinas, a Passio S. Mariae ancillae. Esta identificação parece ser apoiada por uma passagem no Sinassário de Sirmond. Segundo outros, a Passio de Ariana e de Maria são apenas invenções piedosas escritas para a edificação dos cristãos após o período de perseguição. Finalmente, existem aqueles inclinados a admitir a existência histórica de Ariadne, mas negam qualquer valor às Atas, consideradas anacrônicas e irreais. No entanto, Franchi de Cavalieri mostrou a confiabilidade desse documento que tem um sabor de autenticidade, como pode se constatar comparando-o com obras literárias do século II-III.

Panfílio de Cesaréia Sacerdote, Mártir, Santo + 308

Panfílio nasceu em Bêrut, na Fenícia (atualmente Beirute, Líbano). Após concluir brilhantes e profundos estudos nas escolas de Alexandria, foi ordenado padre da Igreja de Cesaréia. Ele foi um dos belos exemplos da aliança entre a filosofia e o dogma cristão. Ninguém melhor que ele soube unir o amor à Ciência a essas virtudes evangélicas que constituem a personalidade dos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo. Nosso santo montou uma enorme biblioteca composta dos melhores autores, sobretudo religiosos. O alvo de seus estudos e pesquisas era somente a defesa da fé. Deve-se a este homem ilustre a correção da versão das Sagradas Escrituras dita Septuaginta. Foi de sua preciosa biblioteca que o historiador Eusébio, discípulo de Panfílio, tirou todos os documentos de que precisou para escrever a história dos primeiros séculos.

João Macias Religioso dominicano, Santo 1585-1645

Filipe II de Espanha governava quase metade do mundo, no dia 2 de Março de 1585, quando nascia em Ribera del Fresno, perto de Badajoz – Espanha, João Macias, batizado na igreja do povo nesse mesmo dia do seu nascimento. Não tem ainda cinco anos quando perde o pai e pouco tempo depois a mãe, ficando órfão com uma irmã menor que ele. Serão os seus padrinhos de batismo que cuidarão dele e o ajudarão a crescer. A vida na Estremadura espanhola não era fácil e João não nasceu numa família abastada, pelo que desde muito jovem se viu entregue da responsabilidade de conduzir os rebanhos pelos campos e velar para que os animais voltassem seguros para casa. Era uma vida dura, mas ao mesmo tempo uma vida de solidão que lhe permitia o silêncio propício à contemplação de Deus na natureza. Já perto do final da vida confidenciará ao frei Gonçalo Garcia, seu confessor, que foi nesta idade, quando guardava os rebanhos do seu amo, que se encontrou com um menino da sua idade, que se dizia São João Evangelista.

José de Cupertino Frade menor conventual, Santo (1603-1663)

São José de Cupertino, 
maravilhas da graça divina em meio 
a indigências da natureza humana 
Desprovido de qualidades naturais, esse Santo, cuja festa comemoramos neste mês, teria seu nome varrido pelo vento da História não fosse sua radicalidade no amor a Deus e o recíproco amor do Criador àquele servo fiel, imitador do Profeta Job. 
Assim narra um autor a infância desse santo:
“A natureza foi com ele uma madrasta: não lhe deu nem riqueza, nem saúde, nem talento, nem ouro, nem prestígio, nem nobreza... Não teve sequer um berço no momento de vir ao mundo. Seus companheiros o desprezavam e todo o mundo se ria dele. Susteve-se largo tempo entre a vida e a morte, até que um ermitão o esfregou com azeite e o curou. No entanto, continuou a ser olhado como o homem mais desgraçado do mundo, por essa confusão estranha de nossa linguagem, pois se em algo superabundava aquele menino, era precisamente na graça que o ia tirar da obscuridade e desprezo, para aureolar sua fronte com as luzes [até ali] inverossímeis da glória” (1). 

NOSSA SENHORA DA DEFESA

Nossa Senhora começou a ser venerada com esse título primeiramente na Catedral de Ozieri, que fica em Sassari, na Itália. Depois a devoção se espalhou pelo mundo.
 
