terça-feira, 28 de junho de 2022

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JUNHO

Oração da manhã
 para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira – Santos: Irineu
Evangelho (Mt 8,23-27) “Os discípulos aproximaram-se de Jesus e acordaram-no, dizendo: – Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!”
Mateus conta o pavor dos discípulos na tempestade, e deixa claro            que gritaram por Jesus porque acreditavam que ele os pudesse salvar, mesmo não sabendo ainda exatamente quem ele era. Viram como fez a tempestade acalmar-se, e tiraram a conclusão: O Mestre não é um simples homem. De onde lhe vem esse poder? O certo é que depois morreram como testemunhas de sua divindade.
Oração
Senhor, muitas vezes recorri a vós e me socorrestes, mesmo sem nenhum milagre. Creio em vosso poder, e sei que posso confiar em vós, porque não sois um simples homem. Aumentai minha fé, e que a certeza de vossa presença em minha vida me faça mais corajoso e mais capaz de arriscar. Ajudai-me a encontrar na vida o equilíbrio entre a prudência pacata e a audácia generosa. Amém.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

76. A CARTEIRA PERDIDA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Andando por uma estrada deserta, um vendedor ambulante achou uma carteira contendo 500 reais. 
Honesto como era, procurou o dono. 
Este pegou sofregamente a carteira e, antes de agradecer quem achou, remexeu o conteúdo e achou que faltavam 100 reais: 
- Agradeço a Sua delicadeza em procurar o dono que sou eu. Mas, desculpe minha franqueza. Na carteira havia 600 reais. Estão faltando 100. Era justamente a quantia que eu iria dar a quem a encontrasse. Ela tem só 500,00. 
O honrado vendedor indignou-se com tanta grosseria e foi dar parte ao juiz. 
Este chamou o dono da carteira e perguntou: 
- Você disse que na carteira havia 600 reais. É verdade? 
- Sim, eu sustento. 
Tenho certeza que vocês dois são pessoas honestas, incapazes de mentir. Portanto, esta carteira não pode ser sua porque, como afirmou, continha 600 reais. Ela continuará com quem a encontrou, até encontrar o dono legítimo. 
Palavra de vida: Seja o teu dizer sim, sim. Não, não (Mt.5,37).

REFLETINDO A PALAVRA - “Felizes vós!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Ser santo, um caminho batido
 
