domingo, 29 de março de 2020

Santa Gladys

Gwladys (ou Sta. Gwladys ferch Brychan) (em latim: Claudia) era a esposa rainha de San Gwynllyw Milwr e um dos famosos filhas sagrados do rei Brychan [3] de Brycheiniog. Ele também era a mãe de um dos santos mais venerados galeses, St. cadog Ddoeth "o sábio". História tradicional As vidas medieval St Cadoc (1100) escrito por Lifris e St. Gwynllyw (cerca de 1120) relatou detalhes deste lendário santo, embora tais detalhes muitas vezes são discrepantes. Ele também está entre os governantes do País de Gales. Meio irlandês, são as crianças -entre de Brychan- aquele em que temos mais informações. Sua beleza lhe valeu a admiração de reis Gwynllyw de Gwynllwg em South Wales. Segunda Vida de São Cadoc (1100), quando seu pai não permitiu que o seu casamento, Gwynllyw acompanhado de 300 homens sequestrou a partir de Talgarth. Ela começou uma batalha feroz que parou apenas para a intervenção do Rei Arthur , Sir Kay e Bedivere que apoiaram a facção Gwynllyw na batalha. Isso aconteceu apenas depois de Kay Arthur foi capaz de convencer a si mesmo para não seqüestrar a adorável Gladys. Esta história de sequestro tem elementos comuns com a lenda conhecida como Culhwch ac Olwen e outras histórias do rei Artur, atestando assim para o universo cultural pertencente bardo.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

Nossa Senhora das Dores

Celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da Crucificação de Jesus
“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”
Eis como a Bem-aventurada Virgem revelou a Santa Brígida o estado lastimoso do seu Filho moribundo, conforme ela o presenciou:
     “Estava meu Amado Jesus na cruz, todo aflito e agonizante; os olhos estavam encovados e meio fechados e amortecidos; os lábios pendentes e a boca aberta; as faces descarnadas, pegadas aos dentes e alongadas; afilado o nariz, triste o rosto; a cabeça pendia-lhe sobre o peito; os cabelos estavam negros de sangue, o ventre unido aos rins; os braços e as pernas inteiriçadas e todo o resto do corpo coalhado de chagas e de sangue”.
     Ó pobre de meu Jesus! Ó martírio cruel para o coração de uma mãe!
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MARÇO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
flcastro22@gmail.com
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – 5º Domingo da Quaresma – Santos: Jonas, Eustácio, Secundo
Evangelho (Jo 11,1-45)“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais.”
Jesus devolveu a vida terrena a seu amigo Lázaro, à menina filha de Jairo, ao filho da viúva de Naim. Mas, não foi para nos livrar das doenças ou da morte que o Filho de Deus veio viver a nossa vida. Aliás, ele mesmo passou pelas nossas fraquezas e experimentou o peso da morte, porque esse é o nosso jeito humano de ser. Ressuscitou mortos, curou doentes, multiplicou pães e peixes para chamar nossa atenção, para ajudar-nos a compreender que ele pessoalmente é nossa vida, nossa força, nosso alimento e nossa esperança. Se aceitarmos que ele nos una a si, se aceitarmos depender totalmente dele, ele nos dará a vida, a felicidade e a paz. Vida, felicidade e paz que nem a morte, nem os sofrimentos e dificuldades nos poderão roubar.
Oração
Senhor Jesus, quero dar-vos a mesma resposta que Marta: Senhor, creio! creio que sois meu salvador, minha vida e minha única esperança. Eu não vos peço que me livreis das limitações da vida humana; aceito a morte quando e como for de vossa vontade. Peço apenas que me ajudeis a viver como vivestes e me ensinastes a viver. O que espero é que minha morte possa ser um ato de amor e de entrega confiante. Enquanto isso, Senhor, dai-me a alegria de viver, o entusiasmo que me ajude a fazer a vida mais leve e mais feliz para os outros. Dai-me otimismo e bom-humor, coragem e esperança, para que acreditem em mim quando anuncio que nos trouxestes a salvação da felicidade agora e para sempre. Amém.

