quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Santa Valburga, Virgem, Princesa e Abadessa beneditina – 25 de fevereiro

 "Deus te ungiu com o óleo da alegria" (Salmo 54,8)  

Santa Valburga foi uma das mais populares santas da Idade Média. Ela nasceu na Inglaterra por volta de 710. Seu pai, Ricardo, rei dos saxões do oeste, possuía um castelo em Dorsetshire; sua mãe, Vinna, irmã de São Bonifácio, era piedosa e mãe extremosa. Ambos são venerados como santos pela Igreja. O casal teve três filhos: Vilibaldo, Vinibaldo e Valburga.
     Vilibaldo foi educado na Abadia de Waltham, perto de Winchester. Vinibaldo, de temperamento menos ativo e mais contemplativo, foi educado em casa. Quando tinha seis anos de idade, nasceu-lhe uma irmã que foi batizada com o nome de Valburga, equivalente no grego a Eucheria, que significa “graciosa”. Muito cedo perderam a mãe e uma amizade muito profunda ligou os dois irmãos.

SANTA VALBURGA

Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo. Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.

TARÁSIO DE CONSTANTINOPLA - Patriarca, Santo + 806

São Tarásio, natural de Constantinopla, foi um dos Patriarcas mais célebres da Igreja oriental. O pai, nobre patrício e bom cristão, teve todo empenho em proporcionar-lhe uma boa educação. O filho satisfez perfeitamente aos desejos e esperanças do progenitor, tanto que, uma vez conhecido na sociedade, era objecto da admiração de todos, por causa do seu saber e belo carácter. Abriam-se-lhe ao futuro as perspectivas mais risonhas e prometedoras. Convidado pelo imperador Constantino V e sua esposa Irene, ocupou o cargo de cônsul e mais tarde de secretário do Estado. Os atractivos do mundo, o brilho de posições elevadas não conseguiram entretanto, ofuscar-lhe a vista. A vida na corte, tão cheia de seduções e escolhos para a virtude, em nada lhe modificou os sentimentos de piedade e a sobriedade de seu carácter. A todos e em todas as emergências, dava o exemplo de cristão recto. Havia no Oriente uma seita, que combatia o culto das imagens, chamada a dos iconoclastas.

CESÁRIO DE NAZIANZO - Médico, Político e Santo ca. 331-338

Cesário de Nazianzo foi um proeminente médico e político. Ele é conhecido por ter sido o irmão mais novo de Gregório de Nazianzo e é reconhecido como santo tanto pela Igreja Ortodoxa, quanto pela Igreja Católica. O filho mais novo de Gregório, o Velho, bispo de Nazianzo, e sua esposa, Nona, Cesário nasceu na vila da família, em Arianzo, nas redondezas de Nazianzo. Ele provavelmente estudou em Cesareia Mazaca, também na Capadócia, como preparação para os estudos superiores em Alexandria, na província romana do Egipto. Lá, suas disciplinas preferidas eram a geometria, a astronomia e, principalmente, a medicina. Nesta última, superou todos os colegas. Por volta de 355 d.C., ele se mudou para a capital imperial, Constantinopla, e já tinha adquirido uma grande reputação por suas habilidades médicas quando seu irmão, Gregório, voltando de Atenas, apareceu por lá em 358. Cesário então sacrificou um posto de grandes honras e muito bem remunerado para retornar aos seus pais junto com ele. Porém, a vida na capital logo se mostrou uma atracção demasiado grande para ele e, eventualmente, ele se tornou um eminente médico na corte bizantina de Constâncio II e, para o desgosto de sua família, na de Juliano, o Apóstata que, porém, não conseguiu convertê-lo ao paganismo em sua tentativa de retornar o Império Romano às suas raízes pagãs. Nesta época, Cesário deixou novamente a corte e retornou apenas após a morte de Juliano, em 363.

