terça-feira, 28 de março de 2017

NA MÃO DE DEUS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
Foi numa aula de Religião. Alunos vivos, irrequietos, mas atentos. A professora, para testar a rapidez de resposta de seus alunos, pergunta: 
- Crianças, onde está nossa cidade? 
- No Estado da Bahia. 
- E a Bahia? 
- No Brasil. 
- Muito bem. E o Brasil? 
- Na América do Sul. 
- E a América do Sul? 
- Está no mundo. 
- Parabéns! Agora prestem bem atenção: Onde está o mundo? 
Silêncio na classe. De repente um garotinho levanta o dedo: 
- Professora, o mundo está na mão do bom Deus. 
O menino esperto e vivo ganhou uma salva de palmas.
Palavra de Deus: Do céu o Senhor alonga a vista e vê todos os filhos dos homens (Sl 32,13).
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REFLETINDO A PALAVRA - “Caminhar em Cristo com os irmãos”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA,REDENTORISTA
O Ressuscitado e seu caminho
               Aqueles últimos momentos da vida de Jesus entre os seus, como simboliza o apóstolo João, foram para eles um momento de colher as riquezas do coração de Jesus.  Jesus mostrou a Tomé o lado aberto pela lança. Significava com isso que continuava a jorrar sangue e água que alimentaria os discípulos na caminhada. Naquele momento disse que iria preparar para nós uma morada na casa do Pai. Essa morada é construída quando o Filho é glorificado. No momento em que Jesus chega à realização completa de sua missão, nos tem unidos a Si. Na glória do Pai, com todo poder e glória, e Senhor do Universo, une os seus para a participação de sua Vida com o Pai. Para ir a sua glória, Ele é o Caminho. Para se fazer este caminho temos a direção que é a Verdade. É mapa para a Vida. Ele indica este caminho através de sua Palavra. Pedro escreveu que tropeçam na pedra, os que não acolhem a Palavra da Verdade. Ele é a Palavra e a Verdade. “Não há sob o céu outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvo” (At. 4,12). Jesus é a Vida. Vida é a união a sua Pessoa que é a Verdade que conduz no Caminho que é Ele próprio. Ele é a única passagem para o Pai. Por isso disse: Eu sou a Porta para a entrada para Deus (Jo 10,9). Por Ele temos o conhecimento do Pai. O conhecimento que adquirimos do Pai é o mesmo que tem o Filho. Ele nos introduziu nesse conhecimento assumindo nossa humanidade para que pudéssemos entrar, por Ele, em comunhão de conhecimento com o Pai. Quando conhecemos o Pai? Quando acolhemos o Filho. “Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, como o Pai me conhece e conheço o Pai” (Jo 10,14). Ao dizer “quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,9)... está a nos abrir a participação em sua Vida no Pai. Sua missão se completa quando estiverem com Ele na casa do Pai, “quando entregar o Reino a Deus Pai” (1Cor 15,24).
A comunidade casa de Deus
               Nossa vida não é só pensar num futuro distante e nebuloso. Estamos já construindo este lugar na casa do Pai, na medida em que a edificamos aqui com as pedras espirituais que somos nós. Pedro, usando o símbolo das pedras espirituais que se ajustam, explica a casa de Deus na terra fundada sobre a pedra escolhida que é Jesus. Esta é a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que Ele conquistou para Si” (1Pd 2,4-5.9). Não se trata simplesmente da união de pessoas, povo, raça e sacerdócio. União entre nós e união com Deus pelos sacrifícios espirituais, isto é, a vida cristã vivida no amor e na dedicação. Por isso vemos que os apóstolos se preocuparam em organizar a comunidade com os diversos ministérios, como o dos diáconos, para a caridade (social).
Continuamos o Redentor

               Ao construímos com Jesus, recebemos também sua missão. Viver na graça da Palavra, anunciá-la com  nossa vida e nosso testemunho vai além de um trabalho. Ele nos constitui continuadores seus. Ele reuniu discípulos para estarem com Ele e serem enviados a anunciar (Mc 3,14). Jesus disse justamente isso quando explicou: “Quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores obras do que estas. Porque vou para o Pai” (Jo 14,12). Nós temos a missão de fazer Cristo presente através de nossa palavra e de nosso modo de viver.  Para isso despojarmo-nos tudo que impede de chegar a cada pessoa e a alimente com sua Verdade, sua Vida e seja caminho para todos. 

