segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

EVANGELHO DO DIA 26 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 6,36-38. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á; deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Faustina Kowalska 
Religiosa(1905-1938)  
Diário (Fátima, Marianos da
 Imaculada Conceição, 2003), § 163 
Ó meu Senhor, que a vossa misericórdia 
habite em mim! 
Ó Santíssima Trindade, a cada alento da minha respiração, a cada batimento do meu coração, a cada pulsação do sangue no meu corpo, outras tantas vezes sem conta desejo adorar a vossa misericórdia! Senhor, desejo transformar-me toda na misericórdia e ser o vosso vivo reflexo. Que o mais grandioso atributo de Deus, a sua insondável misericórdia, possa penetrar pelo meu coração e através da minha alma em direção aos outros. Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos: que não suspeite de ninguém e não julgue segundo as aparências exteriores. Que eu apenas observe o que é belo na alma do próximo e que vá em seu socorro. Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos: que eu esteja sempre atenta às necessidades dos outros, e os meus ouvidos não sejam indiferentes às dores e aos gemidos do próximo. Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa: que eu nunca diga mal dos outros, mas tenha para cada um palavras de consolação e de perdão. Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras: que só possa fazer bem ao próximo, reservando-me os trabalhos mais duros e difíceis. Ajudai-me, Senhor, para que os meus pés sejam misericordiosos: que eu esteja sempre pronta a ir ajudar o meu próximo, dominando o próprio cansaço e fadiga. Que o meu verdadeiro descanso seja servir os outros. Ó meu Senhor, que a vossa misericórdia habite em mim!

São Nestor - Bispo de Magido e mártir († c. 250)

Segundo uma “Paixão” – isto é, o relato de um martírio – grega Póplio (ou Pollio) governador da Panfília atual Turquia, recebeu o decreto de perseguição aos cristãos do imperador Décio (249-250). Enviou diligentemente os cavaleiros por toda a província, com a tarefa de procurar os cristãos e forçá-los a sacrificar aos deuses. Nestor bispo de Magido, na Panfília, sabendo disso, fez a população cristã fugir da cidade, mas sem se preocupar com a própria segurança. Assim, quando os soldados chegaram, ele estava em oração na sua casa. Eles o capturaram e o conduziram até o senado para se apresentar ao Juiz. Nestor os acompanhou sem resistências. Foi interrogado e, apesar das ameaças, recusou-se a aderir ao edito imperial de sacrificar aos deuses. Foi transferido para Perge, para o tribunal do reitor provincial, para uma instância superior. Durante a viagem houve um terremoto. Chegando em Perge, é novamente interrogado pelo “adjutor” Urbano. Foi condenado, então, por desacato à autoridade, sendo submetido a torturas e, por fim, crucificado, rodeado por uma multidão de fiéis em oração. Seu nome aparece em diferentes datas no mês de fevereiro, em todos os “Martirólogos” históricos de Adonis, Floro, Usuardo, “Jeronimiano”, sinaxários bizantinos. Os martirólogos ocidentais medievais lembraram-no em 26 de fevereiro e é nesta data que Cesare Barônio no século XVI o passou para o “Martirológio Romano”. Seu martírio, que é a crucificação, é retratado em uma miniatura do “Menólogio de Basílio II”, guardado na Biblioteca do Vaticano. O nome Nestor é de origem grega e significa: “feliz retorno”.

