sábado, 28 de dezembro de 2019

EVANGELHO DO DIA 28 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 2,13-18. 
Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou consigo o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egito chamei o meu filho». Quando Herodes percebeu que fora iludido pelos Magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e no seu território todos os meninos de dois anos ou menos, conforme o tempo que os Magos lhe tinham indicado. Cumpriu-se então o que o profeta Jeremias anunciara, ao dizer: «Ouviu-se uma voz em Ramá, lamentos e gemidos sem fim: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Crisólogo(406-450)
bispo de Ravena, doutor da Igreja 
Sermão 152; PL 52, 604 
«Senhor nosso Deus, que neste dia fostes glorificado, 
não pelas palavras, mas pelo sangue dos Mártires Inocentes»
 (oração coleta da Missa) 
O crime hoje cometido mostra-nos aonde conduz a inveja: o medo de um rival que lhe disputasse o reino encheu Herodes de angústia. Decidiu então suprimir o «Rei que acaba de nascer» (Mt 2,2), o Rei eterno; lutando contra o seu Criador, decidiu matar crianças inocentes [...]. Que mal tinham aquelas crianças praticado? Nada haviam dito as suas línguas mudas, nada os seus olhos haviam visto, os seus ouvidos escutado, as suas mãos feito. Foi-lhes dada a morte sem terem conhecido a vida. [...] E porque foi que Cristo, que lê o futuro e conhece os segredos dos corações, julga os pensamentos e escrutina as intenções (Sl 138), as abandonou? [...] Porque negligenciou o Rei do Céu que acabava de nascer estes companheiros de inocência, porque esqueceu as sentinelas de serviço em redor do seu berço, permitindo ao inimigo, com a intenção de atingir o Rei, devastar por completo o exército? Irmãos, Cristo não abandonou os seus soldados, antes os encheu de glória, permitindo-lhes triunfar antes de viverem, conquistar a vitória sem terem de combater. [...] Ele preferiu que possuíssem o Céu à Terra [...], enviou-os à sua frente como arautos. Não os abandonou: salvou a sua guarda avançada e não a esqueceu [...]. Bem-aventurados os que trocaram os trabalhos pelo repouso, as dores pelo alívio, o sofrimento pela alegria. Eles estão vivos, vivem realmente os que sofreram a morte por Cristo. [...] Felizes as lágrimas que as mães verteram por seus filhos, pois lhes valeram a graça do batismo. [...] Que Aquele que Se dignou repousar no nosso estábulo queira também conduzir-nos aos prados do Céu.

28 DE DEZEMBRO – CARTA DE UM MENINO QUE NÃO NASCEU

Hoje lembramos os Santos Inocentes, assassinados cruelmente por Herodes. Herodes, sinônimo de abortista e matador de criancinhas, teve e tem infelizmente muitos seguidores. A propósito, vou ler trechos da carta que um filho abortado escreveu para aquela que devia ser sua mãe: "Mamãe! Não sei se posso chamá-la com este nome... Ontem eu completaria um mês no teu ventre... Eu já estava planejando tantas coisas bonitas. Queria fazer todos felizes, o papai e a mamãe, os irmãozinhos... Eu queria crescer para lutar pela paz, acabar com o ódio, com a guerra, com a violência.Eu lutaria para que todos se dessem as mãos e os corações... Mas ontem você me matou, talvez influenciada por maus conselhos. Estou totalmente desiludido e frustrado. Pensei que os pais amavam os filhos a ponto de dar a vida por eles... Você, porém, nem sequer me deixou ver a luz do dia..Agora pertenço ao mundo das crianças que não nasceram, unicamente por causa do egoísmo dos pais e da maldade humana. Apesar de tudo, dou-lhe meu perdão. Adeus para sempre, mamãe!
- Assinado: Uma criança que não nasceu!
Outros santos
Gaspar de Búfalo (1786-1836) – Este jovem cônego recusou-se a prestar o juramento de fidelidade que Napoleão I exigia do clero dos Estados Pontificios. Por isso saiu de circulação para não ser encarcerado. Reapareceu em público quando Napoleão perdeu a guerra. Arrastava as multidões com sua eloqüência teatral. Fundou o Instituto dos Sacerdotes do Preciosissimo Sangue. Tinha três qualidades: ativo, persistente e incômodo para os relaxados.