Origens 
O título Nossa Senhora da Defesa nasceu a partir de um episódio histórico, ocorrido na época das imigrações. Durante um rigoroso inverno, um exército dos Godos, vindos do norte, instalou-se ameaçadoramente na Bacia de Ampezzano, na Itália. Os habitantes da região logo começaram a se reunir para organizar uma defesa. Acontece que eram pobres, não tinham armas nem um exército treinado capaz de vencer inimigo tão poderoso. Por isso, começaram a se reunir para rezar, pedindo ajuda a Nossa Senhora. O povo permaneceu unido, em oração, pedindo e esperando auxílio do céu. 

ORAÇÕES - 18 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
18 – Sexta-feira – Santos: José de Copertino, Metódio do Olimpo, Ricarda
Evangelho (Lc 8,1-3) Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres...”
Jesus ia pelas estradas com sua pequena comunidade, os doze e algumas mulheres. Ele não anunciava uma doutrina, mas um jeito novo de viver, na entrega ao Pai, na liberdade de tudo, numa vida de fraternidade. As mulheres e os homens que iam com ele mostravam que era possível superar as desigualdades. E ensinam-me que minha igreja tem de ser casa de família.
Oração
Senhor Jesus, ainda não sou muito discípulo vosso, porque ainda não vivo muito a fraternidade. Ainda não amo o bastante minhas irmãs e irmãos, ainda não aceito bem que sejamos todos iguais. Ajudai-me, Senhor, ajudai-nos a viver como ensinastes o amor fraterno, no respeito, na verdade e na confiança. E que estejamos todos a serviço uns dos outros, sem pretensão nenhuma. Amém.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Culto Litúrgico