SÃO FAUSTINIANO, BISPO DE BOLONHA

Segundo a tradição, Faustiniano foi o segundo Bispo de Bolonha. Com suas pregações corajosas, fortaleceu e desenvolveu a Igreja, apesar das perseguições desencadeadas pelo imperador Diocleciano, no início do século IV. Exortou os cristãos a professar a sua fé, a custo de pagar com a vida. 
Segundo Bispo de Bolonha. Com a sua pregação corajosa, ele fortalece e faz crescer a Igreja, apesar das perseguições desencadeadas pelo imperador Diocleciano no início do século IV. Ele exorta os cristãos a professarem a sua fé, mesmo que tenham de pagar por isso eles próprios.
Etimologia: Faustiniano = (como Fausto) propício, favorável, do latim
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Bolonha, São Faustiniano, bispo, que fortaleceu e fez crescer a Igreja oprimida pela perseguição com a palavra da pregação. 
S. Faustiniano, segundo a lista mais antiga de bispos da arquidiocese de Bolonha, ou seja, a chamada "lista renana" anterior ao século XIV, é colocado em segundo lugar; esta notícia é também apoiada por uma inscrição em caracteres góticos, anterior a 1494, onde lemos que o s. Zama foi o primeiro bispo e s. Faustiano, o segundo. Segundo alguns estudiosos ele deveria ser identificado com o bispo 'Faustinus', citado pelo s. Atanásio bispo de Alexandria, na sua “Apologia contra Arianos”, numa lista de bispos italianos participantes do Concílio de Sardica (antigo nome de Sofia na Bulgária), em 343.

Santa Paula de S. José de Calazans, Fundadora - 26 de fevereiro

      A vida de Santa Paula de S. José de Calazans, fecunda e profética, quase centenária, decorreu em um amplo contexto histórico (1799-1889), um período de crises do agitado século XIX espanhol, que se debatia entre os postulados do Antigo Regime e as novas correntes liberais, com repercussões sociopolíticas, culturais e religiosas muito peculiares. Paula Montal Fornés nasceu na vila de Arenys de Mar, perto de Barcelona, Espanha, em 11 de outubro de 1799, e no mesmo dia recebeu o batismo. Passou a infância e a juventude em sua cidade natal, trabalhando desde os 10 anos de idade, quando seu pai morreu. O seu lazer era a vida espiritual da sua paróquia, onde se destacou por sua devoção à Virgem Maria. Durante este período, Paula constatou, por sua própria experiência, que para as mulheres as possibilidades de acesso à instrução e à educação eram quase nenhuma. Um dia, quando estava em profunda oração, se sentiu iluminada por Deus para desenvolver este dever. Decidiu deixar sua cidade natal para fundar um colégio inteiramente dedicado à formação e educação feminina. Junto com mais três amigas de espiritualidade mariana, especialmente sua fidelíssima amiga Inês Busquets, Paula se transferiu para a cidade de Figueras (Gerona), uma cidade de fronteira com a França e bastião militar com o seu famoso castelo de armas, e iniciou sua obra. 

ALEXANDRE DE ALEXANDRIA Bispo, Santo 250-328

Bispo que com o seu diácono Atanásio, 
denunciou os erros do arianismo que veio 
a ser condenado no Concílio de Niceia.
Nasceu em 250. Foi indicado Bispo de Alexandria em 313 para suceder Santo Achillas. Alexandre é famoso pela sua oposição a heresia Ariana, a qual dizia que Jesus não era Deus de verdade, mas Alexandre de Alexandria, Bispo e Santoque o Filho era apenas uma criatura e que teria havido um tempo que o Filho não teria existido. Alexandre também é conhecido por sua doutrina apostólica e um dos seus maiores feitos foi treinar um jovem diácono de nome Athanásius que mais tarde foi celebrado e admirado por todo mundo cristão. Alexandre foi de gentil com os arianos, mas foi determinado. Muitos o acusam, de por isto, ter compromissado a posição da Igreja, mas muitos outros já dizem que ele foi impetuoso por causa de sua posição irredutível. Não obstante ele deve ser considerado com um campeão da dos ensinamentos da Igreja Ca-tólica e creditado com zelo pastoral. Durante muito tempo ele se dirigiu a Arius, tentando convence-lo de seu erro antes de excomungá-lo, em 321. A excomunhão foi confirmada no Sínodo de Alexandria.

