domingo, 28 de julho de 2019

Santuário de Santa Ana de Beaupré, Quebec, Canadá

     Situado a 20 minutos da Cidade de Quebec, Canadá, o Santuário de Santa Ana de Beaupré é o segundo lugar de peregrinação mais antigo na América do Norte. Dedicado a Santa Ana, a avó de Jesus, o Santuário recebe anualmente cerca de um milhão de visitantes provenientes dos cinco continentes.
     Através do esplendor deste lugar sagrado enriquecido por mais de 350 anos de história, o Santuário de Santa Ana de Beaupré é a epítome da expressão de Fé do povo Cristão, e dá as boas-vindas às pessoas de todas as raças, crenças e condições.
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SANTA AFONSA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Afonsa da Imaculada Conceição (1910-1946), ainda jovem ingressou na Ordem das Irmãs Clarissas, mas foi atacada por uma doença desconhecida, impossibilitando-a de assumir qualquer tarefa. Consciente do seu estado de saúde, manteve-se calma e caridosa com todos, procurando não ser pesada à comunidade. Sofreu em silencio várias incompreensões com respeito à sua doença. Até que em 1945 a enfermidade se revelou violenta e irreversível, falecendo com apenas 36 anos. Sua sepultura transformou-se num ponto de peregrinação. Foi canonizada em 2008. Dizia no meio de tanto sofrimento: “Vejo que o Senhor me destinou para ser uma oblação... O dia em que não tenho algum sofrimento è um dia perdido para mim”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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AFONSA DA IMACULADA CONCEIÇÃO a primeira indiana canonizada 1910-1946

Annakutty (diminutivo de Ana) Muttathupadathu nasceu em uma aldeia de Kudamalur, na Índia, a 19 de agosto de 1910. Seu batismo foi feito no rito católico siro-malabar. Foi ela a última de cinco filhos, em uma família cristã de origem nobre. Tendo ficado órfã de mãe aos três meses de idade, foi criada por uma tia materna, recebendo a educação de um tio sacerdote. A avó materna a iniciou na fé, incutindo-lhe o amor pela oração já na primeira infância, pois com a idade de 5 anos já conduzia aos orações nocturnas em sua casa, costume do rito oriental ao qual a família pertencia.
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PEDRO POVEDA CASTROVERDE Sacerdote, Fundador, Mártir, Santo 1874-1936

Nasceu em Linares (Jaén) em 3 de Dezembro de 1874, onde recebeu o Baptismo uma semana depois e a Confirmação em 5 de Abril de 1875. Era ainda muito novo quando sentiu a atracção pelo sacerdócio e, aos dez anos, manifestou o seu desejo de entrar no Seminário, mas só o conseguiu depois de terminar o segundo curso de Bacharelato e com a condição de ter, ao mesmo tempo, estudos civis e eclesiásticos. Em 1893 obteve o Bacharelato, mas nele ia crescendo, também, a caridade para com os pobres dos arredores da cidade e pelos numerosos emigrantes que trabalhavam nas minas da região. Por dificuldades económicas da famíla, aliadas à enfermidade do pai, transferiu-se para o Seminário de Guadix (Granada), onde lhe foi concedida uma bolsa de estudos pelo Bispo da Diocese. Ali terminou os seus estudos e em 17 de Abril de 1897, Sábado Santo, foi ordenado sacerdote na capela da Paço Episcopal.
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INOCÊNCIO I Papa e Santo + 417

Inocêncio I era italiano, nasceu em Albano, uma província romana do Lazio. Ele foi eleito no ano 401 e governou a Igreja por dezasseis anos, num período dos mais difíceis para o cristianismo. A sua primeira actividade pastoral foi uma intervenção directa no Oriente, exortando a população de Constantinopla a seguir as orientações do seu bispo, são João Crisóstomo, e assim viver em paz. Mas um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos, liderados por Alarico. Roma estava cercada por eles desde o ano 408 e só não tinha sido invadida graças às intervenções do papa junto a Alarico.
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NAZÁRIO E CELSO Mártires, Santos (século I)