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa 
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR
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Exemplo moderno de honra feminina: Jamie Schmidt

Como ter uma morte gloriosa e defender a honra
     Segunda-feira, 19 de novembro de 2018, poderia parecer um dia normal para Jamie Schmidt. Mal sabia ela, quando entrou na Catholic Supply, uma loja de artigos religiosos no subúrbio de St. Louis, Missouri, que esse dia comum seria o último. Nem sua família jamais sonhou que sua vida chegaria a um fim heroico, sendo ela comparada a Santa Maria Goretti. (1)
     Jamie Schmidt, de 53 anos, pode ser considerada uma típica senhora católica, o que torna seus momentos finais mais marcantes. Ela era mãe de três filhos, se casou com seu namorado do ensino médio; ela cantava no coro em sua igreja paroquial, Santo Antônio de Pádua, em High Ridge, Missouri. Amigos a descreviam como uma pessoa que estava sempre presente se você precisasse de ajuda. Ela também era devota de Nossa Senhora, fazia e distribuía rosários.
     Sabemos disso porque o motivo de ela ir à Catholic Supply era comprar material para seu apostolado do rosário. Havia apenas duas outras pessoas na loja - ambas funcionárias - no momento de sua chegada às 15:30 h.
     Momentos depois, Thomas Bruce entrou. Ele olhou em volta e depois explicou que iria fazer uma compra, mas precisava pegar um cartão de crédito no carro. Quando voltou, ele empunhava uma arma e as três mulheres enfrentaram seu pior pesadelo.
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São Gaspar de Búfalo, anjo da paz

Gaspar nasceu em Roma a 6 de janeiro de 1786, filho de Antônio e Anunciata Quarteroni. Foi companheiro de Vicente Strambi nas missões, o qual o definia como “terremoto espiritual”. O povo o chamava de “anjo da paz”, devido suas pregações serem pacíficas e caridosas. Com estas armas da paz e da caridade conseguiu conter os bandidos que proliferavam nas periferias de Roma. O Papa Leão XII recorreu a Gaspar de Búfalo devido a proliferação do banditismo, o qual, conseguiu amansar os mais temíveis bandidos. O Papa João XXIII definiu-lhe como: “Glória toda resplandecente do clero romano, verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus no mundo”. Em 1810, uma piedosa religiosa dizia que surgiria um zeloso sacerdote que sacudiria o povo da sua indiferença, mediante a propagação da devoção ao Precioso Sangue de Cristo. 
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CATARINA VOLPICELLI Religiosa, Fundadora, Beata 1839-1894

Catarina Volpicelli, Fundadora das Servas do Sagrado Coração, pertence à classe dos «apóstolos, dos pobres e marginalizados», que no século XIX para Nápoles foram um luminoso sinal da presença de Cristo «Bom Samaritano», que se aproxima de cada homem que sofre no corpo e no espírito, para derramar sobre suas feridas, o óleo da consolação e o vinho da esperança (cf. Missal Romano, 2° ed. Italiana, Roma 1983, Prefácio comum VIII, p. 3752). Nascida em Nápoles, no dia 21 de janeiro de 1839, Catarina recebeu no seio de sua família de alta burguesia, uma sólida formação humana e religiosa. No colégio educandário San Marcelino, sob a guia sábia de Margarida Salatino (futura fundadora com o Beato Ludovico da Casoria das Irmãs Franciscanas Elisabetinas Bigie), aprendeu letras, línguas e música, o que não era frequente para as mulheres do seu tempo. Guiada então pelo Espírito do Senhor, que lhe revelava o projecto de Deus através da voz dos sábios e santos directores espirituais, Catarina que, no entanto, julgava-se mais importante que a sua irmã, a brilhar na sociedade frequentando teatros e espectáculos de danças, renunciou com prontidão os efémeros valores de uma vida elegante e despreocupada, para aderir com generosa decisão a uma vocação de perfeita santidade.
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SANTOS INOCENTES