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Liturgia é culto
 
O culto é uma dimensão do ser humano e da vida da comunidade. As pesquisas arqueológicas, quase sempre partem da descoberta de lugares de culto. Os povos nômades celebravam suas festas. Os judeus, depois de sedentários, a partir do tempo do Êxodo, foram se organizando em torno da tenda da reunião, em volta do símbolo precioso da arca da aliança. Com o estabelecimento da realeza, chegou-se à bela construção do grandioso templo. Este tinha uma bela liturgia e belos cânticos, tanto que, os que haviam levado os judeus como escravos, diziam: “Cantai-nos os cânticos de Sião” (Sl 136,3). Os cristãos não tiveram edifícios de culto nos três primeiros séculos da fé cristã. Celebravam pelas casas a ceia que foi se estruturando no rito eucarístico. A liturgia é seu culto. Seu encontro com Deus se faz na novidade de Cristo, organizando-se numa celebração comum. Sua característica é a presença de Cristo, sacerdote, que preside a celebração de todo o corpo da Igreja. A dimensão fundamental da liturgia está em sua definição no documento do Vaticano II, Sacrosanctum Concílium nº 7, diz que “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da missa, quer na pessoa do ministro... quer nas espécies eucarísticas. Está presente nos sacramentos. Está presente na Palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente na Igreja que reza e canta”. Está presente nos diversos ministérios e serviços que se realizam no Cristo Servidor. Cristo está presente em seus mistérios. 
Dimensão cultual 
Todo culto a Deus vem do próprio Deus que coloca no ser humano essa necessidade. Na Igreja, o culto tem sua origem no relacionamento do Filho com o Pai no Espírito. O culto é natural no ser humano. No culto, a Igreja está unida a Cristo: “Em tão grande obra, que permite que Deus seja perfeitamente glorificado e que os homens se santifiquem, Cristo associa sempre a Si a Igreja, sua esposa muito amada, que invoca o seu Senhor e por meio dele rende culto ao Eterno Pai” (SC 7). O culto cristão corresponde a sua necessidade, mas participa do culto de Cristo ao Pai. Só em Cristo o culto atinge sua plenitude. Nós nos unimos a Cristo em seu Mistério e em seus mistérios acontecidos entre nós em sua encarnação. É a dimensão memorial que nos dá condições de celebrar os mistérios de Cristo, prestando culto ao Pai, com Ele. Nós não repetimos os fatos nem lembramos como algo que aconteceu. Pela ação litúrgica participamos do único acontecimento que não se repete, mas permanece. Na Eucaristia cumprimos a ordem de Jesus: “Isto é meu corpo que é dado por vós. Fazei isso, em memória de mim” (Lc 22,19). 
Tempos litúrgicos 
As celebrações acontecem na vida de uma comunidade concreta que vive tempos diferentes tanto no tempo físico, como na estrutura litúrgica. Entramos na categoria tempo que é parte integrante do culto. Assim temos tempos diferentes na liturgia que nos inserem nessa realidade. Infelizmente o culto perdeu muito dessa dimensão e passou a ser um texto que se lê. O ano litúrgico, em suas diversas divisões, nos introduz no mistério de Cristo no momento em que vivemos. Sua finalidade é educativa, memorial e missionária. Conhecemos melhor o mistério e o celebramos com mais intensidade de fé e de atuação na vida. Assim temos o Tempo Pascal, o Tempo do Natal e o Tempo Comum. Todos os tempos convergem para a Páscoa. Todas as celebrações vivem essa unidade.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 17 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 7,36-50.
Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade –, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E, voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: são-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então, os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a 
São Macário (390) 
Monge do Egipto 
Homilias espirituais, 30, 9 
O acolhimento do fariseu e 
o acolhimento da pecadora 
Acolhamos o nosso Deus e Senhor, o verdadeiro médico, o único que é capaz de curar a nossa alma ao vir a nós, Ele que tanto penou por nós. Ele bate sem cessar à porta do nosso coração, para que Lha abramos e O deixemos entrar para Ele repousar na nossa alma, para que Lhe lavemos os pés e O cubramos com perfume, para fazer em nós a sua morada. Com efeito, Jesus acusa aquele que não Lhe lavou os pés, dizendo: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa» (Ap 3,20). Foi para isto – para vir à nossa alma e fazer dela sua morada – que Ele suportou tantos sofrimentos, que entregou o seu corpo à morte e nos resgatou da servidão. É por isso que o Senhor dirá àqueles que, no julgamento, estiverem à sua esquerda e forem enviados para a geena: «Tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber» (Mt 25,42ss). Porque a sua comida, a sua bebida, as suas roupas, o seu teto, o seu repouso estão no nosso coração; por isso, Ele bate sem cessar, querendo entrar em nós; acolhamo-lo, portanto, e recebamo-lo dentro de nós, pois Ele é também o nosso alimento, a nossa bebida, a nossa vida eterna. E toda a alma que não O acolhe dentro de si, para Ele aí encontrar repouso, ou antes, para que ela repouse nele, não herdará o Reino dos Céus com os santos e não poderá entrar na cidade celeste. Mas Tu, Senhor Jesus Cristo, deixa-nos entrar, a nós que glorificamos o teu nome, com o Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos. Ámen.

Beato Estanislau de Jesus e Maria

Aos 18 de maio de 1631 nascia João Papczynski (seu nome de batismo) em Podegrodzie, no sul da República Polonesa, seu pai, Tomás, era camponês e um apreciado ferreiro. Sua mãe, era uma mulher piedosa e ativa. Não pouparam esforços em proporcionar uma sólida formação ao filho. Contrariou o natural desejo de sua família para que se casasse. Anos depois confessaria: “É muito difícil expressar o quanto eu apreciava a minha vocação, que apenas o próprio Deus em mim despertara”. No dia 12 de março de 1661 foi ordenado sacerdote por D. Estanislau Samowski, bispo de Przemysl. Após sua ordenação, padre Estanislau se envolveu com todo o zelo na atividade pastoral, procurando conciliá-la com outras incumbências de sua comunidade religiosa. Consciente de haver cumprido a sua missão, falece a 17 de setembro de 1701 no convento de Góra Kalwaria, pronunciando estas palavras: “Em Vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito”, tendo abençoado antes os seus coirmãos.