PORFÍRIO DE GAZA Bispo, Santo + 421

Nasceu em Tessalónica da Macedónia. 
Ermita em Scété e depois na Palestina. 
Bispo de Gaza.
São Porfírio, o vigoroso destruidor da idolatria, nasceu em Tessalónica, na Macedónia. Instruído nas ciências, tendo a idade de 25 anos, retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos numa gruta, nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou-lhe grande mal à saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte dos pais. Em sua companhia achava-se um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber a herança e distribuir o dinheiro entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre. Na visita diária aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele o Bom Ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar Porfírio a levan-tar-se do chão. O Bom Ladrão estendeu-lhe a mão e disse: “Agradece a teu Salvador tua cura”. No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma, com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfei-tamente curado. O sentido das palavras de Cristo, porém ficou-lhe enigmático, até que o Bispo de Jerusalém o ordenou e o nomeou guarda do santo Lenho. Os sacerdotes da diocese de Gaza, tendo perdido o Bispo, insistiram com Porfírio para que aceitasse a direcção da diocese orfanada.

PAULA MONTAL Religiosa, Fundadora, Santa 1799-1889

Religiosa espanhola. 
Fundadora da Congregação das Filhas de Maria. 
Canonizada em 2001.
Na vila de Arenys de Mar, perto de Barcelona, Espanha, nasceu Paula Montal Fornés em 11 de Outubro de 1799, que no mesmo dia recebeu o baptismo. Paula passou a infância e a juventude em sua cidade natal, trabalhando desde os 10 anos de idade, quando seu pai morreu. O seu lazer era a vida espiritual da sua paróquia, onde se destacou por sua devoção à Virgem Maria. Paula Montal, durante este período, constatou, por sua própria experiência, que as possibilidades de acesso à instrução e educação para as mulheres eram quase nenhuma. Um dia quando estava em profunda oração, se sentiu iluminada por Deus para desenvolver este dever. Decidiu deixar sua cidade natal para fundar um colégio inteiramente dedicado à formação e educação feminina. Paula Montal se transferiu para a cidade de Figueras, junto com mais três amigas de espiritualidade Mariana, e iniciou sua obra. Em 1829, ela abriu a primeira escola para meninas, com amplos progra-mas educativos, que superavam o sistema pedagó-gico dos meninos. Era uma escola nova. Assim, Paula Montal com o seu apostolado totalmente voltado à formação feminina, se tornou a fundadora de uma família religiosa, inspirada no lema de São José de Calazans: "piedade e letras". Sempre fiel a sua devoção à Virgem Maria, deu o nome para a sua Congregação de Filhas de Maria.

PIEDADE DA CRUZ ORTIZ REAL Religiosa, Fundadora, Beata (1842-1916)

Religiosa espanhola. 
Fundadora da Congregação das 
Terceiras de Nossa Senhora do Carmo, 
para catequizar os pobres.
Beatificada em 2004.
Nasceu em Bocairente, Valência (Espanha), no dia 12 de Novembro de 1842, sendo baptizada no dia seguinte com o nome de Tomasa. Recebeu a Primeira Comunhão aos dez anos, sacramento que despertou nela o desejo de pertencer do Senhor e viver para Ele. Completou a sua formação humana e espiritual no Colégio de Loreto, pedindo sucessivamente para ingressar no noviciado desse Instituto, mas seu pai, considerando a situação política da época e a pouca idade da menina, obrigou-a a voltar para a casa. Esta etapa da sua vida em Bocairente foi caracte-rizada por três aspectos: o espírito de piedade e de oração, a sua dedicação a fazer o bem às crian-ças pobres, aos idosos e aos doentes e o empenho em dar uma resposta àquilo que sentira no seu ín-timo no dia da Primeira Comunhão. Tomasa, então, pensou que podia realizar o sonho da sua vida: consagrar-se ao Senhor num conven-to de Carmelitas de clausura em Valência. Contu-do, uma enfermidade obrigou-a a abandonar o noviciado e a voltar para a a casa paterna. Uma vez restabelecida, tentou novamente entrar num convento de clausura e, mais uma vez, aconteceu o mesmo facto. Depois destes acontecimentos, Tomasa intuiu que Deus não queria que ela seguisse aquele caminho. Pediu-lhe que lhe indicasse claramente a Sua von-tade e, retirando-se em oração, recitava assim: "Tua, meu Jesus, desejo ser tua; porém, diz-me onde".