SEBASTIÃO DE APARÍCIO - Pastor, Beato 1502-1600

Nasceu em Gudinha Galícia (Espanha) em 20 de janeiro de 1502. Quando criança contagiou-se por ocasião de uma epidemia. Os enfermos eram obrigados a viver apartados e sua mãe o levou a uma solitária choupana. Ali uma loba o mordeu e com a hemorragia curou-se a enfermidade. Desde então teve um especial amor e influência com os animais. Lhe agradava a vida do campo por sua paz e contacto íntimo com Deus. Ainda que não tivesse ido à escola, nem aprendido a ler ou escrever, desenvolveu muitas habilidades úteis: construção de edifícios e fabricação de carros, cultivo, toda classe de trabalho rural, etc. Pastoreou as ovelhas de seu pai até a idade de 20 anos, quando se foi como mordomo em uma fazenda situada em Salamanca que pertencia a uma jovem viúva, formosa e rica. Ela enamorou-se dele. Para não cair na tentação, Sebastião deixou o lugar e foi á Zafra, para trabalhar em outra fazenda ao serviço de Pedro de Figueroa, parente do duque de Feria. Porém ali, uma das filhas do dono também começou a rondar-lhe.

LUÍS VARIARA - Sacerdote salesiano, Beato (1875-1923)

Luís Variara nasceu no dia 15-01-1875 em Viarigi (Ásti). Em 1856 Dom Bosco estivera ali, pregando uma missão. E foi a Dom Bosco que o pai confiou o filho, levando-o a Valdocco no dia 01-10-1887. O Santo morreu quatro meses depois. Mas o contacto que teve com ele foi suficiente para marcar Luís para toda a vida. Pediu que o admitissem como salesiano e entrou no noviciado no dia 17 de agosto de 1891. Variara estudou Filosofia em Valsalice, onde conheceu Padre André Beltrami. Em 1894 esteve ali o Padre Unia, o célebre missionário que há pouco havia começado a trabalhar na Colômbia, entre os leprosos de Agua de Dios. O mesmo Padre Variara contava: “Qual não foi o meu espanto e a minha alegria quando, no meio de 188 colegas meus que tinham a mesma aspiração, o Padre Unia fixou os olhos em mim e disse: Este é meu”. O jovem Variara chegou a Agua de Dios no dia 06 de agosto de 1894. O lazareto contava 2000 habitantes, dos quais 800 eram leprosos. Mergulhou totalmente na sua missão.

CALISTO CARAVARIO - Sacerdote salesiano, Mártir, Santo 1903-1930

Calisto Caravario nasceu em Cuorgnè, na província de Turim, Itália, no dia 18 de Junho de 1903. Desde pequeno, pelo seu carácter manso e reflexivo, todos o consideravam um menino bom. Por natureza, era levado à oração. Amava ternamente sua mãe, como testemunham as numerosas cartas que se escreviam. Aos 5 anos, transferiu-se com a família para Turim, perto do oratório de Porta Nuova. Na escola salesiana era um dos primeiros da classe. Todos os dias fazia questão de ajudar na Missa. Aconselhado pelo director do oratório, Pe. Sante Garelli, entrou para o noviciado e se tornou salesiano. Em 1922, D. Luís Versiglia estava em Turim e falou aos clérigos sobre as missões. Calisto lhe disse: “Excelência, um dia eu estarei junto com o senhor na China”. O Pe. Garelli foi para a China. Calisto tanto insistiu que, depois de pouco tempo, conseguiu partir também.

MARIA LUÍSA DE ANGELIS - Religiosa, Beata (1880-1962)

A Irmã Maria Luísa De Angelis nasceu no dia 24 de Outubro de 1880 na Itália, em São Gregório, uma pequena cidade do Abruzzo, não muito longe da bonita cidade de L'Áquila. Com a sua chegada, a primeira dos oito irmãos, depois de haver cumulado seus pais de alegria, foi baptizada na mesma tarde do seu nascimento, com o nome de Antonina. Com o passar dos anos, o contacto com a natureza e a dura vida do campo, a menina crescia límpida e simples, trabalhadeira e rica de sensibilidade, transformando-se ao mesmo tempo numa jovem forte e delicada, activa e reservada como todas as pessoas daquela esplêndida terra. No dia 7 de Dezembro do mesmo ano do nascimento de Antonina, faleceu em Savona uma Irmã, que escolheu de dar a vida em plenitude no seguimento de Cristo, que disse: «Sede misericordiosos, como é misericordioso o vosso Pai... Tudo aquilo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes...».