EVANGELHO DO DIA 28 DE MARÇO

Evangelho segundo S. João 5,1-16.
Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos. e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos. Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?» O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim». Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda». No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora aquele dia era sábado. Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga». Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou disse-me: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local. Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior». O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
Sobre os mistérios, 24s (trad. breviário rev.) 
«Queres ser curado?»
O paralítico da piscina de Betzatá esperava um homem [para o ajudar a descer à piscina]. Quem era esse homem, a não ser o Senhor Jesus, nascido da Virgem? Com a sua vinda, Ele não prefigurou apenas a cura de algumas pessoas; Ele era a própria verdade que cura todos os homens. Por conseguinte, era Ele que se esperava que descesse, Ele de quem Deus Pai disse a João Batista: «Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo» (Jo 1,33). [...] Então, porque desceu o Espírito como uma pomba, se não para que tu a visses e reconhecesses que a pomba enviada da arca por Noé, o justo, era uma imagem desta outra pomba, de modo que nela reconhecesses a prefiguração do sacramento do batismo? [...] 
Podes estar ainda na dúvida, quando o Pai proclama para ti de maneira indubitável no evangelho: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado» (Mt 3, 17); quando o Filho o proclama, Ele sobre quem o Espírito Santo se manifestou sob forma de pomba; quando o Espírito Santo também o proclama, Ele que desceu sob forma de pomba; quando David o proclama: «A voz do Senhor ressoa sobre as águas, o Deus glorioso faz ecoar o seu trovão, o Senhor está sobre a vastidão das águas» (Sl 28,3)? A Escritura atesta também que, às preces de Gedeão, o fogo desceu do céu; e que, à prece de Elias, o fogo foi enviado para consagrar o sacrifício (Jz 6,21; 1Rs 18,38). 
Não consideres o mérito pessoal dos sacerdotes, mas a sua função [...]. Por conseguinte, acredita que o Senhor Jesus está lá, invocado pela oração dos sacerdotes, Ele que disse: «Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18,20). Por maioria de razão, onde está a Igreja, onde estão os mistérios, é lá que Ele Se digna conceder-nos a sua presença. Desceste ao batistério. Recorda o que disseste: que crês no Pai, que crês no Filho, que crês no Espírito Santo. [...] Pelo mesmo compromisso da tua palavra, quiseste crer no Filho tal como crês no Pai, acreditar no Espírito Santo como crês no Filho, apenas com a diferença de que professas que é necessário crer na cruz do único Senhor Jesus.

S. Gontrão, rei e confessor, +514

Era filho do Rei Clotaire e de Santa Clotilde. Foi coroado rei de Orleans e Burgonha em 561, enquanto seus irmãos Charibert reinavam em Paris e Sigebert em Metz. Em geral a sua vida foi a de um pacificador. Ele protegeu os seus sobrinhos contra as maldades das rainhas Brunehault e Fredegunde. Mas ele tinha períodos de intemperança. Divorciou-se de sua esposa Maercatrude e ordenou a execução do seu medico. Teve depois enorme remorso e lamentou esses pecados pelo resto da sua vida, por si próprio e pela sua nação. Jejuava, orava, chorava e oferecia-se ao Deus a quem tinha ofendido. O seu reinado foi próspero e ele deu exemplos de como as máximas do Evangelho podiam ser usados efetivamente na política. Foi o protetor dos oprimidos, ajudou os doentes, e cuidou dos parentes de seus súditos. Abriu a sua fortuna e a da coroa especialmente nos períodos da fome, seca e das pragas. Fez aplicar as leis de maneira justa e estrita, independente da pessoa, mas estava pronto a perdoar ofensas contra ele, incluído duas tentativas de assassinato. Gontrão construiu magníficas igrejas e vários monastérios. São Gregório de Tours relata vários milagres feitos pelo Rei antes e após a sua morte, alguns que ele mesmo testemunhou. Na época de sua morte, em 28 de março de 592, Gontrão havia reinado por 31 anos e imediatamente seus súditos o aclamaram como santo. Ele foi enterrado na igreja de São Marcellus, a qual ele havia construído. Os Huguenots queimaram suas relíquias e espalharam as suas cinzas no século XVI, mas deixaram, em sua fúria, o crânio intocável. Ele está agora em uma caixa de prata na mesma igreja. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um rei encontrando um tesouro e dando-o para os pobres. Algumas vezes ele é mostrado com três bolsas de tesouros perto dele, um globo e uma cruz. Ele é o padroeiro dos divorciados, dos guardiões e dos assassinos arrependidos.

