quinta-feira, 23 de abril de 2026

ORAÇÕES - 23 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Quinta-feira – Santos: Jorge, Adalberto de Praga
Evangelho (Jo 6,44-51) “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.”
A idéia deve ser importante, porque Jesus insiste: não podemos ir a ele se não formos atraídos pelo Pai. Só podemos crer se formos levados, arrastados, seduzidos por ele. Temos de ser instruídos por ele, moldados interiormente, educados por ele para poder compreender sua linguagem e a linguagem de seu Filho. Jesus, o Filho Encarnado, irá por sua vez levar-nos ao conhecimento do Pai.
Oração
Pai, entrego-me em vossas mãos, modelai-me, educai-me para que possa entender Jesus e aceitar seu jeito de viver. Fazei que eu esteja ligado a ele como o ramo à videira. Assim poderei produzir frutos, poderei amar e fazer o bem. Livrai-me da minha inconstância, para que jamais me separe de Jesus, que é fonte, pão e água para mim. Pai, que todos descubram em Jesus o salvador. Amém.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Vida em abundância”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu sou a porta
 
O tempo pascal nos convida a conhecer Jesus. Não basta saber que está no Céu glorioso, mas que continua na terra como Caminho, Verdade e Vida. O próprio Jesus não se define a si mesmo com belas idéias, mas com muitas imagens que, aos poucos, vão dando uma visão de seu ser e missão. É também um meio de compreendê-Lo e perceber como nos relacionar com Ele. O texto de João é rico em simbolismos. Uma dessas boas imagens é a do pastor, como lemos no salmo 22 e na continuação desse evangelho (Jo 10,11), como também, a imagem da porta das ovelhas (Jo 10,7). É através da porta que entramos em um ambiente. É através Dele que se atinge o lugar sagrado como era no templo. Por ela chegamos a Deus. A porta é o pastor das ovelhas. Por Ele se passa e por Ele se chega a Deus. Ser porta é ser o ingresso imediato a Deus. A porta é o único acesso possível ao redil. É um ingresso da casa de Deus. Quem entra pela porta é o pastor. “A esse o porteiro abre, elas escutam e seguem porque conhecem sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora... e caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem porque conhecem sua voz” (Jo 10,3-4). Nota-se o relacionamento de conhecimento existente entre a ovelha e o pastor. Elas o seguem porque conhecem a sua voz. Conhecem e estabelecem com um relacionamento de ovelhas que seguem o pastor, pois conhecem sua voz. Chamar pelo nome significa a permanente convivência de vida, vida de salvação. Estabelece-se um relacionamento que provém do mútuo conhecimento e de convivência. Relação de amor. 
Eu sou o bom pastor 
Chamamos esse domingo do o “Domingo do Bom Pastor”. As diversas orações retomam esse pensamento: “Que o rebanho possa atingir, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor” (Oração). O salmo retrata o Bom Pastor que conduz e introduz em belos prados, águas frescas, restaura as forças, guia no caminho seguro, conduz por lugares tenebrosos, prepara uma mesa, unge a cabeça e leva para a casa onde viverá por tempos infinitos. Esse retrato do bom pastor é uma pintura da grande ventura de quem encontrou o Pastor. A pregação dos apóstolos tem vigor que converte. Essa salvação se dá por ouvir um anúncio fundado na experiência pessoal que os apóstolos tiveram em Jesus ressuscitado. O Batismo foi essa água fresca que brotou do lado aberto do Cristo e inundou de fertilidade o campo do mundo. A celebração é o momento de abrir às ovelhas as riquezas conquistadas pela entrega de Cristo por suas ovelhas que “estavam desgarradas, mas que agora voltaram ao Pastor e guarda de suas vidas” (1Pd 2,25). Agora, o povo de Deus, Igreja, pode dizer com o salmo: “Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda minha vida: na casa do Senhor, habitarei pelos séculos infinitos” (Sl 22).
Convertei-vos 
O anúncio de Jesus se inicia com uma chamada à conversão: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo” (Mt 4,17). É preciso converter-se para crer em Jesus. No primeiro discurso, no dia de Pentecostes, Pedro diz aos que abriram seu coração e disseram: “Irmãos, o que devemos fazer?” Pedro respondeu: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,37-38). A partir dessa conversão e do batismo, reúne-se a primeira comunidade. Jesus completa: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Esse é o fruto da conversão. 
Leituras: Atos 2,14ª.36-41;Salmo 22;
1 Pedro 2,20b-25; João 10,1-10 
1. Chamar pelo nome significa a permanente convivência de vida, vida de salvação. 
2. A celebração é o momento de abrir às ovelhas as riquezas conquistadas por Cristo. 
3. É preciso converter-se para crer em Jesus. 
Bom de música 
Quando dizemos que as ovelhas ouvem sua voz e atendem ao chamado de seu nome, lembra-nos que o pastor sempre tem uma flautinha com uma música particular para se identificar diante do rebanho. Cada ovelha conhece o pastor também pela sua música. Jesus faz essa bela comparação. Para poder segui-lo é preciso ser bom de música. Lemos no Apocalipse que eles cantavam uma música que ninguém podia cantar, a não ser os 144 mil que foram resgatados da terra (Ap 14,3). Esse canto se aprende depois que se passa pela Porta e são conduzidos pelo Pastor.orta e são conduzidos pelo Pastor.              
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (03.05.2020)

EVANGELHO DO DIA 22 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,35-40. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, embora tivésseis visto, não acreditais. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou. E a vontade daquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179)
Abadessa beneditina 
e doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, capítulo 6 
Deus previu desde toda a eternidade 
que o homem se uniria a Ele 
As almas racionais têm origem no Deus verdadeiro: têm de escolher o que lhes convém e de rejeitar o que desagrada a Deus, pois conhecem o bem e o mal no seu íntimo. Deus, que é único, concebeu na energia do seu coração uma obra precisa e singular, e multiplicou magnificamente essa obra. Pois Deus é um fogo vivo, um fogo pelo qual as almas respiram, um fogo que existia antes do princípio, que é a origem e o tempo dos tempos. A vontade de Deus permeia inteiramente o mundo perecível, nele inspirando o termo do mundo, que é a eternidade. A omnipotência de Deus possui a plenitude de uma temperança feita de equilíbrio; não tem princípio nem fim, e tem um alcance que lhe permite realizar tudo o que deseja, sem nenhuma exceção. À perfeição que permite ao poder de Deus tudo subjugar está unido o amor, que é uma espécie de tranquilidade na ação; pois o amor cumpre na perfeição a vontade de Deus — que é a fonte da paz. Mas o amor assume diferentes formas, tão numerosas como as virtudes que operam no homem: o amor é a fonte de todo o bem. O homem tem de dirigir todas as intenções do seu coração para este verdadeiro sol. É neste olhar amoroso que a presciência de Deus se manifesta: o amor e a presciência estão em harmonia. A pessoa que escolhe submeter-se ao amor ama aquilo que há em Deus, contempla Deus na pureza da sua fé e nada Lhe oferece que seja mortal, mas conhece desde já nas alegrias celestiais, e Deus previu desde toda a eternidade que este homem se uniria a Ele.