sábado, 28 de março de 2020

A NOVA SECRETÁRIA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O gerente de uma firma precisou contratar uma secretária. Compareceram três candidatas. Como escolher? Sujeitou-as a um teste de capacidade. Uma das perguntas foi esta: Multiplique 7 por 9. A primeira achou que talvez fosse 64. A segunda garantiu que era 63. A terceira achou que era 62. Foi esta a escolhida. As duas reclamaram, pois ela errou tudo! 
-Senhor gerente, ela errou a conta. Por que foi escolhida? 
- “Porque tinha olhos azuis”, explicou o gerente. 
Lição: Fora de brincadeira, infelizmente a beleza externa pesa mais que a beleza interna. Mas Deus pensa diferente: “O homem olha para o exterior, mas Deus olha para o interior”. 
O ACLIVE NA ESTRADA ...quando avistado de longe, parece muito abrupto para o caminhante. Mas vai ficando mais plano à medida que se aproxima dele. 
Lição: Assim acontece com as dificuldades da vida. À primeira vista, parecem “um bicho de sete cabeças” i.é, quase insoluveis. Mas quando analisadas calmamente, tornam-se mais fáceis de ser superadas.

REFLETINDO A PALAVRA - “Na força da Palavra”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
52 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
Abriu o livro na Assembléia 
Iniciamos o Tempo Comum. Iniciamos esse tempo litúrgico com o magnífico discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré apresentando seu programa de ação e de vida. Ele, sempre movido pelo Espírito Santo, como nos narra Lucas, está presente na oração da Sinagoga. É a assembléia do povo. Vemos pela Escritura como Deus privilegia o povo reunido. A Palavra de Deus tem seu habitat, seu lugar de se manifestar com plenitude, na assembléia da comunidade. Como lemos na carta de Paulo aos Coríntios “Vós todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo” (1Cor 12,20). Abrir o livro é o gesto sagrado da comunicação de Deus pela Palavra. Assim temos diversos momentos marcantes das assembléias do povo como no Sinai (Ex 24,1-8), na renovação da aliança com Josué 24,1-33, com Josias 2,23, com Neemias 8,2-10 e agora, na sinagoga de Nazaré (Lc 1.14-21). O povo em assembléia ouve a Palavra de Deus e se compromete. Em Nazaré Jesus apresenta o código da nova aliança. Esses textos nos ensinam a importância da assembléia que ouve e se compromete. Toda celebração liturgia é uma assembléia. A abertura do livro, como iremos ver no Apocalipse no capítulo V, é um momento solene da celebração. A Palavra de Deus volta a seu lugar onde foi vivida e escrita, isto é, na comunidade onde ela foi vivida e escrita. Ali ela se torna viva e eficaz (Hb 4,12). Somos um único corpo de Cristo no qual estamos unidos pelo mesmo Espírito. 
Palavra que dá vida 
A Palavra de Deus orienta o modo de viver. No projeto de vida que Jesus se faz naquele momento tão solene, não é um momento “espiritualizado”, mas espiritual, isto é, cheio da ação do Espírito (Lc 1,4,14). Sua ação evangelizadora não se reduz a discursos, mas a gestos concretos: “Anunciar a boa nova aos pobres, proclamar a libertação dos cativos, aos cegos a recuperação da vista e para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,18,19). Coloca a mão na ferida de todo homem. Vemos que são, em outras palavras, os termos do grande julgamento (Mt 25,31-46). O Rei julgará não boas idéias, mas os gestos concretos. É o que podemos ver no correr da vida de Jesus, como diz Pedro: “Ele andou fazendo o bem e curando os oprimidos do demônio” (At 10,38). A comunidade deve sentir o resultado da presença do Espírito em cada pessoa. Notamos que há uma falta de consciência sobre essa exigência do Espírito em nós. A fé de tantos de nós acaba por ser algo a ser aceito sem ligação com a vida. Não me comprometa é sua profissão de fé. 
Hoje de Deus
Jesus, ao terminar a proclamação de sua missão, diz: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (Lc 4,21). O hoje de Deus se realiza em Jesus que realiza Sua palavra. Com Jesus se torna realidade a profecia de Isaias (61,1-2). Jesus é o prometido e implanta no mundo esse modo de vida que é o d’Ele próprio. Não basta dizer que tem fé em Jesus se não segue seu caminho. A fé sem obras é morta por si mesma (Tg 2,17). Cada vez que realizamos as obras da fé, tornamos presente o hoje de Deus. Como a reflexão de hoje se inicia com a assembléia, tomamos consciência que nossas celebrações são as convocações de Deus para ouvir a Palavra e levá-la à prática. As pessoas não dão valor à comunidade e abandonam por comodismo. A carta aos Hebreus alerta sobre isso: “Não abandonemos a nossa assembléia (comunidade) como é costume de alguns” (Hb 10,25). 
Pegando pela raiz 
Em poucas palavras, um grande discurso. Jesus parece que tinha pouco espaço no Céu, pois tudo é bem sintetizado, com poucas palavras, poucos gestos e tudo se esclarecia. Como a gente pode aprender. No muito falar, pouco se tem a dizer. É bonito o povo reunido. A oração feita em comum tem mais força espiritual, pois ajunta todos na mesma direção. Tanto é que vemos que os grandes momentos foram realizados nas grandes assembleias. Não há individualismo em Deus. Mais ainda, o que Jesus oferece não é a chave do céu, mas a estrada para chegar com garantia. Há muitas rezas fortes, mas forte é o Espírito que ora em nós, como orava em Jesus e como lhe mandava para a frente em sua missão.

