quarta-feira, 29 de maio de 2024

Beato Joseph Gerard Priest - Festa: 29 de maio

(*)Bouxières-aux-Chênes, Nancy, França, 12 de março de 1831
(+)Roma, Lesoto, África, 29 de maio de 1914 
Sacerdote da Congregação dos Oblatos Missionários de Maria Imaculada, o beato francês Joseph Gérard foi como missionário para Basùtoland, na África, onde incessantemente proclamou o Evangelho aos nativos. João Paulo II o beatificou em 15 de setembro de 1988.
Martirológio Romano: Em Roma, no Lesoto, na África Austral, o Beato Joseph Gérard, sacerdote dos Oblatos de Maria Imaculada, que primeiro na província de Natal e depois especialmente em Basutoland incansavelmente proclamou Cristo. 
Joseph Gérard nasceu em 12 de março de 1831 em Bouxières-aux-Chênes (Nancy, França), o primeiro de cinco filhos de Jean Gérard e Ursula Stoffler, camponeses. A pobreza de sua família o temperou às agruras da terra e da vida, ao mesmo tempo em que recebia uma sólida educação cristã.

Nossa Senhora Auxiliadora, História da Invocação

     Nos primeiros séculos, a Santa Igreja, guiada pelo Espírito Santo, tratou com muita discrição tudo quanto se referia a Santa Mãe de Deus, para que Ela não fosse confundida com uma deusa por aqueles povos recentemente convertidos dos erros do paganismo.
     Ainda assim, há muitas evidências de uma devoção a Ela já nos primeiros séculos. Temos, entre muitos outros, um fragmento de uma oração dirigida a Ela, uma representação da Virgem com o Menino nas catacumbas de Priscila, em Roma, uma placa do século III representando a visita dos Reis Magos, um prato dourado do século IV retratando Maria SSma. e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo (vide abaixo).
     As invocações com que os católicos a Ela se dirigem, honram e cultuam são inúmeras. A invocação de Auxilium Christianorum, entretanto, tem uma conotação especial: Ela é invocada e sempre intervém quando há uma batalha que parece pender para o lado dos inimigos da Cristandade. Poderíamos dizer que Ela é um General que sabe táticas de guerra...
     O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla no ano 345 em Constantinopla. Ele invocou o auxílio de Maria para enfrentar as invasões de búlgaros e tártaros, que punham em risco a Cristandade no Oriente. O santo disse: “Tu, Maria, é o auxílio potentíssimo de Deus”.

Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos, 29 de Maio

A invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos. Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus. São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, colocou a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo. Também o Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29– Quarta-feira – Santos: Maximino, Cirilo de Cesareia
Evangelho (Mc 10,32-45)“Os discípulos estavama caminho, subindo para Jerusalém.Jesus ia na frente. Os discípulos, que o seguiam,estavam espantados e com medo.”
Os doze sabiam das ameaças e perigos que pesavam sobre Jesus e sobre eles também. Não sabiam o que pensar e estavam commedo. Jesus não lhes escondeu o que os esperava em Jerusalém. Mas foi em frente e eles o acompanharam.É verdade que na hora pior fugiram. E ele os reuniu a sua volta.Normal que eu tenha medo, hesite e fuja. Que o Senhor me traga de volta, apague o medo, e me acolha.
Oração
Senhor Jesus,sei como a dúvida às vezes me cerca e o medo me impede de avançar. Reconheço minha fragilidade que é quase covardia. Ajudai-me a reconhecer dificuldades e perigos reais, e não me deixe levar por falsos temores. Fazei que veja como devo agir com prudência e coragem. E dai-me força para enfrentar as consequências de minhas escolhas. Confio em vós, sei que cuidais de mim e  nunca me abandonareis. Se apesar de tudo eu errar, perdoai-me e trazei-me de volta. Amém.

terça-feira, 28 de maio de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Estar com Ele”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Chamados a estarem com Ele
 
A experiência que os discípulos tiveram com Jesus foi a convivência. Quando os dois discípulos de João O seguem, Jesus lhes pergunta: “O que procuram”? “Rabi, onde moras”?, perguntaram. Respondeu Jesus: “Venham e vejam”. Eles foram e ficaram com Ele aquele dia. Eram 4h da tarde. Quer dizer que passaram ali aquela noite (Jo 1,35-39). Os discípulos eram convocados a estarem com Ele. Nos três anos de seu ministério Jesus tem sempre junto de Si os doze apóstolos. É o nascimento do novo povo, como as 12 tribos dos filhos de Jacó. Esta convivência foi a primeiro tempo de catequese. Não é possível catequese sem convivência com o Senhor. Aprendemos do Senhor, depois sobre o Senhor. Jesus teve a paciência de introduzi-los lentamente no conhecimento da novidade do Reino. Por isso é claro que Jesus primeiro cria a comunidade em volta de Si, depois faz o ensinamento. Este tempo entre Ascensão e Pentecostes é um tempo favorável para o conhecimento de um método fundamental da Igreja: “Todos eles tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus” (At 1,14). Como a insistência da missa dominical é muito forte, perdeu-se a preocupação de estar com Jesus. Uns poucos dias de recolhimento pode gerar em nós força para um ano inteiro. Pena que não percebamos isso e deixemos de lado este bem. A preciosidade deste tempo se tornou para muitos necessidade de fazer dele o modo de vida, como no caso dos monges. É difícil se recolher, pois as atividades são tantas e as informações se multiplicam. Temos medo do silêncio, pois ele faz vir fora nosso interior. Temos um furacão dentro de nós. É o que Jesus dizia a Marta: Você é muito agitada. Vamos ficar juntos e viver este momento de paz. Foram nove dias de espera. Puderam curtir a ausência e sentir a presença através do Espírito que se tornou um fogo dentro deles. Este fogo jogaram sobre a multidão naquela manhã de Pentecostes. 
Espiritualidade da presença. 
Podemos dizer: tenho que viver essa vida agitada, pois é necessário para fazer o que tenho como trabalho. Vemos o exemplo do próprio Jesus que se retirava para dentro de Si para estar com o Pai. É o que diz a experiência: “Posso estar só no meio da multidão ou estar com a multidão dentro de mim quanto estou só”. O ponto de partida não é o isolamento, o silêncio, mas o sentido de uma presença que esta comigo. Cantamos: “Vamos caminhando lado a lado, somos teus amigos, ó Senhor. Tua amizade é nossa alegria; por isso te louvamos com amor”. O hábito de cultivar esta presença de Deus em nossa vida, em qualquer circunstância, criará em nós esta cela do coração na qual entramos sempre que quisermos. 
Estar com Ele para anunciar. 
Retirar-se não é um egoísmo espiritual, um diletantismo vazio. É o fermentar um modo de anunciar. Somente vamos anunciar verdadeiramente quando tivermos essa convivência com o Senhor. O tempo que passamos com Ele em nosso interior, fermenta em nós a capacidade de descobrir quem Ele é. Podemos anunciar a partir de uma experiência pessoal com o Senhor. É bom saber muita coisa sobre o Pastor, mas é preciso conhecer o Pastor para apresentá-Lo como bom. Nem sempre teremos possibilidade da formação que necessitamos. Ele nos ensinará. Na experiência com o povo simples a gente aprende muito como entender a Palavra de Deus. Ela é curtida, por isso bem conhecida.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2013

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,28-31
Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Tomás de Celano 
(1190-1260) 
Biógrafo de São Francisco e de Santa Clara 
Vida de Santa Clara, §§ 25-28 
Deixar tudo para O seguir 
Havia já quarenta anos que Clara, segundo a comparação utilizada por São Paulo (cf 1Cor 9,24), corria no estádio da grande pobreza, aproximando-se da meta da sua vocação celeste e da recompensa prometida ao vencedor. A Divina Providência apressava-Se a cumprir o que havia previsto para Clara: Cristo queria introduzir a pobrezinha no seu palácio real no termo da sua peregrinação. E ela aspirava com todo o arrebatamento do seu desejo a contemplar, reinando no alto em toda a sua glória, o Cristo que imitara na Terra na sua pobreza. Todas as suas filhas estavam reunidas em torno do leito da mãe. Dirigindo-se então a si mesma, Clara disse à sua alma: «Parte com segurança, pois tens um bom guia para o caminho. Parte, pois Aquele que te criou também te santificou; Ele sempre te protegeu e te amou com um amor terno, como uma mãe ama o seu filho. Abençoado sejas, Senhor, que me criaste!» Uma irmã perguntou-lhe a quem se dirigia e Clara respondeu: «À minha alma abençoada». O seu guia para o caminho não estava longe. Com efeito, voltando-se para uma das suas filhas, perguntou-lhe: «Estás a ver o Rei de glória que eu entrevejo?». Bendita seja a sua saída deste vale de misérias, uma saída que foi para ela a entrada na vida bem-aventurada! Em recompensa dos seus jejuns neste mundo, conhece agora a alegria que reina à mesa dos santos; em troca dos andrajos e das cinzas, entrou na posse da beatitude do Reino dos Céus, onde está revestida com as vestes da glória eterna.

Santos Emílio, Félix, Príamo e Feliciano, Mártires venerados na Sardenha Festa: 28 de maio

Eles são comemorados no Hieronymian e outros martirológios antigos em 28 de maio Mas Príamo significa Primeiro e Félix se identifica com Felicianus: dois autênticos mártires romanos de 9 de junho Nada se sabe sobre Emílio. A indicação da Sardenha como o lugar do martírio é um erro. É verdade que em 1620 as relíquias de Prião, Luciano (corrupção de Feliciano) e Emiliano (variante de Emílio) foram encontradas nesta ilha. A veneração por Emílio é generalizada na Sardenha. A diocese de Bosa tem-no como seu principal padroeiro com Príamo; Belvi preserva uma estátua de madeira dele do século XVI e teve uma antiga igreja, dedicada a ele, abandonada no início do século XVII e reconstruída em 1926. Na província de Cagliari, a vila de Sestu tem, em honra de s. Gemiliano (variante de Emilio), uma igreja que remonta a cerca de 1260; outra cidade, Samassi, tem uma de cerca de 1290. 
Etimologia: Emilio = cortesão ou imitador, do latim 
Emblema: Palma 
Embora a veneração dos santos Emílio, Félix, Príamo e Feliciano seja difundida na Sardenha, sua história apresenta algumas incertezas e inconsistências. As informações hagiográficas sobre eles são fragmentárias e muitas vezes contraditórias, e sua identificação precisa continua sendo um tópico de debate entre os estudiosos. Os santos Emílio, Félix, Príamo e Feliciano são comemorados em 28 de maio no Hieronímio e outros martirológios antigos. No entanto, é importante ressaltar que a identidade de alguns desses nomes tem sido objeto de confusão e reconsideração.

Santa Maria Ana de Paredes VIRGEM, +1645

Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional. https://www.evangelhoquotidiano.org/PT/display-saint/f1938032-c9f2-4562-b139-d53ea3abd8db

28 de maio - Beato Iuliu Hossu

Iuliu Hossu nasceu em 30 de janeiro de 1885 em Milaşul Mare, então Áustria-Hungria, hoje Romênia, era filho de um padre greco-católico. Ele estudou os temas de Filosofia e Teologia Católica em Budapeste, Viena e Roma, e em 27 de março de 1910, recebeu do bispo Basílio Hossu, seu tio (seu pai Ioan e Basil eram primos) o sacramento de Ordens Sagradas. A partir de 1911 ele realizou várias tarefas ao serviço do Bispo de Gherla, no período de 1914-1917 ele foi um capelão militar para os soldados romenos no exército austro-húngaro. Em 21 de abril de 1917 foi nomeado bispo de Gherla, Armenopoli, Szamos-Újvár para os fiéis do rito bizantino-romeno. A consagração episcopal aconteceu em 4 de dezembro de 1917. Em 5 de junho de 1930, foi transferido pelo Papa Pio XI para a diocese de Cluj-Gherla e mudou a sede para Cluj-Napoca, ajudando também na administração de várias dioceses vacantes. O regime comunista instalado em 6 de março de 1945 foi o começo da destruição da democracia romena. Desde o início Iuliu Hossu lutou fortemente contra os planos do governo romeno que forçavam a separação da Igreja Católica Romena da Igreja de Roma. Iuliu Hossu foi preso em 1948 e, após o desmantelamento da Igreja Católica Grega, foi colocado em prisão domiciliar no mosteiro de Caldarusani, a nordeste de Bucareste. Depois de se recusar a se converter à ortodoxia, ele foi enviado em 1950 à penitenciária de Sighet. Depois de ser libertado em 1956, foi novamente preso em Caldarusani.

28 de maio - Beata Maria Serafina do Sagrado Coração

Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 03 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma e aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão. No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade específica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes, modelos de oração e de serviço. Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Monsenhor Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto. Mas temendo não conseguir levar adiante o projeto, Clotilde retornou a Imer. Em 1867, se transferiu para Pádua, onde permaneceu por nove anos, sendo dirigida por Monsenhor Ângelo Piacentini, professor do Seminário local, buscando compreender melhor a mensagem recebida. Com a morte de Monsenhor Piacentini, em 1876, Clotilde mudou-se para Castellavazzo, onde o arcipreste Jerônimo Barpi, conhecedor das intenções da jovem, colocou à sua disposição um velho convento para a nova fundação. Em 1878, para fugir de um casamento combinado, Clotilde vai para a Alemanha para onde seus pais tinham ido para trabalhar.

28 de maio - Beata Margarida Pole

Nobres, eclesiásticos e funcionários da corte de Henrique VIII, rei da Inglaterra, foram decapitados porque se opunham ao seu divórcio e a sua consequente separação da Igreja de Roma. Alguns deles tiveram sua morte reconhecida como autêntico martírio e foram elevados à honra dos altares. A perseguição não poupou a sobrinha dos reis Eduardo IV e Ricardo III da Inglaterra, Margarida, filha do Duque de Clarence, irmão daqueles monarcas, e de Isabel Neville, a filha de Ricardo Neville, Conde de Warwick. Margarida nasceu em 14 de agosto de 1471, no Castelo de Farleigh, em Somerset (Inglaterra), e cresceu na corte, junto com os filhos de Eduardo IV, porque seus pais haviam falecido quando ela tinha poucos anos de vida. Margaret, por parte de seu avô paterno, Ricardo de York, era herdeira da Casa de York, a principal Casa Real que ainda conseguia ofuscar a Casa dos Tudor. Aos 18 anos, conforme o costume da época, desposaram-na com Sir Reginaldo Pole de Buckinghamshire, que havia prestado grandes serviços ao rei na campanha da Escócia e em outros empreendimentos militares. Reginaldo faleceu 12 anos depois, deixando-a viúva com cinco filhos. Uma família para cuidar no meio de dificuldades econômicas, porque sua família tivera todas as propriedades e títulos nobiliárquicos confiscados.

Beato Luis Biraghi

Fundador das religiosas de Santa Marcelina, ele, confiando àquelas ardorosas primeiras apóstolas a missão de “ENSINAR JESUS” na atividade educativa, quis que tivessem Santa Marcelina, irmã mais velha de Santo Ambrósio, como modelo, para serem, tal como sua protetora, sinal no tempo, de uma sede de Deus, que transfigura a vida e impele ao serviço dos irmãos. e educando mais com a força do amor e do exemplo, do que com muitas palavras. Luis Biraghi nasceu em Vignate (Itália) a 2 de Novembro de 1801, quinto de oito filhos de Francisco e Maria Fini, agricultores. De 1813 a 1825 fez os estudos de humanidade, filosofia e teologia, distinguindo-se sempre. Como diácono, foi encarregado do ensino de letras nos seminários menores, cargo que lhe foi confirmado depois da ordenação presbiteral (28 de Maio de 1825) que ele desempenhou com paixão. Em 1833 foi nomeado diretor espiritual do seminário maior: cargo a que se dedicou com incansável caridade, exemplo vivo, para os seus clérigos, de amor a Cristo e à sua Igreja, de total dedicação e de obediência incondicionada. Em 1841 o Cardeal Gaisruck quis que ele fizesse parte dos fundadores e redatores do periódico eclesiástico O Amigo Católico. O Padre Biraghi empenhou-se nesta obra com fervoroso espírito de apostolado, no desejo de conduzir a Cristo a sociedade moderna, atraída por falazes ideologias e pela ilusória confiança no progresso. Convencido de que a base da sociedade civil é a família e que o coração da família é a mulher, em 1838 abriu um colégio feminino onde as filhas da burguesia emergente podiam receber uma formação cultural e uma sólida educação cristã. O método educativo proposto por ele teve tanto sucesso que em 1841 o Padre Biraghi abriu um segundo colégio em Vimercate.

28 de maio - Santa Ubaldesca Taccini

Santa Ubaldesca Taccini é uma santa que marcou profundamente a vida espiritual de Pisa nos séculos XII e XIII, junto com Santa Bona, São Guido da Gherardesca e São Ranieri. Em um período histórico que viu a República Marítima de Pisa dominar o Mediterrâneo e os seus cidadãos gozarem de um alto padrão de vida, a santa propôs um modelo de vida separada da vida social da cidade e estritamente fiel à mensagem de pobreza e de renúncia pregada por Jesus. Nascida em Calcinaia em 1136 de pais de condições humildes, Ubaldesca, filha única, desde jovem mostrava-se humilde e dedicado aos pais e a Jesus. Diligente na prática da oração, muitas vezes acompanhada de jejum, a Santa de Pisa se destacou especialmente pela caridade exercida junto aos pobres. Quando tinha cerca de catorze anos, um dia, enquanto assava o pão da família, teve a visão de um anjo que lhe ordenou que entrasse no convento da Ordem de São João de Jerusalém (estabelecida alguns anos antes, em 1099, em Jerusalém, na Igreja de São João Batista sob a regra de Santo Agostinho). Ela ficou surpresa e disse: "Mas eu não tenho dote. E meus pais não podem me dar nada". "As freiras não precisam tanto de dotes quanto de virtudes", respondeu o anjo. Ubaldesca sorriu. "Mas e se eu não tiver virtudes?" E o anjo no mesmo tom de voz: "O Espírito Santo suprirá". Então, gravemente: "Não há mulher em Pisa que seja mais cheia de virtudes do que você. E por sua causa, de seus méritos, a cidade será liberta de grandes perigos".

Santo André, o Louco, Escravo, Mendigo, Cristão (Século IX), 28 de Maio

Escravo de origem cita, André vivia em Constantinopla a serviço de um dignatário da corte imperial. Após inúmeras peripécias, simulando loucura, conseguiu que seu mestre lhe concedesse a liberdade. André vivia vagando, vestido apenas com uma espécie de tapete rústico, bebendo água nas poças das ruas. Seguia à risca a palavra dita por São Paulo: "Nós, loucos por causa de Cristo" (I Cor 4, 10). André suportou as brincadeiras cruéis e as vexações dos passantes até o dia da sua morte. Foi então que os moradores da localidade descobriram a santidade de André, através dos milagres que ocorreram após o seu falecimento. 
Tradução e Adaptação : Gisèle Pimentel
As informações históricas sobre ele são contraditórias, a ponto de colocar em dúvida sua existência. Ele pode ter sido um nativo da Cítia, e foi um escravo. De acordo com seu hagiógrafo, um certo Nicéforo, um sacerdote de Santa Sofia, ele foi educado por seu mestre que queria que ele fosse seu secretário. Então, ainda muito jovem e de repente, Andrea mostrou sinais claros de loucura. O mestre mandou acorrê-lo na igreja de Santa Anastácia, mas sem sucesso: a história do louco mais amado por Cristo de Constantinopla já havia começado. A partir desse momento, ele viverá simulando uma degradação tão externa que até os animais ficam enojados; Ele fez isso, segundo a tradição, para poder servir aos homens com humildade e dissimulação.

São Justus de Urgel Bispo Festa: 28 de maio

Foi um importante bispo do norte da Espanha, dedicado ao seu povo, a quem liderou com sabedoria e compaixão. Ele estava empenhado em espalhar a fé e combater as heresias. Ele também foi um profundo estudioso da Bíblia e escreveu obras teológicas, incluindo uma interpretação do Cântico de Salomão. Além disso, participou ativamente dos concílios eclesiásticos de seu tempo, onde se destacou por sua inteligência e seu compromisso com a unidade da Igreja. Ele morreu no século 6 e logo se tornou um santo altamente venerado, especialmente em sua diocese de Urgell, onde é considerado um santo padroeiro. 
Martirológio Romano: Em Urgell, no norte da Espanha, São Justo, bispo, que escreveu uma interpretação alegórica do Cântico de Salomão e participou de vários concílios espanhóis. 
As informações sobre a vida de São Justo são, infelizmente, fragmentárias. Presume-se que tenha vivido durante o século VI, num período de grande fervor religioso e cultural na Península Ibérica. Várias fontes, incluindo a obra "De viris illustribus" de Santo Isidoro de Sevilha, mencionam-no como bispo de Urgell, mas não é possível reconstruir precisamente o período do seu episcopado. Apesar da escassez de detalhes biográficos, a obra de São Justo nos permite apreciar seu profundo conhecimento teológico e sensibilidade espiritual.

GERMANO DE PARIS Bispo e Santo 496-576

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão. Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo. Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade. Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano.

Nossa Senhora do Lírio

     Este título Maria Santíssima já recebeu nas Sagradas Escrituras. Nelas o lírio, por sua beleza pura e sublime perfume, é usado com frequência para designar as virtudes, a dignidade real, a beleza da sabedoria e a união esponsal. É muito fácil compreender qual a razão de a Virgem Maria sempre ser comparada à esta flor. O lírio é o símbolo da pureza e da beleza perfeita, em toda a natureza. E a Imaculada Conceição de Maria lhe conferiu a eterna pureza do corpo, a beleza perfeita da alma e o espírito pleno de sabedoria. Por isto, Maria é o lírio de Deus, a única criatura plena de todas as graças.
     Maria foi cantada em verso e prosa como um campo de lírios, e também, representada segurando um lírio na mão ou ladeada por estas flores. Mas a expressão latina: "lilium inter spinas", ou seja: "lírio entre espinhos", citada na Ladainha de Nossa Senhora de Loreto escrita em 1578, sem dúvida alguma é aquela que melhor descreve a Mãe de Deus.
     Esta comemoração se refere à primeira igreja dedicada à Nossa Senhora do Lírio. Situada na abadia cisterciense fundada em 1244, pelo rei São Luís IX e a rainha Branca de Castela, sua virtuosa mãe, que cedeu um castelo de sua propriedade em Melun, França. Antes de falecer, em 1252, a rainha-mãe expressou o desejo de ser sepultada na igreja desta abadia.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
 As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28– Terça-feira – Santos: Bernardo de Novara, Emílio, Margarida Pole
Evangelho (Mc 10,28-31)“Começou Pedro a dizer a Jesus: – Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.”
Por outras passagens dos evangelhos podemos saber em que Pedro estava pensando. Mas, Jesus não lhe promete destaque nem privilégios, nem riqueza nem poder. Pelo contrário, apenas lhe confia trabalho e a perspectiva de morte violenta. Talvez Pedro, na ocasião, nem chegou a compreender de todo as palavras de Jesus. Só aos poucos.Eu aos poucos devo ir compreendendo o que Deus quer de mim.
Oração
Senhor Jesus, acho que com vossa ajuda encontrei meu caminho, pelo qual  procuro cumprir a tarefa que me confiais. Preciso que me ajudeis nos momentos difíceis de hesitação e desafios. Dai-me lucidez, coragem e otimismo para decidir e continuar em frente. E não deixeis de colocar a meu lado pessoas que me possam ajudar. Quando errar, ajudai-me a reconhecê-lo, e dai-me sabedoria para mudar. Amém.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Ascensão do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
E
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Subiu aos Céus.
 
Rezamos na profissão de fé: “Creio em Jesus Cristo que... subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”. A Ascensão do Senhor é uma celebração que passa meio esquecida, mas é necessária para a vida cristã. Ele é entronizado como Senhor do Universo. Cristo não é um santo a mais. Junto do Pai é o Mediador a exercer seu Sumo Sacerdócio e intercede para que o Pai nos dê o Espírito para nossa divinização. Sem a glorificação, não teríamos recebido o Espírito. Os apóstolos, ao proclamarem que Jesus ressuscitou, insistem: “Agora, exaltado pela direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo, objeto da promessa, e O derramou” (At 2,33). Paulo continua o pensamento: “Ele pôs tudo sob seus pés e fez Dele, que está acima de tudo, a cabeça da Igreja, que é seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal” (Ef 1,22-23). A subida de Jesus é sua glorificação. É a garantia total da realização das promessas de Deus. Não apelamos a uma realeza terrena, mas a Cristo que é o centro para o qual converge todo Universo, pois “Nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude e reconciliar por Ele todos os seres, os da terra e os dos céus, realiando a paz pelo sangue de sua cruz” (Cl 1,19-20). A Ascensão de Jesus é a certeza que voltará com o envio do Espírito. Agora vemos pelos olhos da fé que veem mais profundamente que os olhos humanos. 
Nossa vitória 
A oração da missa nos confirma esta verdade: “A Ascensão de vosso Filho já é nossa vitória... membros de seu corpo somos chamados na esperança a participar de Sua Glória”. Esta realidade de nossa fé, dizemos mistério, é compreensível pela união de Sua Divindade a nossa humanidade. Esta humanidade foi glorificada no poder de Cristo como Senhor do Universo. O Filho eterno do Pai assumiu o frágil filho do Homem que agora participa de Sua glória de ressuscitado. O prefácio resume bem essa verdade: “Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade”. Rezamos ainda: “Vós nos concedeis conviver na terra com as realidades do Céu. Fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós nossa humanidade”. Em Cristo temos posse de nosso direito de viver no Céu. Essa verdade não nos distancia dos problemas da terra, mas nos estimulam a transformar a terra em um Céu para todos. Por isso os Anjos dizem que não é para ficar olhando para o alto, pois Ele continua presente na sua Igreja a serviço do mundo. O evangelista Lucas diz esta verdade: Levantou as mãos os abençoava. “Abençoar significa prometer que o Senhor estará presente em sua vida como ajuda e proteção e dará tudo o que terão necessidade para permanecer fiel a sua vocação”. 
Ele continua nos seus discípulos. 
Anunciando Sua Morte e Sua Ressurreição diz aos apóstolos “sereis testemunhas de tudo isso”. Para essa missão enviará o Espírito Santo, o mesmo que O animou em Sua missão. Podemos ler aqui que Jesus continua em seus discípulos e é Ele quem anuncia a Palavra. Há um permanente desejo, como clama Paulo aos Colossenses, de vivermos na terra, mas com o coração no alto onde está Cristo (Cl 3,1-2). Jesus está glorioso nos Céus, mas permanece, como poderíamos dizer, está com o coração na terra, pois diz: “Estarei convoco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Cada celebração nos remete à missão. Ela é de todos, pois participamos da Glória “para que Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28). 
Leituras: Atos 1,1-11; Salmo 46; 
Efésio, 1,17-23;Lucas 24,46-53. 
1. Cremos na Ascensão. É um mistério meio esquecido, mas necessário para a vida cristã. Sem a Glorificação não temos o Espírito. Os apóstolos insistem que Deus O pôs como Senhor do Universo. Vemos melhor com os olhos da fé.
2. A Ascensão de Cristo já é nossa vitória. Nossa humanidade está em Cristo na Glória. Vivemos já, as realidades dos céus. Olhar para o alto é ter os pés na terra. Abençoar é garantir a presença. 
3. Diz Jesus: Sereis minhas testemunhas. Para isso envia o Espírito que faz continuar a presença de Cristo e sua missão no discípulo. Cada celebração nos remete à missão. 
Pegando carona 
Rezamos na Ascensão do Senhor: “Membros de seu Corpo, somos chamados, na esperança, a participar de sua Glória”. Em sua Ascensão Jesus é revestido de toda a glória que deixou de lado em sua Encarnação. Neste momento pegamos carona, isto é, como Ele assumiu nossa natureza humana sem perder sua Divindade que agora aparece em toda a glória sem deixar fora sua humanidade da qual participamos. Já estamos no Céu. Ele vai para junto do Pai para enviar o Espírito Santo que leva à realização de Sua Obra Redentora. Temos uma riqueza muito grande conquistada por Ele para nós. Vivendo bem nosso dia a dia, estamos participando da Glória eterna.
Homilia da Ascensão do Senhor (12.05.2005)

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,17-27. 
Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante dele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei de fazer para alcançar a vida eterna?». Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu sabes os mandamentos: "Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe"». O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». Ao ouvir estas palavras, o homem ficou abatido e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no Reino de Deus!». Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?». Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Carta 74 a Barnabé Visconti, n.º 191 
Fostes amado antes de serdes amado... 
Caríssimo Padre, que coração há que seja tão duro e obstinado que não amoleça quando vê o amor que a Bondade divina tem por ele? Amai, amai, pensai que fostes amado antes de serdes amado. Porque Deus, olhando para dentro de Si mesmo, apaixonou-Se pela beleza da sua criatura e criou-a, movido pelo ardor da sua inefável caridade, com o único fito de que ela tivesse a vida eterna e gozasse da felicidade infinita de que Ele goza em Si mesmo. Ó amor inefável, que bem provastes esse amor! Embora o homem tenha perdido a graça pelo pecado mortal, pela desobediência cometida contra Vós, Senhor, não ficou privado dela. Considerai, Padre, com que meios a misericórdia do Espírito Santo restituiu a graça ao homem; vede como a suprema grandeza de Deus Se revestiu da escravidão da nossa humanidade de tal humilhação, com humildade tão profunda, que todo o nosso orgulho deve ser por ela confundido. Corem, pois, os insensatos filhos de Adão, ao verem Deus humilhado até ao homem, como se o homem fosse senhor de Deus e não Deus Senhor do homem; porque o homem não é nada em si mesmo; tudo o que tem, deu-lho Deus por graça e não por obrigação. Sim, Padre, por amor de Deus, aumentai o fogo do vosso desejo, querendo dar a vossa vida por Jesus crucificado, o vosso sangue por amor do seu sangue. Oh, que feliz seria a vossa alma e a minha, que tanto ama a vossa salvação, se vos visse dar a vida pelo nome do doce e bom Jesus. Peço à soberana e eterna Bondade que nos torne dignos da felicidade de Lhe sacrificarmos a vida. Correi, pois, com generosidade a realizar grandes coisas para Deus. Respondei à voz e à misericórdia do Espírito Santo, que vos chama com tal doçura.