domingo, 28 de setembro de 2025

Wenceslau da Boémia Rei e Santo 907-929

O bondoso monarca da Boémia, Wratisláu, antes de morrer, deixou como herdeiro do trono, seu filho Wenceslau, nascido no ano 907, na actual República Checa. Com isso, despertou em sua mulher, Draomira, a ira e a vingança, pois era ela própria que desejava assumir o governo do país. Se não fosse possível, pretendia entregá-lo a seu outro filho, Boleslau, que tinha herdado o carácter e a falta de escrúpulos da mãe. Enquanto, Wenceslau fora criado pela avó, Ludmila, que lhe ensinou os princípios de bondade cristã. Por isso, não passava por sua cabeça uma oposição fatal dentro do próprio lar. Assim, acabou assassinado pelo irmão, de acordo com um plano diabólico da malvada rainha. Mas antes que isso acontecesse, a mãe Draomira tomou à força o poder e começou uma grande e desumana perseguição aos cristãos. Assim, por sua maldade e impopularidade junto ao povo, foi deposta pelos representantes das províncias, que fizeram prevalecer a vontade do Rei Wratisláu, elevando ao trono seu filho Wenceslau. Imediatamente, seguindo o conselho de sua avó, Wenceslau levou de volta ao reino o Cristianismo. Quando soube disso, Draomira ficou tão transtornada que contratou alguns assassinos para dar fim à vida da velha e bondosa senhora, que morreu enquanto rezava, estrangulada com o próprio véu. Draomira sabia que ainda havia mais uma pedra em seu caminho, impedindo seus planos maldosos e sua perseguição ao povo cristão.

Santos Lorenzo Ruiz de Manila e 15 companheiros Festa: 28 de setembro

(†)Nagasaki, Japão, 1633-37
 
Na primeira metade do século XVII (1633-1637), dezesseis mártires, Lorenzo Ruiz e seus companheiros, derramaram seu sangue pelo amor de Cristo na cidade de Nagasaki, no Japão. Esta gloriosa hoste de membros ou associados da Ordem de São Domingos tem nove padres, dois irmãos religiosos, duas virgens consagradas e três leigos, incluindo o filipino Lorenzo Ruiz, pai de família (falecido em 29 de setembro de 1637). Missionários invictos do Evangelho, todos eles, embora de idades e condições diferentes, contribuíram para difundir a fé de Cristo nas Ilhas Filipinas, Formosa e no arquipélago japonês. Testemunhando admiravelmente a universalidade da religião cristã e confirmando o anúncio do Evangelho com a vida e a morte, eles semearam abundantemente a semente da futura comunidade eclesial. João Paulo II beatificou esses gloriosos mártires em 18 de fevereiro de 1981 em Manila (Filipinas) e os inscreveu no catálogo dos santos em 18 de outubro de 1987. (Mess. Rom.) 
Martirológio Romano: Santos Lourenço de Manila Ruiz e quinze companheiros, mártires, que, sacerdotes, religiosos e leigos, depois de terem semeado a fé cristã nas Ilhas Filipinas, Taiwan e Japão, por ordem do comandante supremo Tokugawa Yemitsu sofreram o martírio em dias diferentes em Nagasaki, no Japão, por amor a Cristo, mas são todos celebrados hoje em uma única comemoração.

Inocêncio de Berzo Presbítero, Beato 1844-1890

Inocêncio era filho de Pedro Scalvinoni e de Francisca Poli. Nasceu aos 19 de março de 1844 em Nardo, Vale de Canónica, em Bréscia, na Itália. Foi batizado com o nome de João. A sua infância ficou marcada pelo sofrimento porque ficou órfão de pai e pela prática da virtude, como aluno do Colégio de Lovere. Foi admitido no seminário diocesano de Bréscia e ordenado sacerdote aos 2 de julho de 1867. Nomeado Coadjutor de um pároco, em Cevo, distinguiu-se pelo desapego das coisas materiais, assiduidade no confessionário, caridade para com os pobres, assistência aos doentes e pregação. O Bispo chamou-o a Bréscia a fim de desempenhar o cargo de vice-reitor do Seminário. Após um ano, voltou para a cura das almas como pároco em Berzo, onde se entregou a intensa atividade apostólica, feita de oração, bom exemplo e pregação simples e paternal, bem como de proximidade pessoal junto a cada um para os levar até Deus. Entretanto, o Senhor chamava-o a uma vida mais perfeita. Depois de luta espiritual, pediu para ser capuchinho, quando tinha 30 anos. Em 1874, vestiu o hábito da Ordem, recebendo o nome de frei Inocêncio. Viveu em Albino. Depois, foi para o convento da Santíssima Anunciata, como vice-mestre de noviços. Em 1880, foi-lhe confiada à redação dos Anais Franciscanos, em Milão. Partiu para Crema, levando, por toda a parte, o brilho da sua santidade. Transferido outra vez para o convento da Santíssima Anunciata.

