sábado, 28 de agosto de 2021

EVANGELHO DO DIA 28 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 25,14-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; depois, partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: "Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei". Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor". Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: "Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei". Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu senhor". Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: "Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence". O senhor respondeu-lhe: "Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro, e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe, então, o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí, haverá choro e ranger de dentes"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Juliana de Norwich(1342-1416) 
Mística inglesa 
«Revelações do Amor Divino»,cap.14 
«Vem tomar parte na alegria do teu senhor» 
Disse-me Nosso Senhor: «Agradeço-te o teu trabalho, sobretudo o que fizeste na juventude». O meu entendimento elevou-se aos Céus, e vi Deus como verdadeiro senhor de sua casa, tendo convidado servos e amigos para um banquete solene. Vi que não detinha para Si próprio um lugar específico na sua morada, mas nela reinava como rei omnipresente, enchendo-a de alegria e de júbilo, contentando e consolando pessoalmente, de forma ininterrupta, os seus amigos queridos, em total intimidade e cortesia, com a maravilhosa melodia de amor perpétuo que emanava do seu belo e bem-aventurado rosto - o rosto glorioso da divindade, que enche os Céus de alegria e de júbilo. Deus mostrou-me três degraus de bem-aventurança no Céu para toda a alma que O tiver servido voluntariamente na Terra. O primeiro é o agradecimento de glória que há de receber de Nosso Senhor quando for libertada das suas penas; agradecimento tão elevado e glorioso que ela se há de sentir completamente realizada, como se não houvesse maior bem-aventurança. Porque, em meu entender, os trabalhos e as tribulações de todos os homens não serão suficientes para merecer o agradecimento do Senhor que um só deles receberá por ter servido a Deus de boa vontade. O segundo: todos os bem-aventurados que povoam os Céus assistirão a este agradecimento glorioso, porque a todos Ele dará a conhecer os serviços que Lhe foram prestados. […] Quando um rei agradece aos súbditos, presta-lhes uma grande honra; mas, se o dá a conhecer a todo o reino, a honra é consideravelmente maior. O terceiro: este agradecimento será tão novo e alegre na eternidade como no instante em que a alma o receber. Foi-me revelado, com grande simplicidade e doçura, que a idade de cada um será conhecida no Céu: cada um será recompensado pelas obras que tiver feito e pela duração destas; muito em particular, aqueles que, voluntária e livremente, tiverem oferecido a Deus a sua juventude serão prodigamente recompensados.

SANTO HERMES, MÁRTIR, NA VIA SALÁRIA ANTIGA

De origem grega, Hermes chegou a Roma no século III e tornou-se cidadão romano. Nomeado Prefeito, converteu-se ao cristianismo com sua esposa, filhos, irmã e milhares de escravos. Por isso, foi preso, por ordem de Trajano, que enviou Aureliano a Roma, onde mandou o tribuno Quirino assassiná-lo.

São Moisés Etíope, anacoreta (séc. IV) 28 de Agosto

São Moisés, que era oriundo de Etiópia, foi um dos mais pitorescos dos Padres do Deserto. Em seus primeiros anos de vida foi criado como escravo por um aristocrata egípcio que, mais tarde, se viu obrigado a despedi-lo – e, surpreende-se que não o tenha matado, considerando a barbárie da época – por causa de suas inclinações ao roubo e a imoralidade. Depois disso, Moisés tornou-se um bandido e, sendo um homem muito forte e de grande estatura, logo se juntou a um bando de marginais que o elegeram como seu líder, passando a causar terror em toda a região. Certa vez, quando estava prestes a cometer um assalto, o cão de um pastor latiu para Moisés que, por isso, jurou matar o pastor. Para chegar até onde estava o pastor teve de atravessar à nado o Rio Nilo, levando uma faca entre os dentes. Mas o pastor teve tempo de esconder-se entre as dunas. Não conseguindo encontrá-lo, Moisés matou quatro dos seus carneiros, amarrando-os em seguida pelas pernas e levando-os através do rio. Depois, cortou-os em pedaços, assou e comeu as melhores porções, vendendo depois as sobras da carne.