Santos Miles, Aborsam (Abrosimo) e Mártires do Sinai na Pérsia Festa: 22 de abril

As informações sobre esses santos mártires, embora não compuam uma biografia completa, delineiam suas figuras com eloquência vívida. Miles, um valente soldado do exército persa, professou abertamente sua fé em Cristo, desafiando as leis da época que puniam severamente a conversão ao cristianismo. Sua integridade e coragem inspiraram muitos companheiros soldados, semeando fé em um terreno árido de perseguição. Aborsam (Abrosimus), um fervoroso diácono, dedicou-se a servir à Igreja e a espalhar o Evangelho entre os persas, atraindo a atenção das autoridades hostis. Preso e submetido a torturas atrozes, Aborsam permaneceu firme em sua fé, oferecendo um exemplo de resistência heroica. Sinai, um jovem de alma nobre, atraído pela luz do cristianismo, converteu-se à fé em Cristo. Sua perseverança tenaz, apesar das pressões e ameaças que sofreu, o levou a enfrentar o martírio com serenidade destemida. Miles, Aborsam e Sinai foram conduzidos ao cadafalso e submetidos a várias torturas, suportando cada sofrimento com firmeza estoica. 
Emblema: Palma 

São Leônidas Mártir, pai de Orígenes Festa: 22 de abril

O pai de Orígenes, Leônidas, um distinto professor de Alexandria, sofreu martírio sob Septímio Severo em 204, deixando órfão seu filho de dezessete anos, que já demonstrava um ardor precoce pelos estudos bíblicos. Eusébio de Cesareia, um historiador eclesiástico, narra em grande detalhe a educação dada por Leônidas ao jovem Orígenes, enfatizando o amor e a veneração de seu pai pela devoção inicial do filho. A tradição hagiográfica grega coloca Leônidas entre um grupo de mártires celebrados em 5 de junho, mas com pouco rigor histórico. O Martirológio Romano o homenageia em 22 de abril, embora a identificação com o mártir de Corinto presente no Hierônimo seja incerta. 
Etimologia: Leonidas = semelhante ao leão, forte, do grego
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Alexandria, Egito, em comemoração de São Leônidas, mártir, que sob o imperador Septímio Severo foi perfurado pela espada por fé em Cristo, deixando Orígenes, seu filho, ainda criança.

Santo Ágapito I Papa Festa: 22 de abril † 536

Agapito, Papa por quase um ano, foi enviado pelo rei dos Godos a Constantinopla para dissuadir o imperador Justiniano de retomar a Itália. A missão faliu, mas, em compensação, o Pontífice conseguiu uma nova derrota da heresia monofisista. Santo Agapito faleceu no caminho de volta a Roma, em 536.
(Papa de 13/05/535 a 22/04/536) 
Foi eleito Papa em 13 de maio de 535, mas seu pontificado durou pouco mais de onze meses. Um período durante o qual o imperador oriental Justiniano conseguiu conquistar a parte restante do Oriente Médio e grande parte do nordeste da África, anteriormente o reino dos Godos. Depois, enviou seu general Belisário para a Itália: desembarcando na Sicília, dirigiu suas tropas em direção a Nápoles e, de lá, preparou-se para lançar o ataque final a Roma.

Santa Alexandra e companheiras - Mártires em Nicomédia Festa: 22 de abril

O nome Alessandra é o feminino de Alessandro; deriva do grego 'Aléxandros' e significa "protetor dos homens". O nome sempre foi usado desde os tempos antigos e a versão masculina inclui dois reis do Épiro, três reis da Macedônia, dois reis da Síria, um imperador romano, oito papas, mais de 40 santos, três reis da Escócia, três imperadores da Rússia, etc. Na versão feminina, o nome Alexandra foi usado por seis rainhas e imperatrizes, também por cinco mártires cristãos, curiosamente sempre incluídos em tantos grupos de mártires. O mais conhecido deles é o de Amiso (Alexandra, Claudia, Euphrasia, Matrona, Juliana, Euphemia e Theodosia) celebrado em 20 de março; depois, há o grupo dos mártires de Ancara (Tecusa, Giulitta e outros) celebrado em 18 de maio; depois há o grupo de Ancira, o grupo de Antioquia e, finalmente, o grupo de Nicomédia de que falamos nestas notas.

São Caius Papa Festa: 22 de abril (†)296

(Papa de 17/12/283 a 22/04/296)
 
Sobre o Papa Caio (assim como sobre o Papa Soter, que é sempre lembrado hoje) temos poucas informações certas. Dizia-se dele que era parente de Diocleciano e também tio de uma Santa Susana não identificada. Ele também foi responsável pela estruturação definitiva das ordens abaixo do episcopado. Mas isso é uma notícia não verificável, enquanto seu martírio parece estar excluído, porque - no trono de Pedro de 283 a 296 - ele morreu antes que Diocleciano desencadeasse a perseguição em 303. (Avvenire)
Etimologia: Caio = feliz, feliz, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Calisto na Via Ápia, deposição de São Caio, papa, que, tendo fugido da perseguição ao imperador Diocleciano, morreu confessor da fé. 

Sotero de Roma Papa, Mártir (+ 296)

São Sotero foi o 12º papa entre 166 e 174.
 
De origem grega, Sotero nasceu em Nápoles. Conhece-se muito pouco deste papa, a não ser que seu pontificado foi marcado por seu zelo pela doutrina e pelas obras sociais. Tradicionalmente é lembrado pelos católicos por ter en-viado esmolas para muitas igrejas em todas as cidades onde os cristãos eram perseguidos. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos estes canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis. De uma carta de Dionísio, bispo de Corinto: “precisamos e apreciamos hoje a grande caridade do papa Sotero para com os perseguidos, seus cuidados paternais em época tão difícil”. Durante o seu pontificado, opôs-se com rigor aos hereges montanistas, cuja expansão representava um perigo iminente para a verdadeira fé.

Oportuna de Séez Virgem, Abadessa, Santa († 770)

Oportuna foi irmã de Crodegango, bispo de Seez[1], 
e sobrinha de Lantilda, abadessa de um convento 
de beneditinas em Almeneches. 
Nascida no castelo de Exmes, perto de Argentano, jovem ainda, conseguiu dos pais a permissão para consagrar-se ao Senhor. Assim, deixou o castelo, as comodidades e o convívio dos seus e foi encerrar-se num pequeno mosteiro nas vizinhanças de Alme-neches. Oportuna caminhou rapidamente pela senda da perfeição. Num átimo, conquistou o coração da co-munidade toda. Humilde, sincera e prestativa, a todos encantava e edificava. Quando a abadessa faleceu, a jovem religiosa foi escolhida, por unanimidade, para preencher a vaga. A princípio, um tanto alarmada com a responsa-bilidade da direcção da abadia, hesitou. Mas, depois de alguns dias de acurada reflexão, diante de uma revelação, capacitou-se de que a escolha fora diri-gida pela vontade de Deus. E aceitou. Agora como superiora, pensava Oportuna, era mister redobrar as mortificações, para dar exemplo às re-ligiosas. E atirou-se de corpo e alma, à oração e à contemplação. E sendo muito severa consigo mesma, era caridosíssima com as filhas. Recebeu, então, do alto, o dom dos milagres. Um deles, refere-se ao guarda-florestal da região e o burrico do mosteiro.