No Antigo Testamento, santidade se identificava com o próprio Deus. Santo significa separado. Em Jesus ela se manifesta e se torna acessível a todos. Ele convida todos à santidade. Paulo insiste: “Essa é vossa vocação: A vossa santificação” (1Ts, 4,3). É um caminho batido acessível a todos. Tantos já passaram por essa estrada, seguindo os passos de Jesus. Respondem, assim, ao sermão da montanha no qual Jesus dá a receita dessa santidade. Não diz o que devemos ser, mas diz o que somos: “Felizes porque pobres de espírito”. A santidade do povo de Deus está em sentido inverso do que o mundo pensa. Isso nós poderemos ver nas bem-aventuranças de Lucas, quando diz: “Felizes vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Mas ai de vós ricos porque já obtivestes a recompensa” (Lc 6,20.24). Quem são esses que Jesus enumera como bem-aventurados? São os pobres de espírito, os mansos, os que choram, os famintos, os que têm fome e sede de justiça, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos por causa da justiça, os amaldiçoados e caluniados por causa do Reino. São aqueles que encontramos todos os dias em nossas estradas. São aqueles que não tem voz nem vez, que não entram na conta. Certamente encontraremos as exceções, aqueles que fazem a escolha de Deus. Os destinatários das palavras de Jesus trazem em si as marcas do Filho sofredor que serviu ao Pai em obediência até o extremo da morte. São os que apostam no impossível: “ser perfeito como o Pai é perfeito”. “Esses são aqueles que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14). Participam do Mistério Pascal de Cristo. Ser santo é um caminho batido para quem coloca no Senhor sua esperança. 
Santos à moda da casa 
João relata em sua visão que “viu uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro” (Ap 7,9). Entendemos assim as palavras de Jesus: “Na casa do Pai há muitas moradas” (Jo 14,2). No Céu há lugar para todo mundo. Todos são chamados e todos podem responder, cada uma seu modo. A santidade não tem modelo fixo. “Todos podem ser santos escreve S.Afonso. Cada um em seu próprio estado de vida”. Não existe um lugar melhor do que o outro. Não existe idade, pois as crianças, os velhos e também os especiais, os abortados (são mártires), os distantes da Igreja também podem ser santos. Ninguém pode julgar ninguém ou excluir ninguém. Não existe igreja só de santos, mas de santos e pecadores. Só Deus sabe o que há de bom no coração de cada um. Onde há um pingo de amor, aí está Deus como amor total. Quem ama cumpre toda a lei (Rm 13.10; Gl 5,14). 
Pastoral da santidade 
A Igreja proclama a vocação de todas as pessoas: viver em Deus como suprema alegria. Paulo escreve que tudo converge para Cristo (Ef 1,10). Pelo Espírito que nos foi dado, nos encaminha. Por isso a Igreja prega sempre a vocação universal de todos à santidade que é a felicidade em Deus. Deus chama sempre. Ele diz, no Apocalipse, à esposa: Vem! (Ap 22,17). Chama ao convívio. Infelizmente santidade não é um assunto comum em nossas pregações ou preocupação das pessoas e das comunidades. Pastoral da santidade é propor a santidade, apresentar os meios e fortalecer com iniciativas condizentes com essa santidade. “Sede perfeitos como perfeito é vosso Pai celeste” (Mt 5,48). A Igreja, continuando a missão de Jesus, deve dizer: sede santos, como queremos ser santos. 
Leituras: 
Apocalipse 7,2-4.9-14; Salmo 23; 
1 João 3,1-3; Mateus 5,1-12. 
1. No Antigo Testamento, santidade se identificava com o próprio Deus. Santo significa separado. Em Jesus ela se manifesta e se torna acessível a todos. A vocação à santidade é universal, como escreve Paulo: “Essa é vossa vocação: a santificação”. É um caminho para todos. Jesus o demonstra ao mostrar, pelas bem-aventuranças, as condições para essa felicidade. Esse caminho é contrário ao que pensa o mundo. Eles lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. Participam do Mistério Pascal de Cristo. 2. João escreveu que viu uma grande multidão vinda de todos os povos, raças, línguas e nações. Jesus diz que na casa do Pai há muitas moradas. Há lugar para todo mundo. S. Afonso afirma que essa santidade é vivida por cada um de acordo com seu estado de vida e sua situação pessoal. Ninguém pode julgar ou excluir ninguém. Onde há amor, existe Deus. 3. A Igreja proclama a vocação universal à santidade. Esse assunto deve ser tratado em nossas homilias e nas estruturas de Igreja. Pastoral da santidade é propor a santidade e apresentar os meios.
Vazando santo pelo ladrão! 
O Céu está cheio. S. João conta que havia uma multidão que ninguém podia contar. Afinal, o Pai gosta de ver a casa cheia com seus filhos. “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1Jo 3,1). Jesus nos deu a cartilha para ser um bom filho e um dia ir para o Céu: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os misericordiosos, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os puros, os pacíficos, os perseguidos pela justiça. Aprendi a ser santo! Eu vou rezar por vocês. 
Homilia de Todos os Santos
EM NOVEMBRO DE 2006

EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,18-22. 
Naquele tempo, vendo Jesus à sua volta uma grande multidão, mandou passar para a outra margem do lago. Aproximou-se então um escriba, que Lhe disse: «Mestre, seguir-Te-ei para onde fores». Jesus respondeu-Lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves os seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Disse-Lhe outro discípulo: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Mas Jesus respondeu-Lhe: «Segue-Me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Afonso-Maria de Ligório 
(1696-1787) 
Bispo, doutor da Igreja 
8.º Discurso para a novena de Natal 
«O Filho do Homem não tem 
onde reclinar a cabeça» 
Deus é a sua própria riqueza, porque é o bem infinito. Este Deus, que é tão rico, fez-Se pobre ao tornar-Se homem, a fim de nos enriquecer, a nós, miseráveis pecadores. É este o claríssimo ensinamento do apóstolo Paulo: «De rico que era, Jesus tornou-Se pobre, para vos enriquecer pela sua pobreza» (2Cor 8,9). Como? Um Deus chega ao ponto de Se tornar pobre? Com que intenção? Tentemos compreendê-la. Os bens terrenos não passam de terra e lama; mas esta lama cega de tal modo os homens que eles deixam de discernir os verdadeiros bens. Antes da vinda de Jesus Cristo, o mundo estava repleto de trevas, porque cheio de pecados: «Toda a carne havia pervertido a sua conduta» (Gn 6,12). Ou seja, os homens tinham obscurecido em si a lei natural, gravada no seu espírito por Deus; viviam como animais, preocupados apenas em obter prazeres e bens terrenos, e totalmente indiferentes aos bens eternos. Foi por um efeito da misericórdia divina que o Filho de Deus veio dissipar essas trevas profundas: «Sobre aqueles que habitavam a sombria região da morte, uma luz resplandeceu» (Is 9,1). Contudo, o divino Mestre não quis instruir-nos apenas pela palavra, mas também, e sobretudo, pelo exemplo da sua vida. «A pobreza», afirma São Bernardo, «estava ausente do Céu; encontrava-se apenas na Terra. Infelizmente, o homem não conhecia o seu preço, e por isso não a procurava. Para torná-la preciosa aos nossos olhos e digna de todos os nossos desejos, que fez o Filho de Deus? Desceu do Céu à Terra e escolheu-a como companheira de toda a sua vida».