Beata Zélia Guérin, Leiga, Mãe de Família (+1877), 28 de Agosto

Zélia Guérin nasceu em 1831. Estudou com as Irmãs da Adoração Perpétua. Recebeu formação que a fez uma rendeira muito hábil. Tentou ser freira, mas após conversar com a Superiora das Filhas da Caridade, ela entendeu que esta não era a vontade de Deus a seu respeito.
Um dia, Zélia cruzava a Ponte Saint-Léonard e por ela passou um rapaz com um rosto nobre, um ar reservado e um comportamento cheio de dignidade. Naquele momento, uma voz interior sussurra em seu ouvido: "Este é o homem que esta reservado para você." A identidade do rapaz logo foi revelada. Providencialmente, Zélia conhecia a mãe de Luis que, tentando arrumar uma católica devota como esposa para o filho, os apresentou.
Três meses após terem se conhecido, casam-se à meia-noite no dia 12 de julho de 1858, um horário comum na época entre aqueles que entendiam a importância religiosa do casamento, ou seja, um sacramento que é uma vocação, um chamado à santidade.

AGOSTINHO DE CARTAGO Doutor da Igreja, coluna inabalável da verdade, Santo 354-430

Um dos maiores gênios que a humanidade já produziu, denominado pelos escritores eclesiásticos Mestre da Teologia, Escudo da Fé e Flagelo dos hereges, entre outros títulos. 
Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, pequena cidade livre do proconsulado da Numídia, do Império Romano, ao norte da África. Seus pais, Patrício e Mônica, se bem que de honradas famílias, não eram ricos. O genitor, ainda pagão, pertenceu à cúria da cidade — assembléia dos que compunham a cúria, uma divisão político-religiosa do povo romano. Sua mãe, fervorosa cristã, criou Agostinho no temor de Deus desde os primeiros anos de sua infância. Inscreveu-o também no número dos catecúmenos. Ainda na infância, o menino ficou gravemente en-fermo e pensou-se em administrar-lhe o santo Baptismo. Mas, tendo ele melhorado, foi adiada a recepção desse Sacramento, conforme costume da época. 

São Junípero Serra (1713-1784)

Sacerdote da Primeira Ordem, apóstolo da Califórnia (1713-1784).
Beatificado por São João Paulo II no dia 25 de setembro de 1988 e canonizado pelo Papa Francisco em 23 de setembro de 2015. 
Este santo, conhecido como o Apóstolo da Califórnia, nasceu em Petra na ilha de Maiorca, a 24 de novembro de 1713, de Antônio Serra e Margarida Ferrer, pais exemplares pelos costumes e piedade, embora pessoas de pouca instrução. A criança foi batizada com o nome de Miguel José e foi crismado com a idade de apenas dois anos, por ocasião da visita do bispo de Maiorca, Atanasio Esterripa. Criança ainda, ajudava os pais nos trabalhos do campo e freqüentou a escola anexa ao convento franciscano de São Bernardino, dando provas de inteligência viva e aberta e desta forma pôde ser encaminhado para fazer estudos superiores. Depois de um ano de estudos filosóficos no convento de São Francisco de Palma, com 17 anos, vestiu o hábito franciscano no convento Santa Maria de Jesus.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sábado – Santos: Agostinho de Hipona, Viviano, João III
Evangelho (Mt 25,14-30) ”Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens.”
Ao ler hoje a parábola, fiquei incomodado. Ela fala sobre mim, e obriga-me a perguntar: E eu, quantos talentos recebi, no físico, no intelectual, no espiritual? E as pessoas que o Senhor colocou a meu lado? Preciso de vez em quando parar e ver cheio de gratidão como fui e sou favorecido. E lembrar-me também que os talentos recebidos não são meus, mas devem servir aos meus irmãos.
Oração
Senhor meu Deus, fostes muito generoso comigo. Sem nenhum merecimento meu, vós me abristes tantas possibilidades de realização naturais e sobrenaturais. Quero colocar tudo que sou e posso a vosso serviço e dos irmãos. Não permitais que o medo, a indolência e falsos pretextos me levem à acomodação.Que nada, nem a idade sufoque meu entusiasmo e vontade de crescer. Amém.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

MAS O CORAÇÃO CONTINUA BATENDO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um homem, já no fim da vida com seus noventa anos, está passando os últimos dias numa casa de repouso. O mal de Alzheimer tomou conta de sua pessoa, atacando principalmente a memória. Sua filha visita-o freqüentemente. Como o fim se aproxima, ela permanece junto dele dia e noite. Num desses momentos em que parecia ter um raio de lucidez, ela perguntou:
- O senhor está me conhecendo? 
O velhinho olhou para ela de alto a baixo e disse: 
- Não sei quem é você. Mas eu sei que amo você.
Como se quisesse dizer: 
-O cérebro está fraco, mas o coração continua batendo. 
Palavra de vida: Tudo pode se acabar, exceto a caridade (1Cor 13,8)