EVANGELHO DO DIA 28 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 7,40-53. 
Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?» Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus. Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém Lhe deitou as mãos. Então os guardas do templo foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus e estes perguntaram-lhes: «Porque não O trouxestes?». Os guardas responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem». Os fariseus replicaram: «Também vos deixastes seduzir? Porventura acreditou nele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita». Disse-lhes Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus e era um deles: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?» Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição dogmática sobre a Igreja 
«Lumen Gentium», § 9 
Pela sua Cruz, Cristo reúne 
os homens divididos e dispersos 
Esta nova aliança instituiu-a Cristo no novo testamento do seu sangue (cf 1Cor 11,25), chamando o seu povo de entre os judeus e os gentios, para formar um todo, não segundo a carne, mas no Espírito, a fim de o tornar Povo de Deus , «raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo conquistado , que outrora não era povo, mas agora é povo de Deus» (1Ped 2,9-10). Por isso é que este povo messiânico, ainda que não abranja de facto todos os homens, e não poucas vezes apareça como um pequeno rebanho, é contudo, para todo o género humano, o mais firme germe de unidade, de esperança e de salvação. Estabelecido por Cristo como comunhão de vida, de caridade e de verdade, é também por Ele assumido como instrumento de redenção universal e enviado a toda a parte como luz do mundo e sal da Terra (Mt 5,13-16). Aos que se voltam com fé para Cristo, autor de salvação e princípio de unidade e de paz, Deus chamou-os e constituiu-os em Igreja, a fim de que ela seja para todos e cada um sacramento visível desta unidade salutar. Destinada a estender-se a todas as regiões, a Igreja entra na história dos homens, ao mesmo tempo que transcende os tempos e as fronteiras dos povos. Caminhando por meio de tentações e tribulações, a Igreja é confortada pela força da graça de Deus que lhe foi prometida pelo Senhor, para que não se afaste da perfeita fidelidade por causa da fraqueza da carne mas permaneça digna esposa do seu Senhor e, sob a ação do Espírito Santo, não cesse de se renovar, até, pela cruz, chegar à luz que não conhece ocaso.