27 de junho - Beato Ioan Suciu

No dia 02 de junho de 2019, em Papa Francisco beatificou na Romênia, sete bispos greco-católicos mártires, entre eles o Bispo Ioan Suciu (1907-1953). Ioan Suciu foi bispo auxiliar de Oradea Mare e posteriormente Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, juntamente com o Bispo Valeriu Traian Frenţiu. Nasceu em 4 de dezembro de 1907 em Blaj, em uma família de antiga tradição greco-católica. Ele recebeu o Batismo e a Confirmação vinte dias após o nascimento. Frequentou o ensino fundamental e médio em Blaj e em 1925, obteve seu diploma de ensino médio na escola secundária San Basilio Magno na mesma cidade. Nesse instituto, tornou-se amigo de Tit Liviu Chinezu, que o complementava no caráter: se Ioan era impulsivo, o outro era mais calmo e pensativo. Ambos foram enviados a Roma para estudos teológicos, convidados do Pontifício Colégio Grego de Sant'Atanasio.

27 de junho - Santa Margarida Bays

Uma católica suíça que se distingue na fé: Margarida Bays era uma leiga humilde, de vida oculta com Cristo em Deus (Col 3, 3). Era uma mulher muito simples, de vida normal, na qual cada um de nós podia se reconhecer. Ela não fez coisas extraordinárias, e ainda assim sua existência foi um processo longo e silencioso no caminho da santidade. Na Eucaristia, "a culminação do seu dia", Cristo foi alimento e força para ela. Através da meditação sobre os mistérios do Salvador, especialmente o mistério da Paixão, ela chegou a uma união transformadora com Deus. Alguns de seus contemporâneos acreditavam que seus longos momentos de oração eram um desperdício de tempo, mas quanto mais sua oração tornou-se intensa, quanto mais próxima se aproximava de Deus e se dedicava ao serviço de seus irmãos. Porque somente aquele que ora realmente conhece a Deus, ouve o coração de Deus e também está próximo do coração do mundo.

BEATA MARIA MASTENA

Maria nasceu em Verona e, com 20 anos, entrou para a Congregação das Irmãs da Misericórdia, mas continuou a lecionar. Após fazer uma experiência de sete meses, na clausura das Cistercienses, em 1932 fundou as Religiosas da Santa Face, para "fazer o rosto de Cristo sorrir entre os homens". 
MARIA PIA MASTENA nasceu em Bovolone, na província de Verona, Itália, aos 7 de dezembro de 1881. Dos pais da beata as testemunhas falam como de ótimos cristãos e muito fervorosos na prática religiosa e no exercício da caridade. Dos quatro irmãos, o último, Tarcísio, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos e morreu também ele com fama de santidade. A futura beata, aos 19 de março de 1891, recebeu com grande fervor a primeira comunhão, por ocasião da qual emitiu privadamente o voto de castidade. Aos 29 de agosto recebeu o sacramento da Confirmação. Durante a adolescência foi assídua às funções religiosas e às atividades da paróquia, particularmente como catequista.

27 DE JUNHO: SÃO SANSÃO DE CONSTANTINOPLA

Por volta do quinto século, um homem muito rico e generoso, chamado Sansão, fundou por sua própria conta um grande hospital para os doentes pobres de Constantinopla. Diz-se que Sansão era médico e sacerdote, e que havia se consagrado a atender com inesgotável solicitude aos que sofriam, física e/ou espiritualmente. Já durante a sua vida ele foi honrado com o título de «hospitaleiro» e de «pai dos pobres» e, após a sua morte, ele venerado como um santo. Seu hospital foi totalmente destruído por um terrível incêndio ocorrido no início do sexto século e, cinquenta anos mais tarde, o imperador Justiniano empreendeu a sua reconstrução. Em datas posteriores, com incrível desprezo para com os dados cronológicos, intentou-se associar Santo Sansão ao imperador Justiniano, como sendo co-fundadores do hospital.