ORAÇÕES - 28 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – 26º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Lc 16,19-31) “Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.”
Podemos interpretar de muitas maneiras essa parábola do homem rico e do pobre Lázaro. Vemos que a riqueza nem sempre é bênção e aprovação de Deus, nem a pobreza e a doença são castigos divinos. Não podemos agradar a Deus se a misericórdia não nos leva a partilhar nossos bens. Nosso futuro depende de como vivemos nosso presente. Para quem não ouve Deus em seu coração, de nada adiantam profetas ou milagres. Hoje, porém,uma idéia chamou minha atenção: por que fico pensando que o rico era feliz em seus banquetes, por que tenho certeza que o pobre Lázaro era também o infeliz Lázaro? Hoje fico então com essa idéia: a felicidade não vem nem da terra nem de fora; vem de Deus e de dentro de nós.
Oração
Senhor meu Deus,esta minha vida é cheia de limitações, e incertezas. Já aprendi que não posso confiar em mim mesmo, nem pôr minha confiança completa nas cosias e nas pessoas. Sou feliz, mas nada me dá felicidade completa. Acredito que somente vós me podeis fazer totalmente feliz. Ajudai-me, então, a não correr atrás de falsas alegrias, e a perceber que só posso encontrar felicidade plena em vós e na partilha com meus irmãos. Os bens materiais não nos podem satisfazer o coração, mas são importantes para nós. Dai-nos, pois, os bens necessários, mas que saibamos manter livre nosso coração. Olhai pelos pobres, para que não desesperem. E que vivamos nossas necessidades e nossas facilidades na esperança da felicidade completa que nos prometeis. Amém.

sábado, 27 de setembro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Montando nosso presépio”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Um pouco de história
 
Nos países católicos ainda se conserva a tradição de montar presépios. As igrejas, as casas, as ruas, os shoppings criam maravilhas. Havia belos presépios nos shoppings. Mas... Deixaram só os papais Noéis e as mamães Noelas. De Jesus nada. Em países que foram cristãos, apagaram até esses, ficando só a celebração de final de ano. Na Itália se conserva a tradição, pois Nápoles é a terra dos presépios. Maravilhosos! São Francisco, em 1223 fez o primeiro presépio vivo. Fez em uma gruta, pois eram proibidas representações nas igrejas. Ele quis facilitar a compreensão do nascimento de Jesus. Mais tarde Giotto fez a pintura. A partir daí se deu início às representações do presépio. O que havia antes? Temos que ter como fundamental a memória da celebração que não usa imagens, mas a Memória do Mistério da Encarnação na celebração. Ali está vivo, tão vivo quanto Jesus continua Vivo. Por que celebramos o Natal se Jesus já morreu e Ressuscitou? Temos que compreender que o ensinamento cristão católico diz que celebrar é tornar presente. É o mesmo que a Eucaristia. Jesus não nasce nem morre de novo. Pela celebração, nós é que participamos do Mistério acontecido e agora acontece nos sinais sacramentais. Esse é o ensinamento. Não somente recordamos, vivemos no presente o que aconteceu com Jesus. Tudo o que aconteceu com Jesus permanece. Estamos mais presentes do que os que estavam ali ao lado, pois estamos presentes pela fé e não pela vista ou pelo toque. Na basílica de Sta. Maria Maior há um relicário contendo relíquias do berço (cocho) onde foi colocado Jesus. Ali está também a primeira representação do presépio em imagens. Anchieta usou o presépio vivo em 1552 para apresentar aos índios e colonos. 
Fator educativo 
Seguindo o caminho de S. Francisco, usamos o presépio para, através de uma imagem, aproximar mais as pessoas do que foi o maior acontecimento da humanidade. É uma catequese que reúne muitos elementos num único quadro. Se formos detalhar os elementos e seu significado, percorremos muitos ensinamentos da S. Escritura, como as profecias, os textos narrativos dos evangelistas e os ensinamentos evangélicos. Não podemos ficar só na visão de uma cena. Nas pinturas orientais do nascimento de Jesus, estão todos os elementos em um só quadro. Não sabemos como aconteceu, então podemos passar as idéias através das imagens, pois sabemos o porquê. É educativo para as crianças, sobretudo, fazer que participem do momento, ajudando a fazer o presépio, e irem entendendo o sentido religioso para tirar um pouco do paganismo do papai-noel. É fraternidade, mas começa com Jesus que fez o primeiro presépio. Devemos salientar que o Papai Noel é uma expressão do presente que Deus nos deu em Jesus. 
Desenvolvendo a fé 
Diante do Presépio fazemos uma oração silenciosa, pois, como escreve Saint-Éxupery, “quando o mistério é grande a gente não ousa desobedecer”. É um momento muito simples e rico de símbolos em que nos é oferecido o dom de Deus em seu Filho. Cremos que “Ele Se encarnou no seio da Virgem Maria”. Vamos a fundo nessas palavras de nossa fé e busquemos o alimento para nosso dia a dia. É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo Ele de condição Divina, não Se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Fl 2,6-7). Fazer um presépio dentro de nós é abrir uma mina de riquezas para nossa vida cristã.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2017