Senhorinha de Basto Religiosa, Santa (Século X)

Nasceu em 924, provavelmente em Vieira do Minho. Senhorinha não era o seu nome de baptismo mas um epíteto carinhoso que lhe dava seu pai, o conde de Basto. Fez-se monja aos 15 anos, recusando um nobre preten-dente, e aos 36 anos era abadessa do mosteiro de Vieira que então era próspero. Este mosteiro foi abandonado a quando da extinção das ordens religiosas em Portugal no século XIX, e poucos anos depois, completamente em ruínas (1912), acabou por ser completamente demolido, ficando apenas a igreja que se tornou então igreja paroquial. A sua vida foi cheia de manifestações do amor e da gran-deza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos mila-gres ainda antes da sua morte, ocorrida a 22 de Abril de 982. O seu túmulo foi ao longo da Idade Média grande centro de peregrinações, contando-se entre os grandes devotos da santa os reis D. Sancho I e D. Pedro I. A igreja de S. Victor, em Braga, encerra um notável conjunto de azulejos alusivos à vida de Santa Senhorinha.

Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus

No dia 22 de abril, jesuítas e inacianos de todo o mundo festejam o dia de Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus. 
Mas, por que celebrar esse dia? 
O que ela representa para a Companhia e para cada pessoa que segue a espiritualidade inaciana? 
A pedido do portal Jesuítas Brasil, o padre José Ramón Fernández de la Cigoña, SJ, nos conta como Maria sempre esteve presente na caminhada de Inácio de Loyola e da Companhia de Jesus. Confira: “No dia 22 de abril, celebramos a Festa de Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus, pois, em dia como hoje, Inácio de Loyola e cinco companheiros – Salmerón, Laínez, Broet, Jay e Codure – fizeram seus votos no altar de Nossa Senhora, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma (Itália). Nossa Senhora sempre esteve presente na vida de Santo Inácio. No início da sua conversão, ele peregrinou à pequena igreja de Nossa Senhora de Arántzazu e, diante de uma pequena imagem de Maria, fez voto de castidade. Mais tarde, no Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, entregou sua vida passada e desregrada ao deixar sobre o altar sua espada e adaga. Era véspera da festa da Anunciação do Senhor, 24 de março de 1521. Anos depois, Inácio e seus primeiros companheiros fizeram seus votos no dia da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto de 1534, na Basílica do Sagrado Coração, em Paris (França). Inácio ainda celebrou sua primeira missa como padre na Basílica de Santa Maria a Maior, em Roma. 
Enfim, no dia 22 de abril de 1541, o compromisso definitivo na Companhia de Jesus, foi numa capela de Nossa Senhora…”

ORAÇÕES - 22 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
22 – Quarta-feira – Santos: Bartolomeu de Cervere, Sotero, Miles.
Evangelho (Jo 6,35-40) “Todos os que o Pai me confia virão a mim, enão os afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade de quem me enviou.”
Jesus veio para fazer a vontade do Pai. E essa vontade é que ele acolha todos que o Pai lhe confia. Não somos nós que procuramos Jesus; a iniciativa é do Pai que no encaminha para ele. E Jesus garante-nos que nos acolherá, como quem acolhe alguém que lhe bate à porta. Temos nessa passagem todos os motivos de gratidão e de confiança: somos amados pelo Pai e acolhidos pelo Filho.
Oração
Senhor, Pai Santo, agradeço porque me escolhestes apenas por amor, sem merecimento meu. Eu vos louvo porque vosso Filho se fez participante de nossa humanidade, viveu nossa vida e acolhe-nos como irmãos. Por mim mesmo não teria esperança, mas vendo como sou amado por vós, tenho confiança que poderei viver convosco agora e depois por toda a eternidade feliz no céu. Amém.

terça-feira, 21 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Renovação espiritual”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ressuscitou e apareceu a Simão
 