28 DE MARÇO – A PALAVRA O CONVERTEU

São Guntrano (Gontrão) teve muitos descaminhos, muitas opções erradas, muitas mulheres e muitos filhos. Como todo ser humano, buscou a felicidade mas em lugares errados. Era social, político e de grande influência, mas com o coração inquieto e desejoso de algo maior. Deu toda sua herança para um sobrinho e se decidiu a viver uma radicalidade cristã, ou seja, viver o chamado à santidade. Passou a ouvir a Palavra de Deus e acolher os conselhos dos bispos. Governou na justiça, a partir dos bons conselhos recebidos. Viveu a renúncia de si mesmo para abraçar a cruz. Faleceu com 68 anos, depois de consumir-se no amor a Deus e aos irmãos. São Guntrano, rogai por nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR

Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065

Era filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1096 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que se houvera consagrado a Deus no íntimo de seu coração não conseguiu alterar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu ao cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção e nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e, logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria suceder-lhe no trono real, também faleceu. Mais tarde também ele foi canonizado pela sua santidade.

São Sisto III, papa, +440

Papa Sisto III foi eleito em 31 de Julho de 432. Morreu a 18 de Agosto de 440. Mostrou-se conciliador em relação aos nestorianos e velou pela conservação dos direitos da Santa Sé sobre a Ilíria - contra o Imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla. Restaurou as Basílicas de Santa Maria Maior e de S. Lourenço-fora-de-Muros. Foi autor de várias epístolas.

São Gontrão, rei e confessor, +514

Era filho do Rei Clotaire e de Santa Clotilde. Foi coroado rei de Orleans e Burgonha em 561, enquanto seus irmãos Charibert reinavam em Paris e Sigebert em Metz. Em geral a sua vida foi a de um pacificador. Ele protegeu os seus sobrinhos contra as maldades das rainhas Brunehault e Fredegunde. Mas ele tinha períodos de intemperança. Divorciou-se de sua esposa Maercatrude e ordenou a execução do seu medico. Teve depois enorme remorso e lamentou esses pecados pelo resto da sua vida, por si próprio e pela sua nação. Jejuava, orava, chorava e oferecia-se ao Deus a quem tinha ofendido. O seu reinado foi próspero e ele deu exemplos de como as máximas do Evangelho podiam ser usados efetivamente na política. Foi o protetor dos oprimidos, ajudou os doentes, e cuidou dos parentes de seus súditos. Abriu a sua fortuna e a da coroa especialmente nos períodos da fome, seca e das pragas. Fez aplicar as leis de maneira justa e estrita, independente da pessoa, mas estava pronto a perdoar ofensas contra ele, incluído duas tentativas de assassinato.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

MILAGRE EUCARÍSTICO DE FERRARA, ITALIA - 28 de março


Este milagre Eucarístico aconteceu no dia de Páscoa (28 março 1171), na Basílica de Santa Maria, em Vado, Ferrara. O Padre Pietro da Verona, prior da Basílica, celebrava a Santa Missa da Ressurreição. No momento de distribuir o pão consagrado, quando partiu a Hóstia, viu jorrar desta uma grande quantidade de sangue que foi atingir a pequena abóbada acima do altar. A abóbada manchada de sangue foi encerrada, em seguida, num templo construído em 1595, e é ainda hoje, visível na monumental Basílica de S. Maria inVado.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MARÇO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
flcastro22@gmail.com
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – SábadoSantos: Gontrão, Malco, Castor
Evangelho (Jo 7,40-53) “Porventura o Messias virá da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém?”
Para não aceitar Jesus como o Messias esperado, alguns diziam que ele era originário da Galileia, e não de Belém, cidade de Davi. Eu também muitas vezes me baseio em preconceitos ou falsas informações. Isso ao formar opinião sobre o próximo, ou ao tomar decisões. Assim meu relacionamento com os outros fica comprometido, e minhas decisões também deixam de ser as mais sensatas.
Oração
Senhor meu Deus, não posso ter todas as informações, e não posso conhecer o que está no coração das pessoas; nem sempre é fácil saber o que esperais de mim. Dai-me, então, a prudência necessária nos julgamentos  e decisões. E fazei que eu saiba me orientar mais pelo amor e pela confiança na boa vontade de meus irmãos. Se eu errar, seja antes por confiar do que por duvidar deles. Amém.