EVANGELHO DO DIA 27 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,43b-45. 
Naquele tempo, estavam todos admirados com tudo o que Jesus fazia. Então Ele disse aos discípulos: «Escutai bem o que vou dizer-vos. O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens». Eles, porém, não compreendiam aquelas palavras; eram misteriosas para eles e não as entendiam. Mas tinham medo de O interrogar sobre tal assunto. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes 
(185-253) 
Presbítero, teólogo 
Tratado dos princípios, II, 6, 2; PG 11, 210
«Eles, porém, não compreendiam aquelas palavras» 
De todas as coisas grandes e maravilhosas que se pode dizer sobre Cristo, há uma que ultrapassa totalmente a admiração de que o espírito humano é capaz; a fragilidade da nossa inteligência mortal não consegue compreendê-la nem imaginá-la. É o facto de a omnipotência da majestade divina, o próprio Verbo do Pai (cf Jo 1,1), a própria Sabedoria de Deus (cf 1Cor 1,24), na qual todas as coisas foram criadas – as visíveis e as invisíveis (cf Jo 1,3; Col 1,16) –, Se ter deixado conter nos limites deste homem que Se manifestou na Judeia. É este o objeto da nossa fé. E há mais: acreditamos que a Sabedoria de Deus entrou no seio de uma mulher e nasceu, soltando os vagidos e os choros comuns a todos os recém-nascidos. E aprendemos que, mais tarde, Cristo conheceu a perturbação perante a morte, a ponto de exclamar: «A minha alma está numa tristeza de morte» (Mt 26,38); e que foi arrastado para uma morte vergonhosa entre os homens, embora saibamos que ao terceiro dia ressuscitou. Na verdade, fazer que os ouvidos humanos entendam estas coisas, tentar exprimi-las por palavras, ultrapassa a linguagem dos homens e, provavelmente, a dos anjos.

Santos Florentiano (Florentino) e Ilario, Mártires em Bremur-Festa: 27 de setembro

Emblema:
Palma 
Martirológio Romano: Na fortaleza de Brémur, na França, São Florentino, que se diz ter sido perfurado com a espada pelos vândalos junto com Santo Hilário. 
FLORENZIANO(lat.Florentianus Florentius;Fr. Florentino) e ILÁRIO, santos, mártires em BRÉMUR. 
De Florentiano certamente não sabemos que o nome que pode ser lido no Martirológio Hieronímico em 27 de setembro. Usuard, seguido pelo Martirológio Romano, dá-lhe um companheiro, chamado I. que de Gaiffier mostrou ser, talvez, St. Hilário de Ostia. Uma tradição local lhe dá um terceiro companheiro, Afrodísio, mas os dois últimos nomes não devem ser aceitos. Houve uma longa disputa sobre o local do martírio por causa das notícias imprecisas do Martirológio Romano: Seduni na Gália. Nele foi visto ora Sion em Valais (Suíça), ora Suin (França, Saône-et-Loire).