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Segunda-feira – Santos: Deodoro, Porfírio, Nestor
Evangelho (Lc 6,36-38) “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.”
Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. É a norma de Jesus para nosso relacionamento de amor com o próximo. A Escritura mostra-nos como Deus é misericordioso: ele é teimoso, acolhedor, bondoso, fiel e persistente, confia e acredita em nós. Jesus não nos pede pouco. Ou melhor, ele nos oferece muito: mostra-nos como podemos ser felizes e fazer felizes todos ao nosso redor.
Oração
Senhor Jesus, vivendo entre nós, como um de nós, mostrastes com vosso jeito de ser, como é a misericórdia do Pai. Assim nos libertais do medo e da insegurança: no pai sempre podemos confiar. Mas também, Jesus, mostrais como deve ser nosso amor ao próximo. Não é simples sentimento e mero afeto: é acolhimento total, compreensão generosa. Ajudai-me a amar assim, perdoando e apoiando. Amém.

domingo, 25 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Saciando a fome”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Os pequeninos passam fome
 
Espiritualidade também tem mãos cheias para saciar. Espiritualidade que olha só para Deus e não vê a situação de quem sofre, não serve aos homens e nem agrada a Deus. Quem não sente dor diante dos sofrimentos do irmão, não tem o direito de viver. A fome é uma doença sempre presente na humanidade. As pessoas boas da sociedade e da igreja sempre se preocuparam com aos carentes. Sentiam-se obrigadas a socorre-los. Atualmente o mundo progride de modo espantoso. Por outro lado a fome pelo mundo aumenta. Há lugares de difícil solução, pois a situação se complica pela seca e guerras que não têm fim. É quase um bilhão de pessoas que não têm o suficiente para viver. De cada 7 pessoas do mundo, uma vai dormir com fome. Ficar com pena é um sentimento inútil, se não se procuram soluções. A quantidade de pessoas que morrem de fome supera as que morrem por doenças que já nos assustam. O sofrimento é permanente. Pensemos nos pais que não tem onde tirar comida para os filhos. No Brasil são quase 40 milhões de pessoas que vivem essa situação. A gente tem que se perguntar: Se falta dinheiro para solucionar o problema de milhões, onde arranjam tanto dinheiro para salvar os bancos? São trilhões para sanar os problemas de quem já tem em abundância. Podemos lembrar o desperdício de nossa sociedade. E que dizer do luxo desenfreado e inútil. A pessoa se tornou insensível ao outro. Mesmo na Igreja há o descuido do fundamental do evangelho que é a caridade. Nossa pregação perde a força se ela não é acompanhada da verdade do amor. 
Dai-lhes vós de comer 
Vendo minha própria experiência, posso dizer que gostamos de falar muito e de pouco fazer. A Palavra de Deus nos orienta para vivermos bem nossa atitude para com nossos semelhantes, sobretudo os necessitados. Nós nos esquecemos que seremos julgados pelas obras que fizermos. Seremos examinados pelo que fizemos pelos necessitados como nos escreve Mateus (25,31ss): “‘Tive fome e não me destes de comer; Tive sede e não me destes de beber; Era estrangeiro e não me recolhestes; Estive nu não me vestistes, doente e não me visitastes, preso e viestes e não me ver’. Então perguntarão: ‘Quando foi que te vimos assim e não te socorremos’? O Rei responderá: ‘Cada vez que não o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim que não o fizestes’” (40). A multiplicação dos pães é um milagre que podemos repetir pois o próprio Jesus disse: “Dai-lhes, vós mesmos de comer”. Cabe a nós a solução na conversão de nosso modo de viver a pobreza que Cristo nos ensinou. A Igreja sempre procurou solucionar a fome. Basta ver que ela é a organização do mundo que mais gasta com caridade. Mas ainda falta. Uma paróquia não é boa quando há gente passando necessidade no seu território. 
Pão repartido 
Celebramos com amor a Eucaristia, mas nos esquecemos de sua lição: o Pão partido na celebração é o Corpo de Cristo que foi partido na cruz, e a Sua Vida foi repartida. Ele continua com o Corpo massacrado no corpo de tantos sofredores. Ele, na instituição da Eucaristia, partiu o pão e o repartiu. E disse: “Fazei isso em memória de mim”. Não só devemos fazer memória celebrando a missa, mas também dando viva a tantos mortos vivos. Parece que, para isso não existe lei nem castigo. Quando erramos um rito na celebração somos chamados a atenção. Quando não repartimos o pão, podemos ser até elogiados por sermos econômicos e bons administradores. Jesus dirá a nós: Vinde benditos?
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 25 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 9,2-10.
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a Terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Anastácio do Sinai (700) monge 
Homilia para a festa da Transfiguração
 «Perguntavam entre si 
o que seria ressuscitar dos mortos»
No monte Tabor, Jesus mostrou aos seus discípulos uma extraordinária manifestação divina, como que uma imagem pré-figurativa do Reino dos Céus. Foi exatamente como se lhes dissesse: «Em verdade vos digo, alguns dos que estão aqui presentes não hão de experimentar a morte antes de terem visto chegar o Filho do homem» (Mt 16,28). Estas são as maravilhas divinas desta festa. Porque é simultaneamente a morte e a festa de Cristo que nos une. Para podermos penetrarmos nestes mistérios com os discípulos escolhidos, escutemos a voz divina e santa que, como que do alto [...], nos convoca com urgência: «Vinde, gritai para a montanha do Senhor no dia do Senhor, para o lugar do Senhor e na casa do vosso Deus». Escutai, para que, iluminados por esta visão, transformados, transportados, invoqueis esta luz dizendo: «Que lugar tremendo este! Esta é a casa de Deus, esta é a porta do Céu» (Gn 28,17). Temos de subir à montanha, como Jesus fez, Ele que, aí como no Céu, é o nosso guia e o nosso precursor. Com Ele brilharemos aos olhares espirituais, seremos renovados e divinizados na constituição da nossa alma; configurados à sua imagem, seremos como Ele transfigurados – divinizados para sempre e transportados para as alturas. Apressemo-nos, portanto, na confiança e na alegria, e penetremos na nuvem, como Moisés e Elias, como Tiago e João. Como Pedro, sejamos arrebatados por esta contemplação e esta manifestação divinas, sejamos magnificamente transformados, sejamos transportados para fora do mundo, elevados desta terra. Deixa a carne, deixa a criação e volta-te para o Criador a quem Pedro dizia, deleitado, fora de si: «Mestre, como é bom estarmos aqui!». Sim Pedro, é verdadeiramente bom estarmos aqui com Jesus, e estarmos aqui para sempre.

25 de fevereiro - Beato Roberto de La Bussardière

Roberto nasceu por volta de 1055 em La Bussardière, Bretanha, em uma família rica. Ele foi enviado à Universidade, onde se formou com honras, para retornar à sua aldeia e suceder seu pai como pastor. Sabe-se que ele era casado, embora o nome de sua esposa seja desconhecido, do qual ele logo se separou, para seguir a tradição celibatária da Igreja (que não seria a norma definitiva, universal e absoluta até 1223, no Conselho de Lyon). Em 1078, ele retornou a Paris, onde obteve um doutorado em Teologia e da qual também foi reitor, sendo um grande exemplo de justiça, retidão, caridade e virtudes. Roberto era um fervoroso defensor da reforma da Igreja promovida por São Gregório; assim, em 1089, o bispo de Rennes o nomeou vigário da diocese. Desta posição, destacou-se por denunciar a imoralidade dos nobres, clérigos e pessoas do povo. Ele clamou contra a injustiça, os excessos dos ricos e a simonia e intimidação de muitos clérigos. Essa atitude causou-lhe guerra e inimigos por toda parte. Por isso, em 1093, quando seu bispo morreu, os clérigos ressentidos com as denúncias conseguiram transferi-lo para Angers, em cuja catedral ele se dedicou ao ensino de teologia. Em 1095, ele deixa o ensino e, com alguns amigos, se retira para a floresta de Caon, em Anjou. Aí atrai multidões para aqueles que pregam pobreza, penitência e caridade evangélica. Ele era um dos chamados pregadores "apologistas", que viviam com os pobres, vestiam-se, comiam mal e rejeitavam todas as posses pessoais.

25 de fevereiro - Beata Rani Maria Vattalil

“A Irmã Vattalil testemunhou Cristo no amor e na gentileza, e se une à longa fila de mártires do nosso tempo. O seu sacrifício seja uma semente de fé e de paz, especialmente na terra indiana. Era tão boa que a chamavam de ‘a irmã sorriso’.” 
Papa Francisco – 06 de novembro de 2017 
"Irmã Vattalil tinha fome e sede de justiça. Por isto foi morta, em 25 de fevereiro de 1995, enquanto viajava de ônibus para Bhopal. O assassino desferiu 54 golpes de faca em seu corpo. Foi um verdadeiro massacre. Enquanto era morta, a Irmã repetia o nome de Jesus".
Cardeal Ângelo Amato 

25 de fevereiro - Beato Domingos Lentini

“Esteja sobre nós a bondade do Senhor, 
nosso Deus”. 
A consciência profunda da bondade do Senhor animava o Beato Domingos Lentini, o qual na sua pregação itinerante não se cansava de propor o apelo à conversão e ao retorno a Deus. Por este motivo, a sua atividade apostólica era acompanhada pelo assíduo ministério do confessionário. Bem sabeis, com efeito, que na celebração do sacramento da Penitência o sacerdote se torna dispensador da misericórdia divina e testemunha da nova vida que nasce, graças ao arrependimento do penitente e ao perdão do Senhor. Sacerdote, de coração indiviso, soube conjugar a fidelidade a Deus com a fidelidade ao homem. Com ardente caridade dirigiu-se em particular aos jovens, que educava para serem firmes na fé, e aos pobres, aos quais oferecia tudo aquilo de que dispunha, com uma absoluta confiança na divina Providência. A total dedicação ao ministério fez dele, segundo a expressão do meu venerado Predecessor, Papa Pio XI, «um sacerdote rico só do seu sacerdócio». 
Papa João Paulo II
– Homilia de Beatificação – 12 de outubro de 1997

Santa Valburga

Santa Valburga foi uma das mais populares da Idade Média. Ela nasceu na Inglaterra. Seu pai, Ricardo, possuía um castelo em Dorsetshire; sua mãe, Viana, era piedosa e mãe extremosa. Ambos são venerados como santos pela Igreja. O casal teve três filhos: Vilibaldo, Vinibaldo e Valburga. Vilibaldo foi educado na Abadia de Waltham, perto de Winchester. Vinibaldo, de temperamento menos ativo e mais contemplativo, foi educado em casa. Quando tinha seis anos de idade, nasceu-lhe uma irmã que foi batizada com o nome de Valburga, equivalente no grego a Eucheria, que significa “graciosa”. Muito cedo perderam a mãe e uma amizade muito profunda ligou os dois irmãos. Em 721, Vilibaldo, então com cerca de vinte anos, manifestou o desejo de visitar a Terra Santa. Deixou a abadia com a licença de seu superior e voltou para Dorsetshire para persuadir o irmão a acompanhá-lo na viagem. Ricardo estava enfermo e Vinibaldo não queria deixá-lo só. Sequer mencionou ao pai os planos do irmão mais velho. Mas, este revelou seu plano e tão eloqüente foi, que o pai resolveu acompanhar os filhos na peregrinação. Valburga tinha então 11 anos. Ela sabia, contudo, que as peregrinações exigiam muito dos viajantes que enfrentavam dificuldades e perigos; muitos meses antes que fosse possível receber noticias dos peregrinos; o seu pai era velho, talvez não resistisse aos rigores da penosa e longa peregrinação... Todavia, nada fez para dissuadir seu pai de sua decisão.

SÃO NESTOR, BISPO DE MAGIDO E MÁRTIR

Durante as perseguições do imperador Décio, Nestor defendeu e ocultou as comunidades cristãs de Panfília, atual Turquia. Estando em oração em casa, foi preso e torturado por se recusar a oferecer sacrifícios aos ídolos. São Nestor foi crucificado diante de uma enorme multidão de fiéis em oração. 
Nestor foi bispo de Magydos na Panfília, Ásia Menor. Ele foi morto desafiando a fé em 251 em Perge por crucificação. Uma "paixão" grega do mártir narra que, durante a perseguição ordenada pelo imperador Décio, o governador da Panfília Poplius fez com que os cristãos da região procurassem ser sacrificados aos deuses. Nestor fez de tudo para salvar a comunidade cristã de Magydois. Mas ele não se preocupou com seu destino. Depois de se recusar a abjurar e sacrificar aos deuses pagãos, ele foi feito prisioneiro. Ele foi julgado primeiro pelo Senado e pela Justiça local. Em seguida, levaram-no a Perge para ser revisto. No caminho, ocorreu um terremoto. Após ser condenado e torturado, foi executado. (Avvenire) 

TARÁSIO DE CONSTANTINOPLA Patriarca, Santo + 806

Natural de Constantinopla, foi um dos Patriarcas
 mais célebres da Igreja oriental. 
Tarásio, serenamente entregou a alma a Deus em 806.
São Tarásio, natural de Constantinopla, foi um dos Patriarcas mais célebres da Igreja oriental. O pai, nobre patrício e bom cristão, teve todo empenho em proporcionar-lhe uma boa educação. O filho satisfez perfeitamente aos desejos e esperanças do progenitor, tanto que, uma vez conhecido na sociedade, era objecto da admiração de todos, por causa do seu saber e belo carácter. Abriam-se-lhe ao futuro as perspectivas mais risonhas e prometedoras. Convidado pelo imperador Constantino V e sua esposa Irene, ocupou o cargo de cônsul e mais tarde de secretário do Estado. Os atractivos do mundo, o brilho de posições elevadas não conseguiram entretanto, ofuscar-lhe a vista. A vida na corte, tão cheia de seduções e escolhos para a virtude, em nada lhe modificou os sentimentos de piedade e a sobriedade de seu carácter. A todos e em todas as emergências, dava o exemplo de cristão recto. Havia no Oriente uma seita, que combatia o culto das imagens, chamada a dos iconoclastas. Paulo III, Patriarca de Constantinopla embora merecedor dos maiores elogios, como Prelado virtuosíssimo e caridoso que era, teve a fraqueza de não se opor à perniciosa seita, com a energia que as circunstâncias exigiam, tanto que a opinião de muitos católicos o acoimava como fautor da mesma. Uma doença grave, que Deus lhe mandou, abriu-lhe os olhos. Muito arrependido do erro que cometera, renunciou o cargo e retirou-se para a solidão, a fim de fazer penitência.

CESÁRIO DE NAZIANZO Médico, Político e Santo ca. 331-338

Irmão de São Gregório de Nazianzo, 
foi intende e médico em Bitínia. 
Permaneceu solteiro e 
fez dos pobres os seus herdeiros.
Cesário de Nazianzo foi um proeminente médico e político. Ele é conhecido por ter sido o irmão mais novo de Gregório de Nazianzo e é reconhecido como santo tanto pela Igreja Ortodoxa, quanto pela Igreja Católica. O filho mais novo de Gregório, o Velho, bispo de Nazianzo, e sua esposa, Nona, Cesário nasceu na vila da família, em Arianzo, nas redondezas de Nazianzo. Ele provavelmente estudou em Cesareia Mazaca, também na Capadócia, como preparação para os estudos superiores em Alexandria, na província romana do Egipto. Lá, suas disciplinas preferidas eram a geometria, a astronomia e, principalmente, a medicina. Nesta última, superou todos os colegas. Por volta de 355 d.C., ele se mudou para a capital imperial, Constantinopla, e já tinha adquirido uma grande reputação por suas habilidades médicas quando seu irmão, Gregório, voltando de Atenas, apareceu por lá em 358. Cesário então sacrificou um posto de grandes honras e muito bem remunerado para retornar aos seus pais junto com ele. Porém, a vida na capital logo se mostrou uma atracção demasiado grande para ele e, eventualmente, ele se tornou um eminente médico na corte bizantina de Constâncio II e, para o desgosto de sua família, na de Juliano, o Apóstata que, porém, não conseguiu convertê-lo ao paganismo em sua tentativa de retornar o Império Romano às suas raízes pagãs. Nesta época, Cesário deixou novamente a corte e retornou apenas após a morte de Juliano, em 363. 