Nazário nasceu em Roma, ainda no primeiro século da era cristã. O pai era um pagão e chamava-se Africano. A mãe, de nome Perpétua, era uma católica fervorosa. Enquanto ele desejava tornar o filho um sacerdote a serviço de um dos muitos deuses pagãos, ela o queria temente a Deus, no seguimento de Cristo, por isso o educou dentro da religião católica. Assim, com apenas nove anos de idade, o menino pediu para ser batizado, definindo a questão e sendo atendido pelo pai, que algum tempo depois também se converteu.
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Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941

Nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a profissão dos seus pais. Recebeu a sua primeira Comunhão no dia 21 de Junho de 1915, e o sacramento da Confirmação no dia 21 de Maio de 1920. O seu pai, simpatizante socialista, foi para a União Soviética na década de 1920 com grande parte da família. Aos 21 anos, recebe a graça da vocação religiosa. Ingressou no Mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Przasnysz no dia 23 de Janeiro de 1923. Tomou o hábito no dia 12 de Agosto de 1923 e recebeu o nome de Maria Teresa do Menino Jesus.
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São Vítor I, papa, +199

Vítor I nasceu África. É algo incerta a cronologia deste papa. Alguns, seguindo o historiador Eusébio, fazem-no reinar até o ano 202. Teria morrido mártir na quinta perseguição, que foi movida nesse ano pelo imperador Sétimo Severo, ou então pouco antes, numa sublevação de pagãos. Declarou que água comum, de fonte, de poço, de chuva, do mar, etc... pode, no caso de necessidade, servir para a administração do batismo. Isto prova que já era costume, em tempo de paz, usar-se a água benta com a celebração do batismo.
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Santa Afonsa da Imaculada Conceição

No dia 12 de outubro de 2008, as Clarissas de Kochi, no Kerala (Índia), esqueceram os sofrimentos que envolveram a sua congregação, sobretudo, em Orissa, onde mais dramáticas foram as consequências da violência dos fundamentalistas hindus. Ao redor do altar comemoraram a canonização da irmã de hábito, Afonsa da Imaculada Conceição, no século Ana Muttathupadathu. Tratou-se de um evento que envolveu toda a Igreja católica da Índia, num momento particularmente difícil, marcado pelo ódio em relação aos cristãos. Numa época em que os cristãos sofrem uma dura perseguição na Índia, e em tantos outros países ao redor do mundo, Ana Muttathupadathu, religiosa da Congregação das Clarissas da Terceira Ordem de São Francisco tornava-se naquele dia a primeira Santa indiana canonizada pela Santa Igreja.
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Santa Afonsa da Imaculada Conceição, Clarissa Indiana - 28 de julho


     No dia 12 de outubro de 2008, as Clarissas de Kochi, no Kerala (Índia), esqueceram os sofrimentos que envolveram a sua congregação, sobretudo, em Orissa, onde mais dramáticas foram as consequências da violência dos fundamentalistas hindus.
     Ao redor do altar comemoraram a canonização da irmã de hábito, Afonsa da Imaculada Conceição, no século Ana Muttathupadathu. Tratou-se de um evento que envolveu toda a Igreja católica da Índia, num momento particularmente difícil, marcado pelo ódio em relação aos cristãos.
     Numa época em que os cristãos sofrem uma dura perseguição na Índia, e em tantos outros países ao redor do mundo, Ana Muttathupadathu, religiosa da Congregação das Clarissas da Terceira Ordem de São Francisco tornava-se naquele dia a primeira santa indiana canonizada pela Santa Igreja.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – 17º Domingo Comum – Santos: Sansão, Eustádio, Décio
Evangelho (Lc 11, 1-13) “Jesus estava orando. Quando terminou, um de seus discípulos pediu: – Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou a seus discípulos.”
Orar é mais do que simplesmente pedir; é conversar com Deus para adorá-lo, louvar e bendizer; é agradecer, procurar conselho, pedir ajuda de qualquer tipo, apresentar nossas dores e preocupações. Jesus não ensina uma fórmula fixa, para ser repetida, mas dá exemplo de como podemos orar. De começo devemos colocar-nos diante de Deus numa atitude de confiança e dependência, como filhos diante do Pai. E desejar que sua bondade seja reconhecida, e que nos deixemos conquistar por seu Reino. Também pedir que nos dê o necessário, a nós que precisamos dele até nas menores coisas, que nos livre dos perigos e perdoe nossas falhas. Tudo isso podemos dizer com palavras, ou apenas abrindo diante dele nosso coração sem dizer nada, na confiança de filhos.
Oração
Senhor Jesus, ninguém melhor que vós para me ensinar a conversar com o Pai, pois que sempre vivestes em contínuo diálogo com ele, na mais perfeita unidade de amor. Enviai vosso Espírito Santo para guiar meu coração, despertar em mim atitudes adequadas e colocar-me em sintonia com a Trindade. Pela encarnação vós me fizestes participante de vossa divindade, irmão vosso e filho de vosso Pai celeste. Eu vos peço, Senhor, que essa certeza marque o rumo de minha vida, para que eu faça de toda a minha existência um ato contínuo de adoração, louvor e agradecimento, e assim viva sempre em oração como dissestes que devo fazer. Tomai conta de mim, de minhas ideias e afetos, para que possa estar sempre unido a vós em vosso diálogo com o Pai. Amém.

sábado, 27 de julho de 2019

AS LAGRIMAS DO BANDIDO ARREPENDIDO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
REDENTORISTA
Um bandido com a alma carregada de crimes estava morrendo. Julgava-se perdido para sempre. Imaginou-se diante do tribunal de Deus e começou a chorar copiosamente. O lenço que usara para enxugar as lágrimas que rolavam pelas faces, foi ficando todo encharcado.Morreu e foi levado perante o Juiz. O homem tremia como caniço agitado pelo furacão. Seus pecados foram despejados no prato da balança onde se lia JUSTIÇA. O prato baixou tanto até tocar o chão.-Neste momento chegou ofegante o seu anjo da guarda. Vinha triste porque não pudera recolher nenhuma obra boa do criminoso. Trazia apenas o lenço molhado pelas suas lágrimas. Mais do que depressa colocou-o no prato da balança onde se lia MISERICÓRDIA, e o prato abaixou. Eram as lágrimas de arrependimento do criminoso. A misericórdia divina pesava mais do que sua justiça. 
Palavra de Deus: Ainda que vossos pecados sejam como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve (Is 1,18)
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REFLETINDO A PALAVRA - “Bendito o que vem em nome do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
51 ANOS CONSAGRADO
43 ANOS SACERDOTE
Exulta, filha de Sião. 
A liturgia do domingo de Ramos tem dois momentos: A alegria da procissão de Ramos e uma séria missa de Quaresma. Abrem-se para nós as comemorações dos dias em que o Senhor se entregou à morte e chegou à glorificação. Jerusalém estava cheia de gente que viera para a festa da Páscoa, festa da libertação da escravidão do Egito e festa de toda a salvação que Deus oferecera ao povo. Jesus vem à festa e faz o ingresso triunfal, como o rei prometido, como diz o Profeta Zacarias: “Exulta! Solta gritos de alegria Jerusalém, eis que o teu rei vem a ti; Ele é justo e vitorioso, humilde montado sobre um jumentinho, filho da jumenta" (Za 9,9). Ele é o grande rei, descendente de Davi, o Messias. Ele não vem como um glorioso príncipe cavalgando cavalo de guerra, mas o humilde jumento, como o fizera Davi. E o povo entendeu. O povo O acolheu. Os chefes O recusaram e mataram. Quiseram silenciar o povo: “manda que eles se calem! Jesus respondeu: “Se eles se calarem as pedras gritarão!” (Lc 19,40). Jesus não foge de sua missão de humildade e simplicidade. Esta é a grande missão que dá à Igreja. A Igreja quer continuar a acolher seu Rei glorioso e imitar-lhe a humildade. Infelizmente a tentação do poder e da glória é muito em muitos da Igreja, sobretudo no campo do poder. Às vezes percebemos que os prediletos de Jesus ficam de lado na estrutura da Igreja e de sua pastoral. Por isso ficam abandonados à sanha de aproveitadores. 
O Servo Sofredor 
Continuando a conhecer Jesus, S. Paulo em Filipenses mostra-nos o caminho de Jesus para salvar: faz-se humilde, servo, toma a forma humana e em tudo se faz como um de nós. Faz-se obediente, como se diz em Isaías. Obediente quer dizer aquele que tem os ouvidos abertos para saber o que Deus quer e seguir seus caminhos. Pelo seu sofrimento é ouvido por Deus e glorificado. Agora, em Jesus, está glorificada nossa humanidade assumida por Ele na condição de fragilidade para restaurá-la e glorificá-la com Ele. Nesta missa temos a leitura da Paixão de Jesus. Ler a Paixão significa aprender, recordar para viver melhor. Não podemos perder de vista a história e os acontecimentos de nossa Redenção. Proclamar o acontecimento é fazê-lo vivo entre nós e fazer-nos participantes dos frutos deste mistério. Temos que retratar em nós a vida de Jesus em seu momento de glória, humildade e sofrimento. 
Memória que dá vida 
Vivemos num mundo que pode ser chamado de ateu, descrente. Os cristãos não ficam atrás. Fazemos um cristianismo nossa imagem, com a mentalidade do mundo, avessa ao evangelho. A renovação anual da celebração pascal quer trazer à nossa memória o que Deus fez por nós em Cristo. É fundamental que isso se concretize, pois lembrando os fatos, podemos retomar a estrada. Assim nos voltamos para Ele e renovamos nosso coração. Vamos à procissão de ramos e levamos os ramos para casa. Este gesto simpático significa tomar uma atitude de comprometimento com Cristo de ser de seu Reino e ser dDele. Toda celebração é memorial: realizamos os gestos, ouvimos o anúncio da Palavra que concretiza a realidade e nos dá condições de participar da mesma verdade anunciada. Por isso é bom procurar conhecer os textos e participar dos mistérios celebrados.

EVANGELHO DO DIA 27 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,24-30. 
Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: "Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?". Ele respondeu-lhes:"Foi um inimigo que fez isso". Disseram-lhe os servos: "Queres que vamos arrancar o joio?". "Não!", disse ele, "não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jerónimo (347-420) 
presbítero,tradutor da Bíblia,doutor da Igreja 
Debate entre um luciferano e um ortodoxo
(SC 473, pp. 179-180) 
O trigo e o joio, misturados na Igreja até ao dia do Senhor 
Na Igreja, não habitam apenas ovelhas nem voam apenas aves puras. O trigo é semeado no campo e, «no meio de esplêndidas culturas, surgem as bardanas e os espinheiros, bem como as aveias selvagens» (Virgílio, «Geórgicas»). O que há de fazer o camponês? Arrancar o joio? Mas, se o fizer, arrancará também o resto da colheita! A habilidade do camponês expulsa diariamente as aves por meio do ruído, assusta-as com espantalhos [...]. Mas nem por isso deixam de fazer incursões os velozes cabritos-monteses, os ónagros atrevidos; por um lado, os produtores guardam o trigo nos seus celeiros subterrâneos, por outro as formigas, em febril colónia, atacam o cereal. É assim mesmo! Quem possui um campo nunca está isento de preocupações. Durante o sono do pai de família, o inimigo semeou o joio; e, quando os discípulos pretendiam arrancá-lo a toda a pressa, o Senhor impediu-os, reservando para Si a tarefa de separar o trigo da palha. [...] Antes do Dia do Juízo, ninguém pode pegar na pá de joeirar de Cristo, a ninguém é permitido julgar seja quem for.

27 DE JULHO - UMA VIDA PELOS POBRES

Raimundo Zanfogni (+1200) tinha ido à Terra Santa com sua mãe. Ela morre no caminho e ele volta sozinho e triste. Estava com 15 anos. E agora? Retomou seu oficio de artesão. Pouco depois se casou. Os primeiros cinco filhos morreram. Veio mais um, o Geraldo. Este vingou. Mas a mãe morreu. Raimundo ficou sozinho de novo. Recomeçou suas peregrinações. Talvez para esquecer tanto sofrimento.Numa dessas peregrinações recebeu aviso do alto: Vá cuidar dos pobres da sua cidade. Lá existem poucos ricos e muitíssimos pobres. Começou a fazer assim. Era analfabeto, mas pregava, perturbava os ricos, insistia, brigava com as autoridades e até com o bispo para que se mexessem mais a favor da pobreza. Enfrentou quem podia mas não fazia, quem tinha e não dava. Fazia passeatas gritando nas ruas de Placencia: Cristãos frios e cruéis, ajudem! Foi aos tribunais para defender os pobres. Foi preso numa luta pela pacificação de duas cidades, mas foi solto quando o povo gritou: 
- Vocês prenderam um santo. Soltem-no! 
Por fim morreu no meio dos pobres.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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MARIA MADALENA MARTINENGO Religiosa Capuchinha, Beata 1687-1737

Nasceu em Bréscia em 4 de outubro de-1687, filha de Leopardo, Conde Martinengo de Barco, e Margarida, da família dos condes Secchi de Aragão. Ficou órfã de mãe com um ano. Foi educada pela madrinha e por uma humilde mulher, empregada da casa, que teve uma grande influência sobre ela, principalmente sobre sua vocação religiosa. Aplicou-se com grande paixão aos estudos de maneira a poder ler o latim e recitar o breviário com apenas 10 anos. Completou a sua educação nos melhores colégios de Bréscia, No seu amadurecimento, no entanto, uma firme vocação religiosa com acentuada propensão para a ascética e a mística.
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CELESTINO I Papa e Santo + 432

O papa Celestino I, eleito em 10 de setembro de 422, nasceu na Campânia, no sul da Itália. Considerado um governante de atitude, foi também um pioneiro em muitos aspectos. Enfrentou as graves questões da época de tal maneira que passou para a história, embora o seu mandato tenha durado apenas uma década. Era um período de reconstrução para Roma, que fora quase destruída pela invasão dos bárbaros, liderados por Alarico. O papa Clementino I participou activamente restaurando numerosas basílicas, entre elas a de Santa Maria, em Trastevere, a primeira dedicada a Nossa Senhora, e construiu a de Santa Sabina.
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PANTALEÃO DE NICOMÉDIA Médico, Mártir, Santo Séculos III e IV

Pantaleão da Nicomédia viveu no Séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos. Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento desta, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina. Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.
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Santa Natália e companheiros, mártires, +852

Estes santos sofreram o martírio durante a perseguição muçulmana, em 852. Natália, ou Sabagota, como era chamada, havia-se convertido à fé cristã juntamente com o marido, Aurélio. Félix e Liliana eram seus parentes. Todos viviam a fé na clandestinidade até que foram descobertos e presos. Contam que, certo dia, S. Aurélio presenciou um espectáculo humilhante em que um cristão amarrado a um jumento, com a cara voltada para a causa do animal, era conduzido debaixo de grande gritaria ao lugar da execução. A partir daquele momento, professou abertamente sua fé. Pressentindo que chegava a sua hora, distribuiu os bens aos pobres e necessitados. Félix e Liliana fizeram o mesmo. Presos, bem como Jorge, que era monge, foram todos condenados à morte.

Beata Mattia de Nazarei, Franciscana – 27 de julho

Virgem religiosa da Segunda Ordem (1235-1320)

     Mattia, nascida no dia 1º de março do ano de 1235 em Matelica, nas Marcas – Itália, pertencia à família nobre De Nazarei: seu pai era o Conde Nazarei e sua mãe Sibilla. Cresceu rodeada dos amorosos cuidados familiares, que fizeram de tudo para prepará-la para um brilhante porvir. Seu pai sonhava para ela um matrimônio digno de sua categoria. Porém, um fato inesperado transtornou todos os seus planos.
     O exemplo das duas santas irmãs Clara e Inês de Assis também se repetiu em Matelica. Um dia Mattia, sem avisar a ninguém, fugiu de casa e foi bater às portas do mosteiro de Santa Maria Madalena das Irmãs Clarissas, pedindo à abadessa que a recebesse entre suas coirmãs. Esta fez notar que isto era impossível sem o consentimento de seus pais. Mattia não desistiu diante da negativa da abadessa e foi ao oratório e se pôs a rezar. Tendo encontrado por acaso, num canto, uma túnica velha, a vestiu, cortou as tranças loiras e prostrada diante da imagem do Crucificado pediu ajuda ao Senhor.
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