A Igreja honra como mártires este coro de crianças, vítimas do terrível e sanguinário rei Herodes, arrancadas dos braços das suas mães para escrever com o seu próprio sangue a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e merecer a glória eterna, segundo a promessa de Jesus: “Quem perder a vida por amor a mim há de encontrará-la.” Para eles a liturgia repete hoje as palavras do poeta Prudêncio: “Salve, ó flores dos mártires, que na alvorada do cristianismo fostes massacrados pelo perseguidor de Jesus, como um violento furacão arranca as rosas apenas desabrochadas! Vós fostes as primeiras vítimas, a tenra grei imolada, num mesmo altar recebestes a palma e a coroa.” 
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Festa dos Santos Inocentes - 28 de dezembro


     São Mateus narra a chacina das crianças de Belém (Mt 2,13-18). A celebração destes “santos inocentes” por ordem do perseguidor, o rei Herodes, tem uma história muito antiga na liturgia da Igreja. Por volta da metade do século 5º, São Pedro Crisólogo já se referia a ela. No calendário da Igreja em Cartago, no século anterior, ela já constava. Os Inocentes são mártires, pois foram mortos por causa de Jesus, por ódio ao Messias. São inocentes, porque não tinham culpa nenhuma.
     Herodes era famoso pela crueldade. Foram matanças contra assaltantes que o levaram ao trono, por determinação dos romanos, que queriam ordem a todo custo no Império. Assassinou, por ciúmes, a princesa Mariana, descendente dos Macabeus, que ele, porém, amava, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; os irmãos de Mariana, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.
     O Imperador Augusto teria comentado, fazendo um trocadilho em grego: “É melhor ser porco (“hys”) de Herodes, do que filho (“hyos”).
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Venerável Leonor de Santa Maria OCampo, OP – 28 de dezembro


     Nasceu no dia da Assunção da Virgem de 1841. Seu nome batismal era Isora.  Ela viveu no final do século XIX, de nacionalidade argentina, e deu sua vida no Mosteiro Dominicano de Santa Catarina de Siena, Córdoba (Argentina).
     Uma história surpreendente, fora do comum já desde sua infância: visões, sonhos significativos, perseguições... toda uma série de eventos muito dolorosos que foram esculpindo sua história de fidelidade, pois o fio condutor de todos esses fenômenos extraordinários resultou numa resposta fiel, generosa e corajosa a tudo quanto ela pensava ser a vontade de Deus.
     De acordo com seus biógrafos, havia dois mundos nela: o mundo externo, com suas contínuas noites tempestuosas; seu mundo interior: união com Deus, oração intensa e contínua e firme perseverança naquilo que Deus lhe pedia.
     Ela mesma descreve os benefícios do Senhor, contando: "Ele me demostrava com diferentes sinais e provações que Ele me queria para Ele..." E acrescenta que "acima de todas as graças recebidas era a presença contínua de Deus... Mesmo que meu corpo estivesse em outro lugar, minha vontade e mente estavam em Deu".
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE DEZEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sábado – Santos Inocentes
Evangelho (Mt 2,13-18)Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: – Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito!”
Imagino que a visita dos magos tinha trazido alegria e paz para Maria e José. Tudo parecia tranquilo. Veio, porém, a ordem repentina; tinham de sair às pressas, deixar o que tinham, e fugir para o Egito. O mesmo pode acontecer comigo a qualquer momento, e será preciso deixar tudo por algum tempo, ou até para sempre. Preciso confiar no Senhor, e entregar-me totalmente em suas mãos.
Oração
Senhor Jesus, por que não evitastes toda essa confusão para Maria e José? Vejo que viestes viver entre nós sem privilégios, sem milagres fáceis. Vivendo nossa vida como ela é, vós a transformastes e lhe destes um sentido. Aceito seguir o mesmo caminho que vós, aceitando a bênção das coisas pequenas, alegres ou tristes. Fazei de mim o que bem quiseres, mas guardai-me convosco. Amém.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O MOMENTO MAIS IMPORTANTE?