Continuamos no clima do dia da Ressurreição. Os discípulos sentem a tristeza do terrível fim do Mestre. E, de um momento para o outro, a alegria do reencontro. É o que relata Lucas na aparição aos discípulos de Emaús. Depois de abrirem seus olhos, puderam reconhecer Jesus. Com alegria voltam a Jerusalém para dar a notícia. Jesus também ali se manifestara: “Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lc 24,34). Esse texto de Lucas não é só a descrição de um fato, mas um programa de vida para a comunidade. Dois discípulos estavam em caminho para um povoado chamado Emaus. Conversam sobre os últimos acontecimentos. Jesus os alcança e continua o caminho com eles. Estão tristes. Na conversa com eles ensina a descobrir e entender os acontecimentos a partir da Escritura. Mas, o maior lugar do encontro é momento de partir o pão. A Ressurreição não é somente um fato que interessa aos discípulos, mas ela penetra na vida de todos. Ela continua como processo de vida. Onde vamos encontrar o Ressuscitado? Na fraternidade do caminhar juntos, na abertura aos sinais dos tempos (comentavam sobre os acontecimentos da morte de Jesus), nas palavras da Escritura que nos ensinam a conhecer Jesus e na Eucaristia onde O encontramos. Bela é a expressão dos dois discípulos quando Jesus faz de conta que vai mais adiante: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando” (Lc 24,28). Quando percebemos que a noite chega até nosso coração, Ele está presente. Quando nos aproximamos da Eucaristia, nossos olhos se abrem. 
Nosso coração ardia 
É bela a expressão dos discípulos quando Jesus desaparece do meio deles: “Não estava ardendo o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32). Podemos ver por aí que a presença de Jesus toca nosso interior. O relacionamento com Deus em Cristo é espiritual, mas não deixa de tocar nossos corações, pois nossa fé e amor habitam nosso corpo e nosso modo de ser. A atração que exerce sobre nós é o sinal “vivo” de sua presença permanente em nosso caminhar. Quanto mais nós O temos, mais poderemos dar o testemunho grandioso que os apóstolos deram no dia de Pentecostes (At 2,14.22-33). Não só pelo fato de ser uma testemunha, mas, sobretudo pela força do Espírito presente neles. Pedro é o primeiro a anunciar a Ressurreição. Ele tinha negado Jesus, mas recebe uma aparição particular. Os apóstolos farão da Ressurreição o conteúdo de seu anúncio. Por que as pessoas acreditaram? Porque o mesmo Espírito que anuncia é o mesmo que leva ao acolhimento da Palavra: Ouvindo a pregação, “sentiram o coração traspassado e perguntaram a Pedro: Irmãos, o que devemos fazer?” Pedro respondeu: ‘Convertei-vos, e seja cada um batizado em nome de Jesus Cristo”’(id 37-38).
Ensinais o caminho da vida 
Recebemos o mesmo Espírito. Não podemos sentir diferença entre os primeiros discípulos que puderam ver Jesus, e nós. O dom do Espírito e sua ação em nós é a mesma que marcaram os apóstolos. Por isso podemos rezar: “Vós me ensinais vosso caminho para a via; junto de vós, felicidade sem limites” (Sl 15). Esse salmo de certeza da validade da espera é uma leitura dos sentimentos de Jesus em seu momento de paixão e reflete sua sepultura: “Não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção”. E vemos o que nos espera: “Vos me ensinais vosso caminho para a vida, junto a vós felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado” (Sl 15).
Leituras: Atos 2,14.22-33;Salmo 15; 
1Pd 1,17-21;Lucas 24,13-35. 
1. Quando nos aproximamos da Eucaristia, nossos olhos se abrem. 
2. Quanto mais nós O temos, mais poderemos dar o testemunho grandioso que os apóstolos deram no dia de Pentecostes. 
3. Recebemos o mesmo Espírito. Não há diferença entre os que viram Jesus, e nós.
Não era conversa mole 
Dois discípulos iam para Emaús. Conversavam sobre o que acontecera com Jesus naqueles dias de sua Paixão. Comentavam, com muita tristeza. Tudo acabou. Sensação terrível. Conversavam. Era conversa mole, mas triste demais. Aí um estranho chega e entra no assunto. O assunto aumentou. Conversa mole. A conversa pode ser mole, mas é boa. Entrando no assunto, Jesus fortalece o assunto e leva os discípulos a compreenderem o que havia acontecido. É bom a gente ver o bom resultado de uma conversa que parecia ser mole. Agora ela pegou rumo. Quando chegam à hospedaria, Jesus é convidado a permanecer com eles. Ao partir o pão eles O reconheceram. Tantas vezes fizera isso. Estava fixo em seus corações. Ele desaparece. Seus corações se enchem. Que beleza. Voltam a Jerusalém. Na noite... mas com essa lua magnífica, a noite virou dia. 
Homilia do 3º Domingo da Páscoa (26.04.2020)

EVANGELHO DO DIA 21 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,30-35. 
Naquele tempo, disse a multidão a Jesus: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: "Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu"». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Jan van Ruysbroeck 
(1293-1381) 
Cónego regular 
Obras de Jan van Ruysbroeck 
«Dá-nos sempre desse pão» 
O primeiro sinal do amor foi Jesus ter-nos dado a sua carne a comer e o seu sangue a beber: eis uma coisa inaudita, que exige de nós admiração e estupefacção. O que é próprio do amor é dar sempre e sempre receber. Ora, o amor de Jesus é, ao mesmo tempo, pródigo e ávido: dá tudo o que tem e o que é; e recebe tudo o que nós temos, tudo o que somos. Ele tem uma fome imensa. Quanto mais o nosso amor O deixa agir, mais O desfrutamos amplamente. Ele tem uma fome imensa, insaciável. Ele bem sabe que somos pobres, mas não tem isso em conta. Faz-Se a Si mesmo pão em nós, fazendo desaparecer no seu amor, antes de mais, as nossas más inclinações, as nossas faltas e os nossos pecados. Depois, quando nos vê puros, chega ávido de tomar a nossa vida e de a transformar na sua, a nossa cheia de pecados, a sua cheia de graça e de glória, totalmente preparada para nós, bastando para isso que renunciemos a nós próprios (cf Mt 16,24). Todos aqueles que amam me compreenderão. Ele faz-nos o dom duma fome e duma sede eternas. A essa fome e essa sede Ele dá a comer o seu corpo e o seu sangue. Quando O recebemos com dedicação interior, o seu sangue, pleno de calor e de glória, jorra de Deus para as nossas veias. O fogo pega dentro de nós e o gosto espiritual penetra-nos a alma e o corpo, o gosto e o desejo. Ele permite-nos assemelharmo-nos às suas virtudes: vive em nós e nós nele.

São Roman Adame Rosales, sacerdote e mártir Festa: 21 de abril

Nasceu em Teocaltiche, Jalisco (Diocese de Aguascalientes), em 27 de fevereiro de 1859. Pároco de Nochistlán, Zacatecas, (Arquidiocese de Guadalajara). Um padre profundamente humilde. Ele nunca reclamou; diante da dor, ele disse com serenidade: "Seja feita a vontade de Deus". Ele participou da catequese, missões populares e da construção de capelas para que os fiéis pudessem ter o Santíssimo Sacramento perto de si. Ele ajudava os doentes e tentava educar crianças. Essas foram as principais atividades de seu ministério paroquial. Quando chegou o dia de sua execução, em 21 de abril de 1927, com um gesto de bondade, tentou salvar o soldado que também seria fuzilado. Então, determinado e firme, mas humildemente, ele entregou sua vida. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Na localidade de Nochistlán, na região de Guadalajara, México, São Romano Adão, sacerdote e mártir, que durante a perseguição à Igreja sofreu martírio por confessar Cristo Rei. 

Beato Bartolomeu Cerveri, sacerdote dominicano e mártir Festa: 21 de abril

(*)Savigliano, Cuneo, 1420
(✝︎)Cervere, Cuneo, 21 de abril de 1466 
Ele nasceu em Savigliano em 1420. Concluiu seus estudos em Savigliano e Turim, depois ingressou na Ordem Dominicana como noviço, tornando-se sacerdote em 1445. Ao mesmo tempo em que seu ministério pastoral, formou-se em teologia em 1452 pela Universidade de Turim. Foi eleito prior do Convento de Savigliano. Ele cumpriu esse compromisso com zelo, combinando-o com uma intensa atividade de pregação. Em abril de 1466, ao saber que havia hereges em Cervere, escolheu ir pregar na antiga cidade, de onde seu nome se originou. Naquele mesmo dia, 21 de abril de 1466, ele encontrou a morte, perfurado por um dos cinco homens que o atacaram perto da capela que mais tarde seria construída em sua memória. O Papa Pio IX, em 22 de setembro de 1853, confirmou o culto "ab imemorial" que lhe foi concedido. A Diocese de Fossano celebra o memorial opcional do Beato Bartolomeu de Cervere em 13 de outubro. O calendário litúrgico dominicano propõe o memorial opcional do Beato Bartolomeu em 3 de fevereiro, junto com os Beatos confrades Pietro Cambiani da Ruffia e Antonio Pavoni, também mártires pelas mãos dos valdenses. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Cervere, perto de Fossano, no Piemonte, o Beato Bartolomeu Cerveri, sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que, perfurado por lanças, confirmou com sua morte a fé católica, pela qual lutou vigorosamente.