Santos Fidêncio e Terêncio de Todi, Mártires-Festa: 27 de setembro

Emblema:
Palma 
Há duas revisões da passio de Phidentius e Terence segundo as quais eles vieram a Roma ex Calced ona Syriae, pelo desejo do martírio, durante o império de Diocleciano e Maximiano. Presos e submetidos ao tormento e à tortura do fogo, eles saíram ilesos. Enquanto eles estavam sendo levados para fora de Roma para serem decapitados em um lugar desconhecido para todos, alguns ursos rasgaram os soldados em pedaços e eles foram escondidos por um anjo em uma cripta, de onde foram guiados para a Úmbria. Levados de volta perto de Todi em Civitate Martana, eles foram decapitados em 27 de setembro. Uma igreja foi erguida sobre seu túmulo que ainda pode ser vista perto de Massa Martana. Esta passio nada mais é do que uma fábula escrita por volta do século IX nos moldes da dos doze irmãos sírios e da SS. Mauro e Felice. Lanzoni aponta que o Terêncio de Todi poderia ser o mesmo santo de mesmo nome que Luni e Pesaro. Delehaye, depois de observar que não há notícias desses santos, exceto aquelas fornecidas pela fabulosa passio, observa que em 1º de setembro em Todi Terentian é comemorado, avançando a hipótese de que o Terêncio de 27 de setembro nada mais é do que uma duplicação do bispo de Todi. Diz-se que as relíquias dos dois santos foram removidas por Teodorico de Metz, em 970, como Sigeberto de Gembloux relata em sua Vida. Phidentius e Terence são mencionados no Martirológio Romano em 27 de setembro. 
Autor: Filippo Caraffa 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum

27 de setembro - Beato Frei Fidelis de Puzol

Os testemunhos que chegaram até nós falam de pessoas honestas e exemplares, cujo martírio selou uma vida repleta de trabalho, oração e compromisso religioso nas suas famílias, paróquias e congregações religiosas. Muitos deles gozavam já em vida de fama de santidade entre os seus coetâneos. Pode dizer-se que os seus comportamentos exemplares foram como que uma preparação para essa confissão suprema da fé que é o martírio. Quantos exemplos de serenidade e esperança cristã! Todos estes novos Beatos e muitos outros mártires anónimos pagaram com o seu sangue o ódio à fé e à Igreja, desencadeado com a perseguição religiosa e o rebentar da guerra civil, essa grande tragédia vivida na Espanha durante o século XX. Ao longo daqueles terríveis anos muitos sacerdotes, religiosos e leigos foram assassinados simplesmente por serem membros ativos da Igreja. Os novos beatos que hoje sobem aos altares não estiveram implicados em lutas políticas ou ideológicas, nem quiseram entrar nelas. Sabei-lo bem muitos de vós, que sois familiares seus e hoje participais com grande alegria nesta beatificação. Eles morreram unicamente por motivos religiosos. Agora, com esta solene proclamação de martírio, a Igreja deseja reconhecer naqueles homens e mulheres um exemplo de valentia e constância na fé, auxiliados pela graça de Deus. Eles são para nós, ao mesmo tempo, modelo de coerência com a verdade professada e honram o nobre povo espanhol e a Igreja. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 
11 de março de 2001

Beatas Maria do Monte Carmelo, Rosa e Madalena Fradera Ferragutcasas, Virgens e mártires - 27 de setembro

Estas 3 religiosas da Congregação das Missionárias do Coração de Maria de Mataró eram também irmãs due o exemplo de imolação e sacrifício destas três religiosas católicas nunca se apague da memória dos cristãos!

Irmã Carmem Fradera Ferragutcasas
     Nasceu a 25 de outubro de 1895. Foi batizada a 27 de outubro de 1895 na igreja paroquial de S. Martinho de Riudarenes (Girona, Espanha). Ingressou na Congregação em julho de 1921 em Barcelona.


Irmã Rosa Fradera Ferragutcasas 
Nasceu a 20 de novembro de 1900. Foi batizada a 21 de novembro de 1900 na igreja paroquial de S. Martinho de Riudarenes (Girona, Espanha). Ingressou na Congregação em dezembro de 1922 em Barcelona.
Irmã Madalena Fradera Ferragutcasas
     Nasceu a 12 de dezembro de 1902. Foi batizada a 16 de dezembro de 1902 na igreja paroquial de S. Martinho de Riudarenes (Girona, Espanha). Ingressou na Congregação em dezembro de 1922 em Barcelona.
As três foram brutalmente torturadas e assassinadas por vários milicianos comunistas, somente pelo fato de serem religiosas católicas, na madrugada do dia 27 de setembro de 1936 em Lloret de Mar. 

