domingo, 26 de fevereiro de 2017

Homilia do 8º Domingo Comum (26.02.17)

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
“Olhai as aves do céu” 
Buscai o Reino de Deus
Jesus instrui os discípulos sobre o modo autêntico de viver e diz que os valores da vida não estão acima do valor do Reino de Deus. O Reino não impede os verdadeiros valores, mas lhes dá sentido. Jesus não quer seus discípulos divididos entre dois senhores. “Ninguém pode servir a dois senhores; pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro (Mt 6,24). Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Os dois senhores, de que Jesus fala, são o Reino e os bens materiais, por exemplo, comida, bebida e roupa etc. ... Podemos procurar esses bens. Devemos, contudo, buscar em primeiro lugar a justiça do Reino. A justiça do Reino é a bondade, a misericórdia e o amor. Ela não nos tira a responsabilidade, mas ensina o caminho de consegui-las no amor. Jesus ensina a colocar a confiança absoluta no Pai e na implantação do Reino. É magnífica a imagem das flores e dos pássaros que superam em beleza o ser humano. O Pai, que alimenta os passarinhos e veste as flores, cuidará com mais atenção ainda de seus filhos. Deus cuida deles com carinho. O que Deus quer é nossa tranqüilidade e não a agitação dizendo “o que vamos comer, beber e vestir?”... “Vosso Pai, que está nos Céus, sabe que precisais de tudo isso” (Mt 6,31-32). O profeta usa a expressão do amor materno para mostrar como Deus cuida de nós muito mais que nossa mãe: “Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer eu, porém, não me esquecerei de ti”(Is 4915).  Ninguém pode dizer: “Deus Se esqueceu de mim”.
Em Deus repousa minh’alma
            O salmo canta o resultado do abandono em Deus: “Só em Deus a minha alma tem repouso, porque é Dele que me vem a salvação. Só Ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza onde encontro segurança” (Sl 61,7). Essa mesma confiança em Deus é expressa pelo salmo: “Fiz calar e repousar meus desejos, como criança amamentada, no colo da mãe, como criança amamentada estão em mim meus desejos” (Sl 131,2). Isso não pode parecer uma utopia, um sonho. Se sossegarmos as ganâncias que nos levam ao consumismo, podemos sossegar nosso coração diante de Deus e, com isso, dar valor ao Reino como primeira opção. Sabemos que Deus garante o sustento. Aliás, tendo o Reino, não vamos querer tanta coisa. Tendo toda a riqueza maior, não precisamos de bijuterias.  A confiança em Deus é expressa pelo profeta através da imagem do bebezinho que se alimentou e dorme tranquilo.  A mãe com um nenezinho adormecido e feliz nos braços da mãe é a imagem síntese do resultado da opção pelo único Senhor. Não se trata de preocupação, mas ocupação. Jesus convida a viver o presente. Assim estamos prontos para o amanhã.
Para cada dia, basta seu cuidado
            Jesus diz que “são os pagãos é que se preocupam com essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e toda essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6,32-33). Será que a toda essa crise atual de agitação e depressão não são conseqüência do resultado dessa busca do vazio? E continua Jesus: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas” (Mt 6,34). A sabedoria de Jesus nos ensina que buscar o Reino hoje é o melhor modo de viver bem amanhã. Depois mostrar os que se preocupam com a justiça do Reino que é a bondade, a misericórdia e o amor.
Leituras: Isaias 49,14-15;Salmo 61; 1Coríntios 4,1-5;Mateus 6,24-34 
1.   Jesus ensina que a busca dos valores do Reino dá melhor resultado que a busca desenfreada dos bens materiais. São os dois senhores. 
2.   É preciso calar a ganância dos desejos para se ter a serenidade do Reino. 
3.   Jesus ensina a viver o memento presente. 
Quem paga a conta 
Quando se tem que pagar a conta, sabe-se o peso do que se comeu. Assim Jesus libera a gente dessa preocupação.
Jesus faz uma bela comparação: devemos viver despreocupados com a vida, com o dinheiro, com a comida, com o vestido. Quem escolhe o Reino de Deus vai ter tudo de sobra.  Nem Salomão se vestiu tão bem como um lírio que não fez nada para ser tão bonito. Deus cuida dos passarinhos, das flores e de nossa vida.
Se buscarmos o Reino de Deus e sua justiça, o resto vem com sobra. Buscar o Reino de Deus dá garantia de que Deus paga a conta.
Ensina a viver o momento presente. Vivemos tão atacados e nervosos para garantir o dia de amanhã. E deixamos de viver o hoje. Isso quer dizer que não viveremos. Vivamos bem o dia de hoje, que o de amanhã fica garantido. Deus é como uma mãe que não esquece seu filhinho.

EVANGELHO DO DIA 26 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo S. Mateus 6,24-34.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso vos digo: «Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura? E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?’ Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Santa Clara (1193-1252), monja franciscana 
Carta a Inês de Praga, 25-29 
Escolher a porta estreita
Estou certa de que sabeis que o Reino dos Céus não foi prometido nem é dado pelo Senhor senão aos pobres (cf Mt 5,3), porque quando nos prendemos a uma coisa cá de baixo, perdemos o fruto da caridade. 
Não podemos servir, ao mesmo tempo, a Deus e a Mámon, porque, ou um deles é amado e o outro detestado, ou um deles é servido e o outro desprezado; um homem vestido não consegue lutar contra um adversário nu, porque este pode agarrar-lhe as vestes e vencê-lo sem demora; não podemos ter a esperança de viver com brilho neste mundo e reinar com Cristo no outro; mais depressa um camelo passará pelo fundo de uma agulha que um rico passará pela porta do Céu (cf Mt 19,24). 
Foi por isso que rejeitastes essas vestes que são as riquezas temporais, a fim de não serdes vencida na luta, e escolhestes o caminho inclinado e a porta estreita, a fim de poderdes entrar no Reino dos Céus (cf Mt 7,13-14). 

ALEXANDRE DE ALEXANDRIA Bispo, Santo 250-328

Nasceu em 250. Foi indicado Bispo de Alexandria em 313 para suceder Santo Achillas. Alexandre é famoso pela sua oposição a heresia Ariana, a qual dizia que Jesus não era Deus de verdade, mas que o Filho era apenas uma criatura e que teria havido um tempo que o Filho não teria existido. Alexandre também é conhecido por sua doutrina apostólica e um dos seus maiores feitos foi treinar um jovem diácono de nome Athanásius que mais tarde foi celebrado e admirado por todo mundo cristão. Alexandre foi de gentil com os arianos, mas foi determinado. Muitos o acusam, de por isto, ter compromissado a posição da Igreja, mas muitos outros já dizem que ele foi impetuoso por causa de sua posição irredutível. Não obstante ele deve ser considerado com um campeão da dos ensinamentos da Igreja Católica e creditado com zelo pastoral. Durante muito tempo ele se dirigiu a Arius, tentando convencê-lo de seu erro antes de excomungá-lo, em 321. A excomunhão foi confirmada no Sínodo de Alexandria. Sua Circular Episcopal sobre a Heresia Ariana sobreviveu ao tempo e é uma importante par-te da literatura eclesiástica daquele período. Como Bispo, Alexandre preferia os monges, nome-ando preferencialmente aqueles que viviam como eremitas no deserto, visto que ele os considerava como modelo para suas ovelhas. Ele também insistia na caridade para com os pobres na Diocese sob o seu controle, uma coisa pela qual ele ficou famoso na Diocese de Alexandria. Alexandre é tido como tendo escrito os primeiros Actos do Concilio de Niceia em 325, onde o Arianismo foi formalmente condenado. Ele faleceu na Alexandria em 328, dois anos depois que ele retornou do Concilio tendo nomeado Athanásio como seu sucessor.