Santo Apolônio de Roma Filósofo e mártir Festa: 21 de abril

Apolônio foi martirizado em 185, sob o imperador Cômodo. Uma das coisas que se recorda deste mártir foi a sua derradeira oração diante do prefeito pretoriano Perênio, não em prol da sua defesa pessoal, mas fez uma verdadeira apologia sobre o cristianismo, pontual e poética, que lhe custou a vida. 
(†)Roma, 185 
Morreu como mártir em 185, sob o imperador Cômodo; o que mais se lembra de Apolônio é sua última oratória perante o governador Perenio e o Senado: não sua defesa, mas um pedido de desculpas pelo cristianismo, pontual e poético, que lhe renderá, de fato, a pena de morte.
Martirógio Romano: Em Roma, comemoração de São Apolônio, filósofo, mártir, que sob o imperador Cômodo, diante do governador Perenio e do Senado, defendeu a causa da fé cristã com uma oratória refinada, confirmando-a posteriormente, após a sentença de morte, com o testemunho de seu sangue. 
Santo Apolônio foi martirizado em Roma em 185, sob o império de Cômodo (161-192); informações sobre ele chegaram até nós de quatro fontes, primeiramente das atas contidas na coletânea dos atos dos antigos mártires, incorporadas na "História Eclesiástica" de Eusébio, bispo e historiador (265-340); depois, em dois capítulos do "De Viris Illustribus" de São Jerônimo, bispo e Doutor da Igreja (347-420) e em duas edições da 'passio', uma em armênio e outra em grego, descobertas no século XIX.

Anselmo de Cantuária Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, Santo (1033-1109)

Luminar da Igreja no século XI 
Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, 
considerado o primeiro teólogo-filósofo, 
muitos de seus ensinamentos e textos 
passaram para o ensino comum da Igreja.
 Arcebispo de Cantuária, lutou denodadamente 
pelos direitos de sua Sé contra 
a prepotência de reis ingleses. 
Anselmo nasceu em Aosta, na Itália, filho do nobre Gondulfo e da piedosa Ermenberga, verdadeira matrona cristã. Formado na escola da mãe, entregou-se cedo à virtude e, segundo seu primeiro biógrafo, era amado por todos, tendo muito sucesso nos estudos. Bons tempos aqueles, em que as pessoas virtuosas eram amadas, e não perseguidas. Aos 15 anos já se preocupava com altas questões metafísicas e teológicas, e quis entrar num mosteiro. Mas os monges negaram-lhe a entrada, por medo de desagradar seu pai. Não podendo ingressar na vida religiosa, Anselmo entregou-se gradualmente aos prazeres mundanos, só não chegando a excessos por amor à sua mãe, a quem não queria desagradar. Mas essa âncora, que ainda evitava que ele se afogasse no mar do mundo, faltou-lhe. Com o falecimento de sua genitora, quando Anselmo tinha 20 anos, seu pai tornou-se mal-humorado e violento, maltratando frequentemente o filho. Anselmo resolveu então fugir de casa, acompanhado só por um servo. Vagou pela Itália e pela França, conheceu a fome e a fadiga, até que chegou ao mosteiro de Bec, na França, onde havia a escola mais afamada do século XI, dirigida por seu famoso conterrâneo, Lanfranco.

Maximiano de Constantinopla Arcebispo, Santo (+ 434)

Maximiano foi arcebispo de Constantinopla
 entre 25 de Outubro de 431 até à sua morte, 
em 12 de Abril de 434.
Primeiros anos e a deposição de Nestório 
Em seus primeiros anos, Maximiano levou uma vida monástica e tornou-se presbítero. O facto de ter construído, à sua custa, túmulos para abrigar os restos de homens santos conseguiu para ele uma reputação de santidade. As decisões do primeiro Concílio de Éfeso, atiraram as igrejas de Constantinopla na desordem. Uma grande parte dos cidadãos da cidade tinham muito apreço por Nestório, o arcebispo anterior, condenado no concílio. O clero, em uníssono, concordava com o anátema proferido ali. Quando a deposição se tornou um facto que não mais poderia ser disputado, uma grande excitação antecedeu à eleição de seu sucessor, com diversos candidatos à posição. Após quatro meses, chegou-se a um acordo em torno da eleição de Maximiano, ainda que Sócrates Escolástico afirme Maximiano só foi eleito por intervenção de “pessoas influentes”, pois o preferido era Próclo, que acabaria por sucedê-lo.

Conrado de Parzham Frade capuchino, Santo (1818-1894)

João Birndorfer era o penúltimo dos dez filhos de Bartolomeu e Gertrudes, um casal de alemães católicos de profunda fé, que nasceu na pequena aldeia de Parzhan, em 1818, na Baixa Baviera. Iniciou sua vida de oração, humildade e caridade quando ainda era menino e chamava a atenção pelos longos momentos em que permanecia em contemplação e penitência. Devemos ressaltar esses "longos momentos", que eram, na verdade, todo o tempo em que não estava na escola ou trabalhando com os pais nas propriedades rurais que a família possuía no vale do Rott, em Passavia. João tinha quatorze anos quando perdeu a mãe. Dois anos depois, ficou órfão também de pai e resolveu entregar-se de vez à religião. Até os trinta e um anos de idade, permaneceu trabalhando com a família nos campos, mas, sentindo-se chamado à vida religiosa, entrou para o mosteiro-santuário dos capuchinhos de Santa Ana em Altoetting, onde vestiu o hábito de monge e assumiu o nome de Conrado, depois de dividir toda a sua fortuna com os pobres. Os anos que restaram de sua vida foram vividos trabalhando na mais completa humildade como porteiro daquele mosteiro-santuário. Foram quarenta e três anos de dedicação ao próximo, principalmente quando se tratava de desamparados, mendigos, doentes, viúvas, crianças órfãs etc.