São Ladislau, Rei da Hungria (1031-1095), 27 de Junho

Príncipe de vida exemplar, rigoroso contra toda injustiça, caritativo, paciente e fervoroso, modelo de como se pode praticar a virtude heróica no trono.
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas.
São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polônia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa.

Detalhes simbólicos do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Dia 27 de junho nossa Igreja celebra o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. 

No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro.

Pensando nisso, achamos interessante divulgar um artigo do site Gaudium Press e Aleteia que explicará o significado do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

A Mensagem do Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Aparentemente é um simples quadro de mais uma das inúmeras devoções à Santa Mãe de Deus, mas se nos determos em seus detalhes, veremos que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é cheia de simbolismos e significados.

Medindo 53 por 41,5 centímetros o ícone foi produzido no estilo bizantino em madeira sobre um fundo dourado. Na época em que a obra foi executada, durante o Império Romano, os artistas utilizavam o ouro ou simplesmente sua cor para retratar apenas as grandes personalidades.

Segundo a tradição o quadro foi pintado por um artista até hoje desconhecido que, por sua vez, inspirou-se em uma pintura atribuída a São Lucas. O ícone é rico em detalhes e a cada um deles é atribuído um significado, uma simbologia, uma mensagem.

Eis alguns desses detalhes:

1.   Abreviação grega de “Mãe de Deus”.

2. O quadro original foi coroado em 1867. O quadro original foi coroado em 1867 em agradecimento dos muitos milagres feitos por Nossa Senhora em seu título preferido “Perpétuo Socorro”.
3. Estrela no véu de Maria, a Estrela que nos guia no mar da vida

até o porto da salvação.

4. Abreviatura de “Arcanjo São Miguel”

5. O Arcanjo São Miguel apresenta a lança com que foi perfurado o lado de Cristo, a vara com a esponja embebida em vinagre oferecida a Cristo na Cruz para que bebesse, e o cálice da amargura.
6. A boca de Nossa Senhora guarda silêncio - A boca de Maria é pequenina, para guardar silêncio, e evitar as palavras inúteis.
7. A túnica é vermelha, cor da realeza e do martírio. -  Túnica vermelha, distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora.
8. O Menino Jesus segura as mãos de Maria, que permanecem abertas como convite a colocarmos ali as nossas próprias mãos, unindo-nos a Jesus; e os dedos de Nossa Senhora apontam para o Filho, mostrando que Ele é o Caminho. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por elas nos vêm todas as graças.

9. Abreviatura de “Arcanjo São Gabriel”.

10. Maria olha diretamente para nós.  Os olhos de Maria, grandes, voltados sempre para nós, a fim de ver todas as nossas necessidades.

11. São Gabriel com a Cruz e os pregos,  instrumentos da morte de Jesus.

12. Abreviatura de Jesus Cristo em grego

13. Jesus veste roupas da realeza. O halo ornado com uma cruz proclama que Ele é o Cristo.

14. A mão esquerda de Maria sustenta Jesus: a mão do consolo que ela estende a todos os que a procuram nas lutas da vida.
15. A sandália desatada simboliza a humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo e a esperança de um pecador que, agarrando-se a Jesus, vai em busca da Sua misericórdia. O Menino levanta o pé para não deixar a sandália cair, visando assim salvar o pecador.
16. O manto azul com forro verde sobre a túnica vermelha também apresenta cores da realeza. Manto azul, emblema das mães naquela época. Maria é a Virgem – Mãe de Deus. Somente a imperatriz podia usar essas combinações de cores na tradição bizantina. O azul, além disso, era ainda o emblema das mães.
17. Por fim, todo o fundo dourado destaca a importância de Maria: é símbolo de poder e nobreza, bem como da glória do Paraíso para onde iremos, levados pelo Perpétuo Socorro da Santíssima Mãe de Deus e Mãe nossa.


O fundo do quadro é de ouro, dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos, levados pelo perpétuo socorro de Maria.

Assustado pela aparição dos dois anjos, mostrando-lhe os instrumentos de sua morte, Jesus corre para os braços de sua Mãe, e com tanta pressa que desamarrou-se o cordão da sandália… Nossa Senhora abriga-o com ternura e o Menino Jesus sente-se seguro nos braços de sua Mãe. O olhar de Nossa Senhora não se dirige ao menino, mas a nós – apelando para os homens evitarem o pecado, causa do susto e da morte de Jesus. As mãos de Jesus estão na mão de Maria para lembrar que Ela é a Medianeira de todas as graças.

Por Emílio Portugal Coutinho Fontes: Gaudium Press
e  
Aleteia

http://catolicismobrasil.blogspot.com/

CIRILO DE ALEXANDRIA Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo 370-444

Cirilo nasceu no ano de 370, no Egipto. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus.

LADISLAU DA HUNGRIA Rei, Santo 1041-1095

Príncipe de vida exemplar, rigoroso contra toda injustiça, caritativo, paciente e fervoroso, modelo de como se pode praticar a virtude heroica no trono A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas. São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heroico, sendo modelo para seus súbditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polónia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão.

Beata Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance, religiosa, fundadora (1820+1885)

Beata Luisa Teresa de Montaignac, Fundadora - Festejada 27 de junho 
Luisa Teresa nasceu em Havre, França, no dia 14 de maio de 1820, quinta filha de uma prole de seis, numa família profundamente cristã. Seus pais, Raimundo Amato e Ana de Raffin, eram de origem nobre, contando com numerosos Cruzados entre seus antepassados, bem como o santo abade Amável. Embora tenha nascido em Havre, passou a maior parte de sua vida em Montluçon. Com a idade de sete anos, contemplando o Presépio ela descobriu "o tocante mistério de um Deus Menino, pobre e sofredor..." Foi educada no célebre pensionato Les Oiseaux de Paris, onde teve início sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Naquela instituição Mons. De Quelen havia autorizado a celebração do primeiro mês dedicado ao Sagrado Coração em 1833. Aos treze anos fez sua Primeira Comunhão. Ela guardou uma tal impressão deste primeiro encontro com Jesus Eucaristia, que 50 anos mais tarde ela diria, emocionada com aquela lembrança: "Depois da minha 1a. Comunhão, eu permaneci sempre sob a ação divina". Durante toda sua vida ela manterá "uma atração irresistível pela Eucaristia".

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Um piedoso negociante em Creta trouxe em meados do século XV a imagem milagrosa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para Roma, onde ficou uns anos escondida em casa particular. Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram a Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a em-barcação ancorasse, sendo salva num porto italiano. No dia 29 de março de 1499 ela foi levada em solene procissão pelas ruas da cidade e colocada na igreja de São Mateus. Na revolução de 1797, ficando aquela igreja em ruínas levaram a santa para a igreja de Santa Maria em Postérula. Ali seu culto foi olvidado. Em 1852, os padres redentoristas construíram a igreja de Santo Afonso no lugar da antiga igreja de São Mateus no dia 26 de abril de 1886 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em procissão de triunfo fez solene entrada naquele santuário. Desde aquela data sua devoção se irradiou por todo o planeta. No Brasil esta invocação de Maria chegou no final do século passado com os padres da Congregação do Santíssimo Redentor que aqui se estabeleceram em 1893.