PORFÍRIO DE GAZA Bispo, Santo + 421

São Porfírio, o vigoroso destruidor da idolatria, nasceu em Tessalónica, na Macedónia. Instruído nas ciências, tendo a idade de 25 anos, retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos numa gruta, nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou-lhe grande mal à saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte dos pais. Em sua companhia achava-se um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber a herança e distribuir o dinheiro entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre.  Na visita diária aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele o Bom Ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar Porfírio a levantar-se do chão. O Bom Ladrão estendeu-lhe a mão e disse: “Agradece a teu Salvador tua cura”. No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma, com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfeitamente curado. O sentido das palavras de Cristo, porém ficou-lhe enigmático, até que o Bispo de Jerusalém o ordenou e o nomeou guarda do santo Lenho. Os sacerdotes da diocese de Gaza, tendo perdido o Bispo, insistiram com Porfírio para que aceitasse a direcção da diocese orfanada. Embora sua modéstia quisesse fugir dessa dignidade, à obediência teve de sujeitar-se. Existiam em Gaza muitos pagãos e um templo magnífico para o culto das divindades. Os idólatras, conhecendo já de antemão o zelo do novo Bispo, principalmente seu ódio ao culto pagão, assentaram matá-lo antes de tomar posse do rebanho. Este plano ímpio, por qualquer circunstância imprevista, não pôde ser efectuado. Bem se arrependeram da iniquidade, pois Porfírio, apesar de inimigo do paganismo, pela modéstia, paciência e caridade, soube ganhar os corações dos próprios pagãos. Um fato extraordinário, que se deu logo no princípio do seu governo, aumentou ainda a confiança e veneração para com o novo Pastor. Uma seca atroz de muitos meses aniquilara as esperanças dos lavradores e o espectro da fome começava a apavorar os ânimos. Nesta expectativa desoladora os sacerdotes de Marnas, a quem era devotado o templo, se dirigiram à sua divindade com preces e sacrifícios, para obter o benefício de uma chuva. Marnas, porém, chuva nenhuma mandou e a seca continuou a assolar a região. Porfírio, condoído com a miséria pública, ordenou um dia de jejum, organizou uma procissão de penitência a uma capela situada fora da cidade. Apenas recolhida à procissão, caiu uma chuva abundantíssima, refrigerando a terra ressecada. Muitos, diante deste espectáculo e vendo nisto o grande poder do Deus dos cristãos, converteram-se. Outros, porém, encheram-se de inveja e forjaram novos planos malignos contra a vida do santo Bispo e de alguns cristãos. Entretanto, veio um édito do imperador Arcádio, ordenando o fechamento dos templos pagãos. Esta ordem foi por muitos funcionários obedecida, por outros não. Assim ficou aberto o templo de Marnas. Porfírio, desejando ardentemente a execução da ordem imperial, conseguiu em Constantinopla a autorização para derrubar o templo em Gaza. A influência, porém, de ministros subornados pelos sacerdotes pagãos, fez com que o imperador revogasse a autorização exarada. Não obstante, algum tempo depois, foi publicada nova ordem no mesmo sentido de fechar os templos pagãos, sob pena de os refractários perderem a colocação; mas mesmo assim, o templo não se fechou. A imperatriz Eudóxia prometeu a Porfírio empregar toda a influência junto ao imperador, para conseguir o fechamento e a destruição do templo. Porfírio, inspirado por Deus, predisse à imperatriz o advento de um filho. Logo que esta profecia se cumpriu, dirigiu-se o Bispo a Constantinopla, para administrar o sacramento do Baptismo ao príncipe herdeiro. Aconselhado pela imperatriz, Porfírio redigiu novamente o requerimento ao imperador. A petição foi entregue ao monarca logo depois do ato religioso, por assim dizer, pela criança recém – baptizada. Arcádio achou-a depositada sobre o peito do filhinho. No momento em que a abria, a pessoa que segurava nos braços a criancinha disse-lhe: “Digne-se Vossa Majestade de deferir o requerimento apresentado por seu filho”. O imperador respondeu com sorriso nos lábios: “Como poderia eu negar o primeiro pedido de meu filhinho?” – Imediatamente foi mandado para Gaza um oficial do exército, com ordem estrita de demolir o templo de Marnas. Poucos dias depois, quando Porfírio se aproximou da cidade, os cristãos, seus diocesanos, receberam-no com muita solenidade. O préstito havia de passar por um lugar onde se achava uma imagem de Vénus, ponto predilecto para reuniões de mulheres, que costumavam encontrar-se lá, para tratar projectos de casamentos. Mal o Bispo se achava defronte daquela estátua, quando esta, sem que pessoa alguma lhe tivesse tocado, ruiu por terra, fazendo-se em pedaços. Este fato causou grande sensação e foi o início de muitas conversões. O templo de Marnas desapareceu e em seu lugar se ergueu uma belíssima Igreja, dedicada a Deus vivo e verdadeiro. O triunfo de Porfírio sobre a idolatria foi completo. Quando, em 421, Deus o chamou para o descanso eterno, o santo Bispo teve a grande satisfação de ver muito reduzido o número de pagãos em sua diocese.

PAULA MONTAL Religiosa, Fundadora, Santa 1799-1889

Na vila de Arenys de Mar, perto de Barcelona, Espanha, nasceu Paula Montal Fornés em 11 de Outubro de 1799, que no mesmo dia recebeu o baptismo. Paula passou a infância e a juventude em sua cidade natal, trabalhando desde os 10 anos de idade, quando seu pai morreu. O seu lazer era a vida espiritual da sua paróquia, onde se destacou por sua devoção à Virgem Maria. Paula Montal, durante este período, constatou, por sua própria experiência, que as possibilidades de acesso à instrução e educação para as mulheres eram quase nenhuma. Um dia quando estava em profunda oração, se sentiu iluminada por Deus para desenvolver este dever. Decidiu deixar sua cidade natal para fundar um colégio inteiramente dedicado à formação e educação feminina. Paula Montal se transferiu para a cidade de Figueras, junto com mais três amigas de espiritualidade Mariana, e iniciou sua obra. Em 1829, ela abriu a primeira escola para meninas, com amplos programas educativos, que superavam o sistema pedagógico dos meninos. Era uma escola nova. Assim, Paula Montal com o seu apostolado total-mente voltado à formação feminina, se tornou a fundadora de uma família religiosa, inspirada no lema de São José de Calazans: "piedade e letras". Sempre fiel a sua devoção à Virgem Maria, deu o nome para a sua Congregação de Filhas de Maria. A estas religiosas transmitiu seu ideal de: "Salvar a família, educar as meninas no santo temor de Deus". E continuou se dedicando à promoção da mulher e da família. Em 1842, abriu o segundo colégio em sua terra natal, Arenys de Mar. Nesta época, Paula Montal decidiu seguir os regulamentos da Congregação dos Padres Escolápios, fundada por São José de Calazans com quem se identificava espiritualmente. Um ano após abrir sua terceira escola, Paula Montal conseguiu a autorização canónica para, junto com suas três companheiras, se tornar religiosa escolápia. Em 1847, a congregação passou a ser Congregação das Filhas de Maria, Religiosas Escolápias, que ano após ano crescia e criava mais escolas por toda a Espanha. Paula Montal deu a prova final de autenticidade, da coragem e da ternura do seu espírito modelado por Deus, em 1959. Neste ano, no pequeno e pobre povoado de Olesa de Montserrat, fundou sua última obra pessoal: um colégio ao lado do mosteiro da Virgem de Montserrat. Ali ficou durante trinta anos escondida, praticando seu apostolado. Morreu aos 26 de Fevereiro de 1889 e foi sepultada na capela da Igreja da Matriz de Olesa Montserrat, Barcelona, Espanha. Solenemente foi beatificada em 1993, pelo Papa João Paulo II que posteriormente a canonizou em Roma, no ano de 2001. A mensagem, do século XIX, de Santa Paula Montal Fornés de São José de Calazans será sempre actual e fonte de inspiração para a formação das gerações do terceiro milénio cristão. http://www.paulinas.org.br/