ORAÇÕES - 21 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Terça-feira – Santos: Anselmo, Conrado de Parzão, Sílvio
Evangelho (Jo 6,30-35) “Jesus disse-lhes: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.
Eles viam Jesus, seu jeito de ser e de falar. Viam o que fazia, mas ainda exigiam que ele provasse que era enviado de Deus. O que lhes faltava era aceitar o convite de Deus em seu coração, crer no seu enviado. Era assim que Jesus se apresentava: − “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.” Temos de decidir: aceitá-lo ou não.
Oração
Senhor, não posso viver sem alimento ou sem água. Menos ainda posso viver sem verdade, sem amor ou felicidade. Acredito que só vós podeis matar essa minha fome e essa minha sede. Tomai conta de mim, purificai-me e transformai para que viva sempre em união convosco. Com isso terei tudo que preciso para atravessar sem perigo o deserto da vida. Não me faltarão nem pão nem água. Amém.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Recebei o Espírito Santo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(✝︎)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Os pecados serão perdoados
 
No dia da Ressurreição, no primeiro dia da semana, Jesus se manifesta aos discípulos pela primeira vez. Temos o primeiro “resultado” dessa grandiosa manifestação de Deus: o Dom do Espírito. Mas não foi em Pentecostes? É tudo um único mistério. João mostra a íntima ligação da missão de Jesus e o Espírito. É o Espírito, dado por Jesus, em seu Mistério de Morte e Ressurreição, que efetuará tudo o que Deus nos ofereceu Nele. É o tempo do Espírito. É bom notar que promoverá a remissão dos pecados. Esse poder que foi dado aos homens. Esse perdão não é somente uma confissão ritual e sem compromissos com a fé, mas é a reconciliação universal. A partir da fé, isto é, da aceitação de Jesus como o Redentor. Aqui temos a narrativa da profissão de fé de Tomé. Estando ausente na primeira aparição de Jesus, não quis acreditar e quer tocar para crer. Na segunda aparição o apóstolo incrédulo é chamado por Jesus para ser fiel. E afirma: “Felizes os que creram sem ter visto”. Pela ação do Espírito, a fé não exige tocar, mas crer, o que age com total realidade. Muito mais que tocar. O toque humano não pode sustentar a fé. Quem sustenta a fé é o Espírito do Ressuscitado. “Esses sinais (milagres) foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,31). A vida do Ressuscitado nos é dada pelo Espírito quando nos abrimos à fé. Crer é aceitar e fazer a vida segundo o ensinamento de Jesus que nos é transmitido interiormente pelo Espírito.
Guardados para a salvação (1Pd 1,5) 
O Espírito nos é dado em abundância. Dissera Jesus: “Rios de água viva brotarão de seu seio. Ele falava do Espírito Santo que deviam receber os que nele creem” (Jo 7,38). A doação do Espírito age naquele que crê com imensas riquezas: “O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez renascer para uma herança incorruptível... Sem o ter visto, vós o amais. Sem o ver, vós Nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação” (1Pd 1,3-4.8-9). O Espírito “soprado” sobre os discípulos dá vida ao homem novo, como na criação Deus soprou sobre o barro que se tornou alma vivente (Gn 2,7). Soprando sobre os discípulos no dia da Ressurreição passa o Espírito Santo para a vida nova que recebe do Pai depois de ter passado pela morte. Essa vida nova é o próprio Espírito. Ele nos dá todos os dons. Com Ele nos foram dados todos os dons. Isso nos faz compreender as palavras: “guardados para a salvação”. São dons que salvam. Por isso temos que recusar atitudes mesquinhas usando o Espírito para dons.
Viviam unidos 
O dom do Espírito constitui a comunidade. Não somos salvos sozinhos, mas em comunhão. Logo a seguir a Pentecostes, com as primeiras conversões, temos a descrição da comunidade. A comunidade é fruto do Espírito que reúne: “Eles se mostram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). O dom é Divino e espiritual, mas age nas condições humanas. Os apóstolos continuaram como eram, transformados pelo Espírito que receberam. Espírito gera comunhão, pois é nela que encontramos a Palavra Viva, a Eucaristia, o amor fraterno e a comunhão com Deus. Celebrar o segundo domingo somente como uma devoção à misericórdia, pode desvirtuar a riqueza pascal presente nesse domingo. 
Leituras: Atos 2,42-47; Salmo 117; 
1 Pedro 1,3-9;Jo 20,19-31. 
1. Pela ação do Espírito, a fé não exige tocar, mas crer, o que age com total realidade. 
2. O Espírito dá vida ao homem novo, como na criação, Deus soprou sobre o barro que se tornou alma vivente. 
3. O dom do Espírito constitui a comunidade. 
Cutucar não resolve 
A gente quando reza costuma ajuntar as mãos. Tomé é diferente, queria usar só o dedo e uma só mão: “Se eu não puser o dedo na marca dos pregos e a mão no seu lado, não acreditarei”. Jesus quer que ele o toque por inteiro, pela fé. Não sejas incrédulo, mas fiel. Tocar com o dedo é ficar por fora. Crer é tocar por dentro, entrar no buraco dos cravos e dentro do lado onde furou a lança. Somente entrando dentro podemos entender a dimensão completa da fé. Não se crê em pedaços, mas assume-se um corpo, como Ele próprio assumiu ao vir a nós em cada Eucaristia, em cada manifestação do amor fraterno que nos leva até Deus.
Homilia do 2º Domingo da Páscoa (19.04.2020)

EVANGELHO DO DIA 20 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,22-29. 
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-no a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-lo no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?». Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar naquele que Ele enviou». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Faustina Kowalska 
(1905-1938) 
Religiosa Diário 
(Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003), § 1323
«A obra de Deus consiste em acreditar 
naquele que Ele enviou» 
Inclino-me, Pão dos Anjos, diante de Vós, com profunda fé, esperança, caridade, e do fundo da minha alma glorifico-Vos embora eu nada seja senão nulidade. 
Inclino-me diante de Vós, Deus ocultado, e adoro-Vos de todo o meu coração, não me impedindo o mistério velado, amo-Vos como os do Céu, em eleição. 
Inclino-me diante de Vós, Cordeiro divino, que os pecados da minha alma tirais, em meu coração sois alimento matutino, Vós que, para a salvação, me ajudais.

Beato Anthony Page, Mártir-Festa: 20 de abril

(†)York, Inglaterra, 20 de abril de 1593
 
Nascido em 1563 em Harrow-on-the-Hill, Antonio Page, filho de uma família nobre, iniciou uma carreira eclesiástica ao deixar a Universidade de Oxford para ingressar no Colégio Inglês de Reims. Ordenado diácono e depois sacerdote, sua reputação como homem piedoso e culto se espalhou rapidamente. Em 1593, durante a festa da Candelária, foi preso por ser padre católico e, de acordo com as leis repressivas da época, sofreu martírio em York, sendo enforcado, arrastado para uma prateleira e esquartejado. Beatificado pelo Papa João Paulo II em 1987, São António Page é venerado como um dos oitenta e cinco mártires da Inglaterra e do País de Gales, e seu memorial litúrgico como Grupo de Mártires ocorre em 4 de maio. 
Martirógio Romano: Em York, Inglaterra, o Beato Anthony Page, padre e mártir, que, um homem manso e honesto, foi condenado por seu sacerdócio a torturas cruéis.