REFLETINDO A PALAVRA - “Filhos de Deus”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
53 ANOS CONSAGRADO
46 ANOS SACERDOTE
Vida divina em nós
 
Continuando a reflexão sobre a vida espiritual, depois de aprofundar o tema da Santíssima Trindade como essência da vida espiritual, vamos refletir sobre suas dinâmicas. Dinâmicas são os “motores” que impulsionam e fazem tornar realidade aquilo que recebemos como dom e de que participamos. Estamos inseridos na Trindade Santa, a partir do batismo, realidade primeira de nosso caminhar espiritual. O primeiro passo importante para nosso crescimento é o reconhecimento de que nosso crescimento espiritual está no acolhimento da vida divina existente em nós. Refletimos sobre o que Deus é para nós. Agora reflitamos sobre como devemos reconhecer esta vida divina, e como vivê-la. Sem isso torna-se sem futuro uma vida coerente e passamos ao espiritualismo. A participação da vida divina é o dom que foi dado pelo Filho que é a revelação do projeto do Pai. Jesus é a revelação deste mistério oculto que agora se torna realidade quando, na Encarnação, o Filho de Deus, unindo a divindade à humanidade realizou este projeto do Pai. O fato desta união faz-nos compreender que podemos realizá-la também, não do mesmo modo que Jesus, mas através dele. A consciência da vida divina em nós poderá endereçar nossa vida espiritual de modo diferente, comprometido e conseqüente. A consciência vai gerar um novo relacionamento entre as pessoas, quando tomamos conhecimento de que todos estamos unidos em Deus. Por que o mundo anda com tantas dificuldades? Não será porque não tem consciência da presença de Deus nas pessoas? O cristão torna-se anunciador desta realidade que está presente no mundo pela encarnação do Filho de Deus. Não se trata de um panteísmo. O que a teologia chama de graça santificante é a vida divina. É a deificação. 
Gostoso ser filho de Deus. 
Este ensinamento sobre a vida divina dada por Jesus realiza-se no Batismo, de modo sacramental. Para outros, Deus tem seus modos particulares e seus planos, pois Jesus veio para todos e nos escolheu para anunciá-lo. Pelo Batismo fomos adotados, como filhos de Deus, como de fato o somos. Uma vez que somos irmãos de Jesus , Ele nos une si e nos faz filhos do Pai que está nos céus. Por isso dizemos filhos no Filho, porque irmãos dEle. “Vede que prova de amor nos deu o Pai, que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato”(1 Jo 3,1). E “o Espírito mesmo testifica, com o nosso espírito, que somos filhos de Deus” (Rm 8,16). É a presença do Espírito Santo em nós. Desta filiação tão gostosa de se sentir, podemos tirar o dinamismo que impulsionará fortemente nossa vida. 
Fraternidade força divina. 
A fraternidade está unida à filiação divina. Não podemos nos esquecer nunca que, quem está a meu lado, é tão amado por Deus quanto eu o sou. Seremos os mais inúteis no mundo, se nos esquecemos dos pequeninos vítimas do mal. A fraternidade é que vai nos mostrar o quanto estamos vivendo e acolhendo a divindade em nós. A filiação divina exige a fraternidade divina, isto é, vivida por nós com Jesus. Somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai que está nos céus que faz chover sobre justos e injustos (Mt 5,45). Ele não discrimina, mas a todos acolhe porque sabe que somente o amor e a atitude acolhedora sem discriminação poderão levar o mundo à sua meta: um novo céu e uma nova terra (Ap 21,1).
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM SETEMBRO DE 2004

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 25,1-13. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite, ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro". Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se". Mas as prudentes responderam: "Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores". Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: "Senhor, senhor, abre-nos a porta". Mas ele respondeu: "Em verdade vos digo: não vos conheço". Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho(354-430) 
Bispo de Hipona(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 93 
«As virgens levantaram-se todas e 
começaram a preparar as lâmpadas» 
«No meio da noite, ouviu-se um brado». Este brado é aquele de que fala o apóstolo Paulo: «Num instante, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final -- pois a trombeta soará --, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados»(1Cor15,52). E que aconteceu depois de se ouvir este brado, que soará a meio da noite? «As virgens levantaram-se». Que quer isto dizer? O próprio Senhor no-lo explica: «É chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão de ouvir a sua voz e sairão» (Jo 5,28). Que querem dizer estas palavras: «Não levaram azeite consigo»? «Consigo» quer dizer no seu coração. As virgens insensatas, que não levaram azeite, procuravam agradar aos homens pela sua continência e as suas boas obras, simbolizadas pelas lâmpadas; e, como o motivo das suas boas obras era agradar aos homens, não levaram azeite. Vós, porém, levai azeite convosco; levai-o no vosso interior, onde penetra o olhar de Deus; trazei aí o testemunho de uma boa consciência. Se evitais o mal e fazeis o bem para recolher lisonjas dos homens, não tendes azeite na vossa alma. Antes de estas virgens terem adormecido, não está dito que as suas lâmpadas estivessem apagadas. As lâmpadas das virgens prudentes brilhavam com vivo fulgor, alimentadas pelo azeite interior, pela paz da consciência, pela glória secreta da alma, devido à caridade que a abrasa. As lâmpadas das virgens insensatas também brilhavam. E porquê? Porque a sua luz era mantida pelos louvores humanos. Quando se levantaram, isto é, na ressurreição dos mortos, começaram a pegar nas lâmpadas, ou seja, a preparar as contas que deviam prestar a Deus pelas suas obras. Mas, nessa altura, já não haverá ninguém para as elogiar. Elas tentarão, como sempre tinham feito, brilhar com o azeite alheio, viver das lisonjas dos homens: «Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão a apagar-se».

São Fanúrio, Mártir, 27 de Agosto

A biografia do glorioso Santo e Grande Mártir Fanúrio é relativamente recente, Nada pode ser dito sobre a sua origem, seus pais, o período em que viveu, onde pregou a palavra de Deus e, por último, em que reinado, ou sob que imperador ele testemunhou sua fé entregando-se ao martírio. Nenhum testemunho de sua vida foi conservado, escrito ou oral, e nada saberíamos sobre sua existência, seu nome, não fosse este acontecimento: Quando a linda ilha de Rodes (Grécia) foi conquistada pelos turcos, um de seus governadores quis reconstruir as muralhas da cidade destruídas pela guerra. Para isso, algumas cabanas em ruínas que se encontravam do lado de fora das muralhas precisavam ser demolidas.

Santa Mônica, Intercessora, Mãe de Santo Agostinho de Hipona (+387), 27 de Agosto

Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã. Segundo o costume local daquela época, foi dada em casamento a um jovem chamado Patrício.
Cristã exemplar, Mônica preocupava-se continuamente com a conversão de sua família. Tinha três filhos. Intercedia, de forma especial, pelo filho mais velho, Agostinho, que levava uma vida dissoluta e atribulada.
Ele era dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que o fez procurar as respostas e a felicidade em diversos lugares, inclusive fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras.
Contudo, sua mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.

SANTA MÔNICA (Mãe de Santo Agostinho)

Viúva (332-287) 
Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”. Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 332, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas.

Beato Gabriel Maria (1462-1532), religioso e fundador da Ordem da Anunciada, em honra da Santíssima Virgem.

O CREDO DE MARIA, de acordo com a doutrina mariana de muitos santos (por São Gabriel da Virgem Dolorosa). Hoje, o site "Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus" trás aos nossos leitores este belíssimo "Credo de Maria", feito por São Gabriel da Virgem Dolorosa, passionista, com uma coletânea de citações, revelações, meditações e ditames mariológicos que servirão para aumentar ainda mais nossa devoção à Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, e ver o quão grande e incomensurável é sua dignidade. Peço que o divulguem em suas famílias, rodas de amigos, grupos de oração, pastorais paroquiais e/ou diocesanas, em fim, a todos os católicos que, por o serem, tem por dever o amor e a honra da Virgem Santíssima.  