PIEDADE DA CRUZ ORTIZ REAL Religiosa, Fundadora, Beata (1842-1916)

Nasceu em Bocairente, Valência (Espanha), no dia 12 de Novembro de 1842, sendo baptizada no dia seguinte com o nome de Tomasa. Recebeu a Primeira Comunhão aos dez anos, sacramento que despertou nela o desejo de pertencer do Senhor e viver para Ele. Completou a sua formação humana e espiritual no Colégio de Loreto, pedindo sucessivamente para ingressar no noviciado desse Instituto, mas seu pai, considerando a situação política da época e a pouca idade da menina, obrigou-a a voltar para a casa. Esta etapa da sua vida em Bocairente foi caracterizada por três aspectos: o espírito de piedade e de oração, a sua dedicação a fazer o bem às crianças pobres, aos idosos e aos doentes e o empenho em dar uma resposta àquilo que sentira no seu íntimo no dia da Primeira Comunhão. Tomasa, então, pensou que podia realizar o sonho da sua vida: consagrar-se ao Senhor num convento de Carmelitas de clausura em Valência. Contudo, uma enfermidade obrigou-a a abandonar o noviciado e a voltar para a a casa paterna. Uma vez restabelecida, tentou novamente entrar num convento de clausura e, mais uma vez, aconteceu o mesmo facto. Depois destes acontecimentos, Tomasa intuiu que Deus não queria que ela seguisse aquele caminho. Pediu-lhe que lhe indicasse claramente a Sua vontade e, retirando-se em oração, recitava assim: "Tua, meu Jesus, desejo ser tua; porém, diz-me onde". Tendo a certeza de sentir-se chamada para uma vida de especial consagração, mas com a dúvida de onde Deus a queria, Tomasa dirigiu-se para Barcelona. Depois de muitas dificuldades, ali o Senhor respondeu à sua busca vocacional, fazendo-a viver uma profunda experiência mística, na qual o Coração de Jesus, mostrando-lhe o seu lado esquerdo ensanguentado, lhe disse: "Olha como me deixaram os homens com a sua ingratidão, queres ajudar-me a levar esta cruz?". Tomasa respondeu: "Senhor, se tens necessidade de uma vítima e me queres, estou aqui". Então, o Redentor disse-lhe: "Funda, minha filha, que sobre ti e sobre a tua Congregação concederei sempre misericórdia". Esta experiência foi determinante para Tomasa, dando-lhe uma certeza tão grande que nunca a cancelou da sua mente e do seu coração. Daquele momento compreendeu que Deus lhe pedia para dar vida a um novo Instituto. Depois de imensas dificuldades e tribulações, no dia 8 de Setembro de 1890, chegou para ela a hora de Deus. Nascia na Igreja a Congregação das Irmãs Salesianas do Sagrado Coração de Jesus na qual se devia amar, servir e reparar, ver o rosto do Senhor nas meninas órfãs, nas jovens operárias, nos doentes, nos idosos abandonados... e ajudá-los a levar a cruz. Madre Piedade expirou com o crucifixo entre os lábios e na santa paz de Deus, no dia 26 de Fevereiro de 1916.www.vaticano.va/

26 DE FEVEREIRO – SEUS PREFERIDOS ERAM OS DESVALIDOS

São Porfírio (353-420) nasceu na Grécia, mas tinha sangue de cigano. Viveu cinco anos no Egito como ermitão penitente. Passou outros cinco anos na Palestina, recolhido numa gruta perto do rio Jordão. Ficou doente, provavelmente em conseqüência das muitas privações, e foi tratar-se em Jerusalém. Lá ficou conhecendo um rapaz de nome Marcos que tornou-se o seu discípulo e amigo. Mais tarde o enviou a Tessalônica, sua terra natal, para vender os bens que ainda possuía naquela cidade e trazer o dinheiro que seria distribuído entre os pobres. Depois de trabalhar 40 anos num curtume, foi ordenado sacerdote e chegou a ser nomeado bispo de Gaza. Porfírio exerceu grande influência religiosa e política. O que mais lhe valeu, foi sua generosidade com os desvalidos e desprezados da sociedade.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE FEVEREIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – 8º Domingo Comum – Santos: Deodoro, Porfírio, Nestor 
Evangelho (Mt 6,24-34) “Olhai os pássaros do céu: não semeiam, não colhem, nem guardam em celeiros.” 
Jesus diz que o Pai, que está nos céus, conhece todas as nossas necessidades dos homens. Conhece, então, também as nossas, que agora são muito mais numerosas que as de antigamente. Ele não nos quer ensinar o descuido, a imprevidência, o comodismo ou a falsa confiança. Quer ensinar-nos a procurar primeiro as realidades do Reino de Deus, a justiça, o amor e tudo que dura para sempre. É o Reino que deve ser o objetivo de nossa vida, nossa preocupação central. Então sim, iremos fazer tudo que devemos fazer, com todo o cuidado e esforço, entregando-nos depois tranquilamente aos cuidados de Deus, que nos ama e conhece todas as nossas necessidades melhor que nós, e fará o que não pudemos fazer. 
Oração
Senhor, aceito vossas palavras. Quero viver do jeito novo que me ensinastes, na justiça e no amor. Quero colocar-vos em primeiro lugar em minha vida, antes de todos e de tudo. Quero que sejais meu único senhor. Acredito que o Pai me ama, conhece todas as minhas necessidades, e quer dar-me sempre tudo quanto é necessário para meu bem e minha felicidade. Aumentai a minha confiança, para que tenha tranquilidade quando as dificuldades parecerem grandes demais. Ajudai-me, Senhor, a fazer tudo que estiver ao meu alcance; que eu trabalhe e me preocupe na medida certa por mim e pelos outros. Sei que terei os limites de minhas capacidades, de minha saúde e de minha idade. Não conseguirei pensar em tudo, nem fazer tudo que seria preciso. Tudo isso eu deixo aos vossos cuidados. Amém.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O MARIDO FARRISTA SE CONVERTEU