SEBASTIÃO DE APARÍCIO Pastor, Beato 1502-1600

Pastor
espanhol imigrante no México. 
Casou duas vezes e, acabou franciscano. 
Morreu com noventa e oito anos de idade.
Nasceu em Gudinha Galícia (Espanha) em 20 de janeiro de 1502. Quando criança contagiou-se por ocasião de uma epidemia. Os enfermos eram obrigados a viver apartados e sua mãe o levou a uma solitária choupana. Ali uma loba o mordeu e com a hemorragia curou-se a enfermidade. Desde então teve um especial amor e influência com os animais. Lhe agradava a vida do campo por sua paz e contacto íntimo com Deus. Ainda que não tivesse ido à escola, nem aprendido a ler ou escrever, desenvolveu muitas habilidades úteis: construção de edifícios e fabricação de carros, cultivo, toda classe de trabalho rural, etc. Pastoreou as ovelhas de seu pai até a idade de 20 anos, quando se foi como mordomo em uma fazenda situada em Salamanca que pertencia a uma jovem viúva, formosa e rica. Ela enamorou-se dele. Para não cair na tentação, Sebastião deixou o lugar e foi á Zafra, para trabalhar em outra fazenda ao serviço de Pedro de Figueroa, parente do duque de Feria. Porém ali, uma das filhas do dono também começou a rondar-lhe. Voltou a mudar-se, desta vez a Saluncar de Barrameda, onde partiam os barcos para a América. Trabalhou ali sete anos com bom salário e pôde enviar às suas irmãs o dote que se costumava recolher para o matrimónio.

Sainto Turibio Romo González Sacerdote e Mártir 25 de fevereiro

Presbítero mexicano, mártir
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(*)Santa Ana de Guadalupe, México, 
16 de abril de 1900 
(+)Tequila, México, 25 de fevereiro de 1928 
Nasceu em Santa Ana de Guadalupe, pertencente à paróquia de Jalostotitlán, Jalisco, (Diocese de San Juan de los Lagos) em 16 de abril de 1900. Vigário com a função de pároco em Tequila, Jalisco (Arquidiocese de Guadalajara). Era um sacerdote de coração sensível e oração assídua. Profundamente tomado pelo mistério da Eucaristia, pediu muitas vezes: "Senhor, não me deixe nem por um dia sem rezar a Missa, sem te abraçar na Comunhão". Por ocasião de uma Primeira Comunhão, segurando a Santa Hóstia em suas mãos, ele disse: "Senhor, você aceitaria o meu sangue que eu te ofereço pela paz da Igreja?" Enquanto ele estava em "Agua caliente", um lugar perto de Tequila, que serviu de refúgio e centro de seu apostolado, ele queria atualizar os registros paroquiais. Trabalhava o dia todo na sexta-feira e também à noite. Às cinco horas da manhã de sábado, 25 de fevereiro de 1928, quis celebrar a Eucaristia, mas, sentindo-se muito cansado e sonolento, preferiu dormir um pouco para celebrar melhor. Mal tinha adormecido quando um grupo de camponeses e soldados entrou no quarto e um deles apontou para ele dizendo: "Esse é o padre, mate-o", o padre Toribio acordou assustado, levantou-se e bateram-lhe.