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sexta-feira – Santos: Mônica, Eutália, Antusa Menor
Evangelho (Mt 25,1-13)Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.”
Para ensinar que devemos estar prontos para as graças e os chamados de Deus, Jesus usou o caso das moças despreparadas para a chegada do noivo. Não sei que comparação ele usaria hoje. Certamente saberia como nos sacudir para nos acordar de nossa tranquilidade, que nos impede de ver os desafios e as possibilidades atuais. Que ele nos faça ver o que espera de nós, e que nos ajude a segui-lo afinal.
Oração
Senhor Jesus, de repente me perguntei quanto tempo, cada dia, costumo dedicar a vos ouvir. Jornal, whatsapp e conversas, coisas importantes e fúteis. Preciso de vossa ajuda para acordar e pôr ordem em minha vida, para vos dar o primeiro lugar, para preparar minha eternidade. Meus dias fogem, o tempo se faz curto. E ainda há tanta coisa a corrigir, ainda falta muito para eu aprender a amar a vós e os irmãos. Amém.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

FOI NA HORA DE TORCER...

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
VICE-POSTULADOR DA CAUSA 
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
A menina estava de férias e queria ajudar a mãe. Não tinha prática nas coisas, mas tinha boa vontade: 
- Mãe, me dê algum serviço. 
- Filha, eu já fiz quase tudo. Falta uma coisa: lavar o gato. Você é capaz? 
- Sim, mamãe. Já vi tantas vezes a senhora lavando roupa no tanque. 
A menina pegou o gato com muito carinho, e a mãe entrou na cozinha. Molhou o bichano, ensaboou, deu uma escovada e... dali a pouco, gritou toda chorosa: 
- Mãe, o gato morreu. 
- A mãe: Ora essa! Estava tão sadio. O que fez com ele? 
- Nada mais do que a senhora faz: Molhei, passei sabão, enxagüei e torci... Foi na hora de torcer... 
E chorava! 
Palavra de vida: A cena do gato é um chiste, naturalmente. Mas tem aplicação moral: Quem não sabe, pergunte. Só boa vontade não basta. Precisamos observar como os outros fazem e pedir explicação.

REFLETINDO A PALAVRA - Pai na Ternura (5)

A ternura do Pai
 
A reflexão do Papa Francisco sobre S. José busca no Pai do Céu, a reflexão sobre esse pai que foi dado ao Filho de Deus que Se fez homem. Não podemos conhecer a relação íntima entre o Pai e o Filho na Trindade. Conhecemos a ternura de Deus a partir da Escritura quando narra seu relacionamento com povo. O Papa diz que Deus foi para Israel como um pai que ensinou andar, citando Oseias: “Como o Senhor fez com Israel, assim ele ensinou Jesus a andar, segurando-O pela mão: era para ele como o pai que levanta o filho até seu rosto, inclinava-se para Ele a fim de lhe dar de comer” (Os 11,3-4). Jesus viu a ternura de Deus em José: “Como um pai se compadece dos filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem” (Sl 103.13). O Jesus humano, Aquele que tinha um Pai no Céu, tinha um pai na terra. Podemos perceber que o relacionamento de Jesus com seu pai da terra, modelava o relacionamento com o Pai do Céu. Desse relacionamento humanamente aprendido, Jesus ensinou-nos a amar seu Pai. Lembra o Papa que a ternura de Deus foi ensinada a José na sinagoga quando se rezavam os salmos: “Com certeza, José terá ouvido ressoar na sinagoga, durante a oração dos Salmos, que o Deus de Israel é um Deus de ternura, que é bom para com todos e “a sua ternura repassa todas as suas obras”’ (Sl 145,9). A ternura de Deus se reflete quando sentimos a fragilidade. José era pequeno diante da missão. Mas aceitou sua fraqueza, pois nela se manifestou a força de Deus (2Cor 12,7-9). 
Fragilidade não é um mal 
O Papa Francisco, refletindo sobre a ternura, coloca a questão: “O Maligno faz-nos olhar para nossa fragilidade com um juízo negativo, ao passo que o Espírito a traz à luz com ternura. A ternura é a melhor forma para tocar o que há de frágil em nós”. O Papa salienta que é a misericórdia de Deus, sobretudo no ministério da Reconciliação, no qual fazemos a experiência da verdade e da ternura. A fragilidade, colocada na misericórdia de Deus se transforma em força. Paulo diz: “Quando somos fracos é aí que somos fortes” (2Cor 12,10). Somos fortes é porque quem age é Deus Pai amoroso. Ele é o pai misericordioso da parábola do filho perdido (Lc 15,11-32). “A Verdade se nos apresenta sempre como o Pai misericordioso da parábola (Lc 15,11-32): vem ao nosso encontro, devolve-nos a dignidade, levanta-nos, ordena uma festa para nós, dando como motivo que ‘este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado’” (Lc 15, 24). José,jovem adulto, em sua condição de homem simples, mas maduro em Deus, assumiu sua missão e descobriu os caminhos de formar o Filho de Deus. Assumia crendo na ternura de Deus para confiar. 
Caminhar na ternura 
Seria muito difícil para José viver o mistério da Encarnação do Filho de Deus que estava em suas mãos e levá-lo à realização, se não soubesse crer na ternura de Deus. Aquele que lhe confiou a missão, estará junto para ajudar a exercê-la. Não se trata de peso, mas de confiança na força que Deus dá às pessoas. Diz o Papa: “A vontade de Deus, a sua história e o seu projeto passam também através das angústias de José. Assim ele nos ensina que ter fé em Deus que inclui também acreditar que Ele pode intervir, inclusive, através dos nossos medos, das nossas fragilidades, da nossa fraqueza. E nos ensina que, no meio das tempestades da vida, não devemos ter medo de deixar a Deus o timão da nossa barca. Por vezes queremos controlar tudo, mas o olhar d’Ele vê sempre mais longe”.