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 25 DE FEVEREIRO

PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO
REDENTORISTA
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 – Quinta-feira – Santos: Cesário de Nazianzo, Hereno, Vítor
Evangelho (Mt 7,7-12) Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta!”
Jesus falava da oração confiante e que não desanima. A partir dessa certeza que podemos ter em Deus, vamos também pensar que não devemos desanimar em nossos projetos para nossa vida e para a ajuda ao próximo. Nem tudo acontece na primeira tentativa, ou exatamente como planejado. Mas, se continuamos tentando fazer o que nos parece ser a vontade divina, o Senhor não nos faltará.
Oração
Senhor meu Deus, é bom saber que me amais e cuidais de mim. E tudo fazeis para meu bem; e só eu posso atrapalhar o que planejais para mim. Peço perdão, pois tantas vezes não confiei em vós, e desanimei e deixei de fazer o bem que estava imaginando. Aumentai minha confiança e minha coragem. Indicai-me os caminhos a seguir, dai-me prudência para tomar as decisões mais certas. Amém.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

141. REPARTIR É VANTAGEM

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um agricultor tirava sempre o primeiro lugar no concurso da “melhor colheita do ano”. 
Um dia lhe perguntaram: 
- Que truque você emprega para tirar sempre o primeiro lugar?
- É porque reparto as sementes de milho com meus vizinhos. 
- Por que não guarda tudo para você competir sozinho? 
- Vejam bem. O vento leva o pólen do milho maduro de uma plantação para outra. Se meus vizinhos cultivarem uma semente de qualidade inferior, a polinização cruzada enfraqueceria ano por ano a qualidade do meu milho. No fundo há sempre algum interesse da minha parte. Mas é a única maneira de todos se beneficiarem.. 
Lição para a vida: Se eu quero ser feliz, devo ajudar os outros a serem felizes. Assim todos saímos ganhando.

REFLETINDO A PALAVRA - “Recebei o Espírito Santo”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
53 ANOS CONSAGRADO
45 ANOS SACERDOTE
Formas do Espírito Santo.
 