sexta-feira, 27 de março de 2020

AS PEDRAS DO RIBEIRÃO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Assentado à margem do ribeirão de águas limpas, meu olhar se deteve nas pedras que forravam o fundo. Por cima delas rolou muita água durante milhares de séculos. Mas não se deixaram amolecer. São sempre duras e rijas por fora e por dentro.
Lição: E o nosso coração? Quantas vezes foi lavado pela Palavra de Deus: nos muitos encontros e jornadas de espiritualidade! Mas continuou duro e impenetrável como as pedras do ribeirão. Quando vai acontecer a profecia: “Tirarei o vosso coração de pedra e no lugar colocarei um coração de carne” (Ez 36,26).

REFLETINDO A PALAVRA - “O culto que agrada a Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
52 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
2148. Oração e misericórdia 
Nosso querido Papa Francisco, refletindo sobre a santidade, faz a bela síntese da vida dedicada a Deus e dedicada aos irmãos. Tudo isso não em dois tempos, mas como uma única realidade. Há os que querem santidade, mas não fazem da caridade o programa de vida. Necessitamos de todos os aspectos da vida cristã, mas não podemos nos esquecer que a avaliação de nossa vida será sobre o que fizermos aos outros (GE 104). “A oração é preciosa porque se alimenta de uma doação diária de amor. O nosso culto agrada a Deus quando levamos lá os propósitos de viver com generosidade e quando deixamos que o dom lá recebido se manifeste na dedicação aos irmãos” (GE 104). A oração que vai a Deus se transforma em misericórdia. Quanto mais nos unirmos a Deus, mais formamos em nós os sentimentos de Jesus. Por isso é que a caridade é o suporte da oração. “Pela mesma razão, o melhor modo para discernir se o nosso caminho de oração é autêntico será ver em que medida a nossa vida se vai transformando na luz da misericórdia (GE 105). Não há santo que tenha crescido na fé, no amor e na oração, sem a caridade para com os necessitados. Santo Tomás pergunta quais são nossas maiores ações exteriores para manifestar nosso amor para com Deus. Responde que, mais do que os atos de culto, são as obras de misericórdia para com o próximo. Estas são o sacrifício que Lhe agrada (Summa Theologiae, II-II, q. 30, a. 4). O amor vai além do sentimento e passa à vida (GE 105). 
2149. Em lugar Dele 
“Para ter uma vida de santidade, é chamado a obstinar-se, gastar-se e cansar-se procurando viver as obras de misericórdia” (GE 107). Assim fez Jesus e agora Se serve de nós “para seremos seu amor e a sua compaixão no mundo, apesar de nossos pecados e defeitos. Ele depende de nós para amar o mundo e demonstrar-lhe o muito que o ama” (Id). Podemos compreender esse aspecto da continuada encarnação de Jesus no mundo. Como se Ele assumisse nossa natureza para continuar a missão que o Pai Lhe confiou de comunicar para a redenção. O Papa Francisco continua ensinando que o egoísmo de nos ocuparmos só na busca do prazer, centrados em nós mesmos, procurando só gozar a vida, não nos permitirá ter tempo para os outros (GE 107). Vemos bem como estamos centrados no consumismo, na busca do prazer e na procura do divertimento. Com isso não sobrará tempo para dar a mão a quem está mal. Somos vítimas de uma sociedade que quer vender e nos engana terrivelmente tirando-nos o direito à simplicidade, à moderação. Todo mundo quer vender. Há uma espiral de violência contra a liberdade pessoal de se construir. Somos feitos à imagem da mídia. Não podemos fazer diferente. O Evangelho seja nossa opção.
2150.Força do testemunho 
Os santos são aqueles que vivem as bem-aventuranças e a regra do comportamento ditada pelo Juízo Final. Não devemos ter medo de uma surpresa que caia sobre nós. O que pode acontecer conosco e chegarmos à constatação que foi a vida que escolhemos longe do Evangelho da misericórdia. Deus não condena ninguém. Cada um escolhe seu caminho. Tudo o que Jesus diz sobre os que serão salvos ou condenados, são coisas do dia a dia. Os bons cristãos são os que vivem essa verdade do amor ao próximo nas mais diversas situações. Tudo é muito simples e prático. Gostamos de uma religião que não nos leve a tomar atitudes de misericórdia. Não dispensamos a oração, a devoção e a emoção. Mas, ficar só nisso não corresponde à santidade proposta pelo testemunho de Jesus e seguida por todos os cristãos dignos desse nome.