17 de setembro - São Francisco Maria de Camporosso

O irmão humilde que se ergue como um colosso, como um gigante, ao longo de quarenta anos de vida santa e de uma santidade difícil…; consolador incansável, conselheiro e mestre de almas, de um povo inteiro, por mais de uma geração. Qual a virtude mais admirável nele? O Beato Maria de Camporosso é todo ele um prodígio de humildade, de paciência, de caridade: a humildade de esmoleiro pobre, do Capuchinho pobre que estende a mão a toda a gente; a paciência de esmoleiro ao longo de quarenta anos, uma paciência verdadeiramente prodigiosa, dir-se-ia quase milagrosa, que germinou sobre outra grande virtude: a paciência. Basta, com efeito, dizer ‘um bom capuchinho’ para dizer um grande paciente; basta falar do ser, da vida, da alma capuchinho para dizer de quanta paciência é formada aquela vocação. Papa Pio XI Francisco nasceu em Camporosso no ano de 1804, seus pais eram trabalhadores e profundamente religiosos; ele foi o caçula de quatro filhos.

Santa Colomba de Córdoba, Mártir – 17 de setembro

Martirológio Romano:
Em Córdoba na Andaluzia, Espanha, Santa Colomba, virgem e mártir, que durante a perseguição dos mouros professou espontaneamente a sua fé diante de juízes e do conselho da cidade, e foi prontamente decapitada pela espada diante das portas do palácio Santa Colomba viveu na cidade de Córdoba, Espanha, sob o domínio muçulmano durante o século IX. 
Colomba foi uma das flores mais formosas que a Igreja moçárabe produziu na Córdoba desses dias. "Formosíssima e nobilíssima, espelho e norma de santidade para todos os cordobeses", escreveu dela seu pai espiritual e panegirista Santo Eulógio de Córdoba, que dedica a ela o cap. X do 1. III do seu Memoriale Sanctorum (PL, CXV, coll. 806-12).

Santa Hildegarda de Bingen , Virgem, Doutora da Igreja -Festa: 17 de setembro

(*)Kreuznach, Castelo de Böckenheim, Alemanha, 1098
(+)Bingen, Alemanha, 17 de setembro de 1179 
Nascida em Bermesheim em 1098, a caçula de dez filhos. Seu nome de batismo, traduzido literalmente, significa "aquela que é ousada na batalha". Entre 1147 e 1150, no Monte São Ruperto, perto de Bingen, às margens do Reno, Hildegarda fundou seu primeiro mosteiro e, em 1165, o segundo, na margem oposta do rio. Era uma pessoa delicada, propensa a doenças, mas, aos 81 anos, havia vivido uma vida repleta de trabalho, lutas e conflitos espirituais, temperada por mandamentos divinos. Figura intelectualmente perspicaz e espiritualmente forte, suas visões, registradas em anotações e posteriormente em livros de textos sagrados, a tornaram famosa.

Alberto de Jerusalém Patriarca de Jerusalém, Mártir e Santo 1150-1214

Alberto nasceu no ano 1150 em Parma, na Itália, no seio da rica e nobre família Avogrado, dos condes Sabbioneta. Ainda muito jovem, resolveu deixar a vida mundana da Corte, ingressando no Convento dos Cónegos de Santo Agostinho de Mortara, em Pavia. Em pouco tempo, foi eleito prior pelos companheiros e, em 1184, foi nomeado bispo de Bobbio, cargo que recusou porque não se achava preparado e à altura da função. Porém essa não era a opinião do papa Clemente III, que nesse mesmo ano o encarregou de assumir o bispado de Vercelli. Assim, Alberto não teve como recusar. Assumiu a missão com tanta vontade de fazer um bom ministério que ficou na função por vinte anos, levando o povo local a uma vida de penitência, oração e caridade. Era sempre tão conciliador e justo na intermediação de causas que o imperador Frederico Barbaroxa solicitou seus préstimos para solucionar uma disputa entre Parma e Piacenza, em 1194.

Pedro de Arbués Mártir vitimado pelos que odiavam a Inquisição, Santo 1441-148

Inquisidor, defensor da fé 
no reino de Aragão, 
foi morto quando rezava 
na catedral de Saragoça 
A maior glória da Espanha era sua catolicidade destemida, ufana, realista. O espírito racionalista do século XIX detestava particularmente esse admirável espírito espanhol. Daí organizar uma campanha de difamação contra esse país e contra suas mais legítimas instituições, cobrindo-os com uma legenda negra, que nosso tempo herdou sem espírito de crítica. O objeto de maior difamação dessa “legenda” foi o Santo Tribunal da Inquisição contra a Perfídia dos Hereges. É bem verdade que historiadores conscienciosos têm recentemente mostrado a parcialidade e exagero dos críticos desse Santo Tribunal, sobretudo as cifras exageradas que apresentam.

São Roberto Belarmino, Bispo e Doutor da Igreja -Festa: 17 de setembro

(*)Montepulciano, Siena, 4 de outubro de 1542
(+)Roma, 17 de setembro de 1621 
Roberto Belarmino nasceu em Montepulciano, em 1542, em uma família rica e numerosa. Em 1560, ingressou na Companhia de Jesus. Estudou em Pádua, Lovaina e no Colégio Romano, em Roma. Entre seus alunos durante esses anos estava Santo Luís Gonzaga. Foi nomeado Cardeal e Arcebispo de Cápua em 1599. Tornou-se um teólogo pós-Tridentino de grande renome. Escreveu muitas obras exegéticas, pastorais e ascéticas; seus volumosos livros "De Controversiis" são fundamentais para a apologética. Com uma obra tão simples em estrutura quanto rica em sabedoria, seu "Catecismo", foi um "mestre" para muitas gerações de crianças. Outro de seus volumes, "A Arte de Bem Morrer", também é famoso.

CHAGAS DE SÃO FRANCISCO

O perfeito amor de São Francisco ao crucificado
 
No dia 17 de setembro celebra-se a festa da impressão das chagas de São Francisco de Assis. Os estigmas que Francisco recebeu em 1224, no Monte Alverne, após uma visão do Cristo crucificado em forma de Serafim alado, são sinais visíveis de sua semelhança à humanidade de Cristo, nos seus três modos: na vida, na paixão e na ressurreição. Francisco encontrou-se pela primeira vez com o Crucificado na pequena Igreja de São Damião. Num certo dia, conduzido pelo Espírito, entrou nessa Igreja e prostrou-se diante da imagem do Cristo crucificado que, movendo de forma inaudita os seus lábios, disse: "Francisco, vai e restaura minha casa que, como vês, está toda destruída" (2Cel 10,5). E, conta-nos Celano, que Francisco sentiu desde então uma inefável mudança em si mesmo, pois são impressos mais profundamente no seu coração, embora ainda não na carne, os estigmas da venerável paixão.

ORAÇÕES - 17 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Quinta-feira – Santos: Roberto Belarmino, Hildegardes, Colomba
Evangelho (Lc 7,36-50) “Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor.”
Não sabemos quem era a mulher que entrou na casa de Simão. Mas sabemos que tinha um grande amor no coração, amor muito maior que todos os seus pecados. Esse amor, que a salvou, veio de Deus, não nasceu de seu coração, foi sedução que a transformou. Só reconheço meu pecado, quando me deixo conquistar pelo amor do Senhor por mim. E então tudo se transforma.
Oração
Senhor Jesus, ainda não vos amo o bastante porque ainda não me deixei conquistar por vosso amor. Não me entrego, ainda tento barganhar e conservar apegos, com medo de me entregar. Mudai meu coração, ensinai-me ser amado, e a vos amar de volta. Só assim mudará minha vida, reconhecerei meu pecado e minhas fraquezas, e vos amarei e poderei ser perdoado afinal. Amém.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Abriu o Livro”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Lugar da Palavra
 
No segundo domingo comum, lemos o evangelho das Bodas de Caná. É texto rico de ensinamentos. E nos fixamos na manifestação aos discípulos. Hoje vemos Jesus iniciar sua missão, na sinagoga de Nazaré. Proclama sua missão como realização da profecia de Isaias. Sempre movido pelo Espírito afirma que Nele se realiza a profecia, dizendo: “Hoje se realizou essa passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4,21). Interessante é notar que a comunidade de Nazaré era pequena e pobre. Ali se realiza a Palavra. Nossas comunidades humildes são também lugar da total realização do hoje de Deus. Sempre Cristo é total em sua ação. Leremos o texto sobre a grande assembleia de Esdras e Neemias depois do retorno da Babilônia. Temos o lugar nobre, a introdução e leitura do livro da Lei e sua explicação. Cada comunidade que se reúne o faz para ouvir a Palavra. Disseram a todos: “Este é um dia consagrado ao Senhor vosso Deus” (Ne 8,9). Onde se reúne a comunidade e é lida a Palavra de Deus, é um dia consagrado ao Senhor. Por isso dizemos: “Domingo é dia do Senhor”. É dia da Palavra. É dia da comunidade se alegrar. É dia de alegria a ser comemorado. É dia do Senhor que é dia da comunidade e dia da família que continua a celebração em sua casa. Os gestos, as aclamações, os cantos são parte da alegria da Palavra. Teremos sempre uma proclamação e acolhimento da Palavra com consciência e alegria. As grandes e pequenas assembléias realizam a comunicação do Senhor. 
O livro aberto 
Abrir o livro na celebração da comunidade é um belo símbolo da celebração da Palavra. É a Palavra aprisionada que salta viva no meio da comunidade, com o mesmo vigor do momento em que foi proclamada. Ela reúne o povo como na assembleia de Neemias, como em Nazaré, como Jesus vivo proclamava. É o hoje de Deus. “A Palavra é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes... Tudo está nu e descoberto a seus olhos. E a ela devemos prestar contas” (Hb 4,12-13). Quando é proclamada, é o hoje de Deus. Ela tem o vigor de quem a pronunciou, que é o próprio Deus, pela boca dos profetas e dos apóstolos. Ela toca os corações, como lemos nos textos. Ela promove o culto: “Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: Amém! Amém! Depois se inclinaram e prostraram-se diante do Senhor” (Ne 8,6.8). A Palavra de Deus conforta o povo depois do sofrimento do exílio, anima a reconstrução da cidade e a retomada da vida do povo. A Palavra proclamada é como um rio represado como toma vida e fertiliza as margens. É necessária a abertura do coração e o conhecimento sempre maior de seu vigor em nós. 
A lei do Senhor é perfeita 
O salmo nos faz refletir a maravilha da Lei de Deus. Lei não é proibição, recriminação. A Lei é a Palavra de Deus que dá conforto, sabedoria, alegria, uma luz aos olhos. O temor do Senhor é puro. Feliz o povo que tem essa sabedoria. Jesus em Nazaré não proclama mandamento, mas abre o caminho para a vida. Ali leva aos corações o carinho de Deus. É todo o Corpo de Cristo que vive em união. Não temos dado atenção à essa condição de nossa vida de cristãos. Estamos unidos entre nós e com Cristo, cabeça do Corpo. A esse corpo estão unidos todos os filhos de Deus. Essa compreensão nos explica muitos elementos da vivência de nossa fé. A vida divina percorre as veias desse corpo. 
Leituras: Neemias 8,2-4ª. 5-6.8-10; Salmo 18b;
1 Cor 12,12-14.27; Lucas 1,1-4;4,14-21 
1. Cada comunidade que se reúne o faz para ouvir a Palavra.
2. Quando a Palavra é proclamada, se faz o hoje de Deus. 
3. A Vida Divina percorre as veias desse corpo. 
Nem todo palanque é política 
Todo mundo que sobe no palanque se dá uma de orador. E diz muita besteira. Há um orador que vale a pena: aquele que proclama a Palavra de Deus. São palavras de vida. Pena que nem sempre estamos falando a Palavra de Deus. Por quê? Porque não a vivemos com ardor. Vale a pena deixar que a Palavra de Deus passe por nós e chegue a todos. Assim o palanque não cai. A comunidade é sempre convocada a ouvir. O que vemos com os olhos vai para nossa memória. O que ouvimos com nossos ouvidos vai para o coração e pode modificar nossas vidas. Assim se alimenta todo o Corpo de Cristo.
Homilia do 3º Domingo Comum (23.01.2022)