Nós não temos uma imagem de Deus Pai. É costume apresentá-lo como um velho de barbas brancas para indicar sua eternidade. Do Filho temos tantas indicações e nomes: Cordeiro, Crucificado, Juiz Eterno, Bom Pastor, a Hóstia Santa etc... Do Espírito temos a pomba, sinal da paz (Arca de Noé). A mesma forma de pomba aparece no Batismo de Jesus. (Seria bom tomar cuidado ao fazer imagens da Pombinha Santa. Em um lugar fizeram uma tão grande que parecia um ganso). Temos a representação do Espírito como vento. Lembramos aí o sopro de Deus criando o homem. Temos também a representação das chamas (línguas de fogo) que aparecem em Pentecostes vindo sobre os apóstolos e os discípulos reunidos com Maria. É o fogo que aquece, queima, purifica, ilumina. São mergulhados, batizados diretamente pelo Espírito que lhe infunde a vida divina e os faz continuadores de Cristo. Tudo o que Jesus lhes oferecera com sua vida, morte, ressurreição e seus ensinamentos lhes são infundidos. 
Muitas línguas, uma só linguagem. 
O Espírito, vindo como vento forte e línguas de fogo, abriu os corações, abriu as portas, abiu as mentes dos apóstolos para que compreendessem o evangelho superassem o medo e anunciassem Jesus morto e ressuscitado. Gente de todo mundo entende em sua língua a nova linguagem. Ouve as maravilhas de Deus, isto é, a redenção de Jesus. O Evangelho é para todos e por todos compreensível. A imensidade da Igreja, falando a mesma linguagem em línguas diferentes, é a bela realização dos sonhos de Jesus: “Tenho outras ovelhas...elas ouvirão minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor”(Jo 10,16). 
Diversos dons e o mesmo Espírito. 
O Corpo de Cristo tem muitos membros e todos formam um só corpo. Todos somos parte uns dos outros, mas pelo Espírito, formamos com Cristo um único corpo.Cada membro tem seu dom, missão, modo de ser e seu lugar no mundo. Mas é um só corpo, um mesmo Espírito, um mesmo Senhor. Todos são importantes e necessários. A chama do Espírito faz a união desta diversidade. Como no corpo humano, assim somos no corpo de Cristo. Cada um use seu dom pessoal, descubra seu lugar no corpo de Cristo a cumpra a missão que lhe convém. 
Missão de Reconciliação. 
Jesus dá o espírito Santo aos seus. “Novamente Jesus disse: ‘A paz esteja convosco. Como Pai me enviou, também vos envio’. E, depois soprando sobre eles disse: “recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados serão perdoados” (Jo 20,21-23). O envio e a missão nascem de Jesus e se realizam pelo Espírito. Esta obra é o perdão, que não significa só confissão, mas reconciliação universal. Nossa missão é de Paz! Que todos sejam uma só família e união em torno de Jesus. Estamos unidos a Ele para participar de sua vida e missão de levar a todos a copiosa redenção, a vida plena, o paraíso, o céu. Veja você também de continuar a reconciliação porque assim garante que está unido a Jesus. 
Leituras:
Atos 2,1-11; 1 Coríntios 12,3b-7.12-13; 
João 20,19-23
Homilia de Pentecostes (8.6)
EM JUNHO DE 2003

EVANGELHO DO DIA 24 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 11,29-32. 
Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, assim o será também o Filho do homem para esta geração. No juízo final, a rainha do sul levantar-se-á com os homens desta geração e há de condená-los, porque veio dos confins da Terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão. No juízo final, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Ireneu de Lyon (130-208) 
Bispo, teólogo, mártir 
Contra as heresias, III, 20, 1 
O sinal de Jonas 
Deus deu provas de paciência perante a fraqueza do homem, porque conhecia antecipadamente a vitória que lhe daria pelo seu Verbo; de facto, quando o poder se revelou na fraqueza (2Cor 12,9), o Verbo deu a conhecer a bondade de Deus e o seu poder magnífico. Com efeito, aconteceu ao homem o mesmo que ao profeta Jonas. Deus não permitiu que este fosse engolido por um monstro marinho para o fazer desaparecer e perecer por completo, mas para que, depois de ter sido rejeitado pelo monstro, ele se mostrasse mais submisso a Deus e glorificasse mais Aquele que o tinha salvado de forma inesperada; e também para conduzir os ninivitas a um firme arrependimento e à conversão Àquele que os livraria da morte, impressionados que ficaram com o sinal que se tinha realizado em Jonas. Da mesma maneira, no princípio, Deus não permitiu que o homem fosse engolido pelo grande monstro, autor da desobediência, para o fazer desaparecer e perecer por completo, mas porque tinha antecipadamente preparado a salvação realizada pelo seu Verbo, por meio do «sinal de Jonas». Salvação que foi preparada para aqueles que tiverem por Deus os mesmos sentimentos que Jonas e que, como ele, confessarem: «Adoro o Senhor, Deus do Céu, que fez os mares e a Terra» (Jon 1,9). Deus quis que o homem, dele recebendo inesperadamente a salvação, ressuscitasse de entre os mortos e glorificasse a Deus, dizendo com Jonas: «Na minha aflição, invoquei o Senhor e Ele ouviu-me. Clamei a Vós do meio da morada dos mortos e ouvistes a minha voz» (Jon 2, 3). Deus quis que o homem continuasse fielmente a glorificá-lo, e a dar-Lhe graças sem cessar pela salvação que dele recebeu.