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O escritor russo Tolstoi contou a história de um rei que foi fazer três perguntas a um famoso eremita: 
1- Qual o momento mais importante da minha vida? O momento em que nasci? Quando recebi um diploma? Quando me casei? 
2- Quem é o homem mais importante para mim? Meus pais? Meu professor? Jesus Cristo? 
3- Qual é a ação mais importante da minha vida? Cumprir o meu dever? Minha profissão? Minhas obrigações domésticas? 
Estas foram as respostas: 
- É o momento presente.
- A pessoa que estiver na sua frente. 
- Fazer algo de bom a quem com quem estou conversando.
LEON TOLSTOI

REFLETINDO A PALAVRA - “Sangue da Redenção”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
51 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
2059. Seguindo Jesus 
Ser mártir foi sempre um desejo de quem se entrega de fato a Jesus Cristo. Mas na hora a coisa é diferente. Para dar a vida é preciso uma vida doada. Ninguém fica mártir se não tem grande santidade. É de se lamentar que não prestigiamos nossos santos, perdendo assim, um estímulo de uma vida cristã em santidade. São diversos os mártires redentoristas em processo de canonização e beatificação: Temos os onze beatos mártires: quatro ucranianos, um eslovaco, seis espanhóis de Cuenca. E vinte e dois servos de Deus: três irmãos espanhóis de Valência; doze espanhóis de Madri; dois poloneses; um jovem ucraniano (Fr. Mariano Galan); um irmão vietnamita (Marcel Van). Nós, redentoristas, temos o compromisso de deixar cotejar o sangue da redenção. Há muitos martírios sem sangue que continuam a redenção da humanidade. Lembramos aqui tantos confrades que deram a vida a Cristo na Congregação. E confrades de grande santidade que dão a vida nos mais diversos ministérios da Congregação. Não se vive na Congregação se não se tem uma vida de grande santidade. Senão, não conseguimos ser fiéis nem perseverar. Dia 28 de junho celebramos os mártires ucranianos, Nicolau e companheiros. Estamos diante de um martírio recente. Eles deram a vida por Cristo, por sua Igreja Grego Católica, dissolvida por Stalin e por sua pátria invadida pelos inimigos da humanidade. Em 10 de setembro de 1939 a Igreja católica foi dissolvida e os bispos, os padres, os religiosos e os leigos cristãos foram levados para a prisão e em campos de concentração na Sibéria. Passaram por longos interrogatórios, acusados de espiões do Vaticano. Recusaram-se a se unir aos cristãos ortodoxos e não abriram a boca sobre a Igreja do silêncio. 
2060. A Redenção na dor 
No dia 28 de junho celebramos os quatro mártires ucranianos: Nicolau Charneskyj (bispo), Basílio Velychkoviskyj e Bispo Zenão Kovalik Ivã Ziatek. Há ainda o Beato eslovaco Domingos Metódio Trchka, cuja festa é dia 25 de agosto. O primeiro martírio é soletrar seus nomes. Mas é possível. Nicolau (1884-1959) entrou para a Congregação com 34 anos, já sacerdote e doutor. Foi missionário e depois nomeado bispo. Preso em pelos comunistas em 1945, em campos de concentração. Teve seiscentas horas de interrogatórios. Libertado para morrer, se recuperou e guiava os cristãos ocultos no regime comunista. Beato Basílio (1903-1973) também entrou adulto para a Congregação. Preso em 1945, condenado ao fuzilamento, ficou dez anos na prisão. Foi nomeado bispo clandestinamente. Preso por três anos. Depois de solto foi para o Canadá onde morreu em consequência de um veneno que lhe aplicaram. Beato Zenão (1903-1941), grande pregador. Foi preso e morreu crucificado na parede da prisão. Beato Ivã (1899-1952), foi professor de teologia. Entrou na Congregação aos 35 anos. Morreu porque foi surrado na prisão. 
2061. Alegria dos santos 
Celebrar os mártires é reconhecer neles o Cristo Redentor que continua completando o que falta à Igreja que é seu corpo. São os filhos da redenção que fazem o caminho do Redentor. É importante ter consciência de sua importância para a compreensão do carisma da Copiosa Redenção que vivenciaram até o sangue. Na prisão, continuaram sua missão fortalecendo os prisioneiros, mantendo a fé e a resistência diante dos sofrimentos. Sejam um estímulo para uma maior coragem nas dificuldades da vida religiosa. Sem sangue não há redenção. Possam eles nos ajudar a viver com mais força nossa entrega a Cristo. Conheçamos suas vidas e os façamos conhecidos dos fiéis.