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
Era demais. Quase todas as noites o marido ia divertir-se com os amigos. A esposa tolerava tudo com paciência de mártir. Uma noite ele voltou mais cedo, ou porque o dinheiro acabou, ou porque não encontrou seus companheiros de aventura. As luzes do seu barraco de madeira estavam apagadas. Mas, pelas frestas percebeu uma luzinha acesa. Era bem no quarto do casal. 
-“Ué! Com quem minha mulher está deitada?”. 
Aproximou-se mais, colou os ouvidos junto à porta e tentou ver ou ouvir. O que ouviu foi isto:
- Agora, meus filhinhos, rezemos uma ave-maria pelo papai. 
Era assim que a esposa fazia todas as noites, à luz de uma vela, junto com seus filhos. O marido chorou baixinho e ali mesmo resolveu mudar de vida.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Quarta-Feira de Cinzas”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
             REDENTORISTA

918. Lembra-te que és pó!
Iniciamos o tempo da Quaresma. Na espiritualidade cristã temos tempos propícios para revermos nossa vida e nos dispormos a uma vivência mais coerente do Mistério Pascal de Cristo que celebramos em toda sua intensidade e esplendor na Vigília Pascal (bênção das cinzas). O povo do Antigo Testamento era conclamado pelos profetas a uma conversão para Deus e fazia celebrações penitenciais pelos pecados. Os profetas clamavam: “Voltai a mim com todo vosso coração com jejuns, lágrimas e gemidos” (Jl 2,12). O pecado é a expressão mais acabada de nossa fragilidade. Somos pó e um pó que nem sempre produz vida. A palavra de Deus reconhece: És pó e em pó hás de tornar (Gn 3,19), como está descrito logo no início das Escrituras após a condenação do homem. O homem é como a flor do campo que hoje está viva e, passando o vento, já desaparece (Sl 103,15). A fragilidade do homem faz parte da sua constituição de criatura finita. Esta fragilidade se deteriora em seu ser profundo quando existe o pecado, isto é, a recusa de Deus e a recusa de sua finalidade de buscar a Deus na comunhão dos irmãos. A própria Escritura dá o exemplo deste egoísmo ao narrar a onda de males que cresce após o pecado: Caim mata Abel. Esses males se propagam por todo o universo, prejudicando a própria inocente criação. Lembramos aqui a Campanha da Fraternidade deste ano que trata deste tema: “Fraternidade e vida no planeta”. Se não houver o reconhecimento da fragilidade e a conversão do coração, como sugere Jesus no Evangelho, a terra se tornará, também ela, pó sem vida. O rito das cinzas não é uma lembrança do antanho, coisas da superstição, mas é uma profecia de hoje para salvar as pessoas e o mundo. Por isso Paulo chama para aproveitar bem este tempo favorável: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor, 6,2). 
919. Força para vencer 
Na Quaresma lembramos o jejum de Jesus. Ele sofreu a tentação em toda sua vida. E foi vencedor. Fazer penitência não é sofrer. É fortificar-se. As pessoas malham e fazem regimes mortíferos para manter-se em forma. Um atleta está em contínuo exercício para poder vencer a disputa. Do mesmo modo, para levar nossa natureza humana e espiritual a estar pronta para vencer os males que nos cercam e viver saudavelmente, necessita de um treinamento vigoroso. A penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal, rezamos na oração da missa. Houve tempo que a penitência era castigar o corpo. Jesus ensina a domar o coração e a fonte de nossos desejos. O homem vencerá se vencer seu coração e se tornar dono de seus sentimentos, desejos, afetos, ambições, orgulhos. Se o jejum, a penitência, a esmola não entrarem em nosso interior, não estaremos prontos. Se não é provado, não pode ser comprovado. 
920. Tempo de conversão 
O clamor da Quaresma é o convite: “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20). Buscai o Senhor e Ele se deixará encontrar. Por isso Jesus diz que é preciso ter o rosto alegre, pois não se trata de dor, mas de mudança de atitude que nos leva ao encontro com Deus. É um tempo de nos recolhermos um pouco mais dentro de nós mesmo e, na oração, conhecer nosso interior e trabalhá-lo para que seja mais apto para enfrentar a mudança que a Páscoa exige de nós: “Nós vos exortamos a não receber em vão a graça de Deus” (2Cor 6,1). Leituras: Joel 2,12-18; Salmo 50; 2Coríntios 5,20–6,2; Mateus 6,1-6.16-18.

EVANGELHO DO DIA 25 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo S. Marcos 10,13-16.
Naquele tempo, apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele». E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Hermas (século II) 
O Pastor, parábola 9, 24.29 
««Deixai vir a Mim as criancinhas [...]: dos que são como elas é o reino de Deus. »
O Pastor mostrou-me uma montanha onde as ervas eram verdes e viçosas; tudo estava florescente, e os rebanhos e os pássaros encontravam aí o seu alimento. Ele disse-me: «Os crentes daqui são simples, inocentes, felizes, sem qualquer ressentimento uns contra os outros, mas, pelo contrário, alegres servidores de Deus. Revestidos do santo espírito das virgens, cheios de compaixão por todos os homens, proveem, com o suor do seu rosto, às necessidades de todos os seus semelhantes, sem murmurações nem hesitação. Vendo a sua simplicidade e toda a sua candura infantil, o Senhor fez prosperar o trabalho das suas mãos e abençoou todas as suas empresas. [...] Todos vós que agis assim, permanecei desse modo, e a vossa prosperidade não desaparecerá jamais» [...] 
Depois, ele mostrou-me uma bela montanha toda branca: «Aqui os crentes assemelham-se às criancinhas que não têm qualquer ideia do que é o mal; como elas, nunca souberam o que é a maldade, mas guardaram sempre a inocência da infância. Esses homens irão seguramente habitar no reino de Deus, porque não violaram os mandamentos de Deus, mas perseveraram todos os dias da sua vida na candura e nos sentimentos da sua infância. Todos vós que perseverais nesta via sereis "como criancinhas", sem malícia, sereis glorificados mais que todos os outros, porque as criancinhas são gloriosas diante de Deus e os primeiros a seus olhos. Bem-aventurados, pois, todos vós que afastardes a malícia para vos revestirdes de inocência; primeiro que todos os outros, vivereis para Deus. » 

Beata Maria Ludovica de Angelis, religiosa - 25 fevereiro

     
      A Irmã Maria Ludovica De Angelis nasceu no dia 24 de outubro de 1880 na Itália, em São Gregório, uma pequena cidade dos Abruzzos, não muito longe da bonita cidade de L'Áquila. Foi batizada na mesma tarde do seu nascimento com o nome de Antonina. Seus pais, humildes lavradores, se chamavam Santa Colaiandi e Ludovico de Angelis. Ela era a primogênita e teve que ajudar na educação dos irmãos. Frequentava esporadicamente a escola onde aprendeu a ler e escrever. Quando chegou à adolescência teve que ajudar seu pai nas tarefas agrícolas.
     No contato com a natureza e a dura vida do campo, a menina cresceu límpida e simples, trabalhadeira e rica de sensibilidade, transformou-se ao mesmo tempo numa jovem forte e delicada, ativa e reservada como todas as pessoas daquela esplêndida terra. Seu pároco, Pe. Samuel Tarquini, colocou-a na frente da Associação Filhas de Maria fundada por ele.
     No dia 7 de dezembro do mesmo ano do nascimento de Antonina falecia em Savona uma Irmã que havia escolhido dar a vida à Cristo: era a Santa Maria Josefa Rossello, que havia fundado em Savona, no ano de 1837, ao Instituto das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia, uma família religiosa que se espalhava pelo mundo e atraia muitas jovens para o mesmo ideal.
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TARÁSIO DE CONSTANTINOPLA Patriarca, Santo + 806