Beata Francisca Javier de Rafelbuñol, Religiosa e mártir - 27 de setembro

Martirológio Romano:
Em Gilet, na província de Valência, Espanha, beatas mártires Francisca Javier (Maria Fenollosa Alcayna), religiosa da Ordem Terceira de Capuchinhas da Sagrada Família, e Hermínia Martínez Amigó, mãe de família, que confirmaram com seu sangue sua fidelidade ao Senhor durante a perseguição religiosa de 1936. 
Francisca Javier nasceu em Rafelbuñol-Valência (Espanha), em 24 de maio de 1901. Foi batizada com o nome de Maria. Seus pais, José Fenollosa e Maria Rosa Alcayna eram humildes agricultores, ambos pertencentes à Ordem Terceira de São Francisco. A família era formada pelos pais e dez filhos, e viviam todos sob a doutrina cristã. Neste ambiente religioso transcorreu a infância e a juventude de Francisca Javier, enquanto frequentava a escola do povoado, onde realizou estudos primários. Muito devota da Mãe de Deus, Francisca formava parte da Associação de Filhas de Maria. Durante os trabalhos do dia, não se esquecia da leitura espiritual, especialmente o Evangelho, e a recitação do rosário.

27 de setembro - Beata Hermínia Martinez Amigo

As revoluções e as guerras mundiais dos últimos séculos produziram mais mártires do que todo o passado da Igreja. A Revolução Francesa em 1789; a Revolução Comunista na Rússia em 1917; a Revolução Mexicana de 1939; a Revolução Espanhola de 1936 a 1939, além do nazismo, fizeram milhares de mártires. Alguns historiadores afirmam que “em toda a história da Igreja universal não há um único precedente, nem sequer nas perseguições romanas, do sacrifício sangrento, em pouco mais de um semestre, de doze bispos, quatro mil sacerdotes e mais de dois mil religiosos”. Os mártires eram torturados terrivelmente antes de serem mortos. Uns eram espancados, outros tinham os olhos vazados, sofriam queimaduras, choques elétricos; as monjas sofriam abusos sexuais, e outros suplícios; fruto do ódio marxista contra a religião. Os horrores foram piores que os dos tempos bárbaros. Hermínia Martinez Amigo nasceu na Espanha em 31 de julho de 1887 em Puzol (Valência) e foi batizada na mesma igreja paroquial de Santos Juanes onde se casou em 24 de fevereiro de 1916. Ela teve duas filhas que morreram na infância. Tendo nascido em uma família rica, se dedicou às obras de caridade aos pobres. Fundou uma sociedade para o cuidado dos pobres doentes em sua cidade, nela empenhando todos os seus bens. Devido a uma doença do coração, Hermínia não podia assistir a Santa Missa todos os dias, porém recitava sempre o Rosário.

Santa Hiltrudes de Liessies, Virgem - 27 de setembro

Uma Vita Hiltrudis, escrita entre 1050 e 1090 por um monge de Waulsort (Bélgica), se baseou numa tradição monástica anterior ao ano de 850, sem contudo ter comprovação histórica, pois os documentos parece terem sido queimados pelos Normandos quando estes invadiram a região. Santa Hiltrudes é mencionada em um Sacramentário de Liessies do século XII.  Hiltrudes era filha de Ada, uma nobre franca e de Vilberto, Conde de Poitou, que possuía terras entre a França e a Bélgica, e era irmã de Gontardo, primeiro Abade de Liessies, e de Berta. Ela fora prometida para esposa de Hugo, Conde de Borgonha, mas ela preferiu consagrar-se a Deus, recebendo o véu das virgens em 768, com a bênção do Bispo de Cambrai. Depois seu irmão Gontardo a recebeu e alojou numa cela atrás da capela de seu mosteiro de Liessies.  Neste local ela viveu por muitos anos como monja solitária, participando da vida litúrgica da Abadia. Muitas filhas de senhores seguiram seu exemplo. Faleceu em 27 de setembro de 790, junto ao túmulo de seu irmão, Gontardo, na Igreja de São Lamberto, e foi sepultada na abadia.  Por sua intercessão muitos milagres foram alcançados pelos habitantes de Rance, Trélon, d’Anor e outros locais vizinhos.