EVANGELHO DO DIA 27 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São João 20,2-8. 
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) (1891-1942) 
carmelita, mártir, 
co-padroeira da Europa 
Meditação para o dia 6 de janeiro de 1941 
«Sabemos que o seu testemunho é verdadeiro» (Jo 21,24) 
O Salvador também deseja ter junto do presépio aquele que Lhe foi particularmente caro em vida: João, o discípulo que Jesus amava (Jo 13,23), que conhecemos bem como figura de pureza virginal. Porque era puro, João agradou ao Senhor, pôde repousar a cabeça sobre o coração de Jesus e ser iniciado nos mistérios do coração divino (Jo 13,25). Assim como o Pai celeste rendeu homenagem a seu Filho proclamando «Este é o meu Filho muito amado, escutai-O» (Mc 9,7), assim também o Menino divino parece designar o seu discípulo bem-amado e dizer-nos: «Não há incenso que Me seja mais agaradável que um coração que se dá por amor. Escutai aquele que viu a Deus porque tinha um coração.

Beata Adelaide de Tennenbach, Reclusa – 27 de dezembro

A Beata Adelaide de Tennenbach é uma reclusa que viveu no século XIII.
     Pouco se sabe sobre a vida dessa reclusa. Ela levou uma vida de penitência ao adotar a Regra cisterciense em Aspen, sob a orientação do abade de Tennenbach, no distrito de Freiamt, na cidade de Emmendingen, em Baden-Württemberg, na Alemanha.
     A tradição nos diz que ela morreu em 1273 e foi enterrada na igreja do Mosteiro de Tennenbach, onde suas relíquias eram objetos de culto junto com as de São Hugo.
     Em alguns textos, somos informados de que há uma imagem da Beata Adelaide, representada juntamente com o Beato Hugo, em uma pintura do século XVIII.
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27 DE DEZEMBRO – O SERMÃO DO PADRE JOÃO

São João Evangelista, celebrado hoje, chegou aos cem anos. Enquanto as forças permitiam, pregava e catequizava. Certo domingo ele começou e terminou a homilia da seguinte maneira:
- Filhinhos, amai-vos uns aos outros. Amém! 
E continuou a santa missa. O povo estranhou a brevidade do sermão: 
-“Pode ser que o santo velhinho não está se sentindo bem”.
No domingo seguinte, ele fez o mesmo sermão:
- Filhinhos, amai-vos uns aos outros. Assim seja. 
Os fiéis se entreolharam: 
-Ele repetiu o sermão do domingo passado.Também, nessa idade, a memória começa a falhar mesmo. 
No terceiro domingo, embora com a mesma vivacidade de um jovem, ele se aproximou do povo apoiado em seu bastão e disse: 
- Filhinhos, amai-vos uns aos outros. Assim seja 
- Não é possível. 
No fim da missa foram conversar com ele:
- Padre João, por que o senhor fez o mesmo sermão três domingos em seguida? 
- Filhinhos, respondeu sorrindo, porque este é o mandamento do Senhor. Cumprido este mandamento, está cumprida toda a lei.
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Vice-Postulador da Causa
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A Imperatriz Sissi e o Natal dos pobres