27 DE JUNHO: NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Vamos conhecer um pouco da história da devoção e do quadro de N. Sra. do Perpétuo Socorro. Segundo uma tradição do século XVI, um comerciante da Ilha de Creta na Grécia, apoderou-se do quadro (que era venerado como milagroso), escondeu-o na bagagem e fugiu para a Itália, de navio. Durante a viagem, desencadeou-se terrível tempestade, pondo em perigo a vida dos passageiros. O comerciante fez o voto de colocar esse quadro numa igreja de Roma caso escapassem vivos. Desembarcaram com vida, mas o comerciante adoeceu gravemente. Antes de morrer, passou para um amigo a história do quadro, pedindo que o colocasse numa igreja. Anos e séculos transcorreram. O quadro ficou escondido ou tido por desaparecido. Finalmente foi encontrado na capela de uma igreja de Roma. Em 1865 o Santo Padre entregou-o aos Redentoristas, pedindo que o tornassem conhecido no mundo inteiro. O desejo do Papa se cumpriu. Hoje a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está difundida no mundo inteiro, atendendo-se assim ao apelo do Papa IX aos Redentoristas: "Tornai-a conhecida no mundo inteiro". . 
HISTÓRIA DO QUADRO DE N. SRA. DO PERPÉTUO SOCORRO 
O ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um dos ícones atribuídos a São Lucas. Este quadro de arte bizantina mostra a Mãe de Deus com o Menino Jesus nos braços. Este parece assustado ao ver os instrumentos da sua futura paixão, apresentados pelos Arcanjos Miguel e Rafael. Jesus se encolhe nos braços da Mãe que o aperta junto ao seu coração... Este ícone foi venerado durante séculos e séculos, na ilha de Creta. No século XV, a ilha foi invadida pelos turcos. Um comerciante escamoteou o quadro e fugiu. Ao chegar a Roma, caiu gravemente enfermo e pediu a um amigo que o colocasse numa igreja. O amigo, porem, ficou com o quadro. Sua esposa colocou-a parede do seu quarto. A Virgem apareceu muitas vezes ao dono da casa dizendo-lhe que estava descontente com a sua atitude, mas o homem pouco se importou. Maria apareceu, então, para a filha do casal, pedindo-lhe que colocasse o ícone na igreja que ficava entre as duas basílicas, a de Santa Maria Maior e a de São João de Latrão. A jovem tanto pediu ao pai que atendesse ao pedido de Maria, que este, deixando-se enternecer, entregou o ícone na Igreja de São Mateus. Isto foi em 1499. A Imagem lá ficou até que o exército de Napoleão Bonaparte, trezentos anos mais tarde, destruiu a igreja. Entretanto, o ícone foi salvo e o Papa Pio IX, em 26 de abril de 1866, entregou-a aos Redentoristas que haviam construído a Igreja de Santo Afonso, justamente no local onde outrora ficava a Igreja de São Mateus, pedindo: "Tornai-a conhecida!" Fazei que Ela seja amada! Ela salvará o mundo!" - ("Um Minuto com Maria").
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio SauterCSsR

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE JUNHO

Oração da manhã
 para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Segunda-feira – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Evangelho (Mt 8,18-22) “Vendo-se rodeado de grandes multidões, Jesus ordenou que passassem para a outra margem.”
Penso que os discípulos estavam entusiasmados com o sucesso de seu Mestre, que atraía tanta gente. Jesus, porém, não queria que o seguissem por isso. Aliás, deixa claro a dois homens como e porque o deviam seguir. Deviam estar prontos a deixar tudo para o acompanhar, deviam colocar seu compromisso com ele acima até dos laços de família ou de amizade. Hoje ele exige o mesmo de nós.
Oração
Senhor Jesus, ajudai-me para que não seja levado pela vaidade quando procuro fazer que sejais mais conhecido e amado. Que eu não procure aplausos e prestígio. E fazei que meu comprometimento convosco seja total e duradouro. Libertai-me dos apegos que, de qualquer modo, podem impedir-me de vos seguir incondicionalmente. Que por vós esteja pronto a “ir para a outra margem”. Amém.

domingo, 26 de junho de 2022

75. COMO ENCHER UM BALDE

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Discorrendo sobre as prioridades da vida, um conferencista deu um exemplo pratico. 
Pôs um vidro de boca larga em cima da mesa e começou a colocar pedras dentro. 
Quando ficou cheio, perguntou aos assistentes: 
- Está cheio? Todos disseram que sim. 
Em seguida pegou um punhado de pedrinhas bem miúdas e despejou no frasco até encher os espaços vazios: 
- E agora? Encheu? 
Os assistentes começaram a ficar espertos. 
-Talvez sim, talvez não. 
Agora pegou um copo de areia e foi despejando no recipiente:
- E agora? Ainda não está cheio? 
- Ainda não. 
- Pois bem. 
Pegou agora uma jarra com água e foi despejando. 
Mesmo assim, não chegou a derramar. 
-Que lição podemos tirar desta demonstração? – perguntou.
Após diversas respostas, finalizou: 
- Se a gente não colocar primeiro as pedras grandes, nunca mais poderão ser colocadas. Quais são as pedras grandes? São aquelas que têm a preferência na vida: Deus... Religião... Virtudes em geral. Comecem por aí. Tudo o mais encontrará depois seu lugar: familiares, amigos, sonhos, aspirações, etc.
Palavra de vida: Buscai primeiro o reino dos céus, e o resto vos será dado de acréscimo (Mt 6,36)

REFLETINDO A PALAVRA - “Meu Redentor vive”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
O Senhor é minha luz e salvação
 
No dia de Finados vemos plantado o jardim da certeza da ressurreição dos mortos. É a celebração da vida que continua após a morte. Jesus garante que é da vontade do Pai que nenhum se perca e que todo aquele que nEle crê tenha a vida eterna; e o ressuscitará o último dia (Jo 6,37-40). O cristão sente confiança no Deus que é sua luz e salvação, por isso procura sua face e espera saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo em seu templo (Sl 26). Essa certeza nos foi dada por Jesus prometeu a ressurreição a todos os que crêem. Garante essa ressurreição pois ressuscitou dos mortos. Por isso rezamos na prece eucarística: “Lembrai-vos de nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos que partiram desta vida: acolhei-os junto a Vós na luz de vossa face” (Prece Eucarística II). É nessa luz que Jó clama: “Eu sei que meu Redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó. E depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne eu verei a Deus” (Jo 19,25-26). A esperança da ressurreição se funda em nossa participação do Mistério Pascal de Cristo a partir do batismo. “Quando rezamos pelos mortos temos consciência da força vitoriosa do Mistério Pascal, porque a morte é comum herança de todos, mas por um dom mistério do amor de Deus, Cristo, com sua vitória nos redime da morte e nos chama a estar com Ele em uma vida nova” (Prefácio). “Por eles nós celebramos o Mistério Pascal” (Pós-comunhão). 
A caminho do Pai 
Jesus garante que na casa do Pai há muitas moradas e que iria nos preparar um lugar (Jo 14,2). Quando rezamos o salmo do Bom Pastor, nós nos sentimos conduzidos por Ele para lugares tranquilos, mesmo passando por lugares escuros (Sl 22). Por quem rezamos? Pelos que estão nos Céus, na glória do Pai. Não rezamos por eles, mas rezamos para que intercedam por nós. São todos os humanos que morreram e já foram para os Céus. Rezamos também por aqueles que ainda estão na purificação. Não nos interessa com é, mas sim, que eles já estão a caminho da casa do Pai. É o que chamamos de Purgatório, tempo da purificação. Por isso, quanto mais vivemos na terra uma vida coerente com o Evangelho, mais purificados nos entregaremos a Deus em nossa morte. Não se trata de um lugar ou de tempo cronológico, mas situação de purificação. Rezemos pelas almas. 
Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno 
A liturgia de hoje prevê três formulários de missa. Há uma história longa no que se refere à celebração dos mortos. Já nas catacumbas há sinais claros de oração pelos mortos. Mesmo os pagãos celebravam os mortos com o “refrigerium”, um tipo de banquete religioso junto ao túmulo do falecido. Encontramos já nos escritos de Serapião de Tmuis, oração pelos mortos. Mas demorou bastante que entrasse definitivamente nos livros. Eu mesmo vi, no Sacramentário Gelasiano, do século VIIº, anotado à margem, a oração pelos mortos. Por que rezamos? A Igreja crê que os que morrem na amizade de Deus, mas ainda necessitados de purificação, podem receber de nossa caridade a oração, as boas obras, indulgências e sobretudo o sacrifício da missa, como fazemos em todas as celebrações. Somos parte do mesmo corpo de Cristo. Rezar pelos mortos é obra de caridade. Lemos no II Macabeus que Judas fez uma coleta e “mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mc 12,46). Um dia rezarão por nós. E como necessitaremos! 
Leituras 1ª missa:Jó 191.23-27;Salmo26.
Romanos 5,5-11;João 6,37-40. 
1. Celebramos, em Finados, a vida que continua após a morte. Deus não quer que nenhum se perca e garante essa vida aos que creem em Jesus. A esperança da ressurreição se funda em nossa participação do Mistério Pascal de Cristo a partir de nosso batismo. 
2. Na casa do Pai há muitas moradas. Jesus foi nos preparar um lugar. A vida após a morte, se necessário for, passa por um processo de purificação, por isso chamamos de Purgatário que não é um lugar nem um tempo, mas uma situação. 
3. Rezamos pelos mortos porque a Igreja sempre rezou. Desde os tempos do Antigo Testamento lemos que Judas Macabeu fez uma coleta e mandou para Jerusalém para fazer sacrifício expiatório. E o livro comenta que “Judas realizou uma ação muito boa e nobre, pensando na ressurreição” (2Mc 12,43). Encontramos, nas catacumbas e em livros litúrgicos a oração pelos mortos. Nossa oração pelos mortos é caridade, participamos assim de sua purificação. Somos, com eles, membros do Corpo de Cristo. 
Não tenho medo de defunto. 
No dia de Finados nós vamos ao cemitério. Levamos flores e acendemos velas. Fica tão bonito! Por que tudo isso, se defunto não cheira, não sente e nem enxerga? É uma demonstração muito grande de que a vida continua após a morte. Desfeito esse corpo, recebemos um corpo imortal, diz São Paulo. Por que tanta certeza da vida? Jesus nos amou e se entregou por nós. Ele vive e nos deu o Espírito Santo, garantia de nossa vida eterna. Jesus faz questão que nenhum daqueles que o Pai lhe deu. Por isso podemos fazer a festa dos mortos. Todos vivemos nele. 
Homilia na Comemoração dos Fiéis Defuntos
EM NOVEMBRO DE 2006

EVANGELHO DO DIA 26 DE JUNHO

Evangelho segundo São Lucas 9,51-62. 
Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?». Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. E seguiram para outra povoação. Pelo caminho, alguém disse a Jesus: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas, e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o Reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o Reino de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João XXIII(1881-1963)papa 
Diário da Alma, Lisboa, 
Paulus, 2000, junho de 1957 
[antes da eleição para a cátedra papal] 
«Seguir-Te-ei para onde quer que fores» 
«Ao cair da tarde, dá-nos a luz». 
Senhor, já chegou o cair da tarde. Cheguei ao septuagésimo sexto ano da minha vida, desta vida que é dom absoluto do Pai do Céu. Três quartos dos meus contemporâneos já passaram à outra margem e eu devo agora preparar-me para o grande momento. A ideia da morte não me traz inquietude. Gozo de excelente e ainda robusta saúde, se bem que não possa fiar-me nela. Quero preparar-me para responder pronto! seja a que chamamento for, mesmo inesperado. Quero que a velhice – outro grande dom de Deus – seja para mim motivo de silenciosa alegria interior, de abandono quotidiano ao Senhor, para quem me volto como uma criança que se lança nos braços abertos do seu Pai. A minha vida simples e (posso dizê-lo agora) longa desenrolou-se como um novelo sob o signo da humildade e da pureza. Não tenho custo nenhum em reconhecer e repetir que não sou nem valho absolutamente nada. Foi o Senhor que me fez nascer de gente modesta e pensou em tudo; eu apenas em tudo consenti. É bem verdade que «a vontade do Senhor é a minha paz». E ponho toda a minha esperança na misericórdia de Jesus. Suponho que o Senhor me reserve, para minha mortificação e purificação e para poder ser admitido na alegria eterna, qualquer grande pena ou aflição do corpo ou do espírito antes de morrer. Pois bem, aceitá-la-ei por completo e de bom grado, contanto que tudo seja para glória de Deus, o bem da minha alma e o dos meus queridos filhos espirituais. Receio apenas a fraqueza da minha resistência e peço-Lhe que me ajude na minha pouca e quase nula confiança própria, antes a pondo toda no Senhor. Há duas portas para entrar no Paraíso, a inocência e a penitência. Quem poderá presumir, homens fracos que somos, poder encontrar a primeira aberta de par em par? Quanto à segunda, é certa. Jesus passou por ela com a cruz aos ombros para pagar pelos nossos pecados e convida-nos a todos a segui-lo.

26 de junho - Beatas Maddalena Fontaine, Maria Lanel, Teresa Fantou e Giovanna Gérard

Na cidade de Arras, por 138 anos, as Filhas da Caridade trabalharam entre os pobres e para os pobres. No momento da Revolução Francesa, havia sete delas e elas se dedicavam à educação gratuita das meninas, à visita aos pobres em suas casas, à assistência aos doentes. Amadas e estimadas por todos, elas nem sentiam o cansaço de sua dedicação, que conhecia tão poucas pausas. Mas também para Arras veio a revolução com suas imposições que não admitiam atitudes contrárias. E para as irmãs o caminho lento para o martírio começou. Presas como antirrevolucionárias, foram presas primeiro em Arras e depois transferidas para Cambrai. Havia quatro irmãs: Irmã Maddalena Fontaine, Irmã Maria Lanel, Irmã Teresa Fantou e Irmã Giovanna Gérard. Ao subirem no carrinho que as levaria ao tribunal revolucionário, os companheiros da prisão as cumprimentaram, acenando com a mão e dizendo: "Adeus! Adeus! Adeus! Amanhã seremos nós!". Mas a Superiora os tranquilizou, afirmando com confiança: "Não, não! Seremos as últimas!".