Santo Aniceto Papa Festa: 20 de abril

Natural da Síria, Aniceto, Papa desde o ano 155, se preocupava com a data da Páscoa, comemorada, em dias diferentes, no Oriente e Ocidente. Por isso, convocou o Bispo de Esmirna, São Policarpo, a Roma. Ambos mantiveram relações amigáveis, mas a questão permaneceu em aberto. Aniceto faleceu em 166.
Nascido na Síria - Papa do ano 155 a 166. 
De origem síria, durante seu pontificado recebeu o bispo de Esmirna, Policarpo, em Roma para discutir a data da Páscoa, celebrada no Ocidente sempre no domingo, e no Oriente no dia 14 de Nisan, no dia que caísse. A questão permaneceu em aberto. 
Etimologia: Aniceto = invencível, do grego 
Martirógio Romano: Em Roma, o Papa São Aniceto, cuja fraternidade foi apreciada pelo ilustre convidado São Policarpo, quando veio discutir com ele a determinação da data da Páscoa. 
Os cristãos nunca encontraram um acordo duradouro sobre a Páscoa para que todos possam celebrá-la no mesmo dia. Uma dissidência eterna. O Papa Pio I (140-145) já tentou resolver isso, estabelecendo o primeiro domingo após a lua cheia da primavera para todos. Mas os cristãos do Oriente têm uma data fixa: o 14º dia do mês lunar de Nisan, na qual começa a Páscoa judaica.

Santa Sara de Antioquia, Mártir 20 de abril

Etimologicamente:
Sara = Aquela que é uma princesa, nome de origem bíblica. Este santo sofreu o martírio durante o perseguição ao imperador Diocleciano. 
Ela era a esposa de um alto oficial da marinha do imperador Diocleciano (284-305) chamado Sócrates, então residindo em Antioquia e ambos Cristãos; mas Sócrates, temendo perder seu lugar no exército, recusou da fé cristã, enquanto Sara, ao contrário, continuou a professá-la fielmente. Eles tiveram dois filhos que, por causa da perseguição, ele não pôde gerá-los Ele foi batizado em Antioquia, então decidiu se mudar do Egito para Alexandria. Se Ele então embarcou com seus dois filhos para esse fim, mas a travessia estava em perigo por causa do mar agitado que, a certa altura, atacou o barco com tanta fúria que todos temiam um naufrágio. Sarah, preocupada com a salvação de seus dois filhos, ambos corporais e o espiritual, foi feita uma incisão com a faca no peito e com o sangue que estava fugindo dele, ele marcou a testa de seus filhos com o sinal da cruz, e então o mergulhou três vezes na água do mar, invocando com uma fórmula a Santíssima Trindade. Após a tempestade, o mar se acalmou e a viagem continuou até tocar porto em Alexandria, onde Sarah foi ao Bispo St. Peter (300-310) para batizar seus filhos, não acreditando que o gesto feito em mar aberto.

Santa Endelienda, Virgem - 20 de abril

A memória de Endelienda permanece viva no nome da pequena cidade de St. Endellion onde ela foi sepultada. Segundo a tradição, Endelienda (Cenheidlon em celta), era filha do Rei Brychan de Brycheiniog, da região sul de Gales. Ela nasceu por volta do ano 470 d.C. A povoação de St. Endellion, na Cornuália, assim chamada em sua homenagem, foi o ponto a partir do qual ela evangelizou a população local. Dois poços próximos à cidade também têm o seu nome. Mais tarde ela cruzou o canal de Bristol para juntar-se a seus irmãos que trabalhavam na conversão da população do Norte da Cornuália ao Cristianismo. Durante sua viagem, inicialmente ela permaneceu na Ilha de Lundy, onde se acredita que ela fundou uma pequena capela (atualmente dedicada a Sta. Helena). Mudou depois para a terra firme onde se encontrou com seu irmão São Nectan (*) em Hartland, antes de fixar-se em Trentinney, a sudeste da atual St. Endellion, mas ela retornava a Lundy de tempos em tempos para fazer retiros espirituais. Sua irmã, Santa Dilic (cuja igreja fica em Landulph), se estabeleceu nas proximidades e as duas se encontravam com frequência num caminho cuja relva sempre crescia mais verde do que em outro lugar.

Santa Helena (Eliena, Elena) de Laurino, Virgem eremita – 20 de abril

Martirológio Romano:
No território de Laurino, perto de Paestum, em Campania, Santa Helena, virgem, que, forte nas obras de Cristo, retirou-se para um lugar solitário onde serviu incansavelmente Deus nas necessidades dos religiosos e dos doentes. 
Santa Helena nasceu em Laurino (SA) no início do século VI. A família Consalvo, que deu à luz Helena, segundo os historiadores e biógrafos na época não era particularmente rica, mas era feita de pessoas honestas. Mas a bondade de Helena, que superava todo o material, apesar da dor de se afastar da família, levou-a a abandonar sua casa, indo em direção às colinas que cercavam a cidade. Ela retirou-se num lugar isolado, no coração da montanha, perto da atual cidade chamada Pruno, fixando-se numa caverna que passou a ser sua casa. Ali começa a vida de Helena como anacoreta, a vida de uma santa eremita, em estreito contato com o Deus que ela tanto amava, longe dos afetos e de qualquer sinal de vida humana, no meio da vegetação, onde o céu é límpido e visível, o mesmo céu que abrirá caminho para a vida eterna. Ela morreu após 21 anos de vida eremita, em 530. Segundo a legenda, que ainda tem algo de histórico, na gruta de Pruno seus ossos foram encontrados e transladados pelo então bispo para sua catedral. Dali foram provavelmente sequestrados pelos franceses, na crença de que esses restos tinham pertencido à Imperatriz Helena e foram levados para sua terra natal.

Beata Oda (ou Odete) de Rivreulle, monja premostratense - 20 de abril

Oda (ou Odete) nasceu no seio de uma família nobre do Brabante, Bélgica. Foi prometida por seus pais a um jovem de nobre origem, mas Oda não consentiu jamais na celebração do matrimônio. Forçada ao casamento, Odete recusa-o diante do padre e da multidão, para entrar no convento onde dedicará sua vida aos pobres. “Como vós estais tão ansioso para saber se estou pronta para tomar este jovem senhor como meu marido, respondo-lhe claramente: de jeito nenhum!” Tumulto na plateia, celebrante perplexo. Simon, o jovem prometido, sai furioso. E Odete é levada para casa sem cerimônia pelos pais, que estão furiosos e envergonhados com o escândalo causado pela filha no meio da igreja. O casamento está apenas adiado, eles pensam. Eles acabarão por convencê-la a se casar com um partido rico. A bela jovem entra em seu quarto, encontra uma espada e corta a ponta do nariz para garantir que ninguém mais a queira. A mãe desmaia, o pai acaba aceitando a determinação da filha. Ela quer se tornar freira. Ela finalmente entra em no mosteiro premostratense de Rivreulle (atualmente diocese de Tournai) em Brabante, onde leva uma vida exemplar e penitente. Por um momento afastada da comunidade, suspeita de ter contraído lepra, recuperou-se e juntou-se às irmãs que a escolheram como prioresa.