São Sérgio MÁRTIR, +304

São Sérgio foi martirizado na Cesaréia da Capadócia, no tempo do Imperador Diocleciano. A história do seu martírio é cercada de demonstrações de fé e coragem. Os cristãos tinham sido convidados pelo governador da Armênia e da Capadócia para uma festa em homenagem a Júpiter e, ao entrarem no salão, foram todos presos e obrigados a adorar o ídolo do Império. São Sérgio reprovou veementemente esse culto e proclamou que somente o Deus vivo, Jesus Cristo, era verdadeiramente digno de louvor. Foi conduzido ao governador, que ordenou imediatamente a sua decapitação. O seu corpo foi recolhido pelos cristãos e enterrado por uma senhora em sua própria casa.

SANTOS EVÉCIO E PEDRO, MÁRTIRES

Cristão ilustre da Nicomédia, rasgou publicamente o edito de Diocleciano, que determinava destruir as igrejas e os livros cristãos. 
Preso e torturado, Evécio foi queimado vivo, em 303, junto com milhares de mártires cristãos, entre os quais se encontrava também Pedro, membro do palácio imperial.

A Devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

A Igreja celebra uma devoção tão querida do povo católico em todo o mundo, juntamente com a devoção do sagrado Escapulário. 
É muito antiga e conhecida a ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja. 
Suas raízes vêem do profeta Elias que viveu no monte Carmelo na Terra Santa. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual.” Diz o “Livro das instituições” dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (cf. 1Rs 18,20-45) os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus.

Primeira e segunda invenção(encontros) da cabeça de São João Batista , 24 de Fevereiro

O primeiro lugar onde foi encontrada a cabeça de São João Batista foi próximo ao Palácio de Herodes, onde Herotíades viu sobre uma bandeja a cabeça do homem que anunciava a verdade e denunciava as imoralidades. Reza a tradição que, posteriormente, pediu que a cabeça fosse enterrada próximo ao palácio. Naquele lugar ficou enterrada a sagrada cabeça de São João Batista até o século IV, quando dois monges que iam visitar o Santo Sepulcro, em Jerusalém, avisados em sonho pelo Precursor, a encontraram. Os monges levaram a cabeça do Precursor consigo para Síria. Depois da morte destes monges, a cabeça foi guardada por vários fiéis até que seu paradeiro foi perdido, sendo reencontrada pelo imperador Valentino. Pode-se atestar assim que o Senhor não deixa que se percam, não só as almas dos homens santos que anunciaram o Evangelho, mas também seus ossos. Por serem suas almas santificadas, seus corpos também tornam-se santos, pois são recipientes da alma.

SERGIO DE CESAREIA - Mártir, Santo século IV

Sérgio, mártir da Cesareia, na Capadócia, por muito pouco não se manteve totalmente ignorado na história do cristianismo. Nada foi escrito sobre ele nos registros gregos e bizantinos da Igreja dos primeiros tempos. Entretanto, ele passou a ter popularidade no Ocidente, graças a uma página latina, datada da época do imperador romano Diocleciano, onde se descreve todo seu martírio e o lugar onde foi sepultado. O texto diz que no ano 304, vigorava a mais violenta perseguição já decretada contra os cristãos, ordenada pelo imperador Diocleciano. Todos os governadores dos domínios romanos, sob pena do confisco dos bens da família e de morte, tinham de executá-la. Entretanto alguns, já simpatizantes dos cristãos, tentavam em algum momento amenizar as investidas. Não era assim que agia Sapricio, um homem bajulador, oportunista e cruel que administrava a Arménia e a Capadócia, actual Turquia.