São Tarásio, natural de Constantinopla, foi um dos Patriarcas mais célebres da Igreja oriental. O pai, nobre patrício e bom cristão, teve todo empenho em proporcionar-lhe uma boa educação. O filho satisfez perfeitamente aos desejos e esperanças do progenitor, tanto que, uma vez conhecido na sociedade, era objecto da admiração de todos, por causa do seu saber e belo carácter. Abriam-se-lhe ao futuro as perspectivas mais risonhas e prometedoras. Convidado pelo imperador Constantino V e sua esposa Irene, ocupou o cargo de cônsul e mais tarde de secretário do Estado. Os atractivos do mundo, o brilho de posições elevadas não conseguiram entretanto, ofuscar-lhe a vista. A vida na corte, tão cheia de seduções e escolhos para a virtude, em nada lhe modificou os sentimentos de piedade e a sobriedade de seu carácter. A todos e em todas as emergências, dava o exemplo de cristão recto. Havia no Oriente uma seita, que combatia o culto das imagens, chamada a dos iconoclastas. Paulo III, Patriarca de Constantinopla embora merecedor dos maiores elogios, como Prelado virtuosíssimo e caridoso que era, teve a fraqueza de não se opor à perniciosa seita, com a energia que as circunstâncias exigiam, tanto que a opinião de muitos católicos o acoimava como fautor da mesma. Uma doença grave, que Deus lhe mandou, abriu-lhe os olhos. Muito arrependido do erro que cometera, renunciou o cargo e retirou-se para a solidão, a fim de fazer penitência. Tão firme ficou nesse propósito, que amigos íntimos não o puderam demover do intento. Uma visita da própria imperatriz Irene, (esposa de Leão IV) e suas insistências para que voltasse ao cargo, não tiveram melhor resultado. Paulo tomou o hábito de monge e propôs Tarásio para seu sucessor. A indicação não podia ser mais acertada, apesar de Tarásio se opor com toda a força. Paulo morreu pouco depois e Tarásio recebeu a sagração patriarcal, na festa de Natal de 784. Uma das condições principais, sob as quais Tarásio tinha aceito o cargo de Patriarca, fora a convocação de um Concílio, que decidisse a questão do culto das imagens. O Concílio realizou-se em Nicéia, na Bitinia, e o resultado foi à anatematização da heresia dos iconoclastas. Tarásio, na compreensão nítida da alta missão de Bispo e Patriarca, praticou as virtudes cristãs, procurando ao mesmo tempo implantá-las na alma do povo. A todos dava o exemplo da caridade prática, convidando a pobreza para com ele partilhar as refeições em palácio. Esta praxe não teve a aprovação de todos, e houve quem o censurasse por isso, querendo fazer-lhe ver que a caridade assim compreendida e efectuada, não conduzia a dignidade que representava, como Patriarca. “Minha ambição única, respondia Tarásio, é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir aos outros e não para ser servido”. Para que o povo tivesse sempre mestres que o instruíssem na religião e o defendessem contra as heresias, Tarásio fundou alguns conventos e tudo fez para que nada faltasse ao rebanho, que a Divina Providência aos seus cuidados confiara. Tanto zelo, tanta dedicação não podia subsistir, sem que o inferno contra eles se enfurecesse. Não só iconoclastas, como também maus católicos, moveram uma campanha atroz contra o Prelado. À campanha aberta preferiram a encoberta, e muitos meses não se passaram, sem que Tarásio se visse emaranhado nas malhas de calúnias de toda espécie. O Bispo opôs à vil campanha as armas da fé em Deus, da paciência e da caridade. O imperador, tomado de amores ilícitos por uma dama da corte, acusando a esposa de tentativa de morte por veneno, requereu do Patriarca o divórcio, para contrair matrimónio com Teodata, era esse o nome da adúltera. Tarásio opôs-se ao alvitre do monarca, pediu-lhe que desistisse do ímpio projecto e ameaçou-o com os efeitos da vingança divina. Constantino, cego de paixão, não tomando em consideração as advertências e conselhos do Patriarca, exigiu-lhe a aprovação do casamento com Teodata, alegando – infelizmente com razão – a atitude de Patriarcas anteriores, em condições idênticas. Tarásio, porém, ficou firme e disse: “Mais temo cair em desagrado do Rei dos reis, que perder as boas graças de um rei mortal”. Constantino, uma vez no caminho dos desregramentos, adoptou o sistema monárquico absoluto, afastando a mãe da gerência nas coisas de política. Irene soube vingar-se. Se no princípio disfarçadamente, mais tarde fez guerra aberta ao filho; moveu contra ele elementos poderosos militares. Constantino foi preso; por ordem da mãe arrancaram-lhe os olhos, com tanta crueldade, que morreu em consequência disso. Irene subiu novamente ao trono, mas seu governo pouca duração teve. Vento semeara, tempestade havia de colher e colheu. Em 802 foi derrubada do poder e desterrada para Lesbos, onde morreu desgostosa. Pela morte de Constantino, voltaram para Tarásio dias de sossego, que não mais foi perturbado por novas lutas. Tanto Irene, como seu sucessor Nicéforo, deixaram a Igreja em paz. Vinte e dois anos pode Tarásio governar o patriarcado, dedicando-se de corpo e alma aos trabalhos na vinha de Cristo. Embora já velho e doente, celebrava todos os dias o santo sacrifício da Missa, preparando-se assim santamente para a morte. Antes de entregar a alma ao eterno repouso o demónio armou-lhe uma luta terrível, molestando e martirizando-o com pensamentos de desespero. Pessoas que o puderam observar de perto, viram-no tremer no corpo todo, acusando sinais de temor e de angústia. Uma outra vez ouviram exclamar: “Não fiz tal coisa! É mentira!” – “Sim, isto eu fiz, mas confessei-me sinceramente e espero de Deus misericórdia”. – Os circunstantes, observando esta luta entre a alma e o demónio, puseram-se a rezar fervorosamente. Tarásio, livre daquele pesadelo terrível, serenamente entregou a alma a Deus em 806. Catorze anos depois da morte de Tarásio, o imperador Leão, amigo dos iconoclastas, viu em sonhos o falecido Patriarca que lhe lançava olhares ameaçadores, dando a um tal Miguel ordem para que o matassem. Em vão procurou Leão descobrir esse Miguel. Seis dias depois foi assassinado por Miguel, o Gago, que se apoderou do trono imperial.http://www.paginaoriente.com/