EVANGELHO DO DIA 27 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 7,1-2.10.25-30. 
Naquele tempo, Jesus percorria a Galileia, evitando andar pela Judeia, porque os judeus procuravam dar-Lhe a morte. Estava próxima a festa dos Tabernáculos. Quando os seus parentes subiram a Jerusalém, para irem à festa, Ele subiu também, não às claras, mas em segredo. Diziam então algumas pessoas de Jerusalém: «Não é este homem que procuram matar? Vede como fala abertamente e não Lhe dizem nada. Teriam os chefes reconhecido que Ele é o Messias? Mas nós sabemos de onde é este homem, e, quando o Messias vier, ninguém sabe de onde Ele é». Então, em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: «Vós Me conheceis e sabeis de onde Eu sou! No entanto, Eu não vim por minha própria vontade e é verdadeiro Aquele que Me enviou e que vós não conheceis. Mas Eu conheço-O, porque dele venho e foi Ele que Me enviou». Procuravam então prender Jesus, mas ninguém Lhe deitou a mão, porque ainda não chegara a sua hora. 
Tradução litúrgica da Bíblia  
São João da Cruz(1542-1591) 
carmelita descalço, 
doutor da Igreja 
Cântico espiritual,estrofe 1
(Obras Completas, Ed. Carmelo, 2005) 
«Procuravam então prender Jesus, 
mas ninguém Lhe deitou a mão» 
Onde Te escondeste, Amado, e me deixaste num gemido? Qual veado fugiste Havendo-me ferido. Atrás de Ti clamei, tinhas partido! É como se dissesse: «Ó Verbo, meu Esposo, mostra-me o lugar onde estás escondido!» Deste modo, está a pedir que lhe mostre a sua essência divina, porque o lugar onde o Filho de Deus está escondido é, como diz São João, o seio do Pai (Jo 1,18), que é a essência divina, a qual permanece longe dos olhos mortais e escondida a todo o entendimento humano. Por isso, Isaías, falando de Deus, disse: «Na verdade, Vós sois um Deus escondido» (Is 45,15). Advirta-se, portanto, que, por maiores comunicações, presenças, notícias sublimes e elevadas de Deus que uma alma possa ter nesta vida, isso não é essencialmente Deus nem tem a ver com Ele; na verdade, está ainda escondido à alma. É por isso que, além de todas essas grandezas, convém sempre à alma tê-lo por escondido e buscá-lo como escondido dizendo: «Onde Te escondeste?» De facto, nem a comunicação elevada nem a presença sensível são uma demonstração clara da presença graciosa de Deus; nem tampouco a secura e carência de tudo isso na alma demonstra a sua ausência. Daí que o profeta Job tenha dito: «Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me apercebo» (Job 9,11). Desta maneira dá-se a entender que se a alma sentir uma grande comunicação, ou sentimento ou notícia espiritual, nem por isso se há de convencer de que aquilo que sente consiste em possuir ou ver nítida e essencialmente a Deus, ou que seja possuir mais a Deus ou estar mais em Deus, por muito forte que seja. De igual modo, não deve pensar que, se todas essas comunicações sensíveis e espirituais lhe vierem a faltar, ficando às escuras, em aridez e abandono, Deus lhe falta. [...] Portanto, neste verso, a intenção principal da alma não consiste em pedir a devoção afetiva e sensível, onde não é certo nem claro possuir-se o Esposo, mas, sobretudo, em pedir a presença e a visão clara da sua essência, da qual quer ter a certeza e a consolação na outra vida.