S. Sisto III, papa, +440

Papa Sisto III foi eleito em 31 de Julho de 432. Morreu a 18 de Agosto de 440. Mostrou-se conciliador em relação aos nestorianos e velou pela conservação dos direitos da Santa Sé sobre a Ilíria - contra o Imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla. Restaurou as Basílicas de Santa Maria Maior e de S. Lourenço-fora-de-Muros. Foi autor de várias epístolas.
http://www.evangelhoquotidiano.org/

Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065

Era filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1096 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que se houvera consagrado a Deus no íntimo de seu coração não conseguiu alterar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu ao cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção e nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e, logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria suceder-lhe no trono real, também faleceu. Mais tardetambém ele foi canonizado pela sua santidade.

28 DE MARÇO – A PALAVRA O CONVERTEU

São Guntrano (Gontrão) teve muitos descaminhos, muitas opções erradas, muitas mulheres e muitos filhos. Como todo ser humano, buscou a felicidade mas em lugares errados. Era social, político e de grande influência, mas com o coração inquieto e desejoso de algo maior. Deu toda sua herança para um sobrinho e se decidiu a viver uma radicalidade cristã, ou seja, viver o chamado à santidade. Passou a ouvir a Palavra de Deus e acolher os conselhos dos bispos. Governou na justiça, a partir dos bons conselhos recebidos. Viveu a renúncia de si mesmo para abraçar a cruz. Faleceu com 68 anos, depois de consumir-se no amor a Deus e aos irmãos. São Guntrano, rogai por nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MARÇO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira – Santos: Gontrão, Malco, Castor 
Evangelho (Jo 5,1-16) “Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: – Queres ficar curado?” 
Primeiro notamos mais uma vez a atenção de Jesus às pessoas. Interessava-se por elas e por suas necessidades. Essa mesma atenção ele continua tendo conosco, e sabe do que precisamos. Mas, quer que aceitemos seu amor e suas ofertas, sem se impor. Nosso primeiro passo deve ser o reconhecimento de nossa necessidade, para depois aceitar a mão que estende para nos ajudar. 
Oração
Senhor Jesus,  já experimentei tantas vezes minha fraqueza, que não posso disfarçar minha necessidade de ajuda. Sim, quero ser curado e libertado do mal que sempre me ameaça. Aceito a salvação que me ofereceis, e preciso que continuamente me guardeis para que não me extravie. Confio em vosso poder misericordioso. Minha tranquilidade é saber que posso contar com vosso amor. Amém.

segunda-feira, 27 de março de 2017

27 DE MARÇO - SÃO PAULO SABIA ELOGIAR

Hoje temos um santo, bastante desconhecido, mas citado por São Paulo na carta aos filipenses: Santo Epafrodito. Leiamos esta passagem:
-“Espero pelo menos, no Senhor Jesus, enviar-lhes em breve Timóteo, a fim de eu mesmo ser aliviado, recebendo notícias de vocês... Aliás, tenho firme esperança no Senhor, de que em breve eu mesmo possa ir. Mas julgo necessário enviar a vocês Epafrodito, esse irmão que é meu companheiro de trabalho e de combate, e que vocês delegaram para socorrer minha pobreza. Pois ele tinha grande desejo de rever todos vocês e não tinha mais sossego pelo fato de vocês terem sabido da sua doença. É verdade que ele esteve doente e às portas da morte; mas Deus teve piedade dele, e não só dele, mas também de mim, não deixando que eu tivesse tristeza sobre tristeza... Então, apresso-me a enviá-lo de volta a vocês, a fim de que, ao vê-lo, vocês retornem à alegria e eu próprio tenha menos sofrimento. Acolham-no, pois, no Senhor, com toda alegria, e tenham em grande estima pessoas como ele. Foi pela obra de Cristo que ele quase morreu, tendo arriscado a vida para suprir vocês no serviço que vocês mesmos não me podiam prestar. (Fl 2,19-30) 
Outros santos: Augusta; Guilherme Tempier; Lídia; Lázaro da Pérsia; Francisco F. de Bruno
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
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O PEDIDO DA CRIANÇA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
Paulo Setúbal (+1937), famoso escritor, estava para publicar um livro que não condizia muito com sua nova linha de cristão convertido. Sua esposa o datilografou, mas não gostou. Levou-o para um padre amigo dar seu parecer, que lhe disse a mesma coisa: 
-Não publicasse.
Mesmo contra o conselho de pessoas de tanto peso resolveu mandar os originais para a Gráfica. Mas uma criança mudou tudo.Certa manhã, ao voltar da missa, foi direto ao quarto da filhinha que se convalescia de grave moléstia. Após beijá-la com carinho, ela lhe fez um pedido que o desconcertou: 
- Eu queria que papai rasgasse o livro que papai está escrevendo .
A menina, de apenas dez anos, não podia ter lido o livro. Nem ouvira sua mãe comentar nada. Entretanto, repetia com insistência o mesmo pedido. Quem lhe teria inspirado tal coisa?Paulo não agüentou mais. Foi pegar a papelada e voltou para o quarto da filha. E ali, numa sofreguidão incontida, os dois picaram em mil pedaços as trezentas paginas do livro. Depois, num canto do quintal, a fogueira devorava o resultado suado de um ano. 
Palavra de Deus: Fizeste sair da boca das crianças... um perfeito louvor contra os teus adversários... (Sl 8,2-3).
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REFLETINDO A PALAVRA - “Formação para o Bem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
1861. O bem não faz mal
 O bem, o verdadeiro e o belo estão unidos. O bem é a riqueza maior que podemos ter na vida, pois com ele temos todas as coisas boas e os bons caminhos para viver. O bem não é uma prisão, não é repressão, um estraga prazer e não produz tristeza.  O bem é a verdade que nos sustenta.  Verdade é aquilo que a coisa é. Para se chegar a assumir o bem na vida é preciso crer na verdade daquilo que a realidade é. Para isso damos passos e lentos. Por isso chamamos de educação, quer dizer, encaminhar, tirando da ignorância. É um processo. Quando se fala de moral, não significa prisões espirituais, repressão da pessoa, mas refere-se ao modo de viver integralmente. A verdade está no coração das pessoas pela consciência e é aprendida pela convivência e pela instrução. É a construção do ser humano. Papa Francisco em sua exortação apostólica Amoris Laetitia (Alegria do Amor), nos orienta nesse caminho. Ensina que não se trata de pedir esforço e renúncia, mas em passos lentos que levem a assumir. É conhecido como há uma recusa muito forte à orientação dos pais. E o Papa tem conhecimento disso. Assim diz: “Uma vez que as resistências dos jovens estão muito ligadas a experiências negativas, é preciso ao mesmo tempo ajudá-los a percorrer um itinerário de cura deste mundo interior ferido, para poderem ter acesso à compreensão e à reconciliação com as pessoas e com a sociedade” (AL 272). Esse rompimento entre filhos e pais está muito acentuado. É uma perda muito grande das experiências e riquezas pessoais. Sabemos que a sociedade impõe aos jovens esse modo e pensar e agir. Devemos mostrar que há outros caminhos.
1862. Livres para crescer
 Por causa dessa situação conflituosa, quase uma lide familiar, temos que trabalhar a formação das comunidades onde crescem. Essa formação deverá ser sempre gradual, respeitando a idade e as possibilidades concretas, sem pretender aplicar metodologias rígidas e imutáveis (AL 273). Tudo deve ser feito na liberdade. Aqui o Papa faz uma reflexão filosófica entre liberdade e vontade. Dizemos: Tenho direito de escolher o que quero. Mas não tenho a liberdade de escolher, pois estou condicionado por uma por pressão interior. Usa o exemplo da droga. Eu quero, pois não sou capaz de tomar outra decisão. Não se trata mais de liberdade. Não é livre para escolher diferentemente. O mal não faz bem. Entra aqui o processo educativo e a ajuda que o liberte da compulsão. Para isso o Papa Francisco alerta para a presença na família no processo educativo. “A família é a primeira escola dos valores humanos...” desde a infância. A formação, no meio tantos apelativos digitais, dificulta a aceitação das crianças e adolescentes de saberem esperar. Querem tudo mediatamente. Prejudica o crescimento autônomo. Ficam dependentes. Não se trata de tê-los como adultos, mas eles têm capacidade de maturar na experiência familiar (Al 274).
1863. Família geradora de vida
A família não só dá a vida, mas gera vida em sua totalidade.  O Papa esmiúça a função da família na educação dos filhos. “Ela é o primeiro âmbito da socialização primária”... nela se aprende a se fazer gente, comunicar-se, estar com os outros, com o mundo, mesmo no meio das dificuldades e dores. O Papa convida a superar a crise da excessiva comunicação que leva ao ‘autismo tecnológico’. Reflete também sobre o risco da onipotência sobre os filhos. Convida a perceber a importância do processo de socialização. “As comunidades cristãs são chamadas a dar seu apoio à missão educativa das famílias” em particular através da catequese de iniciação. Participar é mais receber que doar.

EVANGELHO DO DIA 27 DE MARÇO

Evangelho segundo S. João 4,43-54.
Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia. Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra. Ao chegar à Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa, a que também eles tinham assistido. Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente. Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer. Jesus disse-lhe: «Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis». O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra». Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho. Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia. Perguntou-lhes então a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem à uma da tarde que a febre o deixou». Então o pai verificou que àquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa. Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
São Gregório de Narek (c. 944-c. 1010), monge, poeta arménio 
O Livro das Orações, 12, 1; SC 78, 102 

«Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis».
«Todo aquele que invocar o nome do Senhor 
será salvo» (Jl 3,5; Rom 10,13). 
Quanto a mim, não só O invoco 
mas, acima de tudo, creio na sua grandeza. 

Não é pelos seus dons 
que persevero nas minhas súplicas: 
é porque Ele é a vida verdadeira 
e é nele que respiro; 
sem Ele não há movimento nem progresso. 

Não são tanto os laços de esperança, 
mas os laços do amor que me atraem. 
Não é dos dons, 
é do Doador que tenho perpétua nostalgia. 
Não é à glória que aspiro, 
é ao Senhor glorificado que quero abraçar. 
Não é de sede da vida que constantemente me consumo, 
é da lembrança daquele que dá a vida. 

Não é pelo desejo de felicidade que suspiro, 
que do mais profundo do meu coração rompo em soluços; 
é porque anelo por Aquele que a prepara. 
Não é o repouso que procuro, 
é a face daquele que aquietará o meu coração suplicante. 
Não é por causa do festim nupcial que feneço, 
é pelo anseio do Esposo. 

Na expetativa segura do seu poder 
apesar do fardo dos meus pecados, 
creio, com esperança inabalável, 
que, confiando-me na mão do Todo-Poderoso, 
não somente obterei o perdão 
mas O verei em pessoa, 
pela sua misericórdia e a sua piedade 
e que, conquanto mereça ser proscrito, 
herdarei o Céu. 

JOÃO DAMASCENO Padre e Doutor da Igreja, Santo 675-749

João Damasceno é considerado o último dos santos Padres orientais da Igreja, antes que o Oriente seseparasse definitivamente de Roma, no ano 1054. Uma das grandes figuras do cristianismo, não só da época em que viveu, mas de todos os tempos, especialmente pela obra teológica que nos legou.
Seu nome de baptismo era João Mansur. Nasceu no seio de uma família árabe cristã no ano 675, em Damasco, na Síria. Veio daí seu apelido "Damasceno" ou "de Damasco". Nessa época a cidade já estava dominada pelos árabes muçulmanos, que acabavam de conquistar, também, a Palestina. No início da ocupação, ainda se permitia alguma liberdade de culto e organização dos cristãos, dessa forma o convívio entre as duas religiões era até possível. A família dos Mansur ocupava altos postos no governo da cidade, sob a administração do califa muçulmano, espécie de prefeito árabe.
Dessa maneira, na juventude, João, culto e brilhante, se tornou amigo do califa, que depois o nomeou seu conselheiro, com o título de grão-vizir de Damasco. Mas como era, ao mesmo tempo, um cristão recto e intransigente com a verdadeira doutrina, logo preferiu se retirar na Palestina. Foi ordenado sacerdote e ingressou na comunidade religiosa de São Sabas, e desde então viveu na penitência, na solidão, no estudo das Sagradas Escrituras, dedicado à actividade literária e à pregação.
Saía do convento apenas para pregar na igreja do Santo Sepulcro, para defender o rigor da doutrina. Suas homilias, depois, eram escritas e distribuídas para as mais diversas dioceses, o que o fez respeitado no meio do clero e do povo. Também a convite de João V, bispo de Jerusalém, participou, ao seu lado, no Concílio ecuménico de Niceia, defendendo a posição da Igreja contra os hereges iconoclastas. O valor que passou para a Igreja foi através da santidade de vida, da humildade e da caridade, que fazia com que o povo já o venerasse como santo ainda em vida. Além disso, por sua obra escrita, sintetizando os cinco primeiros séculos de tentativas e esforços de sedimentação do cristianismo.
Suas obras mais importantes são "A fonte da ciência", "A fé ortodoxa", "Sacra paralela" e "Orações sobre as imagens sagradas", onde defende o culto das imagens nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas. Por causa desse livro, João Damasceno foi muito perseguido e até preso pelos hereges. Até mesmo o califa foi induzido a acreditar que João Damasceno conspirava, junto com os cristãos, contra ele. Mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais.
Mas pela fé e devoção que dedicava à Virgem Maria tanto rezou que a Mãe recolocou a mão no lugar e ele ficou curado. E foram inúmeras orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas. Tão importante foi sua contribuição para a Igreja que o papa Leão XIII o proclamou doutor da Igreja e os críticos e teólogos o declararam "são Tomás do Oriente". Sua celebração, no novo calendário litúrgico da Igreja, ocorre no dia 4 de dezembro.

RUPERTO DE WORMS Bispo, Fundador, Santo + 718

Ruperto era um nobre descendente dos condes que dominavam a região do médio e do alto Reno, rio quepercorre os Alpes europeus. Os Rupertinos eram parentes dos Carolíngios e o centro de suas atividades estava em Worms, onde Ruperto recebeu sua formação junto aos monges irlandeses.
No ano 700, sua vocação de pregador se manifestou e ele dirigiu-se à Baviera, na Alemanha, com este intuito. Com o apoio do conde Téodo da Baviera, que era pagão e foi convertido por Ruperto, fundou uma igreja dedicada a São Pedro, perto do lago Waller, a dez quilômetros de Salzburgo. Mas, o local não condizia ainda com os objetivos de Ruperto, que conseguiu do conde outro terreno, próximo do rio Salzach, nos arredores da antiga cidade romana de Juvavum.
Nesse terreno, o mosteiro que o bispo Ruperto construiu é o mais antigo da Áustria e veio a ser justamente o núcleo de formação da nova cidade de Salzburgo. Teve para isso o apoio de doze concidadãos, dois dos quais também se tornaram santos: Cunialdo e Gislero. Fundou, ao lado deste, um mosteiro feminino, que entregou a direção para sua sobrinha, a abadessa Erentrudes. Foi o responsável pela conversão total da Baviera e, é claro, de toda a Áustria.
Morreu no dia 27 de março de 718, um domingo de Páscoa, depois de rezar a missa, no mosteiro de Juvavum. Antes, como percebera que a morte estava próxima, fez algumas recomendações e pedido de orações à sua sobrinha, e irmã espiritual, Erentrudes. Suas relíquias estão guardadas na belíssima catedral de Salzburgo, construída no século XVII. Ele é o padroeiro de seus habitantes e de suas minas de sal.
São Ruperto, reconhecido como o fundador da bela cidade de Salzburgo, cujo significado é cidade do sal, aparece retratado com um saleiro na mão, tamanha sua ligação com a própria origem e desenvolvimento da cidade. Foi seu primeiro bispo e sua influência alastrou-se tanto, que é festejado nesse dia, não só nas regiões de língua alemã, como também na Irlanda, onde estudou, porque alí foi tomado como modelo pelos monges irlandeses.

FRANCISCO FAÀ DE BRUNO Prêtre, Fundador, Beato 1825-1888

No grande cenário dos santos sociais italianos, despontados na região da cidade de Turim, Francisco Faà de Bruno é uma das figuras mais complexas. A maioria deles ingressou na vida religiosa para se formar já na condição de sacerdotes diocesanos. Ele ingressou "tarde" na ordenação sacerdotal, tendo exercido o seu apostolado de laico nos campos fundamentais.
Francisco nasceu na cidade italiana de Alexandria, em 29 de março de 1825, era o caçula dos doze filhos de uma nobre família muito cristã. Aos dezesseis anos, ingressou na Real Academia Militar, com o objetivo de seguir uma carreira no exército. Porém, por ser um cristão convicto, entrou em conflito pessoal com relação à irreligiosidade "de prescrição" decorrente do mundo político-militar. Por isto, doze anos depois trocou a carreira pelo estudo acadêmico das ciências exatas. Viajou à Paris e na universidade de Sorbone, obteve o título de doutor com louvor.
Retornando à sua cidade foi trabalhar como professor de matemática. Em 1871, Faà de Bruno era um conceituado professor da universidade de Turim, sendo o titular da cadeira. Seus trabalhos matemáticos o tornaram famoso em todo o mundo, sendo publicados e traduzidos em vários países. Entretanto, simultaneamente à sua atividade intelectual, Faà de Bruno sempre se manteve em contato e atuando junto às comunidades religiosas. Era amigo pessoal do padre João Bosco que, em Turim, trabalhava para ajudar os meninos que chegavam à procura de um emprego urbano. Dom Bosco patrocinava aos jovens, instrução profissionalizante, religiosa, alojamento e recreação.
Faà de Bruno percebeu que deveria actuar na outra ponta, auxiliando as meninas, que ficavam expostas às armadilhas urbanas, enquanto buscavam a sobrevivência e um emprego. Criou para elas, com um grupo de senhoras, a Obra de Santa Zita que mantinha as jovens sob sua guarda no Conservatório do Sufrágio, uma casa similar às fundadas por Dom Bosco, para os meninos. Não satisfeito, fundou a Tipografia do Sufrágio, que funcionava como escola tipográfica para as jovens. Alí ele imprimia a Revista de Matemática, que era vendida em países e cujas divisas eram revertidas para a Obra.
Em 1867, no pequeno povoado de São Donato, iniciou-se a construção da igreja de Nossa Senhora do Sufrágio, cujo projeto foi feito por ele. Nove anos depois, ele escolheu esta igreja para celebrar a sua primeira Missa. Isto mesmo, Faà de Bruno, o professor, seguindo o conselho de Dom Bosco, desejou ser padre aos cinqüenta anos de idade, e se fez em dez meses, por intervenção directa do Papa Pio IX. Depois, para dar estabilidade à Obra de Santa Zita, o padre fundou em 1881, a ordem religiosa das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora do Sufrágio.
Padre Francisco Faà de Bruno morreu serenamente em 27 de março de 1888. Exatamente um século depois, o Papa João Paulo II, o beatificou, para ser reverenciado no dia de sua morte. As suas relíquias estão guardadas na igreja que ele projetou, em Turim, Itália. As irmãs continuaram a sua Obra e hoje estão presentes na Europa e América Latina.

Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916

Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo. A família era abastada, detentora de enormes quintas. Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura. Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para o Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitectura. As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres. Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo que de tudo se despojou para enriquecer os outros. Ia distribuindo os haveres ganhos com os trabalhos de pintor notável pelos mais carenciados que reunia nos albergues públicos, onde ele também dormia. Tornado franciscano da Ordem Terceira, vestido com o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes. Como não se sentisse capaz de sozinho socorrer tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, juntou alguns companheiros e lança, deste modo, os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer os seus votos de pobreza, castidade e obediência. Não escreveu nenhuma Regra, mas o seu exemplo e proceder foram incentivo e modelo inédito de viver à maneira de Cristo. Construiu oficinas várias, para os necessitados poderem ganhar alguma coisa e reconstituírem a vida. Jamais aceitou bens imóveis ou auxílios económicos estáveis. Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limita-se a receber o que lhe iam dando, dia a dia. Nos albergues acolhia todos os infelizes, sem cuidar de saber a sua origem, raça, etnia ou religião. A 15 de Janeiro de 1891, ao reparar nas necessidades de tantas mulheres e raparigas, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua associação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias. Com palavras de ânimo e conselhos apropriados, com pregações sobre os desajustamentos sociais, vincando a obrigação de todos, sobretudo os mais favorecidos em riquezas, ajudarem os ignorantes e miseráveis, Santo Alberto não só formava os seus seguidores como suscitava nos ricos um desprendimento que os impulsionava a uma generosa caridade. A 25 de Dezembro de 1916, já com várias comunidades ao serviço dos pobres e com mais de uma centena de discípulos, entregou a sua alma a Deus.

S. João do Egipto, eremita, +374

Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito".

Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326

Santo Alexandre governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho de Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto d'Ele por natureza. Seria portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna. O bispo Alexandre fez a Ário várias correções, mas este, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação da sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com o Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigénito do Pai... Consubstancial ao Pai".

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE MARÇO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Segunda-feira – Santos: Guilherme Tempier, Lídia, Lázaro da Pérsia 
Evangelho (Jo 4,43-54) “Jesus lhe disse: – Podes ir, teu filho está vivo. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.” 
João dá mais um exemplo, o de um homem que acreditou em Jesus. Era um pai, que pedia a cura de seu filho. Quando Jesus disse que o menino estava curado, ele acreditou e começou a voltar para casa. Acreditou plenamente em seu poder quando soube que naquele mesmo instante o menino começou a melhorar. Podemos crescer na fé, ao ver como Jesus age poderosamente em nossa vida. 
Oração
Senhor Jesus, ajudai-me a estar atento para perceber os sinais que me fazeis ao longo da vida. Sois muito discreto, como quem não quer se impor, mas estais sempre a me convidar a vos seguir, indicando-me o melhor caminho. Aumentai minha fé, minha entrega confiante em vossas mãos. Não vos peço clareza, mas apenas que nunca me falte essa confiança absoluta em vosso poder. Amém.

domingo, 26 de março de 2017

26 DE MARÇO – PRIMEIRO, A MAJESTADE DIVINA

A cena seguinte passou-se entre São Lúdgero e o imperador Carlos Magno. O santo estava rezando seu Breviário, quando Carlos Magno anunciou que queria falar com ele. Assim respondeu Ludgero: 
-Agora estou conversando com a Majestade divina. Logo atenderei o que a Majestade terrena deseja.
Carlos Magno gostou da franqueza do santo. Aliás eram bons amigos e se entendiam bem. Ludgero (741-809) era holandês. Grande missionário na Frigia e na Saxônia. Com métodos de persuasão evangélica, conquistou mais do que com a violência. Foi acusado de dilapidar os bens da Igreja com suas esmolas. Explicou aos seus acusadores que socorrer os pobres não é dilapidar os bens da Igreja, mas distribui-los aos seus legítimos donos que são os pobres. 
Outros santos: Bráulio, bispo de Saragoça
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
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