CESÁRIO DE NAZIANZO Médico, Político e Santo ca. 331-338

Cesário de Nazianzo foi um proeminente médico e político. Ele é conhecido por ter sido o irmão mais novo de Gregório de Nazianzo e é reconhecido como santo tanto pela Igreja Ortodoxa, quanto pela Igreja Católica. O filho mais novo de Gregório, o Velho, bispo de Nazianzo, e sua esposa, Nona, Cesário nasceu na vila da família, em Arianzo, nas redondezas de Nazianzo. Ele provavelmente estudou em Cesareia Mazaca, também na Capadócia, como preparação para os estudos superiores em Alexandria, na província romana do Egipto. Lá, suas disciplinas preferidas eram a geometria, a astronomia e, principalmente, a medicina. Nesta última, superou todos os colegas. Por volta de 355 d.C., ele se mudou para a capital imperial, Constantinopla, e já tinha adquirido uma grande reputação por suas habilidades médicas quando seu irmão, Gregório, voltando de Atenas, apareceu por lá em 358. Cesário então sacrificou um posto de grandes honras e muito bem remunerado para retornar aos seus pais junto com ele. Porém, a vida na capital logo se mostrou uma atracção demasiado grande para ele e, eventualmente, ele se tornou um eminente médico na corte bizantina de Constâncio II e, para o desgosto de sua família, na de Juliano, o Apóstata que, porém, não conseguiu convertê-lo ao paganismo em sua tentativa de retornar o Império Romano às suas raízes pagãs. Nesta época, Cesário deixou novamente a corte e retornou apenas após a morte de Juliano, em 363.
São Gregório de Nazianzo, irmão de S. Cesário 
Sob o imperador Valente, Cesário tornou-se questor da Bitínia, uma posição que incluía as funções de colector de impostos e administração financeira. Após ter escapado de um terremoto que abalou a cidade de Niceia (11 de Outubro de 368), seu irmão lhe escreveu implorando que abandonasse suas ambições políticas e retornasse à vida religiosa. Porém, Cesário morreu subitamente numa epidemia de peste que se seguiu ao terremoto, logo após ter recebido o baptismo que ele, assim como muitos outros naquela época, havia adiado até a idade adulta. Após a sua morte, sua considerável herança foi saqueada pelos seus servos e credores. Seu irmão Gregório insistiu que o pouco que restou fosse distribuído aos pobres e para os parentes que ainda viviam. Seus restos foram enterrados em Nazianzo, onde seu irmão celebrou os ritos funerários na presença dos seus pais. Na oração que proferiu durante a cerimónia, “Sobre seu irmão São Cesário”, Gregório apresenta seu irmão como um cristão modelo e um asceta, provendo assim a fonte principal dos detalhes de sua vida e já deixando prontas as condições para que ele fosse futuramente canonizado. 

SEBASTIÃO DE APARÍCIO Pastor, Beato 1502-1600

Nasceu em Gudinha Galícia (Espanha) em 20 de janeiro de 1502. Quando criança contagiou-se por ocasião de uma epidemia. Os enfermos eram obrigados a viver apartados e sua mãe o levou a uma solitária choupana. Ali uma loba o mordeu e com a hemorragia curou-se a enfermidade. Desde então teve um especial amor e influência com os animais.Agradava-lhe a vida do campo por sua paz e contacto íntimo com Deus. Ainda que não tivesse ido à escola, nem aprendido a ler ou escrever, desenvolveu muitas habilidades úteis: construção de edifícios e fabricação de carros, cultivo, toda classe de trabalho rural, etc. Pastoreou as ovelhas de seu pai até a idade de 20 anos, quando se foi como mordomo em uma fazenda situada em Salamanca que pertencia a uma jovem viúva, formosa e rica. Ela enamorou-se dele. Para não cair na tentação, Sebastião deixou o lugar e foi á Zafra, para trabalhar em outra fazenda ao serviço de Pedro de Figueroa, parente do duque de Feria. Porém ali, uma das filhas do dono também começou a rondar-lhe. Voltou a mudar-se, desta vez a Saluncar deBarrameda, onde partiam os barcos para a América. Trabalhou ali sete anos com bom salário e pôde enviar às suas irmãs o dote que se costumava recolher para o matrimónio. Porém, nesse lugar, foi outra vez assediado por moças. Quando a filha do seu patrão passou a lhe assediar em namoro, decidiu embarcar para a América, onde viveria o resto de sua vida.Desembarcando em Puebla, México, recém-fundada, Sebastião pôs seus diversos talentos em bom uso. Lhe ajudaram inicialmente sua avantajada força física. Havia grande escassez de carros de carga animal. Ele fundou uma empresa onde os construía e fazia transportes. Ajudou também a construir estradas já que porPuebla passava o tráfego entre Vera Cruz e a cidade do México. Auxiliava aos índios e aos pobres, ensinando-lhes suas artes.Em 1542 Sebastião se muda para a Cidade do México com a finalidade de fundar uma empresa de carros maior. Abriu o primeiro caminho de carros a Zacatecas, empreendimento audaz não só pela distância mas porque atravessava região habitada por índios Chichimecas, então temidos e perigosos. Durante dez anostransportou viajantes e mineiros das minas Zacatecas à Casa da Moeda do México. Em certa ocasião foi assaltado, enquanto transportava mercadorias, por um bando de índios Chichimecas que inicialmente não reconheceram a Sebastião. Porém, quando se deram conta disso imediatamente o liberaram. “Tu tens sido sempre como um bom pai connosco – disseram – A ti, não faremos dano”.Com a idade de 50 anos, depois de 18 anos, se retira do comércio das estradas e se estabelece em uma fazenda em Tlalnepantla, próximo à Cidade do México. Pelos bens que havia ganhado com seu trabalho o chamam “Aparício, o Rico”. Em Chapultepec, nos arredores do México, adquire uma fazenda de criação de gado. Sem embargo, vivia com impressionante simplicidade: não tinha cama, mas dormia em um estrado, comia as mesmas refeições dos índios e vestia-se humildemente. Utilizava seus recursos para fazer de suafazenda um centro de misericórdia para todos. Os trabalhadores de sua fazenda eram tratados com todo respeito, como amigos. A vários arrendatários, lhes escriturou terras para que formassem suas próprias propriedades rurais. Enquanto era comum que os fazendeiros tivessem muitos escravos, só tinha um e este era tratado como um filho, até que acabou concedendo-lhe a liberdade. Porém, o escravo sentia-se tão bem junto a Sebastião que continuou ali como seu empregado.
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LUÍS VARIARA Sacerdote salesiano, Beato (1875-1923)

Luís Variara nasceu no dia 15-01-1875 em Viarigi (Ásti). Em 1856 Dom Bosco estivera ali, pregando uma missão. E foi a Dom Bosco que o pai confiou o filho, levando-o a Valdocco no dia 01-10-1887. O Santo morreu quatro meses depois. Mas o contacto que teve com ele foi suficiente para marcar Luís para toda a vida. Pediu que o admitissem como salesiano e entrou no noviciado no dia 17 de agosto de 1891. Variara estudou Filosofia em Valsalice, onde conheceu Padre André Beltrami. Em 1894 esteve ali o Padre Unia, o célebre missionário que há pouco havia começado a trabalhar na Colômbia, entre os leprosos de Agua de Dios. O mesmo Padre Variara contava: “Qual não foi o meu espanto e a minha alegria quando, no meio de 188 colegas meus que tinham a mesma aspiração, o Padre Unia fixou os olhos em mim e disse: Este é meu”. O jovem Variara chegou a Agua de Dios no dia 06 de agosto de 1894. O lazareto contava 2000 habitantes, dos quais 800 eram leprosos. Mergulhou totalmente na sua missão. Começou organizando uma banda musical, cuja inauguração se deu na presença do Presidente da República que, comovido, viu a "cidade da dor" animar-se pela primeira vez num impensável clima de festa. Em 1898 Luís foi ordenado sacerdote. Logo se revelou um óptimo director espiritual. Em Agua de Dios, na casa das Irmãs da Providência, nascera a Associação das Filhas de Maria, um grupo de 200 moças. Ele era o confessor delas, e não demorou a identificar no grupo algumas chamadas à vida religiosa. Um sonho irrealizável! Nenhuma Congregação aceitaria uma filha de leprosos e, muito menos, uma doente de lepra. Dessa real impossibilidade nasceu o audacioso projecto ― único na Igreja ― de um Instituto que permitisse aceitar também candidatas doentes de lepra. Hoje a Congregação das Filhas dos SS. Corações de Jesus e Maria conta 600 religiosas. Padre Variara se sentia sempre mais entusiasta de sua missão. Um dia suspeitou-se que ele também tivesse sido atingido pela doença. Ao saber disso, limitou-se a dizer: “Tudo vem de Deus e tudo vai para Deus”. Morreu longe dos seus queridos doentes, como a obediência determinara. Agora repousa em Agua de Dios na capela das suas Filhas. Beatificado em 14 de abril de 2002, pelo Papa João Paulo II.