Santos Adolfo e João de Córdoba, Mártires-Festa: 27 de setembro

Martirológio Romano:
 
Em Córdoa, na Andaluzia, na Espanha, os santos mártires Adolfo e b, irmãos, que durante a perseguição aos mouros, na época do rei 'Abderramão II, foram coroados com o martírio por Cristo. 
 Eles floresceram na cidade de Córdoba, Espanha, durante a dominação árabe na primeira metade do século IX. Santo Eulógio (m. 859) diz que eles eram originalmente de Sevilha, filhos de um nobre muçulmano e Artemia, um cristão. Após a morte do marido, mudou-se com Adolfo, João e a filha Áurea para Córdoba, a fim de poder professar a sua religião mais livremente. Lá Adolfo e João se converteram ao cristianismo, atraindo a indignação de seus parentes paternos, que os denunciaram ao califa Abd-el-Rhaman II (822-852). Presos e condenados, eles sofreram o martírio por volta de 824. Enquanto sua mãe entrou no mosteiro de Cutellara, do qual mais tarde se tornou abadessa, sua irmã Aurea, mais tarde, atraída pelo exemplo heróico de seus irmãos, abraçou a fé cristã, seguiu sua mãe para o mosteiro e morreu mártir em 19 de julho de 856.

Beatos Mártires Irlandeses

17 Mártires, padres e leigos irlandeses que, por sua fé católica, foram executados no Reino da Irlanda entre 1579 e 1681, quando devido à excomunhão imposta aos reis da Inglaterra, tanto Henrique VIII quanto Elizabeth I, por não autorizarem seu divórcio de Catarina de Aragão para se casar com Ana Bolena, assim o rei deixou a autoridade eclesiástica do Papa e do Igreja Católica para impor sua própria religião, a anglicana. Ao mesmo tempo, a sujeição da Irlanda ao domínio inglês foi forjada, onde a resistência irlandesa à Inglaterra ocorreu por meio das rebeliões de Desmond. apoiado pela Igreja Católica e Gregório XIII, sendo derrotado e finalmente subjugado militarmente, e mais tarde tanto civil quanto religiosamente, de modo que as leis e costumes ingleses foram impostos a eles. Várias execuções ocorreram na Irlanda, em vários lugares, como Dublin, Wexford e outros locais da ilha. 

São Vicente de Paulo coluna da Igreja e do Estado

Amparou pobres e nobres empobrecidos, 
foi conselheiro de soberanos, 
defendeu a Igreja contra as heresias da época.
— Quanto tens em caixa? 
— O necessário para alimentar a comunidade durante um dia.
— Isto quer dizer quanto? 
— Cinquenta escudos. 
— Ah, bem! Dê-me, pois estou precisando. 
E lá se foram os cinquenta últimos escudos, para os nobres da Lorena. O elitista francês que desta maneira raspou a caixa da Instituição para dar o dinheiro aos nobres empobrecidos da Lorena, nasceu em Dax, próximo da Espanha, em 24 de abril de 1581. Sabe-se que São Vicente de Paulo era de família humilde, e que trilhou descalço os caminhos, cuidando dos seus animais. Sua infância é praticamente desconhecida. Ordenado sacerdote com 19 anos, desempenhou um papel importantíssimo na história da Igreja na França. Em 1610, a Rainha Margarida de Valois, cuja piedade se igualava ao mundanismo, aceitou-o entre seus conselheiros e capelães esmoleres. Nessa época fez o propósito de dedicar o resto da vida aos necessitados, entretendo seu amor ao próximo no Coração de Jesus Cristo e em uma profunda devoção a Nossa Senhora, que honrava de mil maneiras por numerosas preces e peregrinações. Em 1615 foi atingido por uma doença que afectou seus joelhos até o final da vida. Filipe Emanuel de Gondi, tenente-general do Rei nos mares do Levante, o teve como preceptor do primogénito. A esposa, Françoise-Margherite de Silly, era mulher virtuosa, cujos escrúpulos faziam sofrer o confessor tanto ou mais do que a ela própria. Quando o zeloso sacerdote se deslocava pelas numerosas terras do General Filipe de Gondi, dava assistência às suas populações e às da vizinhança, trocando a magnificência dos salões pela rudeza dos campos. Nelas instituía, invariavelmente, a Confraria da Caridade. Enquanto esteve nessa família, tomou o hábito de ver no General a Nosso Senhor, e em sua esposa Nossa Senhora. O que não o impedia de dar-lhes caritativos conselhos.

Santo Elzeáro de Sabran Conde de Ariano, terciário franciscano Festa: 27 de setembro

(*)Apt, França, 1284/1287
(✝︎)Paris, França, 27 de setembro de 1323 
Martirológio Romano: Em Paris, França, Santo Elzeáro de Sabran, que, conde de Ariano, tendo observado a virgindade e todas as outras virtudes junto com sua esposa, a bem-aventurada Delfina, morreu em uma idade ainda florescente. Santo secular do século XIII, francês de nascimento, marido casto, líder do exército, defensor do papa, é co-padroeiro de Ariano Irpino, cidade da região de Avellino, da qual leva o título de conde. Elzeário, cujo nome nos vários processos de canonização é modificado de várias maneiras entre o latim, o vernáculo e o francês, nasceu em Apt na Provença entre 1284 e 1287, filho mais velho de Ermengão de Sabran, conde de Ariano e Laudana d'Albe de Roquemartine. Ele estudou com seu tio William de Sabran, abade do mosteiro beneditino de São Vítor em Marselha. A mando do rei Carlos II de Anjou, ele teve que se casar por volta dos 18 anos em 1299, o futuro Beato Delfim de Signe, então, embora não quisessem, duas belas almas se encontraram, que relutantes em se casar, estabelecidas por mútuo acordo, para preservar sua castidade.

Walsingham, a Loreto Inglesa - Nossa Senhora de Walsingham

Na Sra de Walsingham

     
     Walsingham é o principal título com que Nossa Senhora há cerca de mil anos vem aspergindo suas graças no Reino Unido, a partir do priorado agostiniano situado na região de mesmo nome, fundado em 1016. 
     Localiza-se o santuário a poucos quilômetros do Mar do Norte, numa das renomadas campinas verdejantes e ajardinadas da Inglaterra, no território de Norfolk, cujos Duques constituíram uma grande estirpe que manteve a fidelidade a Roma, em meio à generalizada apostasia anglicana. Em 1016 já vivia Santo Eduardo I o Confessor, e poucos anos antes havia reinado seu tio, Santo Eduardo o Mártir.
     Desde o início, os insignes favores concedidos por Nossa Senhora naquele santuário tornaram-no objeto de frequentes peregrinações, que partiam de toda a Inglaterra e até do Continente europeu. Ainda no século atual é conhecido como Palmers’Way (Via dos Peregrinos) o principal caminho que conduz a Walsingham, através de Newmarket, Brandon e Fakenham.
      Muitas foram as dádivas de terras, prebendas e igrejas obsequiadas aos cônegos agostinianos de Walsingham em virtude da grande devoção mariana arraigada na população britânica, e dos muitos milagres alcançados através das súplicas dirijas a Nossa Senhora de Walsingham. O Rei Henrique III para lá peregrinou em 1241; Eduardo I, em 1280e 1296; Eduardo 11, em 1315; e Henrique VI, em 1455. Eduardo I nutria grande devoção a Nossa Senhora de Walsingham. Atribuiu a Ela o fato de se ter salvado de um desastre. Certo dia, num intervalo entre suas ocupações, jogava xadrez quando subitamente lhe veio a ideia de se levantar do assento, sem explicar por que lhe ocorria tal impulso. Um instante depois grande pedra desprendeu-se da abóbada da sala onde estava o Rei e caiu sobre o lugar que acabava de deixar. Tal fato fez com que redobrasse o amor que votava à Virgem.

ORAÇÕES - 27 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sábado – Santos: Vicente de Paulo, Fidêncio, Florentino
Evangelho (Lc 9,43b-45) “Como todos admirassem quanto ele fazia, Jesus disse a seus discípulos: –Prestai bem atenção: o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens.”
Os discípulos estavam entusiasmados e conversavam sobre isso. Estariam aimaginar sucessos ainda maiores.Jesus previao que o esperava edevia prepará-los aos poucos para o futuro. Eu também facilmente me entusiasmo quando tudo vai bem. É bom ter esses momentos. Mas devo saber que na vida, nos trabalhos e iniciativashaverá sempre momentosde incertezae insucesso.
Oração
Senhor Jesus,sou muito confiante em mim mesmo quando tudo vai bem. É fácil orar, é fácil até amar; apostolado e trabalho, vida pessoal, familiar e de comunidade tudo sem nuvens. Agradeço esses tempos de calma, maspreciso que ajudeis a me preparar para as dificuldades e temposde seca. Dai-me coragem, persistênciae capacidade de alegrar-me atéquando não é fácil sorrir. Amém.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

“Preparai o caminho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA ÁZ DO SENHOR
Deus visita seu povo
 
O Advento nos traz a figura magnífica de João Batista, o Precursor. Ele vem adiante de Jesus para preparar seu caminho e apresentá-Lo. Veio para preparar ao Senhor um povo perfeito (Lc 1,17). Ele tem consciência de sua missão. O evangelista Marcos colhe a dimensão dessa missão: é um profeta enviado por Deus. Jesus o chama de o maior entre os nascidos de mulher, mais que um profeta (Mt 11,11). Vem anunciar a presença do Messias prometido. Prepara os caminhos para Deus vir ao mundo na pessoa de seu Filho Jesus. Nesse sentido se entende que João é a realização da profecia de Isaias. Esse grande profeta anuncia a vinda de Deus para a libertação do povo. Deus vem glorioso para levar os exilados de volta à pátria. Deus é o pastor que conduz esse povo, não por um deserto inóspito e cheio de serpentes, como foi a peregrinação do povo no Egito, mas num caminho verdejante e sombreado. Como pastor o conduz com carinho. João não prega um caminho através do deserto que floresce, mas um caminho aberto nos corações para a chegada do Messias. João pregava a conversão dos pecados. Essa conversão era acompanhada de um rito exterior de um banho ritual. Não se trata de nosso batismo, pois é para conversão e penitência. Seu batismo era símbolo daquele que devia vir depois, feito no Espírito Santo. Jesus também foi receber esse Batismo. Depois o Pai “batiza-O no Espírito” apresentando-O como Filho amado. João é importante para entendermos a vinda de Cristo. Ele não é o Messias. É a última profecia sobre o Enviado de Deus. 
Novos céus e nova terra 
Pedro, em sua carta, escreve sobre a segunda vinda de Cristo com palavras e imagens fortes que chamamos de visão apocalíptica. Não se trata de ameaça, mas apelo à conversão. Hoje há muita ameaça de fim de mundo, mas pouco desejo de conversão para que o fim venha para nós como encontro com Deus. Alerta: “Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que Ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz” (2Pd 3,14). A espera não é uma desocupação angustiante. Quando estamos esperando algo importante, não temos serenidade para fazer outras coisas. Só ficamos esperando. Esperar é preparar os caminhos para Deus chegar. Pedimos na oração da missa que “nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho”. Isso é conversão conforme João Batista: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas”. Não adianta sentar-se e cochilar, como fizeram as dez virgens”. É espera frutuosa na caridade. O mundo que vai ser bom não só no futuro distante, num paraíso impossível, mas agora para nós. É aqui que se faz a nova terra. O novo céu vai ser depois. 
O Senhor vai falar 
O tempo do Advento é orientado para ouvir o Senhor que vai falar. É paz que vai anunciar... a verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão” (Sl 84). Esse tempo é para ouvir. Esta é a atitude fundamental do católico. Não falar muito, mas dar tempo para o Senhor falar. A segunda vinda nos convida a contemplar o horizonte do mundo. A primeira vinda ensina a atitude de Maria e José: contemplar o mistério presente e fazê-lo vivo em nosso coração. Lucas revela essa atitude de Maria diante da visita dos pastores: “Maria conservava todos esses acontecimentos, e os meditava em seu coração” (Lc 2,19). Mesmo vivendo num mundo avesso a Jesus que nasce, nós queremos estar ali como José, Maria, algum curioso e os animais. Acolhamos sua vinda entre nós. 
Leituras: Isaías 40,1-5.9-11; 
Salmo 84; 
2Pedro 3,8-14; Marcos 1,1-8 
1. João prepara o coração do povo para a chegada do Messias. 
2. A espera da vinda de Cristo significa conversão 
3. Advento é tempo para ouvir o que o Senhor tem para falar.
Homem que aplaina 
Estamos conhecendo a pessoa de São João Batista em relação a Jesus. João entende sua missão através do texto do profeta Isaias. Este anunciava a libertação do povo da Babilônia. A volta foi uma grandiosa obra salvadora de Deus, comparada ao Êxodo, a grande libertação. Explicita assim que a vinda de Jesus é essa visita grandiosa de Deus. Ele vem então preparar os caminhos do Senhor. Na perspectiva da vinda de Jesus entre nós, estamos voltados ainda para sua vinda no fim dos tempos. É um dia terrível. Seu dia virá de surpresa. O Senhor não avisa. Lembramos como rezamos no salmo 84, que devemos estar atentos ao Senhor que vem nos falar. Nada de ameaças, mas de paz: “E a paz que Ele vai anunciar... Ele nos dará tudo que é bom... a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus”. 
Homilia do 2º Domingo de Advento (10.12.2017)