     Em nenhum lugar o Natal era comemorado com tanto fervor quanto na corte austríaca. A véspera de Natal era uma festa dupla, como também era o aniversário de Elizabeth.
     Havia sempre duas árvores de Natal, uma no dia 23 de dezembro, que a pequena arquiduquesa decorava com as próprias mãos para uma centena de crianças pobres selecionadas dentre seus protegidos especiais, e uma no dia 24 para a família imperial. Os grandes abetos brilhando com nozes de prata e ouro, maçãs de bochechas rosadas, e miríades de pequenas luzes para iluminar os milhares de brinquedos bonitos, eram coisas para admirar.
     Às quatro horas da tarde do dia 23, a árvore das crianças pobres era iluminada no Rittersaal, a esplêndida galeria de teto alto e arqueado, onde havia vitrais, tapeçarias flamengas de valor incalculável, cortinas de veludo vermelho e grandes escudos de metal esmaltado, cobertos por finas esculturas. Cada quadro e espelho, cada uma das duas fileiras de sombrias armaduras que ficavam de cada lado do longo "Saal", eram enfeitados com visco e azevinho. Guirlandas de rosas de Natal e gotas de neve salpicavam as grinaldas de hera dispostas graciosamente em todos os cantos disponíveis. No piso da gigantesca lareira troncos aromáticos queimavam, acrescentando seu suave brilho às chamas deslumbrantes das velas na árvore de Natal.
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JOÃO EVANGELISTA Apóstolo e Santo século I

João, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como Pedro e André, ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor, mesmo que leia superficialmente os seus escritos, percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus. A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas. João é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à acção. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: "No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus." Ele está entre os mais íntimos de Jesus e nas horas mais solenes de sua vida João está perto. Está a seu lado na hora da ceia, durante o processo, e único entre os apóstolos, assiste à sua morte junto com Maria.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE DEZEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sexta-feira – São João, Apóstolo e Evangelista
Evangelho (Jo 20,2-8) Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.”
Naquela quase manhã, a mensagem da Madalena fez Pedro e João correr para o túmulo onde tinham colocado o corpo de Jesus. Não sabiam o que pensar, mas estavam muito perturbados. Encontraram o túmulo vazio, mas não em desordem. Pela narrativa, parece que Pedro saiu sem compreender. João, porém, entrou, olhou e deixou-se iluminar pela fé, e acreditou que Jesus estava vivo.
Oração
Senhor Jesus, não bastava ver o túmulo vazio para acreditar que estáveis vivo, tendo vencido a morte. Era preciso e ainda hoje é preciso que sejamos iluminados pelo dom da fé. Creio, Senhor, que morrestes, mas vencestes a morte. Creio que, pelo vosso poder, nós também poderemos vencer a morte, e viver para sempre na vida nova e eterna. Alegro-me e espero essa hora de felicidade. Amém.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

A BOLA NO POÇO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um menino brincava com sua bola perto do poço. De repente ela caiu dentro. 
E agora? 
Chamou pelo pai, que lhe disse: 
- Assente-se na beirada. Eu seguro você pelos pés e você solta-se para baixo, procurando pegar a bola. 
Assim foi feito. Felizmente o poço não era muito fundo. O garoto agarrou a bola com as duas mãos e o pai puxou-o para fora. 
- Você ficou com medo? 
- De jeito algum! O senhor estava me segurando com suas mãos. Para que ter medo?  
Lição para a vida: 
Nós também estamos nas mãos de Deus. Deus é minha luz e minha salvação. De que temerei? (Sl 26)