CALISTO CARAVARIO Sacerdote salesiano, Mártir, Santo 1903-1930

Calisto Caravario nasceu em Cuorgnè, na província de Turim, Itália, no dia 18 de Junho de 1903. Desde pequeno, pelo seu carácter manso e reflexivo, todos o consideravam um menino bom. Por natureza, era levado à oração. Amava ternamente sua mãe, como testemunham as numerosas cartas que se escreviam. Aos 5 anos, transferiu-se com a família para Turim, perto do oratório de Porta Nuova. Na escola salesiana era um dos primeiros da classe. Todos os dias fazia questão de ajudar na Missa. Aconselhado pelo director do oratório, Pe. Sante Garelli, entrou para o noviciado e se tornou salesiano. Em 1922, D. Luís Versiglia estava em Turim e falou aos clérigos sobre as missões. Calisto lhe disse: “Excelência, um dia eu estarei junto com o senhor na China”. O Pe. Garelli foi para a China. Calisto tanto insistiu que, depois de pouco tempo, conseguiu partir também. A mãe disse ao Pe. Garelli: “De boa vontade deixo meu filho nas mãos de Dom Bosco”. E Calisto escreveria: “Com todo o afecto de que sou capaz, eu te agradeço, Senhor, por me teres dado uma mãe tão boa”. “Mamãe, uma notícia que te dará alegria: esta manhã dei minha primeira aula de catecismo em chinês.” Calisto foi mandado para Macau. Depois de dois anos seu novo destino foi a ilha do Timor, onde edificava a todos pela sua bondade e pelo seu zelo apostólico. Escreveu: “Minha boa mãe, reza para que o teu Calisto seja sacerdote por inteiro, não só pela metade”. No dia 18 de maio de 1929, voltando a Shiuchow, D. Versiglia o ordenou sacerdote e lhe confiou a missão de Linchow. Em pouco tempo visitou todas as famílias e conquistou a simpatia dos meninos das escolas. De repente, a situação política da China entrou em ebulição. Quem mais sofria eram os cristãos e os missionários estrangeiros. As perseguições não se fizeram esperar. No dia 13 de Fevereiro de 1929, Pe. Caravario estava em Shiuchow para acompanhar o bispo na visita pastoral à sua missão de Linchow. Durante a viagem, piratas eivados de ideologia bolchevista tentam capturar as catequistas que estavam na barca dos missionários. Pe. Calisto falou gentilmente com eles. Sem lhe dar ouvidos, espancaram os dois missionários e os obrigaram a descer da barca. Levaram-nos para uma mata. Ali, a poucos instantes da morte, Pe. Caravario se confessou com D. Versiglia. Em seguida, foi fuzilado. Era dia 25 de Fevereiro de 1930. Oito anos antes, Pe. Caravario dissera a D. Versiglia: “Um dia eu estarei junto com o senhor na China”. Esteve. Na vida e na morte. Fonte : http://sdb.org/

MARIA LUÍSA DE ANGELIS Religiosa, Beata (1880-1962)

A Irmã Maria Luísa De Angelis nasceu no dia 24 de Outubro de 1880 na Itália, em São Gregório, uma pequena cidade do Abruzzo, não muito longe da bonita cidade de L'Áquila. Com a sua chegada, a primeira dos oito irmãos, depois de haver cumulado seus pais de alegria, foi baptizada na mesma tarde do seu nascimento, com o nome de Antonina. Com o passar dos anos, o contacto com a natureza e a dura vida do campo, a menina crescia límpida e simples, trabalhadeira e rica de sensibilidade, transformando-se ao mesmo tempo numa jovem forte e delicada, activa e reservada como todas as pessoas daquela esplêndida terra. No dia 7 de Dezembro do mesmo ano do nascimento de Antonina, faleceu em Savona uma Irmã, que escolheu de dar a vida em plenitude no seguimento de Cristo, que disse: «Sede misericordiosos, como é misericordioso o vosso Pai... Tudo aquilo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes...». Era a Santa Maria Josefa Rossello, que deu a vida em Savona, no ano de 1837, ao Instituto das Filhas de N.S. da Misericórdia: uma família religiosa que então caminhava pelas estradas do mundo e com o exemplo atraia muitas jovens ao mesmo ideal. Era aquilo que Antonina esperava: sentia no coração que os seus sonhos encontravam eco nos sonhos da Madre Rossello. E não foi necessário outra coisa. Ingressou entre as Filhas da Misericórdia no dia 14 de Novembro de 1904. No momento da vestição recebeu o nome de Irmã Maria Ludovica. Três anos após o seu ingresso, exactamente no dia 14 de Novembro de 1907, viaja para Buenos Aires onde desembarca no dia 4 de Dezembro do mesmo ano. Desde esse momento a Irmã Luísa apresenta-se discreta e corajosa, com gestos humildes, silenciosos, dedicando-se inteiramente, apesar da sua pouca cultura. Entretanto é admirável naquilo que consegue realizar sob os olhos daqueles que a rodeiam, mesmo se o seu castelhano é simpaticamente italianizado com um acento característico abrucez, sem muita dificuldade para ser compreendido. Não formula programas e estratégias, não tem tempo e nem capacidade. Mas, doar-se com toda a alma, isto sim. O Hospital das Crianças ao qual é enviada e que imediatamente adopta como sua família, a vê primeiro como solícita cozinheira, depois torna-se responsável da comunidade, infatigável anjo da guarda da obra que ao seu redor se transforma gradualmente na família unida com um único fim: o bem das crianças. Serena, activa, audaz nas iniciativas, forte nas provas e na doença, com o inseparável Terço entre as mãos e com o sorriso nos olhos, Irmã Luísa torna-se ela mesma às escondidas, através da sua bondade sem limites, incansável instrumento de misericórdia, para que a mensagem do amor de Deus chegue clara a cada um dos seus filhos. O único programa expressamente formulado é a frase seguinte: «Fazer o bem a todos, não importa a quem». E se realizam assim com financiamentos que só o céu sabe como a Irmã Luísa consegue obter, salas de operação, sala para os pequenos hospitalizados, novas máquinas, um edifício no Mar do Prata para as crianças convalescentes, uma Capela que hoje é Paróquia, e uma florescente feitoria em City Bell, a fim de que os seus protegidos tivessem sempre uma alimentação sadia. Durante 54 anos a Irmã M. Luísa será a amiga e confidente, conselheira e mãe, guia e conforto para centenas e centenas de pessoas, de qualquer classe social. No dia 25 de Fevereiro de 1962 concluiu o seu caminho aqui na terra, mas que permanece ainda hoje, — todo o pessoal, médicos em particular — não se esquecem e o Hospital das Crianças assume o nome de «Hospital Superiora Luísa». www.vaticano.va/