Beata Clara Bosatta, Religiosa - Festejada 20 de abril

No dia 27 de maio de 1858, em Pianello Lario (Como, Itália), nasceu a última dos 11 filhos de Alexandre e Rosa Mazzuchi. Deram-lhe o nome de Dina. Aos três anos ficou órfã de pai, um pequeno industrial da seda. A menina foi educada pela irmã mais velha, Marcelina, e desde cedo aprendeu a arte de fiar. Mas Marcelina, jovem piedosíssima, que sob a orientação do Beato Luís Guanella, será cofundadora do Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência, convenceu os irmãos a enviá-la ao Instituto das Irmãs Canossianas de Gravedona para que continuasse os estudos, prestando ao mesmo tempo serviços domésticos. Ali permaneceu por seis anos, que a marcaram profundamente. Dina admirava a vida das Irmãs, impregnou-se de seu espírito, viveu dias de intensa piedade. Acreditava ser chamada para a vida religiosa, conforme o programa de Santa Madalena de Canossa, que proclamava: "Deus só!" Devido, entretanto, ao seu caráter tímido e reservado, inclinado ao silêncio e à contemplação, mais do que a ação, foi considerada inapta para aquele Instituto e voltou para a família. Entrementes, em Pianello Lario, o pároco, Padre Carlos Coppini, havia agrupado jovens numa Pia União de Filhas de Maria, sob a proteção de Santa Úrsula e Santa Ângela Merici (10 de julho de 1871), e Marcelina se tornara superiora da obra. Com algumas daquelas jovens foi possível ao pároco inaugurar, em outubro de 1873, um providencial albergue para velhos e crianças abandonadas.

Marcelino de Embrun Bispo, Santo (+ 374)

Com Domingos e Vicente, Marcelino viera da África para evangelizar os Alpes franceses. Enviou os dois companheiros para os Baixos Alpes, reservando para si Embrun e os Altos Alpes. Construiu uma igreja nesta cidade e convidou santo Eusébio de Verceil (piemonte) a vir consagrá-la. Este santo fê-lo e conferiu a Marcelino a sagração episcopal. Narra-se que, regressando duma excursão apostólica, Marcelino encontrou umas mulas que transportavam trigo. Um dos almocreves praguejava contra uma que morrera de esgotamento. “Ah! Exclama ele agarrando o Bispo, aqui está quem me vai livrar de dificuldades”. Marcelino deixou que o oprimissem, tomou a carga e levou-a, substituindo a mula. Mas quando os cristãos o viram chegar naquele preparo, quiseram fazer em postas o velhaco que assim tinha tratado o pastor que a eles chegara; mas este não deixou tal coisa: “Não lhe façam mal nenhum, disse, porque só me fez bem. Não me permitiu imitar um pouco Aquele que tomou sobre si os nossos pecados e quis levar a cruz da nossa salvação?” Está claro que um amor assim a Nosso Senhor não podia deixar de fazer de Marcelino um grande convertedor. A todos os seus méritos deve acrescentar-se o de combater o arianismo, que desejava Constante I impor ao Ocidente. Teve de fugir muitas vezes para os montes, a fim de escapar aos funcionários imperiais, encarregados de o prender. A morte de Constâncio (+ 361) restituiu-lhe a liberdade. S. Marcelino morreu a 13 de Abril de 374.

Teodoro de Amasea Presbítero, Bispo, Santo († 613)

A história em que a vida de Teodoro se insere é mergulhada num verdadeiro palco romântico, já iniciando pelo seu nome que quer dizer “dom de Deus”. O seu guia seria S. Jorge, o santo guerreiro, que era também o santo por excelência da sua mãe, que nele depositou a sua fé por ter salvado Teodoro no seu parto difícil. Ainda menino, procurava locais que pudessem dar-lhe a paz para a sua meditação e oração. Um pouco mais crescido, escavou acima da capela de S. Jorge uma gruta que o abrigava longe de todos e perto de Deus. Foi iniciando desta maneira a sua vida religiosa que conseguiu atrair a multidão que curiosa e desejosa dos seus actos. Não tardaria e Teodoro seria ordenado sacerdote por um bispo da vizinha cidade de Anastasiópolis, o que intensificaria a sua vida de penitências. O povo novamente tomou o seu partido e elegeu-o como bispo de Anastasiópolis. Nesse novo cargo permaneceu dez anos sempre pedindo para ser substituído, o que foi concedido pelo Imperador e pelo patriarca de Constantinopla que lhe restituíram a sua pequena condição – grande – de monge.

Inês de Montepulciano Religiosa, mística, santa 1268-1317

Ela nasceu em Gracchiano-Vecchio, Toscania, Itália em 1268.Inês era muito simples e alguns das mais conhecidas lendas aconteceram em sua infância. A começar pelo seu nascimento quando sua casa foi cercada por muitas luzes em um tempo onde não havia luz eléctrica. Em sua infância ela foi especialmente marcada por dedicação a Deus: ela passava horas recitando o Padre Nosso e Ave Marias no canto de seu quarto. Quando atingiu 6 anos ela já pedia aos seus pais que queria entrar em um convento. Quando eles disseram a ela que era muito jovem ela implorou que eles mudassem para Montepulciano de modo que ela pudesse fazer visitas mais frequentes ao convento de lá. Por causa da instabilidade política, seu pai estava com receio de mudar de um lugar seguro, mas permitiu que ela visitasse com mais frequência as freiras. Em uma de suas visitas um evento ocorreu que todos os autores dizem que teria sido profético. Inês estava em Montepulciano com sua mãe e com uma mulher da casa, quando elas passaram por uma colina onde havia um bordel e um bando de corvos, voando baixo, atacaram a garota. Bicando eles conseguiram arranhar a menina antes que as mulheres pudessem afasta-los. Surpresas com o ataque mas seguras de si elas disseram que o ataque devia ser coisa do demónio que ressentia a pureza da pequena Inês a qual um dia os afastaria daquela colina. Como de fato anos mais tarde, Inês construiu um convento na mesma colina.

ORAÇÕES - 20 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Segunda-feira – Santos: Antonino, Marcelino de Embrun
Evangelho (Jo 6,22-29) “Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.”
Acredito que muitos foram em busca de Jesus por causa dele mesmo, e não apenas porque tinham comido à vontade. Jesus agia nos corações, com o poder de sua graça. Difícil pensar que ninguém, no meio de anta gente, se tivesse deixado conquistar pela fé. E, uma vez conquistados, queriam continuar a ouvi-lo, para o conhecer mais, para aprender mais seu jeito novo de pensar e viver.
Oração
Senhor Jesus, com vossa bondade conquistastes também a mim. É verdade que não vos tenho sido totalmente fiel, mas sabeis que quero estar convosco. Atraí-me para mais perto de vós, para que vos seja mais fiel. Ajudai-me a assimilar mais vossas propostas, mesmo cercado de tantas falsas ideias. Sei que estais sempre comigo, não permitais que me esqueça às vezesdessa certeza. Amém.