TOMÁS MARIA FUSCO - Sacerdote, Fundador, Beato 1831-1891

Tomás Maria Fusco nasceu em Pagani, uma pequena cidade italiana do Vale do Sarno, no dia 1 de Dezembro de 1831. Seus pais, íntegros na conduta moral e religiosa, formaram uma família de oito filhos educados na piedade cristã. Aos oito anos ficou órfão, encontrando o amparo do tio e do irmão, ambos sacerdotes, que cuidaram de sua formação e educação, direccionadas para a vida religiosa, conforme seu próprio desejo. Em 1847, entrou no seminário diocesano de Nocera, situado naquele mesmo Vale, onde completou os estudos teológicos e foi ordenado sacerdote. Desde o início do seu ministério abriu espaços e se dedicou à formação e aos cuidados das crianças, para as quais abriu em sua casa uma escola matinal. Com elas, padre Tomás Maria costumava passar em santa alegria os dias de festa. Na igreja da paróquia, restabeleceu a capela nocturna para os jovens e adultos, a fim de promover sua formação humana e cristã. Foi admitido na congregação dos missionários de São Vicente de Paulo, em 1857, tendo percorrido um longo itinerário missionário, especialmente nas regiões da Itália meridional.

JOSEFA NAVAL GIRBÉS Leiga, Beata 1820-1893

Nascimento
 
Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesí na Ribera del Júcar a 32 km de Valência, Espanha, em 11 de dezembro de 1820. Seus pais Francisco Naval e Maria Josefa Girbés teveram cinco filhos dos quais Josefa foi a primeira. Ela foi baptizada na freguesia de São Tiago Apóstolo, no mesmo dia que em que nasceu e recebeu com nome o de Maria Josefa, mas era chamada pela maior parte das pessoas Pepa, ou Senhora Pepa. Em 10 de novembro de 1828 foi confirmada e, em seguida, recebeu a Primeira Comunhão. 
Educação 
Ela frequentou a escola da Educação, promovido pelo Capítulo Catedral. Desde a adolescência se consagrou ao Senhor, com um voto perpétuo de castidade. Enveredou no caminho da oração e da perfeição evangélica numa vida de simplicidade e caridade. Em seu compromisso de vida, dedicou-se generosamente às obras do ministério na comunidade paroquial. O decreto para a sua canonização, diz: “... a Serva de Deus teve a sua paróquia como Mãe na fé e na graça e, como tal, ela amou e serviu com humildade e espírito de sacrifício. Por isso mesmo, mostrava sincera veneração pelo seu pároco e confiou-lhe a sua direcção espiritual; preocupava-se com a preparação, conservação e limpeza dos paramentos e ornamentos dos altares; todos os dias ele ia à igreja paroquial para participar ao Sacrifício Eucarístico mas distinguiu-se principalmente pelo seu apostolado inteligente e fecundo, que sempre desenvolveu de acordo com seus pastores, aos quais professava absoluto respeito e obediência...” 

ASCENSÃO NICOL GOÑI - Religiosa, fundadora, beata 1868-1940

Florentina Nicol Goñi nasce em 1868 numa família de comerciantes em Tafalla, cidade da província de Navarra na Espanha. Recebe uma boa educação cristã que prossegue a partir de 14 anos em Huesca, no Internato "Santa Rosa de Lima" dirigida pelas monjas dominicanas. Durante muito tempo pensa sobre a sua vocação e, no fim dos seus estudos, toma a decisão de fazer-se religiosa. Decide permanecer primeiro um ano em casa para clarificar a sua chamada. O 22 de Outubro de 1885, aos 17 anos de idade, entra no noviciado das Dominicanas de Huesca, faz profissão no ano seguinte e toma o nome de Ascensão do Coração de Jesus. Devoções ao Sagrado Coração e à Virgem do Rosário serão o seu apoio na sua vida de sacrifício e de apostolado. Torna-se professor no colégio onde foi aluna. Será o seu primeiro campo de apostolado durante 28 anos. As testemunhos guardarão dela a recordação de uma excelente educadora, ao mesmo tempo suave e forte, compreensivo e exigente. A partir de esta época, com outras irmãs, deseja ocupar-se dos mais pobres, mesmo nos países remotos dos quais recebem notícias pelas revistas missionárias.