EVANGELHO DO DIA 26 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 24,42-51. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem. Quem é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno? Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas se o servo for mau e disser consigo: "O meu senhor demora-se", e começar a espancar os companheiros e a comer e beber com os ébrios, quando o senhor daquele servo chegar, em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa, expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a São Macário 
monge do Egipto (390) 
Homilias espirituais, n.º 33 
Pela oração, vigiar à espera de Deus 
Para rezar, não são precisos gestos, nem gritos, nem silêncio, nem genuflexões. A nossa oração, ao mesmo tempo sábia e fervorosa, deve ser uma espera de Deus, até que Ele venha visitar a nossa alma por todas as suas vias de acesso, por todos os seus caminhos, por todos os seus sentidos. Demos tréguas aos nossos silêncios, aos nossos gemidos, aos nossos soluços: não procuremos na oração senão o abraço apertado de Deus. Não é verdade que, no trabalho, empregamos todo o nosso corpo num mesmo esforço? Não colaboram nisso todos os nossos membros? Pois que também a nossa alma se consagre toda à oração e ao amor do Senhor; que não se deixe distrair nem bloquear com pensamentos; que toda ela seja espera de Cristo. Então, Cristo iluminá-la-á, ensinar-lhe-á a verdadeira oração, conceder-lhe-á a súplica pura e espiritual de acordo com a vontade de Deus, a adoração «em espírito e verdade» (Jo 4,24). Quem exerce um comércio não procura apenas ter lucro; também se esforça, por todos os meios, por aumentá-lo e acrescentá-lo: empreende novas viagens e renuncia às que lhe parecem não trazer proveito; só parte com a esperança de um negócio. Como ele, saibamos também conduzir a nossa alma pelos caminhos mais diversos e mais oportunos, e adquiriremos, oh ganho supremo e verdadeiro, esse Deus que nos ensina a rezar na verdade. O Senhor repousa numa alma fervorosa, faz dela o seu trono de glória, ali Se senta e ali permanece.

SÂO MAXIMILIANO MÁRTIR, NA VIA SALÁRIA ANTIGA

Não há notícias hagiográficas sobre São Maximiliano, mártir romano do século I. Sabe-se apenas que os peregrinos, desde o século VII, o veneravam no cemitério de Bassila, ao longo da Via Salaria antiga. Segundo algumas fontes, a sepultura encontrava-se dentro da pequena basílica de Santo Hermes.
No dia 12 de Março de 295 - estava-se sob o consulado de Tusco e de Anulino e era em Tebessa, antiga Tevesta, na Numídia - Maximiliano foi, como o pai, levado à presença do procônsul da África, Dion Cássio, para que servisse no exército. O jovem, que ia contragosto, já havia declarado ao pai que, como cristão, não lhe era permitido abraçar a carreira. Por que? Acreditava o Santo que o serviço militar era incompatível com a fé cristã, e assim, ia determinado a negar a sua admissão, acontecesse o que acontecesse. Dion Cássio fez tudo para dissuadir o moço Maximiliano.

SANTO ALEXANDRE, MÁRTIR DE BÉRGAMO

Entre os séculos III e IV, Alexandre pertencia ao comando da Legião de Tebas. Transferido para o Ocidente, recebeu ordens de rastrear e entregar os cristãos. Mas, visto que ele também era um convertido, não aceitou e desertou. Foi preso e martirizado em Bergamo, de onde hoje é Padroeiro.