Santa Aldetrudes, Abadessa

Santa Aldetrudes, sua irmã e sua mãe
Santa Valdetrudes (ou Waldru)
Canon O' Hanlon traz um relato de uma abadessa belga no dia 25 de fevereiro, a quem o hagiologista do século XVII, o Padre John Colgan, dizia ser de ascendência irlandesa: Santa Aldetrudes, ou Aldetrudis, Virgem e abadessa de Malbod, ou Maubeuge, na Bélgica. Esta santa virgem é reivindicada com o pertencente aos santos da Irlanda pelo Padre João Colgan, porque do lado do pai seu sangue ancestral era irlandês, mesmo embora ela tivesse nascido na Bélgica e vivido lá. Os Bolandistas, depois de uma introdução escolástica, produziram uma breve Vida Latina da santa, adicionando algumas poucas notas, a título de esclarecimento. Estes atos são feitos a partir de um manuscrito Codex da Vida de Santa Aldetrudes encontrado no Mosteiro de Rubra Vallis, perto de Bruxelas, e inserido na primeira parte da Hagiologia Brabantina, a partir das lições do Breviário para a Igreja Colegiada de Mons, fundada por Santa Waldetrude. O pai de Santa Aldetrudes foi Maelceadar ou Maldegarius, também chamado Vicente, tendo recebido este último nome por conta das inúmeras vitórias que obteve; por esta razão também ele foi criado Conde de Hainault, nos Países Baixos, por Dagoberto, o famoso rei dos francos. Para aumentar essas honras, este monarca deu-lhe em casamento sua parente Santa Waldetrude (Waldetrudis ou Waudru). Esta feliz aliança deu quatro filhos santos à Igreja: São Landrico, bispo de Meaux; São Dentelino, Patrono de Rosensis, em Cleves; Santa Aldetrudes e Santa Madelberta. A irmã de Santa Waldetrude, Santa Aldegunda, tinha fundado uma instituição religiosa em Maubeuge, uma cidade nas Flandres francesa, e perto da fronteira sul da Bélgica. Desde sua mais tenra infância, Santa Aldetrudes, com sua irmã Santa Madelberta, foi distinguida por suas disposições piedosas. Ambas foram colocadas sob a proteção de sua santa tia Aldegunda, para receber uma formação religiosa e secular. A influência e os preceitos desta santa mulher logo levaram as sobrinhas a desprezar as vaidades deste mundo e a dedicar suas almas virgens para Cristo. Nossa santa especialmente gostava de ouvir as frases do Evangelho relativas às virgens prudentes e às insensatas. Ela vivia em oração fervorosa e constante, em vigílias contínuas, em abundantes esmolas. Um fato interessante lhe é relacionado. Certa de que a cera utilizada nas velas do altar não devia ir para o lixo, Aldetrudes reuniu os gotejamentos e os fragmentos de círios para colocá-los novamente na panela. Quando colocado sobre o fogo, no entanto, a cera derretida incendiou-se. Pensando que havia perigo de incêndio, e não querendo perder a cera, Aldetrudes corajosamente pegou a panela e levantou-a em suas mãos, levando-a para o chão de pedra. Embora parte da cera derretida atingisse suas mãos e os braços, ela milagrosamente escapou sem qualquer queimadura ou machucado como consequência dessa corajosa aventura. Isto foi de grande edificação para todos os servos do convento que estavam presentes. Quando sua santa tia, Aldegunda, foi levada da terra para o céu, nossa santa foi nomeada para sucedê-la na administração dos assuntos conventuais, em Maubeuge. Ela presidiu este convento por 12 anos. Durante este período, Santa Aldetrudes governou suas freiras com muito cuidado e caridade. Uma de suas filhas espirituais teve uma visão do Apóstolo São Pedro com Santa Aldetrudes. Eles apareciam de pé, no canto do altar e envolvidos numa conversa. Com um sorriso benévolo o Apóstolo, exclamava: "Tenha coragem, virgem amável, pois eu tenho a ti e aos teus servos sob a minha tutela constante, e eu vou reduzir a nada os esforços do velho inimigo". Olhando de novo, a freira viu um favo de mel nos lábios de sua abadessa e uma escada pela qual ela se esforçava para subir ao céu. A narração desta visão foi de grande consolo para comunidade religiosa de Aldetrudes. Numa outra ocasião, águias foram vistas voando em direção ao céu e levando para lá Santa Aldetrudes e suas orações. No entanto, ela tinha dúvidas em relação à eficácia de suas orações e aos seus próprios méritos, mas ela foi reconfortada por uma visão noturna quando ela viu um grande globo de cristal brilhante voar diante dela indo para o Oriente.  Poucos dias depois um santo sacerdote disse a ela que na noite da Epifania do Senhor ele viu um homem venerável de longos cabelos vindo como um rei oriental, com três varinhas, levando flores em sua mão. Estas ele apresentou a Aldetrudes, dizendo: "Tu regerás com uma varinha, e elas devem crescer em tuas mãos para as nuvens". A santa abadessa caiu de joelhos e orou com lágrimas a Deus. Uma das irmãs de religião de Santa Aldetrudes relacionada com São Dado ou Audeon, Bispo, fez um relato completo da vida de sua abadessa, sendo que uma cópia deste documento devia existir no Convento de Maubeuge, pois o Abade Sobnias, ou Sobinus, escreveu uma Vida de sua tia, Sta. Aldegunda para o Mosteiro de Nivelles. Santa Aldetrudes faleceu no dia 25 de fevereiro, o ano de sua morte sendo 676, embora os Bolandistas creem que ela sobreviveu a São Audeon, mas isto não é certo. Fonte: http://heroinasdacristandade.blogspot.com.br/

25 DE FEVEREIRO - SANTA VALBURGA

Santa Valburga nasceu em Devonshire (Inglaterra) no ano 710. Era filha do rei Ricardo (que tornou-se santo) e irmã de Vilibaldo e Vunibaldo, ambos santos canonizados. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seu pai entregou o trono a um sobrinho e levou sua família para viver num mosteiro, quando Valburga ainda era criança. Poucos meses depois, seu pai faleceu em Luca na Itália, quando tinha saído em peregrinação para Jerusalém.Seus dois irmãos se tornaram sacerdotes, Valburga ficou no mosteiro e se tornou monja...Dirigiu, como superiora, dois mosteiros durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nas penitências, orações e devoção a Jesus Cristo. Suas obras assistenciais ficaram conhecidas por toda a região...Valburga faleceu com 69 anos. Em 893, quando foi canonizada, seu corpo foi encontrado intacto e transladado para a igreja de Eichestat. Em seu túmulo brota, até os dias de hoje, um fluído de aroma suave como um óleo fino, que é recolhido e guardado em garrafinhas que são distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos confirmam curas de várias doenças. - Fonte: P. Rosivaldo CSsR
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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