REFLETINDO A PALAVRA - Seu nome será João

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
51 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
Misericórdia que veio do alto 
Diante do nascimento de João Batista podemos contemplar “a misericórdia do alto que nos vem visitar”. A misericórdia de Deus para com seu povo é apresentada pelo nascimento de uma criança de um casal de idosos, sem esperanças, levando o “opróbrio” de não ter um filho. Isto significava um fracasso diante da sociedade e até uma maldição. Não ter filhos significava ausência de uma bênção. A criança era símbolo do povo de Israel que estava esgotado e já sem muitas esperanças de um futuro. O Velho Testamento, mesmo esgotado, ainda tinha força para gerar o futuro Messias. Isabel, representando a fertilidade do Antigo Testamento, tem a certeza que a bondade de Deus para com ela foi obra de sua misericórdia. Os vizinhos vieram festejar essa misericórdia na circuncisão do menino (Lc 1,58). Zacarias ao proclamar a bondade de Deus reza: “Graças à misericórdia de nosso Deus, o sol nascente virá nos visitar” (Lc 1,78). João é a expressão da misericórdia de Deus. Isabel foi libertada do opróbrio de não ter filho. A humanidade se liberta do mal que acumulara nos séculos. Para Deus nada é impossível, diz o Anjo a Maria, citando o que Deus fizera a Isabel (Lc 1,37). A insistência sobre o nome está em sua missão: a graça misericórdia de Deus que nos visita. Deus se abaixa para abraçar e acolher a todos. A história se torna fecunda e germina o Salvador. Tem consciência que sua missão é em vista do Messias. João é o maior entre os nascidos de mulher (Lc 7,28). Sua missão ainda ressoa entre nós como os operários que preparam a vinda do Senhor aos corações. 
Ele se fortalecia
“E o menino crescia e se fortalecia no Espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel” (Lc 1,80). Tinha o mesmo ritmo de Jesus que crescia, mas estava no silêncio preparando-se para seu ministério. É a imagem da ação de Deus que aguardou séculos até manifestar o Salvador. É o caminho de cada um que quer um ministério fecundo: primeiramente encher-se de Deus para depois leva-lo a todos com generosa abundância. João vivia nos lugares desertos. O deserto nos educa para Deus. Significa o conhecimento de si, de sua missão e a vitória sobre as forças contrárias ao Reino. É um modelo de formação do líder cristão. Primeiramente acolher o mistério de Deus e depois levá-Lo aos outros. O deserto exerce bem essa função. O homem moderno tem medo do silêncio, pois o coloca diante de si mesmo. Há sempre a procura de preencher o tempo vazio. O chamamento ao silêncio continua sendo uma chamada permanente. Somente assim se pode ter um silêncio permanente no meio do ruído. A areia do deserto esculpe em nós o rosto de Deus. Assim podemos ser seus anunciadores. 
Palavra aguçada 
São aplicadas a ele as profecias do Servo de Javé que tem uma missão pelo povo de Deus: “Não basta ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: Eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra” (Is 49,6). Sua palavra caiu sobre Israel como uma chuva benéfica e alertou o povo para a chegada do Messias, pois havia tempos que não aparecia um profeta. O povo soube entender os tempos de Deus. Chegaram a ver nele o Messias prometido. Ele sabe de seu lugar e afirma sua missão de preparar os caminhos do Senhor. Ele declara sua condição de humilde servidor que traz o alegre anúncio da vinda do Messias. A liturgia assim reza: “Alegrando-se pelo nascimento de João Batista, reconheça Cristo por ele anunciado”.

EVANGELHO DO DIA 26 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 10,17-22. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Tende cuidado com os homens: hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas. Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer; porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós. O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte. E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) (1891-1942) carmelita, 
mártir, co-padroeira da Europa 
Meditação para o dia 6 de Janeiro de 1941 
Santo Estêvão ofereceu a vida ao 
Menino Jesus, 
como quem Lhe oferece ouro 
Bem perto do Salvador recém-nascido, encontramos Santo Estêvão. A que se deve este lugar de honra ao primeiro a prestar ao Crucificado o testemunho do sangue? O facto de, no seu ardor juvenil, ter realizado aquilo que o Senhor declarou ao entrar neste mundo: «Deste-Me um corpo. Eis-Me aqui, para fazer a tua vontade» (Heb 10,5-7); ele praticou a obediência perfeita, que mergulha as suas raízes no amor e se exterioriza no amor. Estêvão seguiu os passos do Senhor naquilo que é mais difícil, por natureza e para o coração humano, naquilo que parece mesmo ser impossível; tal como o próprio Salvador, cumpriu o mandamento do amor aos inimigos. O Menino que está na manjedoura, que veio cumprir a vontade de seu Pai até à morte na cruz, vê em espírito, diante de Si, todos os que hão de segui-lo nesse caminho. E ama este jovem, que será o primeiro a subir para junto do trono do Pai com a palma na mão. A sua mãozinha aponta-no-lo como modelo, como se dissesse: é este o ouro que espero de vós.