Ele nasceu em Würzburg, Alemanha, em uma família nobre. Logo se aproximou da fé católica ao concluir seus estudos teológicos em Colônia, onde se tornou padre. No entanto, recusou o cargo de bispo que lhe foi oferecido, pois desejava dedicar-se inteiramente ao ministério e à oração. Por essa razão, fugiu para Paris, onde tratou pacientes com cólera, curando-os milagrosamente e, lá também, recebeu a oferta de bispo, que recusou novamente fugindo para Pavia. A cidade, no entanto, estava nas mãos de seguidores do arianismo e do catarismo, heresias contra as quais Aquilino pregava e que lhe custaram a vida quando foi para Milão, onde, numa noite de 1015, foi esfaqueado por um grupo de hereges. Seu corpo foi retirado de um esgoto, próximo a Porta Ticinese, por alguns carregadores, que o levaram ao oratório da basílica próxima de San Lorenzo. Seu corpo foi então enterrado na Capela da Rainha, que imediatamente recebeu o nome do santo. Nesta capela, até hoje, você pode ver a urna que preserva suas relíquias. (Avvenire)
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A narrativa mais antiga da vida deste santo está contida na edição de 1582 do Breviário Ambrosiano, editada por Pietro Galesino.
Aquilino nasceu em Würzburg, na Baviera Alemã, em uma família nobre. Desde a infância, viveu intensamente a caridade, a ponto de envolver seus pares e trazê-los de volta à fé. Depois, estudou na escola de cônegos em Colônia, onde foi ordenado sacerdote.
Pouco depois da ordenação, ele teve que retornar à sua cidade natal devido à morte dos pais e distribuiu a herança que havia recebido aos pobres. Retornando a Colônia, foi escolhido por unanimidade como sucessor do bispo após a morte deste último.
Aquilino, no entanto, recusou a missão e fugiu para Paris. Nesse local também, destacou-se por sua caridade, intervindo pessoalmente durante uma epidemia de peste. Mas mesmo lá ele foi proposto como bispo e, mais uma vez, ele saiu.
Ele então chegou ao Ticinum (atual Pavia) e, de lá, seguiu para Milão, com a intenção de venerar as relíquias de São Ambrósio, a quem era muito devotado. Ele defendeu a fé católica com sua pregação, com o objetivo de recuperar os fiéis das heresias mais comuns, como as do catarismo e do arianismo.
Martírio
Um dia, enquanto estava a caminho de rezar em frente aos restos de Santo Ambrósio, como costumava fazer, caiu em uma emboscada de alguns hereges, que o perfuraram na garganta com uma adaga e o deixaram no chão em uma vala. O ano de seu martírio não é certo, mas varia, segundo estudiosos, entre 1015 e 1018.
Uma antiga tradição conta que alguns carregadores, encarregados de transportar mercadorias de Pavia para Milão ao longo do rio Ticino, encontraram o corpo de Aquilino e o transportaram para a basílica próxima de San Lorenzo Maggiore. Ele foi então sepultado na capela de San Genesio ou "Capela da Rainha", que mais tarde recebeu seu nome.
O
culto O primeiro documento sobre São Aquilino data de 1465, quando uma confraria com seu nome foi aprovada. A aprovação de seu culto ocorreu com a bula papal de 1469, enquanto no Missal Ambrosiano de 1475 seu memorial litúrgico foi fixado em 29 de janeiro.
São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, em 1581 o proclamou co-padroeiro da cidade: incentivou seu culto, especialmente como protetor contra a peste. Na época de Borromeu, a iconografia de São Aquilino também estava consolidada, retratado com vestes sacerdotais, com uma adaga cravada no pescoço e a palma do martírio na mão. Seus restos foram posteriormente colocados em uma urna de prata e cristais de pedra, e colocados em um altar especial na capela, onde já haviam sido enterrados.
Até o século XIX, em 29 de janeiro de cada ano, havia uma procissão na qual os carregadores milaneses, seguidos pelas autoridades civis, traziam velas e uma pele de óleo para a basílica de San Lorenzo, para alimentar a lâmpada votiva ao lado da urna de Sant'Aquilino.
Atualmente, a procissão é substituída por uma procissão dentro da basílica, que sempre culmina na capela de Sant'Aquilino e ainda conta com a presença de representantes do Município de Milão.
Autora: Emilia Flocchini
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