27 DE MARÇO - SÃO PAULO SABIA REPREENDER E ELOGIAR

Hoje temos um santo, bastante desconhecido, mas citado por São Paulo na carta aos filipenses: Santo Epafrodito. Leiamos esta passagem:
-“Espero pelo menos, no Senhor Jesus, enviar-lhes em breve Timóteo, a fim de eu mesmo ser aliviado, recebendo notícias de vocês... Aliás, tenho firme esperança no Senhor, de que em breve eu mesmo possa ir. Mas julgo necessário enviar a vocês Epafrodito, esse irmão que é meu companheiro de trabalho e de combate, e que vocês delegaram para socorrer minha pobreza. Pois ele tinha grande desejo de rever todos vocês e não tinha mais sossego pelo fato de vocês terem sabido da sua doença. É verdade que ele esteve doente e às portas da morte; mas Deus teve piedade dele, e não só dele, mas também de mim, não deixando que eu tivesse tristeza sobre tristeza... Então, apresso-me a enviá-lo de volta a vocês, a fim de que, ao vê-lo, vocês retornem à alegria e eu próprio tenha menos sofrimento. Acolham-no, pois, no Senhor, com toda alegria, e tenham em grande estima pessoas como ele. Foi pela obra de Cristo que ele quase morreu, tendo arriscado a vida para suprir vocês no serviço que vocês mesmos não me podiam prestar. (Fl 2,19-30) 
Outros santos: Augusta; Guilherme Tempier; Lídia; Lázaro da Pérsia; Francisco F. de Bruno
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter
Missionário Redentorista

Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326

Santo Alexandre governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho de Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto d'Ele por natureza. Seria portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna. O bispo Alexandre fez a Ário várias correções, mas este, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação da sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com o Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigénito do Pai... Consubstancial ao Pai".

São João do Egipto, eremita, +374

Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito".

Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916

Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo. A família era abastada, detentora de enormes quintas. Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura. Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para o Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitectura. As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres. Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

FRANCISCO FAÀ DE BRUNO Prêtre, Fundador, Beato 1825-1888

No grande cenário dos santos sociais italianos, despontados na região da cidade de Turim, Francisco Faà de Bruno é uma das figuras mais complexas. A maioria deles ingressou na vida religiosa para se formar já na condição de sacerdotes diocesanos. Ele ingressou "tarde" na ordenação sacerdotal, tendo exercido o seu apostolado de laico nos campos fundamentais.Francisco nasceu na cidade italiana de Alexandria, em 29 de março de 1825, era o caçula dos doze filhos de uma nobre família muito cristã. Aos dezesseis anos, ingressou na Real Academia Militar, com o objetivo de seguir uma carreira no exército. Porém, por ser um cristão convicto, entrou em conflito pessoal com relação à irreligiosidade "de prescrição" decorrente do mundo político-militar. Por isto, doze anos depois trocou a carreira pelo estudo acadêmico das ciências exatas. Viajou à Paris e na universidade de Sorbone, obteve o título de doutor com louvor.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES