terça-feira, 15 de setembro de 2026

EVANGELHO DO DIA 15 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São João 19,25-27. 
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Meditações sobre os Santos Evangelhos 
«Eis a tua Mãe» 
«Eis o teu filho», diz Nosso Senhor à Santíssima Virgem, dando-lhe todos os seres humanos como filhos, ordenando-lhe que tenha para todos um coração de Mãe. Ela cumpriu, e continuará a cumprir por toda a eternidade, com incomparável perfeição, esta ordem de Deus, como cumpriu todas as ordens que dele recebeu. Tenhamos, pois, a certeza absoluta de que ela tem um coração materno para cada ser humano, e recorramos a esta Mãe amada e omnipotente em todas as nossas necessidades com a mesma confiança que uma criança deposita na sua mãe, a uma Mãe que nos ama infinitamente mais do que qualquer mãe terrena poderia amar-nos, a uma Mãe que pode obter para nós de Deus absolutamente tudo o que é verdadeiramente bom para a nossa alma. «Eis a tua Mãe», diz o Senhor a cada alma. Todos devemos tratar a Santíssima Virgem como nossa Mãe, cumprindo com ela os deveres que um bom filho deve a Mãe tão boa: afeto, honra, serviço, confiança, em suma, tudo o que o próprio Senhor concedeu à Santíssima Virgem! Amemo-la, honremo-la, vamos ter com ela, conversemos com ela em oração; sirvamo-la, ajudando-a da melhor forma possível em todas as obras que ela favorece, em todas as que são realizadas em sua honra; tenhamos absoluta confiança nela e invoquemo-la sem hesitar com essa confiança em todas as nossas necessidades, em todos os nossos desejos, em todos os nossos empreendimentos, em todas as nossas obras, em todas as nossas ações. Sejamos filhos ternos, recordando que esse é um ponto essencial da obediência a Jesus e da imitação de Jesus: da obediência, porque Ele no-lo ordenou de maneira formal e solene do alto da cruz; e da imitação, porque Ele foi sempre um Filho modelar para sua Mãe.

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